Mostrar mensagens com a etiqueta Irão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Irão. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Brasil: Senador Paulo Paim em defesa dos dirigentes Baha'is presos no Irão

Brasil: declaração do Senador Paulo Paim (RS) acerca da situação dos sete dirigentes Bahá'ís presos no Irão. ‪
#‎7Bahais7years‬

Vahid Tizfahm

#7Bahais7years


Vahid Tizfahm é um optometrista e proprietário de uma loja de óptica em Tabriz, onde viveu até início de 2008, quando se mudou para Teerão.

Nasceu 16 de Maio de 1973 na cidade de Urumiyyih, onde passou a sua infância e juventude. Depois de concluir o ensino secundário, já com 18 anos, foi para Tabriz estudar oftalmologia. Mais tarde, também estudou sociologia no ABSI (Advanced Baha’i Studies Institute).

Com 23 anos, casou-se com Tizfahm Furuzandeh Nikumanesh. Têm um filho pequeno, que tinha 8 anos em 2008 quando o sr Tizfahm foi preso.

Desde sua juventude, o Sr. Tizfahm participou em várias actividades da Comunidade Baha’i. Foi membro de uma Comissão Nacional da Juventude Bahá'í, e posteriormente nomeado para o Corpo Auxiliar, um cargo que serve principalmente para inspirar, incentivar e promover a aprendizagem entre os bahá'ís.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Behrouz Tavakkoli



Behrouz Tavakkoli é um ex-assistente social que foi despedido do seu emprego na administração pública no início da década de 1980 por ser Baha'i. Foi detido e hostilizado várias vezes e em 2005 esteve preso durante quatro meses sem acusação, tendo passado a maior parte do tempo em isolamento. Durante esse período de detenção, começou a sofrer problemas renais e ortopédico.

Nascido em 1 de Junho de 1951, em Mashhad, o sr. Tavakkoli estudou psicologia na universidade e, seguidamente, cumpriu dois anos de serviço no exército, como tenente. Mais tarde, ele recebeu formação adicional e especializou-se no acompanhamento de deficientes físicos e mentais, tendo iniciado a carreira de assistente social. O sr. Tavakkoli casou com Tahereh Fakhri Tuski e tem dois filhos.

O sr. Tavakkoli foi eleito para o Conselho Administrativo local dos Baha'is de Mashhad no final de 1960, quando era estudante na universidade, e depois foi membro de outro conselho Baha'i local em Sari, antes dessas instituições terem sido proibidos no início da década de 1980. Também foi membro de várias comissões Bahá’ís e membro do Corpo Auxiliar, um cargo que serve principalmente para inspirar, incentivar e promover a aprendizagem entre os Bahá'ís. Foi nomeado para o Yaran (conselho administrativo informal para os Bahá’ís do Irão) no final da década de 1980

Depois de ter sido demitido do sem emprego, abriu uma pequena oficina de carpintaria na cidade de Gonbad. Nessa cidade também organizou diversas actividades para a comunidade Baha’i.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Saeid Rezaie

#7Bahais7years


Saeid Rezaie é engenheiro agrónomo e proprietário de uma empresa de maquinaria agrícola na província de Fars há mais de 20 anos. Também é conhecido pela sua vasta erudição sobre temas bahá'ís e é o autor de vários livros.

Nascido em Abadan em 27 de Setembro de 1957, o Sr. Rezaie passou a infância em Shiraz, onde completou o ensino secundário com distinção. Posteriormente, e graças a uma bolsa de estudo, licenciou-se em engenharia agrónoma na Universidade Pahlavi, em Shiraz.

Em 1981, casou-se com a Shaheen Rowhanian. Têm duas filhas e um filho.

O sr. Rezaie foi um membro activo da comunidade Baha'i desde a sua juventude. Deu aulas para crianças bahá'ís durante muitos anos e foi membro de vários Institutos Bahá’ís. Também foi conselheiro académico de vários estudantes bahá'ís.

domingo, 17 de maio de 2015

Ana Gomes e os Bahá'ís no Irão

Declaração da Eurodeputada portuguesa Ana Gomes sobre os 7 dirigentes Bahá'ís detidos no Irão.
Legendado em Português (prima o ícone Subtitles/Legendas na barra inferior)

#7Bahais7years

Afif Naeimi

#7Bahais7years


Afif Naeimi é um industrial a quem foi negado o sonho de ser médico, pois como Baha'i não lhe foi permitido ingressar no ensino superior. Como alternativa focou a sua atenção nos negócios, numa das poucas áreas em que os Baha’is podiam trabalhar, assumindo a direcção de uma fábrica textil pertencente ao seu sogro.

