Aqui ficam as fotos.
Povo de Bahá
Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
Casa de Bahá'u'lláh em Bagdade
No Facebook, um Bahá’í da Alemanha colocou um post curioso. Segundo ele, um livro intitulado "Traditional houses in Baghdad" de Ihsan Fethi e John Warren, encontra-se uma fotografia rara da “Mais Grandiosa Casa”, em Bagdade. As janelas do segundo andar são provavelmente do quarto de Bahá'u'lláh. A foto colorida na capa do livro exibe também uma parte da residência.
Aqui ficam as fotos.
Aqui ficam as fotos.
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A história Babi e Bahá'í em Nayriz
Para a minha lista de livros a comprar!
Awakening: A History of the Babi and Baha'i Faiths in Nayriz from Nayriz.Org on Vimeo.
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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
Fortaleza de Chiriq
Fotografia da fortaleza de Chiriq (no Azerbeijão Persa) onde o Báb esteve detido durante vários meses.
Esta foto foi disponibilizada por Ramin Abrishamian, no grupo "Baha'i Studies", no Facebook. Inicialmente esta foto foi colocada na página "Old Tehran Pictures".
Domingo, 19 de Maio de 2013
Em que é que acreditas?
Condenados a vinte anos de prisão por serem bahá'ís, estes sete dirigentes bahá'ís iranianos cumpriram recentemente 5 anos de detenção. Estes são os prisioneiros de consciência iranianos condenados às mais longas penas de prisão.
Ao contrário do slogan desta campanha, eu não acredito que "Cinco Anos é demasiado". Isso de alguma forma deixa implícito que uma pena de menor duração já seria aceitável.
Cinco anos na prisão por ser Bahá'í é inaceitável!
Tal como seria se se tratasse apenas de um ano, um mês, um dia ou um minuto!
Tal como seria se se tratasse de qualquer outra religião ou credo!
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Sábado, 18 de Maio de 2013
Casa de Bahá'u'lláh em Teerão: uma polémica pré-eleitoral no Irão
Em 2006 as autoridades iranianas incluíram a casa onde Bahá'u'lláh nasceu em Teerão no registo de edifícios históricos da capital iraniana.
Nos últimos dias, a agência noticiosa FARS (de cariz conservador) tem publicado diversas notícias sobre este edifício e as suas obras de restauro que estão planeadas. Essas notícias têm sido acompanhadas de diversas fotos e divulgadas em várias publicações. O objectivo destas notícias - segundo o blog de Sen McGlin - é prejudicar Isfandiyar Rahim Masha'i, um aliado e familiar do presidente Ahmadinedjad e possível candidato à eleições presidenciais.
A agência FARS afirma que existem centenas de casas antigas em Teerão com valor arquitectónico e cultural semelhante e que não foram registadas pelas autoridades provinciais responsáveis pela Herança Cultural. A agência indica listas de residências de príncipes e clérigos conhecidos que não foram registadas e descreve (com o facciosismo do costume) a importância da casa na história Bahá’í.
O edifício esteve nas mãos de uma organização de propagação islâmica e foi adquirido pelo actual proprietário em 2005 com o objectivo de evitar a sua demolição. Este proprietário registou o edifício como edifício histórico e pretende restaura-lo com os seus próprios recursos. No entanto, a comunicação social iraniana vai afirmando que o edifício foi comprado pela Fundação do Património Cultural quando o Sr. Masha'i chefiava essa organização.
Abaixo ficam as fotos do edifício divulgadas pela agência FARS.
Nos últimos dias, a agência noticiosa FARS (de cariz conservador) tem publicado diversas notícias sobre este edifício e as suas obras de restauro que estão planeadas. Essas notícias têm sido acompanhadas de diversas fotos e divulgadas em várias publicações. O objectivo destas notícias - segundo o blog de Sen McGlin - é prejudicar Isfandiyar Rahim Masha'i, um aliado e familiar do presidente Ahmadinedjad e possível candidato à eleições presidenciais.
A agência FARS afirma que existem centenas de casas antigas em Teerão com valor arquitectónico e cultural semelhante e que não foram registadas pelas autoridades provinciais responsáveis pela Herança Cultural. A agência indica listas de residências de príncipes e clérigos conhecidos que não foram registadas e descreve (com o facciosismo do costume) a importância da casa na história Bahá’í.
O edifício esteve nas mãos de uma organização de propagação islâmica e foi adquirido pelo actual proprietário em 2005 com o objectivo de evitar a sua demolição. Este proprietário registou o edifício como edifício histórico e pretende restaura-lo com os seus próprios recursos. No entanto, a comunicação social iraniana vai afirmando que o edifício foi comprado pela Fundação do Património Cultural quando o Sr. Masha'i chefiava essa organização.
Abaixo ficam as fotos do edifício divulgadas pela agência FARS.
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Terça-feira, 14 de Maio de 2013
Peritos da ONU exigem libertação de líderes Bahá’ís
"O governo iraniano deve demonstrar o seu compromisso com a liberdade de religião, e libertar imediata e incondicionalmente estes prisioneiros de consciência", afirmou o Relator Especial sobre a situação dos Direitos Humanos no Irão, Ahmed Shaheed, num comunicado à imprensa em que instou a comunidade internacional, incluindo os dirigentes religiosos mundiais, para que se juntassem ao apelo.
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| Os sete dirigentes Bahá'ís detidos no Irão |
"Estes casos caracterizam-se aparentemente por não conseguirem assegurar um modelo de julgamento justo e põe em risco a liberdade religiosa em todo o Irão ", que não reconhece oficialmente a Fé Bahá’í.
