Uma questão que coloquei a vários bahá'ís. Aqui ficam as respostas.
----------------------------------------Claro que deve acreditar cegamente em Bahá'u'lláh, pois Ele tem em si os nossos olhos!
(JMF)É pá a tua pergunta, de alguma forma deveria ser melhor explicada, mas segundo aquilo que entendi, a minha resposta é a seguinte:
Se estás a falar de um bahá'í apronfundado nas Escrituras Sagradas, idealmente não só as Escrituras Bahá'ís, com experiência, e que tenha aceitado Bahá'u'lláh quer pela razão mas também pelo coração, deve ou não acreditar em Bahá'u'lláh cegamente, eu respondo que sim. Não há razão para persistir na dúvida depois de se fazer uma descoberta intensa e bem estruturada. Muita gente hoje em dia caí no erro de se viciarem no processo de busca, pelo que mesmo quando encontram o que procuram, não querem acreditar e seguem procurando porque de alguma forma dão mais valor ao processo de busca do que ao objectivo dele.
Agora, para um novo bahá'í que ainda não conhece bem as leis bahá'ís, e a própria Revelação de Bahá'u'lláh, acho de alguma forma justificável e aceitável que hajam dúvidas na sua Fé. O processo de desenvolvimento espiritual de um bahá'í, é em tudo idêntico ao dos outros crentes das outras religiões, requer tempo, desejo e empenho da própria pessoa. É claro, uns precisam mais tempo do que outros.
Em resumo: Acho que o resultado final do processo de busca e conhecimento do Manifestante Divino é chegar ao ponto de não haver dúvidas sobre a realidade do Manifestante Dívino, neste caso falamos de Bahá'u'lláh, logo acreditar cegamente nas Suas palavras e leis. Mas isso só é válido se a busca for verdadeira e pura, o que a meu ver significa, ser impulsionada pelo coração e suportada pela razão.
(Pedro Reis)Marco, para mim é claro. Acreditamos com toda a visão dos nossos olhos interiores em Bahá'u'lláh! O "cegamente" é paleio de quem só usa os olhos limitados que estão imbutidos na face. Estes dão-nos a perspectiva de uma realidade limitada e incompleta.
Beijinhos!
(Stella)Em princípio, penso que sim, mas aí tudo depende da Fé de cada um.
Antes de nos tornarmos baha'is, como é natural, temos todo o direito de O questionarmos, mas uma vez que O aceitemos como um Mensageiro de Deus, então creio que isso deixa de fazer sentido.
Porém, como não somos perfeitos, nossa fé costuma ter altos e baixos, e às vezes fraquejamos.
(Coriolano J. S. Corrêa)Questão dificil Marco, porque acho que acima de tudo é uma questão de Fé e coração e não puramente intelectual e da mente. Duvido que alguem se torna Baha'i meramente via debate intelectual ou provas materiais. A dada altura, ou algo nos toca a alma e coração ou nada ...achamos tudo muito bonito e até podemos achar os principio validos mas isso em si não prova divinidade a ninguem :-)
(Navid)Não penso que seja essa a Sua vontade.
(JMoutinho)Se Bahá'u'llah ensinou a livre investigação da verdade, teria querido que todas as pessoas que O conhecessem viessem a pôr em causa algumas das coisas sobre as quais falou, escreveu e que fazem parte integrante da Sua Mensagem. Um Bahá'i deve ser alguém que aceita conscientemente os princípios da Fé Bahá'i.
Como é evidente, há coisas que nós não entendemos e que nos parece que não se aplicam aos nossos dias, mas deve haver boas razões, por parte do Manifestante de Deus para as ter citado como parte de um código de vida. Essas coisas, têm a ver mais com o desenvolvimento da Sociedade em que nos inserimos, pois os princípios espirituais são imutáveis e muito semelhantes a tudo o que os outros Manifestantes de Deus disseram. Portanto, acho que alguém que acredita em Bahá'u'llah não O aceitou "cegamente". Reconheceu nele as qualidades ensinadas pelos Manifestantes que O precederam e acredita que os ensinamentos que nos deixou, levarão à construção de um mundo mais equilibrado onde a Humanidade seja como as "ondas de um só mar" e "as flores de um só jardim".
Ser bahá'i não é abdicar dos ensinamentos dos outros Manifestantes de Deus, é conseguir um "valor acrescentado" à Mensagem Divina, ao aceitar Bahá'u'llah!
(Maria Lagos)Great question! The answer is, I believe, no. Here are a few quotes and links:
A humanity which has come of age no longer needs the language of parable and allegory; faith is not a matter of blind belief, but of conscious knowledge. Nor is the guidance of an ecclesiastical elite any longer required: the gift of reason confers on each individual in this new age of enlightenment and education the capacity to respond to Divine guidance."(
Baha'i International Community Office of Public Information, Baha'u'llah, 1991, p. 5)
"[Baha'i]Apologetics must show that faith is not blind belief but is the culmination of the full exercise of humankind's essential nature as 'the rational soul'." (Ian Klug "
Apologetics: A Personal Vision")
"I believe that reason and faith do not contradict each other but are two mutually reinforcing means to comprehend reality. The Baha'i principle of the harmony between science and religion highlights this matter. According to this principle, Science, without religion, will lead mankind into an age of materialism and can be abused to produce dangerous and destructive developments that are in contrast to the purpose of science, which is to be of benefit to humankind.
Pursue of religion on the other hand, without a belief in science, is going to result in blind superstition." (Carlo Schroeder, "
My Faith and Me")
(George Dannells)I'm not sure the question really applies. Because Baha'u'llah says that we should seek out the truth for ourselves, we must be educated. At the same time, we must have faith that if we believe in Him, we must follow His laws, regardless of whether we understand all of the reasons behind them. Faith and reason must go hand in hand, otherwise religion becomes superstition.
(Please don't use my name. :-))
Creo que un bahá'í debe creer en Bahá'u'lláh con tanta certeza como cree que el agua es fluida, que el fuego consume, y que el sol saldrá mañana, pero debe buscar respuestas, así como un verdadero investigador busca conocer y entender la naturaleza del agua, del fuego, y el movimiento de rotación de la tierra.
(Husayn Villar)