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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Brasil: Senador Paulo Paim em defesa dos dirigentes Baha'is presos no Irão

Brasil: declaração do Senador Paulo Paim (RS) acerca da situação dos sete dirigentes Bahá'ís presos no Irão. ‪
#‎7Bahais7years‬

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Deputado Brasileiro lamenta a situação dos bahá'ís no Irão


Numa declaração proferida na última segunda-feira (1º Dezembro), o deputado federal brasileiro Luiz Couto (PB) partilhou a notícia divulgada pela Comunidade Bahá'í do Brasil de que a terceira Comissão da ONU solicitou que o governo iraniano cumpra com suas obrigações internacionais de direitos humanos.

O parlamentar destacou que o Irão ainda possui alta frequência de execuções, tortura, restrições da liberdade de associação e expressão, ataques a jornalistas, além de uma perversa desigualdade de género e discriminação religiosa, principalmente contra a comunidade Bahá'í no país. “Ficou claro também que a comunidade internacional não aceita as repetidas afirmações do Irão de que a situação de direitos humanos esteja melhorando. Certamente, para os Bahá'ís iranianos não houve melhora alguma e a atmosfera de discriminação religiosa por todo o país de facto piorou”, lamenta Couto.

A aprovação da resolução pela Terceira Comissão aconteceu logo após a apresentação de veementes relatórios do Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon, e do Relator Especial Ahmed Shaheed, ambos expressando preocupação acerca das amplas e continuadas violações de direitos humanos no Irão.

Iniciada pelo Canadá, a resolução teve 45 copatrocinadores, e foi a 27ª resolução anual sobre o tema dos direitos humanos no Irão na Assembleia Geral desde 1985. Como resoluções anteriores, esta também conclamou o Irão a permitir que monitores internacionais de direitos humanos possam visitar o país – algo que ainda não ocorreu apesar de o Irão ser signatário do Pacto Internacional de Direitos Económicos, Sociais e Culturais desde 1968.

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FONTE: Luiz Couto lamenta a situação dos bahá'ís no Irã (Baha'i Brasil)

domingo, 5 de maio de 2013

Rio de Janeiro: Protesto em defesa da liberdade religiosa no Irão

Seguidores da religião Bahá’i fizeram hoje (5) no Rio de Janeiro uma manifestação em defesa da liberdade religiosa no Irã e pela libertação de fiéis bahá’is presos na república islâmica. O protesto, na Praia de Copacabana, na zona sul da cidade, faz parte de uma mobilização internacional, que prevê manifestações em várias cidades do mundo nas próximas duas semanas.

O principal objetivo dos protestos é chamar a atenção da comunidade internacional para a prisão de sete líderes da religião Bahá’i em 2008. Eles foram condenados a 20 anos de prisão pela Justiça iraniana, segundo a comunidade Bahá’i, simplesmente por sua crença religiosa.

Segundo Mary Aune-Cruz, articuladora da comunidade religiosa na sociedade e no governo no Brasil, os bahá’is sempre foram perseguidos no Irã, país onde a religião surgiu em meados do século 19, mas a situação piorou com a Revolução Islâmica em 1979. Mais de 100 fiéis estão atualmente presos naquele país.

“Existe uma perseguição sistemática dos bahá’is pelo Estado iraniano. A gente diz que é uma perseguição do berço à sepultura, porque há bebês presos junto com suas mães e uma das lideranças presas tem mais de 80 anos”, disse Aune-Cruz.

Na manifestação de hoje, foi estendido sobre a areia um painel do artista plástico Siron Franco de 10x15 metros. Além disso, foram distribuídos panfletos aos pedestres, que explicam a situação dos bahá’is no Irã. “Queremos mostrar que o mundo está olhando, está vendo a situação dos direitos humanos no Irã”, destacou a religiosa.

O protesto contou com o apoio da Anistia Internacional. Maurício Santoro, assessor de direitos humanos da organização não governamental internacional, disse que a pressão internacional pode levar a uma melhoria da situação dos direitos humanos no Irã. “O regime se mostra sensível a esse tipo de pressão, porque está preocupado com o que o resto do mundo pensa sobre ele.”

A Embaixada do Irã no Brasil não se pronunciou sobre o caso da prisão dos bahá’is, mas informou, por meio de nota, que ninguém é perseguido por causa de sua religião na república islâmica e que, segundo a Constituição iraniana, todos os cidadãos têm os mesmos direitos.



