quarta-feira, 29 de maio de 2013

Viver com a diferença, reconsiderar pressupostos


Como podem pessoas e comunidades com concepções radicalmente diferentes sobre o mundo e a vida humana, e visões muito diversificadas sobre os problemas mais urgentes que enfrentam os seres humanos e a formas mais eficazes de enfrentar esses problemas, chegar a um entendimento e apreciação dos caminhos dos outros seres humanos? Considerando toda a sua diversidade, como podem os seres humanos aprender a viver juntos de forma frutuosa, produtiva e pacífica, no mundo complexamente interligado de hoje, em vez de entrarem ciclicamente em conflito e contenda que pode degenerar num holocausto nuclear que nos destruirá a todos? Estas questões levantam assuntos especiais para os Cristãos devido às pretensões absolutistas sobre a revelação divina e verdade absoluta que frequentemente é considerada como aspecto central da fé; estas pretensões merecem um cuidadoso escrutínio teológico.

Religious Diversity, Historical Consciousness and Christian Theology in The Myth of Christian Uniqueness, p. 3

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Procurador impede saídas temporárias de prisioneiros Bahá’ís.

O blog 100 letters for freedom publicou recentemente um texto em defesa dos Bahá’ís detidos na prisão de Semnan, no Irão. Esse texto foi traduzido para inglês e publicado por Sen McGlin. Aqui fica a tradução para Português.
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Existem numerosos Bahá’ís na prisão em Semnan, incluindo mulheres com pequenos bebés; na ala dos homens, alguns Bahá’ís que têm doenças graves. Apesar da ajuda prestada pelo director-geral das prisões na província de Semnan, Sr. Arab, e a promessa de que seria concedidas autorizações de saída temporária aos prisioneiros, independentemente das suas crenças pessoais, e apesar da cooperação do chefe da prisão central de Semnan e de outras autoridades prisionais locais, para permitir saídas temporárias aos prisioneiros Bahá’ís, o Procurador Provincial, o Sr. Haydar Asyabi recusou-se autorizá-las. Aos Bahá’ís ele até recusou libertação antecipada no final das suas penas de prisão. Nos feriados do Naw-Ruz, até aos prisioneiros Bahá’ís que apresentaram registos médicos e com recomendações de licença terapêutica, foi negada qualquer saída.

Em cada caso, é feita referência ao Médico Oficial da prisão, Sr. Shateri que conscientemente contribuiu para a opressão da comunidade Bahá’í em Semnan. Ele é responsável pelo tratamento de todas as doenças na prisão, e o procurador baseou-se no seu parecer para recusar a saída temporária aos prisioneiros.

No entanto, os regulamentos da prisão especificam que a Procuradoria Provincial detém a responsabilidade [nestas situações]. Em alguns casos, as condições médicas dos prisioneiros Bahá’ís têm-se agravado devido à falta de tratamento atempado. O Procurador Provincial tem deveres e liberdades muito amplas para actuar, e tanto os regulamentos da prisão como os procedimentos criminais salientam a importância da saúde física e mental dos prisioneiros; isto levanta a questão de porque é que o Sr. Asyabi não usou esse poder para conceder saídas temporárias aos prisioneiros Bahá’ís? Porque é que ele participou da opressão dos Bahá’ís, sem levar em conta as regras e os princípios dos direitos humanos?

sábado, 25 de maio de 2013

Tras 5 años de prisión, los 'bahais' esperan su liberación en Irán

Por Ana Carolina Fernandes | AFP – mié, 8 may 2013 
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AFP - Manifestaciones como la de la imagen, en la playa brasileña de Copacabana, pedían la liberación de los siete prisioneros de la religión 'bahai' acusado de espiar para Israel y condenados a 20 años de cárcel

Cinco años después del arresto de siete líderes bahai en Irán, los miembros de esta fe están haciendo campaña para incrementar el foco de atención sobre su situación con la esperanza de que las autoridades les darán la libertad.

Los siete líderes informales de la fe Bahai, que no tiene clero, fueron detenidos en 2008 y condenados a penas de prisión de 20 años. La religión fue fundada en Irán en el siglo XIX y es un anatema para el régimen clerical islámico.

