O Senado dos EUA aprovou - na quinta-feira passada - uma resolução em que "condena o governo iraniano por patrocinar a perseguição contra a minoria Bahá’í", e apela ao Irão para libertar os sete dirigentes Bahá’ís. Estes sete dirigentes foram condenados a 20 anos de prisão em 2010 com acusações de “espionagem para Israel”.
O Senado pediu ao Presidente Barack Obama para aplicar sanções contra funcionários iranianos envolvidos em perseguições contra baha’is, de acordo com sua decisão de 2010 em congelar os bens de oito funcionários superiores iranianos devido à repressão contra protestos da oposição protesta no ano anterior.
As perseguições aos Bahá'ís no Irão são anteriores à revolução islâmica de 1979. Actualmente o regime teocrático impede os Bahá'ís de aceder às universidades e a empregos na administração pública.
O senador Dick Durbin, o segundo na hierarquia do Partido Democrático no Senado, afirmou que chegou o tempo da "perseguição religiosa apoiada pelo Estado contra os Bahais no Irã chegar ao fim."
O gabinete do senador republicano Mark Kirk, um patrocinador principal da resolução, declarou em comunicado que a resolução "envia uma forte mensagem de que os EUA vão continuar a responsabilizar o governo iraniano pela violação dos direitos humanos fundamentais do seu povo."
Mona Mahmoudi, uma Bahá’í residente nos subúrbios de Washington, afirmou à AFP que as autoridades iranianas executaram os seus pais, logo após a revolução islâmica devido aos seus cargos de liderança na comunidade Bahá’í.
Mahmoudi manifestou a esperança de que a resolução do Senado, juntamente com os holofotes sobre o Irã devido ao seu programa nuclear, possa chamar a atenção para a situação precária da Bahá’ís. "A questão nuclear é um assunto muito quente e muito sexy, mas os direitos humanos normalmente ficam para trás. Mas informar e escrever sobre a situação ajuda e acho que no final o governo iraniano vai ser cada vez mais sensível à opinião pública", afirmou.
Mahmoudi disse que apesar do Irã não continuar a executar Bahá’ís, a perseguição tornou-se mais ampla através de medidas como as expulsões de alunos das escolas. "Quando um governo tem medo de crianças de cinco ou seis anos de idade que vão à escola, isso diz muita coisa", concluiu.
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FONTES:
US Senate urges help for Iran's Bahais (AFP)
U.S. Senate Urges Iran To Release Imprisoned Baha'i Leaders (RFEL)
US Senate urges Iran to free Bahai leaders (NOW Lebanon)
US Senate urges Iran to free Bahai leaders (Pakistan Today)
Kirk, Durbin Baha’i Resolution Passes in the U.S. Senate by Unanimous Consent (Mark Kirk)
sábado, 31 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
Amnistia Internacional: Irão é responsável por mais de metade das execuções
No ano passado houve em todo o mundo pelo menos 676 aplicações da pena de morte e, destas, 360 ocorreram no Irão, segundo o relatório anual que a Amnistia Internacional acaba de divulgar. Houve execuções em menos países, mas os que aplicaram a pena de morte fizeram-no “a um ritmo alarmante”.
Os dados divulgados são aqueles que a Amnistia Internacional conseguiu confirmar, mas ficam muito aquém do verdadeiro número de execuções. De fora fica, por exemplo, a China, que continua a executar “milhares” de condenados à pena de morte apesar de as autoridades continuarem a manter secreta essa informação, sublinha o relatório agora divulgado. A AI também não obteve informações relativas à Síria ou à Malásia, onde é aplicada a pena de morte.
O Irão surge na lista logo após a China, com 360 execuções (mais 108 do que em 2010), seguido da Arábia Saudita, com 82, e do Iraque, com pelo menos 68 aplicações da pena de morte. Os Estados Unidos estão em quarto lugar, com 43 execuções, menos três do que em 2010, logo depois o Iémen com 41 e a Coreia do Norte, com “pelo menos 30” execuções confirmadas.