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FONTE: Protesto na Praia de Copacabana pede liberdade religiosa no Irã (Jornal do Brasil)

terça-feira, 12 de março de 2013

Deputado Brasileiro em defesa dos Bahá'ís do Irão

Intervenção do deputado brasileiro Walter Feldman (PSDB-SP) na Camara dos Deputados em Brasília, no dia 06 de Março de 2013:
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Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, hoje venho informar o lançamento do novo relatório especial da Comunidade Internacional Bahá’í intitulado “Violência e Impunidade: atos da agressão contra a comunidade bahá'í no Irã”.

O documento de 48 páginas que está sendo lançado hoje,6 de março, registra a escalada de violência direcionada contra a comunidade bahá’í iraniana e o grau de impunidade que garante que que perpetradores permaneçam livres de processos ou punições.

Sua relevância não pode deixar de ser considerada tendo em vista as várias vezes que esta Casa presenciou relatos de graves violações de direitos humanos na República Islâmica do Irã. O documento é uma prova absoluta de que atos completamente contrários à cultura de paz são frequentes naquele país.

Durante o período de 2005 até o final de 2012, a Comunidade Internacional Bahá’í registrou 52 casos em que bahá’í foram torturados ou mantidos em confinamento solitário enquanto se encontravam detidos. Outros 52 incidentes em que bahá’ís foram fisicamente agredidos – algumas vezes nas mãos de agentes de governo e outras nas de agressores à paisana ou não identificados – também foram registrados, assim como outros 49 incidentes de ataques incendiários contra residências e lojas, mais de 30 casos de vandalismo e pelo menos 42 incidentes de destruição de cemitérios.

Ainda assim, em nenhum desses incidentes, houve processo pelos crimes.

Portanto, quero também chamar atenção para um momento decisório em que a humanidade se encontra. Na próxima semana acontecerá na 22ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a votação do projeto de resolução que definirá a renovação ou não do mandato do Relator Especial para as questões de direitos humanos no Irã, o Senhor Ahmed Shaheed.

Como parlamentar brasileiro e defensor de direitos humanos, considero essencial que o Brasil vote a favor deste projeto de resolução. É essencial, diante dos ideais democráticos defendidos pela nação brasileira, que o Brasil se manifeste a favor da renovação deste mandato e se atente para as questões que serão levantadas no relatório do Relator Especial, que deve ser apresentado no próximo dia 11.

O Brasil, como membro atual do Conselho de Direitos Humanos da ONU tem aqui mais elementos para sustentar seu apoio ao Relator Especial sobre direitos humanos no Irã.

Na confiança de que meus Nobres colegas aqui presentes tenham o mesmo interesse de resolução de conflitos, espero que todos e todas roguem para que o Brasil assuma uma postura favorável à justiça e aos direitos humanos no Irã. Convido os parlamentares aqui presentes para que façam o seu papel para concretizar o direito de acesso à justiça e para que a violação de direitos humanos sofrida pelos cidadãos da humanidade seja freada.

Era o que tinha a dizer.
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FONTE: Deputado Walter Feldman, 06 de março de 2013

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Rio de Janeiro: Caminhada pela Liberdade Religiosa

No passado dia 18 de Setembro, o Rio de Janeiro foi palco de mais uma “Caminhada pela Liberdade Religiosa” que reuniu milhares de pessoas e onde o tema das perseguições aos Baha’is no Irão foi lembrado. Os Bahá’ís distribuíram mil camisolas amarelas com o slogan “Hoje somos seguidores de todas as Religiões” - um sentimento partilhado por todas as comunidades presentes.

Este evento é uma iniciativa do Comité de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR). Na primeira edição o evento (em 2008) reuniu cerca de 2000 pessoas e pretendia chamar a atenção para o preconceito que os seguidores das tradicionais religiões afro-brasileiras enfrentam no Brasil; neste ano o evento contou com 25.000 participantes de diversas religiões - Afro-Brasileiros, Católicos romanos, Muçulmanos, Judeus, Protestantes, Budistas e Bahá’ís – e tinha por objectivo chamar a atenção para a intolerância religiosa.

Caminhada pela Liberdade Religiosa, no Rio de Janeiro


No discurso de abertura do encontro, o coordenador do CCIR, Babalorixá Ivanir dos Santos, destacou a perseguição enfrentada pelos Bahá’ís iranianos e chamou a atenção da multidão para o "grupo de amarelo" que, frisou, "são os defensores activos da causa da liberdade religiosa no Brasil”. Depois da marcha vários representantes religiosos falaram à multidão, entre eles Iradj Roberto Eghrari, membro da Comunidade Bahá’í que afirmou:

"O preconceito, os estereótipos e a falta de informação, sobre as diversas tradições religiosas, fazem as pessoas comportarem-se irracionalmente contra aqueles que têm crenças diferentes.
É como deixarmos de ver essas «outras pessoas» como seres humanos, como pessoas que merecem respeito e tratamento justo".

