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terça-feira, 7 de junho de 2011

Aulas Baha’is para Crianças, em Portimão

Programa “A Fé dos Homens”, emitido na RTP2, no dia 06-Junho-2011.
Reportagem sobre um projecto de Aulas Baha’is para Crianças, em Portimão.

domingo, 6 de março de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Deolinda: Parva que Sou

Porque me preocupa profundamente o futuro deste país, faço eco desta magnífica canção de protesto



Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Geração Viva: Igualdade de Género

Ensaio do grupo de intervenção Geração Viva sobre a Igualdade de Género.
Programa "A Fé dos Homens", transmitido na RTP2, em 20-Dezembro-2010.

domingo, 7 de novembro de 2010

Artigo no boletim Ecclesia (1951)

O Rui Almeida teve a gentileza de me enviar uma cópia de um artigo sobre a Fé Bahá'í, publicado em Julho de 1951 no boletim Ecclesia, órgão oficial da Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica. Apesar do autor do texto não estar identificado, este documento tem diversos aspectos interessantes e pode ser considerado um testemunho histórico do surgimento da Fé Bahá’í em Portugal.



(clique nas imagens para aumentar)



Aqui fica a transcrição do texto:

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UMA RELIGIÃO NOVA EM PORTUGAL

O bàbismo, que Eça de Queiroz tornou conhecido em Portugal, na sua prosa inconfundível, fazendo do seu Fradique um apóstolo do que era então uma religião nova em folha e mal registada pelos especialistas, chegou há poucos meses a Lisboa, rejuvenescido, adaptado ao fugaz momento da Política Mundial, rotulado com um novo nome, impulsionado pelos métodos da propaganda norte-americana, autenticando-se com recentes mártires e santos, infiltrando-se por meio de belas brochuras e consideráveis volumes, fazendo afirmações ecléticas de respeito cristão, dourando-se com a arte imponente da sua sede ocidental e com o mistério da sua origem asiática...

Tudo isto é tão estranho, que o leitor decerto já pensou que estaremos fazendo literatura recreativa, ou crónica leve com intenções alegoristas; o mesmo terão pensado do bàbismo de Fradique Mendes... Todavia tendes aqui uma notícia bem verdadeira, meditada e documentada. Temos motivos para crer que ainda o "baaismo", o novo nome desta novíssima religião, conseguirá o que não tem conseguido, segundo nos consta, instalar-se legalmente entre nós. Veremos o que "resulta", como dizem os nossos amigos espanhóis.

Um grupo de alegres e vivas senhorinhas ianquis trouxeram há pouco, como já foi dito, na sua bagagem, para a nossa terra, o livro de cheques de turismo e os primeiros prospectos e tratados em que se descrevem os antecedentes e se explanam as doutrinas do novo culto.

Façamos um pouco de história: praticamente o bàbismo donde derivou o baaísmo rejuvenescido pelas necessidades éticas do Momento, foi uma seita islamita que se autonomizou, por assim dizer, devido a influências estranhas à sua origem, principalmente cristãs, proclamando-se uma religião universal, adaptada às actuais necessidades. Era uma seita modista, sincretista e eclética, fundada por Mirzá Ali Muhamede, um siíde descendente de Mafoma, nascido em Xirás, no sul da Pérsia, a 20 de Outubro de 1819, que como reformador religioso, assumiu o título de Bab (a Porta), dado por seus discípulos. Escreveu em persa o livro "Baian", foi observante do islamismo xiíta e porfim foi fusilado, por herege muçulmano, a 9 de Julho de 1850. Poderia ter o bàbismo desaparecido no pó dos arquivos da excentricidade humana, se não fora essa condenação e se um outro hábil político-pensador não houvera surgido, tomando o facho altruísta que caíra da mão inerte do espingardeado. Chamava-se este Mirzá Husain Ali Nuri, mas adoptou o nome de Baàulá (glória de Deus); mas é saudado pelos seus sequazes pelos nomes de Jèmalé Mobareque, ou "beleza sagrada", e de Jèmalé Quedâme, ou "beleza eterna". Nasceu em 12 de Novembro de 1817 e tornou-se em 1844 um dos principais partidários de Bab, dedicando-se à propagação pacífica dessa doutrina na Pérsia. Justiçado o Bab foi ele exilado com os principais bàbis, para Bagodá, e mais tarde para Constantinopla, ou Istambul, e para Andrinopla, sob vigilância do governo turco. Foi nesta última cidade que Baàulá declarou abertamente a sua missão, dizendo ser "aquele que Deus devia manifestar", anunciado pelo Bab nos seus escritos e prometido para os "últimos dias". Em cartas endereçadas aos principais chefes de estado da Europa convidava-os a reunirem-se a ele para o estabelecimento da religião e da paz universais. Desde então os bàbis que o reconheceram tornaram-se báaís. Em 1869 o sultão exilou Baàulá para S. João de Acre, a "Prisão Suprema", onde veio a redigir a maior parte das suas obras doutrinárias e onde morreu em 28 de Maio de 1892. Seu primogénito, Abas Efendi, que se apelidou Abdul Baá, ou "servo de Baá, recebeu dele o encargo de disseminar a religião e manter a ligação entre os baàís de todo o mundo, tendo nascido na Pérsia em 23 de Maio de 1844, o ano em que seu pai se declarou bàbí; e desde a infância compartilhou das perseguições sofridas por seu pai, até que, em 1908, elas cessaram com a vitória dos jovens-turcos. De 1911 a 1913 percorreu a Europa e a América do Norte expondo as suas doutrinas e visitando os grupos já existentes. Foi feito cavaleiro do Império Britânico em 1920...