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NOTICIA COMPLETA: Irão é responsável por mais de metade das execuções confirmadas pela Amnistia (Público)
Os dados divulgados são aqueles que a Amnistia Internacional conseguiu confirmar, mas ficam muito aquém do verdadeiro número de execuções. De fora fica, por exemplo, a China, que continua a executar “milhares” de condenados à pena de morte apesar de as autoridades continuarem a manter secreta essa informação, sublinha o relatório agora divulgado. A AI também não obteve informações relativas à Síria ou à Malásia, onde é aplicada a pena de morte.
O Irão surge na lista logo após a China, com 360 execuções (mais 108 do que em 2010), seguido da Arábia Saudita, com 82, e do Iraque, com pelo menos 68 aplicações da pena de morte. Os Estados Unidos estão em quarto lugar, com 43 execuções, menos três do que em 2010, logo depois o Iémen com 41 e a Coreia do Norte, com “pelo menos 30” execuções confirmadas.
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NOTICIA COMPLETA: Irão é responsável por mais de metade das execuções confirmadas pela Amnistia (Público)
sexta-feira, 23 de março de 2012
Templo do Chile: um livro e um website para acompanhar o projecto
Como a construção do inovador Templo do Chile a despertar cada vez mais atenções, foram lançados um website e um livro para acompanhar a evolução do empreendimento. Os autores destes projectos - Daniel Duhart do Chile, Helen Mirkovitch-Kohm de Costa Rica e Roldan Jairo da Colômbia - pretendem também responder a questões sobre a Fé Bahá’í e reflectir sobre o impacto que o Templo irá ter na sociedade à sua volta.
Segundo os autores tanto o livro como o website apresentam algumas reflexões sobre a forma como os ensinamentos Bahá’ís podem ajudar a encontrar uma forma construtiva de abordar as necessidades da América Latina, especialmente com os dois temas de unidade e justiça. Os ensinamentos Bahá’ís “podem dar um contributo muito importante para os esforços da América Latina para construir uma sociedade justa e solidária”, afirmaram. O livro vai ser distribuído pelas livrarias e promovido nos meios de comunicação social.
O novo site ( http://templo.bahai.cl ) em Espanhol, Português e Inglês, apresenta informações específicas sobre a Casa de Adoração. Ali podemos encontrar dados sobre o projecto e a construção do edifício, uma página de contacto, uma secção sobre a Fé Bahá'í e os seus ensinamentos, e respostas às frequentes perguntas sobre o Templo e os conceitos que o inspiram.
O conceito da Casa de Adoração Bahá'í, tal como previsto por Bahá'u'lláh, não é só um ponto de encontro para a oração e a meditação mas, com o tempo, terá uma gama de instalações e actividades que atenderão às necessidades sociais e educacionais das populações à sua volta.
“Há uma percepção crescente de que a construção deste templo representa mais do que apenas um edifício extraordinário”, disse Daniel Duhart. “Paralelamente, há um outro processo de construção em andamento. A construção de uma comunidade, em que um número crescente de pessoas, de todas as idades, avança em grupo, num caminho de serviço à humanidade. À medida que esta consciência se alarga, o impacto de todo este processo na nossa sociedade irá adquirir novas dimensões”, acrescentou.
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FONTE: Book and website launched to accompany building of House of Worship (BWNS)
Segundo os autores tanto o livro como o website apresentam algumas reflexões sobre a forma como os ensinamentos Bahá’ís podem ajudar a encontrar uma forma construtiva de abordar as necessidades da América Latina, especialmente com os dois temas de unidade e justiça. Os ensinamentos Bahá’ís “podem dar um contributo muito importante para os esforços da América Latina para construir uma sociedade justa e solidária”, afirmaram. O livro vai ser distribuído pelas livrarias e promovido nos meios de comunicação social.
O novo site ( http://templo.bahai.cl ) em Espanhol, Português e Inglês, apresenta informações específicas sobre a Casa de Adoração. Ali podemos encontrar dados sobre o projecto e a construção do edifício, uma página de contacto, uma secção sobre a Fé Bahá'í e os seus ensinamentos, e respostas às frequentes perguntas sobre o Templo e os conceitos que o inspiram.
