sábado, 17 de maio de 2014

Cemitério Histórico Bahá’í destruído em Shiraz, Irão

Camiões alinhados durante a demolição do cemitério Bahá'í de Shiraz
A Comunidade Internacional Bahá'í divulgou um comunicado denunciando a destruição de um cemitério histórico em Shiraz, Irão, local onde se encontram sepultadas dez mulheres Bahá’ís que foram enforcados pelo governo iraniano em 1983.

As suas mortes tornaram-se um símbolo da pior perseguição governamental contra os Bahá’ís, que são a maior minoria religiosa do Irão. Uma das mulheres enforcadas, Mona Mahmudnizhad, tinha apenas 16 anos de idade quando foi executada por ensinar numa escola dominical para as crianças.

Após a sua morte, Mona Mahmudnizhad tornou-se uma heroína para a comunidade Baha'i. Sabe-se que ela foi torturada e humilhada na prisão, e pouco antes de ser enforcada beijou as mãos do seu carrasco e depois a corda. Ela própria colocou a corda no seu pescoço e sorriu "num acto final de desafio", de acordo com Payam Akhavan, co-fundador do Iran Human Rights Documentation Centre.

O cemitério está a ser destruído pela Guarda Revolucionária, apesar das críticas internacionais, e de não existir uma autorização de demolição por parte das autoridades municipais. A Guarda Revolucionária anunciou planos para construir um novo centro cultural e desportivo no local do cemitério .

Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas, criticou a inacção do presidente iraniano, afirmando: "Considerando que o seu próprio conselheiro tem viajado pelo país pedindo respeito pelas minorias religiosas, esperávamos que o Presidente Rouhani interviesse e pusesse fim a este acto de profanação da Guarda Revolucionária ".

E acrescentou: " Dado o carácter histórico deste local, onde estão sepultados cerca de 950 Bahá’ís, incluindo dez mulheres que foram enforcadas em 1983 por se recusarem a negar a sua fé Bahá’í, este acto continuado não é apenas ilegal, mas moralmente ultrajante."

Em Dezembro, o Senado dos EUA condenou formalmente perseguição contra os Bahá'ís do Irão, aprovando a Resolução 75, que pressionou o governo iraniano a resolver a situação da comunidade Bahá’í e a incluí-lo na sua proposta-projecto de "Carta dos Direitos dos Cidadãos"

Durante o seu julgamento, foi dito às mulheres que se renunciaram à sua fé, seriam libertadas. No entanto, nenhuma aceitou. Zarrin Muqimi-Abyanih (com 28 anos de idade) respondeu: "Quer vocês aceitem isso ou não, eu sou Bahá’í. Vocês não podem tirar-me isso. Eu sou Bahá’í com todo o meu ser e com todo o meu coração."

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FONTE: Historic Baha'i Cemetery In Iran Excavated, Destroying Graves Of Martyrs (Huffington Post)

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1 comentário:

ARNALDO SILVES FERREIRA disse...

EU...tambem...
.. SOU BAHA'I...de todo....e...
com TODO . "O MEU CORACAO...