O Sr. Eghrari referiu ainda os sete líderes Bahá’ís iranianos que estão presos desde 2008, condenados a penas de 20 anos de prisão, por falsas acusações.

"Há muitas semelhanças entre as perseguições dos Bahá’ís no Irão e as das religiões afro-brasileiras aqui", acrescentou. "As propriedades são destruídas e confiscadas, as crianças são assediadas e os jovens não podem ter acesso à educação por causa das suas crenças. A única maneira dos opressores deixarem essas pessoas em paz é se eles concordarem em renegar a sua fé. Mas como pode alguém remover à força, uma crença religiosa de uma pessoa, sem a despedaçar completamente?"
Ivan dos Santos, um dos organizadores da marcha, disse que a intolerância religiosa gera racismo e ameaça a democracia. "A religião é uma das causas de guerra no mundo, mas aqui nós estamos trazendo as religiões para o diálogo em conjunto", declarou. "O nosso movimento não é religioso, não promove qualquer fé, apenas o direito de ser respeitado."

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FONTES: 
Brazilians march together to demand justice (BWNS)
Milhares de manifestantes contra Intolerância Religiosa (DN) 
Milhares de manifestantes no Rio de Janeiro contra a intolerância religiosa (SIC)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rio de Janeiro: Manifestação pela Liberdade Religiosa no Irão

Ontem (19-Junho), representantes do Governo, comunidades religiosas, organizações da sociedade civil, e pessoas provenientes de vários locais do Brasil encontravam-se entre os 800 defensores dos direitos humanos que se reuniram na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, numa manifestação para que o Irão cesse as perseguições aos Bahá’ís e outras minorias religiosas.

Cerca de 8000 imagens (correspondentes ao número de dias de detenção sofridos em mais de três anos na prisão) com fotos dos rostos dos sete dirigentes Bahá’ís presos no Irão foram colocadas em exibição na praia. As fotos formavam um grande círculo, representando o mundo e a união entre todas os povos e nações.



Na sua intervenção o deputado Chico Alencar deu o mote para as actividades do dia: "A liberdade religiosa é algo que não pode ser tocado."

Um participante judeu, Natan Klabin, reforçou a ideia. "Nós sabemos bem o que é ser perseguido por causa de uma religião, e, portanto, nós sabemos o quão importante é mostrar solidariedade para com outras minorias oprimidas".

Babalawo Ivanir dos Santos - representante do candomblé (religião afro-brasileira) - referiu a perseguição que a sua comunidade várias vezes enfrentou. "É por isso que sentimos que temos de protestar contra todos os tipos de intolerância religiosa. Espero que um dia não haja mais necessidade de organizar manifestações como esta, em qualquer país", afirmou.

Mil coletes amarelos - impressos com as frases "Hoje somos todos Bahá’ís" e "Libertem os setes Bahá’ís presos no Irã" - foram distribuídos, juntamente com folhetos sobre a liberdade religiosa. Vários músicos também contribuíram para o programa, apresentando canções sobre liberdade e solidariedade.

Iradj Eghrari, representante da Comunidade Baha’i do Brasil disse que demonstrar solidariedade entre as religiões é essencial para mostrar às autoridades iranianas que a perseguição não é apenas uma questão de preocupação para os Baha'is. "Se uma pessoa não demonstra apoio a minorias religiosas perseguidas, ele ou ela pode muito bem ser a próxima vítima de intolerância religiosa", disse Eghrari.



Os sete dirigentes Bahá’ís detidos eram membros de um grupo nacional ad-hoc que ajudava a responder às necessidades dos 300.000 membros da comunidade bahá'í do Irão. Após 30 meses de detenção sem julgamento, foram julgados sob falsas acusações e condenados a 20 anos de prisão, em Agosto de 2010.

ACTUALIZAÇÃO: Um vídeo sobre o evento (gentilmente cedido por Said Junior):




Sobre este assunto:
Copacabana se mobiliza pelo respeito aos bahais no Irã (O Globo)
Manifestação em Copacabana exige fim de perseguição da religião Bahá’í no Irã (Jornal do Brasil)
Protesto no RJ pede liberdade de religiosos no Irã (terra.com.br)
Ato no Rio pede fim de assédio a bahais no Irã (MRE, Brasil)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Jô Soares entrevista Shirin Ebadi

Jô Soares entrevistou a Prémio Nobel da Paz Shirin Ebadi. A iraniana recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2003,foi a primeira mulher a ocupar o cargo de juíza no Irão. Líder mundial pelos direitos humanos, exilada na Inglaterra, está em São Paulo para participar do Congresso Fronteiras do Pensamento.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A propósito da passagem do Presidente Lula por Portugal...

