The U.S. State Department on Tuesday issued its annual report on religious freedom. Secretary of State Hillary Clinton said that violations of religious freedom embolden extremists. And she said that Iran is among the worst offenders. VOA's Jerome Socolovsky met a woman whose father was arrested after he tried to circumvent a ban on university education for the Baha'i minority.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Entrevista no Absurdistão
- Permita-me que lhe faça a última pergunta desta entrevista. Gostaria de saber a sua opinião sobre a pena de morte por apedrejamento que existe no Irão. Como muçulmano e como presidente... eu gostaria de saber qual é a sua opinião sobre o apedrejamento.
- Faz alguma diferença o método como se matam as pessoas? A senhora estudou o quê? Quais foram os seus estudos universitários? A senhora frequentou a universidade? Diga-me qual foi a sua licenciatura
- Está-me a perguntar o que é que eu estudei? Estudei Comunicação, Relações Internacionais e Estratégia.
- Bom... Se eu lhe fizer uma pergunta acerca da indústria a senhora consegue responder? É que a senhora está a fazer-me uma pergunta de direito... Eu sou um engenheiro de formação
- O senhor é engenheiro mas tem uma opinião... enquanto presidente do Irão...
- Por exemplo, é possível termos um debate entre advogados. Então devia convidar advogados, juristas e terem este tipo de discussões jurídicas... Eu, Ahmadinedjad, presidente deste país não quero que ninguém morra... em felicidade, liberdade de uma forma dinâmica e próspera.
- Faz alguma diferença o método como se matam as pessoas? A senhora estudou o quê? Quais foram os seus estudos universitários? A senhora frequentou a universidade? Diga-me qual foi a sua licenciatura
- Está-me a perguntar o que é que eu estudei? Estudei Comunicação, Relações Internacionais e Estratégia.
- Bom... Se eu lhe fizer uma pergunta acerca da indústria a senhora consegue responder? É que a senhora está a fazer-me uma pergunta de direito... Eu sou um engenheiro de formação
- O senhor é engenheiro mas tem uma opinião... enquanto presidente do Irão...
- Por exemplo, é possível termos um debate entre advogados. Então devia convidar advogados, juristas e terem este tipo de discussões jurídicas... Eu, Ahmadinedjad, presidente deste país não quero que ninguém morra... em felicidade, liberdade de uma forma dinâmica e próspera.
A frase da semana
"Porque é que alguns países ocidentais se preocupam tanto com os direitos das minorias?"
Ahmadinedjad, hoje numa entrevista à RTP1.
Mais uma peça no mosaico religioso do Líbano
Tradução de um artigo publicado na edição online do jornal libanês The Daily Star. Este artigo surgiu na edição em papel do dia 06 de Setembro. Os sombreados a amarelo são da minha responsabilidade.
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É amplamente conhecido que o Líbano tem oficialmente 18 seitas religiosas. Mas nem o número 18, nem mesmo a palavra seita, descreve realmente a diversidade religiosa do país. Espalhados pelo país encontram-se várias centenas de membros da Fé Bahá’í.
Proibida pela doutrina de fazer proselitismo, a sua existência é muitas vezes ignorada e as suas crenças mal entendidas. Apesar disso, os adeptos não se parecem importar com a falta de um rótulo sectário. Eles dizem que não são uma seita, mas sim uma religião independente, que incorpora as que vieram antes dela.
A Fé Bahá'í teve a sua génese na Pérsia, em meados do século 19, onde nasceu o seu fundador Mirza Husayn Ali Nuri, conhecido como Bahá’u’llah ("a glória de Deus"). Bahá’u’llah foi um dos primeiros seguidores de Sayyid Ali Mohammad de Shiraz, conhecido como Báb ("a porta"), que alegou ser o 12º imã referenciado no Islão xiita. Posteriormente, após o Báb ter sido executado devido às suas crenças e o próprio Bahá’u’lláh ter sido preso e exilado, a fé Bahá’í tornou-se uma religião por direito próprio.
Bahá’u’llah afirmou ser um mensageiro de Deus, e Baha'is acreditam que a fé Bahá’í é a última[1] de uma sucessão de religiões. Eles acreditam nos profetas, incluindo Abraão, Jesus, Maomé, Buda, o Báb e Bahá’u’lláh. Os principais ensinamentos incluem a unidade de Deus - apesar da sua aceitação de vários profetas, esta é uma religião monoteísta - a unidade da religião e a unidade da humanidade. Além dos escritos de Bahá’u’lláh, os Baha’is também aceitam os textos sagrados das outras religiões, como a Bíblia, o Alcorão e os escritos de Buda.
Depois de Bahá’u’lláh ter sido preso por autoridades persas e otomanas, morreu em Akka, agora dentro das fronteiras de Israel dos dias de hoje, onde se situa a sede da religião. A religião propagou-se e, por fim, fez o seu caminho para o Líbano.
