sábado, 20 de março de 2010

Limpar Portugal: Comunidade Bahá'í de Viana do Castelo no terreno para entrar no Ano Novo com um país mais saudável

Viana do Castelo, 20 mar (Lusa) - Em vésperas de festejar a entrada no Ano Novo, a Comunidade Bahá'í de Viana do Castelo está hoje envolvida no projeto Limpar Portugal, para ajudar a construir um país com mais saúde, paz e tranquilidade.


"Para a Comunidade Bahá'í, todo o cuidado com o ambiente é pouco. Na realidade, cada um de nós é um elemento desta natureza. Se esta natureza está doente, nós vamos estar doentes também. Näo se poderá nunca conseguir paz e tranquilidade se todos os elementos da natureza näo estiverem em harmonia", referiu, à Lusa, Stella Rodrigues, membro daquela comunidade.

Para a Fé Bahá'í, o Ano Novo começa no dia 21 de março, com o equinócio da primavera.

"Vamos começar o ano com Portugal mais limpo e demos uma mäozinha para isso. Vamos todos entrar mais descansados", congratulou-se Stella Rodrigues.

Juntamente com escuteiros, caçadores e outros populares, a Comunidade Bahá'í de Viana do Castelo está hoje envolvida no projeto Limpar Portugal, passando a pente fino as lixeiras existentes nas praias de Castelo de Neiva, Chafé e Amorosa.

"Se o país está sujo, a responsabilidade é de todos nós, e por isso é também a todos nós que cabe limpar", referiu Ema Subtil, também membro da Comunidade Bahá'í.

A coordenadora em Viana do Castelo do projeto Limpar Portugal, Esmeralda Rodrigues, já se manifestou "chocada e incrédula" com a quantidade e diversidade de lixo abandonado furtivamente em matas e bermas de estrada do concelho.

"Fico em estado de choque. É inacreditável como as pessoas conseguem fazer este tipo de atentado à natureza, como elas se esquecem que fazem parte dessa mesma natureza", disse, à Lusa, Esmeralda Rodrigues.


Entulho da construçäo civil, como grandes pedaços de alcaträo, sanitas e outro material de casa de banho, cimento e blocos, mas também colchöes, brinquedos, pneus e bidöes säo alguns dos "adereços" que se encontram um pouco por todo o concelho, em autênticas lixeiras a céu aberto.

Inspirado numa iniciativa desenvolvida na Estónia em 2008, o "Limpar Portugal" destina-se a reunir num só dia milhares de pessoas para recolherem resíduos depositados ilegalmente em florestas e outras áreas de todo o país.

Na semana passada, já tinham sido identificados mais de 10 000 pontos de limpeza e o número de inscriçöes ultrapassava as 60 000, mas mesmo os cidadäos näo inscritos poderäo juntar-se aos grupos organizados nos seus concelhos.

O projeto tem o alto patrocínio do Presidente da República, que deverá participar em açöes de limpeza, à semelhança da ministra e do secretário de Estado do Ambiente.

VCP

Feliz Naw-Ruz

sexta-feira, 19 de março de 2010

Estudos Religiosos a Oriente do Oriente

Mais um colóquio do CRC! O evento realiza-se no próximo dia 23 de Março, terça-feira, pelas 18h30m. Em debate estará a actualidade dos Estudos Religiosos a Oriente do Oriente, com enfoque na realidade macaense. Participam Peter Stilwell, Roberto Carneiro e Ruben Cabral.

Local: Centro Nacional de Cultura - Galeria Fernando Pessoa
Rua António Maria Cardoso, 68, Sala Sophia de Mello Breyner, Lisboa
[Metro: Baixa-Chiado]

terça-feira, 16 de março de 2010

Os dias da Rádio

Desde Outubro de 2009, as confissões religiosas radicadas em Portugal possuem um tempo de emissão na Antena 1. A maioria dos programas que ocupam este tempo de emissão focam-se na divulgação de ensinamentos das diferentes confissões ou na divulgação de iniciativas de carácter religioso. Mas os melhores destes programas são aqueles em que participam representantes de diversas confissões; nessas ocasiões debatem-se preocupações comuns e expoem-se diferentes perspectivas sobre temas transversais.

A foto abaixo (gentilmente cedida pelo pastor Artur Machado) foi tirada num desses programas inter-religiosos.