Rainn Wilson, un actor mejor conocido por su papel en la versión estadounidense de la serie de televisión 'The Office', dijo que los siete bahais solo estaban tratando de volver a casa con sus familias. "Existe la idea errónea de que Irán no le importa lo que otros gobiernos y organizaciones piensen de ellos, pero sí les importa," dijo Wilson, que es bahai, en una recepción para los prisioneros en Washington el lunes por la noche. "Ellos se preocupan mucho por el hecho de que sean percibidos como tan retrógrados e inhumanos e injustos", dijo.

Wilson puntualizó que "si podemos aumentar esa presión y si podemos llegar al nivel gubernamental y lugares de todo el mundo, podrían ayudar a facilitar la obtención de la libertad de los siete".

Los Bahais, que creen en la unidad entre las religiones y la igualdad entre hombres y mujeres, consideran que Bahaullah, nacido en 1817, es el último profeta enviado por Dios. La fe ahora cuenta con siete millones de seguidores, incluyendo 300.000 en Irán, donde se les niega a sus miembros educación superior y puestos en el Gobierno.

Thomas Melia, un funcionario del Departamento de Estado que se ocupa de los derechos humanos, dijo que al menos 110 bahais fueron encarcelados en Irán y más de 520 están en espera de las comparecencias ante el tribunal. "La represión y la discriminación de las minorías religiosas en Irán ... es simplemente inaceptable aún cuando sigue aumentando ante nuestros propios ojos", dijo Melia.
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FONTE: AFP.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Nações Unidas: Bahá’ís iranianos enfrentam discriminação "generalizada e enraizada"

Na passada quarta-feira (22 de Maio), a Comissão da ONU sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais emitiu uma série de recomendações para o governo iraniano - recomendações que incluíam um apelo ao Irão para garantir que todos os cidadãos, independentemente das suas convicções religiosas, usufruam de todos os seus direitos, sem qualquer discriminação.

A Comissão referiu-se especificamente à Comunidade Bahá’í, expressando a sua preocupação pelo facto dos Bahá’ís iranianos enfrentarem "discriminação generalizada e enraizada, incluindo o bloqueio de acesso a empregos a Administração Pública, a instituições de ensino superior, bem como aos benefícios do sistema de pensões ". É recomendado ao Irão que "tome medidas para garantir que os membros da comunidade Bahá’í são protegidos contra a discriminação e exclusão em todos os aspectos."

Diane Alai, a representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas em Genebra, congratulou-se com as conclusões da Comissão, conhecidas como "observações finais". E afirmou: "O relatório da Comissão destaca a extensão da perseguição aos Bahá’ís no Irão, que inclui o emprego, a educação e as questões culturais".

A Sra. Alai salientou que os membros da Comissão questionaram as autoridades iranianas durante um longo dia de sessão no início do mês, perguntando, entre outras coisas, porque é que o governo sente que tem de reconhecer uma religião em particular, para poder conceder determinados direitos aos cidadãos, e porque é que a discriminação contra os Bahá’ís parece ser tão difundida.

"As pessoas possuem a sua própria liberdade de religião; isso não é um poder público dos Estados", disse Nicolaas Schrijver, um membro holandês da Comissão, durante a 1ª sessão de Maio, com as autoridades iranianas.

No relatório, a Comissão também recomendou que o Irão tome medidas para garantir "o livre acesso de estudantes Bahá’ís às universidades e instituições de formação profissional."

O relatório também foca uma vasta gama de outras violações dos direitos humanos no Irão, desde a discriminação contra mulheres e minorias étnicas na educação e emprego até à falta de protecção para os sindicatos independentes.

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FONTE: Iranian Baha'is face "widespread and entrenched" discrimination says UN Committee (BWNS)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Casa de Bahá'u'lláh em Bagdade

No Facebook, um Bahá’í da Alemanha colocou um post curioso. Segundo ele, um livro intitulado "Traditional houses in Baghdad" de Ihsan Fethi e John Warren, encontra-se uma fotografia rara da “Mais Grandiosa Casa”, em Bagdade. As janelas do segundo andar são provavelmente do quarto de Bahá'u'lláh. A foto colorida na capa do livro exibe também uma parte da residência.

Aqui ficam as fotos.

  




A história Babi e Bahá'í em Nayriz

Para a minha lista de livros a comprar!


