quarta-feira, 31 de maio de 2017
sábado, 27 de maio de 2017
As Ilusões da Fama e a busca da Verdadeira Grandeza
Por Greg Hodges.
Alguma vez sonhou ser famoso(a)? Quase todas as pessoas têm esse sonho num momento ou outro - é um desejo surpreendentemente generalizado.
Sim, é uma fantasia comum: toda a gente conheceria o seu nome, a sua cara e aquilo que o torna tão famoso. Quando nos sentimos desrespeitados, desprezados e ignorados, é difícil resistir à emanação de prazer que vem de fantasiar sobre a fama.
Normalmente, esse desejo de excelência foca-se em algo específico. Queremos ser grandes artistas, engenheiros, industriais, líderes ou qualquer outra coisa que nos interesse. A maioria de nós não procura ser "famoso por ser famoso", a forma seguida por algumas quase-celebridades. A questão é que se fossemos óptimos em alguma, seria melhor que também fôssemos reconhecidos por isso.
É bom mantermos esse desejo de excelência. Mas é importante que consigamos separá-lo, tanto quanto possível, do desejo de fama. O caminho para a excelência encoraja-nos a desenvolver as nossas capacidades e a colocá-las em prática. O caminho para a fama pode cair rapidamente num remoinho de ego, vaidade e ilusão. Segundo as escrituras de muitas religiões, um destes caminhos agrada a Deus; mas o outro cega a nossa percepção espiritual.
Segundo o Evangelho de Mateus, Jesus disse:
Bahá’u’lláh, o fundador da Fé Bahá’í, escreveu:
O progresso do mundo é impulsionado por uma vasta rede de contributos de multidões de pessoas que nunca poderiam ser comemoradas individualmente. Nenhum génio recordado pela história faz uma descoberta inovadora sem os muitos avanços modestos daqueles que vieram antes dele. Nenhum conquistador histórico pode capturar uma simples aldeia sem soldados, cujos nomes são mal conhecidos até mesmo pelos seus comandantes. Nenhum empresário "constrói uma empresa" sem a ajuda de funcionários e outros parceiros. Mesmo quando somos muito competitivos, a cooperação é um modo de fazer coisas, à qual é tão difícil fugir; é como se estivesse virtualmente registada na nossa essência como seres humanos.
Elevar uma pessoa à custa de todos as outras pode ser uma táctica de liderança útil em alguns casos. A fama e a celebridade podem vender programas de televisão, filmes e revistas. Mas também comportam o risco de distorcer a percepção de como realmente evolui qualquer esforço colectivo. A realidade é esta: as nossas contribuições para o progresso e o bem-estar da humanidade podem durar mais do que a memória de qualquer pessoa. Prestar atenção excessiva a quem é proeminente e famoso distorce essa realidade.
O mundo está cheio de heróis desconhecidos. A maneira como comemoramos as realizações do passado e nos encorajamos uns aos outros para o futuro deve levar isso em conta. Só porque alguém é esquecido isso não significa que o que eles fizeram não é valioso. A realização em si é desejável - mas a fama efémera que cerca a realização não dura para sempre.
Assim, na próxima vez em que pensarmos ingenuamente na fama, talvez devêssemos pensar em honrar as massas anónimas em cujos ombros nos encontramos agora, e a cujas incontáveis fileiras poderemos um dia ter a sorte de nos juntar.
-----------------------------------------------------------
Texto original: The Illusions of Fame and the Pursuit of True Greatness (www.bahaiteachings.org)
Greg Hodges é um apaixonado pela combinação da mudança social com a renovação espiritual. Vive com a sua esposa no Maine (EUA).
Alguma vez sonhou ser famoso(a)? Quase todas as pessoas têm esse sonho num momento ou outro - é um desejo surpreendentemente generalizado.
Sim, é uma fantasia comum: toda a gente conheceria o seu nome, a sua cara e aquilo que o torna tão famoso. Quando nos sentimos desrespeitados, desprezados e ignorados, é difícil resistir à emanação de prazer que vem de fantasiar sobre a fama.
Normalmente, esse desejo de excelência foca-se em algo específico. Queremos ser grandes artistas, engenheiros, industriais, líderes ou qualquer outra coisa que nos interesse. A maioria de nós não procura ser "famoso por ser famoso", a forma seguida por algumas quase-celebridades. A questão é que se fossemos óptimos em alguma, seria melhor que também fôssemos reconhecidos por isso.
É bom mantermos esse desejo de excelência. Mas é importante que consigamos separá-lo, tanto quanto possível, do desejo de fama. O caminho para a excelência encoraja-nos a desenvolver as nossas capacidades e a colocá-las em prática. O caminho para a fama pode cair rapidamente num remoinho de ego, vaidade e ilusão. Segundo as escrituras de muitas religiões, um destes caminhos agrada a Deus; mas o outro cega a nossa percepção espiritual.
Segundo o Evangelho de Mateus, Jesus disse:
Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles: aliás não tereis galardão junto do vosso Pai que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada ocultamente: e teu Pai, que vê em segredo, te recompensará publicamente. (Mateus 6: 1-4)Este é o segredo da fama: o mais importante não é o que outras pessoas pensam de nós. É o que Deus - que é o autor da própria bondade - pensa em nós. Quando as nossas acções são orientadas em função da aprovação de Deus, em vez da aprovação humana, tentamos harmonizar-nos com o trabalho da providência divina. Não é importante se somos lembrados, ou não, por fazer isso.
Bahá’u’lláh, o fundador da Fé Bahá’í, escreveu:
Ser-vos-ia proveitoso se, como ingenuamente imaginais, os vossos nomes perdurassem? … Se os vossos nomes desaparecerem de toda mente mortal, e ainda assim Deus estivesse agradado convosco, serieis, de facto, contados entre os tesouros do Seu nome, o Mais Oculto. (Summons of the Lord of Hosts, p. 46)Estas duas citações apresentam imensa sabedoria, porque não são apenas sobre desprendimento deste mundo, mas também como nos envolvermos eficientemente com ele. Ao separar a excelência espiritual da fama, as citações ilustram a sabedoria espiritual que também inclui sabedoria prática.
