Vídeo elaborado a propósito das detenções de vários professores e funcionários do BIHE (Instituto Bahá’í de Ensino Superior). As fotos apresentadas foram tiradas nas residências após as rusgas.
terça-feira, 24 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Programa Educativo Baha’i alvo de ataques
Cerca de 30 detidos entre professores e funcionários
As residências de muitos docentes do Instituto Bahá’í de Ensino Superior (BIHE - Bahai Institute for Higher Education), foram hoje alvo de rusgas. O BIHE é uma universidade de ensino à distância gerida por Bahá’ís, que oferece ensino universitário internacionalmente reconhecido aos jovens Bahá’ís expulsos das universidades iranianas.
As rusgas foram feitas de forma coordenada em residências nas cidades de Teerão, Karaj, Isfahan e Shiraz. As informações iniciais indicam que foram detidas cerca de 30 pessoas.
"Todos os alvos foram residências de pessoas envolvidos nas actividades Instituto Bahá'í de Educação Superior", disse Diane Ala'i, a representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas em Genebra.
O Instituto Bahá'í de Educação Superior (BIHE) foi criado em 1987 como uma iniciativa da comunidade para responder às necessidades educativas dos jovens Bahá'ís, aos quais têm sido sistematicamente negado o acesso ao ensino superior por parte do governo iraniano. O BIHE foi descrito pelo New York Times como "um acto elaborado auto-preservação comunitária."
"O Instituto foi uma resposta extraordinariamente criativa - e totalmente não-violenta - ao esforço contínuo do governo iraniano para reprimir o desenvolvimento humano normal da comunidade Baha'i", disse Ala'i.
"As autoridades iranianas - não satisfeitas ao impedir a presença dos bahá'ís na universidade, unicamente devido às suas convicções religiosas - tentam agora, de forma mesquinha, aniquilar os esforços da comunidade para que os seus jovens tenham um ensino superior através de meios alternativos. As acções do governo são absolutamente injustificáveis", acrescentou Ala'i.
Esta não é a primeira vez que o BIHE está sob ataque das autoridades iranianas. Um dos maiores golpes foi uma série de ataques devastadores realizado em 1998 durante os quais foram presos 36 membros do corpo docente e funcionários do BIHE; nessa ocasião, foi confiscada grande parte do seu equipamento e registos, localizados em mais de 500 residências. Outras acções contra as actividades do BIHE foram realizadas em 2001 e 2002.
Estes ataques - e política geral do Irão que proíbe os jovens Bahá’ís de ingressar no ensino superior - foram fortemente condenados por governos, meios académicos, agências da ONU, organizações da sociedade civil e outros.
Entre as inúmeras acções tomadas, professores universitários e capelães em todo o mundo enviaram cartas de protesto ao Secretário-Geral da ONU e aos governantes do Irão; em 2006, o presidente da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos levantou a questão junto do representante iraniano nas Nações Unidas; em Espanha, a Câmara dos Deputados aprovou uma resolução redigida em termos fortes sobre a situação; o Wolfson College, em Oxford, também votou de uma resolução em Novembro de 2007, assim como a Universidade de Winnipeg, no Canadá.
"Estes últimos ataques parecem ser uma tentativa concertada para atacar o BIHE, algo que as autoridades têm tentado fazer desde há muito tempo", disse Diane Ala'i.
"Apelamos aos governos e organizações educativas em todo o mundo que façam saber ao governo iraniano que desaprovam totalmente os seus esforços sistemáticos e correntes para negar aos jovens Bahá'ís o direito humano fundamental de acesso ao ensino superior."
As residências de muitos docentes do Instituto Bahá’í de Ensino Superior (BIHE - Bahai Institute for Higher Education), foram hoje alvo de rusgas. O BIHE é uma universidade de ensino à distância gerida por Bahá’ís, que oferece ensino universitário internacionalmente reconhecido aos jovens Bahá’ís expulsos das universidades iranianas.
As rusgas foram feitas de forma coordenada em residências nas cidades de Teerão, Karaj, Isfahan e Shiraz. As informações iniciais indicam que foram detidas cerca de 30 pessoas.
