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domingo, 10 de junho de 2012

Jinoos Noorani e Roofia Beidaghi, prisioneiras de consciência

Jinoos Noorani e Roofia Beidaghi

Jinoos Noorani e Roofia Beidaghi, duas Bahá’ís iranianas residentes na província de Semnan, começaram a cumprir a pena de prisão a que foram condenadas, depois de terem sido chamadas à prisão de Semnan.

Jinoos Noorani e Roofia Beidaghi tinham sido condenadas – cada uma – a um ano de prisão, sendo consideradas culpadas de "propaganda contra o Estado" e "participação na organização Bahá'í" por um tribunal de primeira instância; as suas penas foram posteriormente confirmada por um tribunal de recurso.

Roofia Beidaghi foi presa na sua loja na sua cidade natal de Sangsar no Outono de 2010 e Jinoos Noorani foi detida no inverno de 2011. Estiveram ambas detidas no Departamento de Informação de Semnan antes de serem libertados sob fiança.

Actualmente, as duas mulheres encontram-se na ala feminina da Prisão Semnan, conhecida suas péssimas condições de higiene e excesso de população prisional, onde são mantidas numa cela com outras 60 prisioneiras, a maioria dos quais são traficantes de drogas.

O pai de Roofia, Goudarz Beidaghi, foi preso em Março de 2010, e foi condenado a um ano de prisão e exílio de três anos da província de Semnan, sob a acusação de "propaganda contra o Estado". A loja da família em Sangsar foi selada em Abril de 2011 e sua licença comercial já foi revogada.
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FONTE: Noorani, Beidaghi: Prisoners of the day (www.iranian.com)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sadaf Sabetian, prisioneira de consciência

Sadaf Sabetian, é uma cidadã iraniana que professa a Fé Bahá’í, e residia em Sari. Em Maio de 2011, foi detida e posteriormente transferida para Teerão, juntamente com outras duas pessoas ligadas ao BIHE (Universidade Bahá’í Online). Em Fevereiro deste ano foi condenada a dois anos de prisão pelo Ramo 15 do Tribunal Revolucionário de Teerão.

Posteriormente foi libertada sob fiança.

Em 27 Maio foi detida no aeroporto de Teerão, quando se preparava para gozar umas breves férias no estrangeiro. Apesar do tribunal nunca a ter proibido de viajar para o exterior, Sadaf foi imediatamente levada para a prisão de Evin, onde começou a cumprir a pena a que fora condenada em Fevereiro.

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FONTE: Sadaf Sabetian: Prisoner of the day (iranian.com)



terça-feira, 27 de março de 2012

Amnistia Internacional: Irão é responsável por mais de metade das execuções

No ano passado houve em todo o mundo pelo menos 676 aplicações da pena de morte e, destas, 360 ocorreram no Irão, segundo o relatório anual que a Amnistia Internacional acaba de divulgar. Houve execuções em menos países, mas os que aplicaram a pena de morte fizeram-no “a um ritmo alarmante”.

Os dados divulgados são aqueles que a Amnistia Internacional conseguiu confirmar, mas ficam muito aquém do verdadeiro número de execuções. De fora fica, por exemplo, a China, que continua a executar “milhares” de condenados à pena de morte apesar de as autoridades continuarem a manter secreta essa informação, sublinha o relatório agora divulgado. A AI também não obteve informações relativas à Síria ou à Malásia, onde é aplicada a pena de morte.

O Irão surge na lista logo após a China, com 360 execuções (mais 108 do que em 2010), seguido da Arábia Saudita, com 82, e do Iraque, com pelo menos 68 aplicações da pena de morte. Os Estados Unidos estão em quarto lugar, com 43 execuções, menos três do que em 2010, logo depois o Iémen com 41 e a Coreia do Norte, com “pelo menos 30” execuções confirmadas.
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NOTICIA COMPLETA: Irão é responsável por mais de metade das execuções confirmadas pela Amnistia (Público)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Amnistia Internacional: Relatório condena Violações dos Direitos Humanos no Irão

A Comunidade Internacional Bahá'í recebeu com alarme o novo relatório da Amnistia Internacional, que destaca a repressão crescente sobre os dissidentes no Irão. O documento, intitulado "Recebemos ordens para vos esmagar": Expansão da repressão sobre a dissidência no Irão, cita uma vaga de detenções recentes, de advogados, estudantes, jornalistas, activistas políticos, cineastas, e minorias religiosas e étnicas.

O documento refere também as restrições generalizadas à liberdade de expressão, associação e reunião, bem como a tortura, maus-tratos e más condições na prisão.

Além disso, a Amnistia Internacional expressa uma preocupação particular pela elevada taxa de execuções públicas - cerca de quatro vezes mais em 2011 do que no ano anterior - e pela continuação das execuções de delinquentes juvenis, que são estritamente proibidas pelo direito internacional.

"As autoridades iranianas vêem, também, a Internet e a imprensa social como uma grande ameaça", afirmou Ann Harrison, directora-adjunta interina da Amnistia Internacional para o Programa do Médio Oriente e Norte de África. "Tudo, desde a criação de um grupo social na Internet, a formar ou a filiar-se numa ONG, expressar a sua oposição ao “status quo” pode levar à prisão", acrescentou.
O documento relata um aumento no número e na gravidade dos ataques contra os Bahá’ís, ataques esses que variaram, desde as prisões aos incêndios, e à publicação de artigos caluniosos na imprensa.

"Os não-muçulmanos, em especial a comunidade Bahá'í, têm sido cada vez mais demonizados pelas autoridades iranianas e pelos meios de comunicação social, controlados pelo Estado", declara o relatório. "Em 2011, os repetidos apelos do Líder Supremo e outras autoridades para combater as "falsas crenças" - aparentemente uma alusão aos Cristãos Evangélicos, aos Bahá'ís e aos Sufis - parecem ter levado a um aumento da perseguição religiosa".

Congratulando-se com o relatório, Diane Ala'i - a representante da Comunidade Internacional Bahá’í junto das Nações Unidas em Genebra - afirmou: "O que este relatório vem confirmar é algo que os Bahá’ís iranianos já sabem há anos. Alguém que caia fora dos conceitos, muito estreitos, do governo, sobre o que é socialmente ou politicamente aceitável é hoje, oficialmente, um pária no Irão, e sujeito a graves consequências".
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FONTE: Amnesty International report condemns Iran's human rights abuses (BWNS) 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Irão: bloqueio económico contra os Bahá’ís

A campanha do governo iraniano para arruinar economicamente os Bahá’ís não mostra sinais de abrandamento. Segundo informações recebidas pela Comunidade Internacional Bahá’í, esta campanha assumiu proporções significativas na cidade de Kerman (centro-sul do Irão).