Awakening: A History of the Babi and Baha'i Faiths in Nayriz from Nayriz.Org on Vimeo.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Fortaleza de Chiriq


Fotografia da fortaleza de Chiriq (no Azerbeijão Persa) onde o Báb esteve detido durante vários meses.
Esta foto foi disponibilizada por Ramin Abrishamian, no grupo "Baha'i Studies", no Facebook. Inicialmente esta foto foi colocada na página "Old Tehran Pictures".

domingo, 19 de maio de 2013

Em que é que acreditas?


Condenados a vinte anos de prisão por serem bahá'ís, estes sete dirigentes bahá'ís iranianos cumpriram recentemente 5 anos de detenção. Estes são os prisioneiros de consciência iranianos condenados às mais longas penas de prisão.

Ao contrário do slogan desta campanha, eu não acredito que "Cinco Anos é demasiado". Isso de alguma forma deixa implícito que uma pena de menor duração já seria aceitável.

Cinco anos na prisão por ser Bahá'í é inaceitável!

Tal como seria se se tratasse apenas de um ano, um mês, um dia ou um minuto!

Tal como seria se se tratasse de qualquer outra religião ou credo!

sábado, 18 de maio de 2013

Casa de Bahá'u'lláh em Teerão: uma polémica pré-eleitoral no Irão

Em 2006 as autoridades iranianas incluíram a casa onde Bahá'u'lláh nasceu em Teerão no registo de edifícios históricos da capital iraniana.

Nos últimos dias, a agência noticiosa FARS (de cariz conservador) tem publicado diversas notícias sobre este edifício e as suas obras de restauro que estão planeadas. Essas notícias têm sido acompanhadas de diversas fotos e divulgadas em várias publicações. O objectivo destas notícias - segundo o blog de Sen McGlin - é prejudicar Isfandiyar Rahim Masha'i, um aliado e familiar do presidente Ahmadinedjad e possível candidato à eleições presidenciais.

A agência FARS afirma que existem centenas de casas antigas em Teerão com valor arquitectónico e cultural semelhante e que não foram registadas pelas autoridades provinciais responsáveis pela Herança Cultural. A agência indica listas de residências de príncipes e clérigos conhecidos que não foram registadas e descreve (com o facciosismo do costume) a importância da casa na história Bahá’í.

O edifício esteve nas mãos de uma organização de propagação islâmica e foi adquirido pelo actual proprietário em 2005 com o objectivo de evitar a sua demolição. Este proprietário registou o edifício como edifício histórico e pretende restaura-lo com os seus próprios recursos. No entanto, a comunicação social iraniana vai afirmando que o edifício foi comprado pela Fundação do Património Cultural quando o Sr. Masha'i chefiava essa organização.

Abaixo ficam as fotos do edifício divulgadas pela agência FARS.
















terça-feira, 14 de maio de 2013

Peritos da ONU exigem libertação de líderes Bahá’ís

Um grupo de peritos independentes das Nações Unidas reiterou hoje (13 de Maio) o seu apelo às autoridades iranianas para a libertação imediata dos sete dirigentes da comunidade bahá'í presos. Estes sete prisioneiros cumpriram cinco anos das penas de 20 anos a que foram condenados – a mais longa de todos os actuais prisioneiros de consciência.

"O governo iraniano deve demonstrar o seu compromisso com a liberdade de religião, e libertar imediata e incondicionalmente estes prisioneiros de consciência", afirmou o Relator Especial sobre a situação dos Direitos Humanos no Irão, Ahmed Shaheed, num comunicado à imprensa em que instou a comunidade internacional, incluindo os dirigentes religiosos mundiais, para que se juntassem ao apelo.

Os sete dirigentes Bahá'ís detidos no Irão

"Estes casos caracterizam-se aparentemente por não conseguirem assegurar um modelo de julgamento justo e põe em risco a liberdade religiosa em todo o Irão ", que não reconhece oficialmente a Fé Bahá’í.

Em 14 de Maio de 2008, as autoridades de Teerão prenderam Fariba Kamalabadi, Jamaloddin Khanjani, Afif Naeimi, Saeid Rezaie, Behrouz Tavakkoli, e Vahid Tizfahm. Uma outra dirigente Bahá’í, Mahvash Sabet, tinha sido anteriormente detida em 5 de Março, na cidade de Mashad perto das fronteiras com o Afeganistão e Turquemenistão. Os sete dirigentes formavam um grupo administrativo nacional ad hoc para os Bahá’ís iranianos, chamado Yaran.

