sábado, 26 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Ser Baha'i em Angola (1)
Maria da Piedade Antunes partilha algumas das suas experiências como Bahá'í, durante o tempo em que viveu em Angola (1973-1975).
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Desenvolvimento Tecnológico
... a maioria do desenvolvimento tecnológico é conduzido por forças de mercado que não reflectem as necessidades básicas dos povos do mundo. Além disso, a ênfase na transferência de tecnologia sem acompanhamento de esforços para aumentar a participação na geração e aplicação do conhecimento só pode servir para alargar o fosso entre os ricos e os pobres, os "produtores e os utilizadores" da tecnologia. Desenvolver a capacidade para identificar necessidades tecnológicas e inovar e adaptar tecnologia em função das necessidades sociais e restrições ambientais, serão vitais para o progresso social. A transformação de realidades sociais complexas exigirá o desenvolvimento da capacidade institucional no seio das populações locais para criar e aplicar o conhecimento de forma que atendam às necessidades específicas dessa população.
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Excerto do documento Rethinking Prosperity, Baha’i International Comunitiy, 2010
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Excerto do documento Rethinking Prosperity, Baha’i International Comunitiy, 2010
sábado, 19 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Quantas outras Nedas e Monas serão necessárias?
(lembrando Mona Mahmudnizhad que foi martirizada em 18 de Junho de1983)
Há um ano atrás, a morte de Neda Agha-Soltan, a jovem iraniana assassinada durante os motins que se seguiram às eleições presidenciais no Irão, chocou o mundo. Aquele crime podia ser uma novidade para alguns. Mas para os baha’is iranianos a repressão não era novidade. Desde o seu surgimento no século XIX, na Pérsia que os Baha’is têm sido vítimas de perseguições; com a fundação da República Islâmica, a repressão tornou-se oficial e sistemática.
Um dos momentos mais dramáticos das perseguições que se seguiram à revolução, deu-se em Junho de 1983, quando as autoridade iranianas prenderam dez mulheres que leccionavam aulas bahá’ís para crianças. Estas mulheres foram sujeitas a intensos abusos físicos e mentais, sempre com o objectivo de as forçar a negar a sua fé. Tal como a maioria dos Bahá’ís que tinham sido presos, mantiveram-se firmes.
No dia 18 desse mês, essas dez mulheres bahá’ís foram enforcadas. Este acto foi particularmente chocante para os Bahá’ís, pois vulgarmente apenas os homens eram alvo de execuções. A mais nova dessas mulheres era uma adolescente de 16 anos; chamava-se Mona Mahmudnizhad. A história de Mona mereceu alguma atenção mediática: vários livros publicados, foram publicados muitos artigos em revistas e jornais e até um videoclip descrevendo o seu martírio foi lançado.
As mortes de Neda Agha-Soltan e Mona Mahmudnizhad estão separadas por 26 anos. Com elas, o regime teocrático iraniano revelou a sua faceta mais brutal e cruel. Quantas outras Nedas e Monas serão necessárias?
Há um ano atrás, a morte de Neda Agha-Soltan, a jovem iraniana assassinada durante os motins que se seguiram às eleições presidenciais no Irão, chocou o mundo. Aquele crime podia ser uma novidade para alguns. Mas para os baha’is iranianos a repressão não era novidade. Desde o seu surgimento no século XIX, na Pérsia que os Baha’is têm sido vítimas de perseguições; com a fundação da República Islâmica, a repressão tornou-se oficial e sistemática.
Um dos momentos mais dramáticos das perseguições que se seguiram à revolução, deu-se em Junho de 1983, quando as autoridade iranianas prenderam dez mulheres que leccionavam aulas bahá’ís para crianças. Estas mulheres foram sujeitas a intensos abusos físicos e mentais, sempre com o objectivo de as forçar a negar a sua fé. Tal como a maioria dos Bahá’ís que tinham sido presos, mantiveram-se firmes.
No dia 18 desse mês, essas dez mulheres bahá’ís foram enforcadas. Este acto foi particularmente chocante para os Bahá’ís, pois vulgarmente apenas os homens eram alvo de execuções. A mais nova dessas mulheres era uma adolescente de 16 anos; chamava-se Mona Mahmudnizhad. A história de Mona mereceu alguma atenção mediática: vários livros publicados, foram publicados muitos artigos em revistas e jornais e até um videoclip descrevendo o seu martírio foi lançado.
As mortes de Neda Agha-Soltan e Mona Mahmudnizhad estão separadas por 26 anos. Com elas, o regime teocrático iraniano revelou a sua faceta mais brutal e cruel. Quantas outras Nedas e Monas serão necessárias?