Um dos primeiros convertidos libaneses foi Sheikh Jaafar al-Tahhan, um clérigo xiita que, segundo os seus bisnetos Sawsan e Karim, conheceu a religião quando esteve no Iraque, e acreditou que esta cumpria as profecias do Islão. Após o seu regresso ao Vale de Bekaa, ele converteu a sua família, e assim surgiu uma dos três ou quatro famílias Bahá’ís libanesas
Isto porque os Baha'is devem estudar outras religiões antes de oficialmente se tornarem membros da religião, aos 15 anos[2]. "Estive em escolas cristãs, fui a aulas de cristianismo... Estudámos sobre Buda, Maomé, e outras figuras religiosas", diz Sawsan.
Ela também frequentou aulas Bahá'ís e escolheu tornar-se Bahá’í.
O mesmo fez Karim. Crescendo como Bahá’í, afirma, "Estudei a maioria das religiões. [A fé Bahá’í] fez mais sentido para mim. Para cada pergunta que eu tinha, eu encontrei respostas."
A fé Bahá’í proíbe o preconceito, promove a paz no mundo, insiste na igualdade de género, na educação e mesmo, por fim, numa língua internacional que possa ser compreendida por todos.
Sawsan diz que, com sua ênfase no internacionalismo "a religião adapta-se às necessidades da globalização."
Os irmãos estão sentados num sofá em casa de Zena Ghamloush, um membro de outra família Bahá’í libanesa. Estão numa reunião devocional, onde Baha'is oram. Não há nenhum sacerdote, sheikh, ou algo semelhante, porque os Bahá’ís comunicam directamente com Deus. Tal com explica uma mulher no encontro: "Se você ama alguém, você deve falar com ele/ela."
Depois de conversar durante algum tempo, uma dúzia ou mais de pessoas sentam-se numa espaçosa sala de estar dos Ghamloush. Toca suavemente uma música de fundo. Sobre uma mesa da sala encontram-se cartões com orações escritas em inglês e árabe. Algumas pessoas pegam num cartão; outros recitam de memória.
Karim inicia a noite lendo uma oração em árabe; segue-se a sua irmã. Outra jovem, uma educadora de infância, canta uma canção em inglês. Alguém lê o Alcorão. A maior parte ouve com os olhos fechados.
As reuniões devocionais ocorrem frequentemente em casas como a dos Ghamloush, e não existe templo Bahá’í no Líbano. Há um Centro Bahá’í em Montiverdi para os grandes encontros. O feriado mais importante no calendário Bahá’í, Ridvan, começa no final de Abril. O Ano Novo Bahá’í é em Março.
Sawsan, Karim e Zena dizem que as pessoas são muitas vezes curiosas e mal informadas sobre a sua religião. "Eles acham que é uma seita muçulmana", diz Sawsan. "A nossa família era muçulmana, e por isso, somos rotulados como muçulmanos." Os Bahá’ís estão registados de acordo com a sua herança familiar, em vez da sua identidade religiosa. Para um casamento Bahá'í ser reconhecido legalmente no Líbano devem [primeiramente] ter um casamento civil; depois podem casar.
"Fazem-nos um monte de perguntas, colegas e novos amigos", diz Ghamloush. Mas a discriminação flagrante não é um grande problema, afirma. Ela acha que a mistura sectária, que é frequentemente acusada pelo conflito aqui, é o motivo para os Bahá’ís, na sua maioria, não serem incomodados.
"Aqui há muitas religiões, há muitas seitas", diz ela, e por isso "eles estão habituados à ideia de diversidade."
A religião proíbe os Bahá’ís de se envolverem na política, a menos que um governo interfira com seu direito de culto. Os Baha'is também são obrigados a obedecer às leis do país em que vivem, diz Ghamloush.
No Líbano e em alguns outros países árabes, isso representa um conjunto específico de desafios. O Centro Mundial Bahá’í, e os seus locais mais sagrados, estão em Israel. "O governo libanês diz que não temos permissão para entrar em contacto com os israelitas, e assim, como Baha'is temos que respeitar", diz Ghamloush. "Por isso, não temos qualquer contacto directo com o Centro Mundial Bahá’í."
"É um sonho para mim como Bahá'í individual visitar os lugares santos", diz ela. "[Mas isso só vai acontecer], na altura certa, porque não podemos quebrar as regras."
Mas se os Bahá’ís não podem visitar os lugares sagrados, eles podem praticar a sua religião de outras maneiras. "Os Bahá’ís de tentam implementar os conceitos [da religião] nas suas comunidades locais", através do voluntariado, por exemplo, diz Ghamloush.
Após o fim da oração da residência Ghamloush, o grupo espiritualmente saciado move-se pela sala em busca de actividades mais terrenas.
Gelatinas vermelha e laranja, bolos de chocolate, doces árabes e chá acompanham uma conversa animada. É uma mistura doce e confusa, que parece apropriada para uma religião que defende a paz, amor e respeito aqueles que vieram anteriormente.
Tal como diz Sawsan, a fé Bahá’í tem múltiplas fontes religiosas. Sorri: "É uma espécie de resumo."
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Texto original: Another tile in Lebanon’s mosaic of faiths (The Daily Star, Lebanon)
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É amplamente conhecido que o Líbano tem oficialmente 18 seitas religiosas. Mas nem o número 18, nem mesmo a palavra seita, descreve realmente a diversidade religiosa do país. Espalhados pelo país encontram-se várias centenas de membros da Fé Bahá’í.
