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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Empresário Bahá'í e filha detidos em Shiraz, Irão


No passado sábado, 27 de Agosto de 2016 vários agentes policiais fizeram uma rusga à residência do Sr. Nematollah Bangaleh, tendo ele e a sua filha sido detidos. Vários bens no interior da residência foram destruídos no decorrer da operação. Foram apreendidos computadores, telefones, livros e imagens sagradas.

O Sr. Bangaleh é um empresário que há alguns meses atrás viu várias mercadorias retidas na alfândega durante muito tempo. Esta não é a primeira vez que os Bahá'ís economicamente bem-sucedidos vêem as suas empresas e residências serem alvo de ataques.

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FONTE: Baha’i Businessman Arrested with His Daughter in Shiraz, Iran (Iran Press Watch)

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Irão: Casa de Bahá’u’lláh em Teerão em foco na comunicação social


No passado dia 1 de Maio, a Casa de Bahá'u'lláh situada numa rua próxima da Pamenar Street, em Teerão, foi selada, na sequência de uma decisão judicial, tendo sido salientado que qualquer tentativa para reabrir a casa seria alvo de um processo judicial. O edifício é de propriedade do governo e foi renovado em 2013.

Pelas informações recebidas, não está claro o que se conseguiu com o encerramento da casa. De acordo com a comunicação social controlada pelo governo iraniano, os Bahá’ís tinham tentado comprar as propriedades vizinhas "para desenvolver o edifício histórico como um local para reuniões religiosas e devocionais" (ou, mais provavelmente, impedir que um promotor imobiliário pudesse destruir a área). De acordo com esta comunicação social, a negligência, a ignorância e a má gestão do edifício histórico por parte dos funcionários do Ministério do Património Cultural levou-os a pedir aos Bahá’ís que tentassem - sem sucesso - registar a casa como monumento cultural.

A idade e a beleza do edifício não deixam margem para dúvidas, de acordo com estes meios de comunicação, que a recusa de registo do edifício se deveu ao preconceito anti-Bahá’í. Mas a casa não está ligada apenas à comunidade Bahá’í; é parte da história do Irão e pertence a todos os iranianos. Embora a casa seja um local sagrado para os Bahá’ís, estes, para evitar problemas, abstiveram-se de realizar actividades nas proximidades, e até mesmo de caminhar nas redondezas.


Alguns observadores salientam que o registo do edifício como monumento cultural, em particular se for incluído na lista de património mundial da UNESCO, impediria a construção de edifícios modernos na área adjacente. O encerramento judicial impede a manutenção e o processamento do registo do local como património cultural.

O Ministério dos Lugares Culturais e do Artesanato, com responsabilidades na protecção do património e no desenvolvimento do turismo, está a ser responsabilizado por não conseguir registar o edifício (por causa do preconceito anti-Bahá’í) e por trabalhar com Bahá’ís para tentar conseguir o registo! Não se percebe porque é que o assunto surgiu agora na imprensa, pois o encerramento ocorreu em Maio tendo isso sido noticiado de forma limitada nessa ocasião.

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FONTES:
House of Baha’u’llah in Tehran in the news in Iran (Sen’s Daily)
پلمپ بیت مبارک حضرت بهاالله پیشوای دیانت بهایی (Gold News)

ARTIGO RELACIONADO:
Casa de Bahá'u'lláh em Teerão: uma polémica pré-eleitoral no Irão (com várias fotos)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

30 jovens Bahá’ís detidos no Iémen


Segundo a agência Reuters, agentes armados do Gabinete Nacional de Segurança do Iémen, um organismo dos Serviços de Informação controlados pelos Houthis invadiram uma convenção de jovens Bahá’ís, na passada quarta-feira (ou quinta-feira, segundo outras fontes) e prenderam 30 jovens de ambos os sexos.

Fontes não confirmadas da comunidade Bahá’í afirmam o número de jovens detidos atinge os 50.

Os Houthis são um grupo Xiita Zaidi que se supõe ser apoiado pelo Irão.

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FONTES:
Air strikes near Yemen's capital wound six: residents (Reuters)
30 Bahai youth arrested in Yemen (Sen's Daily)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Mais um Cemitério Bahá’í destruído no Irão



De acordo com a página "BahaiNews", vários agentes da autoridade na província do Curdistão destruíram o cemitério Bahá’í – conhecido como Golestan Javeed (“O Eterno Jardim de Rosas”) – tendo destruído edifícios, cortado mais de 300 árvores e confiscado bens pessoais que se encontravam na morgue.

Segundo as informações recolhidas, os agentes da autoridade terão intimado um cidadão Bahá’í, Sr. Khaleel Eghdamiyan, a comparecer no Tribunal Judicial do Curdistão num prazo de cindo dias. O Sr. Eghdamiyan dirigiu-se ao departamento agrícola deste tribunal e percebeu que "todos os edifícios e a área do cemitério seriam arrasados, e as mais de 300 árvores seriam cortadas e arrancadas."

O cemitério, cuja construção tinha sido totalmente financiada pelos Bahá’ís de Qorveh, tinha mais de 30 sepulturas de mártires Bahá’ís executados pela República Islâmica. Acabou por ser destruído às 5H00 da manhã do dia 14 de Julho.