O progresso do mundo é impulsionado por uma vasta rede de contributos de multidões de pessoas que nunca poderiam ser comemoradas individualmente. Nenhum génio recordado pela história faz uma descoberta inovadora sem os muitos avanços modestos daqueles que vieram antes dele. Nenhum conquistador histórico pode capturar uma simples aldeia sem soldados, cujos nomes são mal conhecidos até mesmo pelos seus comandantes. Nenhum empresário "constrói uma empresa" sem a ajuda de funcionários e outros parceiros. Mesmo quando somos muito competitivos, a cooperação é um modo de fazer coisas, à qual é tão difícil fugir; é como se estivesse virtualmente registada na nossa essência como seres humanos.
Elevar uma pessoa à custa de todos as outras pode ser uma táctica de liderança útil em alguns casos. A fama e a celebridade podem vender programas de televisão, filmes e revistas. Mas também comportam o risco de distorcer a percepção de como realmente evolui qualquer esforço colectivo. A realidade é esta: as nossas contribuições para o progresso e o bem-estar da humanidade podem durar mais do que a memória de qualquer pessoa. Prestar atenção excessiva a quem é proeminente e famoso distorce essa realidade.
O mundo está cheio de heróis desconhecidos. A maneira como comemoramos as realizações do passado e nos encorajamos uns aos outros para o futuro deve levar isso em conta. Só porque alguém é esquecido isso não significa que o que eles fizeram não é valioso. A realização em si é desejável - mas a fama efémera que cerca a realização não dura para sempre.
Assim, na próxima vez em que pensarmos ingenuamente na fama, talvez devêssemos pensar em honrar as massas anónimas em cujos ombros nos encontramos agora, e a cujas incontáveis fileiras poderemos um dia ter a sorte de nos juntar.
-----------------------------------------------------------
Texto original: The Illusions of Fame and the Pursuit of True Greatness (www.bahaiteachings.org)
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Greg Hodges é um apaixonado pela combinação da mudança social com a renovação espiritual. Vive com a sua esposa no Maine (EUA).
sábado, 20 de maio de 2017
Espiritual mas não Religioso? Qual a diferença?
Por Rebecca Sherry Eshraghi.
Muitos dos meus amigos mais próximos dizem-me: "Eu sou boa pessoa, uma pessoa espiritual; por isso não preciso de religião, especialmente de religião organizada..."
Admiro essa atitude. Sim, os meus amigos são boas pessoas que vivem vidas admiráveis e virtuosas. Ao longo da minha vida conheci muitas pessoas que não pertencem a qualquer religião e são mais bondosas do que outros que se intitulam religiosos e causam conflitos e divisões.
Na verdade, se eu não conhecesse a Fé Bahá’í e os seus ensinamentos, também não gostaria de pertencer a uma religião tradicional. Na realidade, a religião aparente tem sido e ainda é a causa de muitas guerras e muito sofrimento. Mas, ao estudar os ensinamentos Bahá'ís, percebi que, na sua essência mais profunda, todas as religiões só pretendem criar unidade e progresso.
Os ensinamentos Bahá'ís dizem que cada dispensação religiosa tem dois tipos diferentes de leis transformadoras. Uma categoria de leis são os ensinamentos espirituais e a outra são as leis e normas sociais. As leis e normas sociais são condicionais e mudam ao longo do tempo. As leis sociais das várias religiões diferem porque, no fundo, cada revelação divina ocorreu num momento diferente e num lugar diferente com circunstâncias distintas.
Por outro lado, os ensinamentos espirituais imutáveis de todas as religiões são iguais ou muito semelhantes: orientam-nos para o propósito e sentido da vida; mostram-nos como ser e agir; incentivam a oração e a meditação; estimulam o desprendimento do mundo material; fomentam a bondade e o serviço para com os nossos semelhantes; e explicam-nos e ensinam-nos sobre a nossa verdadeira essência. Esses ensinamentos espirituais enfatizam as verdades eternas - que Deus existe, ama a Sua criação e quer que cada uma das nossas almas cresça e se desenvolva.
Não sabendo isto, os meus amigos - que dizem que não são religiosos, mas espirituais - estão a aproveitar essa realidade espiritual eterna que os inspira a serem bons e espirituais. Quem faz isso, pode ser Bahá’í - alguém que aceita a unicidade de todas as Fés.
Mesmo as pessoas como os meus amigos - que não pertencem formalmente a uma religião - ainda tentam seguir os ensinamentos espirituais que tiveram origem e se difundiram ao longo da história através de revelações divinas como o Budismo, o Hinduísmo, o Judaísmo, o Cristianismo, o Islão, e agora, nesta era, os ensinamentos da Fé Bahá’í:
-----------------------------
Texto original: Spiritual but not Religious? How to Tell the Difference (www.bahaiteachings.org)
Rebecca Sherry Eshraghi é uma Bahá'í que vive na Flórida. É casada e tem dois filhos. Cresceu na Alemanha num ambiente multicultural, onde obteve o seu diploma em Negócios Internacionais. Recentemente concluiu o doutoramento em Medicina Natural.
Muitos dos meus amigos mais próximos dizem-me: "Eu sou boa pessoa, uma pessoa espiritual; por isso não preciso de religião, especialmente de religião organizada..."
Admiro essa atitude. Sim, os meus amigos são boas pessoas que vivem vidas admiráveis e virtuosas. Ao longo da minha vida conheci muitas pessoas que não pertencem a qualquer religião e são mais bondosas do que outros que se intitulam religiosos e causam conflitos e divisões.