Em 14 de Maio de 2008, as autoridades de Teerão prenderam Fariba Kamalabadi, Jamaloddin Khanjani, Afif Naeimi, Saeid Rezaie, Behrouz Tavakkoli, e Vahid Tizfahm. Uma outra dirigente Bahá’í, Mahvash Sabet, tinha sido anteriormente detida em 5 de Março, na cidade de Mashad perto das fronteiras com o Afeganistão e Turquemenistão. Os sete dirigentes formavam um grupo administrativo nacional ad hoc para os Bahá’ís iranianos, chamado Yaran.
De acordo com o Gabinete do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (OHCHR), cujo Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenção Arbitrária denunciou as detenções em 2008, as autoridades mantiveram os sete sob detenção durante mais de 20 meses sem que tivesse sido feita uma acusação formal e impedindo-lhes o contacto com advogados.
Cada membro do grupo foi condenado a 20 anos prisão em Agosto de 2010 sob a acusação de espionagem, "propaganda contra o regime", "conivência e colaboração com o objectivo de pôr em perigo a segurança nacional" e "espalhar a corrupção na terra."
"Estes sete bahá'ís estão presos apenas por administrarem os assuntos religiosos da sua comunidade", declarou o especialista em direitos humanos El Hadji Malick Sow, que actualmente lidera o Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária. "Estas pessoas foram condenadas graças a um processo judicial que não assegurou os procedimentos de um julgamento imparcial conforme definido pelo direito internacional.
Diversos organismos das Nações Unidas, incluindo a Comissão de Direitos Humanos, expressaram repetidamente a sua preocupação com as leis e políticas discriminatórias iranianas que impedem os Bahá’ís de formar as suas instituições religiosas, entrar nas universidades e trabalhar na administração pública.
O Relator Especial da ONU sobre a liberdade de religião ou crença, Heiner Bielefeldt, alertou que os Bahá’ís no Irão estão a enfrentar várias limitações na sua capacidade para professar livremente a sua religião: "Recordo novamente ao Governo que, como signatário do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Direitos Políticos, não pode fazer distinções entre pessoas quando a liberdade de religião está em causa".
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FONTE: UN experts urge Iranian authorities to free jailed Baha’i community leaders (UN News Center
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Sábado, 11 de Maio de 2013
Bassem Youssuf Attacks MB Rule in Egypt: "They Are Driving People Away from Islam"
Egyptian TV Host and Satirist Bassem Youssef Attacks Muslim Brotherhood Rule in Egypt: "They Are Chasing People Away from Islam" Dream 2 TV (Egypt) - February 3, 2013
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Quarta-feira, 8 de Maio de 2013
Domingo, 5 de Maio de 2013
Rio de Janeiro: Protesto em defesa da liberdade religiosa no Irão
Seguidores da religião Bahá’i fizeram hoje (5) no Rio de Janeiro uma manifestação em defesa da liberdade religiosa no Irã e pela libertação de fiéis bahá’is presos na república islâmica. O protesto, na Praia de Copacabana, na zona sul da cidade, faz parte de uma mobilização internacional, que prevê manifestações em várias cidades do mundo nas próximas duas semanas.
O principal objetivo dos protestos é chamar a atenção da comunidade internacional para a prisão de sete líderes da religião Bahá’i em 2008. Eles foram condenados a 20 anos de prisão pela Justiça iraniana, segundo a comunidade Bahá’i, simplesmente por sua crença religiosa.
Segundo Mary Aune-Cruz, articuladora da comunidade religiosa na sociedade e no governo no Brasil, os bahá’is sempre foram perseguidos no Irã, país onde a religião surgiu em meados do século 19, mas a situação piorou com a Revolução Islâmica em 1979. Mais de 100 fiéis estão atualmente presos naquele país.
“Existe uma perseguição sistemática dos bahá’is pelo Estado iraniano. A gente diz que é uma perseguição do berço à sepultura, porque há bebês presos junto com suas mães e uma das lideranças presas tem mais de 80 anos”, disse Aune-Cruz.
Na manifestação de hoje, foi estendido sobre a areia um painel do artista plástico Siron Franco de 10x15 metros. Além disso, foram distribuídos panfletos aos pedestres, que explicam a situação dos bahá’is no Irã. “Queremos mostrar que o mundo está olhando, está vendo a situação dos direitos humanos no Irã”, destacou a religiosa.
O protesto contou com o apoio da Anistia Internacional. Maurício Santoro, assessor de direitos humanos da organização não governamental internacional, disse que a pressão internacional pode levar a uma melhoria da situação dos direitos humanos no Irã. “O regime se mostra sensível a esse tipo de pressão, porque está preocupado com o que o resto do mundo pensa sobre ele.”
A Embaixada do Irã no Brasil não se pronunciou sobre o caso da prisão dos bahá’is, mas informou, por meio de nota, que ninguém é perseguido por causa de sua religião na república islâmica e que, segundo a Constituição iraniana, todos os cidadãos têm os mesmos direitos.
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FONTE: Protesto na Praia de Copacabana pede liberdade religiosa no Irã (Jornal do Brasil)
O principal objetivo dos protestos é chamar a atenção da comunidade internacional para a prisão de sete líderes da religião Bahá’i em 2008. Eles foram condenados a 20 anos de prisão pela Justiça iraniana, segundo a comunidade Bahá’i, simplesmente por sua crença religiosa.