"Fomos informados que o Departamento de Supervisão de Espaços Públicos negou a renovação de licenças - e revogou algumas já existentes - a empresas pertencentes aos Bahá’ís na cidade", declarou Bani Dugal, principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas. "Uma vasta gama de profissões estão a ser alvo - desde lojas de venda e reparação de computadores, até aos correctores de imóveis. Os Bahá’ís envolvidos na venda de ferragens, aço, ou ouro estão a perder as suas licenças, assim como as empresas de produtos alimentares, serviços de saúde e cosméticos e de oftalmologia", acrescentou.


Vários Bahá’ís de Kerman foram também informados de que não estão autorizados a possuir muitas lojas na mesma rua. "As autoridades foram ao ponto de revogar as licenças de parceiros de negócios dos Bahá’ís, mesmo quando estes não são membros da Fé Bahá'í", disse a Sra. Dugal.

Desde a Revolução Islâmica de 1979, milhares de Bahá’ís perderam os seus empregos ou fontes de subsistência. Em 1993, a ONU revelou um memorando do governo iraniano - aprovado pelo Líder Supremo do país – que delineava explicitamente um plano para "bloquear" o "desenvolvimento da comunidade Bahá’í iraniana."

Para além da limitações colocadas aos jovens Bahá’ís no acesso ao ensino superior, é claro que as autoridades continuam com uma série de outras acções para levar a cabo esta política, afirmou a Sra. Dugal. "Recebemos relatos de pelo menos 60 incidentes nos últimos cinco anos, destinados a reduzir as perspectivas económicas dos Bahá’ís", informou.

Alguns exemplos recentes incluem:
  • De 2 a 12 de Janeiro de 2012, mais de 70 por cento das empresas de Bahá’ís, em Sari e Ghaemshahr (província de Mazandaran), e outras em Gorgan e Gonbad (província de Golestan), foram sujeitas a rusgas para tentarem encontrar algum pretexto que justificasse ameaças ou detenção de bahá'ís. As autoridades revistaram ainda as residências de Bahá’ís, que trabalham em casa, em alguns casos há mais de dois anos, desde que foram obrigados a fechar as suas lojas.
  • Em Julho de 2011, o proprietário Bahá’í de uma loja, em Abadan recebeu uma notificação da união dos retalhistas e fabricantes de jóias, relógios e óculos, exigindo-lhe a devolução da sua licença de trabalho e a liquidação dos seus bens dentro de 24 horas;
  • Em Junho de 2011, uma loja de óptica foi selada sob o pretexto de transferir a licença para um novo local. O chefe do Departamento de Supervisão de Espaços Públicos informou que a ordem para selar a loja tinha sido emitida pelas autoridades superiores. A loja já tinha sido fechada pelas autoridades em Dezembro de 2008, juntamente com quatro outras lojas de Bahá’ís, em Nazarabad. Mas depois de uma batalha legal, o proprietário conseguiu reabri-la num novo local, apenas para ser selada novamente.
  • Após uma onda de ataques incendiários a uma dúzia de empresas de Bahá’ís em Rafsanjan, no final de 2010, foram enviadas cartas de aviso, a cerca de 20 casas e empresas, exigindo que os Bahá’ís assinassem um compromisso para "se absterem de ter contactos ou de criar amizades com os muçulmanos "e de" utilizar ou contratar estagiários muçulmanos. "
  • No início de 2009, na cidade de Semnan, a associação dos Sindicatos fez sair um regulamento declarando que nenhum Bahá’í podia receber licença comercial. Logo a seguir, uma série de empresas e lojas de Bahá’ís em toda a cidade, foram fechadas ou seladas.
  • Num exemplo de outro tipo de pressão económica, um Bahá’í, em Isfahan - pouco antes de ser demitido do seu trabalho - pediu à segurança social a retribuição do valor que tinha sido descontado do seu salário, para a pensão. Recebeu uma resposta dizendo que o seu pedido não estava a ser tratado porque era "uma falsa questão", dado o facto de que o motivo de ter perdido o emprego era a sua participação na "seita desviante bahaista". O aviso especificava ainda que, ele e outros 14 indivíduos, tinham sido demitidos com base na proibição legal de terem sido contratados, em primeiro lugar e, assim, as suas reivindicações não seriam levadas em conta.
"O direito internacional enuncia firmemente o direito das pessoas serem livres para trabalhar e ganhar a vida, sem discriminações", disse a Sra.Dugal. "No mês passado, a comunidade internacional votou esmagadoramente na ONU para condenar o Irão pelas suas contínuas e recorrentes violações dos direitos humanos. Seguramente, está na hora do Irão perceber que não pode continuar a oprimir os seus cidadãos e pensar que ninguém vai dar por isso."

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 FONTE: New crackdown highlights campaign to block progress of Iranian Baha'is (BWNS)


domingo, 27 de novembro de 2011

Ana Gomes: Violação de Direitos Humanos no Irão

Intervenção da Eurodeputada Ana Gomes, a propósito de uma moção sobre violação dos Direitos Humanos no Irão.

Rui Tavares: violação de Direitos Humanos no Irão

Rui Tavares, no Parlamento Europeu, a propósito de uma moção sobre Direitos Humanos no Irão.



O assassinato de Abdolreza Soudbakhsh, médico e professor na Universidade de Teerão, que examinou as vítimas de Kahrizak, uma prisão macabra usada pelas autoridades iranianas usaram para deter a grande maioria dos militantes da oposição. E mais: o caso das empresas europeias que colaboram com o regime no Irão com tecnologia para censurar comunicações dos opositores.

sábado, 26 de novembro de 2011

ONU condena Irão por violação de Direitos Humanos



Depois de uma votação recorde, a Assembleia Geral da ONU condenou o governo do Irão pela violação dos Direitos Humanos.
Para alertar sobre a violência do regime, famílias da religião Baha'i no Brasil realizaram uma exposição sobre a perseguição na República Islâmica.