O seu pensamento contém-se principalmente nas "Lições de S. João de Acre", dadas de 1904 a 6, recolhidas por Laura Clifford Barney e publicadas em 1907, de que há versão resumida em português. Não somente nos países muçulmanos, como já vimos, mas, conforme suas estatísticas de 1946, em 78 países, representando 31 raças e falando 53 idiomas vários, há "assembleias espirituais", obedecendo ao 1.° "Guardião da Causa de Deus", Xogui Efendi, o neto materno de Abdul Baá, que cursou a universidade de Oxónia e assumiu a direcção do movimento por morte de seu avô, em 28 de Novembro de 1921. Este homem é assistido pelas "mãos da Causa de Deus", indivíduos nomeados pelo fundador, primeiramente, depois pelos sucessores, o filho e o bisneto. Os seus centros mundiais são em Wilmette, Illinois, Estados Unidos, onde construíram uma grande "Casa de Adoração" e o Escritório Internacional Baàista em Genebra, na Suíça. Trata-se duma religião monoteísta, messiânica (ou modista, como se diz no Islame) dizendo-se aclerical mas tendo praticamente um ministério levítico, com uma dinastia a dirigi-lo, dizendo-se alitúrgica mas construindo uma grande casa de adoração. Como muçulmanos de origem, os baaistas são contrários à doutrina hindu das reincarnações, seguidas pelos espiritistas e teosofistas. Sem originalidade alguma nas suas aspirações de ordem social, apresentam-se audaciosamente como pioneiros do pacifismo, da igualdade dos sexos, da intercidadania, e, para captar adeptos em todos os credos, afirmam ter-se cumprido o segundo advento cristão, a vinda do Màdi, dos muçulmanos, do quinto Buda, do Xá-barame esperado pelos zoroastrianos, e a nova incarnação de Crixna. O seu fundador é considerado um profeta que há sessenta e tal anos previu factos hoje em cumprimento, e que nele houve pelo menos o milagre duma sabedoria não recebida pelos livros, visto ser homem inculto. Exemplo de profecia é esta: os 1335 dias proféticos de Daniel juntos à data da Hégira (fuga de Mafoma, de Meca para Medina em 622) dão a data de 1957, em que se verificará o "grande acontecimento".

Têm eles, portanto, de se esforçar por captar prosélitos antes de chegarem a essa data tão ousadamente indicada, como outras que aventureiros das religiões de vez em quando aventam...

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Alguns comentários sobre este artigo.

1. Na época em que o artigo foi publicado, já tinham chegado a Portugal vários pioneiros Baha’is provenientes dos Estados Unidos. Estas deslocações faziam-se de acordo com objectivos de um plano de expansão da Comunidade Bahá'í (1946-1953). Estes pioneiros ajudaram a construir e a fortalecer os primeiros alicerces da comunidade. Até então apenas havia em Portugal pequenas comunidades e grupos isolados de Bahá'ís. O texto refere "Um grupo de alegres e vivas senhorinhas ianquis" que trouxeram consigo os primeiros prospectos e livros.

