terça-feira, 26 de novembro de 2013

Papa Francisco: "Esta economia mata"

O Papa Francisco atacou o capitalismo sem limites como “uma nova tirania” e advertiu que a desigualdade e a exclusão social "geram violência" no mundo e podem provocar "uma explosão", na sua primeira exortação apostólica, divulgada nesta terça-feira pelo Vaticano.

Este documento de 84 páginas é como que o programa oficial do seu papado. Contém as posições que ele tem vindo a expressar nos seus sermões e discursos desde Março, quando se se tornou o primeiro sumo pontífice não europeu dos últimos 1300 anos.

Nesta exortação, de título Evangelii Gaudium" (A alegria do Evangelho) reconhece estar “aberto a sugestões” para reformar o papado. “Como bispo de Roma, cabe-me estar aberto às sugestões para que o exercício do meu ministério se torne mais fiel ao sentido que Jesus Cristo quis dar-lhe e às necessidades actuais da evangelização”, escreveu o Papa.

O Papa Francisco expressa mais claramente do que nunca as posições que tem vindo a assumir de luta contra a pobreza e a exclusão neste documento. Apelou aos políticos para que garantam a todos os cidadãos “trabalho digno, educação e cuidados de saúde”, e aos ricos para que partilhem a sua fortuna: “Tal como o mandamento ‘Não matarás’ impõe um limite claro para defender o valor da vida humana, hoje também temos de dizer ‘Tu não’ a uma economia de exclusão e desigualdade. Esta economia mata”, afirma Francisco na exortação apostólica.

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Fonte: Papa Francisco: "Esta economia mata" (Público)

domingo, 24 de novembro de 2013

Malásia: Fé Bahá’í proibida em Sabah

Na Malásia, um membro do Governo, respondendo ao Parlamento Estadual, indicou os grupos religiosos que tinham sido alvo de fatwas por parte da Comissão Estatal de Fatwas, por propagarem ensinamentos que não estão de acordo com os procedimentos islâmicos e a sharia. Os grupos proibidos são os Bahá’ís, os Qadiani [Ahmadiyya], o Islão xiita, o Islão Jemaah, e ainda diversos grupos islâmicos malaios.

O Ministro Adjunto, Datuk Arifin Arif, declarou: “O governo sempre acompanhou estes grupos agora proibidos como outros grupos com ensinamentos duvidosos. O Departamento de Assuntos Islâmicos de Sabah, o Ministério do Interior, o Departamento de Desenvolvimento Islâmico da Malásia e outras autoridades locais estão sempre a trabalhar em conjunto para garantir que a fé dos Muçulmanos não é influenciada por grupos perversos. Os Muçulmanos que se envolverem com ensinamentos perversos podem ser acusados ao abrigo do Artigo nº 53 da Acta da Ofensas Criminais da Sharia (nº 3, 1995) com uma multa que pode ir até 5000 RM ou pena de 3 anos de prisão, ambas após condenação.”

E para concluir acrescentou que os organismos governamentais vão realizar seminários sobre as ameaças colocadas pelos grupos perversos.

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FONTE: Bahai Faith on list of banned groups in Sabah, Malaysia

domingo, 17 de novembro de 2013

Setad: o império financeiro que sustenta o poder de Khamenei

A agência Reuters investigou a organização que rouba os cidadãos comuns iranianos e fortalece o poder do líder supremo iraniano


O texto que se segue é uma tradução de excertos de uma investigação da agência Reuters, publicada no Huffington Post. O texto integral desta investigação pode ser lido aqui (em inglês). Os sombreados são da minha responsabilidade. 
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A iraniana de 82 anos conserva os documentos que sustentam a sua vida numa velha pasta junto da sua cama. Retira-os cuidadosamente e olha para o pequeno texto em persa.