Direitos Humanos: ONU e União Europeia Condenam Irão

A Assembleia Geral da ONU, usando a linguagem mais dura até à data, condenou firmemente o Irão pelas suas "violações contínuas e recorrentes dos direitos humanos." Com uma votação de 86 a favor, 32 contra e 59 abstenções, a Terceira Comissão da Assembleia aprovou uma resolução de seis páginas em que classifica uma vasta gama de abusos no Irão, incluindo um "aumento dramático" das execuções, do uso de tortura, dos ataques sistemáticos contra defensores dos direitos humanos, violência generalizada contra as mulheres e discriminação continuada contra as minorias, incluindo os membros da Fé Bahá'í.

Leia a resolução completa aqui

"Com uma longa e detalhada lista de crimes contra os cidadãos comuns, a Resolução deste ano, condena o comportamento das autoridades iranianas nos termos mais duros a que já assistimos", disse Bani Dugal, representante principal da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas. "O resultado não pode deixar dúvidas sobre o que a comunidade mundial pensa dos incansáveis esforços do Irão para violar praticamente todos os direitos humanos", acrescentou.

A resolução vem no seguimento dos recentes relatórios do Secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e do novo Relator Especial para os direitos humanos no Irão, que foram também fortemente críticos em relação aos abusos dos direitos humanos na República Islâmica.

ÁREAS DE PREOCUPAÇÃO

Patrocinada por 42 países, a resolução enumera cerca de 16 áreas de interesse, que vão desde a tortura e um aumento das penas de morte, até às "restrições graves e sistemáticas da liberdade de reunião pacífica" e "severas limitações e restrições ao direito de liberdade de pensamento, consciência, religião ou crença". Também estão mencionadas, pela primeira vez, as preocupações com a "interferência ilícita" na privacidade individual, citando a violação de correspondência, e-mails e correio de voz, por parte do governo.

Está também em destaque a persistente incapacidade do Irão em seguir os procedimentos legais necessários, incluindo "o uso sistemático e arbitrário de prisão solitária prolongada, a falta de acesso dos prisioneiros aos representantes legais da sua escolha, a recusa em considerar a concessão de fiança aos detidos e as más condições das prisões, incluindo o alto nível de superlotação e más condições de saneamento, bem como relatos persistentes de prisioneiros que são sujeitos a tortura e estupro e outras formas de violência sexual."

"ESCALADA DE ATAQUES CONTRA OS BAHÁ'ÍS"

As violações contínuas e a discriminação contra as minorias étnicas e religiosas são outra causa de preocupação, em particular os problemas enfrentados pelos árabes, os azeris, baluchis e curdos, bem como a discriminação contra os cristãos, judeus, sufis, muçulmanos sunitas e zoroastrianos.

Destaca-se ainda, "O aumento dos ataques contra os Bahá’ís e seus defensores, inclusive nos média patrocinados pelo Estado; um aumento significativo no número de Bahá’ís presos e detidos, incluindo o ataque direcionado ao BIHE (Bahá’í Institute for Higer Education), o restabelecimento dos vinte anos de prisão contra os sete dirigentes Bahá'ís, seguindo procedimentos legais profundamente falsos e novas medidas para negar o emprego aos Bahá'ís nos setores público e privado".

A resolução apela ao Irão para "eliminar a discriminação e a exclusão das mulheres e membros de certos grupos, incluindo membros da Fé Bahá'í, no que respeita ao acesso ao ensino superior, e para acabar com a criminalização do esforço para proporcionar ensino superior à juventude Bahá’í aquém foi negado o acesso às universidades iranianas".

O país também deve cooperar com a ONU e os seus funcionários nos esforços para monitorizar o cumprimento dos direitos humanos.

"Esta resolução é um testemunho poderoso da situação de como todos os iranianos - e não apenas algumas minorias dissidentes – vivem em permanente estado de sítio, onde hostilização, prisões arbitrárias, tortura e ameaças de morte, se tornaram preocupações diárias", afirmou a Sra. Dugal.

A Resolução - que deverá ser confirmada pela totalidade da Assembleia, em Dezembro - solicita ao Secretário-Geral das Nações Unidas um novo relatório, sobre os direitos humanos no Irão, para o próximo ano.


RESOLUÇÃO EUROPEIA

No passado dia 17 de Novembro, o Parlamento Europeu também aprovou uma resolução, igualmente dura, condenando o Irão pelas suas violações de direitos humanos.

Leia a resolução aqui.

A resolução citou várias preocupações, que vão desde o aumento das execuções e o uso generalizado da tortura até à opressão sistemática dos defensores dos direitos humanos, jornalistas, mulheres e minorias.

O Parlamento Europeu observou igualmente o aumento da perseguição aos Bahá’ís no Irão, notando que "sofrem discriminação pesada, incluindo a negação do acesso à educação" e que os sete dirigentes Bahá’ís permanecem presos e "mais de 100 membros da comunidade continuam sob detenção."

"Congratulamo-nos com estas resoluções e esperamos que o governo iraniano ouça finalmente os apelos da comunidade internacional para o fim destas práticas e um regresso ao Estado de Direito", declarou Bani Dugal.

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FONTE: UN strongly condemns Iran's human rights violations; European Parliament joins global outcry (BWNS)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Questionado na Comissão de Direitos Humanos, o Irão insiste na perseguição aos Bahá'ís

Enquanto um organismo das Nações Unidas concluía que a perseguição aos Bahá’ís do Irão é uma violação clara dos principais tratados mundiais de direitos humanos, a Comunidade Internacional Bahá'í teve conhecimento de uma nova vaga de ataques contra os Bahá’ís iranianos e suas propriedades.

Em Rasht, três mulheres foram presas sob a acusação de actividades contra a segurança nacional, após rusgas em 16 lares de famílias Bahá’ís. Em Semnan, cerca de dez lojas de pertencentes a Bahá’ís foram seladas pelas autoridades e duas licenças comerciais foram canceladas. Da cidade de Sanandaj chegaram informações de que as autoridades tentaram persuadir grupos de Bahá’ís a comprometerem-se que não participariam em encontros - conhecidos como Festas de Dezanove Dias - realizados em casas dos seus companheiros de fé.

"Estes eventos recentes têm toda a aparência de coordenados centralmente", afirmou Diane Ala'i, representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas, “e contradizem claramente as declarações muitas vezes ouvimos das autoridades iranianas de que os Bahá’ís têm os mesmos direitos que os outros e que as actividades relacionadas com crenças pessoais e assuntos comunitários são permitidos. "

NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS

Edifício das Nações Unidas em Genebra
Ontem (03-Novembro) em Genebra, a Comissão de Direitos Humanos da ONU - um corpo de 18 especialistas independentes - criticou o Irão pelo incumprimento do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (PIDCP), que o país assinou e ratificou.