2. O autor manifesta tem uma curiosidade genuína na Fé Bahá'í. Admira os métodos de "propaganda americana", as "belas brochuras", os "recentes mártires e santos". A sua descrição da história da Fé Bahá'í está muito próxima daquela que conhecemos. Por outro lado, refere que a Fé Bahá'í não tem "originalidade alguma nas suas aspirações de ordem social", apesar de descrever os Bahá'ís como "pioneiros do pacifismo, da igualdade dos sexos, da intercidadania".

3. O artigo foi publicado numa época em que Shoghi Effendi dirigia os destinos da Comunidade Bahá'í a nível internacional, e não tinha ainda sido eleita a Casa Universal de Justiça. O texto refere que os Bahá'ís são dirigidos por uma "dinastia".

4. O autor refere a ambição dos Bahá'ís em instalarem-se legalmente em Portugal. Na verdade, os Bahá'ís viveram situações muito complicadas durante a ditadura. O reconhecimento oficial só foi conseguido em 1975.

5. O texto tem uma grafia diferente da actualmente usada. Usa-se "Baàulá", em vez de Bahá'u'lláh; "Abdul Baá" em vez de 'Abdu'l-Bahá; "Xogui Efendi" em vez de Shoghi Effendi; "Oxónia" em vez de Oxford.

6. O artigo também revela alguma sobranceria: a Fé Babi é referida como uma "excentricidade humana". Bahá'u'lláh é descrito como "hábil político-pensador". Nas últimas frase (sobre a profecia) há um toque de ironia que devia merecer alguma reflexão por parte dos Bahá'ís.

domingo, 24 de outubro de 2010

Retirar benefícios às minorias religiosas é inconstitucional

"Discriminação", afirma hoje o Diário de Notícias. Os sombreados a amarelo são da minha responsabilidade.

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Constitucionalistas consideram que Governo não pode retirar benefícios fiscais às minorias religiosas, como prevê Orçamento do Estado para 2011, e mantê-los para católicos. IPSS também são afectadas

A decisão de retirar os benefícios fiscais às minorias religiosas radicadas em Portugal, mantendo os da Igreja Católica - prevista na proposta de Orçamento do Estado (OE) - é inconstitucional. A questão não oferece dúvidas aos constitucionalistas contactados pelo DN e merece a condenação unânime dos líderes religiosos.

O documento revoga o alargamento dos benefícios concedidos à Igreja e às outras comunidades religiosas, decidido em 2001 no âmbito da Lei da Liberdade Religiosa, mas mantém esse privilégio para os católicos.

A Igreja goza de isenção de IVA, na prática, desde 1990. Ou seja, o IVA sobre as compras e actividades económicas é cobrado pelo Estado, mas depois devolvido. Em 2001, esta isenção foi alargada às outras religiões radicadas no País - aplicando o princípio constitucional da não discriminação religiosa. O OE prevê, no seu artigo 127.º, a revogação desse artigo da Lei da Liberdade Religiosa.

Para o constitucionalista Bacelar Gouveia, a medida é "notoriamente inconstitucional", porque torna "desigual aquilo que já era igual". Ou seja, além de ser discriminatória, destrói uma igualdade que já tinha sido conquistada. "Faria sentido, em tempo de crise, se se reduzisse os benefícios um pouco, mas de forma igual para todos, por exemplo. Assim, assume contornos de perseguição fiscal às minorias religiosas", conclui.

"Parece óbvio que é inconstitucional", concorda Paulo Pinto de Albuquerque, lembrando que além da discriminação, a medida viola a "proibição de retrocesso social". O especialista Bacelar Vasconcelos, membro da Comissão de Liberdade Religiosa, espera que se corrija "esta falha no debate no Parlamento, porque se trata de uma aberração na medida em que é tão claramente inconstitucional". Aliás, a manter-se, esta medida afectaria a constitucionalidade do próprio OE, lembra.

O constitucionalista Paulo Otero explica que se fosse pedida uma fiscalização preventiva do documento - o que só pode ser feito pelo Presidente da República, Cavaco Silva, depois da aprovação da Assembleia - e o Tribunal Constitucional (TC) considerasse esta norma inconstitucional, isso poderia atrasar a entrada em vigor do OE. Outro cenário, mais provável, é o de, depois da entrada em vigor, ser feita uma fiscalização sucessiva. Esta pode ser pedida pelo provedor de Justiça, deputados ou Presidente. Neste caso, se o TC declarar o artigo inconstitucional, a decisão só afecta aquela norma.