Trata-se de uma ordem judicial que confisca os três apartamentos dos seus filhos num prédio de vários andares em Teerão de que a sua família foi proprietária durante anos. E há uma carta que anuncia a venda de um deles. E há ainda um aviso exigindo-lhe que pague a renda do seu próprio apartamento, no último andar.

Pari Vahdat-e-Hagh acabou por perder as suas propriedades. Foram confiscadas por uma organização que é controlada pelo homem mais poderoso do Irão: o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei. Agora ela vive sozinha num pequeno apartamento de três divisões na Europa, a milhares de quilómetros de Teerão.

O nome persa da organização que a perseguiu durante anos é "Setad Ejraiye Farmane Hazrate Emam" - Sede para a Execução das Ordens do Imam. O nome refere-se a um édito assinado pelo primeiro líder da República Islâmica, o Ayatollah Ruhollah Khomeini, pouco antes de falecer, em 1989. Essa lei criava uma nova entidade que geria e vendia propriedades abandonadas nos anos caóticos que seguiram à revolução islâmica de 1979.

Ayatollah Ali Khamenei (foto: Reuters)

A Setad tornou-se uma das mais poderosas organizações do Irão, apesar de muitos iranianos, e o mundo em geral, saberem muito pouco sobre a mesma. Nos últimos seis anos transformou-se num gigante do mundo dos negócios com participações em praticamente todos os sectores da economia iraniana, incluindo a finança, petróleo, telecomunicações, produção de pílulas anticoncepcionais e até criação de avestruzes.

É difícil estimar o valor total desta organização devido ao secretismo das suas contas. Mas segundo a agência Reuters, as propriedades, participações em empresas e outros bens rondam os 95 mil milhões de Dólares (cerca de 70 mil milhões de Euros). Esta estimativa baseia-se em análise de declarações de funcionários da Setad, dados da bolsa de valores de Teerão, websites empresariais e do departamento do Tesouro dos EUA.

Uma única pessoa controla este império económico: Khamenei. Enquanto clérigo principal do Irão, ele tem a palavra final em todas as matérias governamentais. Entre as suas competências encontra-se o controverso plano nuclear da nação, que foi tema de negociação entre diplomatas iranianos e internacionais em Genebra, que terminaram recentemente sem acordo. Será Khamenei que definirá o rumo do Irão nas conversações nucleares e noutros esforços recentes do novo presidente iraniano, Hasan Rouhani, para melhorar as relações com Washington.

Os acólitos do líder supremo elogiam o seu estilo de vida espartano, destacando o seu modesto guarda-roupa e o tapete velho que tem na sua casa de Teerão. A Reuters não encontrou nenhuma evidência que Khamenei use a Setad para enriquecimento pessoal.

Mas a Setad deu-lhe poder. Através da Setad, Khamenei tem à sua disposição recursos financeiros cujo valor rivaliza com os do antigo Xá, o monarca apoiado pelo Ocidente que foi derrubado em 1979.

A forma como a Setad conseguiu esses activos também espelha a forma como a monarquia deposta obteve a sua fortuna: confiscando propriedades. Uma investigação de seis meses conduzida pela Reuters descobriu que a Setad construiu o seu império com base em expropriações sistemáticas de propriedades que pertencem a iranianos comuns: membros de minorias religiosas, como Vahdat-e-Hagh que é Bahá’í, assim como Muçulmanos Xiitas, empresários e iranianos que vivem no estrangeiro.

Organigrama da Setad (fonte: Reuters)

A Setad acumulou uma enorme carteira de propriedades alegando nos tribunais iranianos - às vezes falsamente - que as propriedades estavam abandonadas. A organização possui o monopólio das propriedades confiscadas por decisão judicial e regularmente vende essas propriedades e tenta extorquir pagamentos aos proprietários originais.

O líder supremo também supervisionou a criação de um órgão de decisões judiciais e ordens executivas que permitiu e protegeu as aquisições de activos da Setad. "Nenhuma organização de supervisão pode questionar os seus bens", afirmou Naghi Mahmoudi, um advogado iraniano que deixou o Irão em 2010 e agora vive na Alemanha.