"Todos os alvos foram residências de pessoas envolvidos nas actividades Instituto Bahá'í de Educação Superior", disse Diane Ala'i, a representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas em Genebra.
O Instituto Bahá'í de Educação Superior (BIHE) foi criado em 1987 como uma iniciativa da comunidade para responder às necessidades educativas dos jovens Bahá'ís, aos quais têm sido sistematicamente negado o acesso ao ensino superior por parte do governo iraniano. O BIHE foi descrito pelo New York Times como "um acto elaborado auto-preservação comunitária."
"O Instituto foi uma resposta extraordinariamente criativa - e totalmente não-violenta - ao esforço contínuo do governo iraniano para reprimir o desenvolvimento humano normal da comunidade Baha'i", disse Ala'i.
"As autoridades iranianas - não satisfeitas ao impedir a presença dos bahá'ís na universidade, unicamente devido às suas convicções religiosas - tentam agora, de forma mesquinha, aniquilar os esforços da comunidade para que os seus jovens tenham um ensino superior através de meios alternativos. As acções do governo são absolutamente injustificáveis", acrescentou Ala'i.
Esta não é a primeira vez que o BIHE está sob ataque das autoridades iranianas. Um dos maiores golpes foi uma série de ataques devastadores realizado em 1998 durante os quais foram presos 36 membros do corpo docente e funcionários do BIHE; nessa ocasião, foi confiscada grande parte do seu equipamento e registos, localizados em mais de 500 residências. Outras acções contra as actividades do BIHE foram realizadas em 2001 e 2002.
Estes ataques - e política geral do Irão que proíbe os jovens Bahá’ís de ingressar no ensino superior - foram fortemente condenados por governos, meios académicos, agências da ONU, organizações da sociedade civil e outros.
Entre as inúmeras acções tomadas, professores universitários e capelães em todo o mundo enviaram cartas de protesto ao Secretário-Geral da ONU e aos governantes do Irão; em 2006, o presidente da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos levantou a questão junto do representante iraniano nas Nações Unidas; em Espanha, a Câmara dos Deputados aprovou uma resolução redigida em termos fortes sobre a situação; o Wolfson College, em Oxford, também votou de uma resolução em Novembro de 2007, assim como a Universidade de Winnipeg, no Canadá.
"Estes últimos ataques parecem ser uma tentativa concertada para atacar o BIHE, algo que as autoridades têm tentado fazer desde há muito tempo", disse Diane Ala'i.
"Apelamos aos governos e organizações educativas em todo o mundo que façam saber ao governo iraniano que desaprovam totalmente os seus esforços sistemáticos e correntes para negar aos jovens Bahá'ís o direito humano fundamental de acesso ao ensino superior."
Muitas rusgas e 15 Bahá'ís detidos no Irão
Hoje, agentes do Ministério de Segurança Iraniano invadiram as residências de muitos docentes do Instituto Bahá’í de Ensino Superior (BIHE - Bahai Institute for Higher Education), uma universidade de ensino à distância gerida por Bahá’ís, que oferece ensino universitário internacionalmente reconhecido aos jovens Bahá’ís expulsos das universidades iranianas.
Os agentes confiscaram livros, computadores e bens pessoais, e prenderam 15 funcionários da universidade. As informações provenientes do Irão indicam que ainda decorrem rusgas e detenções.
Sabe-se que os detidos foram levados para a prisão de Evin. Os edifícios usados como laboratório e para fins académicos também foram encerrados. O site PCED indica o nome de 30 membros da BIHE cujas residências foram alvo de rusgas, sem indicar quais foram presos ou em que cidades vivem.
Ladrão na Noite
A propósito das profecias messiânicas que diziam que o Dia do Juízo era ontem...
Eu tenho outra versão dos acontecimentos:
Eu tenho outra versão dos acontecimentos:
sábado, 21 de maio de 2011
A perspectiva Bahá’í sobre o "Fim dos Dias"
Artigo de Shastri Purushotma, publicado no Huffington Post.
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Este sábado, 21 de Maio de 2011, é mais uma data, numa longa lista de dias, em que algumas pessoas previram com confiança ocorrer "o fim dos dias" ou "dia do juízo." Até lemos notícias de um homem em Nova Iorque que usou todas as suas economias e as gastou em cartazes publicitários anunciando iminente Dia do Juízo. Isso já aconteceu muitas vezes antes. Isso vai acontecer novamente.