Na verdade, se eu não conhecesse a Fé Bahá’í e os seus ensinamentos, também não gostaria de pertencer a uma religião tradicional. Na realidade, a religião aparente tem sido e ainda é a causa de muitas guerras e muito sofrimento. Mas, ao estudar os ensinamentos Bahá'ís, percebi que, na sua essência mais profunda, todas as religiões só pretendem criar unidade e progresso.
Os ensinamentos Bahá'ís dizem que cada dispensação religiosa tem dois tipos diferentes de leis transformadoras. Uma categoria de leis são os ensinamentos espirituais e a outra são as leis e normas sociais. As leis e normas sociais são condicionais e mudam ao longo do tempo. As leis sociais das várias religiões diferem porque, no fundo, cada revelação divina ocorreu num momento diferente e num lugar diferente com circunstâncias distintas.
Por outro lado, os ensinamentos espirituais imutáveis de todas as religiões são iguais ou muito semelhantes: orientam-nos para o propósito e sentido da vida; mostram-nos como ser e agir; incentivam a oração e a meditação; estimulam o desprendimento do mundo material; fomentam a bondade e o serviço para com os nossos semelhantes; e explicam-nos e ensinam-nos sobre a nossa verdadeira essência. Esses ensinamentos espirituais enfatizam as verdades eternas - que Deus existe, ama a Sua criação e quer que cada uma das nossas almas cresça e se desenvolva.
Não sabendo isto, os meus amigos - que dizem que não são religiosos, mas espirituais - estão a aproveitar essa realidade espiritual eterna que os inspira a serem bons e espirituais. Quem faz isso, pode ser Bahá’í - alguém que aceita a unicidade de todas as Fés.
Mesmo as pessoas como os meus amigos - que não pertencem formalmente a uma religião - ainda tentam seguir os ensinamentos espirituais que tiveram origem e se difundiram ao longo da história através de revelações divinas como o Budismo, o Hinduísmo, o Judaísmo, o Cristianismo, o Islão, e agora, nesta era, os ensinamentos da Fé Bahá’í:
A realidade não admite a multiplicidade, embora cada uma das religiões divinas seja separável em duas divisões. Uma diz respeito ao mundo da moralidade e da formação ética da natureza humana. Foca-se no avanço do mundo da humanidade em geral; revela e inculca o conhecimento de Deus e torna possível a descoberta das verdades da vida. Este é o ensinamento ideal e espiritual, a qualidade essencial da religião divina, e não está sujeito a mudanças ou transformações. É o fundamento único de todas as religiões de Deus. Portanto, as religiões são essencialmente uma e a mesma coisa. ('Abdu'l-Bahá, The Promulgation of Universal Peace, pag. 364-365)As leis sociais religiosas visam criar ordem e justiça para permitir o avanço da civilização; no entanto, porque são condicionais, o caos e a confusão ocorrem quando os tempos e circunstâncias mudam, e as pessoas apegam-se às anteriores leis sociais que já não se adaptam mais às necessidades dos novos tempos:
A segunda classificação ou divisão inclui leis e normas sociais aplicáveis à conduta humana. Esta não é a qualidade espiritual essencial da religião. Está sujeita a mudanças e transformações de acordo com as exigências e requisitos de tempo e lugar. Por exemplo, no tempo de Noé alguns requisitos tornaram necessário que toda a comida do mar fosse permitida ou legal... Outras leis anteriormente válidas foram anuladas durante o tempo de Moisés... Tais mudanças e transformações nos ensinamentos da religião são aplicáveis às condições gerais da vida, mas não são importantes ou essenciais. Moisés viveu no deserto do Sinai, onde o crime exigia punição directa. Não havia prisões ou penas de prisão. Portanto, de acordo com a exigência do tempo e do lugar, havia uma lei de Deus de olho por olho e dente por dente. Não seria praticável aplicar esta lei no momento actual... Na Torá há muitos mandamentos sobre a punição de um assassino. Não seria permitido ou possível cumprir hoje estes mandamentos. As condições e as exigências humanas são tais que até mesmo a questão da pena de morte - a única pena que a maioria das nações continuou a impor por assassinato - está agora em discussão por sábios que estão a debater a sua adequabilidade. Na verdade, as leis para as condições normais de vida só são válidas temporariamente. As exigências do tempo de Moisés justificaram cortar a mão de um homem por roubo, mas tal pena não é agora permitida. O tempo muda as condições e as leis mudam para responder às condições. Devemos lembrar que estas leis em mudança não são o essencial; elas são os acessórios da religião. Os mandamentos essenciais estabelecidos por um Manifestante de Deus são espirituais; estes dizem respeito às moralidades, ao desenvolvimento ético do homem e à fé em Deus. São ideais e necessariamente permanentes - expressões de um fundamento e não passíveis de mudança ou transformação. Portanto, a base fundamental da religião revelada de Deus é imutável, permanente ao longo dos séculos, e não sujeita às diferentes condições do mundo humano. (Idem, pag. 365-366)Escolhi ser Bahá’í porque as suas leis sociais e espirituais progressistas e inovadoras são as necessárias para este tempo e idade. Como Bahá’í, e crente na unicidade essencial de todas as religiões, posso trabalhar activamente no avanço de uma nova civilização mundial unificada.
-----------------------------
Texto original: Spiritual but not Religious? How to Tell the Difference (www.bahaiteachings.org)
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Rebecca Sherry Eshraghi é uma Bahá'í que vive na Flórida. É casada e tem dois filhos. Cresceu na Alemanha num ambiente multicultural, onde obteve o seu diploma em Negócios Internacionais. Recentemente concluiu o doutoramento em Medicina Natural.