O conceito da Casa de Adoração Bahá'í, tal como previsto por Bahá'u'lláh, não é só um ponto de encontro para a oração e a meditação mas, com o tempo, terá uma gama de instalações e actividades que atenderão às necessidades sociais e educacionais das populações à sua volta.
“Há uma percepção crescente de que a construção deste templo representa mais do que apenas um edifício extraordinário”, disse Daniel Duhart. “Paralelamente, há um outro processo de construção em andamento. A construção de uma comunidade, em que um número crescente de pessoas, de todas as idades, avança em grupo, num caminho de serviço à humanidade. À medida que esta consciência se alarga, o impacto de todo este processo na nossa sociedade irá adquirir novas dimensões”, acrescentou.
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FONTE: Book and website launched to accompany building of House of Worship (BWNS)
quarta-feira, 21 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Relator da ONU destaca o fracasso do sistema de justiça do Irão
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| Ahmed Shaheed |
No seu relatório formal ao Conselho, o Dr. Shaheed enfatizou, de uma forma jamais vista anteriormente nas investigações da ONU acerca do Irão, o completo fracasso do sistema judicial do país. As violações dos processos judiciais são constantes e as “disposições de segurança definidas de forma vaga” são aplicadas de tal maneira que “limitam excessivamente a liberdade de expressão, associação e reunião”. “Em muitos casos, as testemunhas informaram terem sido presas por actividades que estão protegidas pelo direito internacional, e que foram retidas em isolamento por períodos prolongados, sem acesso a advogados ou membros da família e na ausência de acusações formais”.
O Relator da ONU registou também um aumento dramático no número de execuções levadas a cabo no país - mais de 600 durante o ano de 2011. Muitos dos crimes em questão nem sequer eram considerados graves à luz do direito internacional. As autoridades iranianas intensificaram também a detenção de jornalistas e advogados, disse ainda, e as perseguições às minorias étnicas e religiosas continuam.
Os Bahá’ís continuam a ser arbitrariamente detidos e presos devido às suas crenças, observou o Dr. Shaheed, numa violação sistemática do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, e estão sujeitos a uma “pressão sócio-económica grave”, enfrentando privações de “propriedade, emprego e educação”.
A reunião possibilitou um diálogo interactivo entre o Relator Especial e os membros do Conselho de Direitos Humanos, de tal modo que as suas preocupações ecoaram prontamente pela maioria das nações que lá se encontravam. Cerca de 15 países realçaram especificamente a situação dos bahá'ís iranianos.
O representante do Brasil - João Genésio de Almeida Filho - disse que o seu governo tinha uma “particular preocupação” sobre “as alegações de perseguições sistemáticas aos membros das comunidades religiosas não reconhecidas, particularmente a comunidade Bahá'í”.
A representante da República Checa, Veronika Stromsikova, referindo-se à campanha patrocinada pelo Estado, na comunicação social, para demonizar os Bahá’ís, disse que o seu país concordou com a observação do Dr. Shaheed de que “a tolerância do governo acerca da campanha de difamação intensiva contra os membros da comunidade Bahá’í incita à discriminação” viola os tratados internacionais.
Bani Dugal - a principal representante da Comunidade Bahá'í Internacional, nas Nações Unidas - informou que os bahá'ís, no Irão de hoje, enfrentam “múltiplas violações, em todo o espectro dos direitos civis, políticos, económicos, sociais e culturais” prosseguindo “literalmente do jardim-de-infância até a sepultura”.
“Concordamos também com a apresentação das situações subjacentes”, disse ela ao Dr. Shaheed “incluindo elementos do quadro jurídico e a não adesão ao Estado de Direito - nenhum dos quais está a ser reconhecido pelo governo."
“Como você claramente afirma, a impunidade continua a prevalecer no Irão, e alguns indivíduos estão dispensados de cumprirem as leis e os regulamentos que restringem o abuso de poder”, disse a Sra. Dugal.