As conclusões da Comissão surgem duas semanas depois de uma audiência na qual uma delegação do Governo Iraniano tentou defender o seu registo de direitos humanos. O relatório de 27 páginas elaborado pela delegação iraniana afirmava que "nenhum cidadão iraniano goza de prioridade sobre os outros devido à sua raça, religião ou língua."

Durante a audiência, a Comissão fez várias perguntas sobre o tratamento dado aos Bahá’ís no Irão. Um membro da Comissão, Ahmad Fathalla do Egipto, declarou que, uma vez que religião, convicção e crença têm o mesmo estatuto no PIDCP, o Irão deve permitir aos Bahá’ís o direito de manifestar as suas crenças "tanto individualmente como em comunidade com outros, tanto em público como em privado", mesmo que as autoridades não consideram a Fé Bahá'í como sendo uma religião.

Também se expressou profunda preocupação relativamente a outras violações dos direitos humanos, incluindo o elevado número de sentenças de morte, a ausência de mulheres em cargos superiores do governo, e o uso generalizado de tortura.

Nas suas conclusões, a Comissão pediu que ao Irão para "tomar medidas imediatas para assegurar que os membros da comunidade Bahá’í são protegidos contra a discriminação em todos os campos, as violações dos seus direitos sejam imediatamente investigadas, que as pessoas consideradas responsáveis sejam julgadas".

Congratulando-se com o relatório da Comissão, Diane Ala'i afirmou: "A Comissão de Direitos Humanos da ONU está a dizer o Irão a parar de dar desculpas e fazer jus ao seu compromisso de proteger os direitos de todos os seus cidadãos a desfrutar de total liberdade de religião".

SITUAÇÃO ACTUAL DOS BAHÁ’ÍS NO IRÃO

Mais de 100 Bahá’ís estão actualmente detidos em prisões iranianas. Entre estes incluem-se sete dirigentes comunitários - cada um cumprindo pena de 20 anos de prisão sob falsas acusações - e sete educadores presos devido ao seu envolvimento num projecto informal criado para ajudar jovens Bahá’ís impedidos pelo governo de frequentar o ensino superior. Mas a história não acaba aqui.

Além dos que já estão presos, existem mais de 300 Bahá’ís que foram anteriormente detidos e posteriormente libertados, e agora aguardam julgamento ou convocação para cumprir as suas sentenças. As quantias exigidas como fiança são exorbitantes. Centenas de residências Bahá’ís têm sido alvo de rusgas e muitos bens pessoais - incluindo livros, computadores, telemóveis, fotografias e documentos - têm sido confiscados.

Tudo isto constitui um sorvedouro nos recursos dos Bahá’ís que já são sujeitos vastos e sistemáticos esforços para os empobrecer através de tácticas como: proibição do exercício de mais de 25 tipos de actividades comerciais; cancelamento sumário de licenças comerciais; encerramento de lojas; ameaça a empregadores contra a contratação de Bahá’ís; e a proibição de acesso de jovens Bahá’ís ao ensino superior.


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FONTE: Attacks on Baha'is continue as Iran's human rights record comes under further UN scrutiny (BWNS)
Demoledor el informe de la ONU sobre situación de los Derechos Humanos en Irán (ABC.es)
Irã é considerado evasivo em painel de direitos humanos da ONU (O Globo)

Um Irão evasivo perante as questões de direitos Humanos

GENEBRA (Reuters) - O Irã evitou as perguntas mais difíceis em uma longamente aguardada aparição diante do Comitê de Direitos Humanos da ONU, com as autoridades do país não respondendo ou se escondendo por trás de um juridiquês prolixo, disseram membros da comissão nesta quinta-feira.

"Para algumas questões que eles estavam envergonhados e que eles não responderam, especialmente quando eu levantei a questão da pena de morte, eles não responderam", disse a integrante do comitê Christine Chanet em uma entrevista coletiva.

"Quando perguntei sobre o apedrejamento não houve nenhuma resposta sobre esta questão", acrescentou Chanet, uma juíza francesa e especialista em direitos humanos.

A agência da ONU, composta por 18 especialistas independentes, manifestou preocupação com os "contínuos relatos de assédio ou intimidação, proibição, e repressão violenta a manifestações, e prisões e detenções arbitrárias de defensores dos direitos humanos" na República Islâmica.

A motivação iraniana para voltar a enfrentar o comitê após um hiato de 18 anos ficou tão sem explicação quanto as políticas do país sobre a pena de morte, a tortura e os direitos de gays e lésbicas.

Chanet disse que não tinha ideia se haveria qualquer seguimento ou se a delegação iraniana iria voltar. Também não ficou clara qual era a representação do governo do Irã na delegação.

"Havia muitos membros desta delegação, então é muito difícil saber com este tipo de país quem está olhando um para o outro. Eles estão observando um ao outro. Eu não sei como... a composição da delegação estava refletindo a situação do poder político no Irã", disse Chanet.

O comitê avalia os sistemas legais dos países e suas práticas para ver se eles cumprem com as normas da Organização das Nações Unidas, que constam da Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos.

Outros países analisados na última sessão da comissão, que começou em 17 de outubro e vai até sexta-feira, foram Kuweit, Malaui, Noruega e Jamaica.

A comissão não tem qualquer capacidade de punir qualquer país, mas seu relatório alimenta debates de alto nível na ONU, onde o histórico sobre os direitos humanos de um país pode levar a sanções contra ele.

Chanet disse que a única coisa que a surpreendeu na forma como a delegação iraniana tratou as questões do comitê foi que, ao contrário de funcionários de muitos outros países com histórico de violações aos direitos humanos, eles foram educados.

"Normalmente eles são violentos. Eles (os iranianos) não foram violentos. Eles não tomaram este tipo de abordagem. Eles queriam ser técnicos, mas quando era muito difícil de responder eles evitavam a resposta e não respondiam", disse ela.

"Eles sabiam muito bem como evitar as perguntas, especialmente as perguntas (sobre) a situação das mulheres."

Outra questão que ficou sem resposta foi a alegação de que alguns homossexuais são forçados a passar por cirurgias de mudança de sexo no Irã, onde a homossexualidade é ilegal.

