Excerto da coluna de opinião de Anselmo Borges, hoje no Diário de Notícias:
(...)
Quando Portugal é apontado como o país da União Europeia com maior desigualdade na repartição dos rendimentos e a corrupção campeia e os ricos se tornam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres e se anuncia uma conflitualidade social iminente, que diria o Padre António Vieira? Perguntaria: "Que maldade é esta, à qual Deus singularmente chama maldade, como se não houvera outra no mundo?" E responderia: "A maldade é comerem-se os homens uns aos outros, e os que a cometem são os maiores, que comem os pequenos." "Diz Deus que comem os homens não só o seu povo, senão declaradamente a sua plebe; porque a plebe e os plebeus, que são os mais pequenos, os que menos podem e os que menos avultam na república, estes são os comidos. E não só diz que os comem de qualquer modo, senão que os engolem e devoram."
Que diria o Padre António Vieira frente a uma Justiça que não funciona ou que funciona mal e na qual os mais fracos e pobres não podem confiar muito? "Vede um homem desses que andam perseguidos de pleitos ou acusados de crimes, e olhai quantos o estão comendo. Come-o o meirinho, come-o o carcereiro, come-o o escrivão, come-o o solicitador, come-o o advogado, come-o a testemunha, come-o o julgador, e ainda não está sentenciado e já está comido."
Com a subida dos preços alimentares, está aí mais fome. Evidentemente, para os pequenos. Há razões várias para a carência, mas uma delas é a especulação. Como é possível especular com o sangue dos pobres? "Porque os grandes que têm o mando das cidades e das províncias, não se contenta a sua fome de comer os pequenos um por um, ou poucos a poucos, senão que devoram e engolem os povos inteiros. E de que modo os devoram e comem? Não como os outros comeres, senão como pão. A diferença que há entre o pão e os outros comeres é que para a carne há dias de carne, e para o peixe, dias de peixe, e para as frutas, diferentes meses do ano; porém o pão é comer de todos os dias, que sempre e continuadamente se come: e isto é o que padecem os pequenos. São o pão quotidiano dos grandes; e assim como o pão se come com tudo, assim com tudo e em tudo são comidos os miseráveis pequenos."
Frente a uma ASAE que "permite" que governantes fumem em aviões fretados, mas inutiliza comida a instituições de solidariedade social por incumprimento de regras meramente formais, que diria o Padre António Vieira? "Os maiores comem os pequenos; e os muito grandes não só os comem um por um, senão os cardumes inteiros, e isto continuamente sem diferença de tempos, não só de dia, senão também de noite, às claras e às escuras." Os pequenos não têm nem fazem ofício "em que os não carreguem, em que os não multem, em que os não defraudem, em que os não comam, traguem e devorem".
(...)
sábado, 31 de maio de 2008
Questões sobre Laicidade (10)
Conferências de Maio 2008 do Centro de Reflexão Cristã.
Intervenção de José Lamego, na 4ª Conferência: "Portugal, Democracia Laica e Plural".
Intervenção de José Lamego, na 4ª Conferência: "Portugal, Democracia Laica e Plural".
sexta-feira, 30 de maio de 2008
O Contributo das Religiões para a Paz
Por iniciativa da Comissão de Liberdade Religiosa, vai ter lugar nos próximos dias 23 e 24 de Junho, em Lisboa, no Forum Lisboa (antigo cinema Roma) um Colóquio Internacional sobre o tema «O Contributo das Religiões para a Paz».
PROGRAMA PROVISÓRIO
23 de Junho
10 horas: Sessão de abertura
* Mário Soares, Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa
* Dr. António Costa, Presidente da CML
* D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa (a confirmar)
* Sua Excelência o Primeiro-Ministro
Coffee Break
11 horas: I Painel – «Os contributos das Religiões para a Paz»
* Engº Swami Sadyojathah – Director "Int. Aff. of Art of Living" - Religião Hindu
* Grão Rabino René Samuel Sirat – Vice-Presidente da Conf. Europeia de Rabinos – Religião Judaica
* Dr. Vassilios Tsirmpas – Religião Cristã - Evangélica
* Imam Abdul Rauf Feisal - Religião Muçulmana- Sunnita
Debate com a assistência
Moderador: (um membro da Comissão)
13 horas: Fim da 1ª parte dos trabalhos
15 horas: II Painel – «Os contributos das Religiões para a Paz (cont.)»
* Prof. Azim Nanji - Religião Muçulmana - Shia Imami Ismaili
* (nome a confirmar) - Religião Budista
* Emmanuel Adamakis - Arcebispo da Igreja Ortodoxa Grega em França - Religião Ortodoxa
* Dr. Kishan Manocha – Religião Baha’i
Debate com a assistência
Moderador: (um membro da Comissão)
Coffee Break
17 horas: «A Liberdade Religiosa no mundo actual»
* Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (nome a confirmar)
17:30 – «Liberdade Religiosa em Portugal»
* Prof. Jónatas Machado (a confirmar)
Debate com a assistência
Moderador: (um membro da Comissão)
18 horas: Fim da 2ª parte dos trabalhos
24 de Junho - Manhã
10 horas: 2ª Conferência “Crentes e não crentes face à laicidade”
* Prof. Régis Debray
* Prof. Andrea Riccardi – Presidente da Comunidade de S. Egídio
Debate com a assistência
Moderador: (um membro da Comissão)
Coffee Break
12 horas: Sessão de Encerramento
* Mário Soares
* Sua Excelência o Ministro da Justiça
---------------------------------------------
Para mais informações, contacte a Comissão de Liberdade Religiosa (clr@clr.mj.pt)
PROGRAMA PROVISÓRIO
23 de Junho
10 horas: Sessão de abertura
* Mário Soares, Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa
* Dr. António Costa, Presidente da CML
* D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa (a confirmar)
* Sua Excelência o Primeiro-Ministro
Coffee Break
11 horas: I Painel – «Os contributos das Religiões para a Paz»
* Engº Swami Sadyojathah – Director "Int. Aff. of Art of Living" - Religião Hindu
* Grão Rabino René Samuel Sirat – Vice-Presidente da Conf. Europeia de Rabinos – Religião Judaica
* Dr. Vassilios Tsirmpas – Religião Cristã - Evangélica
* Imam Abdul Rauf Feisal - Religião Muçulmana- Sunnita
Debate com a assistência
Moderador: (um membro da Comissão)
13 horas: Fim da 1ª parte dos trabalhos
15 horas: II Painel – «Os contributos das Religiões para a Paz (cont.)»