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Iémen: Líderes tribais em solidariedade com os Bahá’ís
Actualmente, cinco Bahá’ís, incluindo o líder tribal Walid Ayyash, continuam presos ou detidos sob a direcção de autoridades em Sana'a. Os detidos não foram autorizados a receber visitantes. Muitos outros Bahá’ís estão sob a ameaça de virem a ser presos.
"Há indicações claras provenientes de informações vindas de dentro do país que algumas autoridades receberam ordens do Irão para realizar essas acções injustas e não têm outro objectivo senão perseguir a comunidade Bahá'í", disse Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá’í junto das Nações Unidas.
"Não surpreendentemente, essa interferência de outro país está a despertar a solidariedade entre o povo iemenita numa escala sem precedentes em defesa dos Bahá'ís, que são seus amigos, irmãos, irmãs, vizinhos e companheiros de tribos. Isto também criou uma consciência sobre a Fé Bahá’í entre o povo do Iémen. E, claro, a história mostra que se perseguem inocentes, a sua causa vai-se espalhar."
Um dos líderes da campanha contra os Bahá'ís no Iémen tem sido um membro do Ministério Público em Sana'a, Rajeh Zayed. Várias informações indicam que, durante as manifestações pacíficas na manhã de segunda-feira, Zayed ameaçou a multidão com uma arma e tentou, sem sucesso, incitar à violência contra os presentes.
"Apesar dos seus esforços, a multidão permaneceu tranquila, e felizmente, os guardas da segurança abstiveram-se de violência", explicou Dugal.
"Esses tribos e activistas iemenitas mostraram corajosamente o seu apoio aos Bahá’ís, apesar de se tornarem alvo de ataques", disse Dugal. "A sua expressão de solidariedade, especialmente durante um período tão difícil para o seu país, é apreciada sinceramente pela comunidade internacional Bahá’í".
"De facto, as suas acções testemunham o princípio da unicidade da humanidade e mostram que estamos intimamente ligados, de modo que a dor e a alegria de um se tornam a dor e a alegria de outro. Esperamos que a perseguição descabida aos Bahá’ís no Iémen termine e as energias possam ser dirigidas para objectivos mais elevados, como o fim da violência que assola o país e a erradicação das doenças e desnutrição que afligem agora grandes segmentos da população nesse país."
------------------------------
FONTE: Tribal leaders stand in solidarity with Yemeni Baha'is (BWNS)
quarta-feira, 17 de maio de 2017
sábado, 13 de maio de 2017
Em busca da Arca da Aliança
Por David Langness.
Provavelmente já viram o filme “Os Salteadores da Arca Perdida” (“Os Caçadores da Arca Perdida”, no Brasil), de Steven Spielberg, onde Indiana Jones vive aventuras emocionantes e cheias de acção, em busca da Arca da Aliança.
Nos “Salteadores”, a arca que Indiana Jones procura tem uma longa história de veneração e ocultação, e possui poderes notáveis devido às suas antigas origens religiosas. No filme, todos querem ficar com ela, e essa perseguição competitiva estimula a acção implacável do filme.
Spielberg não inventou a Arca da Aliança para desenvolver a sua história; ele pegou numa verdadeira lenda que tem raízes profundas em toda a história religiosa e cultural. A verdadeira Arca da Aliança aparece nas escrituras sagradas de diversas religiões, e define um rumo em todas as religiões abraâmicas. O Livro do Êxodo no Antigo Testamento descreve a Arca da Aliança como um cofre construído para guardar as duas tábuas da lei, as duas placas de pedra que continham os Dez Mandamentos revelados a Moisés:
Há milhares de anos que historiadores e teólogos debatem a realidade física da Arca da Aliança, e existem centenas de livros sobre o assunto. Moisés gravou - verdadeiramente - as duas placas de pedra com os Dez Mandamentos enquanto as recebia de Deus, e depois guardou-as numa verdadeira caixa de ouro?
Muitas seitas e denominações religiosas assumem esta história bíblica como literalmente verdadeira. Essa interpretação literal produziu dúzias de alegações e teorias sobre o paradeiro actual da Arca perdida, incluindo o Monte Nebo, perto do Rio Jordão, o túmulo do rei Tut no Egipto, numa caverna nas montanhas Dumghe, na África Austral, sob o Monte do Templo, em Jerusalém, escondido na catedral de Chartres, em França, enterrada numa colina na Irlanda ou disfarçada perto da Igreja Cristã Abissínia de Nossa Senhora do Monte Sião em Axum, na Etiópia. (Ninguém parece ter encontrado a Arca, excepto Indiana Jones.)
Outros vêem a Arca da Aliança apenas como um símbolo poderoso, representando a presença de Deus e a promessa aos hebreus. Mas porque as histórias bíblicas dizem que os seguidores de Moisés transportaram a Arca durante os quarenta anos em que andaram pelo deserto, depois de se libertarem da escravidão, ela acabou por representar o "receptáculo" da promessa de Deus, a Sua aliança sagrada mutuamente vinculativa com os Filhos de Israel. Esse pacto primordial declara essencialmente que Deus continuará a guiar os Seus filhos, desde que estes sigam os Seus mandamentos e "não tenham outros deuses além de Mim".
Mas, independentemente da sua existência real ou alegórica, a Arca da Aliança representa um acordo amplo e eterno em todos os ensinamentos religiosos - a continuidade eterna da orientação de Deus para a humanidade:
-----------------------------
Texto original: Finding the Ark of the Covenant (www.bahaiteachings.org)
David Langness é jornalista e crítico de literatura na revista Paste. É também editor e autor do site bahaiteachings.org. Vive em Sierra Foothills, California, EUA.
Provavelmente já viram o filme “Os Salteadores da Arca Perdida” (“Os Caçadores da Arca Perdida”, no Brasil), de Steven Spielberg, onde Indiana Jones vive aventuras emocionantes e cheias de acção, em busca da Arca da Aliança.