(Reportagem de Tom Miles)

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FONTE: Irã é considerado evasivo em painel de direitos humanos da ONU (O globo, Brasil)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ONU critica duramente o Irão por violações dos direitos humanos

Uma comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas criticou ontem (18-Novembro) duramente o Irão pelas suas contínuas e crescentes violações dos direitos humanos. Com uma votação de 80 contra 44, a terceira Comissão da Assembleia aprovou uma resolução em que "expressa profunda preocupação pelas graves e recorrentes violações dos direitos humanos" no país. Houve 57 abstenções.

A votação decorreu depois do Irão ter apresentado uma "moção de não-acção", que visava bloquear a resolução e pedia o adiamento do debate. A moção foi rejeitada com uma votação de 51 votos a favor e 91 contra, com 32 abstenções.

Nos seus detalhes, a resolução refere os recentes relatórios sobre uso continuado de tortura no Irão, a intensificação da repressão contra defensores dos direitos humanos, "a desigualdade de género e a violência generalizada contra as mulheres", e a discriminação das minorias, incluindo os membros da Fé Bahá'í.

"Os termos da resolução, que é 23ª condenação do Irão desde 1985, não deixa dúvidas de que o mundo continua profundamente preocupado com as contínuas violações dos direitos humanos no Irão", disse Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í das Nações Unidas.

O documento de cinco páginas faz eco das preocupações manifestadas pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, que publicou um relatório em Outubro, onde criticava o uso de tortura e a pena de morte no Irão, os maus tratos às mulheres, e as repetidas violações dos procedimentos legais, como bem como a não protecção dos direitos das minorias, como os Baha'is, Sufiis, Baluchis e comunidades curdas.

A resolução também apela ao Irão para cooperar com observadores de direitos humanos internacionais e a permitir-lhes entrada no país.

"A Comunidade Internacional Bahá'í acolhe esta resolução, não só pela sua visão lúcida do que está acontecer no Irão, mas também pelo seu apelo a uma maior vigilância", disse Dugal. "Como refere a resolução, passaram mais de cinco anos desde que o Irão permitiu funcionários da ONU no país para investigar denúncias de violações dos direitos humanos - algo que é claramente inaceitável, especialmente para um país que diz ao mundo que não tem nada a esconder".

Apresentadas por 42 co-patrocinadores, a aprovação da resolução pela Terceira Comissão garante praticamente a aprovação final pelo plenário da Assembleia Geral em Dezembro.

A resolução contém um parágrafo sobre o tratamento dos Bahá’ís no Irão, e uma extensa lista de incidentes recentes e ataques contra os Bahá'ís.

Em especial, destaca que existem "cada vez mais provas de esforços por parte do Estado para identificar, monitorizar e deter arbitrariamente Bahá'ís, impedindo que os membros da Fé Baha'i frequentem a universidade ou consigam obter meios de subsistência económica, a confiscação e destruição dos seus bens", e "vandalismo contra os seus cemitérios." Também expressa preocupação com o recente julgamento e condenação dos sete dirigentes Bahá'í, dizendo que lhes foram "repetidamente negado os correctos procedimentos legais."

ACTUALIZAÇÃO

O representante do Brasil na 3ª Comissão da AG das Nações Unidas justifica a abstenção brasileira na votação da moção de condenação da situação dos direitos humanos no Irão. Apesar da abstenção, o Brasil referir a sua preocupação com a situação das mulheres iranianas e também da Comunidade Baha’i no Irão.




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SOBRE ESTE ASSUNTO


UN resolution sharply critical of Iran for continuing human rights violations (BWNS)
UN committee condemns 'serious human rights violations' in Iran (CNN)
UN concerned over Iran human rights (PA)
Comitê da ONU aprova resolução sobre direitos humanos no Irã (Globo)
Direitos do homem: ONU adota uma resolução crítica em relação ao Irão (DN)
La Asamblea General de la ONU critica la situación de los derechos humanos en Irán (EFE)
Un comité de la ONU condena los abusos de DDHH en Irán (epsocial)
UN Resolution on Iran's Human Rights Violations Approved by Huge Margin (Payvand)
UN committee slams Iran over human rights record (Reuters)
UN rights resolution angers Iran (Khaleej Times)
UN rights resolution ploy by West (PressTV)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ban Ki-moon preocupado com situação dos Direitos Humanos no Irão

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, manifestou mais uma vez a sua profunda preocupação com as actuais violações dos direitos humanos no Irão, incluindo a perseguição aos Bahá'ís iranianos.

Num relatório divulgado quinta-feira, Ban Ki-moon salientou a sua preocupação em relação ao uso da tortura e pena de morte no Irão, o tratamento indigno das mulheres, as sistemáticas quebras do sistema legal e ataques à liberdade de expressão, reunião e religião. O relatório também critica a incapacidade do Irão de proteger os direitos das minorias, como os Baha'is, os Sufis, Baluchis e as comunidades curdas.

Durante o ano passado, afirmou Ban Ki-moon, houve "um aumento considerável na aplicação da pena de morte, incluindo em casos de opositores políticos e jovens delinquentes. Discriminação contra grupos minoritários persistiu e, em alguns casos, tornou-se uma perseguição."

O secretário-geral ficou "profundamente preocupado" com relatos de "uso excessivo da força, prisões e detenções arbitrárias, julgamentos injustos e possível tortura e maus-tratos a activistas da oposição ligados à agitação pós-eleitoral de 2009."

O relatório deste ano destacou especificamente a actual "discriminação e hostilidade " do Irão contra a sua comunidade Bahá'í. "Os membros de religiões não reconhecidas, em especial os Bahá'ís, que constituem a maior minoria religiosa não-muçulmana no país, enfrenta, múltiplas formas de discriminação e hostilidade, inclusive a recusa de emprego, benefícios sociais e acesso ao ensino superior", declara o relatório.

"Alguns membros da comunidade Bahá'í enfrentaram detenção arbitrária ou o confiscação e a destruição dos seus bens. Foram deliberadamente incendiados casas e veículos com o objectivo de os destruir, total ou parcialmente; em Marvdasht, foi vandalizado um cemitério. O incidente foi relatado a várias agências do Governo, mas não foi tomada qualquer medida oficial", afirma o relatório.

O relatório também refere o julgamento e condenação de sete dirigentes Bahá'ís, observando que a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos expressou "profunda preocupação" sobre a ausência de observadores internacionais e da falta do devido processo legal no julgamento, que se concluiu em Junho.

"A Alta Comissária manifestou preocupação pelo facto das acusações criminais contra os indivíduos acima mencionados parecerem constituir uma violação das obrigações da República Islâmica do Irão no âmbito do Tratado Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, em especial os da liberdade de religião, de crença, de expressão e de associação", diz-se no relatório.

