quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Diversidade Religiosa na Tunísia: A Fé Bahá'í

O texto seguinte foi publicado no site tunisialive e é o primeiro de uma série intitulada "Pluralismo Espiritual da Tunísia" dedicada às minorias religiosas daquele país. Este texto usa a palavra "Bahaismo" para referir a Fé Bahá'í,

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Embora os membros da Fé Bahá’í digam não ser abertamente perseguidos pelo Estado tunisino, ainda assim, muitas vezes, sentem-se socialmente marginalizados e excluídos.

"Alguns colegas meus deixaram de falar comigo quando souberam que eu era Bahá’í, apesar de eu ter um bom relacionamento com eles", disse Jamal, com 63 anos, um tunisino Bahá’í que está agora reformado.

Apesar do Bahaismo ser considerado uma das religiões que hoje crescem mais rapidamente, os seus seguidores enfrentam muitas vezes a hostilidade e a perseguição, especialmente no mundo muçulmano. Um dos casos mais conhecidos tem sido o da comunidade Bahá’í no Irão, que foi massacrada pelo regime islâmico.

Na Tunísia, o Estado tolera Bahaismo e permite a sua prática, apesar de considerar esta religião como uma heresia.

"O Bahaismo não é novo na Tunísia. Já existe há mais de um século", segundo Nizar, um representante do gabinete de comunicação social Bahá’í na Tunísia. "Surgiu originalmente com Bahá’ís egípcios que visitaram a Tunísia no início do século passado".

Fundada no século XIX, o Bahaismo disseminou-se no Irão sob a orientação e liderança do Bab e Bahá'u'lláh, que os Bahá’ís consideram ser um profeta. Os Bahá’ís acreditam em todos os mensageiros que o precederam Báb e pensam que eles fundaram religiões relevantes para os seus tempos e contextos. Sendo uma religião monoteísta, a fé Bahá’í acredita na unidade espiritual da humanidade.

"A religião Bahá'í é uma religião organizada", explica Nizar. "Ela tem uma estrutura administrativa, e organiza reuniões mensais a cada 19 dias, durante o qual entoamos a Duaa e debatemos algumas questões. Também elegemos uma comissão todos os anos".

Embora não haja um censo oficial de Bahá'ís, Nizar estima que existam mais de mil na Tunísia. Acrescenta que os números têm aumentado nos últimos anos pois os tunisinos tornaram-se mais interessado por novas religiões.

Jamal afirma que não cresceu em um lar religioso; o seu pai era um ateu. Embora ele não acreditasse na religião quando era jovem, começou a ler sobre a espiritualidade e descobriu o Bahaismo.

"Fiquei impressionado pela forma como os Bahá’ís no Irão foram perseguidos e ainda continuam a resistir, sem ser violentos", disse ele. "Eles foram massacrados e ainda mantêm as suas crenças".

E prossegue: "Nós não rejeitamos o Islão. Nós acreditamos em todos os mensageiros de Deus. No entanto, as religiões evoluem e a humanidade progride. Isto é o que nos ensina Bahaismo. Chegámos a uma fase de maturidade. Precisamos de uma nova religião e novas leis.''

O Estado Tunisino não reconhece Bahaismo como religião, e embora a prática da fé seja geralmente tolerada, os membros da comunidade reportaram alguma hostilidade durante o antigo regime.

Jamal disse que foi chamado ao Ministério do Interior a cada poucos meses, onde as autoridades onde o questionavam sobre a comunidade Bahá’í.

"Quando tentei renovar meu passaporte, eles adiaram o processo e acabaram por me propor que me tornasse informador ", afirma. "É claro, eu me recusei e com a ajuda de algumas pessoas conhecidas, consegui o meu passaporte."

Nizar acrescenta: "Algumas pessoas dizem que isto não é uma religião e esta não é a nossa fé. Eles são livres para acreditar nisso. Cremos num só Deus, e em todos os profetas, apesar de tudo."

