quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os Bahá'ís em França

Quem são os Bahá'ís em França? Em que acreditam? O que fazem?
Como é ser religioso num país tão laico?
Programa "A Fé dos Homens", emitido no dia 06-Agosto-2012, na RTP2

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Leva Khanjani: Prisioneira de Consciência


Leva Khanjani, uma cidadã Bahá’í proibida de continuar a estudar, compareceu na prisão de Evin, em Teerão, sábado, 25 de Agosto, 2012 para começar a cumprir a sua pena de dois anos de prisão.

Leva Khanjani e o seu marido, Babak Mobasher, foram presos pela primeira vez em 3 de Janeiro de 2010 e posteriormente transferidos para a prisão de Rajaee Shahr. O casal foi libertado sob fiança no dia 1 de Março de 2010. O Tribunal Revolucionário de Teerão condenou o casal a dois anos de prisão em 29 de Setembro de 2010. O juiz Movahed do Tribunal de Recurso de Teerão confirmou, posteriormente. a pena.

Leva Khanjani é neta de Jamaleddin Khanjani, um dos sete dirigentes Bahá’ís que foram condenados a 20 anos de prisão, depois de serem detidos em Maio de 2008. É também irmã de Foad Khanjani, que foi condenado a quatro anos de prisão pelo Tribunal Revolucionário de Teerão em 17 de janeiro de 2012. Ambos - Jamaleddin e Foad Khanjani - estão a cumprir as suas penas na prisão de Rajaee Shahr.

O pai de Leva Khanjani, Alaeddin Khanjani, também foi preso pelas forças de segurança em 10 de Fevereiro de 2010 e foi libertado sob fiança em 16 de Março de 2010.

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FONTE: Leva Khanjani: Prisoner of the day (Iranian.com)

sábado, 25 de agosto de 2012

As incertezas da Nostra Aetate

Para o Bispo Pierro Rossano, que durante anos trabalhou na Secretaria do Vaticano para as Religiões Não-Cristãs, o “Vaticano II foi explícito neste ponto” - a salvação atinge, ou pode atingir, os corações dos homens e mulheres através dos sinais visíveis e experienciais das várias religiões”. Para o sempre cauteloso Karl Rahner, porém, a decisão estava em aberto: “O problema essencial para o teólogo foi deixado em aberto [pelo Vaticano II]… A qualidade teológica das religiões não-Cristãs permanece indefinida”. Por outras palavras, os bispos não afirmaram nem negaram que as religiões podem ser autênticas condutas pelas quais o Espírito flui para as vidas dos povos fora da igreja. E talvez o motivo para não terem abordado esta questão tenha sido por decidirem deliberadamente não o fazer. O Vaticano II, desde o início, foi definido pelo Papa João XXIII como pastoral e não doutrinal. Isso significa que queria falar para os povos e não para os teólogos.

Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 77

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Dalai Lama: Todos podemos ser pluralistas

A criação de uma genuína harmonia inter-religiosa baseada na compreensão, não depende da aceitação de que todas as religiões são similares, nem de que conduzem ao mesmo ponto. Não obstante, defendo a ideia de que são precisamente os seus diferentes ensinamentos metafísicos que proporcionam, em cada caso, a verdadeira base para um admirável sistema ético enraizado na compaixão. Não tenho a menor dúvida de que um crente sincero pode, com integridade, ser um pluralista em relação às demais religiões, sem negar por isso o seu compromisso com a doutrina da sua própria fé.

