Uma reportagem da Equipa Farol de Ideias qe foi para o ar no Biosfera em Abril de 2008, na RTP2.
Reportagem: Sílvia Camarinha
Imagem: Sérgio Morgado
Edição: Marco Miranda
Apresentação: Maria Grego
Coordenação Editorial: Arminda Deusdado
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Human Rights Watch (HRW) exige fim das perseguições aos Bahá’ís no Irão
Num comunicado divulgado ontem (23-Fev) em Nova Iorque, a organização Human Rights Watch (HRW) exige ao governo iraniano que ponha cobro às perseguições aos membros da Comunidade Bahá'í.
O comunicado começa por lembrar que a recente detenção de 13 Bahá'ís, segue-se a outras 13 detenções ocorridas no início de Janeiro. Segundo a HRW, o governo iraniano alega que os crentes detidos em Janeiro estiveram envolvidos nos motins da Ashura, mas lembra que ainda não foi feita qualquer acusação.
Joe Stork, responsável da HRW para Médio Oriente e Norte de África declara: "O governo iraniano parece estar a usar os distúrbios pós-eleitorais como um pretexto para perseguir a comunidade Bahá’í. Estas detenções são apenas o capítulo mais recente de uma perseguição sistemática do governo contra os Bahá'ís". O HRW recorda que desde nos últimos cinco meses, as autoridades detiveram pelo menos 47 Bahá'ís em Teerão, Mashhad, Sari, Semnan e Yazd.
Sobre a situação dos sete dirigentes Bahá’ís cujo julgamento decorre em Teerão, a HRW afirma que o Ministério Público tem acusado os sete de um vasto leque de delitos relacionados com a segurança nacional, incluindo espionagem a favor de potências estrangeiras, propaganda contra o sistema, criação e disseminação organizações ilegais, deterioração da imagem da República Islâmica na comunidade internacional, e espalhar "a corrupção na terra". A maioria destas acusações é punível com pena de morte. Desde que foram detidos, apenas lhes foi permitido receber algumas visitas de familiares e advogados.
A HRW descreve ainda as justificações que as autoridades iranianas apresentaram paras as detenções feitas em Janeiro. No dia 8 de Janeiro, o Procurador-Geral Abbas Jafari Dolatabadi começou por afirmar que tinham sido encontradas armas e munições em casa dos detidos, e que as detenções nada tinham a ver com a filiação religiosa. Posteriormente, num comunicado à imprensa, o Sr. Dolatabadi afirmou que estes detidos eram acusados de "organizar os protestos da Ashura [27 Dezembro] e enviar fotos dos motins para o exterior". Este grupo de Baha’is encontra-se na prisão de Gohardasht, em Karaj; não lhes foi permitido contactar com advogados e só recentemente puderam contactar alguns familiares.
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FONTE: Iran: End Persecution of Baha’is (HRW)
SOBRE ESTE ASSUNTO:
No News of Jinoos Sobhani's Condition (iranian.com)
Baha'i persecution rises in Iran: rights group (Dawn.com, Paquistão)
HR asks Iran govt to stop persecution of Bahais (PTI, India)
Iran: End Persecution of Baha’is (Bikya Masr, Egipto)
O comunicado começa por lembrar que a recente detenção de 13 Bahá'ís, segue-se a outras 13 detenções ocorridas no início de Janeiro. Segundo a HRW, o governo iraniano alega que os crentes detidos em Janeiro estiveram envolvidos nos motins da Ashura, mas lembra que ainda não foi feita qualquer acusação.
Joe Stork, responsável da HRW para Médio Oriente e Norte de África declara: "O governo iraniano parece estar a usar os distúrbios pós-eleitorais como um pretexto para perseguir a comunidade Bahá’í. Estas detenções são apenas o capítulo mais recente de uma perseguição sistemática do governo contra os Bahá'ís". O HRW recorda que desde nos últimos cinco meses, as autoridades detiveram pelo menos 47 Bahá'ís em Teerão, Mashhad, Sari, Semnan e Yazd.
