quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Paranóia
Os tumultos nas ruas das cidades iranianas voltaram a receber a atenção dos media mundiais, tendo países como Estados Unidos, a Rússia e a União Europeia apelado à contenção das autoridades iranianas. Parece óbvio que o povo iraniano não se conforma com os resultados oficiais das eleições de Junho passado.
No meio da troca de acusações e ameaças que vêem a público, não faltaram os apaixonados das teorias da conspiração. Desta vez, o especialista é um tal Sr. Nematolah Bavand que afirmou à agência FARS (a agência noticiosa semi-oficial do Irão) que os Baha’is estariam por detrás da agitação dos últimos dias.
Uma outra pérola da paranóia iraniana surgiu numa notícia do jornal Javan. Aqui fica a tradução
O Irão vive hoje dias difíceis. Esperemos que as autoridades - à semelhança do que já aconteceu com outros regimes totalitários - não caiam na tentação de apontar um bode expiatório para os seus problemas.
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FONTE: Iran State Media Blames the "Baha’i Sect" for Recent Unrest (MNBR)
No meio da troca de acusações e ameaças que vêem a público, não faltaram os apaixonados das teorias da conspiração. Desta vez, o especialista é um tal Sr. Nematolah Bavand que afirmou à agência FARS (a agência noticiosa semi-oficial do Irão) que os Baha’is estariam por detrás da agitação dos últimos dias.
Uma outra pérola da paranóia iraniana surgiu numa notícia do jornal Javan. Aqui fica a tradução
Denunciada a conspiração Bahai no campo de Musawi para insultar as santidades religiosas
No dia da Ashura, os apoiantes do campo de Musawi não tiveram a decência de se abster de profanar o mais sagrado dos santuários religiosos. Ao rasgar cópias do Alcorão na Rua Enqelab, na frente dos que lamentavam o martírio do Imam Hussein, expuseram a outra face do seu desprezo pela religião
Confirmando esta informação, um especialista em questões de segurança disse ao Javan Online: "As acções no Campo de Musawi para profanar santidades religiosas não são novas. Na verdade, isso começou a acontecer quando se formou um grupo de Baha'is no staff deste candidato, durante os dias que antecederam a eleição. "
Acrescentou: "Essa seita há muito tempo que planeia atacar as santidades religiosas do povo no dia da Ashura mas como não conseguem garantir a protecção das massas, nunca serão bem sucedidos. "
Quanto ao papel do Bahaismo na profanação dos santuários religiosos, o nosso especialista em assuntos de segurança afirmou: "O caminho que o campo de Musawi está a tomar no seu ataque a santidades religiosas é exactamente o mesmo caminho que a mal aconselhada seita Baha'i tem seguido há anos."
E acrescentou: "Temos provas da ligação entre a seita Baha'i e o campo de Musawi e da parceria estratégica entre esses dois grupos".
O Irão vive hoje dias difíceis. Esperemos que as autoridades - à semelhança do que já aconteceu com outros regimes totalitários - não caiam na tentação de apontar um bode expiatório para os seus problemas.
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FONTE: Iran State Media Blames the "Baha’i Sect" for Recent Unrest (MNBR)
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
A tolerância é um valor absoluto
No Editorial de ontem do Público.
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E se fosse ao contrário? O peso da reciprocidade nas relações entre pessoas, países ou religiões sempre foi, e é, fundamental para explicar a sua natureza pacífica ou conflitual. E se, em lugar dos muçulmanos na Suíça que querem adornar as suas mesquitas com minaretes, se desse o caso de uma comunidade cristã no Egipto pretender erigir um lugar de culto? O trabalho de Margarida Santos Lopes (...) mostra-nos o outro lado do espelho e revela-nos como esse direito básico seria recusado. Quando se ouvem as declarações indignadas de altas figuras do mundo islâmico a vituperar o referendo na suíça só podemos, pois, reparar que nesta relação não há reciprocidade e que só a hipocrisia pode justificar estas críticas.