Marco Oliveira, Pe António Rego (Igreja Católica),  Abed Gulamo (Comunidade Islâmica), Artur Machado (União Adventista do 7º Dia), António Rolão (Antena 1), Esther Mucznik (Cominidade Israelita) e Samuel Pinheiro (Aliança Evangélica)

domingo, 14 de março de 2010

Sócrates reafirma "respeito absoluto" pela liberdade religiosa



No Jornal I:

O primeiro ministro, José Sócrates, reafirmou hoje o "respeito absoluto" do governo pela liberdade religiosa e pela neutralidade do Estado face à crença de cada cidadão, durante uma cerimónia que assinalou o 25º aniversário da Mesquita de Lisboa.

José Sócrates destacou o contributo da comunidade islâmica para "o engrandecimento e reforço da tradição humanista e universalista portuguesa".

Para o primeiro ministro, a presença de uma forte Comunidade Islâmica em Portugal é "um fator de enriquecimento cultural, que tem sido exemplo permanente de integração harmoniosa e enriquecedora".

Salientando que o Estado português é laico, mas a sociedade não, Sócrates afirmou que "um princípio fundamental na acção do governo é o respeito absoluto pela liberdade religiosa e pela neutralidade do Estado face à crença religiosa de cada cidadão".

"Felizmente há cada vez mais a consciência de que o progresso, a paz e um futuro melhor só serão possíveis através do aprofundamento do diálogo intercultural e do diálogo ecuménico, através de uma aliança de civilizações que ponha o melhor de cada uma ao serviço do bem comum", considerou.

O presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, Abdool Karim Vakil, afirmou que "a liberdade religiosa deu uma nova dimensão ao relacionamento entre crentes de todas as fés" em Portugal.
"Tanto mais que a Lei da Liberdade Religiosa não é uma lei inflexível", salientou, "permitindo uma permanente adaptação à realidade portuguesa de hoje que é cada vez mais pluriétnica, pluricultural e plurireligiosa", disse.

"Posso afirmar com orgulho que, pelo menos em termos europeus, Portugal é um exemplo de convivência harmoniosa e fraterna entre todos os seus cidadãos, independentemente da sua religião, etnia ou cultura", adiantou.

Abdool Karim Vakil exemplificou com o esforço para adaptar a assistência hospitalar e as prisões aos requisitos especiais "a observar na alimentação e na assistência religiosa aos doentes e reclusos" das diversas religiões.

A Mesquita Central de Lisboa é a primeira construída de raiz desde a expulsão dos muçulmanos e judeus de Portugal, no século XV.

A sua primeira fase de construção foi terminada a 29 de março de 1985, há 25 anos.

Durante a cerimónia comemorativa do aniversário receberam diplomas de homenagem o Banco Alimentar contra a Fome, a Cáritas Portuguesa, a Autoridade Nacional de Protecção Civil, a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, o comandante António Homem Gouveia e o primeiro ministro José Sócrates.


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COMENTÁRIO: Tive o privilégio de estar presente nestas comemorações e devo salientar a simpatia com que fui recebido. Como nota de curiosidade, retive que o Dr. Vakil, na sua intervenção, referiu explicitamente a participação da comunidade Bahá'í no grupo de trabalho para a assistência religiosa aos doentes e reclusos. Também na documentação distribuída se encontrava uma página com citações de escrituras de diversas religiões, onde se encontrava uma citação de Bahá'u'lláh.

sábado, 13 de março de 2010

Estados Unidos condenam perseguições a minorias religiosas no Irão

O governo iraniano criou uma atmosfera ameaçadora para quase todos os grupos religiosos não-xiitas, principalmente para os bahá'ís.

WASHINGTON (CNN) - O Departamento de Estado dos EUA, condenou, na sexta-feira, a perseguição das minorias religiosas no Irão após a detenção "de bahá'ís e cristãos nos últimos meses".

As autoridades iranianas prenderam mais de 45 bahá'ís nos últimos quatro meses, e cerca de 60 bahá'ís estão presos no Irão, devido às suas crenças religiosas, declarou o Departamento de Estado.

De acordo com o Departamento de Estado, os iranianos também detiveram recentemente mais de uma dúzia de cristãos.

"Os Estados Unidos estão cada vez mais preocupados com a actual perseguição aos Baha'is do Irão e a outras comunidades religiosas minoritárias", disse Philip J. Crowley, secretário adjunto para assuntos públicos, numa declaração.