Aqui uma reportagem da TV Globo sobre a visita do Presidente Lula ao Irão e a questão dos Direitos Humanos naquele país. Há assuntos que os dirigentes mundiais não podem ignorar!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Naw-Ruz na Paraíba

Uma pequena reportagem exibida numa TV do Brasil, a propósito do Naw-Ruz, o ano novo Bahá'í.



NOTA: Só foi pena aquela história sobre o "terço bahá'í" (03:03). Até parece que todos os Bahá'ís andam com uma coisa daquelas...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Jornal Nacional, TV Globo

Emitido ontem na TV Globo, Brasil.
A notícia sobre o julgamento dos sete dirigentes Bahá'ís começa aos 45 segs.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Violência no Irão

Excerto do programa "Mais Você" da Rede Globo, com a apresentadora Ana Maria Braga, exibido no dia 24 de junho de 2009. Inclui entrevista com um Bahá'í.



Video sugerido pelos Bahá'ís de Curitiba.

domingo, 18 de janeiro de 2009

O acordo entre o Brasil e a Santa Sé

Programa Observatório da Imprensa emitido pela TV Brasil e pela TV Cultura (S. Paulo) emitido no dia 25 de Novembro de 2008.

Neste programa debateu-se a a cobertura dos meios de comunicação sobre o acordo assinado no dia 13 de Novembro entre o Governo Brasileiro e a Santa Sé, assinado durante a visita do Presidente Lula ao Vaticano. Os media deram pouca atenção a este facto. O tratado, que confere formato jurídico às relações entre o Executivo Brasileiro e a Igreja Católica, tem pontos polémicos.

O tratado prevê, por exemplo, o ensino religioso nas escolas públicas, com presença facultativa, e a possibilidade da anulação do casamento civil no caso do matrimónio religioso ser desfeito. Participaram no debate ao vivo, no estúdio do Rio de Janeiro, o Reverendo Guilhermino Silva da Cunha, pastor da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, e a pesquisadora e professora da USP Roseli Fischmann. Em Brasília, participou o representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Hugo Sarubbi Cysneiros.

O 3º vídeo faz referência às semelhanças entre este Tratado e a Concordata celebrada com o Estado Português em 2004. No 5º vídeo faz comparações entre o catolicismo brasileiro e os catolicismos português e argentino.










quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

No Parlamento em Brasília (4)

Intervenção do Deputado Pompeo de Mattos (Bloco/PDT-RS) no Congresso Nacional Brasileiro no dia 19 de Novembro de 2008.
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Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,

Venho a esta tribuna destacar o trabalho de um religião mundial, independente, que possui suas próprias regras e escrituras sagradas, surgida na antiga Pérsia, atual Irã, em 1844. A chamada Fé Bahá'í não possui dogmas, rituais, clero ou sacerdócio.

A Comunidade Bahá'í tem aproximadamente 7 milhões de adeptos; é a segunda religião mais difundida no mundo, superada apenas pelo cristianismo, conforme afirma a Enciclopédia Britância. Os bahá'ís residem em 178 países, em praticamente todos os territórios e ilhas do globo.


A Comunidade Bahá'í, que está estabelecida no Brasil desde 1921, tem aqui um contingente de aproximadamente 57 mil pessoas. Tudo começou com a vinda da Sra. Leonora Holsapple Armstrong para o Brasil. A Sra. Armstrong faleceu na Bahia, em 1980, e desde aquele ano Assembléias Legislativas Estaduais e Câmaras Municipais de Vereadores de diversas capitais e cidades brasileiras a têm homenageado, concedendo seu nome a praças e logradouros públicos. Dentre essas citamos Manaus, Vitória, Natal, Rolândia, Londrina, Juiz de Fora.

Hoje os bahá'ís integram as mais diversas classes sociais, culturais e econômicas, residentes em aproximadamente 1.215 cidades e municípios brasileiros, em todas as regiões.

A Comunidade Bahá'í é reconhecida no Brasil por estabelecer projetos de desenvolvimento econômico e social em diversas regiões do País.

Como Parlamentar e Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara dos Deputados, gostaria de expressar minha preocupação com prisões e perseguições impostas aos bahá'ís no Irã, onde muitos têm sido mantidos presos sem acesso a advogados, sem comunicação com suas famílias e sem que tenham qualquer acusação formal contra eles. Seu único "crime" é o de pertencer a uma religião não reconhecida pelo Estado iraniano. Essas pessoas presas são cidadãos iranianos que formam um grupo que tinha como responsabilidade cuidar dos interesses comunitários dos bahá'ís no Irã, que conta com mais de 300 mil seguidores. Eram responsáveis por coordenar as aulas de virtudes e reforço escolar para crianças, bem como reuniões de orações, funerais e outras atividades administrativas e de adoração.

