sexta-feira, 13 de maio de 2005

Darfur e Norte do Uganda

Segundo uma noticia do jornal ugandês The Monitor citado pelo All Africa, uma delegação de dirigentes das religiões Baha’i, Budista, Cristã, Hindu, Islâmica, Judaica e Rasfatariana deverá deslocar-se ao Sudão. Esta delegação inter-religiosa deverá encontrar-se com o presidente sudanês Umar El Bashir e várias organizações sudanesas para perceber porque persiste o conflito no Darfur e que contributo podem dar para a paz.

A mesma delegação manifestou a sua enorme preocupação pela continuação da guerra no Uganda. O "Lord Resistance Army" além de usar o sul do Sudão como base para ataques contra civis e tropas governamentais, alargou as suas actividades ao sul do país (onde já se registaram raptos de crianças).

Poderão os lideres religiosos dar um contributo para ajudar ao fim dos conflitos nos Darfur e no norte do Uganda?

11 comentários:

Elfo disse...

A Religião é das forças mais poderosas do planeta... se não for pela paz a guerra nunca sera derrotada.

Marco disse...

Eu lembrei-me da Comunidade de Sto Egídio, que deu um grande contributo para paz em Moçambique.

Elfo disse...

Oh! E os sdões que existem em cada um de nós? Como os combatemos?
Já pus o tal link, mas aqueles posts fazem-me chorar... vá-se lá saber porquê!

Elfo disse...

Sudôes não sdões, desculpa.

Elfo disse...

Sudões, definitivamente.

Hoje também é sexta feira treze, deve ser por isso.

Anónimo disse...

Já estava preparado para responder "pelo menos não pode piorar", quando vi a pertinente resposta do Marco.
Acima de tudo gostava de ver a África a sustentar-se a si mesma.
É triste ver o que se passa no berço da humanidade.
Muitas das dinastias faraónicas eram originárias do Sudão, líderes de uma civilização ímpar na História.
Não há dúvida o poderio das nações vai e volta. E receio que o seu humanismo e coesão interna também.
No entanto, o que esperar dos líderes religiosos? Não nos podemos esquecer que a luz é mais visível na escuridão.

João Moutinho

Pedro Fontela disse...

Esperem lá esse "Lord resistance army" não é o exército de fanáticos cristãos que recruta crianças para combaterem?

Marco disse...

Pedro,
É esse mesmo. É um maluco chamado Joseph Kony que (segundo dizem) faz uma interpretação completamente distorcida dos dez mandamentos.
Tens o link no post.
Mas o LRA não recruta; rapta. Os rapazes para combater e as moças para serem escravas sexuais. Os que as crianças das zonas rurais do norte do Uganda têm sofrido é inimaginável.

Pedro Fontela disse...

Pois é Marco, bem me queria parecer que já tinha ouvido esse nome...aqui há bastante tempo publicámos um artigo no Diário sobre isso (infelizmente a situação não é nova nem foi resolvida).

pinto ribeiro disse...

rastafari, bahás...e islâmicos. é anedota a mais para um assunto tão sério. já agora quem é o Ayatullah presente na excursão?...

Marco disse...

Pedro,
Quase todas as semanas a BBC tem notícias sobre o Uganda. São as crianças das zonas rurais que têm terror de dormir e procuram as pequenas vilas e cidades onde se sentem mais protegidas, é o desespero das famílias que perderam as suas crianças, é o trauma de outras crianças que reencontram as famílias e dão testemunham dos horrores que viveram...
Depois do Idi Amin, de regime de "democracia musculada", ainda apanham com mais esta tragédia. Parece que o calvário dos ugandeses não tem fim!