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Emprego: mais do que um meio de subsistência
...também é importante enfatizar a relação entre a produção e o emprego como uma dimensão crítica de uma economia forte. Demasiadas vezes, os aumentos de produtividade têm sido acompanhadas por deslocalizações ou de uma transição para a automatização, aumentando, assim, os níveis de desemprego. Uma mentalidade centrada apenas na maximização do lucro também escolhe a redução da força de trabalho, sempre que possível. No sistema actual, o desemprego e o subemprego estão a aumentar e que a maioria da população do mundo não ganha o suficiente para satisfazer as suas necessidades básicas. Aqueles que vivem na pobreza não têm meios para se expressarem num tal sistema. A produção sustentável não apenas uma questão de tecnologia mais "verde"; na verdade deve envolver sistemas que permitam que todos os seres humanos contribuam para o processo produtivo. Nesse sistema, todos são produtores, e todos têm a oportunidade de ganhar (ou receber, se não for possível ganhar) o suficiente para satisfazer as suas necessidades. Mais do que proporcionar apenas meios de geração de riqueza e satisfação das necessidades básicas, o trabalho oferece ao indivíduo um papel na comunidade, desenvolve os seus talentos, aperfeiçoa-lhe o carácter, prestando serviços e contribuindo para o avanço da sociedade.
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Excerto do documento Rethinking Prosperity, Baha’i International Comunitiy, 2010
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Excerto do documento Rethinking Prosperity, Baha’i International Comunitiy, 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Julgamento dos dirigentes Bahá’ís iranianos parece ter terminado
Segundo o BWNS, o julgamento dos sete dirigentes bahá'ís detidos há mais de dois anos no Irão parece ter chegado ao fim após três dias de audiências sucessivas. Os sete compareceram perante o Tribunal Revolucionário de Teerão, na manhã de 12 de Junho (sábado) e regressaram à prisão de Evin pouco depois do meio-dia. Novas sessões do julgamento tiveram lugar no domingo e durante a manhã de segunda-feira.
"Podemos confirmar que se realizou uma sessão do julgamento hoje em Teerão", disse Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas, "e parece - de acordo com o que ouvimos - que o próprio julgamento, já terá terminado. Mas, neste momento, não temos mais informações".
Os réus são Fariba Kamalabadi, Jamaloddin Khanjani, Afif Naeimi, Saeid Rezaie, Mahvash Sabet, Behrouz Tavakkoli e Vahid Tizfahm. Antes de serem detidos, eles eram responsáveis pelas necessidades espirituais e sociais da comunidade Bahá'í do Irão (cerca de 300.000 pessoas). O grupo tem estado detido na prisão de Evin desde Maio de 2008, e o julgamento apenas se iniciou em Janeiro deste ano.
Entretanto, no passado dia 12 de Junho realizou-se uma acção global protesto contra as violações dos direitos humanos no Irão. Nesse mesmo dia, a União Europeia e o Canadá emitiram declarações fortes exigindo que o Irão respeite o Direito Internacional
Em uma declaração feita em nome da União Europeia, o seu Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Catherine Ashton, afirmou: "Apelamos ao Irão que respeite o direito a um julgamento justo, tal como consagrado no artigo 14 do CIDCP (Convénio Internacional sobre Direitos Civis e Políticos). A discriminação. contra as minorias religiosas e étnicas, e contra as mulheres são outras áreas de preocupação."
"Estamos perturbados por graves relatórios sobre maus-tratos e torturas aos detidos, assim como as alegações de confissões forçadas", afirma a declaração da UE. "A UE acompanhará de perto o julgamento de líderes Baha'i, a este respeito."
"Aproveitamos esta oportunidade para tranquilizar o povo iraniano de que eles não foram esquecidos: a UE continuará a falar e apelar às autoridades iranianas para que respeitem os direitos dos seus cidadãos, em conformidade com as obrigações internacionais a que se comprometeram ao abrigo do Convénio Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e de outros tratados de direitos humanos", conclui o comunicado.
O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, também instou o Irão a respeitar os direitos de sua Comunidade Bahá'í e a "terminar a perseguição, discriminação e detenção dos seus membros."
"Soubemos que o julgamento dos sete dirigentes da Comunidade Baha'i devia ter lugar hoje", disse Stephen Harper "e apelamos a que o regime iraniano para assegurar que o devido processo legal seja respeitado."