O representante da Aliança Evangélica na Comissão da Liberdade Religiosa, por sua vez, espera que o artigo 127.º seja alterado ainda antes de ser aprovado na Assembleia. "É um recuo absurdo", lamenta Fernando Soares Loja, fazendo eco das palavras dos líderes religiosos que falaram com o DN (ver topo da página).

A proposta do OE prevê ainda que as instituições de Solidariedade Social (IPSS) deixem de poder deduzir o IVA. Para o presidente da Confederação das IPSS, "é uma falta de senso" que pode mesmo levar ao encerramento de várias organizações. O padre Lino Maia diz que já alertou todos os partidos e o Governo para esta situação.

sábado, 23 de outubro de 2010

Governo revoga benefícios às instituições religiosas mas não os tira à Igreja Católica

Notícia de hoje, no jornal Público. Os sombreados são da minha responsabilidade.
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O Governo quer retirar os benefícios fiscais concedidos em 2001 às instituições religiosas não católicas e às instituições particulares de solidariedade social (IPSS), mas mantendo os apoios concedidos desde 1990 à Igreja Católica.

A iniciativa não foi comunicada às diversas comunidades e aparece sem qualquer referência, como uma revogação de benefícios fiscais, em três linhas da proposta de Orçamento do Estado (OE) de 2011 – a votar pelo Parlamento na generalidade a 3 de Novembro próximo. Apesar de questionado anteontem, o Ministério das Finanças não deu qualquer explicação sobre o carácter discriminatório da medida nem sobre a poupança esperada.

Entre membros de comunidades religiosas não católicas, colocados a par da decisão governamental, a primeira impressão foi de incredulidade e a segunda de espanto. A mesma reacção encontrou-se na comissão da liberdade religiosa, órgão independente de consulta da Assembleia da República e do Governo, prevista na Lei de Liberdade Religiosa (Lei 16/2001) e com “funções de estudo, informação, parecer e proposta em todas as matérias relacionadas com a aplicação da Lei de Liberdade Religiosa”.

O seu vice-presidente, Manuel Soares Loja, defende que, caso venha a ser aprovado esse artigo do OE de 2011, trata-se de “um retrocesso” e de uma violação de dois princípios constitucionais – o da igualdade e o da separação entre o Estado e a religião. “A intenção já em si é uma má notícia, mas se for aprovado é um retrocesso ao princípio da igualdade”, afirma Manuel Soares Loja. “Perceberíamos, se todas as igrejas fossem afectadas.” Assim sendo, parece que passa a haver “cidadãos de primeira e cidadãos de segunda”.

Em 1990, o Governo Cavaco Silva concedeu, na prática, a isenção de IVA à Igreja Católica, conferência episcopal, dioceses, seminários e outros centros de formação destinados à preparação de sacerdotes e religiosos, fábricas da Igreja, ordens, congregações e institutos religiosos. Essa isenção incidiu sobre objectos, bem como a construção, manutenção e conservação de imóveis destinados “ao culto, à habitação e formação de sacerdotes e religiosos, ao apostolado e ao exercício da caridade”. As IPSS foram incluídas no rol das entidades beneficiárias.

Na altura, a forma encontrada entre o Governo e a Comissão Europeia, de maneira a não contrariar as regras comunitárias, foi a de cobrar o IVA às actividades económicas da Igreja Católica, mas conceder-lhes um subsídio igual ao reembolso do IVA suportado. Mas essa prática fiscal em benefício unicamente da Igreja Católica seria mais tarde alargada.

Em 2001, a lei de liberdade religiosa estendeu o benefício às outras religiões radicadas no país, como forma de respeitar o princípio constitucional de não discriminação. Ora, passados nem dez anos, o Governo pretende revogar parte dessa própria lei.

O OE de 2011 prevê, no seu artigo 127.º, a revogação, primeiro, do artigo 2.º do Decreto-Lei 20/90 que consagrou a isenção de IVA na aquisição de bens e serviços relacionados com a actividade desenvolvida pelas IPSS.