Inevitavelmente, a data fixada vem e vai. Depois, o sol ainda brilha, os pássaros ainda cantam e muitos dão uma boa gargalhada à custa de quem estava absolutamente convencido de que seriam levados numa torrente de luz, enquanto outros seriam "deixados para trás" para sofrer num eterno pranto e ranger de dentes.
Os Bahá’ís têm uma visão interessante e diferente sobre o cenário do Dia do Juízo. Em vez de esperar que o sonho de um guionista de Hollywood, ocorra nas próximas 24 horas, eles vêem o "fim dos dias", como o fim de uma etapa importante da história e o início de uma nova etapa. Isso é mais difícil de vender para Hollywood, mas é mais fácil de conciliar com o senso comum e com uma compreensão básica da história.
Os Bahá’ís acreditam que a transição está a acontecer agora e que somos participantes vivos na mesma. Em vez de um dia de 24 horas, ocorrerá num "dia" de muitas gerações. O resultado final será uma civilização global em que a "Terra será um só país e a humanidade os seus cidadãos." Será que isso parece disparatado? Que tal tentar dizer às pessoas, em meados da década de 1840 (por sinal, um tempo em que 100 mil "mileritas" nos Estados Unidos esperavam que o "fim dos dias" acontecesse), que em apenas 160 anos seria possível ir à lua e voltar, e que um homem cujo pai nascera no Quénia seria o presidente dos Estados Unidos?
Em resumo: Estou confiante ao prever que todos nós ainda estaremos aqui no dia 22 de Maio de 2011. Também estou confiante que os nossos descendentes ainda estarão aqui em 22 de Maio de 2111. E nessa altura o mundo assemelhar-se-á mais aquela imagem visionária do futuro delineado em 1936 pelo dirigente da Fé Bahá'í naquela época.
Quando o sol nascer no próximo domingo e você ouvir o som melodioso dos pássaros lá fora, não seria inspirador acordar com a convicção de que todos tínhamos sido "deixados para trás" para construir uma civilização mundial, capaz de reflectir o paraíso na terra, dia a dia , de coração para coração e de geração em geração?
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Este sábado, 21 de Maio de 2011, é mais uma data, numa longa lista de dias, em que algumas pessoas previram com confiança ocorrer "o fim dos dias" ou "dia do juízo." Até lemos notícias de um homem em Nova Iorque que usou todas as suas economias e as gastou em cartazes publicitários anunciando iminente Dia do Juízo. Isso já aconteceu muitas vezes antes. Isso vai acontecer novamente.
Inevitavelmente, a data fixada vem e vai. Depois, o sol ainda brilha, os pássaros ainda cantam e muitos dão uma boa gargalhada à custa de quem estava absolutamente convencido de que seriam levados numa torrente de luz, enquanto outros seriam "deixados para trás" para sofrer num eterno pranto e ranger de dentes.
Os Bahá’ís têm uma visão interessante e diferente sobre o cenário do Dia do Juízo. Em vez de esperar que o sonho de um guionista de Hollywood, ocorra nas próximas 24 horas, eles vêem o "fim dos dias", como o fim de uma etapa importante da história e o início de uma nova etapa. Isso é mais difícil de vender para Hollywood, mas é mais fácil de conciliar com o senso comum e com uma compreensão básica da história.
Os Bahá’ís acreditam que a transição está a acontecer agora e que somos participantes vivos na mesma. Em vez de um dia de 24 horas, ocorrerá num "dia" de muitas gerações. O resultado final será uma civilização global em que a "Terra será um só país e a humanidade os seus cidadãos." Será que isso parece disparatado? Que tal tentar dizer às pessoas, em meados da década de 1840 (por sinal, um tempo em que 100 mil "mileritas" nos Estados Unidos esperavam que o "fim dos dias" acontecesse), que em apenas 160 anos seria possível ir à lua e voltar, e que um homem cujo pai nascera no Quénia seria o presidente dos Estados Unidos?