Quer isto dizer que devemos apaziguar o nosso desconforto pelo que se passou na Suíça? Não, pelo contrário. Por muito que a perseguição a minorias religiosas persista no Irão ou na Indonésia, não se pode aceitar que essa realidade justifique a intolerância dos suíços. A Europa sofreu demais com guerras religiosas para não ter aprendido a conviver com as diferenças. Apesar do relativismo e do politicamente correcto, é essa forma de ver o mundo, aberta e sem dogmas, que sublina a superioridade dos valores ocidentais.
Para ler o trabalho de Margarida Santos Lopes:
* Quando o apartheid religioso critica a islamofobia
* Religiões Proíbidas
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E se fosse ao contrário? O peso da reciprocidade nas relações entre pessoas, países ou religiões sempre foi, e é, fundamental para explicar a sua natureza pacífica ou conflitual. E se, em lugar dos muçulmanos na Suíça que querem adornar as suas mesquitas com minaretes, se desse o caso de uma comunidade cristã no Egipto pretender erigir um lugar de culto? O trabalho de Margarida Santos Lopes (...) mostra-nos o outro lado do espelho e revela-nos como esse direito básico seria recusado. Quando se ouvem as declarações indignadas de altas figuras do mundo islâmico a vituperar o referendo na suíça só podemos, pois, reparar que nesta relação não há reciprocidade e que só a hipocrisia pode justificar estas críticas.
Quer isto dizer que devemos apaziguar o nosso desconforto pelo que se passou na Suíça? Não, pelo contrário. Por muito que a perseguição a minorias religiosas persista no Irão ou na Indonésia, não se pode aceitar que essa realidade justifique a intolerância dos suíços. A Europa sofreu demais com guerras religiosas para não ter aprendido a conviver com as diferenças. Apesar do relativismo e do politicamente correcto, é essa forma de ver o mundo, aberta e sem dogmas, que sublina a superioridade dos valores ocidentais.
Para ler o trabalho de Margarida Santos Lopes:
* Quando o apartheid religioso critica a islamofobia
* Religiões Proíbidas
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Caledário Inter-Religioso e Civil 2010
À semelhança do que aconteceu no ano passado, foi publicado o Calendário Inter-Religioso de 2010 pelas Edições Paulinas. Esta iniciativa teve o apoio do ACIDI e a colaboração de diversas comunidades religiosas radicadas em Portugal. Contém os feriados não só do Cristianismo, mas também do Islão, do Judaísmo, do Budismo, do Hinduísmo, da Fé Bahá'í e do calendário Chinês. Além disso inclui várias datas especiais dos calendário civil, como os dias nacionais dos diversos Estados da União Europeia e diversas datas especiais invocadas pelas Nações Unidas para chamar a atenção para problemas mundiais.
(clique nas imagens para aumentar)
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Um bom escritor é um escritor morto.
Nos últimos trinta anos, o Irão foi palco de eventos marcantes (revolução, guerra com o Iraque, purgas políticas e religiosas, censura, dificuldades económicas), que tiveram efeitos dramáticos em largos sectores da sociedade. O exílio a que se viram forçados muitos intelectuais iranianos deu a conhecer ao mundo ocidental uma cultura que atravessa um verdadeiro renascimento em diversas áreas: literatura, música, cinema, e noutras formas de arte.
Os novos rumos que tem tomado a literatura iraniana são difíceis de apreciar, uma vez que escasseiam entre nós as traduções de autores daquele país. Por esse motivo, merece destaque a recente publicação do livro Um bom escritor é um escritor morto (Editora Novavega); trata-se de uma antologia de autores iranianos que nos apresenta uma amostra dos melhores contos e excertos de romances escritos dentro e fora do Irão, desde a revolução.
Esta obra divide-se em duas partes; na primeira encontramos escritores já publicados e estabelecidos antes da revolução e que continuaram a escrever depois dela, como Mahmud Dowlatabadi, Hushgang Golshiri, Simin Daneshvar (a primeira mulher romancista), Nassim Khaksar e Iraj Pezeshkad. Na segunda parte, surgem escritores que começaram a escrever, publicar e a ser lidos depois da revolução. Este grupo diversificado aborda temas novos e tabu, ancorados em situações menos ideológicas. Figuram neste grupo Reza Daneshavar, Farkondeh Aghai, Assghar Abdollahi, Seyyed Ebrahim Nabavi, Shahriyar Mandanipur, Ghazi Rabihavi e Goli Taraghi.