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Notícia original: Tunisia’s Spiritual Pluralism: The Baha’i Faith

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Bento XVI e o legado de Assis-2011

A.K. Merchant, ex-secretário da Comunidade Bahá’í da Índia, recorda o encontro "Peregrinos da Verdade, Peregrinos da Paz” que o papa Bento XVI organizou para assinalar o 25 º aniversário do primeiro Dia Mundial da Paz convocado por João Paulo II, em 1986. Merchant destacou a vontade do papa em envolver-se no diálogo com os outros e compromisso da Igreja Católica com a paz, justiça e harmonia.

Vinte e cinco anos depois do encontro organizado por João Paulo II, em 1986, o actual Papa convidou cerca de 300 pessoas, incluindo representantes das religiões do mundo, bem como não-crentes, de 50 países diferentes, para discutir o tema "Peregrinos da verdade, peregrinos da paz ".

Merchant era o representante Bahá’í. A religião Bahá'í reconhece os fundadores das grandes religiões do mundo, como mensageiros de um único Deus e considera todos os seres humanos como uma única raça, sem distinções sociais ou religiosas.

Para Merchant, o encontro de Assis foi significativo porque o Papa insistiu na necessidade de dialogar tanto crentes e não-crentes, sem sacrificar qualquer. Ele foi além da religião e da espiritualidade, reconhecendo que todo mundo, até que a última pessoa na terra, deve ser aceito e ouvido. "O Inclusivismo do papa revela o seu profundo respeito pela pessoa humana", acrescentou.

O dirigente Bahá’í ficou igualmente impressionado com a presença de jovens na reunião. "Milhares de jovens estavam lá quando chegámos. O seu entusiasmo e amor pelo Papa eram incríveis."

"Bento XVI dirigiu-se a eles com dignidade, destacando o seu potencial e capacidade para ser uma força de mudança positiva na sociedade. A resposta dos jovens mostrou claramente que este papa é «uma bússola moral» para a sua geração."

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Notícia em inglês: Baha'i leader speaks about Benedict XVI, dialogue and the legacy of Assisi 2011 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Progressos na construção do Templo do Chile



Este vídeo foi recentemente disponibilizado no site oficial do Templo Bahá’í da América do Sul e descreve o progresso da construção da Casa Bahá'í de Adoração no Chile. Este vídeo mostra a conclusão das fundações de betão do edifício, o início dos trabalhos de construção da cave e túnel de serviço, e a instalação de 10 isoladores para neutralizar a actividade sísmica.

A construção começou com escavações no local em Novembro de 2010 e prosseguiu com os principais trabalhos de betão em Março de 2012.

Quando concluído, o templo de Santiago será o oitavo de uma série de Casas Bahá'ís de Adoração, e o último a ser erguido para servir um continente inteiro.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Uma resposta à violência sexual

Artigo de Donna Hakimian, da organização Advancement of Women for the Baha'is of the United States
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À medida que continuam a surgir em todo o mundo relatos ultrajantes sobre violações, faço uma pausa para reflectir sobre o que isto revela acerca da nossa colectividade humana. As histórias que apareceram nas últimas semanas parecem ter semelhanças inquietantes: são extremamente violentas, muitas vezes há grupos de homens envolvidos, e a pessoa atacada tem sido humilhada publicamente, e em alguns casos, morta devido a lesões corporais.

Para agravar a situação, ouvimos falar de vítimas a quem é dito que são culpadas por aquilo que lhes aconteceu. Quer se trate da jovem mulher violada e depois arrastada como um saco em Steubenville, ou a jovem no autocarro na Índia, ou as centenas de milhares de mulheres congolesas que também foram violadas nas duas últimas décadas, a nossa capacidade para ouvir cada vez mais histórias destas, e, apesar disso, manter a esperança no progresso social e moral da humanidade, não é uma tarefa fácil

No meio destas trevas, exploremos um lado do debate que muitas vezes não é falado: o que nos levou, enquanto colectividade humana ao ponto onde o corpo de uma mulher (e em muitos casos corpo de um homem) poder ser assim vulgarmente usado como um objecto no qual se inflige violência, terror, e uma tamanha selvajaria que nem os animais infligem uns aos outros? Como é que nós, enquanto indivíduos, nos vemos em relação aos outros, e serão estres ataques, e a indignação moral que provocaram (expressa online de forma tão extensa e nas nossas conversas diárias) um sinal de que as pessoas em todo o mundo se galvanizaram num clamor global, ou mesmo num movimento, para alterar a aceitação da violência baseada no género?