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FONTE: Security Forces Destroy Baha’i Cemetery in Ghorveh, Kurdistan (Iran Press Watch)

quarta-feira, 6 de julho de 2016

quarta-feira, 8 de junho de 2016

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Irão: 38 lojas Bahá’ís encerradas em Urmia


Funcionários do Departamento de Espaços Públicos na cidade de Urmia, encerrou pelo menos 38 empresas e estabelecimentos comerciais pertencentes a Bahá’ís.

Há dez dias atrás, os Bahá’ís foram informados que tinham um prazo de 10 dias para encerrar os seus estabelecimentos, por ordem do Ministério da Segurança.

Não foi apresentada qualquer justificação adicional para esta medida.

Fontes não oficiais afirmaram que esta medida se deve ao fecho temporário dos estabelecimentos durante os Dias Sagrados Bahá’ís.

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FONTE: 38 Bahai businesses closed down in Urumiyyeh (Sen's Daily)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O Irão está a perder a batalha contra os Bahá’ís

Por Reza HaghighatNejad.

O encontro entre Faezeh Hashemi (com chador) e Fariba Kamalabadi

É muito simples,” escreveu a jornalista Mahsa Amrabadi no Twitter a 16 de Maio. “Quando se vive tantos anos com alguém, não se sente apenas saudades; sente-se uma saudade terrível - especialmente se essa pessoa é Fariba Kamalabadi.

A 10 de Maio, a direcção da prisão concedeu à dirigente Bahá’í Fariba Kamalabadi uma ausência temporária. Estava há oito anos atrás das grades, e perdeu alguns momentos importantes da sua vida familiar, incluindo a licenciatura e o casamento da filha, assim como o nascimento do primeiro neto. Foi-lhe dito que tinha cinco dias para estar com a família e depois regressaria à prisão para cumprir os restantes dois anos da sua pena.

Mas Mahsa Amrabadi e outros, incluindo Faezeh Hashemi, a filha do ex-presidente Hashemi Rafsanjani, a advogada de direitos humanos Nasrin Sotoudeh, o marido de Sotoudeh, o artista gráfico Reza Khandan e os jornalistas Zhila Bani Yaghoub e Bahman Ahmadi Amoue e aproveitaram a oportunidade para visitá-la em casa.

Masoud Bastani e Mahsa Amrabadi
Mahsa Amrabadi e o seu parceiro Masoud Bastani encontravam-se entre os primeiros jornalistas a ser presos após as disputadas eleições presidenciais de 2009. Cada um foi condenado a sete anos de prisão e agora estão livres. Foram ambos proibidos de exercer jornalismo, mas estão activos e falam sem reservas no Twitter.

Três horas depois do tweet de Amrabadi, Masoud Bastani tweetou, descrevendo uma das suas experiências quando estava na prisão: “O guarda veio fazer a inspecção. Insultou a fé de um Bahá’í companheiro de cela. Quando olhou para mim, disse-lhe: ‘Meu caro compatriota. Tenho vergonha do teu comportamento’”.

Todos os visitantes de Fariba Kamalabadi tinham uma coisa em comum: num momento, ou noutro, partilharam a cela com a prisioneira Bahá’í. Não conhecia os Bahá’ís antes de ter ido para a prisão”, disse Faezeh Hashemi. “Não tinha qualquer ligação à comunidade Bahá’í. Ao colocar-me na prisão, a Republica Islâmica abriu uma nova janela na minha vida. Acabei por conhecê-los.

Cidadãos de quinta categoria

Mohammad Nourizad
O realizador e ex-jornalista conservador Mohammad Nourizad partilhou a cela com Bahá’ís e, tal como Hashemi, mudou a sua opinião sobre eles. À BBC declarou que, influenciado pela propaganda do regime, considerava os Bahá’ís como “cidadãos de quinta categoria”, mas isto mudou quando conheceu as famílias Bahá’ís. Também acrescentou que esperava ser atacado devido às suas visitas aos Bahá’ís, mas muitas pessoas - incluindo alguns membros dos Guardas da Revolução e funcionários do governo - elogiaram-no e disseram-lhe:Tal como tu, temos vergonha da forma como os Bahá’ís são tratados, mas não temos coragem para dizê-lo”.

Mas Faezeh Hashemi tinha uma resposta diferente para os conservadores da linha dura, muitos dos quais a criticavam. O seu pai tinha assumido a linha dura face aos Bahá’ís, e até descreveu o encontro da filha com Fariba Kamalabadi como um “erro”.

O ayatollah Nasser Makarem Shirazi, uma autoridade religiosa, deu voz ao alarme por muitas figuras do regime terem sido tão reservadas. “Estava à espera para ver se outros protestariam ou não”, disse o ayatollah, que é conhecido por negar o holocausto, apesar de ter avós Judeus iranianos. “Infelizmente, não ouvi nada. Porque é que estão todos calados?

Mas poderá, esta “nova janela” a que se refere Faezeh Hashemi e o “silêncio” que de o Ayatollah Makarem Shirazi se queixa, ser sinal de uma mudança de atitude dos iranianos em relação aos Bahá’ís?