Para quem deseja compreender a cultura iraniana, para quem gostaria de perceber um pouco melhor o mundo em que se movimenta a comunidade bahá'í iraniana, para a diáspora iraniana, esta é uma obra que se recomenda.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Ética Climática: o tema central na Conferência de Copenhaga
"Quando um representante de um país afirma: «Eu não vou tomar medidas para reduzir as emissões de carbono porque isso vai prejudicar a economia», cada vez mais pessoas levantam a pergunta lógica: «Então, isso significa que vocês não têm obrigações fora das vossas fronteira?». Desta forma, todo o discurso sobre a ética climática está a chamar a atenção para as obrigações internacionais que os países têm em relação uns aos outros."
Foi com estas palavras que Peter Adriance - membro da delegação Baha'i presente na Conferência de Copenhaga - exemplificou a forma como os debates sobre alterações climáticas aspectos devem ser considerados para lá dos limites da política interna.
"Já não existe apenas um pequeno grupo que fala sobre as dimensões éticas e morais da questão - essas ideias estão a tornar-se parte do discurso em Copenhaga", disse Duncan Hanks, director-executivo da Canadian International Development Agency Baha'i. "Ouvimos isso de pessoas na tribuna, nas discussões nos corredores, e vemo-lo em cartazes que dizem coisas como «Justiça Climática Agora»", acrescentou.
A Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas pretendia estabelecer um novo acordo internacional para reduzir as emissões globais de dióxido de carbono e outros gases que causam o efeito de estufa. Esse novo pacto deveria substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Além governantes e negociadores de 192 países, a Conferência atraiu participantes de organismos internacionais, a comunicação social, e um conjunto de organizações, que vão desde grupos ambientais a empresas.
A delegação da Comunidade Internacional Bahá'í - registada nas Nações Unidas como uma organização internacional não-governamental - era constituída por cerca de 20 pessoas. Tahirih Naylor, uma representante Baha'i na ONU, afirmou que muitas das dificuldades encontradas durante a Conferência serviram para destacar a necessidade de cooperação internacional para proteger o ambiente.
"Enfrentar as alterações climáticas exige preocupação com o bem-estar de toda a humanidade acima dos interesses nacionais ", disse ela. "As descobertas científicas não devem ser distorcidas para servir objectivos políticos. Quaisquer que sejam as divergências sobre os motivos das alterações climáticas, é claro que a protecção do nosso ambiente deve ser vista, não só em termos técnicos e económicos, mas também como um desafio ético e moral para o mundo inteiro".
Ela concordou que as declarações dos governantes, representantes da sociedade civil, e outros fazem cada vez mais referências à importância da justiça e da moralidade no tratamento de questões relacionadas com a protecção do ambiente.
Na conferência de imprensa da Declaração Inter-Religiosa sobre Alterações Climáticas, realizada como parte do evento de Copenhaga, a Sra Naylor declarou que "é fundamental que as religiões se unam em torno desta questão, para apelar à acção dos líderes mundiais, e também para agir dentro das nossas próprias comunidades".
"Sentimos que as alterações climáticas desafiam a humanidade a subir para o próximo nível da nossa maturidade colectiva, uma maturidade que nos convida a aceitar a nossa unidade fundamental, o facto de sermos um só povo que vive num planeta finito, que somos todos irmãos e irmãs ", disse ela.
"Reconhecemos que a busca pela justiça climática não é uma competição por recursos limitados", disse ela, "mas parte de um processo gradual em direcção a níveis superiores de unidade entre as nações..."
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FONTE: Climate ethics is talking point at Copenhagen Conference (BWNS)
Foi com estas palavras que Peter Adriance - membro da delegação Baha'i presente na Conferência de Copenhaga - exemplificou a forma como os debates sobre alterações climáticas aspectos devem ser considerados para lá dos limites da política interna.