Em resumo: Estou confiante ao prever que todos nós ainda estaremos aqui no dia 22 de Maio de 2011. Também estou confiante que os nossos descendentes ainda estarão aqui em 22 de Maio de 2111. E nessa altura o mundo assemelhar-se-á mais aquela imagem visionária do futuro delineado em 1936 pelo dirigente da Fé Bahá'í naquela época.
Quando o sol nascer no próximo domingo e você ouvir o som melodioso dos pássaros lá fora, não seria inspirador acordar com a convicção de que todos tínhamos sido "deixados para trás" para construir uma civilização mundial, capaz de reflectir o paraíso na terra, dia a dia , de coração para coração e de geração em geração?
segunda-feira, 16 de maio de 2011
7734 Dias de Injustiça
O cartaz elaborado pela organização United4Iran a propósito do triste aniversário do passado sábado.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Dirigentes Bahá'ís Iranianos iniciam quarto ano de detenção
No próximo sábado, 14 de Maio, o grupo de dirigentes Bahá’ís iranianos - Fariba Kamalabadi, Jamaloddin Khanjani, Afif Naeimi, Saeid Rezaie, Behrouz Tavakkoli e Vahid Tizfahm - inicia o seu quarto ano atrás das grades. O sétimo membro do grupo - a Sra. Mahvash Sabet - foi presa três meses antes, em 5 de Março de 2008. Este grupo constituía uma comissão ad-hoc que tratava das necessidades dos 300.000 Bahá’ís iranianos.
Após uma detenção ilegal de 30 meses na prisão Evin, em Teerão, foram julgados por acusações falsas e condenados a 20 anos de prisão, em Agosto de 2010. Desde essa data, encontram-se detidos na prisão Gohardasht.
"Sabemos agora que a Sra. Kamalabadi e Sra. Sabet foram transferidas na terça feira, 03 de Maio, para a prisão Qarchak, a cerca de 45 quilómetros de Teerão", disse Bani Dugal, a representante da Comunidade Internacional Bahá'í junto das Nações Unidas. "Também é do nosso conhecimento que elas estão detidas com outros 400 presos num edifício tipo armazém, sem o mínimo de condições", acrescentou.
"Não está claro se se trata de uma transferência temporária ou definitiva, mas qualquer período de tempo passado na prisão é demasiado longo para estas pessoas inocentes". Os cinco homens continuam sob controlo rigoroso numa ala da prisão Gohardasht, reservada para presos políticos.
EVENTOS
Um pouco por todo o mundo têm-se realizado iniciativas que assinalam este triste aniversário.
Nos EUA, haverá uma recepção especial em Washington DC, com a presença do senador Mark Kirk, que recentemente apresentou resoluções bipartidárias na Câmara dos Representantes e no Senado chamando a atenção para a contínua e dramática situação dos Bahá’ís iranianos.
Na Holanda, membros de confissões religiosas e as redes inter-religiosas estão sendo convidados a fazer orações - na sexta-feira e sábado nos locais de culto do país - pela liberdade de religião no Irão.
Um "Concerto de Solidariedade" especial está previsto na Índia para recordar todas as vítimas de abusos dos direitos humanos. O concerto será realizado no auditório da Casa de Adoração Bahá'í em Nova Deli, no dia 18 de Maio.
PROTESTO GLOBAL
A prisão dos dirigentes Bahá'ís tem provocado protestos por parte dos governos em todo o mundo. A União Europeia e o Presidente do Parlamento Europeu também se juntaram à condenação, juntamente com numerosas organizações de direitos humanos e de outros grupos, líderes religiosos, e inúmeras pessoas.
Recentemente, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, reiterou a sua profunda preocupação com a situação actual dos sete dirigentes Bahá’ís e os ataques continuados à Fé Bahá'í no Irão. "A vossa dignidade e paciência é admirável face a tão severa discriminação e intimidação pelo simples fato de se manter fiel à sua própria fé", disse Cameron numa carta escrita no mês passado à Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Reino Unido.
Cameron manifestou esperança de que a recente nomeação de um relator especial da ONU - para acompanhar o cumprimento das normas internacionais de direitos humanos pelo Irão - e a imposição de sanções pela União Europeia "transmitam ao Irão a profunda preocupação internacional sobre o seu registo de atropelos aos direitos humanos, e demonstrem que as contínuas violações dos direitos não vão passar despercebidas."