* Prof. Azim Nanji - Religião Muçulmana - Shia Imami Ismaili
* (nome a confirmar) - Religião Budista
* Emmanuel Adamakis - Arcebispo da Igreja Ortodoxa Grega em França - Religião Ortodoxa
* Dr. Kishan Manocha – Religião Baha’i
Debate com a assistência
Moderador: (um membro da Comissão)
Coffee Break
17 horas: «A Liberdade Religiosa no mundo actual»
* Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (nome a confirmar)
17:30 – «Liberdade Religiosa em Portugal»
* Prof. Jónatas Machado (a confirmar)
Debate com a assistência
Moderador: (um membro da Comissão)
18 horas: Fim da 2ª parte dos trabalhos
24 de Junho - Manhã
10 horas: 2ª Conferência “Crentes e não crentes face à laicidade”
* Prof. Régis Debray
* Prof. Andrea Riccardi – Presidente da Comunidade de S. Egídio
Debate com a assistência
Moderador: (um membro da Comissão)
Coffee Break
12 horas: Sessão de Encerramento
* Mário Soares
* Sua Excelência o Ministro da Justiça
---------------------------------------------
Para mais informações, contacte a Comissão de Liberdade Religiosa (clr@clr.mj.pt)
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Mais cinco Bahá'ís detidos no Irão
Segundo notícia hoje o site IranVNC mais cinco (ou seis) baha’is terão sido detidos, após a detenção dos sete lideres da Comunidade Baha’i Iraniana. três destas novas detenções ocorreram na zona de Isfahan, no passado dia 24 de Maio; outras duas (ou três) detenções terão ocorrido na província de Mazindaran, no dia 19 de Maio. Os casos foram reportados por uma organização iraniana de direitos humanos.As detenções de três baha’is ocorridas em Isfahan - Hooshmand Talebi, Mehran Zini, and Farhad Ferdowsiyan – tiveram por base a realização de um funeral num cemitério baha’i. As detenções ocorridas em Mazindaran surgiram quando dois baha’is foram obrigados a cumprir uma pena de prisão a que tinham sido condenados, depois de um tribunal ter recusado um recurso que tinha sido apresentado no final do ano passado.
O governo iraniano que tinha afirmado oficialmente que as detenções dos sete lideres se deviam a actos contra os interesses do país e a “motivos de segurança”, ainda não fez qualquer comentário sobre estas novas detenções.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
Endurecem as ameaças contra Bahá'ís iranianos
Numa escalada de agressividade verbal, dois líderes iranianos apelaram recentemente à "limpeza" dos Baha’is do Irão. O primeiro caso ocorreu, na passada sexta-feira, na cidade de Mashad, quando Alam Al-Hoda - um pregador e membro da Assembleia de Especialistas - afirmou que os «espiões baha’is» recentemente detidos deviam ser executados:Países como os Estados Unidos, o Canadá e a União Europeia, que deliberadamente ignoram as atrocidades cometidas pelos israelitas na faixa de Gaza, levantaram a sua voz para expressar a sua preocupação pelas recentes detenções destes espiões assassinos [os sete Baha’is detidos]. O Bahaismo não é uma religião, e também não é um sistema de crença! Como podem estes mercenários israelitas [os Baha’is iranianos] que têm uma mão no assassínio de milhões de pessoas inocentes, viver livremente no nosso país e tirar partido de um punhado de políticos pervertidos prostitutas e gente promiscua para assinar petições que apela à anulação da Lei Islâmica [liberdade religiosa no Irão] ? O nosso país é a pátria do Prometido [o 12º Íman] e uma verdadeira teocracia onde não há espaço para dialogar com esta rede de espiões. Em vez disso, este movimento satânico deve forçosamente ser destruído e os seus membros devem ser executados.O original deste discurso em persa encontra-se aqui.
Também Hamid Reza Taraghi, secretário-geral para Assuntos Internacionais do Partido Motalefeh, (que também é conhecido como membro da sociedade Hojjatiyieh, um movimento anti-Bahá'í iraniano), numa entrevista divulgada ontem pela agência IRNA (Agência Noticiosa Iraniana), acusou os Bahá'ís detidos no passado dia 14 de Maio de serem responsáveis por um ataque à bomba contra uma mesquita de Shiraz, e apelou a que o Irão fosse purgado de Bahá'ís."Enquanto os Baha'is não se levantaram em oposição ao regime iraniano, os iranianos viveram em paz com eles. Agora os iranianos pedem aos funcionários judiciais e de da segurança que reajam a esta seita que se voltou para ataques terroristas contra o povo e o regime". E acrescentou: "Nos últimos anos os baha’is alargaram as suas actividades subversivas com a ajuda dos Estados Unidos e da Inglaterra. Agora é legalmente possível lidar com esta seita ilegítima, que procura reconhecimento como religião, como grupo anti-revolucionário. O próprio facto de potências estrangeiras como os Estados Unidos terem expressado imediatamente a sua preocupação pela detenção destas pessoas prova que eles são meros agentes/espiões americanos no Irão. O regime americano tem dois pesos e duas medidas: porque é que não prestou atenção aos protestos internacionais contra a supressão dos Davidianos que eram acusados de actividades subversivas contra o regime americano, enquanto apoia uma seita que está envolvida em actividades subversivas noutro país? Os iranianos sempre tomaram posições fortes contra grupos subversivos, e agora pedem que o Irão seja purgado desta seita terrorista."O original desta notícia em Persa encontra-se aqui.
COMENTÁRIO:
O argumento de que os Bahá'ís ameaçam a segurança do Estado é um cliché da propaganda do regime iraniano. Na verdade, estamos na presença de uma política continuada e sistemática, iniciada em 1991, que tem por objectivo a eliminação da Comunidade Bahá'í do Irão. Se fosse verdade, há muito que o regime iraniano teria exibido provas dessas acusações. Mas as únicas provas que se têm visto apenas evidenciam exactamente o contrário: perseguições e discriminações contra uma minoria religiosa indefesa (sobre estas provas, ver este post).
A acusação de que os Bahá'ís são "espiões sionistas" surgiu nos últimos 30 anos. Ao longo das últimas décadas, os baha’is já foram publicamente acusados de serem espiões britânicos, russos e americanos. Na verdade, quando o regime iraniano se sente ameaçado por um país estrangeiro, os Bahá'ís são acusados de serem espiões desse país. Se a Fé Bahá'í existisse no tempo em que Afonso de Albuquerque andou pelo Golfo Pérsico, é evidente que os Bahá'ís também teriam sido acusados de ser espiões portugueses!
O momento que a Comunidade Bahá'í vive é de manifesta ansiedade. Que irá acontecer a estes sete baha’is iranianos? Onde estão detidos? De que são acusados? Esta escalada de agressividade verbal vai agravar-se? Assistiremos a uma perseguição em larga escala? E como vai reagir o mundo livre a estes novos desenvolvimentos? Fará mais declarações formais de protesto ou tomará outras iniciativas?
Questões sobre Laicidade (9)
Conferências de Maio 2008 do Centro de Reflexão Cristã.
Intervenção do Prof. Luís Salgado Matos sobre o tema «As Condições de Construção da Laicidade».
Intervenção do Prof. Luís Salgado Matos sobre o tema «As Condições de Construção da Laicidade».
Onde estão os Bahá'ís detidos?
Segundo informações provenientes do Irão, as famílias dos baha’is detidos em Teerão no passado dia 14 de Maio desconhecem seu o paradeiro. No início ficou a impressão de que teriam sido levados para a prisão de Evin, mas depois começaram a surgir dúvidas.
Os familiares dos seis detidos têm feito repetidas tentativas para os localizar, mas as respostas das autoridades são evasivas ou contraditórias. Tanto quanto se sabe, nenhum dos seis teve acesso a um advogado, nem foram formalmente acusados.