O sr. Naeimi nasceu em 6 de Setembro de 1961, em Yazd. O seu pai morreu quando ele tinha três anos e ele foi criado pelos tios. Quando estava na escola primária, viveu na Jordânia com uns familiares e, apesar de inicialmente não saber a língua árabe, tornou-se um dos melhores alunos na escola. Casou com Shohreh Khallokhi no início de 1980 e têm dois filhos.

O sr. Naemi foi um membro activo da Comunidade Bahá’í. Deus aulas bahá'ís para crianças, leccionou no BIHE (Instituto Bahá’í de Ensino Superior) e foi membro do Corpo Auxiliar, um cargo cujas funções são inspirar, incentivar e promover a aprendizagem entre Bahá’ís.

sábado, 16 de maio de 2015

Jamaloddin Khanjani

#7Bahais7years


Jamaloddin Khanjani era proprietário de uma fábrica próspera e perdeu o seu negócio após a revolução islâmica de 1979 por ser Bahá'í. Seguidamente, passou a maior parte da década de 1980 sob a ameaça de morte por parte das autoridades iranianas.

Nascido a 27 de Julho de 1933 na cidade de Sangsar, o sr. Khanjani cresceu numa propriedade rural na província de Semnan e concluiu o ensino secundário. A sua personalidade dinâmica permitiu-lhe desenvolver uma carreira de sucesso como empresário e como um líder Baha'i.

Na sua carreira profissional, trabalhou como um empregado da Pepsi Cola Company no Irão, onde era supervisor de compras. Mais tarde, deixou Pepsi Cola e começou um negócio de produção de carvão vegetal. Posteriormente, construiu a primeira fábrica de tijolos automatizado no Irão que empregava centenas de pessoas.

No início de 1980, foi acusado de ser Baha'i e forçado a encerrar a fábrica (deixando no desemprego a maioria de seus funcionários). A fábrica foi depois confiscada pelo governo.

Na sua actividade como Baha’i, o Sr. Khanjani foi várias vezes membro da Assembleia Espiritual Local de Isfahan e membro do Corpo Auxiliar (um cargo que serve principalmente para inspirar, incentivar e promover a aprendizagem entre os Baha'is). No início de 1980, foi eleito para o conselho nacional que governava os Bahá'ís do Irão (a chamada "Assembleia Espiritual Nacional"). Em 1980, todos os membros dessa Assembleia foram raptados e desapareceram. Os seus sucessores foram presos e executados em 1981. O Sr. Khanjani foi, portanto, membro da chamada "terceira" Assembleia Espiritual Nacional, que acabou por ver quatro dos seus nove membros executados pelo governo em 1984.

Na década de 1990, o Sr. Khanjani conseguiu criar uma exploração agrícola mecanizada numa propriedade da sua família. No entanto, as autoridades colocaram-lhe muitas dificuldades, tornando muito difícil a actividade empresarial. Estas restrições foram alargadas aos seus filhos e familiares, e incluiram a recusa de empréstimos bancários, o encerramento de estabelecimentos e a proibição de viagens para fora do país.

O sr. Khanjani casou com a sra Ashraf Sobhani em meados dos anos 1950. Tiveram quatro filhos. A sua esposa faleceu Março de 2011, quando ele estava na prisão. As autoridades não permitiram que o Sr. Khanjani saísse temporariamente da prisão para participar no funeral da esposa.