Sobre a situação dos sete dirigentes Bahá’ís cujo julgamento decorre em Teerão, a HRW afirma que o Ministério Público tem acusado os sete de um vasto leque de delitos relacionados com a segurança nacional, incluindo espionagem a favor de potências estrangeiras, propaganda contra o sistema, criação e disseminação organizações ilegais, deterioração da imagem da República Islâmica na comunidade internacional, e espalhar "a corrupção na terra". A maioria destas acusações é punível com pena de morte. Desde que foram detidos, apenas lhes foi permitido receber algumas visitas de familiares e advogados.
A HRW descreve ainda as justificações que as autoridades iranianas apresentaram paras as detenções feitas em Janeiro. No dia 8 de Janeiro, o Procurador-Geral Abbas Jafari Dolatabadi começou por afirmar que tinham sido encontradas armas e munições em casa dos detidos, e que as detenções nada tinham a ver com a filiação religiosa. Posteriormente, num comunicado à imprensa, o Sr. Dolatabadi afirmou que estes detidos eram acusados de "organizar os protestos da Ashura [27 Dezembro] e enviar fotos dos motins para o exterior". Este grupo de Baha’is encontra-se na prisão de Gohardasht, em Karaj; não lhes foi permitido contactar com advogados e só recentemente puderam contactar alguns familiares.
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FONTE: Iran: End Persecution of Baha’is (HRW)
SOBRE ESTE ASSUNTO:
No News of Jinoos Sobhani's Condition (iranian.com)
Baha'i persecution rises in Iran: rights group (Dawn.com, Paquistão)
HR asks Iran govt to stop persecution of Bahais (PTI, India)
Iran: End Persecution of Baha’is (Bikya Masr, Egipto)
Mais 13 bahá'ís detidos no Irão
Nos dias 10 e 11 de Fevereiro, 13 membros da comunidade Baha’i foram detidos numa acção desencadeada por agentes do Ministério da Informação iraniano. Os detidos são:
Detidos no dia 10 de Fevereiro:
- Sr. Ala'uddin Khanjani (filho de um dos sete dirigentes detidos)
- Sr Ashkan Bassari
- Sra Maria Jafari [Ehsani) (que já tinha sido detida em 3 de Janeiro de 2010)
- Sr. Bashir Ehsani (filho da Sra. Maria Jafari )
- Sra. Romina Zabihian
- Sr Houtan Seysani
Detidos no dia 11 de Fevereiro:
- Sra Mona Missaghi
- Sra Simin Ghaffari
- Sr Pedram Sana'i
- Sra Taraneh Ghanooni
- Sra Naghmeh Ghanooni (irmã de Taraneh Ghanooni)
- Sra Sheida Yousefi (libertada passados 5 dias)
- Sr Arya Shadmehr (libertado passados 2 dias)
Alguns destes detidos são familiares de outros que foram detidos no passado de 3 de Janeiro.
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Fonte: Thirteen Baha’is arrested, two freed (IPW)
Detidos no dia 10 de Fevereiro:
- Sr. Ala'uddin Khanjani (filho de um dos sete dirigentes detidos)
- Sr Ashkan Bassari
- Sra Maria Jafari [Ehsani) (que já tinha sido detida em 3 de Janeiro de 2010)
- Sr. Bashir Ehsani (filho da Sra. Maria Jafari )
- Sra. Romina Zabihian
- Sr Houtan Seysani
Detidos no dia 11 de Fevereiro:
- Sra Mona Missaghi
- Sra Simin Ghaffari
- Sr Pedram Sana'i
- Sra Taraneh Ghanooni
- Sra Naghmeh Ghanooni (irmã de Taraneh Ghanooni)
- Sra Sheida Yousefi (libertada passados 5 dias)
- Sr Arya Shadmehr (libertado passados 2 dias)
Alguns destes detidos são familiares de outros que foram detidos no passado de 3 de Janeiro.
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Fonte: Thirteen Baha’is arrested, two freed (IPW)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
70% da População Mundial sem Liberdade Religiosa
Um estudo recente do Fórum Pew Research Center on Religion & Public Life, revela que 64 países - cerca de um terço dos países do mundo - têm elevadas, ou muito elevadas, restrições à religião.