Segundo Mary Aune-Cruz, articuladora da comunidade religiosa na sociedade e no governo no Brasil, os bahá’is sempre foram perseguidos no Irã, país onde a religião surgiu em meados do século 19, mas a situação piorou com a Revolução Islâmica em 1979. Mais de 100 fiéis estão atualmente presos naquele país.
“Existe uma perseguição sistemática dos bahá’is pelo Estado iraniano. A gente diz que é uma perseguição do berço à sepultura, porque há bebês presos junto com suas mães e uma das lideranças presas tem mais de 80 anos”, disse Aune-Cruz.
Na manifestação de hoje, foi estendido sobre a areia um painel do artista plástico Siron Franco de 10x15 metros. Além disso, foram distribuídos panfletos aos pedestres, que explicam a situação dos bahá’is no Irã. “Queremos mostrar que o mundo está olhando, está vendo a situação dos direitos humanos no Irã”, destacou a religiosa.
O protesto contou com o apoio da Anistia Internacional. Maurício Santoro, assessor de direitos humanos da organização não governamental internacional, disse que a pressão internacional pode levar a uma melhoria da situação dos direitos humanos no Irã. “O regime se mostra sensível a esse tipo de pressão, porque está preocupado com o que o resto do mundo pensa sobre ele.”
A Embaixada do Irã no Brasil não se pronunciou sobre o caso da prisão dos bahá’is, mas informou, por meio de nota, que ninguém é perseguido por causa de sua religião na república islâmica e que, segundo a Constituição iraniana, todos os cidadãos têm os mesmos direitos.
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FONTE: Protesto na Praia de Copacabana pede liberdade religiosa no Irã (Jornal do Brasil)
Terça-feira, 30 de Abril de 2013
Eleição da Casa Universal de Justiça
Casa Universal de Justiça (órgão dirigente da Fé Bahá'í a nível internacional). Os resultados da eleição dos nove membros da Casa Universal de Justiça foram anunciados há poucas horas. Os eleitos para o próximo mandato de cinco anos são Paul Lample, Firaydoun Javaheri, Payman Mohajer, Gustavo Correa, Shahriar Razavi, Stephen Birkland, Stephen Hall, Chuungu Malitonga e Ayman Rouhani.
A eleição decorreu no âmbito da 11ª Convenção Internacional Bahá’í que actualmente decorre em Haifa e coincide com o 50º aniversário da primeira eleição da Casa Universal de Justiça.
A Casa Universal de Justiça é uma instituição foi criada pelo próprio Bahá'u'lláh nos Seus próprios escritos com o objectivo de liderar a Comunidade Bahá’í. Também tem por incumbência exercer uma influência positiva sobre o bem-estar da humanidade, promovendo a educação, a paz e a prosperidade global, e salvaguardando a honra humana e o papel da religião.
Além disso, a Casa Universal de Justiça é ainda responsável por aplicar os ensinamentos Bahá’ís de acordo com as exigências de uma sociedade em constante evolução e legislar sobre assuntos que não estejam explicitamente abordados nos textos sagrados da Fé.
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FONTE: Universal House of Justice elected (BWNS)
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Sábado, 27 de Abril de 2013
Prisioneiro de 67 anos em péssimas condições físicas e psicológicas
Riaz Sobhani, um cidadão Bahá’í de 67 anos de idade, preso desde Junho de 2011, por ajudar financeiramente o BIHE (Bahá’í Institute of Higher Education), encontra-se em terríveis condições físicas e psicológicas, especialmente devido à sua idade, declarou o seu filho à organização ICHRI (International Campaign for Human Rights in Iran). O prisioneiro Bahá’í foi hospitalizado em Maio de 2012 devido a um problema cardíaco grave.
"O Gabinete de Exames Médicos tinha-lhe prescrito dois meses de licença médica para os cuidados e testes médicos, mas os funcionários só concordaram com um seis semanas de licença para o meu pai, que foi concedida uma semana de cada vez, e a minha família teve que solicitar o prolongamento da licença todas as semanas. Felizmente, o meu pai pôde ficar em casa durante um mês e meio e completou os seus testes durante esse tempo. Ele entrou de licença em Março passado e voltou para a prisão no início de Abril. Mas minha família notou durante as visitas dele que as suas condições psicológicas são más e que ele estava mais fraco fisicamente. Aos 67 anos de idade, é muito difícil para ele voltar para a prisão e para suportar aquelas duras condições", disse Naim Sobhani ao ICHRI sobre a situação do seu pai.
"Depois de uma das suas artérias se ter bloqueado no ano passado, o meu pai foi para o hospital em Julho passado e foi operado; após dois dias, foi novamente levado para a prisão e não pôde receber cuidados médicos. A sua condição deteriorou-se diariamente até que Gabinete de Exames Médicos lhe prescreveu dois meses de licença médica", acrescentou Naim Sobhani.
Descrevendo as condições de higiene da prisão Rajaee Shahr em Karaj, o filho de Riaz Sobhani afirmou à ICHRI: "Cada céla foi construída para dois prisioneiros, actualmente tem 4 ou 5 prisioneiros. Em cada uma dessas célas, aparentemente, só há uma cama de metal, e esta cama é dividida entre os prisioneiros, ou a pessoa mais idosa ou doente dorme nela. Cada prisioneiro tem apenas um cobertor, e isso torna as condições muito difíceis para os presos no inverno. Os WC’s e os chuveiros da prisão são imundos e anti-higiénicos. A comida da prisão não tem qualquer qualidade, e não há fiscalização, porque eles não consideram prisioneiros como seres humanos. Naturalmente, isso é muito difícil para um prisioneiro de 67 anos".
