Por Amil Imani (artigo publicado no
American Thinker)
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As ideias e as crenças, incluindo a religião, são o software que determina o nosso comportamento. E algum software do passado já não funciona porque está ultrapassado em relação às necessidades do tempo e também porque está infectado com vírus destrutivos.
Basta um exame rápido para mostrar que o software do Islão, com o tempo, está demasiado manipulado por incontáveis seitas, sub-seitas e escolas, de tal forma que dificilmente pode ser considerado um sistema unitário de crença. E as pessoas são as suas ideias. Qualquer ataque às crenças e às ideias provoca um atacante à acção.

O choque de crenças, o velho versus o novo, é o motivo para os Islamitas libertarem o seu poder contra a recente iconoclástica fé Bahá’í. Na verdade, os bahá’ís reverenciam o Islão, a tal ponto que alguns lhe chamam a “luz do Islão”, porque, apesar de reter alguns princípios islâmicos, também aboliu um conjunto de práticas e leis islâmicas consideradas contraproducentes e ultrapassadas. Os Bahá'ís afirmam que a sua fé não é um máquina de destruição que pretende arruinar a casa de Deus chamada religião: uma casa profundamente dividida onde todos afirmam adorar o mesmo Deus, e no entanto mantêm a opressão, a luta e a morte uns aos outros em nome do mesmo Deus.
Os Bahá'ís têm uma visão da humanidade muito cor-de-rosa, e mesmo irrealista. Afirmam que o seu objectivo para cada ser humano, independentemente de todas as considerações, é usufruir de todos os direitos concedidos por Deus e ser-lhe permitido adorar o seu criador na forma que considerar adequado. Têm uma espécie de visão idílica do mundo, onde cada pessoa viverá como um membro valioso da família humana. Aparentemente já conseguiram uma resposta positiva de 6 a 7 milhões de pessoas de todas as etnias, religiões e nacionalidades. Esta visão pode não converter os restantes 6-7 mil milhões de pessoas nos tempos mais próximos, mas sem dúvida que está muito distante da ideia islamita de forçar o mundo à chamada Ummah com a sua lei da sharia do tempo da idade da pedra.
Os Bahá'ís acreditam que Deus envia os seus professores à sua escola, de tempos a tempos, com novas lições, que ajudam os povos a progredir para novos níveis de humanidade. O problema, acreditam eles, é que as pessoas se agarram aos ensinamentos da escola antiga e ao velho professor, e resistem teimosamente a aceitar um novo professor com os seus ensinamentos. Os bahá'ís vêem os profetas de Deus como renovadores que surgem de tempos a tempos para derrubar os muros de separação e reunir os filhos de Deus numa aula comum ao ar livre, longe das absurdas masmorras do exclusivismo e da ignorância.
Abaixo apresentam-se alguns ensinamentos bahá'ís que colidem com o Islão e que levam os Islamitas a fazer tudo o que podem para destruir a nova religião
* O Povo de Deus. Os Muçulmanos acreditam eu são o povo escolhido por Deus e não reconhecem qualquer outro sistema de crença como legítimo. Os Bahá'ís acreditam que todos os povos são escolhidos por Deus; apenas existe um Deus, uma religião de Deus, e um povo de Deus que é a raça humana.
* Pérolas de um colar. Os Muçulmanos proclamam Maomé é o selo dos Profetas; que Deus enviou o melhor e derradeiro mensageiro à humanidade, e que qualquer outro pretendente a mensageiro é um impostor e merece ser morto. Os Baha’is acreditam que Deus sempre enviou os seus professores com novas e actualizadas lições para educar a humanidade e continuará a fazê-lo no futuro. Têm existido incontáveis professores divinos no decorrer da história humana que apareceram a vários povos. Os Bahá'ís afirmam que estes professores são como pérolas de um colar e que Bahá'u'lláh é a mais recente mas não a última pérola.
* Pensamento independente. A imitação cega é um anátema para os Bahá'ís. Os Bahá'ís acreditam que a mente humana e a dádiva da razão devem guiar as pessoas nas suas tomadas de decisão sobre todos os assuntos. Para este fim, atribuem uma importância primordial à educação e à independente pesquisa da verdade.