O ayatollah Makarem Shirazi é experiente na sua postura anti-Bahá’í. Tal como muitas outras autoridades religiosas Xiitas, publicou vários decretos violentos contra a maior minoria religiosa do Irão. Também desempenhou um papel importante no processo judicial que enviou Fariba Kamalabadi e os seus colegas para a prisão. Ela e seis outros membros do Yaran, os “Amigos do Irão”. O grupo administrava as actividades da comunidade Bahá’í depois da República Islâmica ter banido a Assembleia Espiritual Nacional Bahá’í. Há oito anos, as autoridades prenderam o grupo. Segundo a advogada Mahnaz Parakand que, juntamente com a vencedora do Prémio Nobel Shirin Ebadi e outros dois advogados, defenderam os acusados, quando o caso esteve em tribunal, um promotor assistente pediu ao ayatollah Makarem Shirazi que desse a seu parecer jurídico sobre o que devia ser feito aos Bahá’ís. Em resposta às acusações do promotor que dizia que o grupo tentava fazer conversões para a sua fé, o ayatollah afirmou que, se o tinham feito de forma consistente, então a acusação de “fazer guerra contra Deus” devia ser acrescentada às outras acusações. Apoiando-se consideravelmente nesta fatwa, o tribunal condenou os sete membros dos Yaran à morte, um veredicto que o tribunal de recurso posteriormente reduziria para 10 anos de prisão para cada um dos réus.

Uma Alteração Profunda

As prisões tiveram lugar em 2007. Agora, mais de oito anos depois, Fariba Kamalabadi, uma das pessoas que o ayatollah Makarem Shirazi acreditava merecer a pena de morte, recebeu uma permissão de ausência temporária da prisão - e muitos cidadãos iranianos e ex-presos políticos congratularam-se com a decisão, e correram para a apoiar.

Considerando a longa história de propaganda vigorosa do clero Xiita contra os Bahá'ís do Irão, a mudança recente é notável. De acordo com o jornalista e escritor Faraj Sarkohi, a fé Baha'i é a única religião a quem o clero Xiita respondeu com da criação de uma organização específica [a Sociedade Hojjatieh] para combater as suas actividades.

No seu extenso relatório sobre o assunto, Mohamad Tavakoli-Targhi, Professor de História das Civilizações do Médio Oriente na Universidade de Toronto, escreve que desde 1941 foram criadas no Irão numerosas sociedades religiosas e de propaganda, com o único propósito de lutar contra os Bahá'ís e as suas crenças. (pode ler um resumo do relatório aqui.) As mais conhecidas destas organizações são a Sociedade de Promoção islâmica fundada em 1942 e a Sociedade dos Ensinamentos Islâmicos, que foi criada um ano depois. De acordo com os fundadores da Sociedade dos Ensinamentos Islâmicos, em 25 anos, esta sociedade criou 170 outras organizações culturais que se concentravam principalmente em destruir a fé Bahá’í. Mesmo no século XIX, sob a dinastia Qajar, e muito antes da revolução Islâmica, "fazendo da eliminação física dos Babis [os precursores Bahá’ís] um projecto conjunto de Estado-clero, os clérigos xiitas funcionaram como co-arquitectos de uma estrutura política repressiva e autoritária", escreve Tavakoli-Targhi.

Desde então, as autoridades religiosas Xiitas têm sido parte essencial de uma campanha de propaganda anti-Bahá’í, publicando numerosas fatwas para facilitar a sua agenda. Ao longo dos últimos dias, a comunicação social dos conservadores de linha-dura do Irão têm lembrado ao seu público estas fatwas publicadas pelo líder supremo, o ayatollah Khamenei e outras autoridades religiosas. Na verdade, a sua oposição aos direitos civis dos Bahá’ís e seu ódio à minoria religiosa é um dos únicos assuntos sobre o qual todos podem concordar.

Vozes Dissidentes

O ayatollah Tehrani com a peça de caligrafia
que seria oferecida aos Baha'is
No entanto, outras autoridades religiosas pensam de forma diferente. Um deles foi o falecido Ayatollah Hossein-Ali Montazeri, outrora herdeiro aparente do Ayatollah Khomeini, que declarou repetidamente que os Bahá’ís têm direito aos direitos civis e à "compaixão islâmica". Outro é o Ayatollah Abdolhamid Masoumi-Tehrani que com um gesto simbólico, ofereceu um presente à fé Bahá’í, uma obra sofisticada de caligrafia com uma citação de um excerto das Sagradas Escrituras da fé. Também publicou uma declaração dizendo que o presente era "uma expressão de simpatia e atenção da minha parte e em nome de todos os meus compatriotas de mente aberta que respeitam os outros pela sua humanidade e não pela sua religião ou forma de adoração - a todos os Bahá’ís do mundo, e em especial para os Bahá'ís do Irão que têm sofrido de diversas maneiras, como resultado do preconceito religioso cego".