Nos “Salteadores”, a arca que Indiana Jones procura tem uma longa história de veneração e ocultação, e possui poderes notáveis devido às suas antigas origens religiosas. No filme, todos querem ficar com ela, e essa perseguição competitiva estimula a acção implacável do filme.
Spielberg não inventou a Arca da Aliança para desenvolver a sua história; ele pegou numa verdadeira lenda que tem raízes profundas em toda a história religiosa e cultural. A verdadeira Arca da Aliança aparece nas escrituras sagradas de diversas religiões, e define um rumo em todas as religiões abraâmicas. O Livro do Êxodo no Antigo Testamento descreve a Arca da Aliança como um cofre construído para guardar as duas tábuas da lei, as duas placas de pedra que continham os Dez Mandamentos revelados a Moisés:
E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele, no monte de Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus. (Êxodo 31:18)Essas duas "placas" de pedra (referidas como “tábuas”) e o cofre de madeira banhada a ouro que as guardava desempenham papéis importantes no Antigo Testamento, no Novo Testamento e no Alcorão. No Livro do Êxodo, Deus ordena a Moisés que construa uma Arca para guardar a lei de Deus, e depois a Arca faz acontecer milagres poderosos, separando o Rio Jordão e ajudando a derrubar os muros de Jericó. A descrição detalhada no Êxodo diz-nos exactamente como é a Arca da Aliança – as suas medidas exactas, o seu revestimento de ouro, os seus dois querubins que adornam um kapporet ou uma capa de ouro, a que os cristãos chamam Propiciatório. Guardado no Santo dos Santos, o santuário interior do antigo Templo de Jerusalém, a Arca serviu como a representação física da lei de Deus e do pacto divino entre o Criador e a Sua criação.
Há milhares de anos que historiadores e teólogos debatem a realidade física da Arca da Aliança, e existem centenas de livros sobre o assunto. Moisés gravou - verdadeiramente - as duas placas de pedra com os Dez Mandamentos enquanto as recebia de Deus, e depois guardou-as numa verdadeira caixa de ouro?
Muitas seitas e denominações religiosas assumem esta história bíblica como literalmente verdadeira. Essa interpretação literal produziu dúzias de alegações e teorias sobre o paradeiro actual da Arca perdida, incluindo o Monte Nebo, perto do Rio Jordão, o túmulo do rei Tut no Egipto, numa caverna nas montanhas Dumghe, na África Austral, sob o Monte do Templo, em Jerusalém, escondido na catedral de Chartres, em França, enterrada numa colina na Irlanda ou disfarçada perto da Igreja Cristã Abissínia de Nossa Senhora do Monte Sião em Axum, na Etiópia. (Ninguém parece ter encontrado a Arca, excepto Indiana Jones.)
Outros vêem a Arca da Aliança apenas como um símbolo poderoso, representando a presença de Deus e a promessa aos hebreus. Mas porque as histórias bíblicas dizem que os seguidores de Moisés transportaram a Arca durante os quarenta anos em que andaram pelo deserto, depois de se libertarem da escravidão, ela acabou por representar o "receptáculo" da promessa de Deus, a Sua aliança sagrada mutuamente vinculativa com os Filhos de Israel. Esse pacto primordial declara essencialmente que Deus continuará a guiar os Seus filhos, desde que estes sigam os Seus mandamentos e "não tenham outros deuses além de Mim".
Mas, independentemente da sua existência real ou alegórica, a Arca da Aliança representa um acordo amplo e eterno em todos os ensinamentos religiosos - a continuidade eterna da orientação de Deus para a humanidade:
... é um princípio básico da Lei de Deus que, em cada Missão Profética, Ele estabeleça uma Aliança com todos os crentes - uma Aliança que perdura até ao fim dessa Missão, até ao dia prometido quando a Personagem estipulada no início do Missão se manifesta. Considere-se Moisés, Aquele que conversou com Deus. Na verdade, no Monte Sinai, Moisés estabeleceu uma Aliança relativa ao Messias, com todas aquelas almas que viveriam no dia do Messias. E essas almas, apesar de terem surgido muitos séculos depois de Moisés, estavam, no entanto, - no que diz respeito à Aliança, que é intemporal - ali presentes com Moisés. ('Abdu'l-Bahá, Selections from the Writings of ’Abdu’l-Bahá, nº 181)Este princípio místico - que todo ser humano tem a oportunidade de participar numa aliança com Deus - existe também nos ensinamentos Bahá’ís. Na verdade, os Bahá’ís acreditam em dois tipos de alianças religiosas:
Existe... a Aliança Maior que cada Manifestante de Deus faz com os Seus seguidores, prometendo que na plenitude dos tempos um novo Manifestante será enviado, e obtendo deles o compromisso de O aceitar quando isto ocorrer. Há também a Aliança Menor que um Manifestante de Deus faz com os Seus seguidores para que eles aceitem o Seu sucessor depois d’Ele. Se assim fizerem, a Fé poderá permanecer unida e pura. Caso contrário, a Fé divide-se e a sua força gasta-se. (A Casa Universal da Justiça, Messages 1963 to 1986, p. 737)Então, como podemos encontrar a Arca da Aliança? Os ensinamentos Bahá'ís dizem que cada um dos profetas, mensageiros e manifestantes de Deus trazem essa aliança com eles, para garantir aos seus seguidores e aos seus descendentes que Deus não os abandonará desprovidos de orientação agora e no futuro:
O Senhor do universo jamais levantou um profeta, nem fez descer um Livro, sem que tivesse estabelecido a Sua aliança com todos os homens, apelando à sua aceitação da Revelação seguinte e do Livro seguinte, na medida em que as efusões da Sua generosidade são incessantes e sem limites. (O Bab, Selections from the Writings of the Bab, p. 87)Esta garantia, renovada em cada revelação, dá-nos uma sequência contínua de alianças espirituais ao longo da história. Todas as alianças proféticas do Antigo Testamento de Noé, Abraão, Moisés, Arão e David, prometem uma orientação e bênçãos divinas duradouras em troca da fidelidade do povo. Também prometem a vinda do Messias, e o Reino de Deus na Terra.
