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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Mártires Bahá'ís na África do Sul - 20 anos depois

Um pequeno video produzido pelos Bahá’is da África do Sul para comemorar os 20 anos do martírios de três Bahá’ís naquele país.

No dia 13 de Março de 1994, homens armados de um grupo militante africano invadiram o centro Bahá’í de Mdantsane e assassinaram três baháis: Shamam Bakhshandegi, Houshmand Anvari e Riaz Razavi. Estes três homens eram pioneiros Bahá’ís; tinham decidido ir viver para a África do Sul para ajudar a melhorar as condições de vida da população africana.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

África do Sul: Bahá'ís homenageiam Nelson Madela


O Governo Sul-Africano agradeceu à sociedade e às organizações e comunidades religiosas que no passado domingo realizaram eventos para celebrar e reflectir sobre a vida de Nelson Mandela. Estes eventos fazem parte de uma semana de celebrações que culminarão com o funeral do antigo Chefe de Estado sul-africano, na próxima 6ª feira.

Em Durban, a comunidade Bahá’í preferiu transformar a dor em alegria, organizando uma festa de crianças para homenagear o legado de Madiba na ajuda aos jovens.

Os Bahá’ís vêem muitas semelhanças entre os ensinamentos de Mandela e os princípios da Fé Bahá’í. A forma como Madiba viveu a sua vida servindo os outros é um exemplo que deve ser conhecido pelas crianças Bahá’ís.

A representante Bahá’í, Hannah Mangenda, afirmou: "A principal ideia que lhe identificamos, e que é o princípio fundamental da Fé Bahá’í, é a unidade na diversidade. E o mesmo se aplica à ideia de não julgar os outros em função da cor da pele, origens, religião, idade, género. Tudo isto foram coisas que ele exemplificou de forma maravilhosa".

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FONTE: Baha'i community celebrates Madiba's life (eNCA)

domingo, 17 de junho de 2012

Lowell Johnson (1920-2012)

Há cerca de 20 anos atrás, quando preparava um curso de aprofundamento sobre a Aliança, tive necessidade de encomendar um livro sobre o assunto. Intitulava-se The Eternal Covenant, e era escrito Lowell Johnson, um Bahá’í residente na África do Sul. Um ano depois tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o autor, numa Convenção Internacional. Passados tantos anos, não me lembro das palavras que trocámos na altura; mas a imagem do senhor de cabelo branco e sorriso jovial ficou sempre na minha memória.

Na última semana, o site oficial dos Bahá’ís dos EUA anunciou que Lowell Johnson falecera em Joanesburgo, África do Sul, em 25 de Abril de 2012, poucos dias antes de seu 92º aniversário.

Nascido em 1920 em Ethan, Dakota do Sul (EUA), Lowell cresceu nas áreas de Mitchell e Spearfish. Como um sargento do Exército dos EUA, recebeu uma Estrela de Bronze pelo serviço como operador de rádio na Segunda Guerra Mundial. Mais tarde alargou a sua experiência de rádio com um diploma de mestre pela Universidade Northwestern, em Evanston, Illinois.

Em 1949, quando ensinava escrita para rádio na Universidade de Siracusa (Nova Iorque), Lowell descobriu e abraçou a Fé Bahá’í. Tornou-se imediatamente um divulgador entusiasta da Fé, e nos anos seguintes serviu em diversas comissões Bahá’ís e ainda na comissão de supervisão da Escola Bahá’í de Green Acre.

Em 1952 casou-se com Edith Segen, e começara a estudar a possibilidade de se mudarem para outro país com o objectivo de ajudar o desenvolvimento da Fé, em resposta a um apelo de Shoghi Effendi. No ano seguinte mudaram-se como pioneiros Bahá’ís para a Cidade do Cabo, África do Sul.

Alguns meses depois, Lowell conseguiu o seu primeiro emprego numa emissora de rádio. Nas três décadas seguintes, na Cidade do Cabo e, mais tarde, em Joanesburgo, tornou-se conhecido como locutor da South African Broadcasting Corporation em programas de jazz e artes dramáticas.

No início de sua presença na África do Sul, Shoghi Effendi transmitiu instruções de que o ensino e o desenvolvimento da Fé na África do Sul devia se concentrar nos africanos, através de actividades cuidadosas e discretos.

Edith Johnson escreveu mais tarde que, como as leis do apartheid e da sociedade branca impediam reuniões inter-raciais, isso significava uma "vida dupla" para o Johnsons e outros pioneiros americanos e europeus. Edith e Lowell escolheram lugares para morar, onde amigos africanos, "mestiços" e curiosos podiam ir e vir atraindo pouca ou nenhuma atenção dos vizinhos brancos. Ela descreveu esses encontros como tranquilos e alegre, em quartos forrados com pesadas cortinas.