A condenação do Departamento de Estado vem um dia depois de ter publicado um relatório sobre direitos humanos no Irão, que arrasou o governo do país por abusar das minorias religiosas, entre outras críticas.

"A retórica e as acções do Governo criaram uma atmosfera ameaçadora para praticamente todos quase os grupos religiosos não-xiitas, principalmente para os bahá'ís, bem como para os muçulmanos sunitas, os cristãos evangélicos, e membros da comunidade judaica," afirma o relatório.

O Irão é uma república islâmica xiita, onde o Islão é a religião do Estado.

O governo iraniano não respondeu directamente ao Departamento de Estado na quinta ou sexta-feira. No entanto, na sexta-feira, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad criticou o Ocidente por ignorar princípios religiosos como o monoteísmo.

Num encontro com intelectuais iranianos ", o presidente salientou que devem ser feitos [muitos] esforços para promover a justiça ... e apoiar [a campanha] contra os opressores e ajudar o monoteísmo florescer,", noticiou a agência dnoticiosa semi-oficial iraniana Fars.

O relatório do Departamento de Estado, declara que o governo do Irão impede os Baha'is de se reunirem em casas para [actos de] culto e expulsa os Baha'is das escolas públicas, universidades, do sistema de segurança social e lugares de liderança na administração pública, a menos que ocultem a sua fé.

"O governo pressionou repetidamente Baha'is para negar as suas crenças religiosas em troca de isenção de maus-tratos", diz o relatório.

Todos os sete membros do órgão dirigente Baha'i do Irão, que foram presos em 2008, permaneciam na prisão no final de 2009, de acordo com o relatório.

A fé Baha'i foi fundada no Irão no século XIX. Hoje, os Bahá'ís são a maior minoria religiosa do país, com 300.000 membros, de acordo com o site oficial Bahá'í.

O relatório do Departamento de Estado também acusa o governo iraniano pela destruição de uma biblioteca e sala religiosa de Sufi em Isfahan; pela demolição de várias mesquitas sunitas; e por exigir que os grupos de cristãos evangélicos apresentem listas de membros das suas congregação ao Governo.

O relatório foi parte de uma publicação mais ampla do Departamento de Estado sobre direitos humanos em 194 países.

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FONTE: State Department criticizes Iran for persecuting religious minorities (CNN)

Sobre este assunto:
US 'concerned' at Bahai persecution in Iran: official (Arab Times, Kuwait)
United States Concerned Over Iranian Religious Persecution (RFE/RL)
U.S. “concerned” about Iran Baha’i persecution (The Hindu)
U.S. criticizes Iran for religious persecution (Reuters)
EEUU critica a Irán por persecución religiosa (Reuters - América Latina)
Droits de l'homme: les Etats-Unis inquiets pour internet et les minorités (France24)
U.S. State Dept. Speaks Out Against Rise of Religious Persecution in Iran (Christian Post)

O relatório publicado:
Persecution of Religious Minorities in Iran (US State Department)

sexta-feira, 12 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

Viver num medo constante de perder tudo, inclusive a vida

Tradução parcial de uma entrevista publicada na Radio Free Europe/Radio Liberty (REF/RL) com a advogada e activista Baha’i Sovaida Ma'ani Ewing.
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Sete dirigentes da Fé Baha'i estão a ser julgados no Irão após uma espera de quase dois anos na prisão de Evin em Teerão. Seis dos sete bahá'ís foram detidos em Maio de 2008 com base em acusações relacionadas com a segurança e um sétimo foi detido em Março desse ano. As instituições religiosas xiitas do Irão consideram a Fé como um ramo herético do Islão. Segundo o site [oficial] Baha'i, mais de 200 bahá'ís foram mortos no Irão desde a Revolução Islâmica de 1979 e 60 estão na prisão, tudo isto numa comunidade de mais de 300.000 no país.

O correspondente da RFE / RL Ladan Nekoomaram sentou-se com Sovaida Ma'ani Ewing, uma advogada internacional, activista Baha'i e autora do livro Collective Security within Reach (Segurança Colectiva ao nosso alcance), para debater a perseguição dos Baha'is no Irão .

RFE / RL: Há quanto tempo têm os Baha'is sido alvo de perseguição no Irão? As coisas pioraram nos últimos anos?

