Vinte e nove dias após a detenção de uma família Bahá’í (Adel Naimi [pai], Naimi Shamim [filho], e Farahani Elham [mãe], nenhuma informação foi disponibilizada sobre a sua situação. Os detidos ainda não foram autorizados a contactar outros familiares.
Outro membro desta família, Afif Naimi, foi preso em Maio de 2008, juntamente com cinco outros dirigentes Baha’is e encontra-se actualmente na prisão Rajaee Shahr, em Karaj. Tal como outros presos políticos e prisioneiros de consciência na prisão Rajaee Shahr, Afif Naimi está impedido de fazer chamadas telefónicas, receber visitas de familiares, e apenas tem acesso limitado ao ar livre.
Refira-se que ao longo dos últimos dias, muitos cidadãos Bahá’ís foram ilegalmente detidos ou convocados por organizações de segurança nas cidades de Isfahan, Mashhad, Shiraz, Semnan, Karaj, Yazd, Kerman, Ghaemshahr, e Arak.
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FONTE: Naimi Family: Prisoners of the day (iranian.com)
domingo, 12 de agosto de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
Uma teologia cristã das religiões
Se Rahner foi o primeiro a explorar um caminho para uma nova teologia cristã das religiões, o segundo Concílio do Vaticano (1962-64) apresentou-a. O concílio fica como um marco na história daquilo que a Igreja Cristã disse sobre outras fés e sobre si própria em relação a elas. Nunca antes tinha a Igreja, nas suas declarações oficiais, tratado tão extensivamente sobre as outras religiões; nunca antes tinha dito coisas tão positivas sobre elas; nunca antes tinha apelado a todos os Cristãos a encarar estas religiões de forma séria e a dialogar com elas. Comparada com a visão “Fora da Igreja não há Salvação” – que era o resultado dos séculos V a XVI - o Vaticano II, mais do que um marco, é um desvio na estrada. O próprio Rahner recordou mais tarde que muitos dos bispos do concílio não compreenderam plenamente quão novo e exigente era este caminho. Se o tivessem, talvez se tivessem movido mais devagar.
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 75
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 75
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Os Bahá’ís de Semnan: Uma Comunidade debaixo de fogo
Na cidade de Semnan(Irão), a perseguição dos Bahá’ís locais assume contornos singulares e alarmantes. A hostilidade persistente é bem patente na vigilância cerrada por parte das agências de segurança do Estado, nos discursos de ódio de funcionários administrativos, nas humilhações de crianças Bahá’ís, e em actos de vandalismo contra o cemitério Bahá'í.
Desde 2009 registaram-se dezenas de ataques contra um número considerável de Bahá'ís em Semnan; estes têm sido realizados por funcionários governamentais, grupos semi-oficiais e agentes à paisana. Pelo menos 30 pessoas foram presas, estando agora várias a cumprir longas penas de prisão; residências particulares e estabelecimentos comerciais têm sido alvo de ataques incendiários, e inúmeras empresas de propriedade de Bahá’ís foram encerradas pelas autoridades.
"Parece que em Semnan as autoridades iranianas estão a oprimir os Bahá'ís com uma intensidade particular, através da mobilização e coordenação de elementos oficiais e semi-oficiais", afirmou Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas. "Estes elementos incluem vários gabinetes e departamentos governamentais, polícia, tribunais, autoridades locais, e o clero."
"Esta abordagem coordenada é ao mesmo tempo singular e alarmante. O seu objectivo é fortalecer cada vez mais a política definida há muito tempo de bloquear o progresso e o desenvolvimento dos Bahá’ís ", disse ela.
Para os Bahá’ís no Irão a opressão tem sido uma característica das suas vidas desde a fundação da sua religião, em meados do século XIX. Mas desde a Revolução Islâmica de 1979, os Bahá’ís enfrentam uma estratégia de perseguição patrocinada pelo governo, sofrendo incontáveis ataques, detenções e prisões numa campanha sistemática que se intensificou em 2005 e alargou em 2008-2009.
O número de ataques contra os Bahá’ís de Semnan aumentou de forma desproporcionada após uma série de seminários e reuniões anti-Bahá'ís amplamente divulgados, que tiveram lugar na cidade em 2008 e 2009. Posteriormente, 20 famílias Bahá’ís viram as suas residências ser alvo de rusgas, em que foram apreendidos materiais Bahá’ís, computadores e telemóveis. Nove pessoas dessas famílias foram detidas, com base em acusações inteiramente falsas, relacionadas apenas com a prática da Fé Bahá’í.