A maior parte destes países são muito populosos. Por esse motivo, certa de 70% dos 6,8 mil milhões de pessoas vivem em países com elevadas restrições à prática religiosa, restrições essas que recaem sobre as minorias religiosas. Essas restrições são o resultado de políticas, acções e leis oficiais.
O níveis mais elevados de restrições encontram-se em países como a Arábia Saudita, o Paquistão e o Irão, onde o governo e as sociedade em geral impõem numerosas limitações às crenças e práticas religiosas.
Mas as políticas governamentais e a hostilidade social nem sempre andam a lado a lado. Na China e no Vietname, os governos colocam elevadas restrições à religião, mas a hostilidade social é moderada ou baixa. Na Nigéria e no Bangladesh acontece o contrário; elevada hostilidade social e moderada em termos de acção governamental.
(via Baha'i Views)
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Bill Gates: Como chegar a Zero nas emissões de carbono em 2050?
É mais uma das muitas e boas conferências TED.
Mas onde é que ele foi buscar aquela foto no minuto 4:32?
Mas onde é que ele foi buscar aquela foto no minuto 4:32?
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Consulta Bahá'í: um modelo para integração de culturas
Um novo modelo de tomada de decisão entre os povos de diferentes culturas contribuiria para a integração "neste momento de transição para uma nova ordem social", afirma-se numa comunicação da Comunidade Internacional Baha’i. Esta comunicação foi apresentada na 48ª Comissão das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social, que concluiu os trabalho no passado dia em 12 de Fevereiro.
Esta Comissão é o principal órgão da ONU encarregado do acompanhamento da Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Social, realizada em 1995 em Copenhaga, onde os líderes mundiais delinearam os princípios que devem caracterizar uma sociedade nova "para todos". Estes princípios incluídos no respeito pela diversidade e a participação de todos os povos.
A comunicação da Comunidade Internacional Bahá'í apresenta a sua experiência com o método de consulta utilizado pelas comunidades bahá'ís em todo o mundo - uma componente chave na criação de unidade entre as pessoas. Este processo de consulta bahá’í parte do princípio que todos os seres humanos "possuem razão e consciência, bem como as capacidades de investigação, de compreensão, de compaixão e de serviço ao bem comum".
A comunicação Baha'i à Comissão da ONU sugeriu que o corpo humano pode servir de modelo para comparar a integração das culturas do mundo e dos povos. "Dentro deste organismo, milhões de células, com extraordinária diversidade de forma e funções, colaboram para que a existência humana seja possível. Cada célula tem, o seu papel a desempenhar na manutenção de um corpo saudável", disse o comunicado.
Esta imagem pode ser usada para descrever os povos do mundo como uma família humana e entender como cada cultura tem um papel no funcionamento no todo, explicou Ming H. Chong, o delegado da representação Baha’is que apresentou a comunicação.
Na consulta, tal como é praticada nas comunidades Bahá'ís, é atribuído um grande valor à diversidade de perspectivas e contribuições que os indivíduos trazem para a discussão. Uma outra característica fundamental de consulta bahá'í é que as ideias pertencem ao grupo e não aos indivíduos.
"O desprendimento em relação a opiniões e posições num assunto em discussão é imperativo; assim que uma ideia é partilhada, já não está associado ao indivíduo a apresenta, mas se torna um recurso para o grupo a adoptar, modificar ou rejeitar", afirma o comunicado.
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Fonte: Baha'is offer decision-making model at UN commission (BWNS)
Esta Comissão é o principal órgão da ONU encarregado do acompanhamento da Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Social, realizada em 1995 em Copenhaga, onde os líderes mundiais delinearam os princípios que devem caracterizar uma sociedade nova "para todos". Estes princípios incluídos no respeito pela diversidade e a participação de todos os povos.
