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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Iémen: Líderes tribais em solidariedade com os Bahá’ís

Centenas de iemenitas - liderados por chefes tribais e activistas de direitos humanos - manifestaram-se em Sana'a, na manhã do passado dia 15 de Maio de 2017, para denunciar o recente apelo à prisão de vários Bahá’ís iemenitas e exigir a sua libertação imediata.

Actualmente, cinco Bahá’ís, incluindo o líder tribal Walid Ayyash, continuam presos ou detidos sob a direcção de autoridades em Sana'a. Os detidos não foram autorizados a receber visitantes. Muitos outros Bahá’ís estão sob a ameaça de virem a ser presos.

"Há indicações claras provenientes de informações vindas de dentro do país que algumas autoridades receberam ordens do Irão para realizar essas acções injustas e não têm outro objectivo senão perseguir a comunidade Bahá'í", disse Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá’í junto das Nações Unidas.

"Não surpreendentemente, essa interferência de outro país está a despertar a solidariedade entre o povo iemenita numa escala sem precedentes em defesa dos Bahá'ís, que são seus amigos, irmãos, irmãs, vizinhos e companheiros de tribos. Isto também criou uma consciência sobre a Fé Bahá’í entre o povo do Iémen. E, claro, a história mostra que se perseguem inocentes, a sua causa vai-se espalhar."

Um dos líderes da campanha contra os Bahá'ís no Iémen tem sido um membro do Ministério Público em Sana'a, Rajeh Zayed. Várias informações indicam que, durante as manifestações pacíficas na manhã de segunda-feira, Zayed ameaçou a multidão com uma arma e tentou, sem sucesso, incitar à violência contra os presentes.

"Apesar dos seus esforços, a multidão permaneceu tranquila, e felizmente, os guardas da segurança abstiveram-se de violência", explicou Dugal.

"Esses tribos e activistas iemenitas mostraram corajosamente o seu apoio aos Bahá’ís, apesar de se tornarem alvo de ataques", disse Dugal. "A sua expressão de solidariedade, especialmente durante um período tão difícil para o seu país, é apreciada sinceramente pela comunidade internacional Bahá’í".

"De facto, as suas acções testemunham o princípio da unicidade da humanidade e mostram que estamos intimamente ligados, de modo que a dor e a alegria de um se tornam a dor e a alegria de outro. Esperamos que a perseguição descabida aos Bahá’ís no Iémen termine e as energias possam ser dirigidas para objectivos mais elevados, como o fim da violência que assola o país e a erradicação das doenças e desnutrição que afligem agora grandes segmentos da população nesse país."

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FONTE: Tribal leaders stand in solidarity with Yemeni Baha'is (BWNS)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

30 jovens Bahá’ís detidos no Iémen


Segundo a agência Reuters, agentes armados do Gabinete Nacional de Segurança do Iémen, um organismo dos Serviços de Informação controlados pelos Houthis invadiram uma convenção de jovens Bahá’ís, na passada quarta-feira (ou quinta-feira, segundo outras fontes) e prenderam 30 jovens de ambos os sexos.

Fontes não confirmadas da comunidade Bahá’í afirmam o número de jovens detidos atinge os 50.

Os Houthis são um grupo Xiita Zaidi que se supõe ser apoiado pelo Irão.

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FONTES:
Air strikes near Yemen's capital wound six: residents (Reuters)
30 Bahai youth arrested in Yemen (Sen's Daily)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Iémen acusa Bahá’í de tentar converter Muçulmanos

Segundo a agência Reuters (que cita a agência de noticias iemenita Saba) as autoridades iemenitas detiveram e interrogaram um membro da Comunidade Bahá’í, acusando-o de ter contactos com Israel e de tentar estabelecer uma base para uma comunidade Bahá’í naquele país predominantemente muçulmano.

Mas a esposa do acusado e activistas locais de direitos humanos dizem que as acusações contra Hamed Merza Kamali Serostani fazem parte de uma campanha de persecutória mais ampla contra a comunidade Baha'i do Iémen e visa distrair as acusações de que o detido foi abusado pelos interrogadores durante o tempo em que esteve detido, em Dezembro de 2013.

Na segunda-feira (12-Janeiro), a agência Saba citou uma fonte judicial do gabinete do procurador, dizendo que o sr. Serostani, de 51 anos de idade, e cuja família é originária do Irão, foi preso no ano passado em al-Mukalla, capital da província de Hadramout no leste do Iémen. A acusação afirma Serostani entrou no Iémen em 1991, para tentar subornar os iemenitas a abandonar o Islão e a aderir à sua religião, que é liderada pela "Casa Universal de Justiça", sediada em Israel.

