quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

El Pais: 730 días después, y los 200 días de Morsi

A punto de celebrarse el segundo aniversario de la revolución egipcia, el presidente Morsi acaba de cumplir 200 días en el cargo. ¿Cuál es la situación del país?

Los Hermanos Musulmanes, a la cabeza del país desde la celebración de las primeras elecciones plurales que tuvieron lugar en junio pasado, son considerados por muchas cancillerías occidentales como los únicos interlocutores capaces de llevar a cabo el relevo democrático del país y mantener la estabilidad tanto a nivel nacional como regional.

Lo son efectivamente en cuanto a su alto nivel organizacional y decisional (hasta ahora, una fuerte cohesión ideológica rige la Hermandad), pero ¿lo podrán ser a nivel de alternancia democrática? La respuesta tiene varios componentes. Históricamente, los Hermanos Musulmanes ven esta oportunidad de toma de poder después de 80 años de larga y dura espera, como una oportunidad única que no tienen que desperdiciar.

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Conflictos interconfesionales, agresiones físicas o verbales son el pan de cada día de muchos coptos. Recientemente, el ministro de Educación ha declarado que los niños baha’ís (existe una pequeña comunidad baha’í en Egipto que sobrevive, a falta de poder vivir de manera digna) ya no tienen cabida en los colegios públicos. Basándose en la nueva Constitución, alega en efecto que están reconocidas en Egipto únicamente las tres religiones de tradición abrahámica, o del Libro (es decir el judaísmo, el cristianismo y obviamente el islam). Los niños y estudiantes baha’ís pasan por lo tanto a formar parte de un limbo sociológico y jurídico. En la época de Mubarak, la comunidad baha’í había logrado arrancar escasas garantías que se ven retirar, como ha sucedido en muchos sectores en Egipto.

En efecto, un tema para el cual se teme lo peor, es el de libertad de culto. Una familia, compuesta por una viuda y sus siete hijos, acaba de ser condenada a quince años de cárcel. Su crimen: haberse convertido al cristianismo.

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Ler artigo completo: 730 días después, y los 200 días de Morsi (El Pais)


domingo, 27 de janeiro de 2013

Hussein Bikar

Cumpriram-se no passado dia 2 de Janeiro 100 anos do nascimento de Hussein Bikar. Trata-se de um dos mais proeminentes artistas egípcios do século XX. Formou-se na Escola Superior de Belas Artes do Cairo (em 1934) e passou mais de 60 anos ensinando arte em diversas escolas e universidades. É considerado como iniciador de um estilo de jornalismo artístico que elevou o estilo de ilustrações dos jornais para um nível verdadeiramente artístico; o seu estilo simples e claro reflecte influências da arte faraónica combinada com harmonia, serenidade e mística.

Os contributos jornalísticos de Bikar incluem também crítica artística e narrativas poéticas. Foi o primeiro egípcio a ilustrar livros infantis em língua árabe. O estilo elegante e gracioso dos seus retratos e pinturas a óleo representando camponeses graciosos, cenas da Núbia e temas faraónicos valeram-lhe diversos reconhecimentos e prémios.

Hussein Bikar era membro da comunidade Bahá’í do Egipto.




































sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Se eu fosse Bahá'í, por Tarek Heggy

O texto seguinte é de autoria de Tarek Heggy, um autor Egípcio liberal, e analista político. O Dr. Heggy é um dos mais proeminentes defensores das reformas políticas no Egipto. Nos seus muitos artigos tem defendido os valores da modernidade, democracia, tolerância e direitos das mulheres no Médio Oriente, valores que considera universais e essenciais para o progresso da região. É professor convidado em diversas Universidades e tem realizado palestras e conferências um pouco por todo o mundo. É também co-fundador da Cadeira de Estudos Coptas na Universidade Americana no Cairo. O texto original em inglês encontra-se aqui.

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Se eu fosse Bahá'í: informaria o mundo sobre o plano sistemático para eliminar todos os vestígios da Fé Bahá'í e dos Bahá’ís no Egipto.