O controlo de Khamenei sobre a política do Irão e as suas forças militares tem sido perceptível ao longo dos anos. A investigação sobre a Setad mostra que há uma terceira dimensão no seu poder: a força económica. O fluxo de receitas geradas pela Setad ajuda a explicar não só como Khamenei resistiu durante 24 anos, mas também alguns dos aspectos em que ele tem mais controle do que o seu venerado antecessor. A Setad dá-lhe os meios financeiros para operar de forma independente do parlamento e do orçamento nacional, isolando-o das confusas lutas internas entre as facções iranianas.

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Quando Khomeini, o primeiro líder supremo, pôs em marcha a criação de Setad, o objectivo era apenas gerir e vender propriedades "sem donos" e canalizar grande parte dos lucros para acções de caridade. A Setad foi usada para financiar a ajuda aos veteranos de guerra, às viúvas de guerra "e aos oprimidos". De acordo com um dos seus co-fundadores, a Setad deveria funcionar apenas durante um período de dois anos.

A Setad construiu escolas, estradas e centros de saúde, e forneceu electricidade e água nas áreas rurais e empobrecidas. Tem ajudado empreendedores em projectos de desenvolvimento. Mas a filantropia é apenas uma pequena parte das operações globais da Setad.

Sob o controle de Khamenei, a Setad começou a adquirir bens para si própria, e manteve a maior parte dos fundos, em vez de os redistribuir. Com essas receitas, a organização também ajuda a financiar o centro do poder no Irão, o Beite Rahbar, ou Casa do Líder, de acordo com um ex-funcionário da Setad e outras pessoas conhecedoras do assunto. O primeiro líder supremo, Khomeini, tinha uma pequena equipa. Para governar hoje o país, Khamenei emprega cerca de 500 pessoas nos seus escritórios administrativos, muitos contratados entre os militares e os serviços de segurança.

Não é possível obter uma imagem completa dos investimentos e lucros da Setad. A sua contabilidade está fora do controlo até mesmo do poder legislativo iraniano. Em 2008, o Parlamento Iraniano aprovou uma lei em que se proibia de monitorizar organizações sob controlo do líder supremo, excepto com a sua permissão.

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Algumas das propriedades sob o controle da Setad foram confiscadas às minorias religiosas, incluindo os membros da Fé Bahá'í, uma religião fundada no Irão, que é considerada heresia pela República Islâmica. Os Bahá’ís são um grupo religioso perseguido no Irão, com alguns seguidores expulsos dos seus postos de trabalho e universidades. Várias lojas Bahá’ís e cemitérios também foram vandalizados.

Números recolhidos pelo escritório da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas, uma organização não-governamental, mostram que a Setad ocupava - em 2003 - 73 propriedades confiscadas aos seus membros. Estes imóveis valiam então 11 milhões de dólares (cerca de 8 milhões de Euros).

Esse número calculado é apenas uma fracção do valor das propriedades Bahá’ís confiscadas pela Setad. Nesta lista não constam vários imóveis que pertenciam a um Bahá’í chamado Aminullah Katirai. De acordo com sua filha, Heideh Katirai, que agora vive em Toronto, a Setad tem perseguido as propriedades da sua família há mais de duas décadas.

O seu pai era dono de uma casa e um terreno perto da cidade de Hamadan, no noroeste do Irão, declarou. No início de 1990, a Setad confiscou cerca de 750 hectares - todo o terreno possuído pela família na região. Os documentos do tribunal que descrevem a confiscação da propriedade foram analisados pela Reuters; afirmam que Katirai tinha colaborado com o anterior governo do xá. A filha de Katirai afirma que o seu pai nunca teve qualquer vínculo com o governo do xá.

Depois tentou apelar às autoridades governamentais: escreveu uma carta a uma comissão parlamentar, em 1993, afirmando que ele estava a ser perseguido apenas por causa da sua religião.

