Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Uma moeda única mundial

A criação de uma moeda supra nacional foi uma proposta Russa na última cimeira dos G-20 (em Londres); Esta ideia mereceu já o apoio de dirigentes brasileiros e chineses. Mais recentemente, na cimeira dos G-8 realizada em Itália, o Presidente Russo, Dmitry Medvedev, resolveu ilustrar a sua proposta apresentando aos jornalistas um exemplar dessa nova moeda.

Diversos exemplares da moeda, que tinha gravada a frase “Unidade na Diversidade”, foram oferecidos aos dirigentes mundiais presentes na Cimeira.

O Presidente Medvedev afirmou que a questão da criação desta moeda diz respeito a todos e que as nações do mundo se estão a preparar. Acrescentou: “Penso que é um bom sinal e que compreendemos agora o quão grande é a nossa interdependência”.

Medvedev tem apelado com insistência à criação de reservas regionais de moeda e questionado a viabilidade do dólar americano enquanto moeda de reserva internacional.


Que importa isto para os bahá'ís?

Na verdade, não é apenas o lema "Unidade na Diversidade" inscrito nesta espécime que desperta a nossa atenção.

Em 1936, Shoghi Effendi, Guardião da Fé Bahá’í, anteviu a criação de uma moeda única no livro A Ordem Mundial de Bahá'u'lláh:
"Uma escrita mundial, uma literatura mundial, um sistema unificado de moeda, pesos e medidas simplificará e facilitará o inter-relacionamento e entendimento entre as nações raças do mundo."
E em 1995, por ocasião do 50º aniversário das Nações Unidas, a Comunidade Internacional Bahá’í, publicou uma declaração onde defendia a criação de uma moeda única. Nesse documento, intitulado "Ponto de Viragem para todas as Nações", lia-se:
A necessidade de promover a adopção de uma moeda mundial como um elemento vital para a integração da economia global é auto-evidente. Entre outras benefícios, os economistas acreditam que uma moeda única irá travar especulação improdutiva e oscilações imprevisíveis do mercado, promover um nivelamento dos rendimentos e dos preços a nível mundial, e, consequentemente, resultar em poupanças significativas.

A possibilidade de poupanças não levará a acção a menos que exista um corpo de provas esmagador que aborde as preocupações e as dúvidas dos cépticos, acompanhado por um plano de execução credível. Propomos a nomeação de uma Comissão constituída pelos mais prestigiados líderes governamentais, académicos e profissionais para iniciar imediatamente a avaliação dos benefícios económicos e os custos políticos de uma moeda única e a consideração de uma abordagem eficiente de execução.
Desta forma, como Bahá'í, é com agrado que registo esta iniciativa do Presidente Medvedev. Claro que as consequências desta medida não serão nada agradáveis para os Estados Unidos. Mas o bem-estar da humanidade não se pode sacrificar em função dos interesses económicos de um único país.

Sábado, 11 de Julho de 2009

O corolário da repressão religiosa no Irão

A agitação política que se viveu no rescaldo das eleições iranianas, com toda a violência e repressão que se abateu sobre os contestaram os resultados eleitorais, despertou o interesse dos media e chocou a opinião pública internacional. Independentemente de se tratar de um conflito de poder no interior do regime, ou uma tentativa de mudança de regime, há uma questão que deve merecer a nossa atenção: se isto é apenas um conflito entre facções de muçulmanos xiitas, imagine-se como são tratadas as minorias religiosas, ou qualquer grupo social, que o governo da Republica Islâmica do Irão considere suspeito ou perigoso para os seus interesses.