Riaz Sobhani era membro da Assembleia Bahá'í em Teerão antes da sua dissolução em 2008, quando sete dirigentes da comunidade Bahá’í foram presos e, posteriormente, condenados a 10 anos de prisão, cada um. "Em Junho, completam-se dois anos desde que meu pai foi preso. Esperamos que ele seja liberado, pois ele já terá cumprido metade da sua pena. Nós só esperamos que os seus advogados e as autoridades possam fazer isso acontecer, pois a prisão é realmente muito difícil para um homem velho e doente e cada dia da sua permanência na prisão torna-o mais fraco. Espero que as autoridades judiciais ouçam as nossas vozes e o libertem", disse Sobhani ao ICHRI.
Sobhani foi julgado em 1 de Outubro de 2011, no Ramo 28 do Tribunal Revolucionário de Teerão, pelo Juiz Moghisseh, sob a acusação de "prestar assistência financeira ao BIHE", e foi condenado a quatro anos de prisão. A sua pena foi confirmada na fase de recurso. O primeiro advogado de Riaz Sobhani, Abdolfattah Soltani, também está actualmente na mesma prisão.
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FONTE: 67-year-old Baha’i Prisoner’s Psychological and Physical Health Suffers (ICHRI)
"O Gabinete de Exames Médicos tinha-lhe prescrito dois meses de licença médica para os cuidados e testes médicos, mas os funcionários só concordaram com um seis semanas de licença para o meu pai, que foi concedida uma semana de cada vez, e a minha família teve que solicitar o prolongamento da licença todas as semanas. Felizmente, o meu pai pôde ficar em casa durante um mês e meio e completou os seus testes durante esse tempo. Ele entrou de licença em Março passado e voltou para a prisão no início de Abril. Mas minha família notou durante as visitas dele que as suas condições psicológicas são más e que ele estava mais fraco fisicamente. Aos 67 anos de idade, é muito difícil para ele voltar para a prisão e para suportar aquelas duras condições", disse Naim Sobhani ao ICHRI sobre a situação do seu pai.
"Depois de uma das suas artérias se ter bloqueado no ano passado, o meu pai foi para o hospital em Julho passado e foi operado; após dois dias, foi novamente levado para a prisão e não pôde receber cuidados médicos. A sua condição deteriorou-se diariamente até que Gabinete de Exames Médicos lhe prescreveu dois meses de licença médica", acrescentou Naim Sobhani.
Descrevendo as condições de higiene da prisão Rajaee Shahr em Karaj, o filho de Riaz Sobhani afirmou à ICHRI: "Cada céla foi construída para dois prisioneiros, actualmente tem 4 ou 5 prisioneiros. Em cada uma dessas célas, aparentemente, só há uma cama de metal, e esta cama é dividida entre os prisioneiros, ou a pessoa mais idosa ou doente dorme nela. Cada prisioneiro tem apenas um cobertor, e isso torna as condições muito difíceis para os presos no inverno. Os WC’s e os chuveiros da prisão são imundos e anti-higiénicos. A comida da prisão não tem qualquer qualidade, e não há fiscalização, porque eles não consideram prisioneiros como seres humanos. Naturalmente, isso é muito difícil para um prisioneiro de 67 anos".
Riaz Sobhani era membro da Assembleia Bahá'í em Teerão antes da sua dissolução em 2008, quando sete dirigentes da comunidade Bahá’í foram presos e, posteriormente, condenados a 10 anos de prisão, cada um. "Em Junho, completam-se dois anos desde que meu pai foi preso. Esperamos que ele seja liberado, pois ele já terá cumprido metade da sua pena. Nós só esperamos que os seus advogados e as autoridades possam fazer isso acontecer, pois a prisão é realmente muito difícil para um homem velho e doente e cada dia da sua permanência na prisão torna-o mais fraco. Espero que as autoridades judiciais ouçam as nossas vozes e o libertem", disse Sobhani ao ICHRI.
Sobhani foi julgado em 1 de Outubro de 2011, no Ramo 28 do Tribunal Revolucionário de Teerão, pelo Juiz Moghisseh, sob a acusação de "prestar assistência financeira ao BIHE", e foi condenado a quatro anos de prisão. A sua pena foi confirmada na fase de recurso. O primeiro advogado de Riaz Sobhani, Abdolfattah Soltani, também está actualmente na mesma prisão.
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FONTE: 67-year-old Baha’i Prisoner’s Psychological and Physical Health Suffers (ICHRI)
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Quinta-feira, 25 de Abril de 2013
Entrevista com o Dr. Hartmut Grossmann
Programa "A Fé dos Homens", transmitido no dia 25 de Fevereiro de 2013.
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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013
Mazgani: «Tenho esperança para o Irão e para o mundo»
Nascido no Irão, mas há mais de 30 anos em Portugal, Shahryar Mazgani cresceu em Setúbal depois de a sua família ter deixado o país natal. Seguidores da religião bahá'i, os pais do músico foram obrigados a procurar uma vida melhor fora de um Irão intolerante para com outras crenças após a Revolução Islâmica de 1979.
«Os meus pais decidiram vir para Portugal precisamente por serem bahá'i, uma minoria perseguida de forma muito violenta nessa altura, e que continua a ter a vida muito dificultada nos dias que correm com os jovens bahá'i sem acesso às universidades, por exemplo», explicou Mazgani em entrevista ao tvi24.pt.