Após uma detenção ilegal de 30 meses na prisão Evin, em Teerão, foram julgados por acusações falsas e condenados a 20 anos de prisão, em Agosto de 2010. Desde essa data, encontram-se detidos na prisão Gohardasht.
"Sabemos agora que a Sra. Kamalabadi e Sra. Sabet foram transferidas na terça feira, 03 de Maio, para a prisão Qarchak, a cerca de 45 quilómetros de Teerão", disse Bani Dugal, a representante da Comunidade Internacional Bahá'í junto das Nações Unidas. "Também é do nosso conhecimento que elas estão detidas com outros 400 presos num edifício tipo armazém, sem o mínimo de condições", acrescentou.
"Não está claro se se trata de uma transferência temporária ou definitiva, mas qualquer período de tempo passado na prisão é demasiado longo para estas pessoas inocentes". Os cinco homens continuam sob controlo rigoroso numa ala da prisão Gohardasht, reservada para presos políticos.
EVENTOS
Um pouco por todo o mundo têm-se realizado iniciativas que assinalam este triste aniversário.
Nos EUA, haverá uma recepção especial em Washington DC, com a presença do senador Mark Kirk, que recentemente apresentou resoluções bipartidárias na Câmara dos Representantes e no Senado chamando a atenção para a contínua e dramática situação dos Bahá’ís iranianos.
Na Holanda, membros de confissões religiosas e as redes inter-religiosas estão sendo convidados a fazer orações - na sexta-feira e sábado nos locais de culto do país - pela liberdade de religião no Irão.
Um "Concerto de Solidariedade" especial está previsto na Índia para recordar todas as vítimas de abusos dos direitos humanos. O concerto será realizado no auditório da Casa de Adoração Bahá'í em Nova Deli, no dia 18 de Maio.
PROTESTO GLOBAL
A prisão dos dirigentes Bahá'ís tem provocado protestos por parte dos governos em todo o mundo. A União Europeia e o Presidente do Parlamento Europeu também se juntaram à condenação, juntamente com numerosas organizações de direitos humanos e de outros grupos, líderes religiosos, e inúmeras pessoas.
Recentemente, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, reiterou a sua profunda preocupação com a situação actual dos sete dirigentes Bahá’ís e os ataques continuados à Fé Bahá'í no Irão. "A vossa dignidade e paciência é admirável face a tão severa discriminação e intimidação pelo simples fato de se manter fiel à sua própria fé", disse Cameron numa carta escrita no mês passado à Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Reino Unido.
Cameron manifestou esperança de que a recente nomeação de um relator especial da ONU - para acompanhar o cumprimento das normas internacionais de direitos humanos pelo Irão - e a imposição de sanções pela União Europeia "transmitam ao Irão a profunda preocupação internacional sobre o seu registo de atropelos aos direitos humanos, e demonstrem que as contínuas violações dos direitos não vão passar despercebidas."
segunda-feira, 9 de maio de 2011
A propósito do Dia da Europa
Programa "A Fé dos Homens", emitido no dia 09-Maio-2011, na RTP2.
Uma perspectiva Bahá'í sobre a Unidade da Europa e a Unidade Mundial.
Uma perspectiva Bahá'í sobre a Unidade da Europa e a Unidade Mundial.
domingo, 8 de maio de 2011
Homenagem Inter-Religiosa a Aristides Sousa Mendes
Realizou-se ontem em Cabanas de Viriato, uma homenagem inter-religiosa ao antigo diplomata português, Aristides de Sousa Mendes. Tratou-se de uma iniciativa da Confederação Portuguesa do Voluntariado, em parceria com a Rede ANIMAR - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local, que contou com o apoio e colaboração de diversas organizações.
O evento - realizado o âmbito das celebrações do Ano Europeu do Voluntariado 2011 - iniciou-se com a concentração dos participantes na estação de Oliveirinha (Carregal do Sal) e prosseguiu com uma caminhada até Cabanas de Viriato, terra natal do antigo diplomata português. Ali chegados procedeu-se à plantação de sete oliveiras no jardim da casa da família Sousa Mendes.