E há outros. Há alguns meses atrás, Mohammad Ali Abtahi, que foi vice-presidente do presidente reformista Mohammad Khatami, defendeu os direitos dos Baha'is no Twitter. "Da mesma forma que o governo tributa as pessoas, independentemente das suas crenças e da sua fé, tem o dever de proporcionar a todos os cidadãos os seus direitos civis, sem excepção", escreveu. "Bahá’ís e muçulmanos e zoroastrianos... são todos os cidadãos e todos pagam impostos."

Mesmo aqueles que permanecem em silêncio sobre os desenvolvimentos recentes - incluindo um seminário de destaque no Qom - estão a enviar uma mensagem, como o assinalou o Ayatollah Makarem Shirazi com a sua frustração.

Os Bahá’ís também estão banidos no ensino superior e isso levou muitos activistas dos direitos humanos a protestar contra a flagrante negação de um direito civil fundamental para a maior minoria religiosa do Irão.

Então, o que se segue? É provável que o regime aumente os seus esforços contra os Bahá'ís, apesar dos sinais promissores na sociedade. Provavelmente irá responder ao aumento da simpatia com mais repressão. Mas nos meios de comunicação, há uma mudança evidente: a sociedade iraniana está a prestar mais atenção aos direitos humanos. É um tema que o regime iraniano sempre tentou evitar quando se trata dos Bahá’ís. Tal como definiu a agência de notícias Mizan, associada ao sistema judicial do Irão, os líderes do regime iraniano receiam que essas visitas a prisioneiros Bahá’ís, e a sua divulgação generalizada, tenha impacto na forma como as Nações Unidas descrevam o Irão e suas violações dos direitos humanos, durante este ano. Isso poderia levar o organismo internacional a decretar condenações ainda mais pesadas que no passado, destacando as mudanças na sociedade iraniana como evidência daquilo que as pessoas querem. A batalha contra a narrativa predominante sobre os Bahá’ís do Irão está bem encaminhada, e a batalha contra os Bahá’ís foi verdadeiramente prejudicada.

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TEXTO ORIGINAL (em inglês): Iran's Losing Battle against the Baha'is (IranWire)

terça-feira, 17 de maio de 2016

A milícia Basij acusa: “Os infiltradores sentaram-se com os Bahá’ís”


O chefe da milícia Basij (uma força paramilitar iraniana) teceu fortes críticas ao encontro entre a filha do Ayatollah Rafsanjani, Faezeh Hashemi, e Fariba Kamalabadi, uma dos líderes da comunidade Bahá’í iraniana presos pelo regime. Reza Naqdi aproveitou a oportunidade para lançar um forte ataque verbal contra os apoiantes de Rouhani.

Reza Naqdi acusou os apoiantes de Rafsanjani e Rouhani de serem agentes infiltrados e fazerem um jogo duplo: “Por um lado, eles apoiam o Islão como a fonte da Revolução; mas por outro lado, eles estão sentados com os Bahá’ís” (que são considerados uma seita depravada na República Islâmica). Para Naqdi o objectivo destas pessoas é impedir a distinção entre o que está certo e o que está errado, e para promover a "corrupção e promiscuidade".

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FONTE: Head of Iran Basij Reza Naqdi: “The Infiltrators are sitting with Baha’i”

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Filha de Rafsanjani encontra-se com Baha’is e lança controvérsia no Irão (Daily Mail)

Um encontro entre a filha do ex-presidente iraniano Akbar Hashemi Rafsanjani e uma líder da comunidade Bahá’í - considerada herética na República Islâmica - lançou a controvérsia no Irão.

Segundo a comunicação social iraniana, Faezeh Hashemi encontrou-se recentemente com Fariba Kamalabadi uma líder da comunidade Bahá’í, a quem foi concedida uma permissão para se se ausentar da prisão durante cinco dias.

Uma foto do encontro foi publicada nas redes sociais, onde Faezeh usando um véu islâmico está sentada ao lado de Kamalabadi e outra mulher Bahá’í, ambas sem hijab.

Faezeh Rafsanjani (ao centro, com tchador) juntamente com Fariba Kamalabadi e outros Bahá'ís
Kamalabadi foi presa há oito anos atrás, juntamente com outros seis líderes da comunidade Baha’i, e condenada a 20 anos de prisão, por acusações que incluem espionagem.

Revoltados, os conservadores denunciaram o encontro de Hashemi e criticaram o antigo presidente moderado Rafsanjani, juntamente com alguns reformistas da política iraniana.

Segundo os media locais, o próprio Rafsanjani reconheceu que a sua filha "cometeu um erro que tem de ser corrigido". "A seita Bahá’í foi criada por colonialistas”, afirmou. “Esta é uma seita depravada... que rejeitamos e sempre rejeitámos".

Mas Faezeh afirmou numa entrevista ao canal de televisão Euronews Persa que apenas tinha ido visitar "uma amiga".

"Foi uma visita normal e inocente. Fui apenas visitar uma amiga; é tudo!”, declarou.

Faezeh tinha-se encontrado primeiramente com Kamalabadi quando ela foi presa em 2012, acusada de "propaganda contra o regime”.

Mas, segundo os media iranianos, o Grande Ayatollah Nasser Makarem Shirazi afirmou na segunda feira que ela devia ser processada, enquanto os comerciantes do Grande Bazar – um pilar do regime – lançaram uma petição exigindo que o promotor de Teerão tome medidas.

