quarta-feira, 12 de março de 2008

Relatório sobre Direitos Humanos - 2007


Foi ontem apresentado pelo Departamento de Estado Norte-Americano o Relatório Anual sobre Práticas de Direitos Humanos referente ao ano de 2007. O documento analisa detalhadamente a situação dos direitos humanos em praticamente todos os países do mundo e sob diversas vertentes: desaparecimentos, tortura, tratamento desumano, condições de centros de detenção, detenções arbitrárias, funcionamento dos tribunais, existência de prisioneiros políticos, liberdade de expressão e de imprensa, liberdade de internet, liberdade académica e cultural, liberdade de reunião, liberdade de associação, liberdade de religião, discriminações governamentais e sociais, liberdade de deslocação, protecção a refugiados, eleições e participação política, corrupção e transparência governamental, tráfico de pessoas, direitos das mulheres, direitos das crianças, minorias étnicas e religiosas, trabalho forçado, condições de trabalho, etc

A existência de comunidades bahá’ís em diversos países do mundo não passou despercebida aos autores do relatório. No capítulo que descreve a situação dos direitos humanos no Irão, a palavra «bahá'í» é mencionada 48 vezes; no capítulo do Egipto, 19 vezes; no capítulo da Jordânia 12 vezes...

Mas nem todas as referências aos bahá’ís são descrições de abusos ou atentados aos direitos humanos. No capítulo sobre Portugal, afirma-se que os bahá’ís são um dos grupos religiosos que, no nosso país, já podem celebrar casamentos com efeitos civis. Penso que é a primeira vez que um relatório do Departamento de Estado menciona a presença dos Bahá’is em Portugal.

1 comentário:

entãoéassim... disse...

Vá lá, constarmos nesse relatório por esse motivo, já não é mau, mas as práticas de direitos humanos são "um bocadinho" mais abrangentes do que a simples menção à celebração de casamentos de bahá'is com efeitos civis.
Gostaria de saber que referências são feitas a tantos outros níveis, no que toca a certas liberdades cá da terra. Somos assim tão pequenos e insignificantes a ponto de passarmos despercebidos???
Se não quisessem dar-se muito ao trabalho de investigação, bastava que recorressem à preciosa ajuda do António Barreto (o "tal", do meu contentamento, lembram-se?), lendo o seu artigo (entre muitos outros, claro), no "Público", de 6 de Janeiro '08.
Argumentos não faltariam para uma mais atenta observação. Aí veríamos como o relatório cresceria, quanto aos actos atentatórios da nossa liberdade, individual e colectiva!!!