Posteriormente alguns familiares de Sousa Mendes e representantes de várias confissões religiosas evocaram e homenagearam Aristides de Sousa Mendes.
Álvaro de Sousa Mendes fez votos para que a iniciativa chame a atenção para o estado degradado em que se encontra o edifício, que gostaria de ver transformado numa casa museu e num centro de direitos humanos. “A Fundação Aristides Sousa Mendes sozinha não pode fazer nada, precisamos de todos. Precisamos de dinheiro, de boas vontades, de mecenas, de toda uma cadeia, câmaras municipais, IGESPAR, Direcção Regional da Cultura”, frisou.
Os representantes das diversas confissões religiosas foram unânimes ao afirmar que os valores do humanismo e da solidariedade mostrados por Sousa Mendes são comuns às grandes religiões mundiais. Foi recordado o facto de Oskar Schindler ter salvo apenas algumas centenas de judeus que trabalhavam para ele; em contrapartida, Aristides Sousa Mendes, contrariou ordens expressas de Salazar, e concedeu 30 mil vistos de entrada em Portugal a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir de França em 1940. Foram ainda lembrados vários episódios da sua vida e a forma como faleceu na pobreza.
O Pe. Peter Stilwell ao apresentar-me como representante da Comunidade Bahá’í, expôs brevemente as origens da Fé Bahá’í e lembrou devido às perseguições no Irão, os Bahá’ís daquele país também necessitam hoje de muitas pessoas como Aristides Sousa Mendes.
Na minha evocação do antigo diplomata português, lembrei como os valores e princípios da Fé Bahá’í encontram um paralelo na vida e atitude de Aristides Sousa Mendes. Seguidamente fiz votos de que a recuperação da antiga casa da Família Sousa Mendes se torne uma realidade e li uma oração em sua memória:
O evento - realizado o âmbito das celebrações do Ano Europeu do Voluntariado 2011 - iniciou-se com a concentração dos participantes na estação de Oliveirinha (Carregal do Sal) e prosseguiu com uma caminhada até Cabanas de Viriato, terra natal do antigo diplomata português. Ali chegados procedeu-se à plantação de sete oliveiras no jardim da casa da família Sousa Mendes.
Posteriormente alguns familiares de Sousa Mendes e representantes de várias confissões religiosas evocaram e homenagearam Aristides de Sousa Mendes.
Álvaro de Sousa Mendes fez votos para que a iniciativa chame a atenção para o estado degradado em que se encontra o edifício, que gostaria de ver transformado numa casa museu e num centro de direitos humanos. “A Fundação Aristides Sousa Mendes sozinha não pode fazer nada, precisamos de todos. Precisamos de dinheiro, de boas vontades, de mecenas, de toda uma cadeia, câmaras municipais, IGESPAR, Direcção Regional da Cultura”, frisou.
Os representantes das diversas confissões religiosas foram unânimes ao afirmar que os valores do humanismo e da solidariedade mostrados por Sousa Mendes são comuns às grandes religiões mundiais. Foi recordado o facto de Oskar Schindler ter salvo apenas algumas centenas de judeus que trabalhavam para ele; em contrapartida, Aristides Sousa Mendes, contrariou ordens expressas de Salazar, e concedeu 30 mil vistos de entrada em Portugal a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir de França em 1940. Foram ainda lembrados vários episódios da sua vida e a forma como faleceu na pobreza.
O Pe. Peter Stilwell ao apresentar-me como representante da Comunidade Bahá’í, expôs brevemente as origens da Fé Bahá’í e lembrou devido às perseguições no Irão, os Bahá’ís daquele país também necessitam hoje de muitas pessoas como Aristides Sousa Mendes.