Para a maior minoria religiosa do Irão, os Bahá'ís, a repressão não é novidade; pode-se dizer que tem estado sempre presente desde que a religião Bahá’í surgiu naquele país em 1844. Nos últimos 30 anos, as perseguições assumiram um carácter metódico: vários dirigentes desapareceram ou foram fuzilados; centenas de crentes Bahá'ís foram demitidos dos seus empregos na Administração Pública; milhares de idosos ficaram sem direito às suas pensões de reforma pelo simples facto de serem Bahá’ís; milhares de jovens viram ser-lhes vedado o acesso ao ensino superior, e não faltam casos de crianças humilhadas nas escolas por professores muçulmanos. A isto pode-se ainda acrescentar ataques a residências particulares ou estabelecimentos comerciais, e também detenções arbitrárias.

Em Maio do ano passado, sete dirigentes da Comunidade Bahá’í foram detidos, tendo sido levados para a prisão de Evin. Durante vários meses, foi-lhe vedado o contacto com os seus advogados. No início deste ano, as autoridades formularam a acusação: "espionagem para Israel, insultos a santidades religiosas, e propaganda contra a República Islâmica". A estas acusações juntou-se outra mais nebulosa, mas não menos ameaçadora: "espalhar a corrupção na terra". Para um europeu, esta última acusação pode parecer particularmente estranha; mas no Irão teocrático tem um fundamento no Código Penal e deixa o acusado numa posição extremamente vulnerável, podendo mesmo levar à pena de morte.

Nas últimas semanas, os familiares destes sete detidos foram informados que o julgamento iria ter lugar no dia 11 de Julho. Esta informação foi transmitida oralmente e deve ser encarada com alguma reserva; a experiência dos Bahá’ís iranianos mostra que é elevada a probabilidade do julgamento se realizar inesperadamente noutra data.

Ao contrário da jornalista Roxana Saberi, ou dos funcionários da Embaixada britânica recentemente detidos, não existe um lobby internacional que funcione a favor dos Bahá’ís iranianos. Resta-lhes esperar que os protestos diplomáticos da União Europeia, Estados Unidos e outros países, assim como a atenção dos media, possam actuar como factor de dissuasão sobre as autoridades iranianas.

Para perceber o quão injustas e infundadas são as acusações feitas contra estes sete dirigentes Bahá’ís, podemos acrescentar o seguinte:
  • A acusação de espionagem é artificial e tem sido usada desde 1930 como um pretexto para perseguir os Bahá’ís. Basta olhar para a história recente do Irão, para vermos como os Bahá’ís têm sido acusados de serem agentes do imperialismo russo, do colonialismo britânico, do expansionismo americano e, mais recentemente, do sionismo. Que provas existem desta acusação? Quem poderá acreditar que os 300.000 Bahá’ís iranianos são 300.000 espiões? Não deixa de ser caricato que o Irão seja o único país do mundo onde os espiões deixam de ser espiões se negarem a sua religião, e passam a ser considerados "salvos".
  • A sede da Comunidade Internacional Bahá’í está situada em Haifa, em Israel. Isto é assim apenas porque, durante o século XIX, persas e otomanos exilaram Baha’u’llah (o fundador da religião Bahá’í) para Akka (perto de Haifa), cidade onde veio a falecer. Isso aconteceu algumas décadas antes da criação do Estado de Israel.
  • Acusar Bahá’ís de "insultar santidades religiosas" ou promover "propaganda contra o regime islâmico" é algo sem qualquer fundamento; os Bahá’ís respeitam todas as religiões, incluindo o Islão, e não se envolvem em actividades subversivas contra nenhum governo (por muito repressivo que ele seja).

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

La comunidad Bahá'i solicita una resolución de Canarias a favor de los derechos humanos en Irán

SANTA CRUZ DE TENERIFE, 10 Jul. (EUROPA PRESS) -

El presidente del Parlamento de Canarias, Antonio Castro, recibió este viernes a los representantes de la Comunidad Bahá'í de las islas, quienes le informaron de la "persecución que sufren los miembros de su Comunidad en Irán, desde el comienzo de la revolución islámica" y le solicitaron que la Cámara Legislativa emita una resolución a favor de los derechos humanos de los bahá'ís en ese país.