Em resposta, vista pela Reuters, um representante da Comissão citou o artigo 13 da Constituição do Irão, que diz que apenas zoroastristas, judeus e cristãos são reconhecidos como minorias religiosas e têm o direito de praticar a sua religião, dentro dos limites da lei. "A Fé Bahá’í não está entre as minorias religiosas ", declara-se na tradução da carta. A comissão recusou-se a considerar o seu caso.

Bolsa de Valores de Teerão. Khamenei é uma figura omnipresente (Foto: Reuters)

A Setad não ficou por aqui. Segundo a filha, representantes da Setad apareceram alguns anos mais tarde num prédio de três andares que a família possuía no centro de Teerã há mais de 44 anos. Nessa época, Katirai vivia no rés-do-chão, e os andares superiores estavam alugados.

Segundo a filha, os representantes Setad afirmaram que o proprietário do edifício tinha deixado o país e abandonado o edifício. Katirai repetiu várias vezes aos representantes da Setad que ele era dono do prédio. Eles saíram, e logo depois a Setad iniciou o processo judicial para assumir a propriedade.

Em 2008, Katirai faleceu. Nos últimos cinco anos, a Setad tem tentando expulsar os inquilinos, incluindo o filho de Katirai, enviando avisos judiciais e ameaçando com multas.

"Cada canto daquela casa é um local de recordações para nós", afirmou a filha de Katirai. "Levava lá os meus filhos todas as sexta-feira para visitar a família. "

"O que fez a minha família para merecer esse tipo de tratamento? ", pergunta. "Nós sabemos que o Islão é uma religião de paz. Mas como pode um governo, que afirma ser islâmico, permitir que isto aconteça?"

Mohammad Nayyeri, um advogado que trabalhou no Irão até 2010 e vive agora na Grã-Bretanha, declarou ter tido um caso envolvendo a Setad em que a casa de um homem muçulmano tinha sido confiscada, em parte com base em rumores de que ele tinha convertido à fé Bahá’í e tinha ligações à monarquia.

O homem - Nayyeri recusou a identifica-lo porque ele ainda tem família no Irão – mudou-se para os Estados Unidos logo após a revolução de 1979. O novo governo ficou com para casa do homem, num bairro rico de Teerão.

"O rumor Bahá’í foi uma das coisas que desencadeou isto", disse Nayyeri . "Eles descobriram que a casa estava vazia e que o proprietário tinha deixado o país; assim, eles vieram e apoderaram-se do local". Por volta de 1990, a propriedade foi atribuída à Setad, que a vendeu em leilão.

Nayyeri acrescentou que, em 2008, o filho do proprietário entrou em contacto com ele. Nessa altura, o homem tinha morrido. O filho - que disse ao advogado que o seu pai nunca se tinha convertido à fé Bahá’í e nunca teve ligações com a monarquia - queria limpar o seu nome e tentar recuperar a casa.

Nayyeri afirmou ter apresentado uma queixa contra a Setad e o proprietário actual e desafiou com sucesso a confiscação. Por fim, conseguiu uma ordem judicial que devolveu o imóvel ao filho.

Mas Setad se recusou a devolvê-lo, a menos que o filho oferecesse um "Khoms", um pagamento religioso obrigatório sob a lei islâmica, disse Nayyeri. Eram 50.000 dólares - 20 por cento do valor avaliado do imóvel. De acordo com o advogado, o filho não teve escolha, e pagou.

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Texto original: Organization That Seizes Properties Of Ordinary Iranians Key To Ayatollah Khamenei's Power (Huffington Post)

sábado, 16 de novembro de 2013

Uma Revolução Espiritual

Rain Wilson, actor americano, descrevendo a necessidade de uma rfevolução espiritual que transforme a humanidade.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Relatório Minoritário: Motivos da Perseguição aos Bahá’ís no Irão

Tradução de um artigo divulgado hoje pela agência Reuters.
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Os 34 anos de regime da República Islâmica oprimiram muitos grupos religiosos e políticos no Irão. Mas uma Comunidade tem suportado um fardo particularmente pesado: os Bahá’ís, uma minoria religiosa considerada herética por alguns muçulmanos.

