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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Bahá'ís juntam-se ao plano global contra as mudanças climáticas

A Comunidade Internacional Bahá'í anunciou hoje (27-Outubro-2009) que se associou a um programa pelas Nações Unidas para promover a "mudança geracional" na abordagem às alterações climáticas e à sustentabilidade ambiental.

O programa, que é co-patrocinado pela Aliança de Religiões e Conservação (ARC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), visa promover mudanças de estilo de vida que ajudem a abrandar o aquecimento global e outros problemas ambientais durante um período de sete anos de 2010-2017.

"Estamos muito satisfeitos por participar com outras religiões mundiais e com as Nações Unidas nesta iniciativa inspiradora para promover a mudança duradoura na maneira como as pessoas interagem com o ambiente", disse Tahirih Naylor, uma representante da Comunidade Internacional Bahá'í junto das Nações Unidas.

"A importância deste esforço é a maneira em que capitaliza os pontos fortes das comunidades de fé - como as suas fortes redes de base e o poder transformador da crença religiosa - para abordar problemas ambientais na sua origem, que é o comportamento humano.

"Uma das metas a longo prazo da Fé Bahá'í é promover a transformação positiva de indivíduos e comunidades, e, para isso já temos patrocinamos milhares de círculos de estudo, aulas para crianças, reuniões devocionais, e grupos de jovens em mais de 180 países.

"Estamos desejosos por aprender mais sobre os esforços das outras comunidades de fé e estamos confiantes que podemos dar uma contribuição útil para este programa emocionante", disse ela.

A Sra. Naylor irá juntar-se aos representantes de outras religiões mundiais na próxima semana, no Castelo de Windsor, quando o programa do ARC / PNUD for formalmente lançado. O evento, programado para 2 a 4 de Novembro, contará com uma intervenção do Secretário-geral da ONU Ban Ki-Moon e será apresentado por Sua Alteza Real o Príncipe Philip.

Mais de 200 líderes religiosos e seculares deverão estar presentes, e muitos grupos religiosos devem anunciar compromissos com iniciativas concretas, tal como o plano de Baha'i, para responder aos desafios ambientais globais.

A Sra Naylor como representante Bahá’í para o evento será acompanhada por Arthur Dahl, um ex-director executivo assistente do Programa de Ambiente das Nações Unidas. O Sr. Dahl é um conhecido autor, e especialista em recifes de coral e biodiversidade.

A Sra Naylor salientou que a comunidade Bahá’í tem sido membro da ARC desde a sua fundação, e tem procurado apoiar o seu programa inter-religioso de esforços de conservação.

"A Comunidade Bahá’í em todo o mundo tem estado envolvida na promoção do desenvolvimento sustentável e na criação de projectos de pequena escala, que incluem a conservação ambiental", disse. "E assim esta iniciativa é especialmente importante devido à maneira como aborda de forma concreta as atitudes e os valores que estão na raiz de muitos dos problemas ambientais da humanidade."

Especificamente, disse a Sra. Naylor, os Bahá'ís de todo o mundo serão encorajados a explorar a relação dos humanos com o ambiente conforme exposto nas Sagradas Escrituras Bahá'ís e adoptar medidas a nível individual e comunitário.

"Na nossa experiência, ligar os corações das pessoas às Sagradas Escrituras é a melhor maneira de proporcionar a motivação para a mudança social e acção", disse. "De igual forma, os Bahá’ís serão incentivados a participar em actos de serviço relacionados com a sustentabilidade ambiental".

Fonte: Baha'is join global plan for "generational change" on climate change (BWNS)

domingo, 7 de junho de 2009

O Mundo é a nossa casa

HOME, filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.



A versão integral (exibida recentemente na RTP) encontra-se aqui.

segunda-feira, 16 de março de 2009

sábado, 5 de maio de 2007

As Dimensões Morais das Alterações Climáticas

As alterações climáticas são uma questão moral? Sabemos que Al Gore pensa que sim.



Neste vídeo o antigo negociador de Bill Clinton para as alterações climatéricas, Don Brown, apresentou e desenvolveu esta ideia num painel sobre ética junto da Comissão das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, (um evento patrocinado pela Comunidade Bahá'í).