Nem mesmo aquele porta-voz do governo iraniano - o tal que diz que os baha’is foram presos por constituírem uma ameaça à segurança do Irão – foi capaz de adiantar qualquer outra informação.
Se pensarmos no que sucedeu em 1980 e 1981, dá para imaginar a ansiedade das famílias.
Entretanto, e a propósito deste assunto, o programa Reporting Religion da BBC Radio World Service transmitiu uma entrevista com uma familiar de um dos detidos. Podem ouvir aqui. (o programa só está disponível no site durante uma semana).
Os familiares dos seis detidos têm feito repetidas tentativas para os localizar, mas as respostas das autoridades são evasivas ou contraditórias. Tanto quanto se sabe, nenhum dos seis teve acesso a um advogado, nem foram formalmente acusados.
Nem mesmo aquele porta-voz do governo iraniano - o tal que diz que os baha’is foram presos por constituírem uma ameaça à segurança do Irão – foi capaz de adiantar qualquer outra informação.
Se pensarmos no que sucedeu em 1980 e 1981, dá para imaginar a ansiedade das famílias.
Entretanto, e a propósito deste assunto, o programa Reporting Religion da BBC Radio World Service transmitiu uma entrevista com uma familiar de um dos detidos. Podem ouvir aqui. (o programa só está disponível no site durante uma semana).
segunda-feira, 26 de maio de 2008
No país de Deus
A opressão das minorias religiosas, especialmente dos baha’is, não é um mero acaso.
Por Jahanshah Rashidian
19-May-2008
A Republica Islâmica do Irão coloca o ramo Xiita do Islão no coração do aparelho de Estado. A islamização de toda a vida, baseada na interpretação pessoal de Khomeini sobre o Islão, é a política central da elite islâmica governante.
As minorias religiosas, que incluem os Sunitas, Cristãos, Judeus, Zoroastrianos e Baha’is constituíam cerca de 10% da população após a revolução iraniana - sendo os sunitas a maioria - também sofrem de discriminação enquanto minorias nacionais. Além disso, um número crescente de Xiitas, especialmente após a fundação da República Islâmica, é não-crente.
Numa entrevista à United International, em 8 de Novembro de 1978, o Ayatollah Khomeini afirmou: “Numa República islâmica, todas as minorias religiosas podem praticar livremente as suas cerimónias religiosas e o governo islâmico protegê-las-á na melhor das suas possibilidades”. Posteriormente, repetiu: “As minorias religiosas, como a população Muçulmana não-Xiita, são iranianos e devem ser respeitadas”.
As massas das minorias religiosas aderiram à revolução contra o regime do Xá, apesar do carácter religioso da sua liderança, acreditando que a tolerância prevaleceria.
Pouco após a revolução, as suas escolas foram encerradas e os professores despedidos; as escolas Cristãs foram inicialmente encerradas, e posteriormente reabertas devido à pressão, enquanto a hostilização dos Cristãos continua. Segundo a Constituição da República Islâmica do Irão, os membros das minorias religiosas não podem exercer cargos de alto nível na administração pública. Segundo a interpretação da Constituição, estes são rejeitados para cargos de baixo nível, e até mesmo para trabalhar numa fábrica. Estão sujeitos às leis Xiitas, no que toca a código de vestuário, feriados e proibições relativas a bebidas alcoólicas e música. Também estão sob jurisdição de tribunais islâmicos.
A Constituição da República Islâmica do Irão encoraja os Muçulmanos a respeitar os direitos dos não-Muçulmanos, a menos que eles “conspirem contra o Islão e contra a República Islâmica do Irão”. Cabe ao clero Xiita decidir o que constitui uma conspiração.
O regime publicou um decreto proibindo que não-Muçulmanos aluguem o andar superior de uma casa onde habitem Muçulmanos no andar inferior. Proibiu o uso de cadáveres de Muçulmanos para pesquisa médica e recomendou que fossem usados não-Muçulmanos para esse efeito. Também estabeleceu uma nova estrutura fiscal em que os não-Muçulmanos pagam taxas, chamadas “jazyeh”, um resquício das antigas leis dos tributos. As minorias religiosas estão proibidas de entrar em barbearias, banhos comunitários, mercearias e outros locais públicos.
A Carta da Retribuição, uma lei criminal que decreta o apedrejamento, a amputação de membros e o vazar de olhos como punição, considera a vida dos membros das minorias religiosas como valendo metade da vida dos Muçulmanos.
Os 75.000 membros da comunidade judaica têm sido considerados suspeitos de ser pró-sionistas. Muitos judeus foram forçados a abandonar o país e alguns foram executados.
Os Zoroastrianos, aderentes da antiga religião persa e representantes da cultura pré-islâmica, também são sistematicamente perseguidos. Na sua capital, Yazd, jovens raparigas têm sido raptadas pelos Pasdaran, levadas para casa do Ayatollah Soddoughi, violadas por grupos de homens e convertidas à força ao Islão. As queixas das suas famílias são ignoradas e não lhes é permitido visitá-las. Num caso, foi anunciado o casamento entre uma rapariga e um Pasdar.
Em Novembro de 1979, a Assembleia de Especialistas declarou o Judaísmo, o Cristianismo e o Zoroastrismo, como as únicas minorias religiosas oficialmente reconhecidas, deixando os Bahá’ís sem protecção constitucional. A Fé Bahá’í foi fundada no século XIX e acredita na unidade essencial de todas as grandes religiões, honrando os seus profetas, incluindo o Profeta do Islão, Maomé. Depois dos Sunitas, eles constituem a maior minoria religiosa, com meio milhão de membros. Devido às suas raízes islâmicas, a Fé Baha’i é considerada herética e particularmente ameaçadora pelo clero Xiita.
A Fé Bahá’í procura activamente novos convertidos e tem atraído um grupo de membros predominantemente prósperos e modernos. A oposição organizada contra os Baha’is já existia antes da República Islâmica. A sociedade Hojatyyeh, à qual pertence o presidente Mahmoud Ahmadinejad, iniciou a sua guerra “santa” contra eles durante o regime do Xá. Nessa altura, um número de baha’is possuía importantes organizações comerciais, como a Pepsi-Cola; também pregavam a não intervenção na política.
Desde a fundação da República Islâmica do Irão, os centros religiosos e propriedades Bahá’ís têm sido confiscados e os seus santuários destruídos. Aos seus membros nas forças armadas foi dada a possibilidade de escolha entre a conversão ao Islão ou a demissão. Em Agosto de 1980, todo o seu corpo governativo foi raptado e desapareceu; seis meses mais tarde, os seus sucessores foram presos, acusados de traição e executados. Outros Bahá’ís foram despedidos dos seus empregos, exilados, presos por conspirar contra o Islão e mortos.
A opressão das minorias religiosas, especialmente da Fé Bahá’í, não é um mero acaso; faz parte da natureza da República Islâmica do Irão e continua ainda hoje.
---------------------------
Artigo publicado no Iranian.com. Traduzido e publicado com permissão do autor.