Asimismo, le transmitieron "su preocupación por la encarcelación de siete de sus miembros, que permanecen bajo arresto sin cargos, con grave peligro para su vida, y para los que sólo la presión internacional puede conseguir un juicio justo con la presencia de observadores externos e independientes".

La abogada y Premio Nobel de la Paz, Shirin Ebadi, se ofreció para la defensa legal de estos detenidos. Petición que ha sido denegada hasta el momento por el gobierno, según informó la Cámara regional.

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Fonte: Europa-Press

CNN: Comissão Americana exige libertação de Bahá'ís no Irão


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Respondendo a uma carta de Roxana Saberi, a jornalista irano-americana que passou quatro meses numa prisão iraniana no início deste ano, a Comissão Internacional de Liberdade Religiosa dos Estados Unidos exigiu que os sete prisioneiros sejam libertados, em vez de serem levados a tribunal sob acusações de espionagem e violações religiosas. Se forem condenados podem ser executados.

"Além das centenas de iranianos que foram detidos no contexto das polémicas eleições presidenciais, vários outros «presos de segurança» detidos muito antes da eleição de Junho permanecem atrás das grades", afirmou Saberi numa carta em que solicita a intervenção do governo americano no caso dos Baha’is.

"Estes iranianos e as autoridades que os detiveram precisam de saber que os direitos humanos do povo iraniano é um assunto de preocupação internacional", afirmou.

Saberi, que foi detida, julgada e condenada a oito anos de prisão por espionagem, esteve durante algum tempo na prisão de Evin com duas das mulheres baha’is detidas. Saberi foi libertada em Maio.

Leonard Leo, presidente da Comissão, afirmou que a repressão dos protestos após as eleições iranianas de 12 de Junho, "mostraram ao mundo as frias realidades de como o governo iraniano lida regularmente com dissidentes, ou perspectivas que são consideradas uma ameaça ao regime teocrático".

"As acusações contra estes Baha’is detidos não têm qualquer fundamento e são um pretexto para perseguição e hostilização de uma minoria religiosa desfavorecida", afirmou Leo. "Devem ser libertados imediatamente"

Os sete baha’is estiveram detidos durante mais de um ano sem que fosse formulada uma acusação ou permitido acesos aos seus advogados, afirmou Diane Ala'i, representante da Comunidade Internacional Baha’i nas Nações Unidas.

Acrescentou que os sete têm a representação legal de Shirin Ebadi, Premio Nobel da Paz, e do advogado de direitos humanos, Abdolfattah Soltani. Mas segundo o grupo de direitos humanos Amnistia Internacional, Soltani foi detido no dia 16 de Junho e o seu paradeiro é desconhecido.

Ala’i afirmou que os advogados não tiveram acesso aos seus clientes, mas puderam ler os processos.

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Notícia completa: U.S. panel demands release of Baha'is facing trial in Iran (CNN)

Grupos parlamentares alemães exigem libertação de sete dirigentes Baha’is no Irão

Lembrando que amanhã (11 de Julho) deverá ter lugar o julgamento de sete dirigentes Baha’is no Irão, os responsáveis pelos assuntos de direitos humanos no parlamento alemão de vários grupos parlamentares do Bundestag, Erika Steinbach (CDU/CSU), Christoph Strässer (SPD), Volker Beck MP (B90/DIE GRÜNEN) e o presidente Burkhardt Müller-Sönksen MdB (FDP) divulgaram uma declaração onde se afirma:

"Em nome dos nossos grupos parlamentares exigimos a libertação imediata e incondicional dos dirigentes da comunidade religiosa Baha’i. Os sete membros deste grupo [conhecidos como Yaran, «os Amigos»] - duas mulheres e cinco homens foram presos há mais de um ano. Foram acusados de espionagem para Israel, ofensa a santidades religiosas, propaganda contra a Republica Islâmica e, recentemente, de «espalhar corrupção na terra». Estão ameaçados pela pena de morte. A proclamação da sua sentença é esperada para o dia 11 de Julho.