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FONTE: UN monitor highlights failure of Iran's justice system (BWNS)
sábado, 17 de março de 2012
As mulheres religiosas serão verdadeiramente mulheres?
Dr. Nazila Ghanea, professora de Lei Internacional de Direitos Humanos na Universidade de Oxford, fala num evento organizado durante a sessão anual da Comissão sobre o Estatuto das Mulheres. Nesta intervenção a Drª Ghanea, questiona os estereótipos que descrevem as mulheres religiosas como predominantemente submissas ou vitimas que necessitam de apoio.
Segundo a Draª Ghanea , muitas vezes a voz das mulheres religiosas não é ouvida. E prossegue apelando para uma análise mais consistente e profunda sobre a realidade das mulheres que defendem convicções religiosas, como mulheres fortes, mulheres líderes, mulheres que discordam, mulheres que defendem um caminho que faz justiça às suas crenças.
O debate foi promovido pela comissão de ONGs sobre Liberdade de Religião ou de Crença.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Que se passa no Egipto?
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| Parlamento Egípcio |
Recentemente, numa entrevista por telefone transmitida na televisão, um dirigente do movimento salafista extremista, disse que os Bahá’ís no Egipto não devem ter quaisquer direitos de cidadania e apelou para eu fossem julgados "grande traição", um apelo absurdo que tem sido tradicionalmente repetido pelos inimigos extremistas dos Bahá'ís no Egipto, sem qualquer motivo ou justificação.
Quanto à questão dos cartões de identidade, os Bahá’ís solteiros têm conseguido obter os documentos de identificação, mas os Bahá’ís casados, divorciados ou viúvos ainda não conseguem obter esses documentos, porque precisam de fazer prova do seu estado civil, a fim de obter um cartão de identificação, e as certidões/cerimónias de casamento Bahá’ís não são reconhecidas pelas autoridades Egípcias.
É verdade que o Egipto passou por uma revolução, mas o seu resultado, até agora, não é o que esperavam os jovens e os inocentes que iniciaram esta nobre luta. Agora o tempo mostrará o que os resistentes egípcios querem fazer com o seu país...
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FONTE: Baha'i Faith in Egypt
quarta-feira, 7 de março de 2012
Reino Unido: Governo lança "Ano de Serviço" no Centro Nacional Bahá'í
O Centro Baha’i do Reino Unido foi palco de apresentação de uma iniciativa do Governo Britânico intitulada “Um Ano de Serviço”. Este projecto tem por objectivo incentivar as pessoas de todas as crenças, a ajudarem a melhorar os seus bairros. A iniciativa pretende também reconhecer o papel da fé no trabalho caritativo inspirador, e promover a colaboração entre as nove principais confissões religiosas do Reino Unido - Bahá'í, Budista, Cristã, Jainista, Judaica, Hindu, Muçulmana, Sikh e zoroastriana.
Durante 2012, foram escolhidos doze dias especiais para se fazer actos de voluntariado; cada um destes dias coincide com um festival religioso, já existente, e focaliza um tema distinto para a acção comunitária.
O Secretário de Estado das Comunidades e Governo Local, Eric Pickles, reuniu dirigentes e convidados de todas as idades no lançamento do primeiro dia de voluntariado, em 28 de Fevereiro, no Centro Nacional Bahá’í, em Rutland Gate, 27, em Londres. A ocasião foi também marcada pelos Dias Intercalares Bahá’ís, um período dedicado especificamente ao serviço e à hospitalidade.
« "Um ano de serviço” é uma celebração maravilhosa da contribuição prática que as confissões religiosas fazem para enriquecer os seus bairros e melhorar a vida daqueles que estão à sua volta», afirmou Pickles antes do lançamento. "Nós seríamos bem mais pobres, sem a sua contribuição..."
Cerca de 50 convidados, de todas as confissões, ajudaram a decorar bolos e a embrulhar as roupas e artigos de higiene doados, os quais foram posteriormente distribuídos num abrigo patrocinado pela Igreja para os “sem abrigo”, na zona oeste de Londres.