A controvérsia surge depois de, no sábado, Washington ter apelado a Teerão para que liberte os sete dirigentes da minoritária fé Bahá’í. John Kirby, porta-voz do Departamento de Estado, também apelou a Teerão para que “garanta a liberdade de expressão, religião, opinião e reunião para todos os cidadãos”.

A seita Bahá’í foi fundada no século 19 no Irão, e não é reconhecida pelas autoridades da república islâmica.

São considerados "hereges" e "espiões" com ligações a Israel, porque o seu centro está situado na cidade de Haifa no norte de Israel.

Haifa, junto ao Mediterrâneo, tem a sede dos famosos jardins do Centro Mundial Baha’i, um lugar de peregrinação para a comunidade Baha’i.

No Irão, os Bahá’ís não têm direito ao ensino superior, a empregos na administração pública ou a realizar reuniões devocionais.

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ARTIGO ORIGINAL (em inglês): Rafsanjani daughter meets Baha'is, sparks Iran controversy (Daily Mail)

domingo, 15 de maio de 2016

Shirin Ebadi fala sobre os 7 Dirigentes Bahá'ís presos no Irão


Video publicado pela Comunidade Internacional pela ocasião do 8º aniversário da prisão dos sete dirigentes Bahá'ís iranianos.
Legendado em Português.

#ReleaseBahai7Now

sábado, 14 de maio de 2016

Os Direitos Humanos não existem para os Bahá’ís do Irão

Por Elliott Abrams.
Artigo publicado no Washington Post, 12/Maio/2016

A esperança é eterna quando se trata de direitos humanos no Irão. A eleição em 2013 do presidente Hassan Rohani, que substituiu Mahmoud Ahmadinejad, era suposta trazer melhorias. Acreditava-se que a pretensa vitória dos moderados nas recentes eleições legislativas para a Assembleia de Peritos dos clérigos islâmicos seria um desenvolvimento positivo. O acordo nuclear com o Irão foi descrito como um revés para os conservadores de linha dura que podia levar a uma abertura ao mundo e um aliviar das condições no Irão.

Mas não houve qualquer melhoria nos direitos humanos, especialmente para os Bahá’ís - a quem o relator especial da ONU sobre a liberdade de religião ou crença, Heiner Bielefeldt, chamou "o grupo mais perseguido no Irão". Falando em Genebra, em Março, Bielefeldt afirmou: "Encontramos em todas as áreas da vida uma discriminação sistemática contra os Bahá’ís. Começa no jardim-de-infância. Os funcionários dos jardins-de-infância devem detectar quem são os Bahá’ís para que eles possam ficar sob vigilância especial". A perseguição continua no ensino básico e secundário, e acrescentou: "continuaria no ensino superior, mas Bahá’ís estão banidos das universidades, e os Bahá’ís que são descobertos são afastados."

Este sábado assinala o oitavo aniversário da detenção da liderança Bahá’í iraniana, os chamados “Yaran”. Eram sete homens e mulheres que cuidavam das necessidades espirituais e práticas da comunidade (além de secretário do grupo, que foi preso em 05 de Março de 2008) e por esse "crime" receberam penas de prisão de 20 anos. As acusações contra eles incluíram "espionagem para Israel", "insulto santidades religiosas", "propaganda contra o sistema" e "corrupção na Terra".

Os "Yaran", os sete dirigentes Bahá'ís que actualmente se encontram presos no Irão

Hoje, infelizmente, a situação dos cerca de 300.000 Bahá’ís do Irão não está melhor. Em Março, um relatório do relator especial da ONU para Direitos Humanos no Irão destacou não só o declínio geral do respeito pelos direitos humanos, mas também a hostilização continuada dos Bahá’ís. Vale a pena citar uma parte do relatório:

"O Relator Especial expressa a sua profunda preocupação com a contínua e sistemática discriminação, perseguição e hostilização que os aderentes da fé Bahá’í continuam a enfrentar no país.

"Em Janeiro de 2016, um tribunal revolucionário na província de Golestan terá supostamente condenado 24 Bahá'ís a um total de 193 anos de prisão devido ao exercício pacífico da sua fé... Pelo menos 80 Bahá'ís encontravam-se presos em 31 de Dezembro de 2015, devido ao exercício pacífico de sua fé...

"Além das detenções arbitrárias, prisões e condenações de Bahá'ís, o Relator Especial continua a receber relatórios preocupantes de que as autoridades iranianas continuam a desenvolver actividades que privam economicamente os Bahá'ís do seu direito ao trabalho... Essas políticas incluem restrições sobre os tipos de empresas e empregos que os cidadãos Bahá'ís podem ter, encerramento forçado de negócios pertencentes a Bahá'ís, pressões sobre os empresários para demitir funcionários Bahá'ís, e confiscação de empresas e propriedades... As acções para encerrar os negócios pertencentes a Bahá’ís parecem ter acontecido após o seu encerramento temporário e voluntário pelos proprietários no cumprimento dos seus feriados religiosos no dia anterior...