Se eu fosse Bahá'í: chamaria a atenção de todas as grandes personalidades e intelectuais do mundo para o respeito e consideração com que os seus pares no Egipto receberam 'Abdu'l-Bahá (filho de Bahá'u'lláh) durante a sua visita a este país no início do século XX, e para as obscenidades e desconsiderações com que as pretensiosas personalidades e falsos intelectuais do Egipto de hoje mancham o bom nome da Fé Bahá’í e dos Bahá’ís.

Se eu fosse Bahá'í: chamaria para testemunha a assembleia da Justiça no mundo sobre o tema da Instituição Al Azhar e diria ao honorável Ulamá: como pode decidir hoje que os Bahá’ís não são uma religião quando o Tribunal Superior da Sharia de Beba/Souhag decretou em 1925 que a Fé “Bahá’í é uma religião independente”?

Se eu fosse Bahá'í: chamaria para testemunha a assembleia da Justiça no mundo sobre o tema da Instituição Al Azhar, que, com todas as mesquitas, mesdjids e escolas kettab à sua disposição no Egipto, descobriu que é necessário privar a Comunidade Bahá'í do seu principal edifício sede e usá-lo como escola corânica.

Se eu fosse Bahá'í: chamaria para testemunha a assembleia da Justiça no mundo sobre o tema da prisão de 92 Bahá'ís - homens e mulheres - com idades entre os 2 e 80 anos. Foram presos entre a meia-noite e madrugada em todo o Egipto e transferidos para a cadeia de Tanta, e seguidamente, falsamente acusados de traição, conduta imprópria e espionagem, com grande exposição na comunicação social, sem nenhum outro motivo a não ser por serem Bahá'ís.

Se eu fosse Bahá'í: chamaria para testemunha a assembleia da Justiça no mundo sobre o tema da detenção frequente de Bahá’ís, homens e mulheres, durante dias, semanas ou meses para interrogatório. Os tribunais nunca os consideram culpados de qualquer crime ou falta, mas eles eram Bahá'ís.

Se eu fosse Bahá'í: chamaria para testemunha a assembleia da Arte no Ocidente e no Oriente, para o caso de um dos maiores e mais admirados artistas do Egipto, Hussein Bikar, que foi detido em sua casa e levado para a cadeia com outros Bahá'ís conhecidos para dias de interrogatórios a respeito da sua Fé Bahá'í.

Se eu fosse Bahá'í: chamaria para testemunha a assembleia da Arte no Ocidente e no Oriente, e dizia-lhes: Hussein Bikar, um dos maiores e mais admirados artistas no Egipto não tinha qualquer bilhete de identidade quando morreu com quase 90 anos de idade. As autoridades egípcias recusaram-se a emitir um documento de identidade com a palavra "Bahá'í" no espaço para a religião.

Se eu fosse Bahá'í: chamaria para testemunha as Organizações Mundiais de Direito, Justiça e Direitos Humanos, governamentais e não-governamentais, e dizia-lhes: imaginem que no Egipto do século XX, os documentos de identidade individual devem incluir a indicação de filiação religiosa do indivíduo…

Se eu fosse Bahá'í: chamaria para testemunha as Organizações Mundiais de Direito, Justiça e Direitos Humanos, governamentais e não-governamentais, e dizia-lhes: imaginem que no Egipto do século XX, os documentos de identidade individual devem incluir a indicação de filiação numa de apenas três religiões, não obstante o desejo ou a fé do indivíduo?

Se eu fosse Bahá'í: chamaria para testemunha as Organizações Mundiais de Direito, Justiça e Direitos Humanos, governamentais e não-governamentais, e dizia-lhes: no Egipto do século XX, os filhos e filhas dos Bahá'ís recebem documentos de identidade individuais com um traço (-) na religião, enquanto aos seus pais são recusados os mesmos documentos de identidade: PORQUÊ? Porque o Estado Egípcio não reconhece o casamento Bahá'í!