Proibida pela doutrina de fazer proselitismo, a sua existência é muitas vezes ignorada e as suas crenças mal entendidas. Apesar disso, os adeptos não se parecem importar com a falta de um rótulo sectário. Eles dizem que não são uma seita, mas sim uma religião independente, que incorpora as que vieram antes dela.A Fé Bahá'í teve a sua génese na Pérsia, em meados do século 19, onde nasceu o seu fundador Mirza Husayn Ali Nuri, conhecido como Bahá’u’llah ("a glória de Deus"). Bahá’u’llah foi um dos primeiros seguidores de Sayyid Ali Mohammad de Shiraz, conhecido como Báb ("a porta"), que alegou ser o 12º imã referenciado no Islão xiita. Posteriormente, após o Báb ter sido executado devido às suas crenças e o próprio Bahá’u’lláh ter sido preso e exilado, a fé Bahá’í tornou-se uma religião por direito próprio.
Bahá’u’llah afirmou ser um mensageiro de Deus, e Baha'is acreditam que a fé Bahá’í é a última[1] de uma sucessão de religiões. Eles acreditam nos profetas, incluindo Abraão, Jesus, Maomé, Buda, o Báb e Bahá’u’lláh. Os principais ensinamentos incluem a unidade de Deus - apesar da sua aceitação de vários profetas, esta é uma religião monoteísta - a unidade da religião e a unidade da humanidade. Além dos escritos de Bahá’u’lláh, os Baha’is também aceitam os textos sagrados das outras religiões, como a Bíblia, o Alcorão e os escritos de Buda.
Depois de Bahá’u’lláh ter sido preso por autoridades persas e otomanas, morreu em Akka, agora dentro das fronteiras de Israel dos dias de hoje, onde se situa a sede da religião. A religião propagou-se e, por fim, fez o seu caminho para o Líbano.
Um dos primeiros convertidos libaneses foi Sheikh Jaafar al-Tahhan, um clérigo xiita que, segundo os seus bisnetos Sawsan e Karim, conheceu a religião quando esteve no Iraque, e acreditou que esta cumpria as profecias do Islão. Após o seu regresso ao Vale de Bekaa, ele converteu a sua família, e assim surgiu uma dos três ou quatro famílias Bahá’ís libanesas
Apesar de serem da terceira geração de Baha'is, Sawsan e Karim explicam que seguir a fé foi uma escolha.
Isto porque os Baha'is devem estudar outras religiões antes de oficialmente se tornarem membros da religião, aos 15 anos[2]. "Estive em escolas cristãs, fui a aulas de cristianismo... Estudámos sobre Buda, Maomé, e outras figuras religiosas", diz Sawsan.
Ela também frequentou aulas Bahá'ís e escolheu tornar-se Bahá’í.
O mesmo fez Karim. Crescendo como Bahá’í, afirma, "Estudei a maioria das religiões. [A fé Bahá’í] fez mais sentido para mim. Para cada pergunta que eu tinha, eu encontrei respostas."
A fé Bahá’í proíbe o preconceito, promove a paz no mundo, insiste na igualdade de género, na educação e mesmo, por fim, numa língua internacional que possa ser compreendida por todos.
Sawsan diz que, com sua ênfase no internacionalismo "a religião adapta-se às necessidades da globalização."
Os irmãos estão sentados num sofá em casa de Zena Ghamloush, um membro de outra família Bahá’í libanesa. Estão numa reunião devocional, onde Baha'is oram. Não há nenhum sacerdote, sheikh, ou algo semelhante, porque os Bahá’ís comunicam directamente com Deus. Tal com explica uma mulher no encontro: "Se você ama alguém, você deve falar com ele/ela."
Depois de conversar durante algum tempo, uma dúzia ou mais de pessoas sentam-se numa espaçosa sala de estar dos Ghamloush. Toca suavemente uma música de fundo. Sobre uma mesa da sala encontram-se cartões com orações escritas em inglês e árabe. Algumas pessoas pegam num cartão; outros recitam de memória.
Karim inicia a noite lendo uma oração em árabe; segue-se a sua irmã. Outra jovem, uma educadora de infância, canta uma canção em inglês. Alguém lê o Alcorão. A maior parte ouve com os olhos fechados.
As reuniões devocionais ocorrem frequentemente em casas como a dos Ghamloush, e não existe templo Bahá’í no Líbano. Há um Centro Bahá’í em Montiverdi para os grandes encontros. O feriado mais importante no calendário Bahá’í, Ridvan, começa no final de Abril. O Ano Novo Bahá’í é em Março.
Sawsan, Karim e Zena dizem que as pessoas são muitas vezes curiosas e mal informadas sobre a sua religião. "Eles acham que é uma seita muçulmana", diz Sawsan. "A nossa família era muçulmana, e por isso, somos rotulados como muçulmanos." Os Bahá’ís estão registados de acordo com a sua herança familiar, em vez da sua identidade religiosa. Para um casamento Bahá'í ser reconhecido legalmente no Líbano devem [primeiramente] ter um casamento civil; depois podem casar.
"Fazem-nos um monte de perguntas, colegas e novos amigos", diz Ghamloush. Mas a discriminação flagrante não é um grande problema, afirma. Ela acha que a mistura sectária, que é frequentemente acusada pelo conflito aqui, é o motivo para os Bahá’ís, na sua maioria, não serem incomodados.