"A discriminação contra a comunidade Bahá’í no Irão está legalmente aprovada através da falta de reconhecimento constitucional da fé e da ausência de protecções legais para os seus adeptos. Esta situação é ainda perpetuada com ataques abertos à comunidade feitos agentes do Estado ou pessoas próximas do Estado".

A perseguição continuada, e muitas vezes agravada, deste grupo pequeno e sem poder - menos de metade de 1 por cento da população do Irão - é significativo não apenas como uma questão de direitos humanos. É também uma recordação forte sobre a natureza do regime iraniano. Há, naturalmente, muitas outras recordações: por exemplo, os dois homens que concorreram [às eleições] como reformadores em 2009, Mehdi Karroubi e Mir Hossein Mousavi, assinalaram no passado mês de Fevereiro o seu quinto ano sob prisão domiciliária. Em 2016, o Irão continua a ser uma teocracia repressiva, rápida a prender tanto os opositores políticos como os cidadãos cujas crenças religiosas os clérigos consideram censuráveis.

No outono passado, o filósofo iraniano Ramin Jahanbegloo - ele próprio um ex-preso político que agora vive no Canadá - falou por muitos optimistas no Irão, quando escreveu que o acordo nuclear iria "ajudar o país a tornar-se mais aberto, transparente e sensível à pressão internacional sobre questões como a pena de morte e a prisão de actores civis no Irão". Talvez os Bahá’ís do Irão partilhassem a sua esperança, mas se assim foi, têm ficado frustrados. Para os Yaran, atrás das grades há oito anos pelo crime de serem Bahá’ís, este é mais um triste aniversário.

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Texto original em inglês: Human rights remain nonexistent for Iran’s Bahai population

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Elliott Abrams é membro sénior de Estudos sobre o Oriente Médio no Conselho de Relações Exteriores, e foi vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA para a estratégia democracia global entre 2005 e 2009.

Oito Anos de Injustiça


Video produzido pela Comunidade Internacional Bahá'í sobre a situação dos 7 dirigentes Bahá'ís presos no Irão.
Legendado em Português.

#ReleaseBahai7Now

terça-feira, 10 de maio de 2016

Os Bahá'ís - Trailer


Contrariamente aos conceitos de religião como fenómeno divisivo ou irrelevante, este documentário ilustra o impacto profundo que a Fé Bahá'í tem nos seus aderentes.

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Legendado em Português.
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Copiado do canal "The Bahá'ís Film".

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Mais 6 empresas Bahá’ís encerradas no Irão

No Irão, no passado dia 1 de Maio, as autoridades locais de Ramsar encerraram cinco empresas pertencentes a Bahá’ís; simultaneamente, em Sari, foi encerrada uma loja de um Bahá’í. Estas duas localidades situam-se na província de Mazandaran, onde outras 12 empresas pertencentes a Bahá’ís foram encerradas na semana passada.

Isto eleva para 39 o número total de empresas Bahá’ís encerradas durante as últimas semanas: 16 em Qaem Shahr, dois em Babol, três em Tenakabon, cinco em Babolsar, dois em Bahnamir, cinco em Fereydunkenar e as seis referidas neste novo relatório. Todos os encerramentos parecem estar relacionados com o fecho temporário das empresas durante os feriados Bahá’ís de Ridvan.

É importante lembrar que estes encerramentos violam a Constituição Iraniana, cujo artigo 23 proíbe as investigações sobre crenças religiosas dos cidadãos, e também é contrária aos regulamentos que permitem às empresas (excepto serviços essenciais) fechar 15 dias por ano sem ter que notificar as autoridades.

Segundo um relatório da organização HRANA (Human Rights Activists News Agency in Iran), todos os encerramentos foram realizados durante a ausência dos proprietários, sem qualquer aviso prévio por escrito ou informando com antecedência as associações comerciais. Em Qaem Shahr, as autoridades informaram os Bahá’ís que eles não podem ser aceites como residentes e os seus negócios seriam encerrados, porque estão referenciados como Bahá’ís.

Um aspecto interessante é o facto do Departamento de Espaços Públicos em Babolsar ter dito às lojas Bahá’ís que não seriam encerradas se deixassem as suas luzes acesas ou as persianas dos estabelecimentos levantadas durante os feriados Bahá’ís. Não é ainda claro se os lojistas seguiram estas indicações ou não, mas sabe-se que as lojas foram mesmo encerradas. No entanto, isto sugere que a questão para as autoridades em Babolsar é que, em feriados Bahá’ís, não devem existir indicações sobre quais são as empresas pertencentes aos Bahá’ís. Noutras cidades, os encerramentos fazem parte de um padrão geral de hostilização dos Bahá’ís em todas as oportunidades.

Recorde-se que em 1934, quando o Xá quis encerrar as escolas Bahá’ís no Irão, foi invocada o fecho em feriados Bahá’ís como pretexto.

As fotos que se seguem são dos estabelecimentos encerrados e foram publicados no site GoldNews.







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FONTE: Six Bahai businesses closed in Ramsar and Sari; total now 39 (Sen’s Daily)

quarta-feira, 27 de abril de 2016

A história de Diana



“Eu sou parte da vida deles e sinto que eles são parte da minha vida.”

Para Diana, ser mentora de um grupo de adolescentes pode mudar uma comunidade.