Desde 2009, cerca de 26 Bahá’ís de Semnan foram condenados a penas que totalizam mais de 70 anos de prisão. Oito encontram-se actualmente presos a cumprir penas que variam entre os seis meses e os seis anos; outro Bahá’í, depois de ter estado preso, cumpre agora uma pena de exílio interno; quatro foram libertados sob fiança enquanto aguardam julgamento; oito foram condenados mas aguardam o resultado de um recurso, antes de começar a cumprir a pena. Muito outros têm sido interrogados.
Há três meses atrás, Adel Fanaian foi condenado a seis anos de prisão por acusações que incluíam "mobilizar um grupo com a intenção de perturbar a segurança nacional" e "propaganda contra o regime sagrado da República Islâmica do Irão". Estas falsas acusações resultam simplesmente dos seus esforços para oferecer aulas de desenvolvimento moral para crianças e jovens, e ajudar os jovens a obter uma educação universitária.
Bani Dugal notou, contudo, que, apesar da propaganda de ódio anti-Bahá'í disseminada na cidade, a maioria dos cidadãos de Semnan aparentemente não tem qualquer má vontade contra os Bahá'ís, e muitos relacionam-se com eles. "Na verdade, os Bahá’ís têm muitos muçulmanos como parentes e amigos próximos", declarou.
"A situação deve ser cuidadosamente analisada por todos aqueles que procuram restabelecer o devido processo legal e o respeito pelos direitos humanos no Irão. Estes ataques levados a cabo por elementos semi-oficiais ou agentes à paisana reflectem mais uma tentativa insidiosa por parte do governo iraniano para desrespeitar os padrões internacionais de justiça, sem chamar a atenção para si próprio."
"Apelamos a todos os governos para que condenem a flagrante violação dos direitos humanos no Irão, direitos que estão estabelecidos em tratados internacionais de que o Irão é signatário".
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Sobre este assunto:
The Baha'is of Semnan: A community under fire (BWNS)
The Baha'is of Semnan - A Case Study in Religious Hatred
Desde 2009 registaram-se dezenas de ataques contra um número considerável de Bahá'ís em Semnan; estes têm sido realizados por funcionários governamentais, grupos semi-oficiais e agentes à paisana. Pelo menos 30 pessoas foram presas, estando agora várias a cumprir longas penas de prisão; residências particulares e estabelecimentos comerciais têm sido alvo de ataques incendiários, e inúmeras empresas de propriedade de Bahá’ís foram encerradas pelas autoridades.
"Parece que em Semnan as autoridades iranianas estão a oprimir os Bahá'ís com uma intensidade particular, através da mobilização e coordenação de elementos oficiais e semi-oficiais", afirmou Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas. "Estes elementos incluem vários gabinetes e departamentos governamentais, polícia, tribunais, autoridades locais, e o clero."
"Esta abordagem coordenada é ao mesmo tempo singular e alarmante. O seu objectivo é fortalecer cada vez mais a política definida há muito tempo de bloquear o progresso e o desenvolvimento dos Bahá’ís ", disse ela.
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| Estabelecimento Comercial de Bahá'ís selado pelas autoridades |
O número de ataques contra os Bahá’ís de Semnan aumentou de forma desproporcionada após uma série de seminários e reuniões anti-Bahá'ís amplamente divulgados, que tiveram lugar na cidade em 2008 e 2009. Posteriormente, 20 famílias Bahá’ís viram as suas residências ser alvo de rusgas, em que foram apreendidos materiais Bahá’ís, computadores e telemóveis. Nove pessoas dessas famílias foram detidas, com base em acusações inteiramente falsas, relacionadas apenas com a prática da Fé Bahá’í.
Desde 2009, cerca de 26 Bahá’ís de Semnan foram condenados a penas que totalizam mais de 70 anos de prisão. Oito encontram-se actualmente presos a cumprir penas que variam entre os seis meses e os seis anos; outro Bahá’í, depois de ter estado preso, cumpre agora uma pena de exílio interno; quatro foram libertados sob fiança enquanto aguardam julgamento; oito foram condenados mas aguardam o resultado de um recurso, antes de começar a cumprir a pena. Muito outros têm sido interrogados.
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| Cemitério Bahá'í de Semnan após vandalismo |
Bani Dugal notou, contudo, que, apesar da propaganda de ódio anti-Bahá'í disseminada na cidade, a maioria dos cidadãos de Semnan aparentemente não tem qualquer má vontade contra os Bahá'ís, e muitos relacionam-se com eles. "Na verdade, os Bahá’ís têm muitos muçulmanos como parentes e amigos próximos", declarou.