A questão de percepção é também uma consideração importante. Pois se vemos a violação como afectando apenas a vítima, vemos apenas o seu trauma físico e medo, terríveis como são, como o dano. No entanto, se vemos a violação como um ataque à nossa humanidade colectiva, como um crime que cria medo e desconfiança contínua na psique de cada homem, mulher e criança, então os autores dos crimes de Steubenville e Delhi exercem uma influência muito maior do que se pensava. Eles têm a capacidade de incutir um profundo sentimento de separação, uma fissura no tecido social.

Mas eu diria que eles exercem esse poder apenas se nós o permitirmos. O que seriam as nossas conversas se estes indivíduos fossem sempre vistos como um desvio da norma em vez de, como alguns infelizmente passaram a acreditar, representantes de uma maioria de homens no mundo, constrangidos apenas pelo medo ou pelo castigo? E se, em vez disso, mudássemos o nosso olhar para ver homens e rapazes como potenciais campeões dos direitos das mulheres – aliados na construção de uma sociedade justa, tolerante e pacífica? Teríamos reclamado uma verdade que alguns indivíduos tentaram roubar.

Para explorar ainda mais a ideia de que o caminho da humanidade está ligado, volto-me par aos ensinamentos da Fé Bahá’í. Entre os ensinamentos centrais desta Fé, está o princípio da unidade da humanidade. O filho do Profeta fundador desta Fé, 'Abdu'l-Bahá escreve:
“Considerai o bem-estar da comunidade como o vosso próprio. Resumidamente, isso significa que ver a humanidade como um único indivíduo, e o nosso próprio ser como membro dessa forma corpórea, e saber com toda a certeza que se uma dor ou dano afligir algum membro desse corpo, isso vai inevitavelmente provocar sofrimento de todo o resto.”
Esta perspectiva parece estar em profundo contraste com o que vemos e experimentamos numa sociedade esmagadoramente individualista. Mas se pararmos para reflectir sobre as formas como tendências e acontecimentos globais - sejam económicos, ambientais ou mesmo coisas simples ao nível das interacções humanas - demonstram cada vez maior interligação, poderemos ser capazes de compreender melhor a citação anterior e apreciar as suas implicações.

Cartaz de uma campanha
da Men Can Stop Rape
Em meados de Janeiro de 2013, a organização Men Can Stop Rape realizou uma sessão de formação teórica e prática na capital da nação. Esta organização, sediada em Washington DC, trabalha para aumentar a consciência da sociedade em torno do papel positivo que os homens podem desempenhar na prevenção da violação. No início da formação, os participantes receberam informação de estatísticas que mostram que a esmagadora "maioria dos homens não viola."

A maioria dos homens não viola - poucas e simples palavras juntas; mas trata-se de uma frase que não é muitas vezes repetida. Lembra-nos que a mentalidade do "grande papão mau ao virar da esquina ", apesar de parecer muito natural, atendendo a todas as histórias que surgem nos media, pode ser uma ilusão enganadora. Apesar de ser tão difícil não ter esse medo, especialmente quando uma jovem mulher anda à noite numa rua escura, como muitas vezes eu sinto, também é imperativo que defendamos o trabalho que organizações como Men Can Stop Rape e outras na mudança de pensamentos e comportamentos.

Particularmente poderoso é o trabalho que esta organização faz em escolas do ensino secundário com os seus Clubes de Homens de Força, ajudando rapazes e jovens a eliminar conceitos nocivos e sexualmente exploradores de "homens de verdade", substituindo-os por conceitos socialmente responsáveis de "homens fortes" - homens que vêem as mulheres como seres humanos iguais totalmente dignos de respeito.