Nobres colegas, já se passaram meses desde a prisão de um grupo, sem que se saiba em que condições estão sendo mantidos. E, agora, a informação que recebemos é de que eles teriam "confessado" ser espiões de Israel, organizados em um grupo anti-Islã e anti-Irã. Ora, pois essa é uma grande mentira! Quem conhece os bahá'ís sabe que eles não se envolvem em disputas políticas, sabe que eles são obedientes às leis nacionais sob as quais vivem. Tanto o é que aquele grupo de 7 bahá'ís atuava com o pleno conhecimento das autoridades iranianas, que desde 1979 baniu as instituições da Fé Bahá'í no Irã, assassinando seus membros eleitos naquele ano e em 1981.


Essas pessoas, presas no último 14 de maio, trabalhavam como voluntárias para ajudar seus correligionários e eram constantemente monitoradas em suas atividade. Mas nunca se negaram a prestar esclarecimentos sobre o que vinham fazendo. Mesmo assim, foram presas e estão correndo risco de vida pelo simples fato de pertencerem à Fé Bahá'í.

Como Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias desta Casa, caros colegas Parlamentares, preciso dizer que esta é uma gravíssima violação de direitos humanos.

Sr. Presidente, o Governo brasileiro não pode ignorar ações violadoras como essas, provinda do Irã, que, como o Brasil, é signatário das convenções e tratados internacionais sobre direitos humanos.

De forma absurda, o Governo iraniano tem acusado os bahá'ís de trabalharem como espiões do Governo israelense como forma de justificar perante os muçulmanos o tratamento dispensado aos de Fé Bahá'í. Entretanto, o povo iraniano conhece os bahá'ís, os tem como vizinhos e amigos, e já não acredita mais na farsa que os seus governantes tentam lhes vender. Eles sabem que a ligação dos bahá'ís com Israel é muito mais antiga do que a própria existência de Israel como Estado, e se dá meramente pelo fato de o profeta-fundador de sua Fé ter morrido naquela região há mais de 150 anos, após ter sido exilado pelo Império Otomano, na cidade de Acre.

A iraniana e muçulmana Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz, foi uma das que se levantou para defender os bahá'ís do Irã. Em conseqüência, jornais iranianos acusam sua filha de se ter convertido do Islã para a Fé Bahá'í, ato considerado apostasia, sendo uma ofensa para o Governo Islãmico do Irã, o que resulta em pena de morte.

Shirin Ebadi declarou que tem orgulho de dizer que sua família é xiita, mas que no tribunal ela defenderá os bahá'ís.

Em maio deste ano, a União Européia declarou "séria preocupação acerca da contínua e sistemática discriminação e perturbação aos bahá'ís do Irã por causa de sua religião".

No último dia 1º de agosto, o Parlamento dos Estados Unidos condenou a perseguição aos bahá'ís no Irã, com 407 votos a favor e apenas 3 contra. Outras dezenas de países se manifestaram em defesa dos bahá'ís no Irã e espero realmente que o Brasil também se manifeste, pois o Governo do Irã está preparando o corredor da morte para os bahá'ís e para os de outras minorias e grupos vulneráveis.

Sr. Presidente, informo que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados está enviando uma manifestação à Embaixada do Irã no Brasil, transmitindo nossa séria preocupação quanto ao destino daqueles bahá'ís encarcerados.

Muito obrigado.

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FONTE: Comunidade Bahá’í do Brasil - SNAE

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

No Parlamento em Brasília (3)

Intervenção do Deputado Carlos Abicalil (PT-MT) no Congresso Nacional Brasileiro no dia 19 de Novembro de 2008.
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Sr. Presidente, Deputado Manato, muito obrigado.

Prezados colegas, o meu pronunciamento de hoje tem 4 objetivos. O primeiro deles é saudar nosso companheiro Sérgio Mamberti (...)

(...)Aproveito, por fim, para manifestar minha solidariedade aos que confessam a Fé Bahá'í, particularmente no Irã, onde suas lideranças estão presas em condições desumanas.


Nas últimas décadas, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a Comunidade Bahá'í no Irã tem sido exposta a uma torrente de perseguições e diversas campanhas nacionais que difamam a imagem da religião que mais de 300 mil pessoas optaram por seguir naquele País.
Autoridades religiosas e governamentais, que têm sido sempre os investigadores da crueldade imposta às crianças, jovens e adultos da Comunidade Bahá'í, continuam a negar-lhes direitos outorgados por todas as nações defensoras dos direitos humanos.

O governo iraniano os proíbe de responder às calúnias que espalham sobre eles e suas crenças, ao mesmo tempo em que mantém clima de intimidação que severamente ameaça aqueles que se prontificam a ajudá-los.

