quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Uma resolução a votar pela Assembleia Geral da ONU



A Assembleia Geral da ONU irá votar em Dezembro uma resolução aprovada ontem pelo Terceiro Comité, onde se expressa profunda preocupação pela situação dos direitos humanos no Irão, incluindo a escalada de perseguições contra os Bahá’ís. A resolução do Terceiro Comité - responsável por questões de direitos humanos - foi aprovada no dia 21 de Novembro, por 70 votos contra 48.

Apresentada pelo Canadá e patrocinada por 43 países, a resolução apela ao Irão para “eliminar na lei e na prática, todas as formas de discriminação baseadas na religião, etnia ou língua, e outras violações de direitos humanos contra pessoas pertencentes a minorias, incluindo Árabes, Bahá’ís, Baluchis, Curdos, Cristãos, Judeus, Sufis e Muçulmanos Sunitas.

A resolução refere o agravamento da situação da comunidade Baha’i do Irão, notando a existência de “relatórios de planos do Estado para identificar e monitorizar os Baha’is”, “um aumento dos casos de detenções arbitrárias” e “a negação de liberdade de religião ou de realização de actividades comunitárias”.

A resolução também expressa preocupação pela “destruição de lugares de importância religiosa” para os Baha’is e “a suspensão de actividades comunitárias, sociais e educativas, a negação de acesso ao ensino superior, emprego, pensões, alojamento condigno e outros benefícios" aos Bahá’ís.

Notícia completa: UN expresses "serious concern" over human rights in Iran, including the situation of Baha'is (BWNS)

3 comentários:

João Moutinho disse...

A Este nada de novo.

Marco Oliveira disse...

Eu preferia não ter de dar estas noticias.
Era melhor escrever sobre algo mais positivo.
Mas a verdade é que não dá para ignorar isto.

Daniella disse...

Então isto não é algo positivo? Embora possa não resolver muito, mas é melhor que o silêncio dos bons. O problema é que eles ainda vão votar e vão inventar outras vezes de votar e votar e votar, Deus sabe até quando.
Nesta resolução faltou o reconhecimento dos filhos afegãos nascidos no Irão que não têm direito a nada nem uma simples certidão do nascimento, o necessário para entrar na escola.