Na minha evocação do antigo diplomata português, lembrei como os valores e princípios da Fé Bahá’í encontram um paralelo na vida e atitude de Aristides Sousa Mendes. Seguidamente fiz votos de que a recuperação da antiga casa da Família Sousa Mendes se torne uma realidade e li uma oração em sua memória:
Ó Tu, Senhor Bondoso! Criaste toda a humanidade dos mesmos pais. Desejaste que todos pertencessem ao mesmo lar. Em Tua Santa Presença, todos são Teus servos, e todo o género humano se abriga sob Teu Tabernáculo. Todos se têm reunido à Tua Mesa de graças e brilham pela luz da Tua Providência. Ó Deus! És bondoso para com todos, provês a todos, ampara a todos, e a todos, concede vida. De ti, todos os seres recebem faculdades e talentos. Todos estão submersos no oceano da Tua misericórdia. Ó Tu, Senhor Bondoso! Une todos, fazem as religiões concordarem e torna as nações uma só, para que sejam como uma única espécie e filhos da mesma pátria. Que se associem em união e acordo. Ó Deus! Ergue o estandarte da unidade do género humano! Ó Deus! Estabelece a Suprema Paz! Enlaça os corações, ó Deus! Ó Tu, Pai Bondoso! Extasia os corações com a fragrância do Teu amor, ilumina os olhos com Tua luz que guia; alegra os ouvidos com as melodias da Tua Palavra e abriga-nos no recinto da Tua Providência. Tu és o Grande e o Poderoso! És o clemente - Aquele que perdoa as faltas da humanidade.No final da homenagem, Luís Fidalgo, vice-presidente da câmara de Carregal do Sal e administrador da Fundação Aristides de Sousa Mendes, afirmou que “qualquer pessoa que chega a Cabanas de Viriato e se depara com a casa em ruína fica muito desagradavelmente surpreendido”. Na sua opinião, a casa “significa os valores que Aristides de Sousa Mendes sempre defendeu - da paz, da humanidade - que hoje são preponderantes” e que devem ser recuperados para a sociedade, “sobretudo para os jovens e para as escolas”.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
25º Aniversário do Templo Bahá’í da Índia
Mais de 400 pessoas - incluindo membros do Governo Indiano, diplomatas e representantes de organizações não-governamentais - estiveram presentes no Templo Bahá’í de Nova Deli, numa festa que assinalava o 25 º aniversário da sua inauguração. Após os discursos e apresentações no Centro de Informações do Templo, os convidados participaram num serviço especial na Casa de Adoração que incluiu orações pelo coro de crianças da Escola de Gwalior Little Angels.
"Quando estou neste maravilhoso ambiente do templo Bahá’í", disse na reunião o ex-presidente da Índia, Dr. A.P.J. Kalam, "vejo ao meu redor harmonia no pensamento, harmonia na acção e harmonia em todos os sentidos da vida." Descrevendo a Casa de Adoração como "um templo de paz, um templo de felicidade e de um templo da espiritualidade", o Dr. Kalam felicitou a comunidade Bahá’í pelos seus esforços na erradicação de preconceitos, desarmonia e conflitos na sociedade. "Uma das grandes missões deste templo da harmonia é transmitir a mensagem de dar e dar a toda a humanidade", acrescentou.
UMA "ESTRUTURA ICÓNICA"
O Templo Bahá'í, popularmente conhecida como o "Templo de Lótus", é um dos monumentos mais visitados na Índia. Concluído em 1986, tem recebido uma média de 4,3 milhões de visitantes por ano - de todas as nações, religiões e estilos de vida.
Kumari Selja, Ministra Indiana da Cultura, descreveu a Casa de Adoração como "certamente uma das muitas facetas que tornam a Índia incrível." "O próprio templo representa uma estrutura icónica reflectindo a verdadeira essência e o carácter cultural da nossa grande nação que tem recebido pessoas de todas as religiões e as abrigou", afirmou a Sra Selja.
"Assim como o lótus que floresce puro acima das águas turvas, também nós podemos superar as diferenças de casta, credo, classe, comunidade, nacionalidade e género e colocar em prática os nossos esforços para tornar o mundo num lugar bonito", acrescentou.
HARMONIA COMUNITÁRIA
A promoção da harmonia comunitária como o principal objectivo da comunidade Bahá’í foi o tema central da intervenção de Nazneen Rowhani, Secretária da Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Índia. "Embora o edifício do templo seja dedicado à adoração de Deus", afirmou a Sra. Rowhani, "não deve divorciar-se das áreas sociais, humanitárias, educacionais e científicas que são o garante do sustento para os pobres, conforto para os enlutados e educação para aqueles que sofrem de falta dela".