-----------------------------
Texto original: Finding the Ark of the Covenant (www.bahaiteachings.org)
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
David Langness é jornalista e crítico de literatura na revista Paste. É também editor e autor do site bahaiteachings.org. Vive em Sierra Foothills, California, EUA.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
sábado, 6 de maio de 2017
As religiões mentem?
Por Tim Wood.
Certo dia, o grande especialista em mitologia Joseph Campbell, estava numa entrevista de rádio sobre o seu trabalho em religião e mitologia comparadas, quando lhe foi dito que as religiões mentem.
Campbell disse ao entrevistador que as religiões não mentem porque falam em metáforas. O entrevistador contestou essa noção até que Campbell pôs à prova o seu entendimento e lhe pediu que desse um exemplo de uma metáfora. O entrevistador, julgando que se tratava de um pedido simples, respondeu: "O meu amigo John corre tão depressa que algumas pessoas dizem que ele é uma gazela." Campbell, numa resposta rápida, disse: "Não. Uma metáfora seria: ‘John é uma gazela’". O entrevistador de rádio afirmou em resposta: "Isso não é uma metáfora, é uma mentira", e com essa frase terminou a entrevista.
No seu livro Thou Art That, Campbell escreveu sobre essa entrevista, dizendo:
As metáforas concentram a mente num significado pretendido. Quando permitimos que as nossas mentes interpretem a afirmação "John é uma gazela" como metáfora, podemos ver o John correndo sobre pedras e saltando um ribeiro com agilidade e facilidade. É claro que o John não é uma gazela, mas se toda a nossa atenção consciente se foca nisso, perdemos a capacidade para perceber o significado mais profundo da frase.
Os ensinamentos Bahá’ís convidam-nos a aumentar a nossa compreensão do espírito humano através das metáforas. 'Abdu'l-Bahá diz:
(...)
-----------------------------
Texto original: Do Religions Lie? (www.bahaiteachings.org)
Tim Wood é um estudante e trabalhou em mediação, reforma da justiça criminal, defesa dos direitos humanos e educação. É membro da comunidade Bahá’í desde 2007.
Certo dia, o grande especialista em mitologia Joseph Campbell, estava numa entrevista de rádio sobre o seu trabalho em religião e mitologia comparadas, quando lhe foi dito que as religiões mentem.
Campbell disse ao entrevistador que as religiões não mentem porque falam em metáforas. O entrevistador contestou essa noção até que Campbell pôs à prova o seu entendimento e lhe pediu que desse um exemplo de uma metáfora. O entrevistador, julgando que se tratava de um pedido simples, respondeu: "O meu amigo John corre tão depressa que algumas pessoas dizem que ele é uma gazela." Campbell, numa resposta rápida, disse: "Não. Uma metáfora seria: ‘John é uma gazela’". O entrevistador de rádio afirmou em resposta: "Isso não é uma metáfora, é uma mentira", e com essa frase terminou a entrevista.
No seu livro Thou Art That, Campbell escreveu sobre essa entrevista, dizendo:
... levou-me a pensar que metade das pessoas no mundo pensa que as metáforas das suas tradições religiosas, por exemplo, são factos. E a outra metade contesta que elas não são factos. Como resultado, temos pessoas que se consideram crentes porque aceitam metáforas como factos, e temos outras que se classificam como ateus porque pensam que as metáforas religiosas são mentiras.As metáforas funcionam como a poesia, em termos de conotações e não de denotações. As metáforas apontam para os significados internos para lá dos símbolos designados. Campbell diz:
A referência nas tradições religiosas aponta para algo transcendente que não é verdadeiramente uma coisa qualquer. Se você pensa que a metáfora é uma referência para si própria, seria como ir a um restaurante, pedir um menu, e vendo lá escrito “Bife”, começar a comer o menu.A sugestão de que uma pessoa se senta e come um menu quando ela quer comida é completamente absurda, neste caso, porque sabemos que a mente da pessoa se foca no significado da palavra escrita “bife”, e no pedaço real de carne. No entanto, nas situações em que o objecto de pensamento não é físico, a metáfora desempenha um papel crucial, ajudando a mente a concentrar-se em algo que não podemos perceber com os nossos cinco sentidos.
As metáforas concentram a mente num significado pretendido. Quando permitimos que as nossas mentes interpretem a afirmação "John é uma gazela" como metáfora, podemos ver o John correndo sobre pedras e saltando um ribeiro com agilidade e facilidade. É claro que o John não é uma gazela, mas se toda a nossa atenção consciente se foca nisso, perdemos a capacidade para perceber o significado mais profundo da frase.
Os ensinamentos Bahá’ís convidam-nos a aumentar a nossa compreensão do espírito humano através das metáforas. 'Abdu'l-Bahá diz:
... quando se deseja explicar a realidade do espírito e as suas condições e graus, é-se obrigado a descrevê-las em termos de coisas sensíveis, pois exteriormente nada existe salvo o sensível. Por exemplo, a dor e a felicidade são coisas inteligíveis, mas quando se deseja expressar essas condições espirituais, diz-se: "O meu coração ficou pesado", ou "O meu coração ergueu-se", embora o coração não seja literalmente pesado nem se erga. Pelo contrário, é uma condição espiritual ou inteligível, cuja expressão requer o uso de termos sensíveis. (Some Answered Questions, newly revised edition, p. 94)Sabemos pelos ensinamentos Bahá’ís que o caminho da consciência leva do sensível ao inteligível. Podemos compreender aqueles aspectos da vida que estão fora do alcance dos sentidos, apenas referindo a realidade sensível, como diz 'Abdu'l-Bahá, "naquele reino de fenómenos através do qual o caminho consciente nos conduz ao reino de Deus."