Depois, propõe-se ainda a revogação do artigo 65.º da Lei de Liberdade Religiosa. Esse é o artigo que veio, precisamente, conceder às "igrejas e comunidades religiosas radicadas no país, bem como os institutos de vida consagrada e outros institutos", o direito de opção pelos benefícios concedidos à Igreja Católica no Decreto-Lei 20/90.

domingo, 10 de outubro de 2010

Falta de bom senso

Fernando Madrinha escrevia ontem no Expresso:
(...) Ricardo Gonçalves, eleito e reeleito por Braga desde 1999, diz que 67 euros de ajudas de custo por dia , ainda que somados aos 3700 euros de vencimento, não chegam. "Quase não temos dinheiro para comer", desabafou, sem se dar conta como ofendia os muitos portugueses que, de facto, quase não têm dinheiro para comer.

A coisa pode ser vista como apenas mais um contributo para o anedotário político nacional. Mas, numa semana em que tanto se falou de ética republicana e parlamentarismo, pode a Assembleia inverter a via da decadência com exemplares destes a serem eleitos de legislatura para legislatura?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Interview with Professor Suheil Bushrui

Entrevista com o Prof. Suheil Bushrui.

Program "Fe dos Homens" broadcasted on RTP2 (Portugal), on the 3rd October 2010. Filmed at the Summer School, in Santarem.

Programa "Fé dos Homens" transmitido na RTP2 em 03 de Outubro de 2010. Gravado durante a Escola de Verão em Santarém.





terça-feira, 21 de setembro de 2010

Geração Viva: Violência Doméstica

Ensaio do grupo de intervenção Geração Viva sobre a violência doméstica.
Programa "A Fé dos Homens", transmitido na RTP2, em 20-Setembro-2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Geração Viva - Educação

Programa "A Fé dos Homens", filmado em Darque (Viana do Castelo). Inclui um excerto de um ensaio do grupo Geração Viva, dedicado ao tema da Educação.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Geração Viva - Pobreza

Programa "A Fé dos Homens", filmado em Darque (Viana do Castelo).
Inclui um excerto de um ensaio do grupo Geração Viva, dedicado ao tema da Pobreza, um tema rap, e uma entrevista com Daniel Silvestre.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ser Bahá'í em Angola (2)

Matilde Oliveira Lopes partilha diversas recordações da sua vida como Bahá'í durante o tempo em que residiu em Angola (1964-1975).

Particularmente tocante é a descrição do episódio com inspector da PIDE (2º vídeo), assim como a história da outra Matilde (3º vídeo).





quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ser Baha'i em Angola (1)

Maria da Piedade Antunes partilha algumas das suas experiências como Bahá'í, durante o tempo em que viveu em Angola (1973-1975).

domingo, 6 de junho de 2010

Muitos dias tem o Mês



MUITOS DIAS TEM O MÊS é um documentário sobre uma realidade actual e emergente na sociedade portuguesa: o endividamento das famílias. Depois da selecção para a competição nacional e na secção 'Pulsar do Mundo' no Festival Indie Lisboa 2009, e do Prémio Especial do Júri em Santa Maria da Feira, chega às salas, com sessões comentadas a partir de 14 de Junho as 19h.

MUITOS DIAS TEM O MÊS traça um retrato de homens e mulheres que vivem uma angústia que se repete todos os meses: serão capazes de pagar os seus empréstimos e sobreviver até ao mês seguinte? Pessoas endividadas que vivem as suas vidas ao ritmo quotidiano dos prazos, das obrigações e do esforço para retomarem o controlo das suas vidas. Dia a dia. Mês a mês.



Nota da Realizadora

"Muitos dias tem o mês" procura resgatar do anonimato dos números e estatísticas, a voz e o rosto de pessoas que, entre o sonho e o desespero, entre a ilusão e o esforço, se vêm a braços com dificuldades em fazer face aos compromissos assumidos.

"Muitos dias tem o mês" surge de uma inquietação sobre uma situação humana limite, sobre a natureza do ser humano e as suas contradições. Revela a luta diária de pessoas, com os seus calendários povoados por dias em que é preciso cumprir obrigações.

"Muitos dias tem o mês" é um retrato urgente duma sociedade centrada na satisfação imediata do Eu. Uma sociedade onde tudo nos indica que a felicidade só se alcança com consumo. Só assim os nossos desejos podem ser saciados.