O relatório de Ban Ki-moon foi publicado em resposta à resolução do ano passado da Assembleia Geral da ONU sobre direitos humanos no Irão. Essa resolução solicitou especificamente ao Secretário-Geral que relatasse os progressos feitos pelo Irão em matéria de direitos humanos. Este é o terceiro relatório que Ban Ki-moon publica sobre violações de direitos humanos no Irão.

"O que é surpreendente é a forma como o Governo do Irão ignorou completamente estes relatórios anuais do Secretário Geral da ONU, que descreve tão claramente as preocupações da comunidade internacional sobre a incapacidade do Irão para cumprir as suas obrigações em matéria de direitos humanos", afirmou Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas.

"Durante três anos, Ban Ki-moon, chamou a atenção para o tratamento abusivo e ilegal do Irão contra mulheres, jovens, minorias e jornalistas, para não mencionar os cidadãos comuns que apenas desejam expressar suas próprias preocupações. Ban Ki-moon, também expressou repetidamente a sua preocupação sobre a perseguição sistemática e contínua da comunidade bahá'í iraniana, que é discriminada apenas por causa da sua crença religiosa."

"Acreditamos que chegou o momento da Assembleia Geral da ONU - a quem este relatório é dirigido - nomear um enviado especial para acompanhar a situação dos direitos humanos no Irão", disse a Sra. Dugal.

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FONTE: UN Secretary General voices concern over human rights abuses in Iran (BWNS)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A propósito da passagem do Presidente Lula por Portugal...

Aqui uma reportagem da TV Globo sobre a visita do Presidente Lula ao Irão e a questão dos Direitos Humanos naquele país. Há assuntos que os dirigentes mundiais não podem ignorar!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Nações analisam situação de Direitos Humanos no Irão

Vários países de todos os continentes manifestaram grande preocupação no nas Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, devido à degradação da situação dos direitos humanos no Irão.

Nas intervenções de ontem e nos documentos entregues ao Conselho, vários países e grupos de direitos humanos descreveram a medida em que o Irão tem sido incapaz de cumprir as suas obrigações no que respeita ao cumprimento de leis internacionais de direitos humanos,

"A boa notícia é que os governos e as organizações se mobilizam para defender iranianos inocentes, que no último ano viram os seus direitos humanos violados de forma tão grave ", disse Diane Ala'i, a representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas , em Genebra.

"A má notícia é que o Irão continua a ignorar esses apelos", afirmou ela, após a sessão de ontem do Conselho, que abordou especificamente a situação dos direitos humanos no Irão.

Muhammad Javad Larijani, secretário-geral do Alto Conselho para os Direitos Humanos do Irão, disse na sessão que existe liberdade religiosa no Irão e que nenhum Baha'i é perseguido por causa das suas crenças. Se alguns bahá'ís estão presos, segundo ele, é por causa de "actividades ilegais", como um culto.

"Falando francamente, mais uma vez, o Irão desacreditou-se completamente aos olhos da comunidade internacional", disse Ala'i, salientando que na semana passada foram presos no Irão pelo menos 14 Bahá'ís.

Entre os detidos, declarou, encontra-se Niki Khanjani, filho de um dos sete dirigentes Baha'is que estão actualmente a ser julgados com base em acusações falsas.

"Como a Prémio Nobel Shirin Ebadi declarou recentemente numa carta aberta ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, o Irão está tentando agora aumentar a pressão sobre os presos, tomando os seus familiares como reféns", disse Ala'i. "Jamaloddin Khanjani tem 76 anos de idade. Ele foi preso durante quase dois anos - e, em seguida, eles prenderam a sua neta, no início de Janeiro e, agora, o seu filho."

"Estes são os actos desesperados de um regime que está a tentar freneticamente culpar os outros pelos seus problemas, e a tentar reprimir qualquer ponto de vista que seja diferente da sua própria ideologia", afirmou Ala'i.

A maioria dos países que se pronunciaram contra o Irão centrou-se na violência após eleição presidencial de Junho do ano passado e também na situação das minorias religiosas do país.

Brasil apelou ao Irão para alargar os direitos a todos os grupos religiosos do país, dizendo que os bahá'ís devem gozar dos mesmos direitos que todos. México disse que todas as minorias - em especial a comunidade Baha'i - deve poder praticar sua religião. "A Roménia e a Eslovénia dedicaram quase todo o tempo que dispunham para discutir a crescente repressão da Comunidade Bahá'í do Irão", relatou a Sra. Ala'i.

Grupos de direitos humanos entregaram ao Conselho documentos com pontos de vista semelhantes.

"Apesar das garantias constitucionais de igualdade, os indivíduos pertencentes a minorias no Irão estão sujeitos a uma série de leis e práticas discriminatórias", escreveu a Amnistia Internacional, na sua declaração. "Nas minorias que sofrem perseguições incluem-se as minorias étnicas e linguísticas, como os curdos, árabes, azeris, turcomenos e baluchis e minorias religiosas como os Bahá'ís e os Ahl-e Haq."

"O governo nega sistematicamente os direitos associados à liberdade de religião aos membros da fé Baha'i, a maior minoria religiosa não-muçulmana do Irão. Na maioria dos casos, incluindo a perseguição da comunidade Baha'i, o governo usa a «segurança» como um pretexto para a detenção de indivíduos e negando-lhes direitos básicos do processo legal ", afirma um comunicado da Human Rights Watch.

A sessão fez parte da Revisão Periódica Universal (UPR), um procedimento relativamente novo que pretende rever a situação dos direitos humanos de todos os 192 Estados membros das Nações vez em cada quatro anos. Esta foi a primeira vez que o Irão foi alvo de reapreciação.

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FONTE: Nations rally to defend human rights in Iran (BWNS)


SOBRE ESTE ASSUNTO:
Iran Defends Human Rights Record Before U.N. Council (NY Times)
West Criticizes Iran Rights Record At UN Council Meeting (RFE)
Iran rejects human rights criticism as sanctions loom (Reuters)
Iran's human rights record comes under UN spotlight (Deutsche Welle)
Islamic and Leftist Allies Defend Iran’s Human Rights Record at U.N. Gathering (CNSNews.com)
Conselho dos Direitos Humanos da ONU critica governo iraniano (AngolaPress)
Irão desafia críticas do Ocidente sobre direitos humanos (Diário Digital)
Situação dos direitos humanos no Irã divide comunidade (estadao.com.br)
Irã acusa Ocidente de usar direitos humanos para aumentar pressão (Globo.com)

sábado, 14 de novembro de 2009

A OCI tem medo da Liberdade de Expressão

Há já alguns anos que a Organização da Conferência Islâmica (OCI) vem insistindo, em diversos fóruns internacionais, na necessidade de criar leis internacionais contra a «difamação das religiões»; a iniciativa não é inocente, tanto mais que nas propostas apresentadas, a única religião mencionada é o Islão.