Dalai Lama, Caminhos da Fé, pag. 12

sábado, 18 de agosto de 2012

Nostra Aetate

As afirmações da declaração sobre pessoas religiosas fora da igreja foram apresentadas com um pano de fundo da reafirmação daquilo que tem sido ensinado desde o Concílio de Trento: que o amor e a presença salvífica de Deus não se podem encerrar no interior das paredes da igreja. (Na verdade, o Vaticano II foi ainda mais longe e proclamou explicitamente que mesmo os ateístas confessos que seguem a sua consciência estão, verdadeiramente, ainda que inconscientemente, a seguir a voz de Deus, e assim são “salvos” [Constituição Dogmática da Igreja (Lumen Gentium)], 16). Pela primeira vez na história da Igreja, a Declaração sobre as Religiões oferece uma descrição específica de como é que as principais religiões históricas procuram responder a “esses profundos mistérios da condição humana”. Sumariza brevemente as crenças e práticas básicas do Hinduísmo, Budismo e Islão, e faz uma referência positiva a “outras religiões [primazes] que se encontram em toda a parte”. A Declaração reconhece e saúda explicitamente o “sentimento religioso profundo” que anima todas estas tradições. Afirma que os seus ensinamentos e práticas representam os que é “verdadeiro e sagrado” e “reflectem um raio de Verdade que ilumina todos os povos”. E seguidamente a Declaração lança uma “exortação” a todos os Católicos que nunca receberam dos seus pastores: que “prudente e amorosamente”, “dialoguem e colaborem” com outros crentes e assim, “testemunhando a fé e vida Cristã, reconheçam, preservem e promovam os bens espirituais e morais que se encontram entre estas pessoas” (NA, 2)

Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 76

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Dalai Lama: Exclusivismo vs. Compaixão

Quando observo o mundo actual, vejo perigosas forças de polarização. Em cada religião há tendências preocupantes que pretendem denegrir as outras fés; há também uma polarização crescente entre os crentes e aqueles que não têm nenhuma religião. Tais atitudes servirão apenas para fomentar a suspeita e desconfianças mútuas. No entanto, creio que aqueles que defendem o exclusivismo partem de fundamentos profundamente errados quanto aos alicerces essenciais em que assenta a espiritualidade religiosa. É um dever de todos os seres humanos que aspirem à perfeição espiritual - não apenas dos líderes das religiões do mundo, mas também de cada indivíduo crente - afirmar o valor fundamental da compaixão que existe tanto no coração da natureza humana como no cerne dos ensinamentos éticos de todas as principais religiões do mundo. Só desta forma podemos desenvolver verdadeiramente o reconhecimento do valor das outras fés, e, a partir desta base, cultivar um respeito genuíno.

Dalai Lama, Caminhos da Fé, pag. 11-12 

domingo, 12 de agosto de 2012

Família Naimi: Prisioneiros de Consciência

Vinte e nove dias após a detenção de uma família Bahá’í (Adel Naimi [pai], Naimi Shamim [filho], e Farahani Elham [mãe], nenhuma informação foi disponibilizada sobre a sua situação. Os detidos ainda não foram autorizados a contactar outros familiares.

Outro membro desta família, Afif Naimi, foi preso em Maio de 2008, juntamente com cinco outros dirigentes Baha’is e encontra-se actualmente na prisão Rajaee Shahr, em Karaj. Tal como outros presos políticos e prisioneiros de consciência na prisão Rajaee Shahr, Afif Naimi está impedido de fazer chamadas telefónicas, receber visitas de familiares, e apenas tem acesso limitado ao ar livre.

Refira-se que ao longo dos últimos dias, muitos cidadãos Bahá’ís foram ilegalmente detidos ou convocados por organizações de segurança nas cidades de Isfahan, Mashhad, Shiraz, Semnan, Karaj, Yazd, Kerman, Ghaemshahr, e Arak.

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FONTE: Naimi Family: Prisoners of the day (iranian.com)

sábado, 11 de agosto de 2012

Uma teologia cristã das religiões

Se Rahner foi o primeiro a explorar um caminho para uma nova teologia cristã das religiões, o segundo Concílio do Vaticano (1962-64) apresentou-a. O concílio fica como um marco na história daquilo que a Igreja Cristã disse sobre outras fés e sobre si própria em relação a elas. Nunca antes tinha a Igreja, nas suas declarações oficiais, tratado tão extensivamente sobre as outras religiões; nunca antes tinha dito coisas tão positivas sobre elas; nunca antes tinha apelado a todos os Cristãos a encarar estas religiões de forma séria e a dialogar com elas. Comparada com a visão “Fora da Igreja não há Salvação” – que era o resultado dos séculos V a XVI - o Vaticano II, mais do que um marco, é um desvio na estrada. O próprio Rahner recordou mais tarde que muitos dos bispos do concílio não compreenderam plenamente quão novo e exigente era este caminho. Se o tivessem, talvez se tivessem movido mais devagar.

Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 75

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Os Bahá’ís de Semnan: Uma Comunidade debaixo de fogo

Na cidade de Semnan(Irão), a perseguição dos Bahá’ís locais assume contornos singulares e alarmantes. A hostilidade persistente é bem patente na vigilância cerrada por parte das agências de segurança do Estado, nos discursos de ódio de funcionários administrativos, nas humilhações de crianças Bahá’ís, e em actos de vandalismo contra o cemitério Bahá'í.

Desde 2009 registaram-se dezenas de ataques contra um número considerável de Bahá'ís em Semnan; estes têm sido realizados por funcionários governamentais, grupos semi-oficiais e agentes à paisana. Pelo menos 30 pessoas foram presas, estando agora várias a cumprir longas penas de prisão; residências particulares e estabelecimentos comerciais têm sido alvo de ataques incendiários, e inúmeras empresas de propriedade de Bahá’ís foram encerradas pelas autoridades.

"Parece que em Semnan as autoridades iranianas estão a oprimir os Bahá'ís com uma intensidade particular, através da mobilização e coordenação de elementos oficiais e semi-oficiais", afirmou Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas. "Estes elementos incluem vários gabinetes e departamentos governamentais, polícia, tribunais, autoridades locais, e o clero."

"Esta abordagem coordenada é ao mesmo tempo singular e alarmante. O seu objectivo é fortalecer cada vez mais a política definida há muito tempo de bloquear o progresso e o desenvolvimento dos Bahá’ís ", disse ela.

Estabelecimento Comercial de Bahá'ís selado pelas autoridades
Para os Bahá’ís no Irão a opressão tem sido uma característica das suas vidas desde a fundação da sua religião, em meados do século XIX. Mas desde a Revolução Islâmica de 1979, os Bahá’ís enfrentam uma estratégia de perseguição patrocinada pelo governo, sofrendo incontáveis ataques, detenções e prisões numa campanha sistemática que se intensificou em 2005 e alargou em 2008-2009.

O número de ataques contra os Bahá’ís de Semnan aumentou de forma desproporcionada após uma série de seminários e reuniões anti-Bahá'ís amplamente divulgados, que tiveram lugar na cidade em 2008 e 2009. Posteriormente, 20 famílias Bahá’ís viram as suas residências ser alvo de rusgas, em que foram apreendidos materiais Bahá’ís, computadores e telemóveis. Nove pessoas dessas famílias foram detidas, com base em acusações inteiramente falsas, relacionadas apenas com a prática da Fé Bahá’í.

Desde 2009, cerca de 26 Bahá’ís de Semnan foram condenados a penas que totalizam mais de 70 anos de prisão. Oito encontram-se actualmente presos a cumprir penas que variam entre os seis meses e os seis anos; outro Bahá’í, depois de ter estado preso, cumpre agora uma pena de exílio interno; quatro foram libertados sob fiança enquanto aguardam julgamento; oito foram condenados mas aguardam o resultado de um recurso, antes de começar a cumprir a pena. Muito outros têm sido interrogados.

Cemitério Bahá'í de Semnan após vandalismo
Há três meses atrás, Adel Fanaian foi condenado a seis anos de prisão por acusações que incluíam "mobilizar um grupo com a intenção de perturbar a segurança nacional" e "propaganda contra o regime sagrado da República Islâmica do Irão". Estas falsas acusações resultam simplesmente dos seus esforços para oferecer aulas de desenvolvimento moral para crianças e jovens, e ajudar os jovens a obter uma educação universitária.

Bani Dugal notou, contudo, que, apesar da propaganda de ódio anti-Bahá'í disseminada na cidade, a maioria dos cidadãos de Semnan aparentemente não tem qualquer má vontade contra os Bahá'ís, e muitos relacionam-se com eles. "Na verdade, os Bahá’ís têm muitos muçulmanos como parentes e amigos próximos", declarou.