A comunicação da Comunidade Internacional Bahá'í apresenta a sua experiência com o método de consulta utilizado pelas comunidades bahá'ís em todo o mundo - uma componente chave na criação de unidade entre as pessoas. Este processo de consulta bahá’í parte do princípio que todos os seres humanos "possuem razão e consciência, bem como as capacidades de investigação, de compreensão, de compaixão e de serviço ao bem comum".
A comunicação Baha'i à Comissão da ONU sugeriu que o corpo humano pode servir de modelo para comparar a integração das culturas do mundo e dos povos. "Dentro deste organismo, milhões de células, com extraordinária diversidade de forma e funções, colaboram para que a existência humana seja possível. Cada célula tem, o seu papel a desempenhar na manutenção de um corpo saudável", disse o comunicado.
Esta imagem pode ser usada para descrever os povos do mundo como uma família humana e entender como cada cultura tem um papel no funcionamento no todo, explicou Ming H. Chong, o delegado da representação Baha’is que apresentou a comunicação.
Na consulta, tal como é praticada nas comunidades Bahá'ís, é atribuído um grande valor à diversidade de perspectivas e contribuições que os indivíduos trazem para a discussão. Uma outra característica fundamental de consulta bahá'í é que as ideias pertencem ao grupo e não aos indivíduos.
"O desprendimento em relação a opiniões e posições num assunto em discussão é imperativo; assim que uma ideia é partilhada, já não está associado ao indivíduo a apresenta, mas se torna um recurso para o grupo a adoptar, modificar ou rejeitar", afirma o comunicado.
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Fonte: Baha'is offer decision-making model at UN commission (BWNS)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Nações analisam situação de Direitos Humanos no Irão
Vários países de todos os continentes manifestaram grande preocupação no nas Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, devido à degradação da situação dos direitos humanos no Irão.
Nas intervenções de ontem e nos documentos entregues ao Conselho, vários países e grupos de direitos humanos descreveram a medida em que o Irão tem sido incapaz de cumprir as suas obrigações no que respeita ao cumprimento de leis internacionais de direitos humanos,
"A boa notícia é que os governos e as organizações se mobilizam para defender iranianos inocentes, que no último ano viram os seus direitos humanos violados de forma tão grave ", disse Diane Ala'i, a representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas , em Genebra.
"A má notícia é que o Irão continua a ignorar esses apelos", afirmou ela, após a sessão de ontem do Conselho, que abordou especificamente a situação dos direitos humanos no Irão.
Muhammad Javad Larijani, secretário-geral do Alto Conselho para os Direitos Humanos do Irão, disse na sessão que existe liberdade religiosa no Irão e que nenhum Baha'i é perseguido por causa das suas crenças. Se alguns bahá'ís estão presos, segundo ele, é por causa de "actividades ilegais", como um culto.
"Falando francamente, mais uma vez, o Irão desacreditou-se completamente aos olhos da comunidade internacional", disse Ala'i, salientando que na semana passada foram presos no Irão pelo menos 14 Bahá'ís.
Entre os detidos, declarou, encontra-se Niki Khanjani, filho de um dos sete dirigentes Baha'is que estão actualmente a ser julgados com base em acusações falsas.
"Como a Prémio Nobel Shirin Ebadi declarou recentemente numa carta aberta ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, o Irão está tentando agora aumentar a pressão sobre os presos, tomando os seus familiares como reféns", disse Ala'i. "Jamaloddin Khanjani tem 76 anos de idade. Ele foi preso durante quase dois anos - e, em seguida, eles prenderam a sua neta, no início de Janeiro e, agora, o seu filho."
"Estes são os actos desesperados de um regime que está a tentar freneticamente culpar os outros pelos seus problemas, e a tentar reprimir qualquer ponto de vista que seja diferente da sua própria ideologia", afirmou Ala'i.
A maioria dos países que se pronunciaram contra o Irão centrou-se na violência após eleição presidencial de Junho do ano passado e também na situação das minorias religiosas do país.
Brasil apelou ao Irão para alargar os direitos a todos os grupos religiosos do país, dizendo que os bahá'ís devem gozar dos mesmos direitos que todos. México disse que todas as minorias - em especial a comunidade Baha'i - deve poder praticar sua religião. "A Roménia e a Eslovénia dedicaram quase todo o tempo que dispunham para discutir a crescente repressão da Comunidade Bahá'í do Irão", relatou a Sra. Ala'i.