A partir de 1962, Lowell foi eleito para a Assembléia Espiritual Nacional da África do Sul. Serviu nessa instituição durante 33 anos consecutivos, a maior parte do tempo como secretário. Nos primeiros anos, a área de acção dessa Assembleia estendia-se a vários países.

Ao longo dos anos, viajou muito para promover a fé, bem como ajudar a formar e consolidar comunidades Bahá’ís na África Austral e Ocidental. Tinha por hábito encorajar outros Bahá’ís a ir para a África do Sul, temporária ou permanentemente, para apoiar as actividades da Fé. Mantinha correspondência, partilhava oportunidades de emprego e ajudava as pessoas a estabelecerem-se após a sua chegada.

Também visitava frequentemente a América do Norte, investindo tempo a inspirar e educar muitas comunidades locais, incluindo algumas na sua terra natal, Dakota do Sul.

Escreveu vários livros sobre temas Bahá'ís, alguns dos quais foram publicados em todo o mundo. Entre estes encontram-se The Eternal Covenant, sobre a força unificadora central da Fé; Remember My Days, uma história da vida de Bahá'u'lláh, escrita para os jovens; e Reginald Turvey / Vida e Arte, sobre um artista que também foi fundador da comunidade Bahá’í da África do Sul.

Num ensaio escrito em 1970, Lowell apresentou a sua perspectiva Bahá’í sobre o relacionamento pessoal com o Criador:
"Cada parte do mundo tem o seu próprio modo de vida, que pode - ou não - basear-se na virtude. Mas quando uma pessoa se muda para um novo local onde o modo de vida é diferente, ele encontra novos padrões de moralidade e acção, e ele é forçado a decidir entre o antigo e o novo. É então que ele deve procurar a sua alma para descobrir o que é a verdade. E pode descobrir que não se conhece suficientemente bem para fazer a escolha certa. Em seguida, as falhas começam a aparecer...

"Tudo o que vem de Deus é bom; portanto, Deus não semeou falhas dentro de nós. Esta veio de alguma experiência, ou foi ensinado por alguém. Ou talvez seja o outro lado de uma virtude que ainda não foi desenvolvida. Mas, a maneira de descobrir é orar e meditar - especialmente meditar. Compare-se... as acções actuais com os padrões mantidos por Bahá'u'lláh e 'Abdu'l-Bahá. Pouco um pouco a pessoa vai começar a conhecer-se melhor, e a virtude crescerá."

Numa mensagem de homenagem dirigida à Assembleia Espiritual Nacional da África do Sul, a Casa Universal de Justiça escreveu: "Ficámos consternados ao saber do falecimento do amado Lowell Johnson. As suas quase seis décadas de serviço como um promotor inflexível da Causa em toda a África Austral são lembradas com profunda gratidão. A sua dedicação à Causa de Deus, a devoção à Aliança, o amor por África e seus povos, o entusiasmo pelo ensino, mais de trinta anos como membro da sua Assembleia Espiritual Nacional, e grandes esforços para documentar a história dos primeiros anos da Fé na região, são um testamento duradouro de uma vida de serviço consagrado."

Adeus, Lowell.
Encontramo-nos no Reino de Abhá!

domingo, 27 de maio de 2012

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Comemoração do Centenário da Fé Bahá'í na África do Sul

No passado dia 12 de Novembro, comemorou-se em Joanesburgo, o centenário da Fé Bahá'í na África do Sul, com uma reunião aberta de pessoas de todas as origens étnicas, lembrando que nem sempre foi assim no passado. Durante esta comemoração foram recordadas algumas histórias que relatavam os perigos enfrentados pelos primeiros Bahá’ís que tentavam seguir a sua fé nos anos mais difíceis do apartheid.

Khwezi Fudu, porta-voz dos Bahá’ís da África do Sul, disse: "A comunidade reflectiu sobre o trabalho dos primeiros Bahá’ís na promoção da unidade num país com um passado de segregação racial". E acrescentou: “Também comemoramos - com apresentações musicais, teatrais e audiovisuais - a contribuição que a comunidade Bahá'í tem dado ao país nas áreas de unidade racial, educação moral das crianças e dos jovens, igualdade de género e diálogo inter-religioso".