Este trabalho, que começou como uma pequena iniciativa, espalhou-se por mais de 100 escolas e campus universitários. Um longo caminho ainda tem de ser percorrido antes que se possa afirmar que mudou a cultura de uma vila ou cidade, quanto mais uma nação. No entanto, se o trabalho ao longo desta estrada for acompanhado de uma constante indignação pública relativamente à violência sexual, então melhorarão as condições para os conceitos e as ferramentas de comunicação da Men Can Stop Rape possam gerar números cada vez maiores de conversas transformadoras entre rapazes e jovens. Mais tarde, isso vai levar a uma mudança na cultura masculina, de apoio (ou indiferença por omissão) à violência sexual para uma esmagadora intolerância com o mesmo.

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Texto original em inglês: Building 'Men of Strength': A Response to Sexual Violence (HuffingtonPost)


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Liberdade e Reciprocidade

Frei Bento Domingues, hoje no Público:
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Na polémica com os liberais, o católico ultramontano, Louis Veuillot (1813–1883), assumiu uma posição que ficou célebre: “quando estou em situação desfavorável, em nome dos vossos princípios, exijo a liberdade; quando estou em posição forte, em nome do meu anti-liberalismo, nego-vos a liberdade”.

Lembrei-me desta estranha ética, a propósito do modo como os cristãos são maltratados em muitos países muçulmanos - na China é pior - e das exigências dos seus imigrantes, nomeadamente na Europa, em nome da liberdade religiosa e da afirmação da sua identidade cultural, no espaço público.

A grande imigração islâmica, quando é acompanhada ou infiltrada por líderes fundamentalistas, não se contenta com a liberdade reconhecida a todas as religiões. Ameaça todos aqueles que, usando a liberdade de expressão nos países democráticos, se atrevem a questionar o Corão, os símbolos e as personagens do Islão.

A Noruega não parece disposta a aceitar a chantagem terrorista. O governo norueguês aceita a construção de mesquitas no seu território. Não admite, porém, que a Arábia Saudita e os seus homens de negócios entrem com milhares de milhões para financiar esplendorosas mesquitas e continuem a impedir a construção de igrejas cristãs, no seu país. Exige reciprocidade.

O ministro dos negócios estrangeiros da Noruega, Jonas Gahr Stor, levará esta exigência ao Conselho da Europa.

Dir-se-á que esta posição ainda não saiu do Antigo Testamento, “olho por olho, dente por dente”, mas o ministro Stor não joga no campo religioso. A sua intervenção situa-se no plano político, com meios políticos, a favor de um mínimo de justiça.

Confundir, porém, as correntes fundamentalistas com a totalidade das práticas islâmicas, é um erro com consequências graves para a paz mundial e não ajuda a encontrar o caminho para a defesa da liberdade religiosa, em todos os países e no comportamento interno de todas as religiões. (...)

A Origem da Fé Bahá'í

O Báb e Bahá'u'lláh

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Diálogo e linguagem religiosa

Para estabelecer um diálogo é necessário falar a mesma linguagem que o nosso interlocutor. E para uma linguagem ser comum, não basta partilhar de palavras iguais; os significados destas palavras também têm de ser os mesmos.

No caso do diálogo inter-religioso será que temos uma linguagem comum? Em cada religião encontramos conceitos e termos únicos; e também podemos encontrar palavras comuns no vocabulário de diferentes religiões. Mas será que essas palavras comuns significam a mesma coisa?

Será que termos como “revelação”, iluminação”, “pecado”, “inferno” ou “paraíso” têm significados comuns para todos os crentes?

Consideremos as seguintes palavras de Bahá'u'lláh:
Nós, em verdade, viemos por vossa causa e suportamos os infortúnios do mundo para vossa salvação. (Bahá'u'lláh, Epístola Mais Sagrada)
A maioria dos Bahá’ís ao ler esta frase tem um entendimento específico sobre a palavra “salvação” e capta um determinado entendimento desta frase. Mas um Cristão pode entender esta palavra noutro sentido, e fazer uma leitura diferente desta frase. Torna-se claro que as leituras que fazemos dos textos sagrados estão sempre condicionadas pela nossa perspectiva, pelo nosso lugar no universo das religiões.