"Aqui há muitas religiões, há muitas seitas", diz ela, e por isso "eles estão habituados à ideia de diversidade."
A religião proíbe os Bahá’ís de se envolverem na política, a menos que um governo interfira com seu direito de culto. Os Baha'is também são obrigados a obedecer às leis do país em que vivem, diz Ghamloush.
No Líbano e em alguns outros países árabes, isso representa um conjunto específico de desafios. O Centro Mundial Bahá’í, e os seus locais mais sagrados, estão em Israel. "O governo libanês diz que não temos permissão para entrar em contacto com os israelitas, e assim, como Baha'is temos que respeitar", diz Ghamloush. "Por isso, não temos qualquer contacto directo com o Centro Mundial Bahá’í."
"É um sonho para mim como Bahá'í individual visitar os lugares santos", diz ela. "[Mas isso só vai acontecer], na altura certa, porque não podemos quebrar as regras."
Mas se os Bahá’ís não podem visitar os lugares sagrados, eles podem praticar a sua religião de outras maneiras. "Os Bahá’ís de tentam implementar os conceitos [da religião] nas suas comunidades locais", através do voluntariado, por exemplo, diz Ghamloush.
Após o fim da oração da residência Ghamloush, o grupo espiritualmente saciado move-se pela sala em busca de actividades mais terrenas.
Gelatinas vermelha e laranja, bolos de chocolate, doces árabes e chá acompanham uma conversa animada. É uma mistura doce e confusa, que parece apropriada para uma religião que defende a paz, amor e respeito aqueles que vieram anteriormente.
Tal como diz Sawsan, a fé Bahá’í tem múltiplas fontes religiosas. Sorri: "É uma espécie de resumo."
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Texto original: Another tile in Lebanon’s mosaic of faiths (The Daily Star, Lebanon)
União Europeia condena perseguições aos Bahá’ís do Irão
A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton voltou a condenar a perseguição à comunidade Bahá’í no Irão. Numa declaração publicada ontem a Sra Asthon expressou “profundas preocupações sobre a recente vaga de detenções de cidadãos Baha’is e o encerramento de um centro educativo da Comunidade Bahá’í no Irão. A declaração também insta o Irão a abster-se de todas formas de discriminação contra as minorias religiosas.
Recentemente o Irão declarou ilegal o BIHE (Bahá’í Institute for Higher Education) que recorria ao serviço voluntário de professores despedidos para ensinar os jovens Baha’is. No passado mês de Maio, cerca de 14 Baha’is que trabalhavam para o BIHE foram levados para priões em Teerão, Jaraj, Shiraz e Isfahan.
O BIHE foi criado em 1987 com o objectivo de proporcionar ensino superior aos jovens Bahá’ís impedidos de entrar nas Universidades devido às suas convicções religiosas. O governo iraniano afirma que a Fé Bahá’í é uma organização política e recusa-se a reconhecê-la como religião.
Clique aqui para ler a declaração da Sra Ashton.
Recentemente o Irão declarou ilegal o BIHE (Bahá’í Institute for Higher Education) que recorria ao serviço voluntário de professores despedidos para ensinar os jovens Baha’is. No passado mês de Maio, cerca de 14 Baha’is que trabalhavam para o BIHE foram levados para priões em Teerão, Jaraj, Shiraz e Isfahan.
O BIHE foi criado em 1987 com o objectivo de proporcionar ensino superior aos jovens Bahá’ís impedidos de entrar nas Universidades devido às suas convicções religiosas. O governo iraniano afirma que a Fé Bahá’í é uma organização política e recusa-se a reconhecê-la como religião.
Clique aqui para ler a declaração da Sra Ashton.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Uma perspectiva Baha'i sobre o Racismo.
Programa "A Fé dos Homens", transmitido na RTP2, no dia 29-Agosto-2011.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Carta aberta ao Irão pede o fim à opressão dos estudantes
Numa carta aberta dirigida a Kamran Daneshjoo - o ministro iraniano da Ciência, Investigação e Tecnologia - a Comunidade Internacional Bahá'í pediu o fim das "práticas injustas e opressivas" a que os Bahá’ís iranianos e outros jovens universitários são sujeitos. "Nesta carta afirma-se que é dever de cada pessoa adquirir conhecimentos para que possa contribuir, com os seus talentos e capacidades, para a melhoria da sociedade", disse Bani Dugal, representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas.
"É não só reprovável privar qualquer jovem do direito à educação, como ainda é contra todas as normas legais, religiosas, morais e humanitárias. Nenhum governo deve negar este direito fundamental e sagrado aos seus cidadãos."
A carta relata, principalmente, a história da campanha sistemática do Irão que, desde há 30 anos, nega aos jovens Bahá’ís a possibilidade de acederem ao ensino superior e a proibição de uma iniciativa informal da comunidade - conhecido como o Instituto Bahá'í de Educação Superior (BIHE) - que utiliza o trabalho voluntário de professores demitidos para ensinar os jovens Bahá'ís. A imprensa do Irão anunciou recentemente que o BIHE foi declarado ilegal.