Ó povoS do mundo: venham e façam um balanço desta excelência administrativa!

Se eu fosse Bahá'í: chamaria para testemunha todos os Ministros da Educação do Mundo e informá-los-ia que: o Ministro da Educação do Egipto declarou que vai recusar a admissão de crianças (sim, crianças!) dos Bahá’ís nas escolas públicas, porque as crianças são Bahá'ís!

Se eu fosse Bahá'í: informaria o mundo que a nova Constituição Egípcia contém os elementos necessários para a eliminação da minoria Bahá’í no Egipto.

Se eu fosse Bahá'í: informaria o mundo que incendiar as casas dos Bahá’ís ocorre com a impunidade no Egipto.

Se eu fosse Bahá'í: chamaria para testemunha todas Organizações Mundiais de Comunicação Social, da Lei e da Justiça e dos Direitos Humanos, governamentais e não-governamentais, e informá-los-ia que no Egipto, incitar à morte dos Bahá'ís, em discursos e na TV é normal e é feito com a impunidade!

E apesar de tudo isso:

Se eu fosse Bahá'í: diria para aqueles detêm a autoridade no Egipto: eu sou leal ao meu país, eu amo o meu país, eu esforço-me pelo sucesso e progresso do meu país e eu considero os filhos dos meus vizinhos como meus filhos, sem considerar a religião ou o credo. Que maravilhoso seria o Egipto se vocês, que estão no poder, seguissem este mesmo caminho. 

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FONTE: If I were Bahá’í


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Mães e bebés numa prisão iraniana

Esta história já tem algumas semanas. Mas quando a falta de humanidade das Autoridade Iranianas me dá a volta ao estômago, então sinto que não devo deixar cair esta história no esquecimento.



Segundo uma notícia divulgada pela Human Rights Activists News Agency (HRANA), no Irão, duas mulheres Bahá’ís - Zohreh Nikaeen e Taraneh Torabi - foram levadas para a prisão de Semnan onde devem cumprir penas de prisão a que tinham sido condenadas por serem Bahá'ís.

As duas mulheres tiveram que levar consigo os seus filhos com alguns meses de idade; a saúde de mães e filhos tem-se deteriorado. As crianças necessitam de cuidados médicos urgentes e sabe-se que uma delas tem uma infecção nos ouvidos.

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FONTE: Physical deterioration of two Baha’i infants in Semnan prison - Iran

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Telescópio descobre 461 candidatos a planetas

"Sabe tu, que cada estrela fixa tem seus próprios planetas, e cada planeta, suas próprias criaturas, cujo número homem algum pode calcular." -- Bahá'u'lláh 

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No Jornal Expresso, hoje:

A NASA anunciou que o telescópio espacial Kepler identificou 461 novos candidatos a planetas.

São 461 candidatos a novos planetas, quatro deles com menos do dobro da dimensão da Terra, e acabam de ser descobertos pelo telescópio espacial Kepler, da NASA.

Os quatro planetas mais parecidos com a Terra orbitam estrelas a uma distância que os coloca na chamada zona habitável, isto é, na zona do respectivo sistema planetário onde poderá existir água no estado líquido à superfície do planeta que permita a emergência de vida.

Até agora o Kepler já detetou 2740 candidatos a planetas a orbitar mais de duas mil estrelas, mas as descobertas mais recentes mostram um aumento significativo do número de planetas de dimensões mais pequenas (próximas da Terra) e do número de estrelas com mais de um candidato a planeta.

Há também cada vez mais potenciais planetas detetados de dimensão mais pequena com órbitas de longo periodo semelhantes à Terra, o que significa que "já não se trata de saber se vamos encontrar uma gémea da Terra, mas quando isso vai acontecer", sublinha Steve Howell, cientista da NASA ligado à Missão Kepler.