Ma'ani Ewing: A perseguição aos Baha'is vem acontecendo no Irão desde o início da Fé em 1844. E em meados do século XIX, cerca de 20.000 Bahá'ís foram mortos no Irão. A razão para esta perseguição é que os muçulmanos acreditam que o Profeta Maomé é o selo dos profetas. E assim eles levantam uma enorme objecção ao facto de Baha'u'llah, o profeta fundador da Fé Baha'i, ter afirmado ser um novo profeta. Assim, ele é visto como um herege e todos os seus seguidores são vistos como hereges que, consequentemente, merecem morrer.

Durante o século XX, houve vagas ocasionais de perseguições aos Baha'is por parte do governo iraniano. Em 1933, por exemplo, houve uma proibição de literatura Baha'i, os casamentos Baha'is deixaram de ser reconhecidos, e os Baha'is na administração pública foram despromovidos ou demitidos. Em 1955, o governo coordenou a demolição do Centro Nacional Baha'i em Teerão. Mas nenhum foi tão grave e sistemático, como tem sido desde que o actual regime foi fundado em 1979. Quando a república islâmica surgiu, tornou-se política de governo sufocar de forma sistemática e metódica a comunidade Baha'i no Irão.

RFE / RL: É a política do governo para aniquilar a comunidade Baha'i?


Ma'ani Ewing: Há agora provas concretas sobre isso. Em 1993, o representante especial da então Comissão de Direitos Humanos, Reynaldo Galindo Pohl, relatou que ele descobriu um memorando oficial do governo iraniano assinado pelo [líder supremo Ayatollah] Ali Khamenei, e emitida pelo Supremo Conselho Cultural Revolucionário, em que ficou claro que o objectivo de sufocar lenta e silenciosamente a comunidade Baha'i de uma forma a que não levante suspeitas internacionais.

RFE/RL: Como é hoje a vida de um bahá'í no Irão hoje? Que tipos de restrições lhes são impostas?

Ma'ani Ewing: Eles negam aos Baha’is o acesso às universidades no Irão, e as crianças na escola são agredidas, pressionadas, e abusadas de muitas maneiras.As licenças comerciais dos Baha’is são revogadas, os cemitérios são profanados, e os lugares sagrados no Irão foram requisitados, confiscados e destruídos. Consequentemente, a pressão económica sobre os bahá'ís é grave, a pressão social é grave, e há um medo constante de que alguém entre na sua casa e leve os membros de sua família. É assim. Você vive num medo constante de perder tudo, inclusive a sua vida.

Um símbolo da Fé Baha'i


RFE / RL: Segundo a lei iraniana, eles podem fazer essas coisas ou eles usam outros pretextos?

Ma'ani Ewing: A Fé Bahá'í nem é sequer reconhecida pela Constituição como uma minoria religiosa; por isso, eles não existem legalmente e, assim, não têm direitos. Quando algo não existe, eles não têm de lhes atribuir direitos.

RFE / RL: Mas eles têm direitos como cidadãos?

Ma'ani Ewing: Tecnicamente, sim, mas esses direitos são atropelados, como vemos os direitos de outros grupos ser atropelados. O que eles fazem é lançar de acusações forjadas. Então eles acusam-nos de todos os tipos de coisas como fazem agora com o julgamento dos sete dirigentes Baha'is. Acusam-nos de serem espiões sionistas e israelitas. Isto acontece porque o centro do mundo bahá'í está situado em Haifa, Israel. O que o governo iraniano não para dizer às pessoas é que o motivo para o centro do mundial Baha'i existir na actual Israel, então é porque o império persa exilou Bahá'u'lláh para o que era então o Império Otomano. Ele foi parar a Akká, e porque morreu ali, [o lugar] tornou-se centro administrativo e espiritual.

Ao longo do século XX, eles acusaram-nos de sermos agentes do imperialismo russo, do colonialismo britânico, do expansionismo americano, e agora do sionismo. É importante saber que um dos princípios cardeais da fé Baha'i é que os bahá'ís não se podem envolver em qualquer espécie de política partidária.

RFE / RL: Houve muitos Baha'is que fugiram Irão desde a revolução?

Ma'ani Ewing: Os poucos que tinham os meios e capacidade de deixar o país e queriam fazê-lo, sim. Mas a maioria dos Baha'is no Irão são pobres, pessoas comuns que vivem em aldeias e pequenas cidades. Eles não têm dinheiro nem meios deixar o país. Além disso, muitos daqueles que poderiam ter saído, preferiram não o fazer. Eles preferiram ficar e servir o seu país.