Os Bahá'ís consideram a educação das mulheres tão importante quanto a dos homens, pois as mulheres são as primeiras educadoras das crianças, e podem desempenhar o seu papel ao serem educadas. Por contraste, o Muçulmanos procuram as autoridades religiosas para orientação e frequentemente privam as mulheres de educação e de pensamento independente.
Como reconhecimento da importância do pensamento independente, ninguém nasce Bahá'í. Quando se nasce Muçulmano, é-se considerado Muçulmano para toda a vida. Se alguém decide abandonar o Islão, é rotulado como apóstata e, os apóstatas são automaticamente condenados à morte. Por contraste, cada criança que nasce numa família Baha’i deve tomar a sua decisão independente sobre se deseja, ou não, ser Baha’i. a liberdade de escolha e o pensamento independente são estimados pelos Baha’is, em profundo contraste com as mentes fechadas dos Islamitas.
* Religião e Ciência. Os Bahá'ís acreditam que a verdade transcende todas as fronteiras. A verdade científica e a verdade religiosa emanam da mesma fonte universal. São como duas faces da mesma moeda. Para os baha’is a ciência e a religião são como as duas asas de um pássaro que permite à humanidade voar para os cumes do sue potencial; qualquer crença religiosa que contradiga a ciência é superstição. Os Muçulmanos acreditam que a sua escritura e dogma religioso, independentemente de se provar a sua falsidade, são superiores à ciência.
* Igualdade de géneros. Os Muçulmanos sustentam a posição, expressamente declarada no Alcorão, que os homens são governantes das mulheres. Os Bahá'ís rejeitam esta noção e subscrevem a igualdade incondicional de direitos para os dois sexos. Estes princípios Bahá'ís emancipam metade da humanidade de um estatuto de subserviência doméstica para outro de plena participação e progresso humano.
* Participação na tomada de decisão. O Islão, pela sua própria natureza é patriarcal e autoritário. Os Bahá'ís acreditam no valor da tomada de decisão através da consulta; neste processo, todos, independentemente de toda e qualquer consideração, têm uma voz no processo de tomada de decisão. Este processo participativo de tomada de decisão elimina a prerrogativa do clero Islâmico que tem tomado decisões de acordo com os seus interesses e vantagens. Também, em todos os níveis da sociedade, incluindo a família, todos os membros têm a oportunidade – diria mesmo a responsabilidade - de dar a conhecer os seus pontos de vista sem receios. Os ensinamentos Bahá'ís enfatizam claramente este compromisso com um processo democrático de tomada de decisão: “A centelha da verdade surge apenas após o choque de diferentes opiniões”.
* Visão global. Os Baha’is adoram os países onde nasceram, mas alargam esse amor a todo o planeta e aos seus povos. Os Baha’is acreditam que o amor não tem limites e não há necessidade de limites. Pode-se amar o seu país natal e simultaneamente amar o mundo inteiro. Este amor ao mundo é frequentemente usado como argumento pelos Islamitas para acusar os Baha’is de traição ao seu país natal. É por este motivo que os mulllahs que governam o Irão acusam falsamente os Baha’is de serem agentes de Israel sionista e do seu apoiante americano.
* Erradicação de preconceitos. Qualquer tipo de preconceitos é estranho à fé Baha’i e destrói gravemente o princípio essencial de unidade da humanidade. O preconceito contra outros é explorado pelos Islamitas. Em contraste, as escrituras Baha’is afirmam: "… quanto aos preconceitos religiosos, racial, nacional e político: estes preconceitos atacam as raízes da vida humana. Todos eles geraram derramamento de sangue e a ruína do mundo. Enquanto estes preconceitos sobreviverem, haverá guerras terríveis e contínuas."
* Abolição do sacerdócio. Um dos grandes pontos de conflito envolve a abolição do clero. Os Baha’is acreditam que a humanidade amadureceu suficientemente ao ponto de já não necessitar de uma casta de clero profissional para servir as necessidades religiosas dos povos. Com um golpe único, este ensinamento coloca milhares de mullahs e Imans no desemprego, o que leva poderosa casta de clero improdutivo a lutar para reter as suas posições parasitárias e altamente privilegiadas.
É imperativo que os povos livres do mundo defendam a liberdade de consciência, incluindo a liberdade de religião, independentemente das crenças pessoais de cada um. É por este motivo que, enquanto pessoa que não é baha’i, considero ser meu dever falar em nome destas pessoas pacíficas, fortemente perseguidas por Islamistas selvagens.