Por Jahanshah Rashidian
19-May-2008
A Republica Islâmica do Irão coloca o ramo Xiita do Islão no coração do aparelho de Estado. A islamização de toda a vida, baseada na interpretação pessoal de Khomeini sobre o Islão, é a política central da elite islâmica governante.
As minorias religiosas, que incluem os Sunitas, Cristãos, Judeus, Zoroastrianos e Baha’is constituíam cerca de 10% da população após a revolução iraniana - sendo os sunitas a maioria - também sofrem de discriminação enquanto minorias nacionais. Além disso, um número crescente de Xiitas, especialmente após a fundação da República Islâmica, é não-crente.
Numa entrevista à United International, em 8 de Novembro de 1978, o Ayatollah Khomeini afirmou: “Numa República islâmica, todas as minorias religiosas podem praticar livremente as suas cerimónias religiosas e o governo islâmico protegê-las-á na melhor das suas possibilidades”. Posteriormente, repetiu: “As minorias religiosas, como a população Muçulmana não-Xiita, são iranianos e devem ser respeitadas”.
As massas das minorias religiosas aderiram à revolução contra o regime do Xá, apesar do carácter religioso da sua liderança, acreditando que a tolerância prevaleceria.
Pouco após a revolução, as suas escolas foram encerradas e os professores despedidos; as escolas Cristãs foram inicialmente encerradas, e posteriormente reabertas devido à pressão, enquanto a hostilização dos Cristãos continua. Segundo a Constituição da República Islâmica do Irão, os membros das minorias religiosas não podem exercer cargos de alto nível na administração pública. Segundo a interpretação da Constituição, estes são rejeitados para cargos de baixo nível, e até mesmo para trabalhar numa fábrica. Estão sujeitos às leis Xiitas, no que toca a código de vestuário, feriados e proibições relativas a bebidas alcoólicas e música. Também estão sob jurisdição de tribunais islâmicos.
A Constituição da República Islâmica do Irão encoraja os Muçulmanos a respeitar os direitos dos não-Muçulmanos, a menos que eles “conspirem contra o Islão e contra a República Islâmica do Irão”. Cabe ao clero Xiita decidir o que constitui uma conspiração.
O regime publicou um decreto proibindo que não-Muçulmanos aluguem o andar superior de uma casa onde habitem Muçulmanos no andar inferior. Proibiu o uso de cadáveres de Muçulmanos para pesquisa médica e recomendou que fossem usados não-Muçulmanos para esse efeito. Também estabeleceu uma nova estrutura fiscal em que os não-Muçulmanos pagam taxas, chamadas “jazyeh”, um resquício das antigas leis dos tributos. As minorias religiosas estão proibidas de entrar em barbearias, banhos comunitários, mercearias e outros locais públicos.
A Carta da Retribuição, uma lei criminal que decreta o apedrejamento, a amputação de membros e o vazar de olhos como punição, considera a vida dos membros das minorias religiosas como valendo metade da vida dos Muçulmanos.
Os 75.000 membros da comunidade judaica têm sido considerados suspeitos de ser pró-sionistas. Muitos judeus foram forçados a abandonar o país e alguns foram executados.
Os Zoroastrianos, aderentes da antiga religião persa e representantes da cultura pré-islâmica, também são sistematicamente perseguidos. Na sua capital, Yazd, jovens raparigas têm sido raptadas pelos Pasdaran, levadas para casa do Ayatollah Soddoughi, violadas por grupos de homens e convertidas à força ao Islão. As queixas das suas famílias são ignoradas e não lhes é permitido visitá-las. Num caso, foi anunciado o casamento entre uma rapariga e um Pasdar.
Em Novembro de 1979, a Assembleia de Especialistas declarou o Judaísmo, o Cristianismo e o Zoroastrismo, como as únicas minorias religiosas oficialmente reconhecidas, deixando os Bahá’ís sem protecção constitucional. A Fé Bahá’í foi fundada no século XIX e acredita na unidade essencial de todas as grandes religiões, honrando os seus profetas, incluindo o Profeta do Islão, Maomé. Depois dos Sunitas, eles constituem a maior minoria religiosa, com meio milhão de membros. Devido às suas raízes islâmicas, a Fé Baha’i é considerada herética e particularmente ameaçadora pelo clero Xiita.
A Fé Bahá’í procura activamente novos convertidos e tem atraído um grupo de membros predominantemente prósperos e modernos. A oposição organizada contra os Baha’is já existia antes da República Islâmica. A sociedade Hojatyyeh, à qual pertence o presidente Mahmoud Ahmadinejad, iniciou a sua guerra “santa” contra eles durante o regime do Xá. Nessa altura, um número de baha’is possuía importantes organizações comerciais, como a Pepsi-Cola; também pregavam a não intervenção na política.
Desde a fundação da República Islâmica do Irão, os centros religiosos e propriedades Bahá’ís têm sido confiscados e os seus santuários destruídos. Aos seus membros nas forças armadas foi dada a possibilidade de escolha entre a conversão ao Islão ou a demissão. Em Agosto de 1980, todo o seu corpo governativo foi raptado e desapareceu; seis meses mais tarde, os seus sucessores foram presos, acusados de traição e executados. Outros Bahá’ís foram despedidos dos seus empregos, exilados, presos por conspirar contra o Islão e mortos.
A opressão das minorias religiosas, especialmente da Fé Bahá’í, não é um mero acaso; faz parte da natureza da República Islâmica do Irão e continua ainda hoje.
---------------------------
Artigo publicado no Iranian.com. Traduzido e publicado com permissão do autor.
domingo, 25 de maio de 2008
Questões sobre Laicidade (8)
Conferências de Maio 2008 do Centro de Reflexão Cristã.
Intervenção do Prof. José Eduardo Franco sobre o tema "As Raízes Históricas da Laicidade".
Intervenção do Prof. José Eduardo Franco sobre o tema "As Raízes Históricas da Laicidade".
sábado, 24 de maio de 2008
O Ayatollah Montazeri defende os Baha'is ?

[Tradução]
Em Nome do Altíssimo
Saudações,
A congregação do Bahaismo não tendo o livro celestial, como aqueles dos Judeus, dos Cristãos ou dos Zoroastrianos na Constituição [da República islâmica do Irão], não é considerada uma das minorias religiosas. No entanto, uma vez que são cidadãos deste país, têm o direito à cidadania e a viver neste país. Além disso devem beneficiar da compaixão islâmica que é salientada no Alcorão e pelas autoridades religiosas.
Se Deus quiser sereis bem sucedido,
(Wal Salam–u Alaykum Warahmatullah)
[Que a paz e a Misericórdia de Deus estejam contigo]
25 Urdibehesht 1387 [14 Maio 2008]
Assinado: Montazeri [Selo]
* * * * * * * * *
Se for autêntico, este pequeno documento alegadamente proveniente das mãos do Ayatollah Montazeri - um homem que foi considerado o sucessor espiritual do Ayatollah Khomeini - é particularmente interessante. Montazeri tem defendido a separação entre o Estado e a Religião, e as suas críticas ao regime iraniano valeram-lhe a prisão domiciliária desde 1997, na cidade de Qom. A confirmar-se a autenticidade deste documento, temos de o considerar um sinal positivo; afinal há clérigos Xiitas que compreendem que os direitos humanos são para todos os iranianos, independentemente da religião que professam.