"A situação deve ser cuidadosamente analisada por todos aqueles que procuram restabelecer o devido processo legal e o respeito pelos direitos humanos no Irão. Estes ataques levados a cabo por elementos semi-oficiais ou agentes à paisana reflectem mais uma tentativa insidiosa por parte do governo iraniano para desrespeitar os padrões internacionais de justiça, sem chamar a atenção para si próprio."
"Apelamos a todos os governos para que condenem a flagrante violação dos direitos humanos no Irão, direitos que estão estabelecidos em tratados internacionais de que o Irão é signatário".
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Sobre este assunto:
The Baha'is of Semnan: A community under fire (BWNS)
The Baha'is of Semnan - A Case Study in Religious Hatred
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Dalai Lama: Exclusivismo Religioso
A fronteira entre o exclusivismo - o facto de pensarmos que a nossa religião é a única legitima - e o fundamentalismo é perigosamente ténue; a fronteira entre o fundamentalismo e o extremismo é ainda mais ténue. Para todo e qualquer seguidor das principais religiões, chegou o momento de se perguntar: «No mais íntimo de mim, qual é a minha atitude em relação aos seguidores de outros credos?» Nós os crentes, já não podemos permitir-nos o luxo de manter uma atitude que, ainda que tolerante, não afirme um respeito absoluto pelas outras religiões. Depois do 11 de Setembro, a defesa de um fanatismo religioso exclusivista já não é um assunto privado de perspectiva individual, visto que tem o potencial de afetar as vidas de todos.
Dalai Lama, Caminhos da Fé, pag. 9-10
Dalai Lama, Caminhos da Fé, pag. 9-10
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Em que acreditam os Bahá'ís?
Uma breve introdução aos ensinamentos da Fé Bahá'í.
Entrevista com Ivone Correia, Victor Forghani e Marco Oliveira.
Programa "Caminhos" emitido no dia 05-Agosto-2012, na RTP2.
Entrevista com Ivone Correia, Victor Forghani e Marco Oliveira.
Programa "Caminhos" emitido no dia 05-Agosto-2012, na RTP2.
sábado, 4 de agosto de 2012
Uma imagem sombria da liberdade religiosa no Irão
Num relatório divulgado na passada segunda-feira, os Estados Unidos apresentaram uma imagem sombria sobre da liberdade religiosa no Irão, descrevendo a forma como o governo iraniano oprime sistematicamente os seguidores de praticamente todos as minorias religiosas no país, restringindo suas actividades religiosas, limitando as suas actividades económicas e efectua detenções quando se envolvem em actividades de divulgação das suas crenças.
"A retórica e as acções governamentais criaram uma atmosfera ameaçadora para quase todos os grupos religiosos não-xiitas, principalmente os Bahá’ís, mas também para os sufis, cristãos evangélicos, judeus e grupos xiitas que não partilham as opiniões religiosas oficiais do governo", afirma-se no capítulo sobre o Irão no Relatório Anual sobre Liberdade Religiosa Internacional de 2011, elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA.
"Os grupos bahá'ís e cristãos reportaram prisões arbitrárias, detenções prolongadas e confisco de propriedades. Durante o ano, intensificaram-se as campanhas negativas contra minorias religiosas, especialmente contra os bahá’ís, na comunicação social controlada pelo governo".
"Todas as minorias religiosas sofreram diferentes graus de discriminação aprovada oficialmente, especialmente nas áreas de emprego, educação e habitação. Os bahá'ís continuaram a ser alvo de expulsões, ou recusa de admissão, nas universidades", declara o Relatório.
Publicado anualmente desde 2001, o Relatório analisa a situação da liberdade religiosa em todo o mundo, examinando a evolução ou a regressão em todos os países, excepto os EUA. O Relatório deu atenção especial este ano para o impacto das transições políticas e demográficas sobre as minorias religiosas, os efeitos do conflito sobre a liberdade religiosa, e "corrente crescente de anti-semitismo."
"Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião", disse a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ao apresentar o Relatório numa conferência de imprensa no Carnegie Endowment for International Peace.
"Este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade, sozinho ou em comunidade, em público ou privado, de manifestar a religião ou crença, pelo ensino, pela prática, adoração e observância e", afirmou a secretária Hillary Clinton.