Grupos de direitos humanos entregaram ao Conselho documentos com pontos de vista semelhantes.
"Apesar das garantias constitucionais de igualdade, os indivíduos pertencentes a minorias no Irão estão sujeitos a uma série de leis e práticas discriminatórias", escreveu a Amnistia Internacional, na sua declaração. "Nas minorias que sofrem perseguições incluem-se as minorias étnicas e linguísticas, como os curdos, árabes, azeris, turcomenos e baluchis e minorias religiosas como os Bahá'ís e os Ahl-e Haq."
"O governo nega sistematicamente os direitos associados à liberdade de religião aos membros da fé Baha'i, a maior minoria religiosa não-muçulmana do Irão. Na maioria dos casos, incluindo a perseguição da comunidade Baha'i, o governo usa a «segurança» como um pretexto para a detenção de indivíduos e negando-lhes direitos básicos do processo legal ", afirma um comunicado da Human Rights Watch.
A sessão fez parte da Revisão Periódica Universal (UPR), um procedimento relativamente novo que pretende rever a situação dos direitos humanos de todos os 192 Estados membros das Nações vez em cada quatro anos. Esta foi a primeira vez que o Irão foi alvo de reapreciação.
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FONTE: Nations rally to defend human rights in Iran (BWNS)
SOBRE ESTE ASSUNTO:
Iran Defends Human Rights Record Before U.N. Council (NY Times)
West Criticizes Iran Rights Record At UN Council Meeting (RFE)
Iran rejects human rights criticism as sanctions loom (Reuters)
Iran's human rights record comes under UN spotlight (Deutsche Welle)
Islamic and Leftist Allies Defend Iran’s Human Rights Record at U.N. Gathering (CNSNews.com)
Conselho dos Direitos Humanos da ONU critica governo iraniano (AngolaPress)
Irão desafia críticas do Ocidente sobre direitos humanos (Diário Digital)
Situação dos direitos humanos no Irã divide comunidade (estadao.com.br)
Irã acusa Ocidente de usar direitos humanos para aumentar pressão (Globo.com)
Nas intervenções de ontem e nos documentos entregues ao Conselho, vários países e grupos de direitos humanos descreveram a medida em que o Irão tem sido incapaz de cumprir as suas obrigações no que respeita ao cumprimento de leis internacionais de direitos humanos,
"A boa notícia é que os governos e as organizações se mobilizam para defender iranianos inocentes, que no último ano viram os seus direitos humanos violados de forma tão grave ", disse Diane Ala'i, a representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas , em Genebra.
"A má notícia é que o Irão continua a ignorar esses apelos", afirmou ela, após a sessão de ontem do Conselho, que abordou especificamente a situação dos direitos humanos no Irão.
Muhammad Javad Larijani, secretário-geral do Alto Conselho para os Direitos Humanos do Irão, disse na sessão que existe liberdade religiosa no Irão e que nenhum Baha'i é perseguido por causa das suas crenças. Se alguns bahá'ís estão presos, segundo ele, é por causa de "actividades ilegais", como um culto.
"Falando francamente, mais uma vez, o Irão desacreditou-se completamente aos olhos da comunidade internacional", disse Ala'i, salientando que na semana passada foram presos no Irão pelo menos 14 Bahá'ís.
Entre os detidos, declarou, encontra-se Niki Khanjani, filho de um dos sete dirigentes Baha'is que estão actualmente a ser julgados com base em acusações falsas.
"Como a Prémio Nobel Shirin Ebadi declarou recentemente numa carta aberta ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, o Irão está tentando agora aumentar a pressão sobre os presos, tomando os seus familiares como reféns", disse Ala'i. "Jamaloddin Khanjani tem 76 anos de idade. Ele foi preso durante quase dois anos - e, em seguida, eles prenderam a sua neta, no início de Janeiro e, agora, o seu filho."