-----------------------------------------------
Sobre o Ayatollah Montazeri:
Profile: Iran's dissident ayatollah (BBC)
Página Oficial do Ayatollah Montazeri
Questões sobre Laicidade (7)
Na 2ª Conferência de Maio, organizada pelo Centro de Reflexão Cristã, dedicada ao tema "Laicidade, Laicismo e Democracia", após as intervenções dos palestrantes seguiu-se um período de Perguntas e Respostas. Os vídeos seguintes ilustram esse momento.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Aproveitamento Político
No decorrer da actuais eleições primárias nos Estados Unidos, o Senador Barack Obama afirmou a sua disponibilidade para dialogar com o presidente iraniano sem pré-condições e afirmou também a sua amizade por Israel. Estes comentários mereceram uma resposta de um editorial do jornal New York Sun, onde, entre outras coisas, se pode ler:Ficaríamos felizes se o Sr. Obama se preocupasse um pouco menos com o voto Judaico na Florida e se preocupasse um pouco mais com o voto Bahá'í. A Liga Anti-Difamação emitiu um comunicado esta semana chamando a atenção para o facto de seis líderes baha’is no Irão terem sido presos no dia 14 de Maio e um sétimo estar detido desde Março. "As detenções dos líderes da Fé Bahá'í demonstram a gravidade da perda de liberdade religiosa básica e direitos humanos no Irão", afirma a LAD. O mesmo espírito que animou Judeus e Negros que trabalharam juntos pelos direitos civis no Sul, pode ser encontrado nos esforços para conseguir a liberdade para os povos do Médio Oriente de hoje. Se o Sr. Obama pretende pôr de lado esse espírito a favor de negociações directas com ditadores e uma realpolitic de aliança com os Estados do Golfo, ele estará a trair não apenas os seus apoiantes judeus americanos, mas também os povos de todas as fés por todo o mundo que têm esperança que a América defenda a liberdade.É esquisito ver um editorial de um jornal americano onde a situação dos baha’is no Irão é usada como arma de arremesso político contra o Senador Barack Obama. Por um lado, os baha’is não se envolvem na política partidária; dificilmente se encontrará um baha'i com um crachá de um candidato ou de um partido (apesar de, por vezes, se poder perceber simpatias políticas pessoais de cada crente). Por outro lado, a Comunidade Bahá'í respeita e dialoga com todos os agentes políticos, mas não faz lobby junto de nenhum deles, declarando apoio a um candidato - ou partido - em troca de favores ou compromissos de diversa natureza.
Assim, por muito solidário que este editorialista se mostre para com os recentes desenvolvimentos da situação dos Bahá’ís no Irão, esta forma de relacionar o problema com o actual momento das relações entre os EUA e o Irão, e as eleições primárias americanas, pode prejudicar os Baha’is americanos (que podem vir a ser conotados como sendo anti-Obama) e inclusive para os próprios Baha’is iranianos.
A resposta dos media internacionais à detenção da liderança Bahá’í no Irão no passado dia 14 de Maio é um sinal claro da crescente visibilidade pública da Comunidade Baha'i. Os efeitos dessa maior exposição pública podem ser benéficos, mas também podem suscitar situações inesperadas, nomeadamente, aproveitamentos políticos (como é o caso deste editorial).
-------------------------------
NOTA: Pessoalmente concordo com a atitude do Senador Obama, quando afirmou que pretende dialogar com o presidente iraniano, sem qualquer pré-condições. Não entendo que isso seja uma traição a grupos sociais oprimidos no Irão, ou do Médio Oriente. E acredito que caso esse encontro se realize, o tema das minorias no Irão irá certamente ser mencionado.
Questões sobre Laicidade (6)
Conferências de Maio 2008 do Centro de Reflexão Cristã.
Intervenção de José Tolentino Mendonça sobre o tema "Laicidade, Laicismo e Democracia".
Intervenção de José Tolentino Mendonça sobre o tema "Laicidade, Laicismo e Democracia".
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Declaração do Báb
Aqui fica uma apresentação feita pelos Baha'is de Nova Iorque para assinalar o feriado Bahá'í que hoje celebramos: a Declaração do Báb.
Acusações e Refutações
O caso dos Bahá'ís detidos no Irão é hoje motivo de acusações por parte do governo iraniano. Por seu lado, a Comunidade Internacional Bahá'í refuta essas acusações, acusando o governo iraniano de perseguição religiosa.
(clique nas imagens para ler a notícia)




(clique nas imagens para ler a notícia)
quarta-feira, 21 de maio de 2008
A Europa reage às detenções no Irão
Os media internacionais continuam hoje a fazer eco da situação dos sete Bahá’ís detidos no Irão. O principal destaque vai para a Presidência da União Europeia (UE) que condenou a atitude do regime iraniano, expressando publicamente a sua preocupação pela "sistemática discriminação e hostilização dos Bahá’ís iranianos por motivos religiosos". Num comunicado divulgado hoje em Liubliana, a UE manifestou a sua profunda preocupação pelas informações que davam conta da detenção de sete “líderes” baha’is detidos no passado dia 14 de Maio.
O mesmo comunicado apelava ainda à República Islâmica do Irão a permitir o direito escolha e prática de uma religião, a terminar a perseguição à comunidade Baha’i, e a libertar os detidos. Entretanto, as autoridade iranianas já confirmaram a detenção dos seis Bahá’ís, acusando-os de agir contra a segurança nacional do Irão e de ter ligações com estrangeiros.
As imagens que se seguem mostram um pouco do que tem sido a atenção dos media mundiais sobre este assunto. (clique na imagem para aceder à notícia)







O mesmo comunicado apelava ainda à República Islâmica do Irão a permitir o direito escolha e prática de uma religião, a terminar a perseguição à comunidade Baha’i, e a libertar os detidos. Entretanto, as autoridade iranianas já confirmaram a detenção dos seis Bahá’ís, acusando-os de agir contra a segurança nacional do Irão e de ter ligações com estrangeiros.
As imagens que se seguem mostram um pouco do que tem sido a atenção dos media mundiais sobre este assunto. (clique na imagem para aceder à notícia)
Questões sobre Laicidade (5)
Conferências de Maio 2008 do Centro de Reflexão Cristã.
Intervenção de Esther Mucznik sobre o tema "Laicidade, Laicismo e Democracia".
Intervenção de Esther Mucznik sobre o tema "Laicidade, Laicismo e Democracia".
terça-feira, 20 de maio de 2008
Ainda as detenções no Irão
Os media continuam a acompanhar o caso da detenção da "liderança" bahá'í no Irão. Segunda a AFP, governo iraniano já confirmou as detenções. Por seu lado o YNet adianta a possibilidade destes bahá'ís virem a tornar-se o bode expiatório pela explosão numa mesquita de Shiraz onde morreram 10 pessoas e ficaram feridas cerca de sessenta.
Entretanto, a Amnistia Internacional admitiu que estes sete baha'is são prisioneiros de consciência e que se encontram detidos apenas devido às suas convicções religiosas.