Contra as propostas da OCI têm-se manifestado diversas organizações humanistas, cristãos, judaicas, bahá'ís e muçulmanas, considerando transformariam as críticas ao Islão numa violação da lei internacional. Além disso, esta lei internacional legitimaria as leis nacionais anti-blasfémia em países que perseguem minorias religiosas, como o Irão e o Afeganistão.

A INICIATIVA DA OCI

O episódio mais recente desta guerra diplomática foi uma carta da OCI para a Comissão Ad-Hoc da ONU encarregada de definir normas anti-racismo, onde se reafirmam a necessidade de criminalizar as críticas ao Islão, e se classificam alguns países ocidentais (Dinamarca, Holanda e Reino Unido) como violadores dos direitos humanos; essa mesma carta ignora o tema da repressão e discriminação de minorias religiosas em países muçulmanos.

A carta da OCI argumenta que o caso das caricaturas do Profeta Maomé foi uma forma de "violência psicológica" que deveria ser criminalizáveis de acordo com a lei internacional. Acrescenta também que já existem diversas escolas de pensamento no Islão que a troca de ideias sobre o Islão apenas deve ocorrer no seio das suas correntes doutrinárias; ataca os países ocidentais que defendem a liberdade de expressão com fins maléficos; condena a Declaração Universal dos Direitos Humanos por ser incapaz de assumir uma atitude de defesa ao abordar a situação dos grupos religiosos minoritários.

A DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Vários governos e mais de 100 ONGs têm-se manifestado contra as propostas da OCI. Alguns críticos afirmam que estas propostas têm as suas raízes na Declaração Islâmica dos Direitos Humanos que proclama que todas os direitos estão sujeitos à lei da sharia e que a sharia é a única fonte de referência par aos direitos humanos.

O Departamento de Estado Norte-Americano também se manifestou contra a proposta da OCI junto da terceira comissão da ONU: "Esta resolução está incompleta, na medida em que não aborda situação de todas as religiões", afirmou Leonard Leo. "Acreditamos que qualquer resolução sobre este tópico deve incluir a menção da necessidade de uma mudança nos sistemas educativos que promovem o ódio às outras religiões, assim como o problema dos media estatais que descrevem de forma negativa qualquer religião".

Hillel Heuer, director executivo da UN Watch, afirmou que esta proposta de resolução "é um passo numa campanha perversa lançada por países muçulmanos na ONU para declarar que a primeira vítima dos ataques de 11 de Setembro foi o Islão. Na verdade as vítimas fora 3000 americanos e outros, e aqueles que perpetraram o assassínio em massa agiram em nome de uma ideologia islâmica radical".

PETIÇÃO: O QUE É A DIFAMAÇÃO DA RELIGIÃO ?

Entretanto, foi lançada uma petição online (WhatIsDefamationOfReligion.com) contra esta proposta da OCI. Na petição afirma-se que "as resoluções das Nações Unidas sobre difamação de religiões são incompatíveis com as liberdades individuais fundamentais para o livre exercício e expressão pacífica de pensamentos ideias e crenças"

"Ao contrário das tradicionais leis anti-difamação, que punem as falsas declarações que realmente atacam pessoas, as medidas que proíbem a «difamação das religiões» punem a crítica pacífica das ideias. Adicionalmente, o conceito de difamação das religiões é fundamentalmente inconsistente com os princípios fundamentais defendidos pelos documentos fundadores pelas Nações Unidas, incluindo a Declaração Universal dos direitos Humanos, que afirmam a protecção dos direitos individuais, em vez das ideias" lê-se na petição.

Jay Sekulow, director do American Center for Law and Justice, e promotor da petição, foi das primeiras pessoas a alertar para o perigo desta declaração: "Dificilmente poderíamos ter uma base mais ampla e diversificada [para lançar a petição]. Penso que quanto mais a OCI se empenhar na resolução anti-difamação, mais ampla será a oposição. É cada vez mais claro que se trata de um «Acto de Protecção Islâmica»"

Entre as mais de 100 organizações governamentais são signatárias da petição encontram-se: a Liga Anti-Difamação, o American Islamic Congress, o American Islamic Forum for Democracy, o American Jewish Congress, a Association of Christian Schools, a Comunidade Internacional Baha’i, a the American Humanist Association, o Center for Islamic Pluralism (Washington), a Christian Solidarity Worldwide, a Dalit Freedom Network e a United Sikhs and the Turkish Women's Rights Organization Against Discrimination.


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SOBRE ESTE ASSUNTO:
Groups protest UN debate on 'defamation' of religion (Earthtimes.org)
NGOs sound alarm over UN 'defamation of religion' agenda (Christian Today)
Over 100 groups protest UN debate on 'defamation of religion' (SifyNews)
OIC defends "defamation of religion” proposal in letter to UN (Europe News)
Global groups reject Islam 'protection' plan (WND)
"Defamation of Religions" vote today at the General Assembly (UN Watch)

sábado, 11 de julho de 2009

O corolário da repressão religiosa no Irão

A agitação política que se viveu no rescaldo das eleições iranianas, com toda a violência e repressão que se abateu sobre os contestaram os resultados eleitorais, despertou o interesse dos media e chocou a opinião pública internacional. Independentemente de se tratar de um conflito de poder no interior do regime, ou uma tentativa de mudança de regime, há uma questão que deve merecer a nossa atenção: se isto é apenas um conflito entre facções de muçulmanos xiitas, imagine-se como são tratadas as minorias religiosas, ou qualquer grupo social, que o governo da Republica Islâmica do Irão considere suspeito ou perigoso para os seus interesses.