Antes de 2008, o sr. Khanjani foi detido e preso pelo menos outras três vezes. Depois de anos de hostilização, foi preso durante dois meses no final de 1980. Durante esse tempo foi intensamente interrogado. No entanto, ao longo desses interrogatórios, foi capaz de convencer a autoridades sobre a natureza não ameaçadora da Fé Bahá'í, tendo acabado por ser libertado juntamente com outros Bahá’ís.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Fariba Kamalabadi

#7Bahais7years



Fariba Kamalabadi é psicóloga e mãe de três filhos; quando era jovem foi-lhe negada a oportunidade de estudar numa universidade pública por ser Bahá'í. Antes de ser presa em 2008, já tinha sido detida duas vezes (por períodos de um e dois meses) devido ao seu trabalho voluntário para a comunidade Bahá'í.

A sra Kamalabadi nasceu em Teerão em 12 de Setembro de 1962. Foi uma excelente aluna e concluiu o ensino secundário com distinção; no entanto, foi impedida de ingressar na universidade. Quando tinha pouco mais de 30 anos começou a estudar Psicologia no BIHE, tendo obtido uma pós-graduação. O BIHE (Instituto Bahá'í de Ensino Superior) era uma instituição alternativa de ensino superior criada pelo Baha'i comunidade do Irão que oferecia ensino superior aos seus jovens.

A sra Kamalabadi casou com o sr. Ruhollah Taefi em 1982. Têm três filhos, o mais novo dos quais tinha apenas 13 anos quando ela foi presa em 2008.

Na década de 1980, a Sra Kamalabadi teve o seu primeiro contacto directo com a perseguição religiosa no Irão, quando o seu pai foi demitido do seu trabalho como médico no serviço público de saúde por ser Baha'i, tendo sido preso e torturado.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Mahvash Sabet

#7Bahais7years


Mahvash Sabet, 62 anos, é uma professora e directora escolar que foi demitida do ensino público por ser Baha'i. Nos últimos 15 anos, ela dirigiu o BIHE (Instituto Bahá'í de Ensino Superior), que oferecia uma alternativa ao ensino superior para os jovens Bahá'ís iranianos. Também trabalhou como membro do Yaran (“Amigos que ajudam”), um grupo informal administrativo da comunidade do Irão.

Nascida a 4 de Fevereiro de 1953, em Ardestan, a sra Sabet mudou-se para Teerão quando tinha 10 anos. Na universidade, estudou psicologia, e obteve um bacharelato. Em Maio de 1973 casou-se com Siyvash Sabet. Deste casamento nasceram um filho e uma filha.

Iniciou a sua carreira profissional como professora e foi directora de várias escolas. Durante a sua carreira profissional colaborou com a Comissão Nacional de Alfabetização do Irão. Após a revolução islâmica, como milhares de outros professores bahá'ís iranianos, foi demitida do seu emprego e impedido de trabalhar nas escolas públicas. Seguidamente tornou-se directora do BIHE, onde leccionou psicologia e gestão.

Em Março de 2008, foi chamada à cidade de Mashad pela delegação do Ministério da Segurança, alegadamente para responder a perguntas relacionadas com o enterro de uma pessoa no cemitério Bahá'í daquela cidade. Foi detida nessa cidade no dia 5 de Março. Os restantes membros do Yaran foram detidos no dia 14 de Maio nas suas residências em Teerão.

sábado, 25 de abril de 2015

Nooshin Khadem libertada


Nooshin Khadem é uma das Bahá’ís que tinham sido detidas em Maio de 2011. Nessa altura as autoridades iranianas atacaram o BIHE (Bahai Institute for High Education – Instituto Baha’í de Educação Superior). A Sra Khadem foi recentemente libertada da prisão de Evin após ter cumprido a pena de 4 anos de prisão a que foi condenada. Ao longo destes 4 anos foram-lhe sempre recusados todos os pedidos liberdade condicional.

Noiva Bahá'í detida em Teerão


Farima Farzandi, uma Bahá’í residente em Teerão foi detida no dia 21 de Abril e levada para local desconhecido. Segundo a organização HRANA, agentes de segurança do governo armados invadiram a residência de Farima Farzandi, fazendo uma rusga e filmando o que foi descrito como uma “detenção violenta”. Farima Farzandi está noiva e deveria casar na próxima semana. Não foram divulgadas informações sobre o seu local ou condições de detenção.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Nomes dos Bahá'ís detidos na República Islâmica do Irão

No último dia do ano Persa, mais de 80 Bahá’ís estavam presos ou detidos temporariamente nas prisões da Republica Islâmica do Irão. A lista que se segue apresenta os nomes desses Bahá’ís e as penas a que foram condenados.

