quarta-feira, 19 de julho de 2006

Medo e Estoicismo em Haifa

Na edição on-line de hoje, a BBC refere o caso de um grupo de peregrinos bahá'ís apanhados pela crise no Médio-Oriente.

Aqui fica uma tradução (um pouco feita à pressa) de um excerto
(...)
A violência surgiu no pico da estação turística e a maioria dos visitantes estrangeiros desapareceu. Mas há alguns, porém, que ainda vão chegando apesar da ameaça.

A família Kuykendal, de Seattle, no EUA, chegou no domingo, como parte de um grupo de 150 peregrinos Bahais. Vêm visitar o majestoso templo Bahai, o ponto central da sua fé, que adorna as espantosamente inspiradoras encostas do Monte Carmelo, em Haifa.

"Esta violência deixa-me mais triste do que preocupado, mas faz com que isto seja uma experiência única", disse Marsha Kuykendall, enquanto tomava pequeno almoço no Hotel Dan Panorama, com o seu marido e dois filhos adolescentes.

"Esperámos sete anos para fazer esta peregrinação, e assim, mesmo no meio de tudo isto, consideramo-la como uma experiência capaz de alterar a vida, e esperamos que as nossas orações possam de facto unir a humanidade"
(...)
O artigo completo está disponível aqui: Fear and stoicism in Haifa

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ACTUALIZAÇÃO:

Também a propósito dos ataques de que a cidade de Haifa tem sido alvo, crescem as referências nos média aos lugares sagrados bahá’ís naquela região:

In only a flash, a peaceful city no longer (Boston Globe)
Defend or Die (Newsweek)
Today I watched a man being killed... (Israelinsider)

14 comentários:

GH disse...

Para andar em peregrinação nesta época de guerra, ou se é louco, ou se tem uma fé enorme (coisa que tenho alguma dificuldade em entender!).

Elfo disse...

Ó meu caro GH, a Fé move montanhas.
Também é verdade que "um homem sensato nunca será encontrado num teatro de guerra"- Confúcio

João disse...

Desculpa lá Marco, mas este post não me comove e até concordo com o GH...é como qualquer pessoa que tenha marcado férias para aquela zona e decidiu apesar da eclosão da guerra ainda assim fazê-las, não sei porque é que se há de estar a louvar o comportamento dessa pessoa. É uma escolha pessoal não há que condená-la, mas também não vejo porquê louvá-la. Acabada a "marcante experiência" essa cidadã regressará calmamente aos EUA, e a guerra continua!

iuri disse...

A mim parece-me que quando a guerra comecou esses peregrinos ja estavam la.
Provavelmente, este momento, a chegada de novos peregrinos esta a ser adiada , pelo menos no passado e em situaçoes semelhantes foi o que aconteceu. A Casa de Justica preocupa-se muito com a segurança dos Bahais na terra santa e nao deixa que estes corram riscos desnecessarios.

GH disse...

Joao,
Talvez tenhas razão. Se os rockets caissem lá na cidade desta americana, sempre queria ver o discurso dela sobre a espiritualidade.
Quando a guerra é na casa dos outros, estes discursos ficam sempre mais fáceis.

Mikolik disse...

Pessoalmente gostei e concordo em absoluto com o comentário do Iuri. Não obstante creio que o João também tem razão no que afirma. Ao contrário, para os comentários do GH, já me começa a faltar a paciência... e acho vou acabar por perder a vontade de responder às provocações e falta de tolerância.

Peço desculpa.

GH disse...

"...para os comentários do GH, já me começa a faltar a paciência"

Bonito, sim senhor!

Uma guerra entre Israel e o Libano(ou será apenas Hezbollah?), o mikolik a escrever/falar sobre flores e passarinhos e depois o intolerante e provocador sou eu!

João disse...

Iuri, eu limitei-me a comentar o post do Marco que se referia expressamente à chegada de peregrinos depois do conflito já ter começado e em especial a essa cidadã americana que se orgulhava de estar a viver (vou citar) "uma experiência unica enquanto tomava o pequeno almoço no hotal Dan Panorama".
Não sei verdadeiramente qual foi a intenção do Marco ao postar isto, mas disse aquilo que pensava (e penso) sem querer julgar ninguém muito menos a casa universal de quem obviamente só espero bom senso como parece ser o caso nas advertências que está a fazer.

João disse...

Iuri, eu limitei-me a comentar este post que se refere expressamente à chegada de peregrinos depois do conflito ter começado e em especial a essa cidadã americana que se orgulhava de estar a viver (e vou citar) "uma experiência única…enquanto tomava o pequeno almoço no hotel Dan Panorama". Desconheço qual foi a intenção do Marco ao postar esta noticia, não é minha intenção julgar a referida cidadã, só não acho que seja um exemplo de coragem. A posição da casa de justiça revela bom senso, como aliás seria de esperar.

Mikolik disse...

:-)

GH, sim é preciso ter muita paciência para as tuas bocas... gostava de te conhecer, um dia, um encontro de amizade, e acho que não sou o único a partilhar este sentimento.

A mim às vezes parece-me que não és real, um tipo como tu que parece não gostar, tampouco pactuar com aquilo que nós defendemos, e anda aqui sempre metido, a fazer comentários! Isso é afinal o maior sinal de assiduidade e interesse. Não faz sentido...

Por um lado acho que todos apreciamos muito a tua presença, acima de tudo é salutar e estimulante para o debate, por outro lado às vezes és muito difícil de engolir, enfim é um teste à nossa paciência, e realmente se queremos TENTAR ser exemplos para a sociedade, temos que saber conviver com algumas atitudes e palavras tuas.

Bem eu falei na primeira pessoa do plural, mas isto é apenas a minha opinião... se calhar estou errado.

Mikolik disse...

João,

Quandi li as palavras da senhora Americana referindo-se à "experiência única" entendi que ela se referia à peregrinação, não aos bombardeamentos.

O que me pareceu que estivesse a dizer é que a peregrinação é uma experiência única, com ou sem bombardeamentos.

João Moutinho disse...

Em termos de mortes violentas ou crimes violentos, Israel é mais segura que o Estado de Nova Iorque.
Há emigrantes libaneses que voltaram do Brasil porque fugiram "à violência" existente no Rio ou em São Paulo. Não estou a inventar nada - mas estou-me a repetir pela "milésima" vez.
Como é óbvio estamos perante uma guerra onde há mortos e estropiados. Mas há um enfoque naquela zona em tudo o que seja violência.
À "sombra" do Santuário dO Báb, em Haifa, está a Sede da Casa Universal de Justiça, que guiará a Humanidade para a Paz Maior, não haverá mais guerras!

iuri disse...

eu interpretei a "experiencia unica" como sendo estar na terra santa a fazer peregrinacao, e nao como levar rockets de uns fanaticos.

João disse...

Porque não formalizar um convite ao GH para participar na escola de Verão?