"Já não existe apenas um pequeno grupo que fala sobre as dimensões éticas e morais da questão - essas ideias estão a tornar-se parte do discurso em Copenhaga", disse Duncan Hanks, director-executivo da Canadian International Development Agency Baha'i. "Ouvimos isso de pessoas na tribuna, nas discussões nos corredores, e vemo-lo em cartazes que dizem coisas como «Justiça Climática Agora»", acrescentou.
A Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas pretendia estabelecer um novo acordo internacional para reduzir as emissões globais de dióxido de carbono e outros gases que causam o efeito de estufa. Esse novo pacto deveria substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Além governantes e negociadores de 192 países, a Conferência atraiu participantes de organismos internacionais, a comunicação social, e um conjunto de organizações, que vão desde grupos ambientais a empresas.
Tahirih Naylor, a representante da Comunidade Bahá'í, na conferência de imprensa
de apresentação da Declaração Inter-Religiosa sobre Alterações Climáticas
de apresentação da Declaração Inter-Religiosa sobre Alterações Climáticas
A delegação da Comunidade Internacional Bahá'í - registada nas Nações Unidas como uma organização internacional não-governamental - era constituída por cerca de 20 pessoas. Tahirih Naylor, uma representante Baha'i na ONU, afirmou que muitas das dificuldades encontradas durante a Conferência serviram para destacar a necessidade de cooperação internacional para proteger o ambiente.
"Enfrentar as alterações climáticas exige preocupação com o bem-estar de toda a humanidade acima dos interesses nacionais ", disse ela. "As descobertas científicas não devem ser distorcidas para servir objectivos políticos. Quaisquer que sejam as divergências sobre os motivos das alterações climáticas, é claro que a protecção do nosso ambiente deve ser vista, não só em termos técnicos e económicos, mas também como um desafio ético e moral para o mundo inteiro".
Ela concordou que as declarações dos governantes, representantes da sociedade civil, e outros fazem cada vez mais referências à importância da justiça e da moralidade no tratamento de questões relacionadas com a protecção do ambiente.
Na conferência de imprensa da Declaração Inter-Religiosa sobre Alterações Climáticas, realizada como parte do evento de Copenhaga, a Sra Naylor declarou que "é fundamental que as religiões se unam em torno desta questão, para apelar à acção dos líderes mundiais, e também para agir dentro das nossas próprias comunidades".
"Sentimos que as alterações climáticas desafiam a humanidade a subir para o próximo nível da nossa maturidade colectiva, uma maturidade que nos convida a aceitar a nossa unidade fundamental, o facto de sermos um só povo que vive num planeta finito, que somos todos irmãos e irmãs ", disse ela.
"Reconhecemos que a busca pela justiça climática não é uma competição por recursos limitados", disse ela, "mas parte de um processo gradual em direcção a níveis superiores de unidade entre as nações..."
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FONTE: Climate ethics is talking point at Copenhagen Conference (BWNS)
Julgamento marcado para 12 de Janeiro
Os advogados dos sete dirigentes bahá'ís iranianos receberam uma notificação formal, indicando que a data do julgamento será 12 de Janeiro de 2010. Os cinco homens e duas mulheres encontram-se detidos na prisão de Evin, em Teerão, há mais de um ano e meio. Antes de serem detidos formavam uma comissão informal que tentava dar resposta às necessidades sociais e espirituais dos 300.000 bahá'ís iranianos.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Youth at the 2009 Parliament of the World's Religions
Parliament of the World's Religions at Melbourne, Australia 3-9, 2009 - invitation to the youth of the world! Young Australians discuss their faith and interreligious, interfaith dialogue. Muslim, aboriginal catholics, baha'i,Christian and Buddhist believers talk about the need for interreligious dialogue and relationships at the Melbourne 2009 Parliament of the World's Religions.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
24 horas na vida de uma família Bahá'í
É o titulo de um artigo de duas páginas na revista Le Monde des Religions (Nov/Dec, 2009). Os princípios Baha'is orientam o dia-a-dia de um casal. Ele é iraniano; ela é brasileira. Vivem em França e têm duas filhas adolescentes.
Aqui fica o scan do artigo (clique nas imagens para ampliar).
Aqui fica o scan do artigo (clique nas imagens para ampliar).
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