O músico, que chegou ao nosso país com apenas 5 anos, é também ele praticante da fé bahá'i. Uma religião fundada na Pérsia do século XIX, e que dá importância à unidade espiritual da humanidade. Mazgani lamenta as «histórias muito dramáticas e difíceis» que continuam a assombrar a população bahá'i num Irão atualmente liderado pelo aiatola Ali Khamenei e pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad.
«Esta realidade que reina neste momento no Irão é uma que me entristece. Imagino que, se as coisas se alterassem de alguma forma, se tornasse para mim uma viagem prioritária, para conhecer melhor [o país]», admitiu Mazgani, que manteve o contacto com a cultura persa através da língua farsi, da música e da literatura, mas que nunca mais chegou a pisar solo iraniano.
Mazgani: «sonho antigo» tornado realidade ao terceiro disco
No entanto, o músico acredita num futuro melhor que leve à mudança de mentalidades no Irão e no resto do mundo. Para Mazgani, as crises combatem-se com muito otimismo.
«Tenho esperança. É uma coisa morosa, com certeza, mas tenho esperança. E tenho esperança para o Irão, e tenho esperança para o mundo e para a humanidade. A palavra é obsoleta, mas sou otimista.»
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FONTE: Mazgani: «Tenho esperança para o Irão e para o mundo» (com vídeo)
«Os meus pais decidiram vir para Portugal precisamente por serem bahá'i, uma minoria perseguida de forma muito violenta nessa altura, e que continua a ter a vida muito dificultada nos dias que correm com os jovens bahá'i sem acesso às universidades, por exemplo», explicou Mazgani em entrevista ao tvi24.pt.
O músico, que chegou ao nosso país com apenas 5 anos, é também ele praticante da fé bahá'i. Uma religião fundada na Pérsia do século XIX, e que dá importância à unidade espiritual da humanidade. Mazgani lamenta as «histórias muito dramáticas e difíceis» que continuam a assombrar a população bahá'i num Irão atualmente liderado pelo aiatola Ali Khamenei e pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad.
«Esta realidade que reina neste momento no Irão é uma que me entristece. Imagino que, se as coisas se alterassem de alguma forma, se tornasse para mim uma viagem prioritária, para conhecer melhor [o país]», admitiu Mazgani, que manteve o contacto com a cultura persa através da língua farsi, da música e da literatura, mas que nunca mais chegou a pisar solo iraniano.
Mazgani: «sonho antigo» tornado realidade ao terceiro disco
No entanto, o músico acredita num futuro melhor que leve à mudança de mentalidades no Irão e no resto do mundo. Para Mazgani, as crises combatem-se com muito otimismo.
«Tenho esperança. É uma coisa morosa, com certeza, mas tenho esperança. E tenho esperança para o Irão, e tenho esperança para o mundo e para a humanidade. A palavra é obsoleta, mas sou otimista.»
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FONTE: Mazgani: «Tenho esperança para o Irão e para o mundo» (com vídeo)
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Sexta-feira, 19 de Abril de 2013
Celebrando o 150º aniversário da Declaração de Bahá'u'lláh
Artigo de Shastri Purushotma, publicado no Huffington Post.
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No dia 21 de Abril deste ano, a Comunidade Bahá’í vai celebrar o 150º aniversário do dia em que Bahá'u'lláh, fundador da Fé Bahá'í, anunciou em público pela primeira vez a Sua missão num jardim de Bagdade, dando origem assim à Comunidade Bahá’í que hoje compreende praticamente todos os grupos étnicos humanidade em mais de 200 países e territórios.
Num certo sentido, as festividades globais que envolvem pessoas de milhares de grupos étnicos são uma característica da mensagem central da Fé Bahá'í: chegou um momento de felicidade para toda a raça humana que gradualmente evolui de um estado de adolescência colectiva para uma fase de maturidade e plenitude. "Nós desejamos o bem do mundo e a felicidade das nações", disse Bahá'u'lláh para Edward Granville Browne, o académico da Universidade de Cambridge, que o entrevistou em 1890, "que os laços de afecto e união entre os filhos dos homens se fortaleçam... que mal há nisso?... essas lutas infrutíferas, essas guerras ruinosas hão de passar, e a «Mais Grandiosa Paz» virá". Estas palavras apresentam um esboço do objectivo dos ensinamentos de Bahá'u'lláh e do trabalho da comunidade Bahá’í nos dias de hoje.
Mirzá Husayn Ali era um seguidor proeminente da religião Bábí que teve inicio em Shiraz, Pérsia, 19 anos antes; era conhecido pelos membros desta comunidade por "Bahá'u'lláh" (uma expressão árabe que significa "Glória de Deus"). Um dos ensinamentos centrais da religião Bábí era a expectativa do iminente aparecimento de outro Mensageiro Divino que iria cumprir muitas das promessas implícitas na religião - não diferentes das expectativas no Hinduísmo, Judaísmo, Budismo, Zoroastrismo, Cristianismo e Islamismo a respeito de um tempo futuro de cumprimento e realização.
Em 21 de Abril de 1863, quando estava prestes a ser exilado de Bagdade para Constantinopla, Bahá'u'lláh permaneceu durante 12 dias num jardim em Bagdade, conhecido como "Jardim de Ridván (Paraíso)" e foi aqui que Ele deu a conhecer aos membros da comunidade Bábí ali reunida que Ele era o prometido eles aguardavam.