Teerão (Sector feminino de Evin):
1. Mahvash Sabet: 20 anos
2. Fariba Kamalabadi: 20 anos
3. Nushin Khadem: 4 anos
4. Nasim Bagheri: 4 anos
5. Faran Hesami: 4 anos
6. Elham Farahani: 4 anos
7. Nasim Ashrafi: 1 ano
8. Shamis Mohajer: 1 ano

Prisão de Evin (detenção):
9.
Mona Mehrabi
10. Elham Karampisheh
11. Mehrdad Forghani
12. Safa Forghani
13. Ruhiyyih Bagherdokht
14. Laleh Mehdinezhad

Karaj  – Gohardasht (Prisão de Rajai Shahr):
15. Jamaluddin Khanjani: 20 anos
16. Saeed Rezaei: 20 anos
17. Afif Naimi: 20 anos
18. Behrooz Tavakoli: 20 anos
19. Vahid Tizfahm: 20 anos
20. Navid Khanjani 12 anos
21. Adel Naimi: 11 anos
22. Farhad Fahandezh: 10 anos
23. Shahran Chinian Miandovab: 8 anos
24.
Eghan Shahidi: 5 anos
25. Azizolah Samandri: 5 anos
26. Kamran Mortezai: 5 anos
27. Keyvan Rahimian: 5 anos
28. Fouad Fahandezh: 5 anos
29. Amanolah Mostaghim: 5 anos
30. Fouad Moghadam: 5 anos
31. Kamal Kashani: 5 anos
32. Farahmand Sanaii: 5 anos
33. Siamak Sadri: 5 anos
34. Farhad Eghbali: 5 anos
35. Kuroush Ziyari: 5 anos
36. Payam Markazi: 5 anos
37. Ramin Zibaii: 4 anos
38. Afshin Hayratian: 4 anos
39. Shahin Negari: 4 anos
40. Shahrokh Taef: 4 anos
41. Kamran Rahimian: 4 anos
42. Mahmoud Badavam: 4 anos
43. Riaz Sobhani: 4 anos
44. Farhad Sedghi: 4 anos
45. Fouad Khanjani: 4 anos
46. Shahab Dehghani: 4 anos
47. Shamim Naimi: 3 anos
48. Sarang Etehadi: 1 ano

Prisão de Yazd:
49. Shamim Etehadi: 3 anos
50. Khosro Dehghani: 3 anos
51. Iman Rashidi: 3 anos
52. Shabnam Motahed: 2 anos
53. Fariborz Baghi: 2 anos
54. Iraj Lohrasb: 2 anos
55. Naghmeh Farabi: 2 anos
56. Fariba Ashtari: 2 anos
57. Farah Baghi: 1 ano
58. Tanaz Mohammadi: 1 ano
59. Naser Bagheri: detenção
60. Fayez Bagheri: detenção

Mashhad – Prisão de Vakilabad:
61. Nika Kholusi: 6 anos
62. Jalayer Vahdat: 5 anos
63. Davar Nabilzadeh: 5 anos
64. Sonia Ahmadi: 5 anos
65. Sima Eshraghi: 5 anos
66. Nava Kholusi: 4 anos e seis meses
67. Adib Shoa’i: 6 meses

Prisão de Orumiyeh:
68. Fardin Aghsani: 3 anos
69. Farahnaz Moghadam: 3 anos
70. Gisou Sheikh Hassan Abadi: 3 anos
71. Amir Ma’budi: 6 meses
72. Nushin Misaghi: 6 meses
73. Neda Forsatipur: 6 meses
74. Soheila Aqdasi:  6 meses

Prisão de Semnan:
75.
Puya Tebyanian: 7 anos
76.
Afshin Ighani: 4 anos e 3 meses
77.
Susan Tebyanian: 1 ano

Prisão de Arak:
78.
Navid Haghighi: 3 anos

Prisão de Kerman:
79. Shahram Fallah: 3 anos


Prisão Anexa:
80. Ziaollah Qaderi: 3 meses
81.
Faramarz Lotfi: 3 meses
82. Soroush Garshasbi: 3 meses

---------------------------------------------

terça-feira, 14 de abril de 2015

Imagens de prisoneiros Bahá'ís numa exposição de Ai Weiwei


Usando milhões de peças de Lego, o conhecido artista chinês Ai Weiwei criou imagens de 176 prisioneiros de consciência. Entre estes incluem-se Faran Hesami, Kamran Rahimian, Navid Khanjani e os Yaran. Estas imagens integram são uma homenagem aos prisioneiros e encontram-se numa exposição intitulada no Museu Alcatraz (S. Francisco, EUA).