Suzan Johnson Cook, Embaixadora dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional, disse que a liberdade de religião não é apenas um direito americano, mas o direito de todos os povos. "Ela anda de mãos dadas com a liberdade de expressão e reunião, e quando a liberdade religiosa é restringida, todos esses direitos estão em risco", disse a embaixadora Cook. "E por esta razão, a liberdade religiosa é muitas vezes o termómetro para outros direitos humanos. É o canário na mina de carvão."
No relatório, a secção sobre o Irão era especialmente crítica, afirmando que "o respeito do governo e a protecção do direito à liberdade religiosa continuou a deteriorar-se."
"O sistema legal estimula o abuso e a discriminação religiosa", afirma o relatório, observando que a "constituição e outras leis e políticas restringem severamente a liberdade de religião". O relatório documenta esses abusos, e constata que praticamente todos os grupos religiosos de fora da maioria xiita enfrentaram discriminação.
"O assédio e detenções de Sufis também prosseguiram durante o ano", denuncia o relatório, observando que cerca de 60 Sufis tinham sido detidos em Setembro, após confrontos com forças de segurança.
Os cristãos também enfrentam discriminação continuada. No ano passado, o governo confiscou cerca de 6.500 Bíblias, afirma o Relatório, e manteve detido o pastor cristão Youcef Nadarkhani, que foi condenado à morte por apostasia.
"Os Zoroastrianos também reportaram detenções e assédio", declara o Relatório, descrevendo a prisão em Outubro de Yashin Jamshidi, um Zoroastriano de Karaj.
SITUAÇÃO DOS BAHÁ’ÍS EM DESTAQUE
A situação da comunidade Bahá’í iraniana - 300.000 pessoas - merece destaque ao longo do Relatório. O documento afirma explicitamente que os Bahá'ís são perseguidos devido às suas convicções religiosas.
Entre outras coisas, observa-se que os Bahá'ís são impedidos de se matricular nas universidades públicas, banidos do sistema de segurança social, e proibidos de "oficialmente constituir ou manter instituições administrativas."
"O governo prendeu arbitrariamente bahá'ís e acusou-os de violar os artigos 500 e 698 do código penal islâmico, relativos às actividades contra o Estado e divulgação de falsidades ", denuncia o Relatório, notando que, no final de 2011, 95 Bahá’ís estavam presos e 416 tinham processos judiciais activos em curso.
"Frequentemente, as acusações não são retiradas após a libertação, e aqueles com acusações pendentes temem ser detidos novamente, a qualquer momento. A maioria foi libertada somente depois de pagar uma pesada multa ou uma fiança elevada. Para alguns, a fiança foi na forma de títulos de propriedade; outros obtiveram a sua liberdade em troca de garantias pessoais de um "guardião" que garantiu a presença do réu no tribunal.
"Alegadamente, funcionários do governo teriam oferecido aos bahá'ís alívio dos maus-tratos em troca da negação da sua filiação religiosa; se estão detidos, a negação da filiação religiosa é uma pré-condição para a libertação", declara o Relatório.
O Relatório observou que "cemitérios bahá'ís em várias cidades foram profanados por pessoas não identificadas, e o governo não tentou identificar ou punir os responsáveis." Também afirma que os Bahá’ís e suas propriedades tinham sido objecto de ataques incendiários. "Em todos os casos, a polícia disse que nada poderia ser feito para encontrar os autores", acrescenta o relatório.
O Relatório analisou ainda as acções do Departamento de Estado no ano passado em apoio aos Bahá'ís iranianos, observando que os seus porta-vozes consideraram "sem precedentes" a re-imposição de uma pena de prisão de 20 anos para sete presos dirigentes nacionais Bahá’ís, e que também tinham criticado "a ausência de cumprimento de processo legal" dessa condenação, dizendo que se tratava de uma violação dos compromissos do Irão relativos ao direito internacional.
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FONTE: A dark picture of religious freedom in Iran (BWNS)
"A retórica e as acções governamentais criaram uma atmosfera ameaçadora para quase todos os grupos religiosos não-xiitas, principalmente os Bahá’ís, mas também para os sufis, cristãos evangélicos, judeus e grupos xiitas que não partilham as opiniões religiosas oficiais do governo", afirma-se no capítulo sobre o Irão no Relatório Anual sobre Liberdade Religiosa Internacional de 2011, elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA.
"Os grupos bahá'ís e cristãos reportaram prisões arbitrárias, detenções prolongadas e confisco de propriedades. Durante o ano, intensificaram-se as campanhas negativas contra minorias religiosas, especialmente contra os bahá’ís, na comunicação social controlada pelo governo".