"Estes são os actos desesperados de um regime que está a tentar freneticamente culpar os outros pelos seus problemas, e a tentar reprimir qualquer ponto de vista que seja diferente da sua própria ideologia", afirmou Ala'i.
A maioria dos países que se pronunciaram contra o Irão centrou-se na violência após eleição presidencial de Junho do ano passado e também na situação das minorias religiosas do país.
Brasil apelou ao Irão para alargar os direitos a todos os grupos religiosos do país, dizendo que os bahá'ís devem gozar dos mesmos direitos que todos. México disse que todas as minorias - em especial a comunidade Baha'i - deve poder praticar sua religião. "A Roménia e a Eslovénia dedicaram quase todo o tempo que dispunham para discutir a crescente repressão da Comunidade Bahá'í do Irão", relatou a Sra. Ala'i.
Grupos de direitos humanos entregaram ao Conselho documentos com pontos de vista semelhantes.
"Apesar das garantias constitucionais de igualdade, os indivíduos pertencentes a minorias no Irão estão sujeitos a uma série de leis e práticas discriminatórias", escreveu a Amnistia Internacional, na sua declaração. "Nas minorias que sofrem perseguições incluem-se as minorias étnicas e linguísticas, como os curdos, árabes, azeris, turcomenos e baluchis e minorias religiosas como os Bahá'ís e os Ahl-e Haq."
"O governo nega sistematicamente os direitos associados à liberdade de religião aos membros da fé Baha'i, a maior minoria religiosa não-muçulmana do Irão. Na maioria dos casos, incluindo a perseguição da comunidade Baha'i, o governo usa a «segurança» como um pretexto para a detenção de indivíduos e negando-lhes direitos básicos do processo legal ", afirma um comunicado da Human Rights Watch.
A sessão fez parte da Revisão Periódica Universal (UPR), um procedimento relativamente novo que pretende rever a situação dos direitos humanos de todos os 192 Estados membros das Nações vez em cada quatro anos. Esta foi a primeira vez que o Irão foi alvo de reapreciação.
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FONTE: Nations rally to defend human rights in Iran (BWNS)
SOBRE ESTE ASSUNTO:
Iran Defends Human Rights Record Before U.N. Council (NY Times)
West Criticizes Iran Rights Record At UN Council Meeting (RFE)
Iran rejects human rights criticism as sanctions loom (Reuters)
Iran's human rights record comes under UN spotlight (Deutsche Welle)
Islamic and Leftist Allies Defend Iran’s Human Rights Record at U.N. Gathering (CNSNews.com)
Conselho dos Direitos Humanos da ONU critica governo iraniano (AngolaPress)
Irão desafia críticas do Ocidente sobre direitos humanos (Diário Digital)
Situação dos direitos humanos no Irã divide comunidade (estadao.com.br)
Irã acusa Ocidente de usar direitos humanos para aumentar pressão (Globo.com)
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Mais cinco Baha'is detidos em Teerão
Segundo as agências Reuters e Associated Press – que citam a edição de hoje (domingo) um jornal iraniano conservador - as autoridades iranianas detiveram mais cinco membros comunidade Baha'i.
O jornal diário Javan, que está ligado à elite da Guarda Revolucionária, não descreve quais as acusações contra estes cinco, mas informa que entre eles são Ashkan Basari, Maria Jafari, Houman Sisani, Romina Zabihian e Niki Khanjani (filha de Jamaloddin Khanjani, um dos sete líderes Baha'i presos desde 2008 sob a acusação de ameaça à segurança nacional).
Num acto de propaganda anti-Bahá'í, o jornal faz eco das acusações das autoridades iranianas, que têm usado os Bahá'ís como um dos bodes expiatórios da agitação política que se seguiu eleições presidenciais de Junho. A notícia acrescenta que muitos Bahá'ís – depois de alegadamente terem fomentado os tumultos - fugiram para o Dubai e a Turquia) e para as regiões fronteiriças na esperança de sair ilegalmente do Irão.
Em Janeiro, o Procurador de Teerão disse que vários seguidores da fé Baha'i foram detidos durante os protestos de Dezembro Por terem "organizado tumultos e envio de imagens do protesto para o exterior".