Documentos secretos do Supremo Conselho Cultural Revolucionário, datados de 1991 e revelados em 1993 - que solicito que sejam anexados a este pronunciamento, juntamente com a manifestação da Secretaria Nacional de Assuntos Externos da Comunidade Bahá'í do Brasil - deixam clara a ação discriminatória contra a minoria Bahá'í, nas restrições tanto ao acesso à educação e ao emprego quanto às oportunidades econômicas e à liberdade de expressão de sua fé.

Em episódio mais recente, os 7 membros do grupo coordenador das atividades administrativas e comunitárias dos Bahá'ís foram presos em Teerã, sendo mantidos até hoje em condições desconhecidas, sem acesso a advogados, sem contato com suas famílias.

Esses indivíduos, que trabalham voluntariamente em atividades de culto, aulas de virtude para crianças, funerais e casamentos, agora são injustamente acusados de serem espiões de Israel, de atuarem contra o Irã e contra o Islã.

Mas este tipo de acusação infundada já não encontra ressonância nem no contexto nacional, muito menos no internacional. As pessoas que conhecem a Comunidade Bahá'í, sabem dos princípios que regem suas ações em favor do desenvolvimento humano e do seu compromisso espiritual com o não-partidarismo; observam sua coesão como comunidade religiosa presente em todas as regiões do mundo e sua atuação dedicada aos direitos humanos e à promoção da paz, inclusive no Brasil.

Por todos os lados, a ONU e autoridades de Estados nacionais têm-se levantado para defender a liberdade religiosa e os direitos humanos que estão sendo violados no Irã.

Naquele país, administradores escolares, professores, pais e alunos têm manifestado sua repulsa ao tratamento vergonhoso dado às crianças da Comunidade Bahá'í nas escolas; amigos e vizinhos têm-se recusado a permitir que funcionários do governo entrem ilegalmente em lares da Comunidade Bahá'í; estudantes universitários e professores têm particular e publicamente afirmado sua desaprovação às negativas injustificáveis de acesso de jovens estudantes da Comunidade Bahá'í às universidades; servidores públicos têm respondido com simpatia aos esforços que os Bahá'ís no Irã têm enviado para assegurarem seus direitos; jornalistas têm demonstrado frustração diante de sua incapacidade de publicar a verdade sobre a gritante violação de direitos dos Bahá'ís; e existem sinais de que membros esclarecidos do clero desejam que essa ação contra os Bahá'ís seja sustada.

Em diversas partes do mundo onde existe liberdade de expressão, como é o caso do Brasil, intelectuais e autoridades expressam repúdio e perplexidade pelo tratamento que está sendo imposto a grupos específicos, como é o caso das minorias religiosas.



Incontáveis pessoas da diáspora iraniana demonstram simpatia para com os Bahá'ís, exaltam a coragem daqueles que estão sendo reprimidos no Irã e buscam saber mais sobre os princípios que fortalecem suas vidas.

Os países tidos como defensores dos direitos universais têm-se levantado e desaprovado as ações do governo iraniano.

O apoio dos Parlamentares brasileiros é essencial para que autoridades brasileiras se manifestem contra qualquer tipo de discriminação religiosa e difamatória contra os Bahá'ís.

Os 60 mil Bahá'ís brasileiros contam, realmente, com a grande força social, política e institucional brasileira para garantir a sobrevivência de seus irmãos iranianos com dignidade, justiça e cidadania, como é de direito de todo ser humano.

Pelo fim da intolerância e na defesa dos direitos fundamentais da pessoa humana, expresso meu apelo para que a representação brasileira nos fóruns internacionais se posicione em favor desta causa.

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FONTE: Comunidade Bahá’í do Brasil - SNAE

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ai que saudades do Scolari!

Se o futebol é um desígnio nacional, então, a selecção mostrou que Portugal está em recessão. E as perspectivas de crescimento são negativas.



segunda-feira, 20 de outubro de 2008

No Parlamento em Brasília (2)

Declaração proferida no Parlamento Brasileiro (Câmara dos Deputados) pelo Deputado Federal Luiz Couto (PT/PB), na sessão parlamentar no dia 08/Outubro/2008.
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Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,

O Governo iraniano, mais uma vez, persegue estudantes que professam a fé bahá'i. Jovens que querem estudar são excluídos do novo período acadêmico em andamento.

"Embora o Governo iraniano, em sua posição pública, sustente que os bahá'is são livres para irem à universidade, relatórios das últimas semanas indicam que a política de impedir que os bahá'is obtenham educação superior continua em andamento." Ou seja, para ter acesso à universidade, eles têm de renegar sua fé e assimilar a religião oficial.