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FONTES:
Ongoing trial of Iran's Baha'i leaders highlighted on global day of action (BWNS)
Trial of seven Iranian Baha'i leaders appears to have ended (BWNS)
"Podemos confirmar que se realizou uma sessão do julgamento hoje em Teerão", disse Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas, "e parece - de acordo com o que ouvimos - que o próprio julgamento, já terá terminado. Mas, neste momento, não temos mais informações".
Os réus são Fariba Kamalabadi, Jamaloddin Khanjani, Afif Naeimi, Saeid Rezaie, Mahvash Sabet, Behrouz Tavakkoli e Vahid Tizfahm. Antes de serem detidos, eles eram responsáveis pelas necessidades espirituais e sociais da comunidade Bahá'í do Irão (cerca de 300.000 pessoas). O grupo tem estado detido na prisão de Evin desde Maio de 2008, e o julgamento apenas se iniciou em Janeiro deste ano.
BERLIM: um momento da acção de protesto a favor dos Yaran (dirigentes Bahá'ís iranianos)
Entretanto, no passado dia 12 de Junho realizou-se uma acção global protesto contra as violações dos direitos humanos no Irão. Nesse mesmo dia, a União Europeia e o Canadá emitiram declarações fortes exigindo que o Irão respeite o Direito Internacional
Em uma declaração feita em nome da União Europeia, o seu Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Catherine Ashton, afirmou: "Apelamos ao Irão que respeite o direito a um julgamento justo, tal como consagrado no artigo 14 do CIDCP (Convénio Internacional sobre Direitos Civis e Políticos). A discriminação. contra as minorias religiosas e étnicas, e contra as mulheres são outras áreas de preocupação."
"Estamos perturbados por graves relatórios sobre maus-tratos e torturas aos detidos, assim como as alegações de confissões forçadas", afirma a declaração da UE. "A UE acompanhará de perto o julgamento de líderes Baha'i, a este respeito."
"Aproveitamos esta oportunidade para tranquilizar o povo iraniano de que eles não foram esquecidos: a UE continuará a falar e apelar às autoridades iranianas para que respeitem os direitos dos seus cidadãos, em conformidade com as obrigações internacionais a que se comprometeram ao abrigo do Convénio Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e de outros tratados de direitos humanos", conclui o comunicado.
O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, também instou o Irão a respeitar os direitos de sua Comunidade Bahá'í e a "terminar a perseguição, discriminação e detenção dos seus membros."
"Soubemos que o julgamento dos sete dirigentes da Comunidade Baha'i devia ter lugar hoje", disse Stephen Harper "e apelamos a que o regime iraniano para assegurar que o devido processo legal seja respeitado."
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FONTES:
Ongoing trial of Iran's Baha'i leaders highlighted on global day of action (BWNS)
Trial of seven Iranian Baha'i leaders appears to have ended (BWNS)
domingo, 13 de junho de 2010
Dois anjos em Evin, a prisão de Ahmadinejad
Excertos de um artigo de Margarida Santos Lopes, ontem no Público.
(...)
Tropecei em Lanat Abad quando fazia um documentário sobre os rituais fúnebres dos zoroastras, judeus, cristãos arménios e bahá'ís. Era uma encomenda de uma instituição ecuménica canadiana para o festival Métropolis de Montreal. Queria filmar o cemitério de Khavaran, um espaço simbólico onde estão reunidas todas as minorias religiosas, e onde a estética e a arquitectura funerárias contrastam com as normas dos muçulmanos xiitas - a maioria da população. Lanat Abad - sem lápides, sem fotos, sem flores - fica bem próxima de Golestân Javid, espécie de gueto onde os baha'ís, perseguidos como apóstatas, enterram quase clandestinamente os seus entes queridos, deixando sobre os túmulos doces e chocolates.
(...)
Todas as minhas companheiras de cela me ensinaram lições importantes. Fariba e Mahvash, por exemplo, ensinaram-me que devemos tentar transformar os desafios em oportunidades. Que não devemos odiar nem mesmo aqueles que nos enganaram profundamente. Podemos converter a nossa fúria em energia positiva, num poder que faz avançar o mundo. Fariba e Mahvash, que entraram no terceiro ano de prisão sem culpa formada, são dirigentes da comunidade bahá'í, a maior minoria religiosa do Irão, privada de todos os direitos básicos.
(...)
Ler artigo completo aqui.
(...)