Dezenas de Bahá’ís foram mortos ou presos nos anos imediatamente após a revolução islâmica, em 1979. Terrenos, casas, lojas e outras propriedades - valendo milhares de milhões de dólares - foram confiscados nos anos seguintes por várias organizações iranianas, incluindo a Setad, uma organização supervisionada pelo líder supremo do Irão, o Ayatollah Ali Khamenei.

O escritório das Nações Unidas da Comunidade Internacional Bahá'í - uma organização não-governamental - até estima que, até 2003, mais de 2000 residências, lojas, pomares e outras propriedades foram confiscadas aos seus membros no Irão. O valor destes bens era estimado em 10 mil milhões de dólares.

"Na verdade, é um dos casos mais evidentes de perseguição governamental", afirma Heiner Bielefeldt, o Relator Especial da ONU sobre a liberdade de religião ou crença, sobre a forma como são tratados os Bahá’ís no Irão numa conferência das Nações Unidas, em Genebra, neste ano. "É basicamente perseguição governamental, sistemática e abrangendo todas as áreas de actividades do Estado, nos diversos sistemas, desde as leis de protecção à família até à escolaridade e segurança."

Uma razão pela qual os clérigos no Irão têm visado este grupo com tão grande zelo deve-se ao facto dos muçulmanos devotos verem a Fé Bahá’í como heresia e um insulto aos ensinamentos do Islão. A religião surgiu em 1844 na cidade de Shiraz, quando um homem chamado Báb anunciou a vinda de um mensageiro de Deus. Em 1863, um dos seguidores do Báb chamado Bahá’u’llah declarou ser o mensageiro e começou a pregar uma mensagem de unidade entre as religiões. Os seus seguidores foram atacados e ele passou anos no exílio, tendo morrido na cidade de Acre, no que era então a Palestina, em 1892.

Durante a maior parte do século 20, os monarcas que governaram o Irão toleraram os Bahá’ís, embora, segundo os historiadores, tenham existido períodos de prisões e ataques contra membros da comunidade.

Após a revolução islâmica, o grupo tornou-se um novamente um alvo. Enquanto os Judeus e os Cristãos eram reconhecidos como minorias religiosas na nova Constituição, os Bahá'ís não eram. Centenas de Bahá’ís foram expulsos das universidades, tiveram as suas lojas atacadas ou as suas propriedades confiscadas, afirmam os membros da comunidade.

O governo iraniano não respondeu a um pedido de comentário.

A Comunidade Internacional Bahá'í estima que 30.000 Bahá’ís tenham abandonado o Irão. No final de Julho - segundo a agência de notícias iraniana Tasnim - Khamenei publicou um decreto declarando que os iranianos devem evitar todas as relações com os Bahá’ís. Um advogado iraniano que representava vários clientes Bahá’ís em casos recentes envolvendo confiscação de bens afirmou ter sido chamado para interrogatório e ameaçado por agentes do ministério do interior, no ano passado. O advogado, que é muçulmano e falou na condição de não ser identificado, disse à Reuters que ele teve de parar de aceitar clientes Bahá’ís.

"O governo criou um sistema em que os Bahá’ís não estão autorizados a desenvolver autonomia financeira", disse o advogado.

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FONTE: Minority report: Why Baha’is face persecution in Iran (REUTERS)

sábado, 2 de novembro de 2013

O ataque à Comunidade Bahá'í no Irão



Este vídeo ilustra o post anterior, apresentando testemunhos pessoais sobre o que é viver num país em que as autoridades governamentais - que deveriam ser os primeiros defensores dos direitos de todos os cidadãos - fomentam a agressão e a discriminação contra membros de uma minoria religiosa.