----------------------------------

terça-feira, 7 de abril de 2015

Nasim Ashrafi



Nasim Ashrafi, uma ‪‎Bahai‬ de Teerão, que foi detida durante uma vaga de detenções de Baha’is em Teerão, Mashad e Shiraz no início de Julho de 2012, foi chamada para começar a cumprir pena de um ano de ‪‎prisão‬.

Inicialmente, em Junho de 2013, Nasim foi condenada a 3 anos de prisão, mas essa pena foi reduzida por um tribunal de recurso. Ela foi acusada de fazer propaganda contra o regime e de ser membro da Fé Bahá’í.

--------------------------------
FONTE: Prisoner of the Day: Nasim Ashrafi

quinta-feira, 26 de março de 2015

Lembram-se do pequeno Artin?

Lembram-se do pequeno Artin, cujos pais estavam presos por serem ‪Baha'is‬?

É aquele rapazinho a quem o dissidente iraniano Mohammad ‪Nourizad‬ beijou os pés, e que posteriormente, o pai lhe escreveu uma carta.

Pois, durante o ‪‎Naw-Ruz‬ a mãe teve permissão para se ausentar da prisão durante quatro dias.

A foto abaixo diz tudo sobre a emoção desse momento.



-----------------------
Sobre o pequeno Artin:
-- Seguindo exemplo do Papa, dissidente Iraniano beija os pés de criança Bahá’í
-- Na prisão, o pai do pequeno Artin responde a Nourizad

domingo, 8 de março de 2015

Irão: Bahá’ís de Yazd na mira das autoridades

No Irão, durante o último mês, um considerável número de Bahá'ís têm sido presos ou chamados para cumprir penas de prisão a que foram condenados. Além de múltiplas prisões simultâneas de Bahá'ís em Teerão e Isfahan, também na cidade de Yazd, um número significativo de Bahá'ís foram presos ou tiveram de se apresentar na prisão para começar a cumprir as suas penas.

Entre estes, encontram-se três membros de uma mesma família Bahá’í (pai, mãe e filho) que foram presos num curto espaço de tempo.

Uma fonte contou ao site IranWire: "No dia 21 de Fevereiro, a mãe desta família, Fariba Ashtari Bagheri foi chamada à prisão de Yazd prisão para começar a cumprir a sua pena de prisão de dois anos. Ela e outros 19 cidadãos Bahá'ís foram condenados a penas de 1 a 4 anos de prisão por um ramo do Corte Revolucionário Islâmico de Yazd. Depois disso, há dois dias atrás, os agentes do Ministério da Informação em Yazd fizeram uma rusga (a terceira vez nos últimos dois anos) em casa do Sr. Naser Bagheri de (o marido de Fariba Ashtari), tendo confiscado alguns dos seus bens pessoais. Seguidamente, os agentes prenderam o Sr. Bagheri e o seu filho Faez, e levaram-nos para as instalações do Ministério da Informação."

A mesma fonte descreveu as condições do julgamento de Fariba Ashtari: "Fariba e 16 outros Bahá'ís foram presos numa acção global e simultânea nas cidades de Yazd, Isfahan, Arak e Kerman, no dia 31 de Julho de 2012. Poucos dias depois, outros três Bahá’ís juntaram-se ao número de detidos. Após um mês de detenção solitária, os homens foram libertados mediante o pagamento de uma fiança de 65 mil dólares, e as mulheres mediante o pagamento de uma fiança 41 mil dólares cada uma. Um ano depois, em 24 de agosto 2013, estes 20 cidadãos Bahá’ís foram condenados a penas de 1 a 4 anos de prisão pelo Tribunal Revolucionário de Yazd, acusados de propaganda contra o regime e acções contra a segurança nacional. Todas estas sentenças foram confirmadas pelo Tribunal de Recurso, em Abril de 2014. Fariba Ashtari foi uma das pessoas condenadas neste caso. Ela foi condenada a dois anos de prisão efectiva e um ano de pena suspensa."