"O efeito das políticas do Governo tem sido fechar as portas das universidades do Irã para os bahá'is, apesar do suposto comprometimento iraniano com as leis internacionais que defendem o direito à educação."

De acordo com matéria que tenho em mão, "o principal método através do qual as autoridades estão prevenindo os bahá'is de matricularem-se na universidade este ano é bloqueando os resultados de suas provas e declarando seus dados 'incompletos'. Essa tática foi utilizada no ano passado também, porém se tornou claro este ano que muitos estudantes bahá'is foram identificados no processo de inscrição", e estão sendo prejudicados.

"Estudantes que contestaram o fato de seus arquivos estarem listados de forma imprópria como incompletos, até hoje têm se deparado com ouvidos surdos dos tribunais iranianos." Um tribunal iraniano "rejeitou a reclamação de um jovem universitário bahá'i que havia sido expulso por causa de sua crença religiosa e dirigiu-se à corte buscando ser readmitido."

"Em agosto deste ano, por exemplo, uma estudante da Universidade Fazilat estava apenas a 3 semanas de sua formatura quando foi levada ante às autoridades; quando ela recusou retratar sua fé, foi expulsa da universidade."

Desejo, então, apelar ao Governo iraniano para que não aja dessa forma. Todos têm o direito de professar a sua fé. Não existe uma religião oficial. Cada um tem a sua fé e deve professá-la de acordo com suas convicções. Mas os bahá'is iranianos estão sendo prejudicados por isso.

Gostaria que a matéria fosse transcrita na íntegra nos Anais desta Casa.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

domingo, 19 de outubro de 2008

No Parlamento em Brasília (1)

Declaração proferida no Parlamento Brasileiro (Câmara dos Deputados) pelo Deputado Federal Geraldo Resende (PMDB/MS), na sessão parlamentar no dia 16/Outubro/2008.
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BAHÁ’ÍS: MAIS QUE UMA QUESTÃO RELIGIOSA, UMA QUESTÃO DE DIREITOS HUMANOS


Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputadas e Deputados,

O Irã assombra o mundo com seu Programa Nuclear e, sobretudo, com a intransigência do seu presidente Mahrmoud Ahmadinejad em não permitir que membros da Organização das Nações Unidas, a ONU, vistorie as reais intenções iranianas com suas instalações nucleares, mas trago aqui outra questão polêmica que ocorre atualmente no Irã e que não tem recebido do resto do mundo a atenção que deveria receber: a perseguição à religião Bahá’í e a prisão de seus praticantes que estão sendo presos e acusados de espionagem.

Desde o último dia 14 de maio, sete Bahá’ís iranianos vêm sendo mantidos encarcerados, sem acesso a advogados e sem comunicação com suas famílias. São pessoas de bem que cometeram o “crime” de pertencer a uma religião não reconhecida pelo estado iraniano. Este sete Bahá’ís formam um grupo que buscava cuidar dos interesses dos mais de 300 mil Bahá’ís iranianos e foram presos de forma arbitrária, tirados dos seus lares e estabelecimentos comerciais por policiais iranianos.

O trabalho deste grupo consistia em ajudar a organizar reuniões regulares de oração, atividades para crianças, realizar funerais, casamentos e outras poucas atividades comunitárias. E o que é ainda mais preocupante senhor presidente, é que passados quase quatro meses, estes Bahá’ís continuam encarcerados de maneira totalmente arbitrária e agora sob acusação de espionagem e de pertencerem a um grupo anti-islã e anti-irã.

Mais recentemente a situação dos Bahá’ís se agravou. Em junho corrente, três Bahá'ís de origem iraniana, todos com negócios bem sucedidos e famílias estabelecidas no Yemen, tiveram suas casa atacadas e documentos, Cds, fotografias e até computador confiscados.

Embora não tenha havido qualquer acusação formal, oficiais do governo indicaram que os bahá'ís foram detidos sob a suspeita de algum tipo de "proselitismo" contra a lei do Yemen, o que é negado pelos bahá'ís, mas o que é pior: estão diante da possibilidade de iminente deportação ao Irã, onde os bahá'ís são intensamente perseguidos e é provável que enfrentem prisão ou tortura.

Senhor Presidente, estas acusações não são verdadeiras. Conheço muitos Bahá’ís no meu Estado, e sei muito bem que os eles não se envolvem com nenhum tipo de disputas políticas ou religiosas e que, acima de tudo, lutam vigorosamente pela paz e unidade no mundo.

É preciso lembrar que foi o próprio governo persa quem exilou o fundador da fé Bahá’í para a cidade de Acre, hoje parte do território de Israel. Portanto, acusar os Bahá’ís de terem ligações políticas com Israel pelo fato de os santuários sagrados, com os restos mortais do fundador de sua fé estarem localizados naquela região, é algo que claramente demonstra a intenção do governo iraniano de discriminar a qualquer custo esses sete Bahá’ís.