Na carta pergunta-se: "Como é que um governo pode privar uma população de jovens cidadãos do acesso ao ensino superior e, em seguida, pronunciar como “ilegal” uma iniciativa privada, entre as suas famílias, para estudarem, em suas casas, assuntos como física e biologia, citando leis que são, na realidade, as que orientam o funcionamento das instituições educacionais do público em geral? "
"Por que é o governo tão implacável em face das diligências da juventude Bahá’í para aceder ao ensino superior? Não são os professores nas vossas universidades que incentivam os seus alunos a desenvolverem esse compromisso de aprendizagem?"
POLÍTICA OFICIAL DO GOVERNO
A carta identifica as diversas estratégias utilizadas pelas autoridades iranianas ao longo dos anos para aplicar uma política oficial do governo que exclui os Bahá’ís das instituições de ensino superior.
Os Baha'is fazem o exame de admissão à universidade “apenas para descobrirem que foram desqualificados, pela afirmação totalmente falsa, de que os seus requerimentos estavam "incompletos". As Universidades recusam-se a matricular muitos daqueles que passaram no exame. Um pequeno número que consegue inscrever-se, porque a sua religião foi ignorada, são posteriormente expulsos. Em alguns casos particularmente cruéis, essas expulsões foram realizadas apenas algumas semanas ou dias antes da conclusão dos seus cursos."
"Para qualquer observador atento", afirma a carta, "é evidente que a única razão para que um pequeno número de jovens Bahá'ís sejam admitidos nas vossas universidades é apenas para permitir aos funcionários do vosso governo dizerem que não é proibido o acesso dos Bahá’ís ao ensino superior - uma reivindicação de uma hipocrisia flagrante”.
UM “NOVO GRAU DE SOFRIMENTO”
"E agora um novo grau de sofrimento abateu-se sobre os Bahá’ís", continua a carta, "no modo cruel como eles são tratados nos interrogatórios sobre o seu envolvimento informal, no esforço para a educação da juventude. Os indivíduos que colaboram com o programa educacional são ameaçados de prisão. Os pais, em cujas residências são leccionadas as aulas, são notificados de que as suas casas serão confiscadas se as aulas continuarem. E os alunos são advertidos de que não podem frequentar essas aulas e são informados de que nunca irão aceder ao ensino superior, a não ser que abandonem a sua fé e se declarem muçulmanos."
No entanto, observa a carta, quando os representantes do governo iraniano são confrontados com estes factos na arena internacional, afirmam que ninguém está privado de educação no Irão, por motivos religiosos. "É lamentável que os representantes da República Islâmica vendam repetidamente tais falsidades óbvias, minando ainda mais a credibilidade do seu governo. Quando é que os funcionários do governo iraniano porão fim à prática enraizada de dizer uma coisa aos Bahá’ís enquanto apresentam uma gama de garantias contraditórias no cenário global?"
Apesar de ser negado o ensino superior e nunca receberem qualificação formal, muitos estudantes do Instituto Bahá'í de Educação Superior destacaram-se a tal ponto que as universidades de outros países os aceitaram para a pós-graduação.
"O que provoca a admiração profunda dos professores e colegas daqueles que foram para o estrangeiro fazer esses estudos", diz a carta, "é a determinação evidenciada por estes estudantes para voltarem para o Irão após a conclusão dos seus estudos, apesar dos numerosos obstáculos que têm de enfrentar, e a sua disponibilidade para aceitar todo o tipo de dificuldades na sua ânsia de contribuir para o progresso do seu país ... "
"Porque é que tamanha dedicação para a melhoria do país não é reconhecida no Irão?" pergunta a Comunidade Internacional Bahá'í.
CONDENAÇÃO MUNDIAL
O último ataque ao Instituto Bahá'í de Educação Superior levantou um protesto a nível mundial. Os ataques de há três meses às casas do pessoal do IBES e aos membros do corpo docente, e a subsequente detenção de alguns deles, foi condenado nos parlamentos do Brasil, Canadá e Chile; censurado por altos ministros e parlamentares na Áustria, Alemanha, Irlanda, Nova Zelândia e Estados Unidos, provocou declarações de cidadãos proeminentes na Índia e de educadores na Austrália e no Reino Unido, e foram pedidas campanhas de protesto de organizações e indivíduos, que proliferam através das redes sociais online e junto dos campus universitários em todos os continentes.
A carta também relata casos em que muitos oficiais do governo, a quem os Bahá'ís apelavam para reparação das injustiças - incluindo os próprios funcionários do Ministério da Ciência, Investigação e Tecnologia – simpatizavam com os Baha'is mas diziam-lhes que tinham as mãos atadas por ordens dos seus superiores.
"Com esta carta, estamo-nos a juntar a todas aquelas pessoas de boa vontade que, em todo o mundo, estão a erguer as suas vozes em protesto", disse Bani Dugal.
"Estamos a dizer ao governo iraniano que esta injustiça e esta opressão devem terminar agora."
Ler a carta em inglês aqui.
Ler a carta em persa aqui.