Tropecei em Lanat Abad quando fazia um documentário sobre os rituais fúnebres dos zoroastras, judeus, cristãos arménios e bahá'ís. Era uma encomenda de uma instituição ecuménica canadiana para o festival Métropolis de Montreal. Queria filmar o cemitério de Khavaran, um espaço simbólico onde estão reunidas todas as minorias religiosas, e onde a estética e a arquitectura funerárias contrastam com as normas dos muçulmanos xiitas - a maioria da população. Lanat Abad - sem lápides, sem fotos, sem flores - fica bem próxima de Golestân Javid, espécie de gueto onde os baha'ís, perseguidos como apóstatas, enterram quase clandestinamente os seus entes queridos, deixando sobre os túmulos doces e chocolates.
(...)
Todas as minhas companheiras de cela me ensinaram lições importantes. Fariba e Mahvash, por exemplo, ensinaram-me que devemos tentar transformar os desafios em oportunidades. Que não devemos odiar nem mesmo aqueles que nos enganaram profundamente. Podemos converter a nossa fúria em energia positiva, num poder que faz avançar o mundo. Fariba e Mahvash, que entraram no terceiro ano de prisão sem culpa formada, são dirigentes da comunidade bahá'í, a maior minoria religiosa do Irão, privada de todos os direitos básicos.
(...)
Ler artigo completo aqui.
terça-feira, 8 de junho de 2010
A Actividade Económica
Inquestionavelmente, a actividade económica e o fortalecimento da economia - um processo que pode incluir, mas não é sinónimo, crescimento económico - têm um papel central a desempenhar para alcançar a prosperidade de uma região e do seu povo. No entanto, a mudança para uma sociedade mais justa, pacífica e sustentável exigirá a atenção para uma dinâmica harmoniosa entre as dimensões material e não-material (ou moral) do consumo e da produção. Este último, em particular, será essencial para estabelecer a base de relações humanas justas e pacíficas; estas incluem a geração de conhecimento, o cultivar da confiança e da credibilidade, a erradicação do racismo e da violência, a promoção da arte, da beleza, da ciência e da capacidade de colaboração e de resolução pacífica de conflitos.
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Excerto do documento Rethinking Prosperity, Baha’i International Comunitiy, 2010
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Excerto do documento Rethinking Prosperity, Baha’i International Comunitiy, 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Muitos dias tem o Mês
MUITOS DIAS TEM O MÊS é um documentário sobre uma realidade actual e emergente na sociedade portuguesa: o endividamento das famílias. Depois da selecção para a competição nacional e na secção 'Pulsar do Mundo' no Festival Indie Lisboa 2009, e do Prémio Especial do Júri em Santa Maria da Feira, chega às salas, com sessões comentadas a partir de 14 de Junho as 19h.
MUITOS DIAS TEM O MÊS traça um retrato de homens e mulheres que vivem uma angústia que se repete todos os meses: serão capazes de pagar os seus empréstimos e sobreviver até ao mês seguinte? Pessoas endividadas que vivem as suas vidas ao ritmo quotidiano dos prazos, das obrigações e do esforço para retomarem o controlo das suas vidas. Dia a dia. Mês a mês.
Nota da Realizadora
"Muitos dias tem o mês" procura resgatar do anonimato dos números e estatísticas, a voz e o rosto de pessoas que, entre o sonho e o desespero, entre a ilusão e o esforço, se vêm a braços com dificuldades em fazer face aos compromissos assumidos.
"Muitos dias tem o mês" surge de uma inquietação sobre uma situação humana limite, sobre a natureza do ser humano e as suas contradições. Revela a luta diária de pessoas, com os seus calendários povoados por dias em que é preciso cumprir obrigações.
"Muitos dias tem o mês" é um retrato urgente duma sociedade centrada na satisfação imediata do Eu. Uma sociedade onde tudo nos indica que a felicidade só se alcança com consumo. Só assim os nossos desejos podem ser saciados.
"Muitos dias tem o mês" propõe um olhar sobre os mecanismos de aquisição de crédito, os seus intervenientes e protagonistas. Um olhar atento que questiona e provoca a reflexão. Um olhar que, para além da apresentação de factos e informação, procura alertar e ter um efeito pedagógico na sociedade.
"Muitos dias tem o mês" põe em confronto dois padrões antagónicos: a expectativa e realidade, necessidade e desejo, prazer e disciplina. Procura reflectir sobre a nossa postura enquanto trabalhador devedor e consumidor gastador. Estes dois padrões são o reverso de uma mesma moeda: NÓS.