De acordo com o Gabinete do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (OHCHR), cujo Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenção Arbitrária denunciou as detenções em 2008, as autoridades mantiveram os sete sob detenção durante mais de 20 meses sem que tivesse sido feita uma acusação formal e impedindo-lhes o contacto com advogados.

Cada membro do grupo foi condenado a 20 anos prisão em Agosto de 2010 sob a acusação de espionagem, "propaganda contra o regime", "conivência e colaboração com o objectivo de pôr em perigo a segurança nacional" e "espalhar a corrupção na terra."

"Estes sete bahá'ís estão presos apenas por administrarem os assuntos religiosos da sua comunidade", declarou o especialista em direitos humanos El Hadji Malick Sow, que actualmente lidera o Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária. "Estas pessoas foram condenadas graças a um processo judicial que não assegurou os procedimentos de um julgamento imparcial conforme definido pelo direito internacional.

Diversos organismos das Nações Unidas, incluindo a Comissão de Direitos Humanos, expressaram repetidamente a sua preocupação com as leis e políticas discriminatórias iranianas que impedem os Bahá’ís de formar as suas instituições religiosas, entrar nas universidades e trabalhar na administração pública.

O Relator Especial da ONU sobre a liberdade de religião ou crença, Heiner Bielefeldt, alertou que os Bahá’ís no Irão estão a enfrentar várias limitações na sua capacidade para professar livremente a sua religião: "Recordo novamente ao Governo que, como signatário do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Direitos Políticos, não pode fazer distinções entre pessoas quando a liberdade de religião está em causa".

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FONTE: UN experts urge Iranian authorities to free jailed Baha’i community leaders (UN News Center

sábado, 11 de maio de 2013

Bassem Youssuf Attacks MB Rule in Egypt: "They Are Driving People Away from Islam"



Egyptian TV Host and Satirist Bassem Youssef Attacks Muslim Brotherhood Rule in Egypt: "They Are Chasing People Away from Islam" Dream 2 TV (Egypt) - February 3, 2013

domingo, 5 de maio de 2013

Rio de Janeiro: Protesto em defesa da liberdade religiosa no Irão

Seguidores da religião Bahá’i fizeram hoje (5) no Rio de Janeiro uma manifestação em defesa da liberdade religiosa no Irã e pela libertação de fiéis bahá’is presos na república islâmica. O protesto, na Praia de Copacabana, na zona sul da cidade, faz parte de uma mobilização internacional, que prevê manifestações em várias cidades do mundo nas próximas duas semanas.

O principal objetivo dos protestos é chamar a atenção da comunidade internacional para a prisão de sete líderes da religião Bahá’i em 2008. Eles foram condenados a 20 anos de prisão pela Justiça iraniana, segundo a comunidade Bahá’i, simplesmente por sua crença religiosa.

Segundo Mary Aune-Cruz, articuladora da comunidade religiosa na sociedade e no governo no Brasil, os bahá’is sempre foram perseguidos no Irã, país onde a religião surgiu em meados do século 19, mas a situação piorou com a Revolução Islâmica em 1979. Mais de 100 fiéis estão atualmente presos naquele país.

“Existe uma perseguição sistemática dos bahá’is pelo Estado iraniano. A gente diz que é uma perseguição do berço à sepultura, porque há bebês presos junto com suas mães e uma das lideranças presas tem mais de 80 anos”, disse Aune-Cruz.

Na manifestação de hoje, foi estendido sobre a areia um painel do artista plástico Siron Franco de 10x15 metros. Além disso, foram distribuídos panfletos aos pedestres, que explicam a situação dos bahá’is no Irã. “Queremos mostrar que o mundo está olhando, está vendo a situação dos direitos humanos no Irã”, destacou a religiosa.

O protesto contou com o apoio da Anistia Internacional. Maurício Santoro, assessor de direitos humanos da organização não governamental internacional, disse que a pressão internacional pode levar a uma melhoria da situação dos direitos humanos no Irã. “O regime se mostra sensível a esse tipo de pressão, porque está preocupado com o que o resto do mundo pensa sobre ele.”

A Embaixada do Irã no Brasil não se pronunciou sobre o caso da prisão dos bahá’is, mas informou, por meio de nota, que ninguém é perseguido por causa de sua religião na república islâmica e que, segundo a Constituição iraniana, todos os cidadãos têm os mesmos direitos.



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FONTE: Protesto na Praia de Copacabana pede liberdade religiosa no Irã (Jornal do Brasil)