quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

As crianças imitam-nos



Este video surgiu no Canadá no âmbito de uma campanha de sensibilização sobre a influência que os adultos sobre as crianças. É tocante e profundo. Tal como outros vídeos que aqui mostrei, também gostaria que este fosse exibido regularmente nas televisões portuguesas.

A mensagem deste vídeo lembra-me um episódio ocorrido há mais de vinte anos em Antuérpia. Na altura foi organizada uma conferência europeia de Juventude Baha’i. Lá estavam jovens de todos os países europeus, partilhando experiências e confraternizando. Numa manhã de domingo, percorríamos as ruas de Antuérpia quase sem transito automóvel, quando o nosso grupo se deteve junto a uma passadeira de peões aguardando respeitosamente que o semáforo ficasse verde.

Os portugueses trocaram olhares como se perguntassem uns aos outros: "Que se passa? Porque parámos se não há carros na rua?" Tomei a iniciativa e atravessei a passadeira ainda com o sinal vermelho; os outros portugueses seguiram-me. Depois ficámos no outro lado da estrada a chamar os outros jovens europeus. Acabámos por gozar aquela atitude deles. Quando o sinal ficou verde e o resto do grupo se juntou a nós, questionei um alemão: "O vosso problema é serem demasiado lógicos. Porque é que não atravessaram a rua se não havia transito?" A resposta foi imediata: "Porque alguma criança podia ver o que estávamos a fazer."

4 comentários:

João Moutinho disse...

"De pequenino se torce o pepino".
Às vezes fico com a sensação com os tugas com a mania de serem chico-espertos só conseguem piorar as coisas.
O caso do semáforo é um exemplo mas lembro-me de que quando passei por Praga o respeito que eles tinham pelos peões que passavam nas passadeiras eram bem menores do que os nossos.

Mikolik disse...

Esta coisa das crianças aprenderem connosco é ainda mais verdade nos primeiros anos, ainda que cada vez mais tenhamos um período de infância e juventude mais longo.

Ainda assim acho que esta forma de aprendizagem é aquela que temos em comum com as espécies do reino animal, as quais têm uma evolução insignificante comparada com a nossa.

A nossa maior capacidade de evolução tem a ver com a nossa parte espiritual (racional), connosco entram em jogo muito mais variáveis na equação de vida do que na de qualquer outra espécie.

De qualquer forma, se começarmos por fazer aquilo que queremos que os nossos filhos façam, esse já é um excelente principio, para eles e para nós.:-)
No fundo este procedimento é uma variante da regra de ouro - faz aos outros aquilo que queres que façam a ti mesmo – a qual é uma das leis básicas e imutáveis da existência humana.

sahba disse...

genial atitude!

Dad disse...

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