Nove dos condenados foram condenados a quatro anos de prisão efectiva e um ano de pena suspensa. Estes nove são Baha'is residentes em Isfahan que ainda não tinham sido chamados para cumprir as penas de prisão. No entanto, desde há um mês, quando Shahram Fallah (residente em Kerman) começou a cumprir a sua pena de prisão, os outros também começaram a receber convocações.

No dia 31 de janeiro, Navid Haghighi (residente em Arak) começou a cumprir uma pena de prisão semelhante a prisão de Arak. Poucos dias depois, Farah Baghi (residente em Yazd) foi chamada à prisão de Yazd para começar a cumprir a sua pena (um ano de prisão efectiva e um ano de pena suspensa). Mehran Islami (também de Yazd) foi chamado à prisão de Yazd no dia 16 de fevereiro. Outro Bahá’í de Yazd condenado neste processo (Fariborz Baghi) também foi chamado, e vai começar a cumprir a sua pena dentro de poucos dias.

Shamim Ettehadi, o mais antigo prisioneiro Bahá’í em Yazd (que tinha sido condenado a três anos de prisão por enviar vídeos da destruição do cemitério Baha'i de Yazd ao canal Manoto TV) viu ser-lhe negado um pedido de saída precária, apesar dos repetidos apelos da sua família. A sua mãe, Azam Motahhari, também foi condenada a um ano de prisão e aguarda ser chamada para cumprir a sua pena. Além disso, dois outros Bahá'ís (Iraj Lohrasb e Tannaz Mohammadi) foram presos em Yazd em Julho do ano passado, acusados de publicar em redes sociais informações sobre violações dos direitos humanos dos cidadãos Bahá'ís. Iraj Lohrasb está a cumprir dois anos e Tannaz Mohammadi está a cumprir uma pena de prisão de um ano.

------------------------------------------------
FONTE: Intensification of Judicial and Security Pressures on Baha’is of Yazd (IPW)


terça-feira, 3 de março de 2015

Nova campanha anti-Bahá'í no Irão

Cartaz anti-Bahá'í colocado no metro de Teerão
Nos últimos dias, vários cartazes anti-Bahá'í têm sido colocados na maioria das estações de metro de Teerão. Esta campanha de propaganda e a detenção de 14 Bahá'ís em Teerão e Isfahan durante as últimas duas semanas sugerem que estamos perante uma nova onda de repressão contra a comunidade Bahá’í do Irão.

O site sahamnews.org afirma que os cartazes de propaganda descrevem os Bahá’ís como membros de um culto criado por potências estrangeiras cujo objectivo é espiar e modificar a cultura e a religião do povo iraniano.

Simultaneamente, a televisão e a radio têm transmitido longos programas anti-Bahá’í que repetem a mesma mensagem: os Bahá’ís são um culto, dedicam-se à espionagem e propagam a imoralidade.

Faranak, uma mulher Bahá’í de 31 anos de idade, comentou: "Fiquei chocada ao ver o cartaz na estação de metro. Não esperava que eles nos tratassem desta maneira. Apesar de estarmos habituados a um tratamento hostil e ofensivo ao longo dos anos, estes cartazes são alarmantes; fazem-nos perguntar depois de todos esses anos de perseguições e prisão, que mais é que eles nos vão fazer?"

Actualmente, mais de 130 membros da comunidade Bahá’í estão na prisão; os mais conhecidos entre estes são os sete dirigentes da comunidade Bahá’í do Irão que já cumpriram sete dos 20 anos de prisão a que foram condenados. Também se encontram presos facilitadores e membros do corpo docente do BIHE (Instituto Bahá'í de Educação Superior), que cumprem penas de 3 a 5 anos por organizarem uma universidade aberta Bahá’í online.