O problema surge quando recusamos a validade de outras perspectivas, ou insistimos infundadamente na superioridade da nossa perspectiva.

Quando uma confissão (ou um crente) pretende que se usem estes termos apenas com o significado que lhes é familiar e recusam entender ou aceitar outros significados, então que diálogo inter-religioso poderemos ter?

Quando se tenta descrever as outras religiões com a nossa própria linguagem religiosa (em vez de usar as linguagens dessas religiões) que espécie de diálogo estamos a construir?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Conheça um idoso ameaçador para a segurança do regime iraniano

Um bahá’í com 80 anos na prisão 

Qual a definição de criminoso? A um nível mais elementar, diríamos que é alguém que quebra deliberadamente uma lei. Agora imagine que se trata de um homem que é um pai e avô amoroso, um marido dedicado e um homem de negócios de mente aberta, caloroso e que dedica parte do seu tempo ao serviço à sua comunidade. Parece criminoso, certo?

O Sr. Khanjani e a esposa
Conheça o Sr. Jamaloddin Khanjani, um iraniano de 80 anos que foi preso pelo menos três vezes nas últimas décadas, que mais recentemente - em 2008 - foi preso e condenado a 20 anos de prisão. Entre as acusações estava esta: “ameaçar a segurança nacional iraniana por ser membro da Fé Bahá’í”.

Segundo o irmão do Sr. Khanjani, Kamal, que agora vive nos Estados Unidos, a bondade Khanjani, o sentido de humor, e desejo de ajudar os outros é incomparável. Kamal recordou uma história em que o seu irmão levou 40 crianças de uma aldeia rural para a cidade de Isfahan, onde vivia, para poderem ir à escola. Também destacou diversas formas como o seu irmão esteve continuamente ao serviço da Comunidade Bahá’í Iraniana, que motivou se tornou motivo das suas múltiplas detenções.

Em 1984, Khanjani serviu no conselho administrativo eleito dos Bahá'ís do Irão, que, tragicamente, viu sete dos seus nove membros serem executados pelo governo iraniano. A detenção mais recente de Khanjani resulta da sua participação num grupo de sete dirigentes ad-hoc dos Bahá'ís do Irão.

Considerando a idade de Khanjani, esta sentença de 20 anos é para uma pena de prisão pertétua: uma injustiça tremendamente cruel. No entanto, a duração da sua pena não é a única crueldade que Khanjani experimentou.

Em 2011, três anos depois da sua detenção mais recente, a sua esposa, Ashraf Khanjani, faleceu. Para piorar a situação, Khanjani não teve permissão para visitá-la durante os seus últimos dias, nem foi autorizado comparecer no seu funeral. Quando ocorre uma injustiça dessa magnitude, é imperativo que se tomem medidas.

O Governo dos EUA intensificou a pressão com a aprovação no dia 1 de Janeiro de Câmara dos Representantes da Resolução nº 134, "condenando o Governo do Irã por sua perseguição apoiada patrocinada pelo Estado contra a sua minoria Bahá'í e a sua contínua violação dos Pactos Internacionais sobre Direitos Humanos." Esta resolução teve um total de 146 subscritores, 78 republicanos e 68 democratas.

Este esforço bipartidário apela ao Presidente americano e ao Secretário de Estado para condenar o Irão pelas suas contínuas violações dos direitos humanos e para exigir a libertação imediata de todos os prisioneiros detidos devido às suas crenças religiosas (incluindo Khanjani e os outros seis dirigentes Bahá'ís), assim como para impor sanções contra as autoridades e indivíduos responsáveis por essas violações.

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Continuar a ler o artigo em inglês: Meet Iran’s Oldest Security Threat - 80 Year Old Baha’i Leader Behind Bars (Iranian.com)


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Prémio Consciência e Liberdade 2013

A LIBERDADE RELIGIOSA NA LUSOFONIA

Recepção de trabalhos até ao dia 31 de Março de 2013

PRÓLOGO

A Associação Internacional de Defesa de Liberdade Religiosa (AIDLR) decidiu instituir um prémio para trabalho de investigação e divulgação científica na área da liberdade religiosa.