"A situação deve ser cuidadosamente analisada por todos aqueles que procuram restabelecer o devido processo legal e o respeito pelos direitos humanos no Irão. Estes ataques levados a cabo por elementos semi-oficiais ou agentes à paisana reflectem mais uma tentativa insidiosa por parte do governo iraniano para desrespeitar os padrões internacionais de justiça, sem chamar a atenção para si próprio."

"Apelamos a todos os governos para que condenem a flagrante violação dos direitos humanos no Irão, direitos que estão estabelecidos em tratados internacionais de que o Irão é signatário".

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Sobre este assunto:
The Baha'is of Semnan: A community under fire (BWNS)
The Baha'is of Semnan - A Case Study in Religious Hatred

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dalai Lama: Exclusivismo Religioso

A fronteira entre o exclusivismo - o facto de pensarmos que a nossa religião é a única legitima - e o fundamentalismo é perigosamente ténue; a fronteira entre o fundamentalismo e o extremismo é ainda mais ténue. Para todo e qualquer seguidor das principais religiões, chegou o momento de se perguntar: «No mais íntimo de mim, qual é a minha atitude em relação aos seguidores de outros credos?» Nós os crentes, já não podemos permitir-nos o luxo de manter uma atitude que, ainda que tolerante, não afirme um respeito absoluto pelas outras religiões. Depois do 11 de Setembro, a defesa de um fanatismo religioso exclusivista já não é um assunto privado de perspectiva individual, visto que tem o potencial de afetar as vidas de todos.

Dalai Lama, Caminhos da Fé, pag. 9-10

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Em que acreditam os Bahá'ís?

Uma breve introdução aos ensinamentos da Fé Bahá'í.
Entrevista com Ivone Correia, Victor Forghani e Marco Oliveira.
Programa "Caminhos" emitido no dia 05-Agosto-2012, na RTP2.

sábado, 4 de agosto de 2012

Uma imagem sombria da liberdade religiosa no Irão

Num relatório divulgado na passada segunda-feira, os Estados Unidos apresentaram uma imagem sombria sobre da liberdade religiosa no Irão, descrevendo a forma como o governo iraniano oprime sistematicamente os seguidores de praticamente todos as minorias religiosas no país, restringindo suas actividades religiosas, limitando as suas actividades económicas e efectua detenções quando se envolvem em actividades de divulgação das suas crenças.

"A retórica e as acções governamentais criaram uma atmosfera ameaçadora para quase todos os grupos religiosos não-xiitas, principalmente os Bahá’ís, mas também para os sufis, cristãos evangélicos, judeus e grupos xiitas que não partilham as opiniões religiosas oficiais do governo", afirma-se no capítulo sobre o Irão no Relatório Anual sobre Liberdade Religiosa Internacional de 2011, elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA.

"Os grupos bahá'ís e cristãos reportaram prisões arbitrárias, detenções prolongadas e confisco de propriedades. Durante o ano, intensificaram-se as campanhas negativas contra minorias religiosas, especialmente contra os bahá’ís, na comunicação social controlada pelo governo".

"Todas as minorias religiosas sofreram diferentes graus de discriminação aprovada oficialmente, especialmente nas áreas de emprego, educação e habitação. Os bahá'ís continuaram a ser alvo de expulsões, ou recusa de admissão, nas universidades", declara o Relatório.

Publicado anualmente desde 2001, o Relatório analisa a situação da liberdade religiosa em todo o mundo, examinando a evolução ou a regressão em todos os países, excepto os EUA. O Relatório deu atenção especial este ano para o impacto das transições políticas e demográficas sobre as minorias religiosas, os efeitos do conflito sobre a liberdade religiosa, e "corrente crescente de anti-semitismo."

"Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião", disse a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ao apresentar o Relatório numa conferência de imprensa no Carnegie Endowment for International Peace.

"Este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade, sozinho ou em comunidade, em público ou privado, de manifestar a religião ou crença, pelo ensino, pela prática, adoração e observância e", afirmou a secretária Hillary Clinton.