Nobres colegas, até mesmo os cidadãos iranianos estão se levantando em defesa dos Bahá’ís, já que eles, vizinhos, colegas e amigos, sabem que os Bahá’ís não fazem parte de nenhum órgão secreto israelense, e merecem o devido respeito como seres humanos.

A iraniana e muçulmana Shirin Ebade, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, se levantou para defender os Bahá’ís, e o resultado disso foi um jornal reformista iraniano afirmar que sua filha havia se convertido do Islã para a Fé Bahá’í – o que não tem fundamento nenhum.

Analisando esta questão, percebemos que existe uma clara perseguição contra aqueles que defendem os Bahá’ís, e por mais este motivo o governo brasileiro, assim como outros governos no mundo, precisa se pronunciar o mais rápido possível contra estas tristes violações, pois estes sete Bahá’ís estão correndo o risco de serem executados a qualquer momento.

Todos os grupos vulneráveis no Irã contam com a pressão internacional para que algo seja feito; para que seus direitos sejam preservados; e para que possam viver com o mínimo de dignidade possível. Os Bahá’ís iranianos são apenas mais um desses grupos que aguardam apreensivamente uma atitude em sua defesa.

É preciso esclarecer, senhor presidente, que a Fé Bahá’í prega a unidade de Deus, da Religião e da Humanidade. Bahá’u’lláh, fundador da doutrina Bahá’í já dizia que o objetivo fundamental que anima a Fé de Deus e Sua Religião é proteger os interesses da humanidade e promover a unidade, e nutrir o espírito de amor e amizade entre os homens.

A Fé Bahá’í é uma religião mundial, independente, com suas próprias leis e escrituras sagradas, surgida na antiga Pérsia, atual Irã em 1844. A Fé Bahá’í foi fundada por Bahá’u’lláh, título de Mirzá Husayn Ali, que viveu entre os anos de 1817 e1892, e não possui dogmas, rituais, clero ou sacerdócio.

A Comunidade Bahá’í com aproximadamente 6 milhões de adeptos, é a segunda religião mais difundida no mundo, superada apenas pelo Cristianismo. Os Bahá’ís residem em 178 países do mundo, em praticamente todos os territórios e ilhas do globo. No Brasil, a Comunidade Bahá'í está estabelecida desde fevereiro de 1921, com a chegada ao País da senhora Leonora Holsapple Armstrong, que introduziu a Fé Bahá’í no País. Hoje os Bahá’ís formam um contingente de aproximadamente 47 mil pessoas, das mais diversas classes sociais, culturais e econômicas, residentes em aproximadamente 1.215 municípios brasileiros.

É preciso lembrar, senhor presidente, que o próprio Congresso Nacional do Brasil homenageou Bahá’u’lláh, o Fundador da Fé Bahá’í, em concorrida Sessão Solene realizada no dia 28 de maio de 1992, ano do centenário de seu falecimento, ocasião em que representantes dos diversos partidos políticos discursaram sobre a vida e os ensinamentos de Bahá’u’lláh.

Ainda em 1992, durante a realização da Conferência Mundial para Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco 92, a Comunidade Bahá'í dirigiu a palavra a todos os Chefes de Estado e Governo na Conferência Oficial e ofereceu à cidade do Rio de Janeiro e a todos os que promoveram a Conferência Mundial, o belo monumento em forma de ampulheta, dedicado à Paz Mundial, estabelecido no Aterro do Flamengo, e concebido pelo renomado artista Siron Franco, ele também um membro da Comunidade Bahá’í.

Além disto, a Comunidade Bahá’í é reconhecida no Brasil por estabelecer projetos de desenvolvimento econômico e social em diversas regiões do país. Por exemplo, aqui em Brasília, criou a ESCOLA DAS NAÇÕES, que propicia uma educação voltada para conceitos de unidade da humanidade e de cidadania mundial. A Comunidade Bahá'í é a primeira organização não-governamental formalmente creditada junto às Nações Unidas, há cerca de 50 anos, apoiando todas as ações das Nações Unidas para o estabelecimento da paz mundial, tolerância e o entendimento entre os povos do mundo.

Diante do exposto senhor Presidente, a comunidade Bahá’í residente no estado brasileiro, aguarda uma manifestação do governo que sempre se mostrou tão preocupado com os direitos humanos.

Muito obrigado.

GERALDO RESENDE Deputado Federal PMDB/MS

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COMENTÁRIO: Quanto tempo vamos ter de esperar até podermos ver um Deputado fazer uma declaração semelhante no Parlamento Português?