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FONTE: Open letter to Iran calls for an end to oppression of students (BWNS)
"É não só reprovável privar qualquer jovem do direito à educação, como ainda é contra todas as normas legais, religiosas, morais e humanitárias. Nenhum governo deve negar este direito fundamental e sagrado aos seus cidadãos."
A carta relata, principalmente, a história da campanha sistemática do Irão que, desde há 30 anos, nega aos jovens Bahá’ís a possibilidade de acederem ao ensino superior e a proibição de uma iniciativa informal da comunidade - conhecido como o Instituto Bahá'í de Educação Superior (BIHE) - que utiliza o trabalho voluntário de professores demitidos para ensinar os jovens Bahá'ís. A imprensa do Irão anunciou recentemente que o BIHE foi declarado ilegal.
Na carta pergunta-se: "Como é que um governo pode privar uma população de jovens cidadãos do acesso ao ensino superior e, em seguida, pronunciar como “ilegal” uma iniciativa privada, entre as suas famílias, para estudarem, em suas casas, assuntos como física e biologia, citando leis que são, na realidade, as que orientam o funcionamento das instituições educacionais do público em geral? "
"Por que é o governo tão implacável em face das diligências da juventude Bahá’í para aceder ao ensino superior? Não são os professores nas vossas universidades que incentivam os seus alunos a desenvolverem esse compromisso de aprendizagem?"
| Fotos de 16 dos Baha'is colaboradores do BIHE detidos nas rusgas de Maio |
POLÍTICA OFICIAL DO GOVERNO
A carta identifica as diversas estratégias utilizadas pelas autoridades iranianas ao longo dos anos para aplicar uma política oficial do governo que exclui os Bahá’ís das instituições de ensino superior.
Os Baha'is fazem o exame de admissão à universidade “apenas para descobrirem que foram desqualificados, pela afirmação totalmente falsa, de que os seus requerimentos estavam "incompletos". As Universidades recusam-se a matricular muitos daqueles que passaram no exame. Um pequeno número que consegue inscrever-se, porque a sua religião foi ignorada, são posteriormente expulsos. Em alguns casos particularmente cruéis, essas expulsões foram realizadas apenas algumas semanas ou dias antes da conclusão dos seus cursos."
"Para qualquer observador atento", afirma a carta, "é evidente que a única razão para que um pequeno número de jovens Bahá'ís sejam admitidos nas vossas universidades é apenas para permitir aos funcionários do vosso governo dizerem que não é proibido o acesso dos Bahá’ís ao ensino superior - uma reivindicação de uma hipocrisia flagrante”.
UM “NOVO GRAU DE SOFRIMENTO”
"E agora um novo grau de sofrimento abateu-se sobre os Bahá’ís", continua a carta, "no modo cruel como eles são tratados nos interrogatórios sobre o seu envolvimento informal, no esforço para a educação da juventude. Os indivíduos que colaboram com o programa educacional são ameaçados de prisão. Os pais, em cujas residências são leccionadas as aulas, são notificados de que as suas casas serão confiscadas se as aulas continuarem. E os alunos são advertidos de que não podem frequentar essas aulas e são informados de que nunca irão aceder ao ensino superior, a não ser que abandonem a sua fé e se declarem muçulmanos."
No entanto, observa a carta, quando os representantes do governo iraniano são confrontados com estes factos na arena internacional, afirmam que ninguém está privado de educação no Irão, por motivos religiosos. "É lamentável que os representantes da República Islâmica vendam repetidamente tais falsidades óbvias, minando ainda mais a credibilidade do seu governo. Quando é que os funcionários do governo iraniano porão fim à prática enraizada de dizer uma coisa aos Bahá’ís enquanto apresentam uma gama de garantias contraditórias no cenário global?"
Apesar de ser negado o ensino superior e nunca receberem qualificação formal, muitos estudantes do Instituto Bahá'í de Educação Superior destacaram-se a tal ponto que as universidades de outros países os aceitaram para a pós-graduação.
"O que provoca a admiração profunda dos professores e colegas daqueles que foram para o estrangeiro fazer esses estudos", diz a carta, "é a determinação evidenciada por estes estudantes para voltarem para o Irão após a conclusão dos seus estudos, apesar dos numerosos obstáculos que têm de enfrentar, e a sua disponibilidade para aceitar todo o tipo de dificuldades na sua ânsia de contribuir para o progresso do seu país ... "
"Porque é que tamanha dedicação para a melhoria do país não é reconhecida no Irão?" pergunta a Comunidade Internacional Bahá'í.
CONDENAÇÃO MUNDIAL
O último ataque ao Instituto Bahá'í de Educação Superior levantou um protesto a nível mundial. Os ataques de há três meses às casas do pessoal do IBES e aos membros do corpo docente, e a subsequente detenção de alguns deles, foi condenado nos parlamentos do Brasil, Canadá e Chile; censurado por altos ministros e parlamentares na Áustria, Alemanha, Irlanda, Nova Zelândia e Estados Unidos, provocou declarações de cidadãos proeminentes na Índia e de educadores na Austrália e no Reino Unido, e foram pedidas campanhas de protesto de organizações e indivíduos, que proliferam através das redes sociais online e junto dos campus universitários em todos os continentes.