(...)
-----------------------------
Texto original: Do Religions Lie? (www.bahaiteachings.org)
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
sexta-feira, 5 de maio de 2017
18 lojas de Bahá’ís encerradas no Irão
Segundo a página Bahainews, 18 estabelecimentos comerciais na cidade de Shahin Shahr (província de Isfahan) foram encerrados e selados, no dia 1 de Maio, por agentes do Gabinete Provincial de Espaços Públicos. Os encerramentos ocorreram apesar dos proprietários terem apresentado toda a documentação legal, incluindo autorizações comerciais, aos agentes.
Uma fonte relatou ao Bahainews: “No dia anterior, os agentes apareceram nestas lojas pedindo aos proprietários que lhes mostrassem toda a documentação relacionada com a sua actividade comercial, incluindo as autorizações comerciais. Adicionalmente, disseram que na próxima visita selariam as lojas. E hoje regressaram e encerraram a maioria das lojas pertencentes a Bahá’ís.”
Segundo a mesma fonte, “os agentes apenas tinham como alvo as lojas pertencentes a Bahá’ís e acusaram os donos de não cumprirem as leis de trabalho nas suas actividades; mas eles selaram as lojas devido às festividades dos feriados Bahá’ís, quando os Bahá’ís fecham os seus estabelecimentos por sua própria vontade. Este selar das lojas Bahá’ís acontece sistematicamente todos os anos.
Durante o ano passado, muitos estabelecimentos comerciais pertencentes a Bahá’ís foram encerrados pelas autoridades. Um cidadão Bahá’í acrescentou: “Shahin Shahr é a cidade onde vivo há 19 anos. Nos anos anteriores, a primeira loja a ser selada foi na in Azadi Arcade na Imam Boulevard e era uma loja de reparações electrónicas. A loja pertencia ao nosso pai sr. Abdollah Memari e aos seus filhos que ali estavam diariamente.” O falecido sr. Abdollah Memarifoi preso e levado pelas autoridades; depois foi libertado. Tornou-se Bahá’í, amava verdadeiramente a Fé e suportou corajosamente vários sofrimentos.
-----------------------------
FONTE: Closure of 18 Baha’i-Owned Businesses in Shaheen-Shahr (IPW)
Uma fonte relatou ao Bahainews: “No dia anterior, os agentes apareceram nestas lojas pedindo aos proprietários que lhes mostrassem toda a documentação relacionada com a sua actividade comercial, incluindo as autorizações comerciais. Adicionalmente, disseram que na próxima visita selariam as lojas. E hoje regressaram e encerraram a maioria das lojas pertencentes a Bahá’ís.”
Segundo a mesma fonte, “os agentes apenas tinham como alvo as lojas pertencentes a Bahá’ís e acusaram os donos de não cumprirem as leis de trabalho nas suas actividades; mas eles selaram as lojas devido às festividades dos feriados Bahá’ís, quando os Bahá’ís fecham os seus estabelecimentos por sua própria vontade. Este selar das lojas Bahá’ís acontece sistematicamente todos os anos.
Durante o ano passado, muitos estabelecimentos comerciais pertencentes a Bahá’ís foram encerrados pelas autoridades. Um cidadão Bahá’í acrescentou: “Shahin Shahr é a cidade onde vivo há 19 anos. Nos anos anteriores, a primeira loja a ser selada foi na in Azadi Arcade na Imam Boulevard e era uma loja de reparações electrónicas. A loja pertencia ao nosso pai sr. Abdollah Memari e aos seus filhos que ali estavam diariamente.” O falecido sr. Abdollah Memarifoi preso e levado pelas autoridades; depois foi libertado. Tornou-se Bahá’í, amava verdadeiramente a Fé e suportou corajosamente vários sofrimentos.
-----------------------------
FONTE: Closure of 18 Baha’i-Owned Businesses in Shaheen-Shahr (IPW)
quarta-feira, 3 de maio de 2017
sábado, 29 de abril de 2017
O Culto no Altar do Nacionalismo
Por David Langness.
Do ponto de vista Bahá’í, o nacionalismo tornou-se um dos três ídolos que os humanos construíram e depois adoraram, para nosso grande mal e vergonha. O nacionalismo - porque procura exaltar uma nação acima de todas as outras - só pode levar à morte e à destruição. Os outros dois ídolos que construímos - o racismo e o comunismo - procuraram exaltar uma raça dominante ou uma classe dominante acima das outras. O Guardião da Fé Bahá'í, Shoghi Effendi, destinou a sua crítica mais severa para aqueles que reverenciam e promovem o nacionalismo, o racismo e o comunismo:
Primeiro, Bahá'u'lláh ensinou, podemos trabalhar humildemente para desenvolver uma nova consciência como cidadãos globais, como membros de uma família humana, recusando-nos a exaltar a nós próprios acima de qualquer outra pessoa:
Então, ao envolvermo-nos no processo de destruição dos falsos ídolos do nacionalismo, do racismo e do comunismo nos nossos corações e na nossa consciência humana colectiva, podemos começar a antecipar e a trabalhar para alcançar a unidade orgânica da humanidade, da religião e do mundo:
-----------------------------
Texto original: Worshipping at the Altar of Nationalism (www.bahaiteachings.org)
David Langness é jornalista e crítico de literatura na revista Paste. É também editor e autor do site bahaiteachings.org. Vive em Sierra Foothills, California, EUA.