Durante os últimos 30 anos, a juventude Bahá’í tem sido impedida de ingressar nas universidades administradas pelo governo na República Islâmica. Embora durante a presidência de Mohammad Khatami tenha havido algum abrandamento desses abusos, a tendência alterou-se com o governo de Ahmadinejad, que retomou o tom de hostilidade e abusos oficiais contra a comunidade Bahá’í.

----------------------------------------------------
FONTE: New Wave of Attacks on Baha’is (IPW)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A tirania vem dos Governos ou das Religiões?

Por David Langness.


Em verdade, Deus ordenou a realização da justiça e do bem... e Ele proíbe a maldade e opressão. Ele adverte-vos para que sejais cuidadosos. (Alcorão, 16:92)

Sê como uma lâmpada para os que andam nas trevas, uma alegria para os infelizes, um mar para os sedentos, um refúgio para os aflitos, um apoiante e defensor da vítima da opressão. (Bahá'u'lláh, Epistle to the Son of the Wolf, p. 93)
Recentemente, o Ayatollah Ali Khamenei do Irão enviou uma carta aberta aos jovens do Ocidente, expressando uma profunda preocupação com "a imagem que é lhes é apresentada como sendo o Islão."

O líder iraniano dirigiu-se aos jovens do Ocidente, e não aos "políticos e estadistas" da Europa e América do Norte, porque, tal como ele próprio disse, "acredito que eles (políticos e estadistas) afastaram conscientemente o rumo da política do caminho da justiça e verdade."

Khamenei escreveu que as nações ocidentais têm várias "fobias" em relação ao Islão, e que eles têm sido "fingidos e hipócritas" no seu relacionamento com outras nações e culturas. Vamos examinar estas afirmações de forma desapaixonada e objetiva.

O Ayatollah começa por lamentar que o Ocidente tenha provocado durante muito tempo “um sentimento de horror e ódio em relação ao Islão” e colocado “esta grande religião no lugar de um inimigo horrível”. Ele escreve:
Muitas tentativas foram feitas ao longo das últimas duas décadas, desde a desintegração da União Soviética, para colocar esta grande religião no lugar de um inimigo horrível. A instigação de um sentimento de horror e ódio e a sua utilização tem, infelizmente, um longo registo na história política do Ocidente.
Não há dúvida sobre isso. O "longo registo" de animosidade e divisão entre as nações islâmicas do Oriente e as nações da Europa e América do Norte datam de há muito tempo, muito antes da desintegração da União Soviética.

A carta do Ayatollah refere as últimas duas décadas, mas a fractura entre Oriente e Ocidente vem de um passado muito distante, desde a Idade Média. A invasão muçulmana da Península Ibérica no ano 711 EC, marcou, sem dúvida, o início de um conflito cultural épico entre o Islão e o Cristianismo, que continua a repercutir-se no mundo de hoje. O domínio implacável da aristocracia Omíada árabe sobre toda a Hispânia, as carnificinas sangrentas que se seguiram durante as terríveis guerras das Cruzadas e as horríveis torturas da Inquisição, tudo isso tem ecoado ao longo da história de ambas as grandes religiões. Ódios, chacinas e genocídios - de ambos os lados - caracterizaram o comportamento das pessoas comuns e das autoridades religiosas durante esse período negro.

No entanto, se o Ayatollah visitasse o Ocidente moderno de hoje, ficaria provavelmente feliz por saber que a maioria do público esclarecido não responsabiliza o próprio Islão por essas atrocidades históricas.

Em vez disso, as pessoas ocidentais educadas entendem que os indivíduos e os líderes dos próprios governos devem ser responsabilizados pelas suas acções - em vez de culpar as religiões que eles dizem seguir. Por exemplo, quando os líderes ocidentais declararam guerra a países islâmicos como o Iraque (em 2003), uma grande número de ocidentais levantou-se contra essa guerra, incluindo uma maioria de jovens na América do Norte e Europa. Eles não culparam o cristianismo ou o judaísmo por se travar uma guerra injusta e desnecessária; eles culparam os seus governos.

No Ocidente moderno, a maioria das pessoas tenta separar governo e religião, por essa mesma razão. Nós aprendemos que não podemos confiar governos que afirmam ter abraçado uma qualquer filiação religiosa especial, porque muitas vezes eles tomam decisões que violam os princípios espirituais dessa mesma Fé; usam a religião como um meio para controlar e dominar os outros; e para oprimir e marginalizar aqueles que não acreditam no mesmo que eles.