Suzan Johnson Cook, Embaixadora dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional, disse que a liberdade de religião não é apenas um direito americano, mas o direito de todos os povos. "Ela anda de mãos dadas com a liberdade de expressão e reunião, e quando a liberdade religiosa é restringida, todos esses direitos estão em risco", disse a embaixadora Cook. "E por esta razão, a liberdade religiosa é muitas vezes o termómetro para outros direitos humanos. É o canário na mina de carvão."

No relatório, a secção sobre o Irão era especialmente crítica, afirmando que "o respeito do governo e a protecção do direito à liberdade religiosa continuou a deteriorar-se."

"O sistema legal estimula o abuso e a discriminação religiosa", afirma o relatório, observando que a "constituição e outras leis e políticas restringem severamente a liberdade de religião". O relatório documenta esses abusos, e constata que praticamente todos os grupos religiosos de fora da maioria xiita enfrentaram discriminação.

"O assédio e detenções de Sufis também prosseguiram durante o ano", denuncia o relatório, observando que cerca de 60 Sufis tinham sido detidos em Setembro, após confrontos com forças de segurança.

Os cristãos também enfrentam discriminação continuada. No ano passado, o governo confiscou cerca de 6.500 Bíblias, afirma o Relatório, e manteve detido o pastor cristão Youcef Nadarkhani, que foi condenado à morte por apostasia.

"Os Zoroastrianos também reportaram detenções e assédio", declara o Relatório, descrevendo a prisão em Outubro de Yashin Jamshidi, um Zoroastriano de Karaj.

SITUAÇÃO DOS BAHÁ’ÍS EM DESTAQUE

A situação da comunidade Bahá’í iraniana - 300.000 pessoas - merece destaque ao longo do Relatório. O documento afirma explicitamente que os Bahá'ís são perseguidos devido às suas convicções religiosas.

Entre outras coisas, observa-se que os Bahá'ís são impedidos de se matricular nas universidades públicas, banidos do sistema de segurança social, e proibidos de "oficialmente constituir ou manter instituições administrativas."

Os sete dirigentes Bahá'ís actualmente detidos no Irão
"O governo prendeu arbitrariamente bahá'ís e acusou-os de violar os artigos 500 e 698 do código penal islâmico, relativos às actividades contra o Estado e divulgação de falsidades ", denuncia o Relatório, notando que, no final de 2011, 95 Bahá’ís estavam presos e 416 tinham processos judiciais activos em curso.

"Frequentemente, as acusações não são retiradas após a libertação, e aqueles com acusações pendentes temem ser detidos novamente, a qualquer momento. A maioria foi libertada somente depois de pagar uma pesada multa ou uma fiança elevada. Para alguns, a fiança foi na forma de títulos de propriedade; outros obtiveram a sua liberdade em troca de garantias pessoais de um "guardião" que garantiu a presença do réu no tribunal.

"Alegadamente, funcionários do governo teriam oferecido aos bahá'ís alívio dos maus-tratos em troca da negação da sua filiação religiosa; se estão detidos, a negação da filiação religiosa é uma pré-condição para a libertação", declara o Relatório.

O Relatório observou que "cemitérios bahá'ís em várias cidades foram profanados por pessoas não identificadas, e o governo não tentou identificar ou punir os responsáveis." Também afirma que os Bahá’ís e suas propriedades tinham sido objecto de ataques incendiários. "Em todos os casos, a polícia disse que nada poderia ser feito para encontrar os autores", acrescenta o relatório.

O Relatório analisou ainda as acções do Departamento de Estado no ano passado em apoio aos Bahá'ís iranianos, observando que os seus porta-vozes consideraram "sem precedentes" a re-imposição de uma pena de prisão de 20 anos para sete presos dirigentes nacionais Bahá’ís, e que também tinham criticado "a ausência de cumprimento de processo legal" dessa condenação, dizendo que se tratava de uma violação dos compromissos do Irão relativos ao direito internacional.

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FONTE: A dark picture of religious freedom in Iran (BWNS)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Os Bahá'ís e a política

Entrevista com Victor Forghani.
Programa "A Fé dos Homens", transmitido em 29-Julho-2012, na RTP2.