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Os nossos grupos parlamentares saúdam o facto do Governo Federal estar a envidar esforços para garantir uma observação coordenada do processo deste julgamento a partir da União Europeia. Deve ser feito tudo o que for possível para libertar este prisioneiros, ou, pelo menos, garantir um processo público, constitucional, de acordo com os padrões internacionais. A nossa preocupação actual centra-se nestes sete dirigentes acusados. No entanto, estamos igualmente preocupados com outros 30 Baha'is que se encontram detidos no Irão exclusivamente devido às suas convicções religiosas."

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Notícia completa: Parliamentary Group in Germany demands release of imprisoned Baha’i leaders (IPW)

Amnistia Internacional: Sete Bahá'ís enfrentam a pena de morte no Irão

A Amnistia Internacional apela à libertação da minoria religiosa Baha’i do Irão que serão levados a tribunal amanhã, enfrentando diversas acusações, incluindo "serem corruptos na terra" (mofsed fil arz) e "espionagem para Israel".

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Kate Allen, directora da Amnistia Internacional do Reino Unido afirmou:
"Quase a coberto da repressão que se verifica desde os protestos eleitorais, as autoridades iranianas têm furtivamente pressionado a realização deste julgamento vingativo destes sete membros da minoria religiosa Baha'i.

Em vez de os perseguir, as autoridades iranianas devem retirar as acusações e libertá-los imediatamente"
Os sete são membros de um grupo responsável pelos assuntos administrativos da comunidade religiosa Baha’i no Irão. Estão detidos na secção 209 da prisão de Evin, que está sobre tutela do Ministério da Segurança.

Os sete são membros de um grupo responsável pela Baha'i da comunidade religiosa no Irão e assuntos administrativos. Eles estão detidos na Seção 209 da Prisão Evin, que é gerido pelo Ministério da Inteligência.

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Notícia completa: Iran: Seven members of Baha'i religious minority face possible death sentences

Reis e Governantes, em 1867

Há alguns atrás, neste blog escrevi sobre a Epístola de Bahá'u'lláh aos Reis (Súriy-i-Mulúk). Trata-se de uma Epístola revelada em 1867, durante o terceiro exílio de Bahá'u'lláh. Nesse texto o fundador da religião Bahá’í dirige-se colectivamente a todos os reis da Terra, aconselhando-os a ser justos e a reduzirem os armamentos, de forma a permitir a prosperidade dos seus súbditos. Também afirma que os conflitos devem ser resolvidos de forma diplomática, e que as nações apenas devem ter exércitos com dimensão suficiente para proteger os seus domínios.

Nesse mesmo ano de 1867, realizou-se em Paris a Grande Exposição Universal. O evento era uma afirmação da frança como grande potência europeia e contava com expositores de vários países do mundo. Uma das recordações desse evento é uma ilustração onde estavam representados o Imperador Francês e outros monarcas que visitaram a Exposição. Curiosamente, quase todos eles foram destinatários de uma Epístola de Bahá'u'lláh.

Aqui fica a referida ilustração (clique na imagem para ampliar):



Excertos da Epístola aos Reis (Súriy-i-Mulúk):

Ó REIS DA TERRA! Aquele que é o Senhor soberano de todos já veio. O Reino é de Deus, o Protector Omnipotente, O que subsiste por Si Próprio. Não adoreis senão a Deus e, com corações radiantes, levantai a vossa face para o vosso Senhor, Senhor de todos os nomes. Esta é uma Revelação com a qual nenhuma de vossas possessões jamais será comparável – se apenas pudésseis saber isso.

(...)