Legendado em Português.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Irão: 16 estabelecimentos Bahá'ís encerrados em Qaem Shahr


No Irão, 16 estabelecimentos pertencentes a Bahá'ís em Qaem Shar foram encerrados pelas autoridades iranianas por estarem fechados no feriado Bahá’í do primeiro dia de Ridvan.

Segundo informações da Human Rights Activists News Agency in Iran (HRANA), em anos recentes, os departamentos de locais públicos têm encerrado vários estabelecimentos e pequenas lojas que são a única fonte de rendimento de muitas famílias Bahá’ís.

Recorde-se que os Bahá’ís não podem ter empregos na administração pública, nem em vários sectores de actividade. Além disso, os Bahá’ís também estão impedidos de ter actividades comerciais que impliquem o manuseamento de alimentos ou serviços pessoais, pois a superstição corrente no Irão é que são “impuros”.

O nomes dos estabelecimentos encerrados são: Shahin Senasi, Sohrab Leqa’i, Changiz Derakshani, Bijan Now`khah, Nima Miri, Sahil Haqqdust, Baha’ul-din Samimi, Behnam Mirza’i, Kurosh Ahmadzadegam, Adel Atta’eyan, Kurosh Reza’i, Fariborz Sana’i, Rezvan Golpour, Shahin Akbari e Farzad Sabeti.











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FONTE: 16 Bahai Businesses Closed in Qa’em Shahr (HRANA)

sábado, 23 de abril de 2016

O Mundo Bahá'í



Quem são os Baha'is? Em que acreditam? O que fazem?
Video produzido pela Comunidade Baha'i dos EUA.
Legendado em Português.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Pode a Administração Bahá’í tornar-se um Governo Mundial?

Por David Langness.


Vários pensadores, sábios e filósofos contemporâneos (que não são Bahá'ís) sugeriram que o sistema de organização Bahá'í - uma estrutura eleita democraticamente, unificada, não-politizada e com órgãos de governo locais, regionais, nacionais e internacionais - pode servir como modelo para um futuro governo mundial; ou mesmo, um dia, tornar-se esse governo.

Alfred W. Martin, autor e estudioso da religião Unitária foi um dos primeiros a avançar com esta ideia, no seu livro de 1926 Comparative Religion and the Religion of the Future:
A coroa de glória do movimento Bahá'í é que, enquanto censura o sectarismo na sua pregação, tem praticado fielmente aquilo que pregou, evitando tornar-se ele próprio uma seita... Os seus representantes não tentam impor quaisquer crenças aos outros, seja por argumento ou suborno; em vez disso, preferem colocar crenças que iluminaram as suas próprias vidas ao alcance daqueles que sentem que precisam de iluminação. Não, não é uma seita, não é uma parte da humanidade isolada do resto, vivendo para si própria e com o objectivo de converter todo o resto em material para o seu próprio crescimento; Não, não é isso, mas um fermento, provocando uma fermentação espiritual em todas as religiões despertando-as com o espírito da catolicidade e do fraternalismo... Quem dirá que, tal como o pequeno grupo de viajantes do Mayflower, que desembarcaram em Plymouth Rock, provou ser o pequeno começo de uma poderosa nação, o embrião ideal de uma democracia que, se continuar fiel aos seus princípios, deve ainda alcançar todo o globo habitável, também o pequeno grupo de Bahá'ís exilados da sua casa persa pode ainda vir a ser o pequeno começo do movimento mundial, o embrião ideal da democracia na religião, a Igreja Universal da Humanidade? (pag. 88, 91)
No entanto, as escrituras Bahá'ís proíbem especificamente a Ordem Administrativa Bahá'í de "substituir o governo dos seus respectivos países."

Para eliminar qualquer confusão, 'Abdu'l-Bahá escreveu um tratado importante sobre o assunto chamado Resaleh-ye Siyasiyyeh, que foi traduzido em francês como La Politique (A Política) e em alemão como Eine Abhandlung Uber Politik (Um ensaio sobre Política). Os vários tradutores concordam na essência sobre a força principal deste importante texto Bahá'í: que as funções de líderes religiosos e as funções de líderes políticos devem permanecer separadas. No Seu tratado 'Abdu'l-Bahá afirma claramente que, sempre que os líderes da religião procuram uma função na esfera política, dissolve-se a unidade entre os crentes - e adverte os Bahá'ís não procurarem essas funções.

Mas vamos especular por um momento. E se os crentes ou a religião em si não procurassem essa função? E se a sociedade em geral escolhesse livremente a ser administrada e regida por princípios dessa religião, ou usasse a ordem administrativa religiosa como modelo para o seu governo civil?

Por outras palavras, poderia alguma vez o modelo de governação Bahá'í, a sua ordem administrativa democrática globalmente unificada, tornar-se mais do que apenas um modelo para um governo civil? Poderia a Fé Bahá'í um dia tornar-se a religião de estado de um país? Poderia esse país adoptar as leis Bahá'ís como suas? Poderia uma nação - ou o mundo - verdadeiramente utilizar a ordem administrativa Bahá'í como o seu órgão de governação em algum momento distante no futuro?