Falando em nome dos Bahá'ís do Reino Unido, Kishan Manocha disse: "A fé deve ser uma fonte de alegria e de aproximação das pessoas num propósito comum. Esperamos que este empreendimento nos transmita a expressão viva desses frutos especiais da fé e inspire todos nós, nos nossos esforços para melhorar os nossos bairros ".
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FONTE: Government launches "Year of Service" initiative at national Baha'i center (BWNS)
Durante 2012, foram escolhidos doze dias especiais para se fazer actos de voluntariado; cada um destes dias coincide com um festival religioso, já existente, e focaliza um tema distinto para a acção comunitária.
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| O Secretário de Estado Eric Pickles falando para uma rádio a propósito do projecto "Um Ano de Serviço" |
O Secretário de Estado das Comunidades e Governo Local, Eric Pickles, reuniu dirigentes e convidados de todas as idades no lançamento do primeiro dia de voluntariado, em 28 de Fevereiro, no Centro Nacional Bahá’í, em Rutland Gate, 27, em Londres. A ocasião foi também marcada pelos Dias Intercalares Bahá’ís, um período dedicado especificamente ao serviço e à hospitalidade.
« "Um ano de serviço” é uma celebração maravilhosa da contribuição prática que as confissões religiosas fazem para enriquecer os seus bairros e melhorar a vida daqueles que estão à sua volta», afirmou Pickles antes do lançamento. "Nós seríamos bem mais pobres, sem a sua contribuição..."
Cerca de 50 convidados, de todas as confissões, ajudaram a decorar bolos e a embrulhar as roupas e artigos de higiene doados, os quais foram posteriormente distribuídos num abrigo patrocinado pela Igreja para os “sem abrigo”, na zona oeste de Londres.
Falando em nome dos Bahá'ís do Reino Unido, Kishan Manocha disse: "A fé deve ser uma fonte de alegria e de aproximação das pessoas num propósito comum. Esperamos que este empreendimento nos transmita a expressão viva desses frutos especiais da fé e inspire todos nós, nos nossos esforços para melhorar os nossos bairros ".
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FONTE: Government launches "Year of Service" initiative at national Baha'i center (BWNS)
terça-feira, 6 de março de 2012
Dimas de Almeida: A Pluralidade de Interpretações do Texto Bíblico
O Pastor Dimas de Almeida comenta a intervenção do Pe. Carreira das Neves sobre Novas Hermenêuticas e Diálogo entre Cristãos.
Filmado no colóquio "A Bíblia e o Diálogo Inter-Religioso", organizado pelo Centro de Reflexão Cristã.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Carreira das Neves: Novas Hermenêuticas e Diálogo entre Cristãos
O Pe. Joaquim Carreira das Neves (O.F.M.) aborda o tema: "Novas Hermenêuticas e Diálogo entre Cristãos".
Filmado durante o colóquio "A Bíblia e o Diálogo Inter-Religioso", organizado pelo Centro de Reflexão Cristã.
domingo, 4 de março de 2012
Encontro Inter-Religioso na Mesquita Central de Lisboa
Hoje de manhã, num encontro inter-religioso na Mesquita Central de Lisboa - um local que considero um espaço de tranquilidade - estiveram presentes representantes de várias confissões religiosas. O objectivo era reflectir sobre as crises que nos estão a afectar e orar pelo bem-estar da humanidade.
Estiveram presentes representantes Hindus, Judeus, Católicos, Sikhs, Muçulmanos, Ismailis e Baha’is. Na minha intervenção, afirmei que era profundo desejo dos Bahá’ís que estas crises profundas que agora atravessamos não sejam motivo para virar uma cidade contra outra, um país contra outro, um povo contra outro. Pelo contrário, desejamos que estas crises levem cada vez maior número de pessoas a perceber que somos uma única família humana, que enfrentamos problemas globais e que temos de resolver os nossos problemas de uma forma global.
E desejando firmemente essa unidade da família humana, tinha escolhido uma oração de Bahá’u’lláh para recitar naquele local.