A carta também relata casos em que muitos oficiais do governo, a quem os Bahá'ís apelavam para reparação das injustiças - incluindo os próprios funcionários do Ministério da Ciência, Investigação e Tecnologia – simpatizavam com os Baha'is mas diziam-lhes que tinham as mãos atadas por ordens dos seus superiores.
"Com esta carta, estamo-nos a juntar a todas aquelas pessoas de boa vontade que, em todo o mundo, estão a erguer as suas vozes em protesto", disse Bani Dugal.
"Estamos a dizer ao governo iraniano que esta injustiça e esta opressão devem terminar agora."
Ler a carta em inglês aqui.
Ler a carta em persa aqui.
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FONTE: Open letter to Iran calls for an end to oppression of students (BWNS)
sábado, 27 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Catalunha: Diálogo Inter-Religioso promove Objectivos do Milénio
Há muito que a Catalunha é palco de diversas iniciativas de diálogo inter-religioso, em que participam Baha'is, Budistas, Hindus, Judeus, Muçulmanos e Cristãos - Católicos Romanos, Evangélicos, Ortodoxos e Unitaristas. Uma dessas iniciativas foi uma reflexão sobre o contributo das religiões para os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), que 193 Estados membros da ONU e diversas organizações internacionais se comprometeram a atingir entre 2000 e 2015.
Fruto desta reflexão, foi agora publicado, pelo Centro da UNESCO na Catalunha, um livro intitulado Religiones y Objetivos del Milenio. A publicação também foi patrocinada pela Fundação para o Pluralismo e Coexistência; foram publicadas versões em catalão, espanhol e prevê-se que em breve seja publicada uma versão em inglês.
Lluis Cirera Font, membro da Comunidade Bahá’í e participante activo no Grupo de Diálogo Inter-Religioso, referiu o facto do livro reflectir os debates do Grupo durante dois anos de reuniões periódicas: “A ideia do livro começou a tomar forma quando decidimos debater os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e a contribuição das religiões para esses objectivos. Sem um espírito de diálogo sincero, de uma vontade de aprender e compreender os outros, de um diálogo aprofundado entre as pessoas de diversas origens, o livro não teria sido possível”.
PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS COMUNS
"O livro tenta reflectir a capacidade da religião para motivar as pessoas para a acção e superar as limitações e paralisia da vontade em um mundo que se afunda no hedonismo e no materialismo. Se os princípios espirituais que religião apresenta forem levados mais em conta por aqueles que tomam decisões, os resultados serão melhores e mais duradouros."
Outro elemento do livro é a inclusão de excertos relevantes de Sagradas Escrituras para a promoção do progresso social e económico. "Com este conjunto de citações, qualquer pessoa vai perceber que todos os povos, mesmo de diferentes origens religiosas, podem trabalhar juntos para objectivos comuns", acrescentou Cirera.
O livro inclui casos de estudo de boas práticas dentro das diferentes comunidades; estes exemplos pretendem inspirar crentes e leitores a dar o seu próprio contributo para o processo. Também se incluem depoimentos de líderes internacionais e representantes de cada comunidade.
"A cultura de paz e diálogo, assim como a vontade de trabalhar juntos para um desenvolvimento mais igualitário de toda a humanidade convergiram nesta publicação de uma forma emblemática", declarou Francesc Torradeflot, secretário do Grupo Inicial de Diálogo Inter-Religioso e membro do Centro UNESCO para a Catalunha.
"Também se apresenta um exemplo de coerência entre o nível local - o trabalho de diálogo inter-religioso do grupo de Barcelona - e ao nível global, com as contribuições internacionais líderes religiosos", acrescentou Torradeflot.
"As tradições religiosas e espirituais contribuem e podem continuar a contribuir efectivamente para o cumprimento dos ODM a nível local e global. Esta publicação é um exemplo de boas práticas que podem tornar-se um manual", disse ele.
A publicação tem sido muito bem recebido por diversas organizações religiosas e outras. A ordem das Carmelitas Vedrunas - da Igreja Católica - organizou várias sessões de formação baseadas no livro para freiras que trabalham em escolas com alunos de diferentes origens religiosas.
"Acredito que o diálogo inter-religioso deve servir para construir pontes entre as pessoas", disse Lluís Cirera Font. "Não é uma discussão sobre quem está certo em determinados assuntos que são por vezes demasiado complexos mas, uma ênfase nos aspectos essenciais que podem ser partilhados por todos e sobre os quais podemos construir algo.”
"Embora as respostas às preocupações espirituais possam ser diferentes - resultantes das condições históricas e sociais de cada período de tempo - basicamente o que impulsiona essas acções vem de uma única fonte, com a mesma origem. Na verdade, é uma fé comum", concluiu.
O livro encontra-se disponível para download neste link.
OS OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO
Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), surgiram a partir da Declaração do Milénio, adoptada pela Assembleia Geral da ONU, em Setembro de 2000, após a Cimeira do Milénio entre líderes mundiais.
A Declaração afirma que cada indivíduo tem o direito à dignidade, liberdade, igualdade, um padrão básico de vida que inclui a liberdade de fome e violência, e incentiva a tolerância e a solidariedade.