Sim, a Casa Universal de Justiça tem dito, que todas essas coisas são passíveis de acontecer, numa etapa futura em que sociedade esteja completamente despolitizada e unificada. Mas os próprios Bahá'ís não podem forçar qualquer uma dessas possibilidades - essa mudança radical no rumo da sociedade teria que ser uma escolha livre e sem constrangimento da própria sociedade. Assim, enquanto uma tal evolução parece agora remota e quase inconcebível, a Casa Universal de Justiça diz que um dia isso pode ocorrer:
Apenas à luz desses factos, é evidente que o crescimento das comunidades Bahá'ís para a dimensão em que um estado não-Bahá'í adoptasse a Fé como Religião do Estado, ou até mesmo a situação em que o Estado aceitasse a Lei de Deus como a sua própria lei e a Casa Nacional de Justiça como seu legislador, deverá ser um processo democrático e absolutamente voluntário. (Separation of Church and State, from The Universal House of Justice, April 27, 1995)
Membros eleitos da Casa Universal de Justiça
Vamos tentar imaginar. Dado um novo modelo pós-secular de harmonia e complementaridade entre uma ordem religiosa pluralista e o Estado, que trabalham de maneiras diferentes para o bem-estar da humanidade; e dado uma comunidade mundial unificada com um sistema federado de nações; e talvez até mesmo dada uma população maioritariamente Bahá'í, (ou que a maioria da população apoiasse os ideais Bahá'ís), então esse "processo democrático e absolutamente voluntário" teria que incluir dois aspectos críticos: protecção completa dos direitos de quaisquer minorias; e o acordo amplo e livre de toda a sociedade futura na adopção de princípios Bahá'ís.

Este tipo de mudança governamental e espiritual sem precedentes - que agora é tão difícil de antever, com o nosso mundo actual tão emaranhado e tão profundamente dividido entre interesses contrários e agendas políticas nacionais - exigiria, obviamente, um grande realinhamento de valores, interesses geopolíticos e perspectivas religiosas. Salvo uma mudança abrupta ou catastrófica nos destinos do mundo, levará provavelmente muito tempo, talvez séculos, para chegar à fase de maturidade humana colectiva necessária para tal acordo pacífico e democrático sobre um conjunto unificador de princípios espirituais.

Enquanto isso, o principal objectivo da Fé Bahá'í, independentemente da forma como isso acontece ou como poderá vir a acontecer, foca-se um objectivo final - a unificação pacífica de toda a raça humana.

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Texto original: Could the Baha’i Administration Ever Become a World Government? (www.bahaiteachings.org)

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David Langness é jornalista e crítico de literatura na revista Paste. É também editor e autor do site bahaiteachings.org. Vive em Sierra Foothills, California, EUA.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Comissão da ONU exige que Irão deixe de identificar alunos Bahá'ís

A Comissão da ONU sobre os Direitos da Criança exigiu ao Irão que deixasse de identificar nas escolas as crianças de famílias Bahá'ís, e parasse de intimidá-las e expulsá-las.

Num relatório divulgado no início deste mês, a Comissão, constituída por 18 peritos independentes, afirmou estar preocupada com a discriminação contra as minorias religiosas no Irão, salientando que muitas dessas crianças foram privadas dos direitos existentes na Convenção sobre os Direitos da Criança, de que o Irão é signatário.

A Comissão declarou estar "particularmente preocupada com a hostilização, a intimidação e prisão de pessoas da Fé Bahai, incluindo os seus filhos, devido à sua religião."

Entre outras coisas, a Comissão chamou a atenção para a prática de aprisionar as crianças Bahá'ís com suas mães, acrescentando que algumas têm "desenvolvido problemas de saúde devido às más condições de vida a que estão sujeitas nas prisões." Também preocupação com a "identificação, intimidação e hostilização de crianças Bahá'ís em escolas e a falta de acesso para essas crianças ao ensino superior", apelando ao Irão para pôr termo a essas práticas.

Diane Ala'i, representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas em Genebra saudou os comentários da Comissão: "Desde a revolução islâmica de 1979, os Bahá'ís têm sido alvo de perseguição, intimidação e discriminação apenas devido às suas crenças religiosas, e as crianças Bahá'ís são particularmente afectadas por estas políticas.

"As crianças Bahá'ís têm sido isoladas e maliciosamente excluídas, marginalizadas, e intimidadas nas suas escolas devido às suas crenças. Foram expulsas quando, de forma correcta e honesta, preencheram declarações obrigatórias da religião em formulários de inscrição, ou quando expressaram a sua opinião e não ficaram em silêncio quando os professores faziam falsas acusações sobre a sua religião nas salas de aula”, acrescentou a Srª Ala'i.

"E os jovens Bahá'ís continuam a ser impedidos de ingressar no ensino superior; e os poucos que são aceites acabam por ser expulsos assim que se torna aparente que eles são Bahá'ís", concluiu a Srª Ala'i.

As observações finais da Comissão podem ser lidas aqui.

Um relatório da BIC (Bahá'í International Community) à Comissão sobre a actual situação no Irão pode ser lido aqui.

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FONTE: UN Committee calls on Iran to stop identifying Baha’i schoolchildren (BIC)