Biofilmografia da realizadora
Margarida Leitão nasceu a 23 Abril 1976, em Lisboa. Em 1997 terminou o curso de Cinema, área de Montagem, na Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa. Encontra-se neste momento a preparar um documentário sobre os artigos de luxo manufacturados nas prisões para mulheres, intitulado Design Atrás das Grades.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
As novas telhas do Santuário
Há algumas semanas atrás referi as obras de manutenção e restauro que decorriam no Santuário do Báb em Haifa. Hoje, uma mensagem proveniente do Centro Mundial Baha'i informava que as novas telhas douradas serão fabricadas em Portugal. Aqui fica um meu abraço de agradecimento aos Bahá'ís envolvidos neste processo.
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4 Junho 2010
A todas as Assembleias Espirituais Nacionais
Queridos Amigos Baha'ís,
Com os corações repletos de alegria, desejamos partilhar convosco que atingimos um marco significativo no trabalho de restauro em curso no Santuário do Báb. Na sequência de extensa e exaustiva procura por um fabricante adequado - a qual terminou com sucesso em Portugal - foi assinado um contrato para produção de onze mil telhas douradas destinadas à cobertura da cúpula desse excelso Sepulcro, que irão substituir o conjunto actual, que sofreu erosão irreparável, após quase sessenta anos de exposição aos elementos. As novas telhas foram submetidas a exigentes testes laboratoriais que indicam que elas irão adornar a super-estrutura do Santuário, pelo menos, durante dois séculos. É necessário um rigoroso processo de fabrico, apoiado na mais recente tecnologia, para assegurar a excelente qualidade do produto final. As telhas serão produzidas a partir da mais pura porcelana, em vez do barro originalmente utilizado; e moldadas numa das mais de setenta formas e tamanhos únicos; aquecidas em fornos controlados por computadores a temperaturas até 1.400 graus Celsius; douradas com um acabamento reforçado preparado com uma solução do mais refinado ouro; sujeitas a selecção para eliminação das imperfeições; e depois de escolhidas, cada uma será embrulhada individualmente para protecção durante o transporte. O primeiro carregamento deverá chegar à Terra Santa em Setembro. A nossa confiança na durabilidade das telhas só é comparável à nossa satisfação por o custo envolvido não exceder o que é razoável para um tão complexo trabalho de perfeição, através do qual uma extensão de duzentos e cinquenta metros quadrados irão readquirir o brilho pretendido pelo Guardião para o augusto edifício que envolve os sagrados restos mortais de um Manifestante de Deus. Apenas uma telha original permanecerá; sob esta encontra-se, colocado pelo próprio Shoghi Effendi, um fragmento do reboco da cela da prisão de Mah-Ku onde esteve confinado o Arauto-Mártir da Fé.
[assinado: A Casa Universal de Justiça]
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4 Junho 2010
A todas as Assembleias Espirituais Nacionais
Queridos Amigos Baha'ís,
Com os corações repletos de alegria, desejamos partilhar convosco que atingimos um marco significativo no trabalho de restauro em curso no Santuário do Báb. Na sequência de extensa e exaustiva procura por um fabricante adequado - a qual terminou com sucesso em Portugal - foi assinado um contrato para produção de onze mil telhas douradas destinadas à cobertura da cúpula desse excelso Sepulcro, que irão substituir o conjunto actual, que sofreu erosão irreparável, após quase sessenta anos de exposição aos elementos. As novas telhas foram submetidas a exigentes testes laboratoriais que indicam que elas irão adornar a super-estrutura do Santuário, pelo menos, durante dois séculos. É necessário um rigoroso processo de fabrico, apoiado na mais recente tecnologia, para assegurar a excelente qualidade do produto final. As telhas serão produzidas a partir da mais pura porcelana, em vez do barro originalmente utilizado; e moldadas numa das mais de setenta formas e tamanhos únicos; aquecidas em fornos controlados por computadores a temperaturas até 1.400 graus Celsius; douradas com um acabamento reforçado preparado com uma solução do mais refinado ouro; sujeitas a selecção para eliminação das imperfeições; e depois de escolhidas, cada uma será embrulhada individualmente para protecção durante o transporte. O primeiro carregamento deverá chegar à Terra Santa em Setembro. A nossa confiança na durabilidade das telhas só é comparável à nossa satisfação por o custo envolvido não exceder o que é razoável para um tão complexo trabalho de perfeição, através do qual uma extensão de duzentos e cinquenta metros quadrados irão readquirir o brilho pretendido pelo Guardião para o augusto edifício que envolve os sagrados restos mortais de um Manifestante de Deus. Apenas uma telha original permanecerá; sob esta encontra-se, colocado pelo próprio Shoghi Effendi, um fragmento do reboco da cela da prisão de Mah-Ku onde esteve confinado o Arauto-Mártir da Fé.
[assinado: A Casa Universal de Justiça]
quinta-feira, 3 de junho de 2010
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