COMENTÁRIO: O Javan ignora que os Bahá'ís não se envolvem em actividades de política partidária, e que existem actualmente 48 Bahá'ís detidos no Irão devido às suas crenças religiosas. Mais uma vez esta detenção, suscita os nosso receios de que possam surgir "confissões" forçadas por parte destes detidos com o objectivo de incriminar os sete dirigentes que se encontram detidos e cujo julgamento está a decorrer em Teerão.
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FONTE:
Iran detains 5 more Baha'i (AP)
Five Baha'i followers arrested in Iran (Reuters)
O jornal diário Javan, que está ligado à elite da Guarda Revolucionária, não descreve quais as acusações contra estes cinco, mas informa que entre eles são Ashkan Basari, Maria Jafari, Houman Sisani, Romina Zabihian e Niki Khanjani (filha de Jamaloddin Khanjani, um dos sete líderes Baha'i presos desde 2008 sob a acusação de ameaça à segurança nacional).
Num acto de propaganda anti-Bahá'í, o jornal faz eco das acusações das autoridades iranianas, que têm usado os Bahá'ís como um dos bodes expiatórios da agitação política que se seguiu eleições presidenciais de Junho. A notícia acrescenta que muitos Bahá'ís – depois de alegadamente terem fomentado os tumultos - fugiram para o Dubai e a Turquia) e para as regiões fronteiriças na esperança de sair ilegalmente do Irão.
Em Janeiro, o Procurador de Teerão disse que vários seguidores da fé Baha'i foram detidos durante os protestos de Dezembro Por terem "organizado tumultos e envio de imagens do protesto para o exterior".
COMENTÁRIO: O Javan ignora que os Bahá'ís não se envolvem em actividades de política partidária, e que existem actualmente 48 Bahá'ís detidos no Irão devido às suas crenças religiosas. Mais uma vez esta detenção, suscita os nosso receios de que possam surgir "confissões" forçadas por parte destes detidos com o objectivo de incriminar os sete dirigentes que se encontram detidos e cujo julgamento está a decorrer em Teerão.
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FONTE:
Iran detains 5 more Baha'i (AP)
Five Baha'i followers arrested in Iran (Reuters)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Ali Nakhjavani (3)
O sr. Ali Nakhjavani responde a uma questão dos participantes na Escola Bahá'í de Verão:
Será que somos fantoches nas mãos de Deus?
Será que somos fantoches nas mãos de Deus?
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Look What They've Done To My Song Ma
I can't remember how many times I heard this song...
Não me lembro quantas vezes ouvi esta canção...
Não me lembro quantas vezes ouvi esta canção...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
2ª Sessão do Julgamento dos Dirigentes Bahá'ís no Irão
Os sete dirigentes Baha'is compareceram ontem (07-Fevereiro) no tribunal em Teerão para a segunda sessão do seu julgamento. A sessão foi novamente fechada ao público, e nem aos familiares foi permitida a presença na sala do tribunal.
A audiência, que durou pouco mais de uma hora, tratou apenas de questões processuais. Não foi indicada qualquer data para a próxima sessão.
Os sete foram detidos há quase dois anos e têm estado na prisão de Evin em Teerão desde então. Durante o primeiro ano de detenção não foi feita qualquer acusação formal nem lhes foi permitido acesso a advogados. Após vários adiamentos, o julgamento começou oficialmente em 12 de Janeiro, quando os sete foram levados ao Ramo 28 do Tribunal Revolucionário de Teerão.
A audiência, que durou pouco mais de uma hora, tratou apenas de questões processuais. Não foi indicada qualquer data para a próxima sessão.
Os sete foram detidos há quase dois anos e têm estado na prisão de Evin em Teerão desde então. Durante o primeiro ano de detenção não foi feita qualquer acusação formal nem lhes foi permitido acesso a advogados. Após vários adiamentos, o julgamento começou oficialmente em 12 de Janeiro, quando os sete foram levados ao Ramo 28 do Tribunal Revolucionário de Teerão.
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