(clique nas imagens para aceder às notícias)






Entretanto, a Amnistia Internacional admitiu que estes sete baha'is são prisioneiros de consciência e que se encontram detidos apenas devido às suas convicções religiosas.
(clique nas imagens para aceder às notícias)
Questões sobre Laicidade (4)
Conferências de Maio 2008 do Centro de Reflexão Cristã.
Intervenção do Prof. José Carlos Calazans sobre o tema "Laicidade, Laicismo e Democracia".
Intervenção do Prof. José Carlos Calazans sobre o tema "Laicidade, Laicismo e Democracia".
domingo, 18 de maio de 2008
Sob olhar dos media internacionais
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Liderança Bahá'í detida no Irão
O grupo dos sete Bahá'ís agora detidos. Sentados (esquerda para a direita): Behrouz Tavakkoli and Saeid Rezaie; em pé (esquerda para a direita): Fariba Kamalabadi, Vahid Tizfahm, Jamaloddin Khanjani, Afif Naeimi, e Mahvash Sabet.Como referi no post anterior, foram detidos na manhã de ontem, sete bahá'ís iranianos (ver foto acima) que constituíam a liderança informal da comunidade Bahá'í no Irão. Neste momento continuam detidos e ainda não foi formulada qualquer acusação.
Entretanto, a organização International Campaign for Human Rights in Iran (ICHRI) acaba de expressar publicamente a sua preocupação pela situação dos detidos. Segundo esta organização, estes baha’is eram regularmente intimados, detidos e interrogados individualmente; mas esta é a primeira vez que são detidos em grupo. Pela primeira vez, desde 1981, estamos numa situação em que toda a liderança bahá’í no Irão se encontra detida.
“Estamos profundamente preocupados com o facto da detenção sem acusação da liderança Bahá’í ser consistente com um padrão de perseguição violenta e ilegal dos baha’is no Irão”, afirmou a ICHRI. “A perseguição das minorias religiosas não trará estabilidade interna nem segurança internacional ao Irão”.
Segundo a ICHRI, a situação da Sra Mahvash Sabet é particularmente preocupante. Esta senhora tem estado incomunicável desde que foi detida, no passado dia 5 de Março. Os familiares apenas a podem ver por breves momentos quando os funcionários do Ministério da Segurança a levam para um local onde a família a pode reconhecer. Nenhum outro contacto é possível a não ser estes breves contactos visuais.
"Há motivos para temer pela saúde e segurança de Mahvash Sabet, cuja detenção e isolamento é equiparável a uma forma de tortura", afirma a ICHRI.
----------------------------------------
Sobre este assunto:
Entire Baha’i Leadership in Iran Detained Without Charge (ICHRI)
Six Bahá'í Leaders arrested in Iran; pattern matches deadly sweeps of early 1980s (BWNS)
IRAN: Bahais rounded up (Los Angeles Times / Babylon & Beyond)
Novas detenções no Irão: A lembrar os anos sombrios…
Seis dos sete membros do conselho informal que coordena as actividades da Comunidade Bahá’í no Irão (na ausência de uma Administração Bahá’í formal) foram detidos às primeiras horas do dia 14 de Maio. Segundo a informação divulgada pela Casa Universal de Justiça, funcionários do Ministério da Segurança em Teerão, entraram nas residências dos bahá’ís, procederam a buscas intensas, e posteriormente levaram os crentes para a tristemente famosa prisão de Evin, em Teerão.
Os detidos são:
Este acto por parte das autoridades iranianas trás à memória os eventos ocorridos nos anos sombrios de 1980 e 1981. Nessa época, os nove membros da Assembleia Espiritual Nacional (AEN) dos Baha’is do Irão foram raptados e desapareceram sem deixar rasto; após esses raptos foi eleita uma nova AEN, da qual oito membros foram executados em 27 de Dezembro de 1981.
Desde essa época que os bahá’ís não elegem as suas Assembleias; as suas actividades são coordenadas por pequenos grupos informais. Esta é mais uma prova – se fosse necessário – de que o Governo Iraniano está empenhado em eliminar a Fé Bahá’í do país onde nasceu.
Mais detalhes sobre as perseguições aos baha’i no Irão aqui.
Os detidos são:
- Sra. Fariba Kamalabadi;
- Sr. Jamaloddin Khanjani;
- Sr. Afif Naeimi;
- Sr. Saeid Rezaie;
- Sr. Behrouz Tavakkoli;
- Sr. Vahid Tizfah.
Este acto por parte das autoridades iranianas trás à memória os eventos ocorridos nos anos sombrios de 1980 e 1981. Nessa época, os nove membros da Assembleia Espiritual Nacional (AEN) dos Baha’is do Irão foram raptados e desapareceram sem deixar rasto; após esses raptos foi eleita uma nova AEN, da qual oito membros foram executados em 27 de Dezembro de 1981.
Desde essa época que os bahá’ís não elegem as suas Assembleias; as suas actividades são coordenadas por pequenos grupos informais. Esta é mais uma prova – se fosse necessário – de que o Governo Iraniano está empenhado em eliminar a Fé Bahá’í do país onde nasceu.
Mais detalhes sobre as perseguições aos baha’i no Irão aqui.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Pensar global

É um imperativo de consciência ajudar o nosso próximo. Mas ajudar alguém num país distante, que nunca conhecemos, nunca viremos a conhecer, e que provavelmente nunca retribuirá a nossa ajuda, é um acto de cidadania mundial. Depois das acções de socorro às vítimas das tragédias em Myanmar e na China, seria bom que a Comunidade Internacional considerasse a necessidade de criar uma força internacional de socorro e apoio a povos vítimas de calamidades naturais. Numa aldeia, todos se conhecem e todos se entrajudam; na Aldeia Global deve acontecer a mesma coisa.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Questões sobre Laicidade (3)
A intervenção de José Vera Jardim na conferência do Centro de Reflexão Cristã, dedicada ao tema "Laicidade, Laicismo e Modernidade".
domingo, 11 de maio de 2008
Questões sobre Laicidade (2)
A intervenção de Maria Lúcia Amaral na conferência do Centro de Reflexão Cristã, dedicada ao tema "Laicidade, Laicismo e Modernidade".
sábado, 10 de maio de 2008
Questões sobre Laicidade (1)
A intervenção de Frei Bento Domingues na conferência do Centro de Reflexão Cristã, dedicada ao tema "Laicidade, Laicismo e Modernidade".
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Invulgarmente bela...
...esta imagem do Santuário do Báb, em Haifa.

A foto foi tirada no dia do 60º aniversário da independência de Israel.
A foto foi tirada no dia do 60º aniversário da independência de Israel.
The Post-American World
Recomendo a leitura do artigo de Fareed Zakaria na revista Newsweek. O texto está disponível online e é acompanhado de um video promocional do novo livro de Zakaria. Aqui ficam alguns excertos.
---------------------------------------
(...)
The post-American world is naturally an unsettling prospect for Americans, but it should not be. This will not be a world defined by the decline of America but rather the rise of everyone else. It is the result of a series of positive trends that have been progressing over the last 20 years, trends that have created an international climate of unprecedented peace and prosperity.
(...)