Os oito ODM são: erradicação da pobreza extrema e a fome; a realização do ensino primário universal; a promoção da igualdade de género e a capacitação das mulheres; a redução das taxas de mortalidade infantil; a melhoria da saúde materna; o combate ao HIV/SIDA, malária e outras doenças; a garantia de sustentabilidade ambiental; e o estabelecimento de uma parceria global para o desenvolvimento.
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FONTE: Religions in Catalonia unite to promote global change (BWNS)
Fruto desta reflexão, foi agora publicado, pelo Centro da UNESCO na Catalunha, um livro intitulado Religiones y Objetivos del Milenio. A publicação também foi patrocinada pela Fundação para o Pluralismo e Coexistência; foram publicadas versões em catalão, espanhol e prevê-se que em breve seja publicada uma versão em inglês.
Lluis Cirera Font, membro da Comunidade Bahá’í e participante activo no Grupo de Diálogo Inter-Religioso, referiu o facto do livro reflectir os debates do Grupo durante dois anos de reuniões periódicas: “A ideia do livro começou a tomar forma quando decidimos debater os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e a contribuição das religiões para esses objectivos. Sem um espírito de diálogo sincero, de uma vontade de aprender e compreender os outros, de um diálogo aprofundado entre as pessoas de diversas origens, o livro não teria sido possível”.
PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS COMUNS
"O livro tenta reflectir a capacidade da religião para motivar as pessoas para a acção e superar as limitações e paralisia da vontade em um mundo que se afunda no hedonismo e no materialismo. Se os princípios espirituais que religião apresenta forem levados mais em conta por aqueles que tomam decisões, os resultados serão melhores e mais duradouros."
Outro elemento do livro é a inclusão de excertos relevantes de Sagradas Escrituras para a promoção do progresso social e económico. "Com este conjunto de citações, qualquer pessoa vai perceber que todos os povos, mesmo de diferentes origens religiosas, podem trabalhar juntos para objectivos comuns", acrescentou Cirera.
O livro inclui casos de estudo de boas práticas dentro das diferentes comunidades; estes exemplos pretendem inspirar crentes e leitores a dar o seu próprio contributo para o processo. Também se incluem depoimentos de líderes internacionais e representantes de cada comunidade.
"A cultura de paz e diálogo, assim como a vontade de trabalhar juntos para um desenvolvimento mais igualitário de toda a humanidade convergiram nesta publicação de uma forma emblemática", declarou Francesc Torradeflot, secretário do Grupo Inicial de Diálogo Inter-Religioso e membro do Centro UNESCO para a Catalunha.
"Também se apresenta um exemplo de coerência entre o nível local - o trabalho de diálogo inter-religioso do grupo de Barcelona - e ao nível global, com as contribuições internacionais líderes religiosos", acrescentou Torradeflot.
"As tradições religiosas e espirituais contribuem e podem continuar a contribuir efectivamente para o cumprimento dos ODM a nível local e global. Esta publicação é um exemplo de boas práticas que podem tornar-se um manual", disse ele.
A publicação tem sido muito bem recebido por diversas organizações religiosas e outras. A ordem das Carmelitas Vedrunas - da Igreja Católica - organizou várias sessões de formação baseadas no livro para freiras que trabalham em escolas com alunos de diferentes origens religiosas.
"Acredito que o diálogo inter-religioso deve servir para construir pontes entre as pessoas", disse Lluís Cirera Font. "Não é uma discussão sobre quem está certo em determinados assuntos que são por vezes demasiado complexos mas, uma ênfase nos aspectos essenciais que podem ser partilhados por todos e sobre os quais podemos construir algo.”
"Embora as respostas às preocupações espirituais possam ser diferentes - resultantes das condições históricas e sociais de cada período de tempo - basicamente o que impulsiona essas acções vem de uma única fonte, com a mesma origem. Na verdade, é uma fé comum", concluiu.
O livro encontra-se disponível para download neste link.
OS OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO
Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), surgiram a partir da Declaração do Milénio, adoptada pela Assembleia Geral da ONU, em Setembro de 2000, após a Cimeira do Milénio entre líderes mundiais.
A Declaração afirma que cada indivíduo tem o direito à dignidade, liberdade, igualdade, um padrão básico de vida que inclui a liberdade de fome e violência, e incentiva a tolerância e a solidariedade.
Os oito ODM são: erradicação da pobreza extrema e a fome; a realização do ensino primário universal; a promoção da igualdade de género e a capacitação das mulheres; a redução das taxas de mortalidade infantil; a melhoria da saúde materna; o combate ao HIV/SIDA, malária e outras doenças; a garantia de sustentabilidade ambiental; e o estabelecimento de uma parceria global para o desenvolvimento.
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FONTE: Religions in Catalonia unite to promote global change (BWNS)
domingo, 21 de agosto de 2011
Escola Bahá'í de Verão, 2011
Para ter uma ideia do que foi uma das melhores Escolas Bahá'ís de Verão, realizadas em Portugal.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
História de um Projecto
Programa "A Fé dos Homens" transmitido no dia 08 de Agosto de 2011.
Entrevista com Maryam Sanai, sobre o projecto de Aulas Bahá'ís para Crianças, em Portimão.
Entrevista com Maryam Sanai, sobre o projecto de Aulas Bahá'ís para Crianças, em Portimão.
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