O Ministro Indiano do Turismo, Subodh Kant Sahai, destacou na sua mensagem as actividades sociais e educacionais dos Bahá’is. "Como contribuição para o avanço da sociedade indiana", escreveu, "a Casa de Adoração Bahá'í serve de local para actividades tais como a formação espiritual e moral de crianças e jovens, como também reuniões onde os adultos estudam sistematicamente os princípios espirituais e a sua aplicação na vida diária. "
"A Casa de Adoração simboliza a Índia", escreveu o Sr. Sahai, "combinando os valores eternos e universais, com uma abordagem prospectiva. " Estão previstos eventos ao longo do ano em todos os estados da Índia para comemorar o 25 º aniversário da Casa de Adoração.
"Quando estou neste maravilhoso ambiente do templo Bahá’í", disse na reunião o ex-presidente da Índia, Dr. A.P.J. Kalam, "vejo ao meu redor harmonia no pensamento, harmonia na acção e harmonia em todos os sentidos da vida." Descrevendo a Casa de Adoração como "um templo de paz, um templo de felicidade e de um templo da espiritualidade", o Dr. Kalam felicitou a comunidade Bahá’í pelos seus esforços na erradicação de preconceitos, desarmonia e conflitos na sociedade. "Uma das grandes missões deste templo da harmonia é transmitir a mensagem de dar e dar a toda a humanidade", acrescentou.
UMA "ESTRUTURA ICÓNICA"
O Templo Bahá'í, popularmente conhecida como o "Templo de Lótus", é um dos monumentos mais visitados na Índia. Concluído em 1986, tem recebido uma média de 4,3 milhões de visitantes por ano - de todas as nações, religiões e estilos de vida.
Kumari Selja, Ministra Indiana da Cultura, descreveu a Casa de Adoração como "certamente uma das muitas facetas que tornam a Índia incrível." "O próprio templo representa uma estrutura icónica reflectindo a verdadeira essência e o carácter cultural da nossa grande nação que tem recebido pessoas de todas as religiões e as abrigou", afirmou a Sra Selja.
"Assim como o lótus que floresce puro acima das águas turvas, também nós podemos superar as diferenças de casta, credo, classe, comunidade, nacionalidade e género e colocar em prática os nossos esforços para tornar o mundo num lugar bonito", acrescentou.
O ex-presidente da Índia falando durante a celebração
HARMONIA COMUNITÁRIA
A promoção da harmonia comunitária como o principal objectivo da comunidade Bahá’í foi o tema central da intervenção de Nazneen Rowhani, Secretária da Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Índia. "Embora o edifício do templo seja dedicado à adoração de Deus", afirmou a Sra. Rowhani, "não deve divorciar-se das áreas sociais, humanitárias, educacionais e científicas que são o garante do sustento para os pobres, conforto para os enlutados e educação para aqueles que sofrem de falta dela".
O Ministro Indiano do Turismo, Subodh Kant Sahai, destacou na sua mensagem as actividades sociais e educacionais dos Bahá’is. "Como contribuição para o avanço da sociedade indiana", escreveu, "a Casa de Adoração Bahá'í serve de local para actividades tais como a formação espiritual e moral de crianças e jovens, como também reuniões onde os adultos estudam sistematicamente os princípios espirituais e a sua aplicação na vida diária. "
"A Casa de Adoração simboliza a Índia", escreveu o Sr. Sahai, "combinando os valores eternos e universais, com uma abordagem prospectiva. " Estão previstos eventos ao longo do ano em todos os estados da Índia para comemorar o 25 º aniversário da Casa de Adoração.
Alguns dos 400 convidados presentes no festa dos 25 anos do Templo Bashá'í de Nova Deli
terça-feira, 3 de maio de 2011
Recordando a visita de 'Abdu'l-Bahá a Washington D.C.
This segment documents a tour of sites visited by 'Abdu'l-Baha, son of the Prophet-Founder of the Baha'i Faith Baha'u'llah, during his historic visit to Washington D.C. in 1912. The tour ends with the annual Color of Worship celebration at Howard University.
'Abdu'l-Baha DC Tour from Jack On the Road on Vimeo.
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