In the past, when countries grew rich they've wanted to become great military powers, overturn the existing order, and create their own empires or spheres of influence. But since the rise of Japan and Germany in the 1960s and 1970s, none have done this, choosing instead to get rich within the existing international order. China and India are clearly moving in this direction. Even Russia, the most aggressive and revanchist great power today, has done little that compares with past aggressors.
(...)
Compare Russia and China with where they were 35 years ago. At the time both (particularly Russia) were great power threats, actively conspiring against the United States, arming guerrilla movement across the globe, funding insurgencies and civil wars, blocking every American plan in the United Nations. Now they are more integrated into the global economy and society than at any point in at least 100 years. They occupy an uncomfortable gray zone, neither friends nor foes, cooperating with the United States and the West on some issues, obstructing others. But how large is their potential for trouble? Russia's military spending is $35 billion, or 1/20th of the Pentagon's. China has about 20 nuclear missiles that can reach the United States. We have 830 missiles, most with multiple warheads, that can reach China. Who should be worried about whom?
(...)
The underlying reality across the globe is of enormous vitality. For the first time ever, most countries around the world are practicing sensible economics. Consider inflation. Over the past 20 years hyperinflation, a problem that used to bedevil large swaths of the world from Turkey to Brazil to Indonesia, has largely vanished, tamed by successful fiscal and monetary policies. The results are clear and stunning. The share of people living on $1 a day has plummeted from 40 percent in 1981 to 18 percent in 2004 and is estimated to drop to 12 percent by 2015. Poverty is falling in countries that house 80 percent of the world's population. There remains real poverty in the world—most worryingly in 50 basket-case countries that contain 1 billion people—but the overall trend has never been more encouraging.
(...)
---------------------------------------
(...)
The post-American world is naturally an unsettling prospect for Americans, but it should not be. This will not be a world defined by the decline of America but rather the rise of everyone else. It is the result of a series of positive trends that have been progressing over the last 20 years, trends that have created an international climate of unprecedented peace and prosperity.
(...)
In the past, when countries grew rich they've wanted to become great military powers, overturn the existing order, and create their own empires or spheres of influence. But since the rise of Japan and Germany in the 1960s and 1970s, none have done this, choosing instead to get rich within the existing international order. China and India are clearly moving in this direction. Even Russia, the most aggressive and revanchist great power today, has done little that compares with past aggressors.
(...)
Compare Russia and China with where they were 35 years ago. At the time both (particularly Russia) were great power threats, actively conspiring against the United States, arming guerrilla movement across the globe, funding insurgencies and civil wars, blocking every American plan in the United Nations. Now they are more integrated into the global economy and society than at any point in at least 100 years. They occupy an uncomfortable gray zone, neither friends nor foes, cooperating with the United States and the West on some issues, obstructing others. But how large is their potential for trouble? Russia's military spending is $35 billion, or 1/20th of the Pentagon's. China has about 20 nuclear missiles that can reach the United States. We have 830 missiles, most with multiple warheads, that can reach China. Who should be worried about whom?
(...)
The underlying reality across the globe is of enormous vitality. For the first time ever, most countries around the world are practicing sensible economics. Consider inflation. Over the past 20 years hyperinflation, a problem that used to bedevil large swaths of the world from Turkey to Brazil to Indonesia, has largely vanished, tamed by successful fiscal and monetary policies. The results are clear and stunning. The share of people living on $1 a day has plummeted from 40 percent in 1981 to 18 percent in 2004 and is estimated to drop to 12 percent by 2015. Poverty is falling in countries that house 80 percent of the world's population. There remains real poverty in the world—most worryingly in 50 basket-case countries that contain 1 billion people—but the overall trend has never been more encouraging.
(...)
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Richard Dawkins e A Desilusão de Deus (1)
INTRODUÇÃO
Richard Dawkins: Britânico, biólogo, ateu, céptico, crítico do criacionismo... Tornou-se mundialmente famoso com o livro A Desilusão de Deus (publicado no Brasil com o título “Deus, um delírio”). Já vendeu mais de 1,5 milhões de exemplares em todo o mundo; foi publicado em Portugal em Outubro de 2007 (Editora: Casa das Letras) e já vai na 4ª edição. Com este livro, tornou-se um autor odiado por uns e admirado por outros. Penso que não estarei muito longe da verdade se disser que é difícil encontrar alguém que se interesse por religião e seja indiferente a Richard Dawkins (mesmo que não conheça com rigor as suas opiniões).
O livro aborda diversos temas: afirma a grande probabilidade da não existência de um Deus sobrenatural, declara a crença em Deus como sendo uma ideia falsa que tem persistido, mostra como a moralidade não tem origem na Bíblia, aponta os diversos problemas provocados pelo fanatismo religioso em todo o mundo, e confrontam diversos ensinamentos e crenças religiosas com a razão e a ciência.
Ao longo do texto, o professor Dawkins - que reconhece a sua fama de ter uma atitude beligerante em relação à religião [p.336] - mostra-se um autor claramente mais amadurecido do que Sam Harris; raramente cai num anti-religiosidade primária; o seu estilo de humor não é sarcástico; é um entusiasta da ciência (embora não advogue um pensamento estreitamente cienticista. [p.195]) e não procura “espiritualidades alternativas”.
Com um estilo de escrita claro e apaixonado - não lhe chamem fundamentalista! -, A Desilusão de Deus é um desafio a quem quer que professe uma qualquer religião. Como qualquer bom livro, o autor leva o leitor a pensar e a reflectir. Conseguimos definir Deus? Que tipo de entendimento fazemos das Sagradas Escrituras? Afinal como pode a fé tornar-se compatível com a razão e a ciência? Porque é que a fé religiosa deve ser inquestionável? Porque é que a fé religiosa se sente abalada quando confrontada com a ciência? Porque não procurar nesse confronto um impulso para uma renovação da própria religião?
Para mim “A Desilusão de Deus” é dos melhores livros sobre religião que li nos últimos meses. Discordo de algumas opiniões do Professor Dawkins; mas partilho de muitas das suas análises e preocupações. Ao longo das próximas semanas vou publicar aqui uma série de comentários ao livro “A Desilusão de Deus”. Espero um bom debate.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Alguém me explica...?
Porque é que a Antena 1 e a RDP Internacional, sendo rádios públicas, propriedade de um Estado que se pretende laico (i.e., equidistante e imparcial em relação às confissões religiosas) apenas concedem tempo de emissão à Igreja Católica (a eucaristia, todos os domingos às 8h00)? Qual o motivo para discriminar as outras confissões?