Este foi um momento de grande alegria para o Bábís, que tinham sofrido nos anos anteriores a execução do fundador da sua religião (conhecido como "O Báb") e o massacre de mais de 20 mil membros da sua comunidade. Uma das pessoas presentes no jardim Ridván deixou um relato da cena que descreve o sentimento da ocasião:
Bahá'u'lláh descreveu esta ocasião como "O Mais Grandioso Festival", o "Rei dos Festivais", e o "Festival de Deus". Os Bahá’ís comemoram o primeiro (21 de Abril), o nono (29 de Abril) e o último dia (02 de Maio) dos 12 dias do Festival Ridván como dias sagrados e sempre que possível não trabalham nessas ocasiões. O significado de cada um é o seguinte: o primeiro dia de Ridván é quando Bahá'u'lláh entrou no jardim e anunciou a Sua missão; o nono é quando Sua família se juntou a Ele; e foi no décimo-segundo que Ele abandonou o jardim e continuou a viagem de exílio para Constantinopla.
Nos anos seguintes a este anúncio para um pequeno grupo de Bábís no jardim Ridván, e apesar das limitações impostas por ser um prisioneiro e exilado, Bahá'u'lláh escreveu aos governantes do mundo daquela época e delineou um plano para a paz unificação da raça humana. Foram escritas cartas para Napoleão III de França, o Kaiser Guilherme I da Alemanha, a Rainha Vitória da Inglaterra, o Sultão Abdul-Aziz, o Papa Pio IX e outros. Apesar de ter sido ignorado na época, algumas das ideias nestas cartas foram parcialmente implementadas algumas gerações mais tarde, pelo Presidentes dos EUA Woodrow Wilson e Franklin D. Roosevelt, logo após a Primeira e Segunda Guerras Mundiais.
É sempre benéfico para pessoas com, ou sem, formação religiosa saber mais sobre os Fundadores de sistemas religiosos do mundo, pois esse conhecimento permite entender melhor as suas próprias crenças, e também relacionar-se com os outros. Os leitores perceberão que aprender sobre Bahá'u'lláh é particularmente fascinante, porque Ele, além de reafirmar os ensinamentos morais essenciais de todas as grandes religiões mundiais, também escreveu sobre questões globais e sociais, actuais e futuras, como a diplomacia, a segurança colectiva, o papel dos meios de comunicação, a língua internacional, os problemas económicos, a vida em outros lugares do universo, a medicina, os sonhos, o meio-ambiente, a energia, a governação global, a agricultura, educação e muitos outros.
Se você nunca leu escrituras de Bahá'u'lláh, talvez possa descobrir que uma maneira muito agradável para passar os belos dias da primavera entre 21 de Abril a 02 de Maio deste ano é saborear um chá da manhã (ou um café ou qualquer bebida matinal à sua escolha), junto a um monte de rosas e com algumas obras de Bahá'u'lláh, para perceber porque é que aquele grupo estava tão entusiasmado em Bagdade, há 150 anos atrás.
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Texto original em Inglês: Celebrating the 150th Anniversary of Baha'u'llah's Declaration
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No dia 21 de Abril deste ano, a Comunidade Bahá’í vai celebrar o 150º aniversário do dia em que Bahá'u'lláh, fundador da Fé Bahá'í, anunciou em público pela primeira vez a Sua missão num jardim de Bagdade, dando origem assim à Comunidade Bahá’í que hoje compreende praticamente todos os grupos étnicos humanidade em mais de 200 países e territórios.
Num certo sentido, as festividades globais que envolvem pessoas de milhares de grupos étnicos são uma característica da mensagem central da Fé Bahá'í: chegou um momento de felicidade para toda a raça humana que gradualmente evolui de um estado de adolescência colectiva para uma fase de maturidade e plenitude. "Nós desejamos o bem do mundo e a felicidade das nações", disse Bahá'u'lláh para Edward Granville Browne, o académico da Universidade de Cambridge, que o entrevistou em 1890, "que os laços de afecto e união entre os filhos dos homens se fortaleçam... que mal há nisso?... essas lutas infrutíferas, essas guerras ruinosas hão de passar, e a «Mais Grandiosa Paz» virá". Estas palavras apresentam um esboço do objectivo dos ensinamentos de Bahá'u'lláh e do trabalho da comunidade Bahá’í nos dias de hoje.
Mirzá Husayn Ali era um seguidor proeminente da religião Bábí que teve inicio em Shiraz, Pérsia, 19 anos antes; era conhecido pelos membros desta comunidade por "Bahá'u'lláh" (uma expressão árabe que significa "Glória de Deus"). Um dos ensinamentos centrais da religião Bábí era a expectativa do iminente aparecimento de outro Mensageiro Divino que iria cumprir muitas das promessas implícitas na religião - não diferentes das expectativas no Hinduísmo, Judaísmo, Budismo, Zoroastrismo, Cristianismo e Islamismo a respeito de um tempo futuro de cumprimento e realização.
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| Santuário de Bahá'u'lláh, no norte de Acre, na Terra Santa (clique na imagem para ampliar) |
Em 21 de Abril de 1863, quando estava prestes a ser exilado de Bagdade para Constantinopla, Bahá'u'lláh permaneceu durante 12 dias num jardim em Bagdade, conhecido como "Jardim de Ridván (Paraíso)" e foi aqui que Ele deu a conhecer aos membros da comunidade Bábí ali reunida que Ele era o prometido eles aguardavam.
Este foi um momento de grande alegria para o Bábís, que tinham sofrido nos anos anteriores a execução do fundador da sua religião (conhecido como "O Báb") e o massacre de mais de 20 mil membros da sua comunidade. Uma das pessoas presentes no jardim Ridván deixou um relato da cena que descreve o sentimento da ocasião:
"Todos os dias, antes da hora da madrugada, os jardineiros iria colher as rosas que eram alinhadas ao longo das quatro alamedas do jardim, e empilhadas no centro do chão da Sua tenda (de Bahá'u'lláh). Tão grande era o amontoado que quando os Seus companheiros se reuniram para beber o chá da manhã na Sua presença, não eram capazes de se ver uns aos outros através deste."