Para a maior minoria religiosa do Irão, os Bahá'ís, a repressão não é novidade; pode-se dizer que tem estado sempre presente desde que a religião Bahá’í surgiu naquele país em 1844. Nos últimos 30 anos, as perseguições assumiram um carácter metódico: vários dirigentes desapareceram ou foram fuzilados; centenas de crentes Bahá'ís foram demitidos dos seus empregos na Administração Pública; milhares de idosos ficaram sem direito às suas pensões de reforma pelo simples facto de serem Bahá’ís; milhares de jovens viram ser-lhes vedado o acesso ao ensino superior, e não faltam casos de crianças humilhadas nas escolas por professores muçulmanos. A isto pode-se ainda acrescentar ataques a residências particulares ou estabelecimentos comerciais, e também detenções arbitrárias.

Em Maio do ano passado, sete dirigentes da Comunidade Bahá’í foram detidos, tendo sido levados para a prisão de Evin. Durante vários meses, foi-lhe vedado o contacto com os seus advogados. No início deste ano, as autoridades formularam a acusação: "espionagem para Israel, insultos a santidades religiosas, e propaganda contra a República Islâmica". A estas acusações juntou-se outra mais nebulosa, mas não menos ameaçadora: "espalhar a corrupção na terra". Para um europeu, esta última acusação pode parecer particularmente estranha; mas no Irão teocrático tem um fundamento no Código Penal e deixa o acusado numa posição extremamente vulnerável, podendo mesmo levar à pena de morte.

Nas últimas semanas, os familiares destes sete detidos foram informados que o julgamento iria ter lugar no dia 11 de Julho. Esta informação foi transmitida oralmente e deve ser encarada com alguma reserva; a experiência dos Bahá’ís iranianos mostra que é elevada a probabilidade do julgamento se realizar inesperadamente noutra data.

Ao contrário da jornalista Roxana Saberi, ou dos funcionários da Embaixada britânica recentemente detidos, não existe um lobby internacional que funcione a favor dos Bahá’ís iranianos. Resta-lhes esperar que os protestos diplomáticos da União Europeia, Estados Unidos e outros países, assim como a atenção dos media, possam actuar como factor de dissuasão sobre as autoridades iranianas.

Para perceber o quão injustas e infundadas são as acusações feitas contra estes sete dirigentes Bahá’ís, podemos acrescentar o seguinte:
  • A acusação de espionagem é artificial e tem sido usada desde 1930 como um pretexto para perseguir os Bahá’ís. Basta olhar para a história recente do Irão, para vermos como os Bahá’ís têm sido acusados de serem agentes do imperialismo russo, do colonialismo britânico, do expansionismo americano e, mais recentemente, do sionismo. Que provas existem desta acusação? Quem poderá acreditar que os 300.000 Bahá’ís iranianos são 300.000 espiões? Não deixa de ser caricato que o Irão seja o único país do mundo onde os espiões deixam de ser espiões se negarem a sua religião, e passam a ser considerados "salvos".
  • A sede da Comunidade Internacional Bahá’í está situada em Haifa, em Israel. Isto é assim apenas porque, durante o século XIX, persas e otomanos exilaram Baha’u’llah (o fundador da religião Bahá’í) para Akka (perto de Haifa), cidade onde veio a falecer. Isso aconteceu algumas décadas antes da criação do Estado de Israel.
  • Acusar Bahá’ís de "insultar santidades religiosas" ou promover "propaganda contra o regime islâmico" é algo sem qualquer fundamento; os Bahá’ís respeitam todas as religiões, incluindo o Islão, e não se envolvem em actividades subversivas contra nenhum governo (por muito repressivo que ele seja).

sábado, 30 de maio de 2009

346 Ejecuciones en 2008 en Irán, que mantiene la persecución de minorías y disidentes

Londres.- Irán aplicó al menos 346 penas de muerte en 2008, de las cuales dos fueron por lapidación, según revela el informe anual de Amnistía Internacional, que reitera las denuncias por torturas, persecución de las minorías éticas y los defensores de los derechos humanos y discriminación a las mujeres.

AI señala en su informe de 2008 que probablemente el número de ejecutados fuera superior, especialmente tras la orden de suspender las ejecuciones en público, y destaca que 133 personas fueron condenadas a la pena capital, aunque cuando cometieron el delito eran menores de edad.

Igualmente advierte que diez personas estaban pendientes de ejecución por lapidación, aún cuando funcionarios judiciales no identificados anunciasen el pasado agosto que habían sido suspendidas, dos hombres fueron ajusticiados de esta manera en diciembre.

Además de la aplicación común de las torturas y los malos tratos a los detenidos, Amnistía Internacional reitera sus críticas a las penas crueles e inhumanas que abarcan desde la flagelación a las amputaciones por un sistema judicial que en el caso de muchos detenidos no vela siquiera por ejercer su propia autoridad.

Junto a la discriminación de las mujeres y las minorías étnicas AI denuncia el hostigamiento a los defensores de los derechos humanos y la total ausencia de libertad para expresar críticas al régimen.

Las mujeres siguen sufriendo la discriminación en la ley y la práctica y las que "luchan por sus derechos eran objeto específico de la represión del Estado", subraya el informe de AI que advierte que algunas leyes discutidas en el Parlamento -de hacerse efectivas- limitarían aún más el acceso de la mujer a la universidad al imponer nuevas restricciones a las residencias.

El cierre del periódico "Zanan" (Mujeres), el bloqueo de sitios web sobre los derechos de las mujeres y la disolución de reuniones pacíficas de activistas son algunas de las medidas represivas del Gobierno de Teherán, que ni siquiera ha respondido a las comunicaciones de la relatora especial de la ONU sobre la violencia contra la mujer.

La prohibición del uso de las lenguas de las minorías en la escuela y en los centros oficiales, las amenazas, detenciones y encarcelamiento de algunos de sus portavoces son algunas de las medidas represivas contra las minorías expuestas en el informe, que recuerda la doble discriminación que sufren las mujeres de comunidades o etnias marginadas.

La población árabe ahwazí, la población que emplea la lengua túrquica azerbayana, los miembros de la población baluchi, turcomana o kurda son algunas de las minorías que sufren las torturas y detenciones arbitrarias so pretexto de atentar contra el Estado.

Además, las minorías religiosas son objeto de detenciones masivas, discriminación, hostigamiento y daños a sus bienes y, cita entre otras medidas represoras contra los adeptos a la fe bahai, el tener vetado el acceso a la educación superior además de ver destruidos algunos de sus lugares sagrados.

Además de los exilios interiores para los lideres de las minorías religiosas perseguidas en Irán, algunos de sus dirigentes son objeto de imprecisas acusaciones contra la seguridad nacional que devienen en encarcelamientos tras juicios sin garantías.

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FONTE:
soitu.es (via agência EFE, 28-Maio-2009)