O ex-Presidente Sul-Africano, Thabo Mbeki, enviou uma mensagem em que afirmava: "Estamos... fortemente encorajados pelo facto de vocês terem respondido aos desafios do desenvolvimento humano, não só prestando serviços, mas também alimentando a capacidade de todos os seres humanos para o seu próprio desenvolvimento, incluindo a sua moralidade". "Sentimo-nos muito honrados e mais fortes por termos membros da Fé Bahá'í no nosso país e entre nós", acrescentou.

O coro Bahá'í "Diversity" actuando na celebração do Centenário da Fé Bahá'í na África do Sul


UMA ELEIÇÃO MULTI-RACIAL

Aos dignitários e convidados presentes na comemoração, foi contado que, após a Fé Bahá'í ter chegado à África do Sul em 1912, as pessoas de todas as raças, foram-se juntando gradualmente à comunidade. Em 1956, quando a comunidade era já suficientemente grande, os Bahá’ís da África Austral, de várias origens raciais, reuniram-se numa pequena fazenda em Highveld e elegeram o primeiro Conselho regional.

Como precaução, Reginald Turvey - um pintor muito conhecido, que era Bahá’í - ficou a vigiar a estrada que ia para a fazenda. Se a polícia de segurança se aproximasse, ele daria um aviso e os eleitores, dispersar-se-iam. Os Bahá’ís africanos fingiriam estar a fazer limpezas e a cozinhar, enquanto os membros brancos da comunidade fingiriam estar a jogar às cartas.

Esta eleição histórica decorreu sem problemas - o seu resultado foi uma prova do princípio Bahá’í de unidade racial: dos nove membros eleitos, dois eram negros e um deles era um mestiço Sul-Africano, juntamente com um Swazi e um moçambicano, e quatro brancos.


CONVIDADOS PROEMINENTES

Na comemoração do centenário estiveram presentes: a senhora Zanele Mbeki, anterior primeira dama da África do Sul; a família real Sigcau, do povo AmaMpondo; Agostinho Zacarias, Coordenador Residente das Nações Unidas, e outras pessoas ilustres, incluindo funcionários do governo, membros do corpo diplomático, artistas, jornalistas e representantes de corporações, académicos, líderes religiosos e activistas sociais.

Também a Alta Comissária Australiana - Sua Excelência a Sra. Ann Harrap - fez uma palestra em que focou questões como a capacitação das mulheres e descreveu a ocasião como "interessante, inspiradora e educativa". "Fiquei impressionada pela forma como a comunidade Bahá'í se reuniu para apresentar o que eles têm contribuído para a sociedade Sul-Africana nos últimos 100 anos", acrescentou.

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FONTE: South African Baha'is reflect on 100 years of racial unity (BWNS)

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O Caminho em Frente



"Baha'i Faith: A Way Forward" (Fé Bahá'í: Um Caminho em Frente) é o título de um documentário produzido a pedido da televisão sul-africana (SABC) e que foi emitido ontem na África do Sul, e será emitido noutros países da África austral. O programa, com duração de uma hora, foi produzido por Ryan e Leyla Haidarian, e tem por objectivo mostrar o que a Fé Bahá’í tem para oferecer, a um nível prático, ao mundo.

O documentário contém uma introdução à religião Bahá’í e centra-se em três cidadãos sul-africanos, e na forma como a sua fé se reflecte no serviço aos outros. Além disso, são ainda apresentados documentos históricos dos tempos em que a Comunidade Bahá'í da África do Sul vivia sob o regime do apartheid. “Nesses dias, os Bahá'ís seguiam a letra da lei, mas não se agarravam ao espírito das leis”, afirma-se no filme. Entre os princípios fundamentais da Fé Bahá'í estão a unidade racial e a eliminação de preconceitos.

A eleição da primeira Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá'ís da África do Sul, foi realizada com muitas precauções. O local escolhido para o evento foi um celeiro; os brancos entravam pela porta da frente e os negros entraram pelas traseiras. “Se a polícia se aproximava, os negros começavam a fazer limpezas e a cozinhar, enquanto que os brancos jogavam às cartas e conviviam”, relata o narrador.

O documentário está disponível neste link.

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FONTES:
South African film shows faith in action (BWNS)
Documentary on SABC (Baha'is of South Africa)

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Nkosi Sikeleli Africa

Não sei porquê, mas a música e a sonoridade do hino nacional da África do Sul sempre me agradaram. E ao ver este vídeo com a música e a tradução, fiquei a gostar ainda mais.

Afinal isto é mais do que um hino: é uma oração de uma nação!



Uma outra versão, cantada num concerto de Paul Simon na Árica do Sul (veja-se o poder e a beleza do coro):



Outras versões deste hino podem ser vistas aqui, aqui, e aqui.