Brown afirma que “existem muitas questões éticas e morais ocultas nas discussões económicas e científicas sobre alterações climáticas”. E não tem dúvidas: necessitamos de usar instituições multilaterais e aplicar a lei internacional. Em pouco mais de 10 minutos, Don Brown aborda - de forma fascinante e perturbadora - um conjunto significativo de questões morais associadas aos problemas ambientais:
  1. Qual o limite aceitável para emissão de gases com efeitos de estufa? Qual o nível de aquecimento do planeta que devemos tolerar? Isto determina que vive e quem morre.
  2. Como deverão ser distribuídas as quotas de emissão de CO2? Se nos próximos 30 anos vamos passar de 7 para 20 mil milhões de toneladas de emissão (como antecipam alguns cenários) ou se vamos passar de 7 para 2,5 mil milhões (com reduções dramáticas) como redistribuir as quotas? Deverão os EUA ter uma maior quota per-capita do que China ou a Índia?
  3. Quem paga os prejuízos causados na atmosfera? Os países mais pobres estão a levantar esta questão. É uma questão de justiça.
  4. Poderemos criminalizar os estragos ambientais contínuos, agora que existe uma certeza científica sobre as influências humanas no clima? Em muitas partes do mundo, o comportamento perigoso é criminalizado.
  5. Para quem é que isto é um custo? Será imoral para os EUA afirmarem que a redução de emissões é demasiado cara? As análises custo-benefício que têm sido feitas transformam tudo em bens de consumo e até consideram as vidas das pessoas de países subdesenvolvidos como menos valiosas do que as vida de pessoas em países desenvolvidos. É muito estranho que a ética e a moralidade esteja ausentes destas análises custo-benefício.
  6. Deverão os países agir em conjunto? Será imoral os EUA aguardarem que os outros países tomem iniciativas? Isto tem sido uma desculpa que os EUA têm usado nos últimos 30 anos. Será que alguém pode achar que não deve parar um comportamento criminoso porque outros também não param?
  7. Poderemos arriscar e aguardar o aparecimento de uma tecnologia salvadora e mais barata? E os países pobres do mundo terão alguma palavra nesta opção?
Por fim Brown, cita Bill McKibben, que comparou a atitude das actuais gerações para com os problemas climáticos com a atitude dos seus pais para com a segregação racial nos EUA. Eles eram pessoas de bem mas estavam cegos para os problemas da segregação; até que um dia viram cães polícia a atacar brutalmente manifestantes negros. Foi um choque emocional que os levou a perceber a dimensão moral e ética da segregação e a quebrar a inércia face à luta dos negros americanos pelos seus direitos cívicos.

Será que vamos necessitar de um choque emocional equivalente para despertarmos da nossa inércia face aos problemas climáticos?

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A ler:
Ethics and Climate Change (International Environment Forum)

Climate change creates moral issues, says panel (BWNS)

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Vida Selvagem em Portugal


A União Europeia que está a pôr em perigo a vida selvagem em Portugal, afirma o titulo de um artigo no site da BBC. O artigo faz eco de uma acusação feita por ambientalistas portugueses e refere que mais de metade da vida selvagem no nosso país está sob ameaça de extinção. A ameaça de extinção do lince ibérico é um dos exemplos referidos no texto.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Alterações Climatéricas

Aqui fica a tradução do artigo Getting Warmer? de Dale E. Lehman, publicado no site Planet Baha'i.
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Desde há alguns anos que a questão do aquecimento global tem estado na mente de muitas pessoas. Pondo de parte todas as questões políticas, existem poucas dúvidas de que a temperatura média no nosso planeta está a aumentar e poucas dúvidas de que pelo menos parte de aumento se deve à actividade humana. Existem muitas incertezas e várias previsões sobre as consequências. Mas apesar disso, há uma coisa que parece certa: o clima está a mudar, e mais tarde ou mais cedo essa mudança terá um impacto profundo na civilização humana.

A mudança não é, em si, uma coisa má. Sem a mudança não haveria vida na terra; tudo evolui. Mesmo sem intervenção humana, o clima na Terra não é imutável. Tem mudado no passado e continuará a mudar no futuro como resultado de vários factores, incluindo alguns pormenores da órbita do planeta em torno do sol e a deslocação dos continentes na superfície deste. E, no entanto, as mudanças que agora ocorrem podem parecer alarmantes devido à forma como nos afectarão a nós e a outras criaturas.


As alterações climáticas podem resultar na extinção de muitas espécies, inundação de cidades costeiras e alteração significativa das terras agrícolas. Na verdade, existem indícios de que no passado distante alterações súbitas no clima dispersaram povos e até contribuíram para o colapso de civilizações.

E assim, muitas entidades lançam o alarme e apelam a uma acção imediata que ponha termo à produção de gases que contribuem para o efeito de estufa. Os lideres religiosos também entraram no frenesim, oferecendo aquilo que julgam poder ser uma base moral para a tomada de decisões relevantes sobre o assunto. E aqui poder-se-á questionar, o que é que a religião Baha’i tem a dizer sobre o assunto.

Na questão específica do aquecimento global não tem muito a dizer. Isto deve-se ao facto do assunto estar muito politizado, e consequentemente qualquer comentário que se faça possa ser entendido como um tomar partido no debate político. Mas oferece princípios gerais que são aplicáveis para este e outros assuntos relacionados com questões ambientais. Estes princípios encontram-se resumidos num documento intitulado Conservation and Sustainable Development in the Bahá’í Faith. Datado de 1995, este documento foi apresentado pela Comunidade Internacional Baha’i à Cimeira da Aliança entre Religiões e Ambiente, patrocinada pelo World Wild Fund for Nature, pelo Duque de Edimburgo, e outras organizações. Esta cimeira contou com a presença de lideres de nove religiões: Baha'i, Budista, Cristã, Hindu, Islâmica, Jain, Judaica, Sikh e Taoista.