"Muitos dias tem o mês" propõe um olhar sobre os mecanismos de aquisição de crédito, os seus intervenientes e protagonistas. Um olhar atento que questiona e provoca a reflexão. Um olhar que, para além da apresentação de factos e informação, procura alertar e ter um efeito pedagógico na sociedade.

"Muitos dias tem o mês" põe em confronto dois padrões antagónicos: a expectativa e realidade, necessidade e desejo, prazer e disciplina. Procura reflectir sobre a nossa postura enquanto trabalhador devedor e consumidor gastador. Estes dois padrões são o reverso de uma mesma moeda: NÓS.

Biofilmografia da realizadora

Margarida Leitão nasceu a 23 Abril 1976, em Lisboa. Em 1997 terminou o curso de Cinema, área de Montagem, na Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa. Encontra-se neste momento a preparar um documentário sobre os artigos de luxo manufacturados nas prisões para mulheres, intitulado Design Atrás das Grades.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Governação e Política

A perspectiva bahá'í sobre governação e política.
Entrevista com o Dr. Carlos Jalali, professor da Universidade de Aveiro.





domingo, 14 de março de 2010

Sócrates reafirma "respeito absoluto" pela liberdade religiosa



No Jornal I:

O primeiro ministro, José Sócrates, reafirmou hoje o "respeito absoluto" do governo pela liberdade religiosa e pela neutralidade do Estado face à crença de cada cidadão, durante uma cerimónia que assinalou o 25º aniversário da Mesquita de Lisboa.

José Sócrates destacou o contributo da comunidade islâmica para "o engrandecimento e reforço da tradição humanista e universalista portuguesa".

Para o primeiro ministro, a presença de uma forte Comunidade Islâmica em Portugal é "um fator de enriquecimento cultural, que tem sido exemplo permanente de integração harmoniosa e enriquecedora".

Salientando que o Estado português é laico, mas a sociedade não, Sócrates afirmou que "um princípio fundamental na acção do governo é o respeito absoluto pela liberdade religiosa e pela neutralidade do Estado face à crença religiosa de cada cidadão".

"Felizmente há cada vez mais a consciência de que o progresso, a paz e um futuro melhor só serão possíveis através do aprofundamento do diálogo intercultural e do diálogo ecuménico, através de uma aliança de civilizações que ponha o melhor de cada uma ao serviço do bem comum", considerou.

O presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, Abdool Karim Vakil, afirmou que "a liberdade religiosa deu uma nova dimensão ao relacionamento entre crentes de todas as fés" em Portugal.
"Tanto mais que a Lei da Liberdade Religiosa não é uma lei inflexível", salientou, "permitindo uma permanente adaptação à realidade portuguesa de hoje que é cada vez mais pluriétnica, pluricultural e plurireligiosa", disse.

"Posso afirmar com orgulho que, pelo menos em termos europeus, Portugal é um exemplo de convivência harmoniosa e fraterna entre todos os seus cidadãos, independentemente da sua religião, etnia ou cultura", adiantou.

Abdool Karim Vakil exemplificou com o esforço para adaptar a assistência hospitalar e as prisões aos requisitos especiais "a observar na alimentação e na assistência religiosa aos doentes e reclusos" das diversas religiões.

A Mesquita Central de Lisboa é a primeira construída de raiz desde a expulsão dos muçulmanos e judeus de Portugal, no século XV.

A sua primeira fase de construção foi terminada a 29 de março de 1985, há 25 anos.

Durante a cerimónia comemorativa do aniversário receberam diplomas de homenagem o Banco Alimentar contra a Fome, a Cáritas Portuguesa, a Autoridade Nacional de Protecção Civil, a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, o comandante António Homem Gouveia e o primeiro ministro José Sócrates.


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COMENTÁRIO: Tive o privilégio de estar presente nestas comemorações e devo salientar a simpatia com que fui recebido. Como nota de curiosidade, retive que o Dr. Vakil, na sua intervenção, referiu explicitamente a participação da comunidade Bahá'í no grupo de trabalho para a assistência religiosa aos doentes e reclusos. Também na documentação distribuída se encontrava uma página com citações de escrituras de diversas religiões, onde se encontrava uma citação de Bahá'u'lláh.