"Todas as minorias religiosas sofreram diferentes graus de discriminação aprovada oficialmente, especialmente nas áreas de emprego, educação e habitação. Os bahá'ís continuaram a ser alvo de expulsões, ou recusa de admissão, nas universidades", declara o Relatório.
Publicado anualmente desde 2001, o Relatório analisa a situação da liberdade religiosa em todo o mundo, examinando a evolução ou a regressão em todos os países, excepto os EUA. O Relatório deu atenção especial este ano para o impacto das transições políticas e demográficas sobre as minorias religiosas, os efeitos do conflito sobre a liberdade religiosa, e "corrente crescente de anti-semitismo."
"Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião", disse a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ao apresentar o Relatório numa conferência de imprensa no Carnegie Endowment for International Peace.
"Este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade, sozinho ou em comunidade, em público ou privado, de manifestar a religião ou crença, pelo ensino, pela prática, adoração e observância e", afirmou a secretária Hillary Clinton.
Suzan Johnson Cook, Embaixadora dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional, disse que a liberdade de religião não é apenas um direito americano, mas o direito de todos os povos. "Ela anda de mãos dadas com a liberdade de expressão e reunião, e quando a liberdade religiosa é restringida, todos esses direitos estão em risco", disse a embaixadora Cook. "E por esta razão, a liberdade religiosa é muitas vezes o termómetro para outros direitos humanos. É o canário na mina de carvão."
No relatório, a secção sobre o Irão era especialmente crítica, afirmando que "o respeito do governo e a protecção do direito à liberdade religiosa continuou a deteriorar-se."
"O sistema legal estimula o abuso e a discriminação religiosa", afirma o relatório, observando que a "constituição e outras leis e políticas restringem severamente a liberdade de religião". O relatório documenta esses abusos, e constata que praticamente todos os grupos religiosos de fora da maioria xiita enfrentaram discriminação.
"O assédio e detenções de Sufis também prosseguiram durante o ano", denuncia o relatório, observando que cerca de 60 Sufis tinham sido detidos em Setembro, após confrontos com forças de segurança.
Os cristãos também enfrentam discriminação continuada. No ano passado, o governo confiscou cerca de 6.500 Bíblias, afirma o Relatório, e manteve detido o pastor cristão Youcef Nadarkhani, que foi condenado à morte por apostasia.
"Os Zoroastrianos também reportaram detenções e assédio", declara o Relatório, descrevendo a prisão em Outubro de Yashin Jamshidi, um Zoroastriano de Karaj.
SITUAÇÃO DOS BAHÁ’ÍS EM DESTAQUE
A situação da comunidade Bahá’í iraniana - 300.000 pessoas - merece destaque ao longo do Relatório. O documento afirma explicitamente que os Bahá'ís são perseguidos devido às suas convicções religiosas.
Entre outras coisas, observa-se que os Bahá'ís são impedidos de se matricular nas universidades públicas, banidos do sistema de segurança social, e proibidos de "oficialmente constituir ou manter instituições administrativas."
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| Os sete dirigentes Bahá'ís actualmente detidos no Irão |
"Frequentemente, as acusações não são retiradas após a libertação, e aqueles com acusações pendentes temem ser detidos novamente, a qualquer momento. A maioria foi libertada somente depois de pagar uma pesada multa ou uma fiança elevada. Para alguns, a fiança foi na forma de títulos de propriedade; outros obtiveram a sua liberdade em troca de garantias pessoais de um "guardião" que garantiu a presença do réu no tribunal.
"Alegadamente, funcionários do governo teriam oferecido aos bahá'ís alívio dos maus-tratos em troca da negação da sua filiação religiosa; se estão detidos, a negação da filiação religiosa é uma pré-condição para a libertação", declara o Relatório.
O Relatório observou que "cemitérios bahá'ís em várias cidades foram profanados por pessoas não identificadas, e o governo não tentou identificar ou punir os responsáveis." Também afirma que os Bahá’ís e suas propriedades tinham sido objecto de ataques incendiários. "Em todos os casos, a polícia disse que nada poderia ser feito para encontrar os autores", acrescenta o relatório.