Summit on Religions and Conservation 1995

Neste documento começa-se por mostrar que Bahá’u’lláh descreve a natureza como um reflexo dos atributos de Deus:
A Natureza na sua essência é a personificação do Meu Nome, o Originador, o Criador. As suas manifestações são diversas, devido a diferentes causas e, nessa diversidade, há sinais para homens de discernimento. A Natureza é a Vontade de Deus e é Sua expressão no mundo contingente e através deste. É uma dispensação da Providência determinada por Aquele que ordena, a Suma Sabedoria. (Bahá'u'lláh, Epístolas da Sabedoria)
Além disso, as Escrituras Baha’is contêm numerosas referências ao mundo natural como metáforas de uma realidade espiritual. No seu todo, esses excertos inspiram um profundo respeito pelo mundo da natureza.

Claro que os Baha’is não adoram a natureza. A natureza reflecte Deus, mas não é o próprio Deus. Deus estabeleceu um propósito para todas as coisas criadas, e pelas Escrituras de Bahá’u’lláh sabemos que os seres humanos estão destinados a criar uma civilização em contínuo progresso.

Mas Bahá’u’lláh não fala apenas de uma civilização material; para Ele, a civilização espiritual tem igual importância. O equilíbrio entre as duas é importante para o progresso. E, de facto, a experiência recente tem mostrado que surgem problemas quando a civilização material se sobrepõem à civilização espiritual.
A civilização, tão frequentemente enaltecida pelos brilhantes eruditos das artes e das ciências, se lhe for permitido ultrapassar os limites da moderação trará grande mal aos homens. Assim vos adverte Aquele que é o Omnisciente. Se for levada a um excesso, a civilização se provará ser tão prolífica fonte de mal como o é de bem, enquanto mantida dentro dos limites da moderação. Meditai sobre isto, ó povo, e não sejais dos que vagueiam enlouquecidos nos desertos do erro. (Bahá'u'lláh, SEB CLXIII)
Assim, devemos assumir-nos como zeladores do mundo natural. Para desempenhar esse papel devemos ter a necessária atitude de humildade e respeito pela natureza (a fonte do nosso bem-estar material), e devemos aplicar moderação em todas as coisas; também devemos tentar compreender a natureza. O que significa que a ciência e a religião devem andar a par. Quanto mais soubermos sobre a natureza, melhor compreenderemos outra verdade apresentada nas Escrituras Bahá'ís: a interdependência de todas as coisas.


Mas como podemos equilibrar o progresso da civilização com o respeito e a protecção do ambiente? Será possível ter ambos? Mais uma vez, as Escrituras Baha’is oferecem orientações gerais sobre este problema. Um factor primordial no processo de tomada de decisão nas comunidades baha’is assenta numa consulta franca e aberta entre os seus membros.

Este é um assunto que daria muito para escrever; resumidamente podemos dizer que este processo consiste no envolvimento de todos os diferentes elementos da comunidade (incluindo as pessoas afectadas pela decisão) numa discussão aberta e honesta de todas as alternativas e procura das melhores soluções. Este processo de consulta bahá’í é muito diferente de um debate político. O objectivo não é confrontar diferentes opiniões em conflito, ou alcançar um compromisso entre esses diferentes pontos de vista. Em vez disso, implica a união das partes envolvidas, apelando ao exame de todas as ideias e opiniões apenas com base no seu mérito, procurando a melhor solução, independentemente de quem a apresenta.

Em último caso, a abordagem do tema das alterações climáticas ou de qualquer outro assunto ambiental depende da nossa capacidade para equilibrar o material e o espiritual. O documento atrás referido afirma na sua conclusão:
"As Escrituras Baha’is ensinam que, enquanto guardiã dos vastos recursos e diversidade biológica do planeta, a humanidade deve proteger a «herança das futuras gerações»; vendo na natureza um reflexo divino; abordando com humildade a Terra, a fonte de dádivas materiais; moderando as suas acções; e deixando-se guiar pela verdade espiritual fundamental da nossa época, a unicidade da humanidade. A velocidade e facilidade com que estabelecemos um padrão de vida sustentável dependerá, em última análise, da medida em que desejarmos ser transformados, através do amor de Deus e obediência às Suas Leis, em forças criativas no processo de criação de uma civilização em contínuo progresso"
Quanto mais cedo enfrentarmos estas verdades, mais cedo seremos capazes de encontrar e implementar verdadeiras soluções para os problemas ambientais.