"Ó meu Deus! Ó meu Deus! Une os corações dos Teus servos e revela-lhes o Teu grande plano. Que sigam os Teus mandamentos e permaneçam firmes na Tua lei. Ajuda-os, ó Deus, nos seus esforços, e concede-lhes o poder de Te servirem. Ó Deus, não os abandones a si mesmos, mas guia os seus passos pela luz do Teu conhecimento e, com o Teu amor, alegra os seus corações. Em verdade, Tu és o seu Amparo, e o seu Senhor."
Quando terminei a oração, o Dr. Abdool Vakil, Presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, respondeu em tom de aprovação: “Que Deus o ouça!”
Por esse mundo fora, quantas comunidades islâmicas convidam os baha’is para diálogo inter-religioso? Em quantas Mesquitas se podem recitar orações Bahá’ís em voz alta? Em quantas são recebidas desta forma?
Marrocos: Simpósio sobre Religião, Espiritualidade e Educação
O que é espiritualidade? Como pode a educação religiosa incentivá-la? E qual o papel da religião e da espiritualidade na promoção do bem-estar da humanidade?
Estas foram algumas das questões consideradas pelos educadores, académicos e teólogos das religiões mundiais - incluindo a Fé Bahá'í - no "Simpósio Internacional sobre Religião, Espiritualidade e Educação para o Desenvolvimento do Ser Humano", realizado nos passados dias 24 a 26 de Fevereiro, em Marrakech, Marrocos.
O evento - convocado pela Fundação Guerrand-Hermès, para a Paz (GHFP) e a Aliança das Civilizações das Nações Unidas - fomentou a discussão sobre como os jovens podem aprender mais sobre religião e espiritualidade, de modo a poderem abordar questões actuais, tais como a injustiça económica e a degradação ambiental.
"O mundo de hoje enfrenta uma série de desafios sem precedentes", declarou Scherto Gill, secretário-geral da GHFP e organizador do simpósio. "Ao mesmo tempo, também estamos confrontados com tremendas oportunidades, onde os seres humanos se podem unir e viver juntos, uns com os outros, numa solidariedade global, dentro de uma grande comunidade global que trabalha para o bem comum."
Para enfrentar esses desafios e maximizar as oportunidades, prosseguiu, o mundo precisa de redefinir o seu conceito de "desenvolvimento humano" longe de um modelo de crescimento puramente económico e de forma a incluir conceitos de justiça, espiritualidade e uma compreensão mais ampla de comunidade.
"Conectividade, ética e moral derivam da dimensão espiritual do ser humano", disse a Dra. Gill. "Portanto, há uma necessidade urgente de educar a fim de desenvolver uma consciência mais profunda das dimensões espirituais nas nossas vidas."
Os participantes descreveram o simpósio como estimulante e inspirador. Entre eles, Jocelyn Armstrong - uma educadora neozelandesa - afirmou que este simpósio a ajudou a compreender a importância de uma abordagem holística da educação religiosa.
"Pode-se discutir questões como a honestidade e a integridade, na sala de aula, e depois ver como as religiões encorajam essas virtudes", declarou, "ou como as religiões valorizam o meio ambiente."
Diane Evans, uma capelã de Hereford Sixth Form College, no Reino Unido, defendeu que muitas vezes nem existe o conhecimento correto sobre as crenças religiosas. "Quanto mais nos pudermos juntar para falar sobre como melhorar a educação religiosa, mais podemos esperar que possa vir a ser incluída nos programas, podendo assim acabar com muitas tensões", afirmou.
As deliberações foram inspiradas em vinte trabalhos apresentados pelos participantes, incluindo um documento de trabalho da Comunidade Internacional Bahá'í (BIC), que demonstrou como os conceitos de religião e "desenvolvimento humano" podem ser mais bem integrados na educação.
"Isto levou a uma discussão sobre a diferença entre educação religiosa e educação espiritual", disse o representante da BIC, Ming Hwee Chong.
"É somente através da educação", disse ele, "que o potencial latente em cada ser humano se pode desenvolver, ser expresso e, finalmente, servir para beneficiar o indivíduo e a sua comunidade."