Bahá'u'lláh descreveu esta ocasião como "O Mais Grandioso Festival", o "Rei dos Festivais", e o "Festival de Deus". Os Bahá’ís comemoram o primeiro (21 de Abril), o nono (29 de Abril) e o último dia (02 de Maio) dos 12 dias do Festival Ridván como dias sagrados e sempre que possível não trabalham nessas ocasiões. O significado de cada um é o seguinte: o primeiro dia de Ridván é quando Bahá'u'lláh entrou no jardim e anunciou a Sua missão; o nono é quando Sua família se juntou a Ele; e foi no décimo-segundo que Ele abandonou o jardim e continuou a viagem de exílio para Constantinopla.
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| Um "Taj" (chapéu) usado por Bahá'u'lláh (clique na imagem para ampliar) |
Nos anos seguintes a este anúncio para um pequeno grupo de Bábís no jardim Ridván, e apesar das limitações impostas por ser um prisioneiro e exilado, Bahá'u'lláh escreveu aos governantes do mundo daquela época e delineou um plano para a paz unificação da raça humana. Foram escritas cartas para Napoleão III de França, o Kaiser Guilherme I da Alemanha, a Rainha Vitória da Inglaterra, o Sultão Abdul-Aziz, o Papa Pio IX e outros. Apesar de ter sido ignorado na época, algumas das ideias nestas cartas foram parcialmente implementadas algumas gerações mais tarde, pelo Presidentes dos EUA Woodrow Wilson e Franklin D. Roosevelt, logo após a Primeira e Segunda Guerras Mundiais.
É sempre benéfico para pessoas com, ou sem, formação religiosa saber mais sobre os Fundadores de sistemas religiosos do mundo, pois esse conhecimento permite entender melhor as suas próprias crenças, e também relacionar-se com os outros. Os leitores perceberão que aprender sobre Bahá'u'lláh é particularmente fascinante, porque Ele, além de reafirmar os ensinamentos morais essenciais de todas as grandes religiões mundiais, também escreveu sobre questões globais e sociais, actuais e futuras, como a diplomacia, a segurança colectiva, o papel dos meios de comunicação, a língua internacional, os problemas económicos, a vida em outros lugares do universo, a medicina, os sonhos, o meio-ambiente, a energia, a governação global, a agricultura, educação e muitos outros.
Se você nunca leu escrituras de Bahá'u'lláh, talvez possa descobrir que uma maneira muito agradável para passar os belos dias da primavera entre 21 de Abril a 02 de Maio deste ano é saborear um chá da manhã (ou um café ou qualquer bebida matinal à sua escolha), junto a um monte de rosas e com algumas obras de Bahá'u'lláh, para perceber porque é que aquele grupo estava tão entusiasmado em Bagdade, há 150 anos atrás.
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Texto original em Inglês: Celebrating the 150th Anniversary of Baha'u'llah's Declaration
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Sábado, 13 de Abril de 2013
Ser Bahá'í no Paquistão
Shobha Das, directora de programas da Minority Rights Group, visitou recentemente Islamabade. Neste texto ela relata um encontro com um membro da comunidade Baha'i que lhe descreveu a sua conversão do islamismo, e as consequências da sua mudança de fé.
L. nasceu muçulmano no Baluchistão, filho de uma mãe Baluche e de pai Pashtune. O Baluchistão ocupa a maior massa de território das províncias do Paquistão, mas é o lar de menor população das províncias do país. Embora tenha vastos recursos naturais (petróleo e gás, carvão, entre outros), é extremamente pobre.
Os nacionalistas baluches têm estado envolvidos num conflito com o governo do Paquistão durante décadas devido a abusos de direitos humanos e de partilha de rendimentos; alguns nacionalistas querem nada menos do que a secessão total. Segundo a Amnistia Internacional, Baluchistão sofre de uma "crise de direitos humanos". Todos os dias, grupos de militantes armados põem em perigo a vida de civis, e as forças do governo são, alegadamente, responsáveis por um número crescente e alarmante de assassinatos e sequestros.
L. abandonou o Baluchistão e mudou-se para a capital paquistanesa, Islamabade, devido ao conflito, "Foi por causa dos meus filhos; eu não sabia como mantê-los em segurança lá", afirma. Depois de crescentes desilusões com a forma como o Islão era praticado, L. teve uma série de experiências espirituais muito intensas. Como resultado destas, um dia L. encontrou-se no Centro de Bahá’í de Islamabad. A religião não é proselitista, mas após algumas conversas com outras pessoas no Centro, ele rapidamente se convenceu sobre o valor da religião para lidar com as dúvidas espirituais que o atormentavam. Pouco tempo depois, deu por si trocando o Islão pela Fé Bahá’í.
O que é atraente, afirma ele, é a mensagem da unidade humana. Para ele, isto é a religião que transcende todas as outras, com a sua mensagem de que "Deus é um, o homem é um, e todas as religiões são uma só."
No tecto do Centro está uma imagem gigantesca em vidro com da estrela Bahá'í e com os símbolos de religiões mais importantes do mundo. L. já aprendeu a ler e escrever persa para melhor aceder aos textos sagrados Baha'is, e vive com a sua família nas instalações do Centro Baha'i, onde cuida orgulhosamente e com sucesso para um jardim florescente ao redor do centro de recursos e da biblioteca.