O Relatório analisou ainda as acções do Departamento de Estado no ano passado em apoio aos Bahá'ís iranianos, observando que os seus porta-vozes consideraram "sem precedentes" a re-imposição de uma pena de prisão de 20 anos para sete presos dirigentes nacionais Bahá’ís, e que também tinham criticado "a ausência de cumprimento de processo legal" dessa condenação, dizendo que se tratava de uma violação dos compromissos do Irão relativos ao direito internacional.
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FONTE: A dark picture of religious freedom in Iran (BWNS)
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Os Bahá'ís e a política
Entrevista com Victor Forghani.
Programa "A Fé dos Homens", transmitido em 29-Julho-2012, na RTP2.
Programa "A Fé dos Homens", transmitido em 29-Julho-2012, na RTP2.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Sara Mahboubi, prisioneira de consciência
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| Sara- Mahboubi |
As forças de segurança prenderam Sara Mahboubi pela primeira vez em 24 de Junho de 2010, depois de ela ter sido convocada a comparecer no Gabinete dos Serviços de Segurança de Sari, levando-a para uma cela solitária no Centro de Detenção de Sari. Foi libertada sob fiança 24 dias depois. As forças de segurança prenderam-na novamente em 09 de Abril de 2011, quando revistaram sua casa e confiscaram os livros, notas pessoais, CD’s e um disco rígido de computador.
O Tribunal Revolucionário de Sari condenou Sara em 7 de abril de 2011 a uma pena de 10 meses de prisão sob as acusações de "participação no site anti-revolucionário do Facebook," e "propaganda contra o regime", por seguir a Fé Bahá’í e pelas suas actividades e participação no Conselho do Direito à Educação.
O irmão de Sara Mahboubi, Vesal, também foi detido no dia 25 de abril de 2011 e libertado sob fiança de 10 dias mais tarde.
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FONTE: Sara Mahboubi: Prisoner of the day (www.iranian.com)
terça-feira, 17 de julho de 2012
Encontro Inter-Religioso na ES Maria Amália
Encontro Inter-Religioso na Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho., Lisboa.
Programa "A Fé dos Homens", transmitido na RTP2, em 16-Julho-2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Faran Khan Yaghma, prisioneiro de consciência
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| Faran Khan Yaghma |
Faran Khan Yaghma é um estudante Bahá’í que entrou Universidade de Babolsar em 2006 para estudar matemática. Depois de seis semestres, Faran foi expulso da Universidade por professar a Fé Bahá’í.
No passado dia 9 de Junho, cinco agentes do Departamento de Segurança de Sari invadiram a casa de Faran e prenderam-no. Os cinco homens anunciaram inicialmente ser funcionários do Município de Sari, não apresentaram qualquer mandato de detenção, e invadiram a residência.
Os cinco agentes revistaram a residência e insultaram vários residentes, tendo confiscado livros religiosos, objectos de arte, computadores pessoais e discos externos. Durante a rusga o pai de Faran (de 60 anos) foi agredido e trancado na cozinha.
Os cinco agentes levaram Faran para um local desconhecido.
Em 20 de Junho, a ordem de detenção de Faran foi prorrogada por mais uma semana. Nas acusações que lhe são feitas, encontram-se coisas como "propaganda contra o regime", "divulgação de falsidades", e "criar a ansiedade pública." A família de Faran não foi autorizada a visitá-lo desde a sua detenção.
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FONTE: Faran Khan Yaghma: Prisoner of the day (www.iranian.com)
terça-feira, 10 de julho de 2012
A teologia das religiões, segundo Rahner
Rahner usou uma analogia para convidar os Cristãos para uma nova forma de abordar pessoas de outras fés. Missionário Cristão, Rahner recomenda que não se deve começar uma conversa sobre o Divino com um Hindu, tal como um professor não deve falar da Austrália com um aluno bávaro da 1ª classe! Este aluno nunca ouviu falar da Austrália; o professor está a começar do zero. Esse provavelmente não é o caso do Hindu, insiste Rahner. Deus tem estado presente e deu-se a conhecer ao Hindu muito antes do missionário chegar. E o missionário deve estar preparado para se surpreender com o que Deus já fez através do Hinduísmo – surpresas que podem ter uma ou duas coisas a ensinar ao missionário. A teologia das religiões, segundo Rahner, apela a um tipo de relacionamento diferente entre o Cristianismo e as outras religiões… Não se trata de as pessoas das outras religiões terem questões para as quais os cristãos têm as respostas. Existem perguntas e respostas de ambos os lados.
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 72
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 72
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Os Bahá'ís na Rio+20
Um representante da Comunidade Internacional Bahá'í faz um pequeno balanço da conferência Rio+20.
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