Mostrar mensagens com a etiqueta 'Abdu'l-Bahá. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 'Abdu'l-Bahá. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 29 de junho de 2004

O piquenique em Englewood

Em 1912 e 1913, 'Abdu'l-Bahá viaja pela Europa e pelos Estados Unidos. Era um sonho que acalentava há muito tempo: levar pessoalmente a mensagem de Seu Pai aos povos do Ocidente. As Suas palestras ficam registadas em vários livros (Paris Talks, 'Abdu'l-Bahá in London, Promulgation of Universal Peace); alguns crentes mais próximos deixam para a posteridade livros de memórias (The Diary of Juliet Thompson e Portals to Freedom são alguns exemplos) onde descrevem episódios e acontecimentos que se sucedem naquela viagem e que deixam a conhecer várias facetas do Mestre.

Mas a idade obriga-o a momentos de repouso. Em Nova Iorque, antes de um desses momentos de repouso, pede aos amigos que organizem um piquenique com crentes e simpatizantes. Fica tudo marcado para dia 29 de Junho, na propriedade de um crente de Englewood, Nova Jersey.

Quando o dia chega, estão presentes cerca de duas centenas de pessoas de Nova Iorque e arredores. O cansaço das viagens não Lhe esconde a satisfação de ver reunidos todos aqueles crentes. As Suas palavras proferidas nesse dia são um estímulo para o crescimento e à unidade da comunidade bahá'í da América. O piquenique será recordado como "A Festa da Unidade".

As fotos seguintes foram captadas nesses dia:








O ambiente vivido nesse e noutros encontros, a dinâmica dos Bahá’ís americanos, e a liberdade religiosa existente no Ocidente, fazem-No perceber o provável rumo de evolução da religião Bahá'í: serão os povos do Ocidente a tomar a Causa Bahá'í nas suas mãos e divulgá-la pelo mundo.

'Abdu'l-Bahá é frequentemente apresentado como o mais perfeito exemplo de vida Bahá'í. Para conhecer um pouco melhor quem foi 'Abdu'l-Bahá, recomendo uma visita ao blog O Mestre, da minha amiga Marcia. Além de várias fotos, contém excertos de relatos de pessoas que conheceram pessoalmente 'Abdu'l-Bahá.

quarta-feira, 28 de abril de 2004

Uma foto pouco conhecida



A foto publicada a propósito da efeméride de ontem é muito conhecida entre os Bahá’ís. É frequentemente entendida como um testemunho da consideração que o Império Britânico tinha pelo trabalho de 'Abdu'l-Bahá.

O Mestre (também gostamos de O chamar assim) não se furtava a contactos com representantes ou dignatários de qualquer nação. Além dos contactos com as autoridades Otomanas, recebia com frequência delegações estrangeiras que visitavam a Palestina. Durante as suas viagens à Europa e aos Estados Unidos também existiram contactos desses que foram testemunhados por alguns crentes

A foto seguinte é pouco conhecida, mesmo entre os Bahá’ís;mostra-nos 'Abdu'l-Bahá recebendo oficiais alemães que visitavam a Palestina. Infelizmente, desconheço a data em que a foto foi tirada e as circunstâncias da visita daqueles oficiais alemães.

terça-feira, 27 de abril de 2004

Há 84 anos...




Na tarde de 27 de Abril de 1920, no jardim da residência do Governador Militar de Haifa, 'Abdu'l-Bahá recebeu o título de Cavaleiro do Império Britânico. Era um reconhecimento pelo Seu trabalho humanitário durante a 1ª Guerra Mundial; nesses anos 'Abdu'l-Bahá tinha apoiado desalojados e coordenado a produção e distribuição de alimentos na Palestina. Aceitou essa honra como uma oferta de um "rei justo", mas nunca usou esse título.


Os anos da 1ª Guerra Mundial foram de enorme ansiedade e aflição na Palestina. Pouco depois do Império Otomano entrar na guerra, os britânicos ocuparam Bassorá e proclamaram um protectorado sobre o Egipto; os árabes, a maior minoria étnica no Império, começam a ser incitados à revolta e a instabilidade política e social alastra-se por toda a parte.

Na Terra Santa, as autoridades tornavam-se cada vez mais repressivas; as preocupações centram-se cada vez mais nas medidas militares e políticas; as necessidades básicas das populações são esquecidas. Quando os rumores de possíveis bombardeamentos aliados às cidades de Haifa e Akká se tornam mais insistentes, 'Abdu'l-Bahá retira-se para uma aldeia drusa de Abu-Sinan, a leste de ‘Akka.

As comunicações com o Ocidente e com a Pérsia ficam cortadas. 'Abdu'l-Bahá sente-Se isolado do mundo; ocupa-Se então na coordenação da distribuição de alimentos às populações mais necessitadas. Aconselha alguns crentes sobre a produção de alimentos em propriedades no vale do Jordão e junto ao lago Tiberíades.

Fruto deste ambiente de enorme tensão social e intriga política, as relações de 'Abdu'l-Bahá com o governador militar Jamal Pashá, oscilam; existiram alguns encontros de enorme cordialidade e gentileza por parte do Governador, mas também se sabe que Jamal Pashá, ameaçou várias vezes que crucificaria 'Abdu'l-Bahá depois de derrotar os britânicos.

A guerra aproxima-se da Terra Santa; em Março de 1917 Bagdade é capturada pelos britânicos; em Dezembro do mesmo ano, o General Allenby ocupa Jerusalém; o fim do domínio Otomano na Palestina parece aproximar-se. Mas o avanço britânico atrasa-se devido a falta de homens e munições.

As ameaças à vida de 'Abdu'l-Bahá aumentam. Alguns Bahá’ís conseguem sensibilizar o estado-maior britânico no Egipto, no sentido de se fazerem todos os esforços para preservar a vida de 'Abdu'l-Bahá.

Em 23 de Setembro de 1918, as tropas britânicas contornam o Monte Carmelo e entram em Haifa, sem encontrar resistência. No acto de rendição do governador de Haifa, a primeira questão que o comandante britânico lhe coloca é "'Abdu'l-Bahá está na cidade? Ele está bem?" O Mestre estava calma e tranquilamente sentado no pátio da Sua casa.

domingo, 11 de abril de 2004

Efeméride - 11 de Abril de 1912

Neste dia, em 1912, 'Abdu'l-Bahá chegava a Nova Iorque, a convite dos bahá’ís americanos.

Na sua visita aos Estados Unidos, desloca-se a várias cidades, incluindo Chicago, onde lança a primeira pedra do “Templo-Mãe do Ocidente”, Eliot Maine onde Sarah Farmer mais tarde disponibilizaria a sua propriedade para construção de um instituto bahá’í de formação, e Montreal, onde foi hóspede de William e May Maxwell, cuja residência se tornaria o primeiro centro bahá’í do Canadá (e cuja filha se tornaria esposa de Shoghi Effendi).

A estadia nos Estados Unidos prolonga-se por 239 dias. 'Abdu'l-Bahá visita várias igrejas, associações pacifistas, universidades, associações sindicais, casas privadas onde fala sobre os mais diversos assuntos, nomeadamente, os princípios básicos da Fé, e temas filosóficos, morais e espirituais.

As suas palestras foram posteriormente publicadas num volume intitulado The Promulgation of Universal Peace (creio que ainda não existe tradução portuguesa). As recordações dos crentes que testemunharam essa visita ficaram também registadas em vários livros.

A foto abaixo foi tirada durante uma visita a Brooklyn, em Junho de 1912.