(…)

RFE / RL: Há refúgio para os Baha'is no Irão ou existem grupos que podem ajudá-los?

Ma'ani Ewing: Não. Eles contam com suas famílias, com a comunidade, e com a pressão internacional. A pressão internacional, que foi crescendo ao longo dos anos - estou convencida – impediu que o governo iraniano atingisse o seu objectivo, que é a aniquilação da comunidade Baha'i no Irão. É porque eles sabem que o mundo está a ver.

Cidadãos iranianos em geral e grupos de direitos humanos iranianos no exterior estão a começar a falar abertamente, pela primeira vez contra o abuso dos bahá'ís iranianos.No passado, as pessoas tinham medo de falar, mas acho que agora as pessoas estão cansadas.

RFE / RL: O que é os EUA estão a fazer para ajudar materialmente os Baha'is e que é a comunidade internacional Baha'i está fazer para ajudar? Eles podem mesmo fazer alguma coisa dadas as restrições internacionais?

Ma'ani Ewing: Se compreendi correctamente, a sua pergunta tem a ver com as restrições da lei americana e as sanções internacionais contra o Irão. Como sabe, houve um sistema de sanções das Nações Unidas impostas progressivamente ao país. E de acordo com as sanções e a lei americana, há proibições sobre dinheiro enviado para o Irão para qualquer fim, porque uma vez lá, não sabemos se eles tentam desviar esse dinheiro. Até as organizações de direitos humanos se vêem de mãos atadas, no que toca ao envio de apoio monetário e material.

As formas mais eficientes com que a comunidade internacional e o governo americano podem ajudar – e na verdade já estão a ajudar - é por continuar repetidamente a fazer declarações sobre os direitos humanos no Irão... continuar a emitir resoluções na Nações Unidas, e para falar sobre a situação dos Baha'is e exercer pressão moral sobre o governo do Irão para pôr fim à perseguição injusta dos bahá'ís.


RFE / RL: Pensa que a discussão sobre liberdade religiosa no Irão deve fazer parte das conversações entre EUA e Irão?


Ma'ani Ewing: Eu acredito que é sempre importante fazer a coisa certa, e quando nós, enquanto nação, declaramos acreditar num conjunto de princípios - no caso dos direitos humanos -, então quando estes são violados, devemos levantar a voz e protestar vivamente. (...)

Eu acredito firmemente que é absolutamente crucial para qualquer governo, que acredite nos princípios dos direitos humanos, falar quando e onde estes são violados, e não torná-los parte de um acordo. Temos de falar e dizer: "Olhem, vocês assinaram este tratado, concordaram obedecer a estes princípios, e agora você negam-nos, e nós vamos lembrar-vos da promessa que fizeram. Se necessário, a punição internacional adequada também deve ser aplicada.

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Entrevista completa: Baha'i Activist Says Faithful In Iran Live In 'Constant Fear Of Losing Everything,' Including Their Lives (RFE)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Entrevista com a Sra Violette Nakhjavani

Filmado no ano passado, durante a Escola de Verão em Santarém.
Foi emitido no dia 1 de Março, no programa "A Fé dos Homens", na RTP2.

terça-feira, 2 de março de 2010

Cinco Baha’is condenados a 10 meses de prisão

Segundo a Committee of Human Rights Activists, citado pela agência HRANA e pelo IPW, cinco baha’is residentes em Shiraz acusados de propaganda contra o regime foram condenados a 10 meses de prisão pelo 1º Ramo do Tribunal Revolucionário de Shiraz.

O cinco condenados são Haleh Hooshmandi, Keyvan Karami, Farham (Hadi) Masoomi, Afshin Ahsanian e Vahdat Dana. Dois deles (Haleh Hooshmandi e Farham Masoomi) estavam entre os 54 detidos em 2006, quando trabalhavam num projecto humanitário de apoio educativo a crianças nos bairros pobres de Shiraz.

Os advogados de defesa já afirmaram que vão recorrer da sentença, apesar desta ainda não ter sido oficializada.

Haleh Hooshmandi, Keyvan Karami, Farham Masoomi and Afshin Ahsanian foram presos no inverno de 2009 e Vahdat Dana foi detido em 5 de Abril de 2009.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Beautiful People

Another song by Melanie Safka.
I used to listen to this one when I met the Baha'is for the first time.