A acusação acrescenta ainda que o Sr. Serostani tentou criar uma "pátria para os seguidores da fé Baha'i" no Iémen, desenvolvendo negócios e construindo habitações para os seus seguidores árabes e asiáticos. O Sr. Serostani também foi acusado de usar um nome falso e de falsificar documentos para ficar no país e promover a sua religião através de trabalhos de caridade, incluindo aulas de alfabetização.

A sua esposa negou as acusações e afirmou que a família vivia em Socotra desde 1945, quando o pai de Serostani chegou à ilha iemenita proveniente do Irão. Trabalhou como médico ainda no período colonial britânico e mais tarde foi-lhe concedida nacionalidade iemenita.

Acrescentou que ele foi preso em 2013 e esteve detido durante nove meses pelas forças de segurança do Estado. "O meu marido foi torturado para obter confissões falsas. Pediram-lhe que trabalhasse para os serviços de informação e ameaçaram acusá-lo de contactos com Israel se ele se recusasse", disse à Reuters, acrescentando que estava preocupada com a sua família após as acusações de tentar converter muçulmanos iemenitas.

O activista dos direitos humanos iemenita Samia al-Aghbari declarou que as acusações contra Serostani faziam parte de uma política de perseguição contra os Baha'is iemenitas, que se estima serem algumas dezenas.

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FONTE: Yemen accuses Baha'i of converting Muslims and ties to Israel (Reuters)

sábado, 15 de novembro de 2008

Bahá'ís no Iémen

Quatro pessoas correm o risco de ser expulsas do Iémen apenas por serem Baha'is. O seu destino será o Irão, o pior local onde um baha'i pode viver nos dias de hoje.

Este vídeo dá conta da situação.

sábado, 30 de agosto de 2008

Iémen vai deportar Bahá'ís?



Alguns dos Bahá’ís detidos no passado mês de Junho no Iémen, correm o risco de vir a ser deportados para os seus países de origem, apesar de viverem com as suas famílias e trabalharem naquele país há mais de 25 anos. Isto significa que do grupo de seis detidos, três correm o risco de vir a ser deportados para o Irão (onde provavelmente os aguarda a prisão e tortura) e um quarto pode ser expulso para o Iraque. Outros dois detidos, de nacionalidade iemenita foram, entretanto, libertados.

Recorde-se que no passado mês de Junho um grupo de seis Bahá’ís foi detido na capital, Sanaa, após rusgas efectuadas nas residências de diversas famílias bahá’ís. Durante essas rusgas foram apreendidos diversos documentos, fotografias, CD’s e um computador.

A Comunidade Internacional Bahá’í tem acompanhado a situação e considerou que esta detenção sem a formalização de qualquer acusação é um caso de perseguição religiosa, recordando que a deportação de qualquer pessoa para um país onde enfrenta a possibilidade de tortura é uma violação da lei internacional.

As autoridades iemenitas têm dado a entender que as detenções se deveram a suspeitas de proselitismo ilegal, facto que tem sido negado pelos Baha’is. Actualmente existem no Iémen cerca de 250 Baha’is; estes sempre gozaram de uma relativa liberdade para praticar a sua religião.

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Sobre este assunto:
Baha'is imprisoned in Yemen may face imminent deportation to Iran (BWNS)
Update on arrested Baha’is in Yemen (MNBR)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Seis Bahá’ís e nove Cristãos detidos no Iémen

Segundo a Associated Press, nove pessoas foram detidas no Iémen por se terem convertido ao Cristianismo. O caso foi confirmado por uma fonte oficial que não se quis identificar e não adiantou muitos detalhes. As detenções ocorreram entre Maio e Agosto; os detidos ainda permanecem sob custódia policial.

O Iémen é um país onde o Islão é a religião do Estado e a Sharia a fonte de toda a legislação; a conversão de muçulmanos pode ser punível com a morte. Em casos semelhantes anteriores, os detidos foram libertados após terem negado a sua fé e suplicado o regresso ao Islão.

Além disto, a polícia confirmou também a detenção de seis Bahá'ís iranianos residentes no país há mais de trinta anos. Estes seis Bahá’ís foram acusados de pertencer a um grupo rebelde. Apesar de não estar banida oficialmente no Iémen, a religião baha’i é considerada uma heresia (e consequentemente, hostilizada) pelo clero islâmico local.

Mansour Hayel, vice-presidente do Fórum Político Omar al-Gawi e activista dos direitos humanos no Iémen considerou que as detenções são um sinal da crescente influência de organizações extremistas islâmicas naquele país da Península Arábica.

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