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FONTE: In Morocco, symposium explores religion, spirituality and education (BWNS)
Estas foram algumas das questões consideradas pelos educadores, académicos e teólogos das religiões mundiais - incluindo a Fé Bahá'í - no "Simpósio Internacional sobre Religião, Espiritualidade e Educação para o Desenvolvimento do Ser Humano", realizado nos passados dias 24 a 26 de Fevereiro, em Marrakech, Marrocos.
O evento - convocado pela Fundação Guerrand-Hermès, para a Paz (GHFP) e a Aliança das Civilizações das Nações Unidas - fomentou a discussão sobre como os jovens podem aprender mais sobre religião e espiritualidade, de modo a poderem abordar questões actuais, tais como a injustiça económica e a degradação ambiental.
"O mundo de hoje enfrenta uma série de desafios sem precedentes", declarou Scherto Gill, secretário-geral da GHFP e organizador do simpósio. "Ao mesmo tempo, também estamos confrontados com tremendas oportunidades, onde os seres humanos se podem unir e viver juntos, uns com os outros, numa solidariedade global, dentro de uma grande comunidade global que trabalha para o bem comum."
Para enfrentar esses desafios e maximizar as oportunidades, prosseguiu, o mundo precisa de redefinir o seu conceito de "desenvolvimento humano" longe de um modelo de crescimento puramente económico e de forma a incluir conceitos de justiça, espiritualidade e uma compreensão mais ampla de comunidade.
"Conectividade, ética e moral derivam da dimensão espiritual do ser humano", disse a Dra. Gill. "Portanto, há uma necessidade urgente de educar a fim de desenvolver uma consciência mais profunda das dimensões espirituais nas nossas vidas."
Os participantes descreveram o simpósio como estimulante e inspirador. Entre eles, Jocelyn Armstrong - uma educadora neozelandesa - afirmou que este simpósio a ajudou a compreender a importância de uma abordagem holística da educação religiosa.
"Pode-se discutir questões como a honestidade e a integridade, na sala de aula, e depois ver como as religiões encorajam essas virtudes", declarou, "ou como as religiões valorizam o meio ambiente."
Diane Evans, uma capelã de Hereford Sixth Form College, no Reino Unido, defendeu que muitas vezes nem existe o conhecimento correto sobre as crenças religiosas. "Quanto mais nos pudermos juntar para falar sobre como melhorar a educação religiosa, mais podemos esperar que possa vir a ser incluída nos programas, podendo assim acabar com muitas tensões", afirmou.
As deliberações foram inspiradas em vinte trabalhos apresentados pelos participantes, incluindo um documento de trabalho da Comunidade Internacional Bahá'í (BIC), que demonstrou como os conceitos de religião e "desenvolvimento humano" podem ser mais bem integrados na educação.
"Isto levou a uma discussão sobre a diferença entre educação religiosa e educação espiritual", disse o representante da BIC, Ming Hwee Chong.
"É somente através da educação", disse ele, "que o potencial latente em cada ser humano se pode desenvolver, ser expresso e, finalmente, servir para beneficiar o indivíduo e a sua comunidade."
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FONTE: In Morocco, symposium explores religion, spirituality and education (BWNS)
sábado, 3 de março de 2012
Dimas de Almeida: A Bíblia como Literatura de Crise
Intervenção do Pastor Dimas de Almeida no colóquio "A Bíblia e o Diálogo Inter-Religioso", organizado pelo Centro de Reflexão Cristã.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Amnistia Internacional: Relatório condena Violações dos Direitos Humanos no Irão
A Comunidade Internacional Bahá'í recebeu com alarme o novo relatório da Amnistia Internacional, que destaca a repressão crescente sobre os dissidentes no Irão. O documento, intitulado "Recebemos ordens para vos esmagar": Expansão da repressão sobre a dissidência no Irão, cita uma vaga de detenções recentes, de advogados, estudantes, jornalistas, activistas políticos, cineastas, e minorias religiosas e étnicas.