Há cerca de 200 Bahá’ís em Islamabade, e talvez dois ou três mil em todo o Paquistão. Pergunto-lhe se os 200 de Islamabad usam este centro como local de culto. L. diz-me que os Bahá’ís não costumam rezar em congregação; o seu culto é um acto pessoal de comunhão com o seu Deus.
Em Islamabade, a vida para os Bahá’ís não é difícil, diz-me L. Não há discriminação activa e ele não está preocupado que as pessoas digam que ele é Bahá’í. Aqui, ele usa roupas ocidentais: um camisola grossa para suportar o inverno frio de Islamabad, sapatos fortes e calças para o exterior que poderíamos usar numa caminhada de verão alpino.
No entanto, quando vai a casa no Baluchistão, ele veste as suas roupas Pathan de salwars e túnicas largas; se usar qualquer outra coisa, afirma, seria pedir mil perguntas e reprimendas, ou pior. Além disso, a sua família no Baluchistão não sabe que ele já não é muçulmano. Também nunca lhes iria dizer, diz ele, porque instantaneamente eles deserdá-lo-iam. Os seus filhos e esposa também são Bahá’ís mas isso nunca é mencionado quando estão no Baluchistão. Quando lá estão, acrescenta, "todos nós fazemos o namaaz e enquadramo-nos na cultura muçulmana. Não há outra maneira. "
Documentos de identidade no Paquistão exigem a declaração da religião do titular. Os documentos de identidade de L. não foram alterados desde a sua conversão; ele ainda é apresentado como um muçulmano. Se ele mudar isso, as viagens de visita ao Baluchistão estarão cheias de riscos de risco - as minorias religiosas no Paquistão estão todas muito conscientes de recentes incidentes com autocarros a ser parado em áreas remotas, sendo pedido aos passageiros os cartões de identificação; os membros das minorias são assim identificados e mortos a tiro. Mas ele gostaria de ter a sua nova religião nos seus papéis. "Tudo a seu tempo", diz ele.
No entanto, diz com orgulho, quando registar os documentos de identidade das crianças, ele vai declará-los como Bahá’ís. Pergunto-lhe se eles vão ser capazes de falar mais livremente das suas crenças religiosas quando forem crescidos. "Inshallah", responde. "Inshallah".
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FONTE: A Pakistani Baha’i’s story
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| Centro Bahá'í, Islamabade |
Os nacionalistas baluches têm estado envolvidos num conflito com o governo do Paquistão durante décadas devido a abusos de direitos humanos e de partilha de rendimentos; alguns nacionalistas querem nada menos do que a secessão total. Segundo a Amnistia Internacional, Baluchistão sofre de uma "crise de direitos humanos". Todos os dias, grupos de militantes armados põem em perigo a vida de civis, e as forças do governo são, alegadamente, responsáveis por um número crescente e alarmante de assassinatos e sequestros.
L. abandonou o Baluchistão e mudou-se para a capital paquistanesa, Islamabade, devido ao conflito, "Foi por causa dos meus filhos; eu não sabia como mantê-los em segurança lá", afirma. Depois de crescentes desilusões com a forma como o Islão era praticado, L. teve uma série de experiências espirituais muito intensas. Como resultado destas, um dia L. encontrou-se no Centro de Bahá’í de Islamabad. A religião não é proselitista, mas após algumas conversas com outras pessoas no Centro, ele rapidamente se convenceu sobre o valor da religião para lidar com as dúvidas espirituais que o atormentavam. Pouco tempo depois, deu por si trocando o Islão pela Fé Bahá’í.
O que é atraente, afirma ele, é a mensagem da unidade humana. Para ele, isto é a religião que transcende todas as outras, com a sua mensagem de que "Deus é um, o homem é um, e todas as religiões são uma só."
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| Estrela Bahá'í com símbolos de outras religiões |
Há cerca de 200 Bahá’ís em Islamabade, e talvez dois ou três mil em todo o Paquistão. Pergunto-lhe se os 200 de Islamabad usam este centro como local de culto. L. diz-me que os Bahá’ís não costumam rezar em congregação; o seu culto é um acto pessoal de comunhão com o seu Deus.
Em Islamabade, a vida para os Bahá’ís não é difícil, diz-me L. Não há discriminação activa e ele não está preocupado que as pessoas digam que ele é Bahá’í. Aqui, ele usa roupas ocidentais: um camisola grossa para suportar o inverno frio de Islamabad, sapatos fortes e calças para o exterior que poderíamos usar numa caminhada de verão alpino.
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| Cartaz no Centro Bahá'í |
Documentos de identidade no Paquistão exigem a declaração da religião do titular. Os documentos de identidade de L. não foram alterados desde a sua conversão; ele ainda é apresentado como um muçulmano. Se ele mudar isso, as viagens de visita ao Baluchistão estarão cheias de riscos de risco - as minorias religiosas no Paquistão estão todas muito conscientes de recentes incidentes com autocarros a ser parado em áreas remotas, sendo pedido aos passageiros os cartões de identificação; os membros das minorias são assim identificados e mortos a tiro. Mas ele gostaria de ter a sua nova religião nos seus papéis. "Tudo a seu tempo", diz ele.
No entanto, diz com orgulho, quando registar os documentos de identidade das crianças, ele vai declará-los como Bahá’ís. Pergunto-lhe se eles vão ser capazes de falar mais livremente das suas crenças religiosas quando forem crescidos. "Inshallah", responde. "Inshallah".
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FONTE: A Pakistani Baha’i’s story
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