Tanto o Renascimento como o Iluminismo - para os quais os progressos do Islão contribuíram significativamente - procuraram libertar o Ocidente da tirania religiosa,  separar a Igreja do Estado, e conceder a cada homem, mulher e criança o direito humano fundamental e liberdade do culto que consideram adequado.

É claro que essa forma de governo também não mostrou ser perfeito. A carta aberta do Ayatollah dedica vários parágrafos a acusar as nações ocidentais, e a própria civilização ocidental, pelas suas muitas falhas:
As histórias dos Estados Unidos e da Europa envergonha-se com a escravidão, embaraçam-se com o período colonial e mortificam-se com a opressão das pessoas de cor e não-cristãos. Os seus investigadores e historiadores envergonham-se profundamente com o derramamento de sangue realizado em nome da religião entre Católicos e Protestantes, ou em nome de nacionalidade e etnia durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais.
É certo que a escravidão, o colonialismo e a opressão são hoje vistos como vergonhosas no Ocidente, tal como devem ser no Oriente, que também tem uma longa e negra história com comportamentos semelhantes. Nenhum governo humano é perfeito, e os governos só começam a aproximar-se da perfeição quando admitem os seus erros e tentam corrigi-los.

Hoje, por exemplo, o governo do Irão reprime brutalmente a sua maior minoria religiosa, os Bahá’ís, negando-lhes o direito à educação e ao emprego; aprisionando-os com base em acusações falsas; torturando e executando-os quando o seu único crime é acreditar numa religião diferente. Todas as organizações internacionais de direitos humanos, incluindo as Nações Unidas, concordam que o governo iraniano actualmente oprime os Bahá'ís.

Mas, apesar de Muhammad ter proibido a opressão no Alcorão, a liderança iraniana não parece desgostosa com essa opressão, por alguma estranha razão. Se o Islão proíbe a opressão, não deveria ela cessar? E não ficaria a juventude do Ocidente - com o seu profundo compromisso com a verdade, a justiça e a liberdade de pensamento - mais impressionada se o Irão terminasse essa a opressão do que com uma carta aberta?

---------------------------------------------------------------
Texto original: Does Tyranny Come from Governments or Religions? (www.bahaiteachings.org)

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

David Langness é jornalista e crítico de literatura na revista Paste. É também editor e autor do site bahaiteachings.org. Vive em Sierra Foothills, California, EUA.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Seis anos de prisão por ser Bahá’í

O Tribunal Revolucionário da cidade de Mashad, no Irão condenou o Sr. Manuchher Khalousi a seis anos de prisão devido às suas crenças na Fé Bahá’í. O Sr. Khalousi foi acusando de “propaganda contra o regime”, “actos contra a segurança naconal”; as provas apresentadas não evidenciam qualquer das acusações, e baseiam-se apenas no facto do acusado ser Baha’i.

O Sr. Khalousi foi preso no dia 29 de Novembro de 2013, quando as forças de segurança invadiram a sua residência (a 6ª rusga desde a revolução de 1979!). No julgamento realizado em Julho de 2014, foi acusado de “actos contra o regime através de entrevistas à comunicação social estrangeira”. No entanto, não se conhecem entrevistas do Sr. Khalousi aos media iranianos ou estrangeiros. O tribunal acabou por reconhecer que a decisão carecia de provas e nomeou um juiz para recolher evidências. Aparentemente não foram apresentadas provas e foi agora condenado sem qualquer fundamento. Em 1999, o Sr Kholousi tinha sido condenado à orte por ser Baha’i. Esta pena posteriormente foi reduzida para um ano de prisão

As filhas do Sr. Kholousi, Nika e Nava, já tinham sido condenadas a 6 e 4 anos e meio de prisão, respectivamente, sendo acusadas de serem membros da “organização Baha’i”, “participação em actividades Baha’is ilegais”, “propaganda a favor dos Baha’is e contra o regime da Republica Islâmica”.

----------------------------------------
FONTE: Manuchher Khalousi sentenced: six years for being a Bahai (Sen’s Daily)