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Questões sobre Laicidade
CENTRO DE REFLEXÃO CRISTÃ
Conferências de Maio 2008
QUESTÕES SOBRE LAICIDADE
1 - Laicidade, Laicismo e Modernidade
Dia 7 de Maio, 4ª feira, 18h30m
Fr. Bento Domingues
José Vera Jardim
Maria Lúcia Amaral
2 - Laicidade, Laicismo e Democracia
Dia 14 de Maio, 4ª feira, 18h30m
Esther Mucznik
José Carlos Calazans
Pe. José Tolentino de Mendonça
3 - A Construção da Laicidade
Dia 21 de Maio, 4ª feira, 18h30m
José Eduardo Franco
Leonor Xavier
Luís Salgado Matos
4 - Portugal Democracia Laica e Plural
Dia 28 de Maio, 4ª feira, 18h30m
José Lamego
Pe. Peter Stilwell
Local: Centro de Estudos da Ordem do Carmo
Rua de Santa Isabel, 128-130. Lisboa (Metro: Rato)
Conferências de Maio 2008
QUESTÕES SOBRE LAICIDADE
1 - Laicidade, Laicismo e Modernidade
Dia 7 de Maio, 4ª feira, 18h30m
Fr. Bento Domingues
José Vera Jardim
Maria Lúcia Amaral
2 - Laicidade, Laicismo e Democracia
Dia 14 de Maio, 4ª feira, 18h30m
Esther Mucznik
José Carlos Calazans
Pe. José Tolentino de Mendonça
3 - A Construção da Laicidade
Dia 21 de Maio, 4ª feira, 18h30m
José Eduardo Franco
Leonor Xavier
Luís Salgado Matos
4 - Portugal Democracia Laica e Plural
Dia 28 de Maio, 4ª feira, 18h30m
José Lamego
Pe. Peter Stilwell
Local: Centro de Estudos da Ordem do Carmo
Rua de Santa Isabel, 128-130. Lisboa (Metro: Rato)
domingo, 4 de maio de 2008
Comida ou Combustível?

Excerto da coluna de opinião de Miguel Sousa Tavares, publicado ontem no Expresso:
À falta de outros interessados no assunto e face à suprema nulidade política dos governantes do mundo desenvolvido, é a ONU apenas que parece preocupada com a escalada avassaladora do preço dos alimentos, a acrescentar à da energia. Entregues a si próprios, os mercados e os governos reagem de acordo com a lei do salve-se quem puder, dando um lindo exemplo prático das delícias da globalização; os países exportadores de alimentos fecham as portas de saída para evitar problemas políticos internos; os países exportadores de petróleo recusam-se a intervir no mercado para fazer estancar a subida do crude, empolada artificialmente; e os não têm petróleo, como a Itália e a Inglaterra, regressam em força ao carvão e que se lixe o aquecimento global, com o incremento da mais poluidora fonte de energia. Assim, entramos numa espiral de loucos: a alta do preço do petróleo faz subir o preço dos alimentos e o preço destes o do petróleo; os especuladores da finança e do imobiliário, cuja ganância mergulhou a economia mundial em crise, fogem agora das bolsas para as matérias-primas, como o petróleo, os alimentos e a água, fazendo aumentar ainda mais o seu preço; os países que têm dinheiro mas precisam de energia dedicam-se a comprar terras aos pobres de África e da Ásia para neles produzirem biocombustíveis, a partir dos cereais; menos terras agrícolas, menos comida ainda: aqueles que não têm alimentos, nem energia nem terras disponíveis, só podem esperar morrer à fome – segundo a ONU são trezentos milhões em todo o mundo. (...)
A negociata no porto de Lisboa

Excerto da coluna de opinião de Miguel Sousa Tavares, publicado ontem no Expresso:
A obra é um velho sonho do Porto de Lisboa: tapar o rio com contentores ou o que seja para que os lisboetas desfrutem dele o menos possível. E é também um velho sonho da empresa que detém, por concessão, o monopólio do negócio dos contentores no porto de Lisboa: a Liscont, pertence à Mota-Engil (sim, a de Jorge Coelho). Para servir os interesses da empresa, o Estado vai gastar dinheiro a dragar o rio e a enterrar o comboio e redesenhar os acessos rodoviários à zona, porque não é brincadeira fazer escoar diariamente milhares de contentores diariamente do centro da cidade. (...)
Parece-vos absurdo pôr os turistas a desembarcar numa ponta desabitada da cidade e os contentores a desembarcarem nas docas, junto aos Jerónimos e à Torre de Belém? Não, não é absurdo. Faz parte de um plano maquiavélico do Porto de Lisboa (mais um), arquitectado passo a passo. Com o abandono da Doca de Alcântara e a sua transferência para Santa Apolónia, onde nenhuma infra-estrutura existe para os acolher, o Porto de Lisboa tem assim uma excelente oportunidade para lançar mãos àquilo que mais gosta: a construção e especulação à beira-rio. A APL propõe-se construir um contínuo de edifícios em Santa Apolónia ocupando uma frente de rio de 600 metros para o novo terminal de passageiros (até se prevê a construção de um hotel, partindo do raciocínio lógico que os turistas, uma vez acostados no cais, abandonarão os seus camarotes já pagos a bordo para se irem instalar no hotel frente ao navio...) De modo que, de um só golpe e com a habitual justificação do interesse público para enganar tolos, os engenheiros que nos governam acabam de roubar mais um pedaço de rio a Lisboa: 600 metros em Santa Apolónia e outros tantos em Alcântara. Chama-se a isto uma expropriação pública em benefício de particulares.
E como de costume, quando se trata de dispor da cidade e do rio, com pontes ou terminais de contentores, é Sócrates e a sua equipa do Ministério das Obras Inúteis quem faz a festa e lança os foguetes. Se é que Lisboa tem um presidente de Câmara, mais uma vez ninguém o viu nem ouviu.
sábado, 3 de maio de 2008
Um debate Bahá'í - Cristão
Dois Bahá'ís num debate com um Cristão agarrado a interpretações literais. Uma conversa que não leva a nada... Felizmente o moderador é um pouco mais sóbrio que a Júlia Pinheiro!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Afinal ainda não acabou!
Apesar das deliberações judiciais, as entidades oficiais egípcias parecem estar a atrasar deliberadamente a entrega de bilhetes de identidade aos membros da Comunidade Bahá'í do Egipto. É isso que afirmou a Egyptian Initiative for Personal Rights à agência Reuters, apontando como exemplo o caso dos dois irmãos gémeos adolescentes que, três meses após a decisão do tribunal, ainda não conseguiram obter os documentos.
Além disso, as autoridades também se recusam a emitir documentos para cristãos que outrora se converteram ao Islão e quiseram, mais tarde voltar a ser cristãos. Também isto acontece apesar de ter sido tomada uma decisão judicial a favor desses cristãos.
As duas decisões do tribunal foram consideradas como um desafio às instituições islâmicas do Egipto, que rejeitam que os muçulmanos possam abandonar o Islão e converter-se a outras religiões, tal como rejeitam reconhecer outras religiões além do Judaísmo, Cristianismo e Islão.
O Governo que não recorreu da decisão do tribunal, absteve-se de comentar o caso para a Reuters, e tem dito aos baha'is que necessita de tempo para aplicar a decisão do tribunal. Mas três meses para aplicar uma mudança é algo que não tem justificação possível.
A Reuters lembra que o Egipto possui um sistema legal com características profundamente seculares (considerado como inspirado no modelos francês), mas nos assuntos pessoais como conversão, casamento e divórcio, a inspiração reside na lei religiosa que é relevante para a comunidade.
-------------------------------------------
FONTE: Egypt's Baha'is struggle for ID papers (Reuters)
Subscrever:
Mensagens (Atom)