Este prémio tem o nome “Consciência e Liberdade”, título da publicação oficial da AIDLR.

O objectivo deste prémio é o de promover a investigação científica e incentivar a divulgação de assuntos relacionados com a liberdade religiosa.

A área de Ciência das Religiões do Grupo Lusófona é o parceiro científico deste prémio.

REGULAMENTO

1. O “Prémio Consciência e Liberdade na Lusofonia” é atribuído a trabalhos relacionados com os temas da Liberdade Religiosa, nomeadamente sob as perspectivas teológica, jurídica, histórica, filosófica e sociológica, e tendo em especial consideração o contributo que aportam para a defesa e promoção da liberdade de consciência, de culto e de prática

2. Podem candidatar-se cidadãos portugueses ou de qualquer outro país que tenha o Português como língua oficial, em nome pessoal, desde que maiores de 18 anos.

3. A abertura anual do concurso ocorre mediante a publicitação de edital, sendo este divulgado no sítio de Internet da AIDLR (www.aidlr.org.pt) e num meio da comunicação social

4. Os trabalhos devem ser apresentados seguindo as regras de redação da revista Consciência e Liberdade, preparados para publicação nesta revista, e redigidos em Língua Portuguesa.

5. Cada trabalho deve ser apresentado em formato “Word”, tipo de letra “Times New Roman”, tamanho 12, espaço 1,5, com o número máximo de 10 (dez) páginas.

6. Cada trabalho deve ser acompanhado de resumo que não deve exceder as 500 palavras.

7. Os trabalhos devem ser enviados em formato pdf, para o correio electrónico: geral@aidlr.org.pt. Deve ainda ser enviado um exemplar em papel para a morada: Rua da Serra, 1, Sabugo, 2715-398 Almargem do Bispo, até à data limite indicada no edital correspondente à abertura do prémio em cada ano.

8. As candidaturas devem ser apresentadas acompanhadas de impresso descarregado no sítio da AIDLR (www.aidlr.org.pt), acompanhada também por um curriculum vitae. Cada cidadão só poderá concorrer com um trabalho.

9. Os trabalhos apresentados são avaliados por um júri de três elementos, composto por um membro da AIDLR, um membro da Comissão de Liberdade Religiosa de Portugal e um membro indicado pela direção da área de Ciência das Religiões do Grupo Lusófona.

10.O prémio tem uma componente monetária no valor de €1000,00 (mil euros), e uma componente de divulgação, concretizada pela publicação do trabalho vencedor na edição portuguesa da revista Consciência e Liberdade e recomendação de publicação nas edições

11. Não são atribuídos nem prémios ex aequo, nem prémios a instituições.

12.Não podem candidatar-se membros do júri, nem dos corpos sociais da AIDLR, nem membros do corpo docente da área de Ciência das Religiões do Grupo Lusófona, nem membros da Comissão da Liberdade Religiosa de Portugal.

13. O júri reserva-se a prerrogativa de não premiar nenhum dos trabalhos entregues, se nenhum cumprir as condições de candidatura ou não apresentar a qualidade científica exigível.

14.O prémio será entregue na Conferência promovida pela AIDLR seguinte à abertura do concurso.

15. A candidatura pressupõe a aceitação da possibilidade de publicação dos trabalhos candidatos na revista Consciência e Liberdade, edições em Português, Inglês, Francês ou Alemão.

16. A decisão de publicação é editorial e pertence ao corpo de editores da revista Consciência e Liberdade, segundo a filosofia editorial da revista.

17.Em caso de publicação, os candidatos serão previamente informados e receberão o respectivo certificado de publicação e uma assinatura da revista.

18. Os casos omissos serão resolvidos por deliberação do júri.

19. O presente Regulamento está disponível no sítio de Internet da AIDLR


www.consciencialiberdade.blogspot.com