Sou uma patriota universal... o meu país é o mundo – Charlotte BrontéSabe qual a diferença entre nacionalismo e patriotismo? O jornalista e autor americano Sydney J. Harris descreveu essa diferença:
A diferença entre patriotismo e nacionalismo é que o patriota tem orgulho do seu país por aquilo que faz e o nacionalista tem orgulho pelo seu país independentemente daquilo que faz; a primeira atitude cria uma sensação de responsabilidade, mas a segunda cria um sentido de arrogância cega que leva à guerra.O nacionalismo exagerado e tacanho, como todos nós testemunhámos durante o século passado, já esteve muito perto de destruir o mundo tal como o conhecemos. O fervor nacionalista raivoso levou à corrida aos armamentos que iniciou a Primeira Guerra Mundial, e resultou no assassinato sem sentido de milhões de pessoas. Depois, as questões não resolvidas da Primeira Guerra Mundial e o nacionalismo flagrante da Alemanha nazi e do Japão imperialista provocaram a Segunda Guerra Mundial. Tornando-se os pontos mais baixos da história humana - com quase cem milhões mortos -, essas duas guerras provaram ao mundo que o nacionalismo já não podia responder às nossas necessidades na era internacional.
Do ponto de vista Bahá’í, o nacionalismo tornou-se um dos três ídolos que os humanos construíram e depois adoraram, para nosso grande mal e vergonha. O nacionalismo - porque procura exaltar uma nação acima de todas as outras - só pode levar à morte e à destruição. Os outros dois ídolos que construímos - o racismo e o comunismo - procuraram exaltar uma raça dominante ou uma classe dominante acima das outras. O Guardião da Fé Bahá'í, Shoghi Effendi, destinou a sua crítica mais severa para aqueles que reverenciam e promovem o nacionalismo, o racismo e o comunismo:
O próprio Deus foi, de facto, destronado dos corações dos homens, e um mundo idólatra saúda e adora apaixonada e clamorosamente os falsos deuses que as suas próprias fantasias fúteis criaram fatuamente e as suas mãos mal guiadas tão impiamente exaltaram. Os principais ídolos no templo profanado da humanidade não são senão os triplos deuses do nacionalismo, do racismo e do comunismo, em cujos altares governos e povos, sejam democráticos ou totalitários, estejam em paz ou em guerra, sejam do Oriente ou do Ocidente, cristãos ou islâmicos, estão, de várias formas e em diferentes graus, agora a adorar. Os seus sumo-sacerdotes são os políticos e os doutores mundanos, os chamados sábios da época; o seu sacrifício, a carne e o sangue das multidões massacradas; os seus encantamentos, pregões antiquados e fórmulas insidiosas e irreverentes; o seu incenso, o fumo da angústia que emana dos corações dilacerados dos despojados, dos estropiados e dos desabrigados. As teorias e as políticas, tão doentias, tão perniciosas, que deificam o Estado e exaltam a nação acima da humanidade, que procuram subordinar as raças irmãs do mundo a uma única raça, que discriminam o preto e o branco e que toleram o domínio de uma classe privilegiada sobre todas as outras - essas são as doutrinas obscuras, falsas e tortuosas, pelas quais qualquer homem ou pessoa que acredite nelas ou que aja de acordo com elas, mais cedo ou mais tarde, sujeitar-se-á à ira e ao castigo de Deus. (The Promised Day is Come, pag. 113-114)Então, como é que os ensinamentos Bahá'ís sugerem que se combatam estes três ídolos sombrios e destrutivos?
Primeiro, Bahá'u'lláh ensinou, podemos trabalhar humildemente para desenvolver uma nova consciência como cidadãos globais, como membros de uma família humana, recusando-nos a exaltar a nós próprios acima de qualquer outra pessoa:
... eliminem as diferenças e apaguem a chama do ódio e da inimizade, para que toda a terra possa vir a ser vista como um único país. (Bahá'u'lláh, Epistle to the Son of the Wolf, p. 122)
... habitamos num único globo terrestre. Na realidade somos uma família e cada um de nós é um membro desta família. ('Abdu'l-Bahá, Foundations of World Unity, p. 41)
Todos podem viver em qualquer lugar no globo terrestre. Portanto, mundo inteiro é o lugar de nascimento do homem... Toda a área limitada a que chamamos o nosso país natal, consideramos a nossa pátria; mas o globo terrestre é a pátria de todos e não é uma qualquer área restrita. ('Abdu'l-Bahá, Selections from the Writings of 'Abdu'l-Bahá, p. 300)
Então, ao envolvermo-nos no processo de destruição dos falsos ídolos do nacionalismo, do racismo e do comunismo nos nossos corações e na nossa consciência humana colectiva, podemos começar a antecipar e a trabalhar para alcançar a unidade orgânica da humanidade, da religião e do mundo:
Uma comunidade mundial na qual todas as barreiras económicas terão sido permanentemente demolidas e a interdependência do Capital e do Trabalho definitivamente reconhecida; em que o clamor da luta e do fanatismo religioso terá sido silenciado para sempre; em que a chama da animosidade racial terá sido finalmente extinta; em que um único código de direito internacional - o produto da opinião ponderada dos representantes federados do mundo - terá como a sua pena a intervenção instantânea e coerciva das forças combinadas das unidades federadas; e, finalmente, uma comunidade mundial onde a fúria de um nacionalismo caprichoso e militante terá sido transformada numa consciência permanente de cidadania mundial – aparenta ser, de facto, num esboço mais amplo, a Ordem antecipada por Bahá'u'lláh, uma Ordem que virá a ser considerada como o fruto mais apreciado de uma era de amadurecimento lento. (Shoghi Effendi, The World Order of Bahá'u'lláh, p. 40)
-----------------------------
Texto original: Worshipping at the Altar of Nationalism (www.bahaiteachings.org)
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
David Langness é jornalista e crítico de literatura na revista Paste. É também editor e autor do site bahaiteachings.org. Vive em Sierra Foothills, California, EUA.
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Subscrever:
Mensagens (Atom)

