Jack Lissauer, cientista planetário da NASA, explica por sua vez que "o grande número de sistemas com vários potenciais planetas encontrados pelo Kepler (467) mostra que uma parte substancial dos planetas extrasolares pertence a sistemas multiplanetários, o que é consistente com o que sabemos sobre o nosso próprio Sistema Solar".

Claro que há mais candidaturas do que certezas, porque até agora os astrofísicos identificaram "apenas" 900 planetas extrasolares.

Primavera Árabe: Ministro Egípcio insiste na discriminação dos Bahá’ís

O Sr. Ghoneim, Ministro Egípcio da Educação
O Ministro Egípcio da Educação voltou a afirmar que as crianças de famílias Bahá’ís não se poderão inscrever em escolas públicas, pois isso viola a Constituição do Egipto.

"A Constituição só reconhece as três religiões abraâmicas", afirmou o Sr. Ibrahim Ghoneim Akbar Al-Youm. "E como a religião é um assunto ensinado nas escolas, essas crianças não cumprem os requisitos para a inscrição."

Em Novembro do ano passado, o Sr. Ghoneim tinha feito declarações semelhantes ao jornal Al-Sabah. Quando lhe perguntaram: "Qual é a posição do Ministério da Educação sobre os filhos dos Bahá’ís? Será que eles têm o direito de se matricular em escolas públicas?", o ministro respondeu: "O Estado só reconhece três religiões e a fé Bahá’í não está entre elas. Assim, os seus filhos não têm o direito de inscrever em escolas públicas. "

Nos últimos anos, os Bahá’ís travaram uma batalha judicial com o Governo Egípcio quando este se recusou a emitir-lhes bilhetes de identidade ou certidões de nascimento.

Recorde-se que todos os egípcios devem possuir bilhetes de identidade a partir de 16 anos de idade. Estes cartões de identificação indicam religião, e são de apresentação obrigatória em qualquer outra acto formal, como o pedido de carta de condução, certidão de óbito, ou a abertura de uma conta bancária. Em 2008, um tribunal egípcio concedeu aos Bahá’ís o direito a obter cartões de identificação sem mencionar a sua religião, acabando assim com quatro anos de debate sobre essa questão.

No Egipto, as tensões entre Bahá’ís e do Estado já duram há várias décadas. Em 1960, o Governo confiscou os seus bens, incluindo um terreno nas margens do Nilo destinado à construção de uma casa de culto, e vendeu em hasta pública. Naquela época, o Governo acusou os Bahá’ís de serem leais a Israel. Vários Bahá’ís estiveram detidos durante vários meses após o fim da Guerra dos Seis Dias (1967)

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FONTE: Bahais cannot enroll in public schools, education minister says (Egypt Independent)

Um idoso isolado numa prisão iraniana

Em Outubro do ano passado referi neste blog a história de um cidadão iraniano com 85 anos de idade, Mohammad Hussein Nakha'i que fora condenado a 3 anos de prisão por ser membro da comunidade Bahá’í.

Ontem o site Iran Briefing dava conta que o Sr Nakha’i - que se encontra detido desde Maio de 2012 na prisão de Birjand - está agora proibido de receber visitas e chamadas telefónicas. A informação baseia-se num relatório da Human Rights Activists News Agency (HRANA) que acrescenta que as autoridades não apresentaram qualquer justificação para estas medidas.

Devido à sua idade, o Sr. Nakha’i necessita de constantes cuidados médicos. Todos os seus familiares - que residem em Teerão - encaram a sua situação com enorme preocupação e angústia.

Recorde-se que o Sr. Nakha’i foi acusado de fazer propaganda contra o regime e de ser membro da Comunidade Bahá’í. Um tribunal revolucionário condenou-o a 3 anos de prisão. Durante os primeiros anos da República Islâmica, o sr. Nakha'i já tinha cumprido uma pena de cinco anos na prisão de Gonbad, devido à sua religião.

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FONTES:
85 years old Baha’i prisoner banned of visit and phone call (Iran Briefing)
85 years old Baha’i prisoner banned of visit and phone call (HRANA)