O documento refere também as restrições generalizadas à liberdade de expressão, associação e reunião, bem como a tortura, maus-tratos e más condições na prisão.
Além disso, a Amnistia Internacional expressa uma preocupação particular pela elevada taxa de execuções públicas - cerca de quatro vezes mais em 2011 do que no ano anterior - e pela continuação das execuções de delinquentes juvenis, que são estritamente proibidas pelo direito internacional.
"As autoridades iranianas vêem, também, a Internet e a imprensa social como uma grande ameaça", afirmou Ann Harrison, directora-adjunta interina da Amnistia Internacional para o Programa do Médio Oriente e Norte de África. "Tudo, desde a criação de um grupo social na Internet, a formar ou a filiar-se numa ONG, expressar a sua oposição ao “status quo” pode levar à prisão", acrescentou.
O documento relata um aumento no número e na gravidade dos ataques contra os Bahá’ís, ataques esses que variaram, desde as prisões aos incêndios, e à publicação de artigos caluniosos na imprensa.
"Os não-muçulmanos, em especial a comunidade Bahá'í, têm sido cada vez mais demonizados pelas autoridades iranianas e pelos meios de comunicação social, controlados pelo Estado", declara o relatório. "Em 2011, os repetidos apelos do Líder Supremo e outras autoridades para combater as "falsas crenças" - aparentemente uma alusão aos Cristãos Evangélicos, aos Bahá'ís e aos Sufis - parecem ter levado a um aumento da perseguição religiosa".
Congratulando-se com o relatório, Diane Ala'i - a representante da Comunidade Internacional Bahá’í junto das Nações Unidas em Genebra - afirmou: "O que este relatório vem confirmar é algo que os Bahá’ís iranianos já sabem há anos. Alguém que caia fora dos conceitos, muito estreitos, do governo, sobre o que é socialmente ou politicamente aceitável é hoje, oficialmente, um pária no Irão, e sujeito a graves consequências".
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FONTE: Amnesty International report condemns Iran's human rights abuses (BWNS)
O documento refere também as restrições generalizadas à liberdade de expressão, associação e reunião, bem como a tortura, maus-tratos e más condições na prisão.
Além disso, a Amnistia Internacional expressa uma preocupação particular pela elevada taxa de execuções públicas - cerca de quatro vezes mais em 2011 do que no ano anterior - e pela continuação das execuções de delinquentes juvenis, que são estritamente proibidas pelo direito internacional.
"As autoridades iranianas vêem, também, a Internet e a imprensa social como uma grande ameaça", afirmou Ann Harrison, directora-adjunta interina da Amnistia Internacional para o Programa do Médio Oriente e Norte de África. "Tudo, desde a criação de um grupo social na Internet, a formar ou a filiar-se numa ONG, expressar a sua oposição ao “status quo” pode levar à prisão", acrescentou.
O documento relata um aumento no número e na gravidade dos ataques contra os Bahá’ís, ataques esses que variaram, desde as prisões aos incêndios, e à publicação de artigos caluniosos na imprensa.
"Os não-muçulmanos, em especial a comunidade Bahá'í, têm sido cada vez mais demonizados pelas autoridades iranianas e pelos meios de comunicação social, controlados pelo Estado", declara o relatório. "Em 2011, os repetidos apelos do Líder Supremo e outras autoridades para combater as "falsas crenças" - aparentemente uma alusão aos Cristãos Evangélicos, aos Bahá'ís e aos Sufis - parecem ter levado a um aumento da perseguição religiosa".
Congratulando-se com o relatório, Diane Ala'i - a representante da Comunidade Internacional Bahá’í junto das Nações Unidas em Genebra - afirmou: "O que este relatório vem confirmar é algo que os Bahá’ís iranianos já sabem há anos. Alguém que caia fora dos conceitos, muito estreitos, do governo, sobre o que é socialmente ou politicamente aceitável é hoje, oficialmente, um pária no Irão, e sujeito a graves consequências".
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FONTE: Amnesty International report condemns Iran's human rights abuses (BWNS)
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