Sois apenas vassalos, ó reis da terra! Aquele que é Rei dos Reis apareceu, adornado com a sua mais maravilhosa Glória, e convoca-vos a Ele Mesmo, o Amparo no Perigo, O que subsiste por Si Próprio. Acautelai-vos para que o orgulho não vos impeça de reconhecer a Fonte da Revelação, nem as coisas deste mundo vos excluam, como se o fosse por um véu, daquele que é Criador do Céu. Levantai-vos e servi Aquele que é o Desejo de todas as nações, que vos criou através de uma palavra Sua e ordenou que fôsseis, para todo o sempre, os símbolos da Sua soberania.

(...)

Passaram-se vinte anos, ó reis, durante os quais saboreamos a cada dia a agonia de uma nova tribulação. Nenhum dos que Nos antecedeu suportou o que Nós temos suportado. Oxalá pudésseis perceber isso! Os que se levantaram contra Nós, têm-nos levado à morte, têm derramado o Nosso sangue, têm saqueado os Nossos bens e violado a Nossa honra. Vós, porém, embora cientes da maior parte das Nossas aflições, não detivestes a mão do agressor. E não é claramente vosso dever reprimir a tirania do opressor e tratar com equidade os vossos súditos, a fim de demonstrar plenamente a toda a humanidade o vosso elevado sentido de justiça?

Deus entregou às vossas mãos as rédeas do governo do povo, para que possais governar com justiça sobre eles, salvaguardando os direitos dos espezinhados e punindo os malfeitores. Se negligenciares o dever que Deus vos prescreveu no Seu Livro, os vossos nomes serão incluídos nos que são injustos aos Seus olhos. Lastimável, de facto, será o vosso erro. Agarrai-vos ao que as vossas imaginações conceberam e repelis os mandamentos de Deus, o Excelso, o Inatingível, o Predominante, o Todo-Poderoso? Renunciai àquilo que vós possuís, e segurai-vos àquilo que Deus vos mandou observar. Procurai a Sua graça é o que deveis buscar, pois quem a procura trilha o Seu Caminho recto...

(...)

Ó REI DA TERRA! Nós vos vemos aumentar, todos os anos, as vossas despesas, cujo o peso colocais sobre os vossos súditos. Isso, em verdade, é inteira e grosseiramente injusto. Temei os suspiros e as lágrimas deste Injuriado e não ponhais encargos excessivos sobre os vossos povos. Não os roubeis a fim de erguerdes palácios para vós próprios; não, antes, escolhei para eles o que escolheis para vós próprios. Assim expomos perante os vossos olhos o que vos é proveitoso – se apenas o percebêsseis. Os vossos povos são os vossos tesouros. Acautelai-vos para que a vossa governação não viole os mandamentos de Deus, e não entregueis vossas tutelas nas mãos do ladrão. É pelos vossos povos que governais, por meio deles subsistis, pela sua ajuda que conquistais. No entanto, com que desdém olhais para eles! Que estranho, muito estranho!

Agora que recusastes a Paz Maior, segurai-vos a essa, a Paz Menor, a fim de que possais, de alguma forma, melhorar a vossa própria condição e a dos vossos dependentes.

Ó governantes da terra! Reconciliai-vos, para que não mais necessiteis de armamentos, salvo na medida necessária para proteger os vossos territórios e domínios. Acautelai-vos para não desprezar o conselho do Omnisciente, do Fiel.

Uni-vos, ó reis da terra, pois assim a tempestade da discórdia se aquietará entre vós, e o vosso povo encontrará a tranquilidade - se sois dos que compreendem. Se alguém dentre vós pegar em armas contra outro, levantai-vos contra ele, pois isso nada mais é que justiça manifesta.

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Sobre esta Epístola:
* Epístola aos Reis – Introdução
* Epístola aos Reis (1): A Proclamação
* Epístola aos Reis (2): O Sultão e os Ministros
* Epístola aos Reis (3): Os Embaixadores
* Epístola aos Reis (4): Sacerdotes, Sábios e Filósofos

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Uma visão pessoal sobre a religião Bahá'í

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

O Milagre da Melância

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Na fila da caixa do supermercado...

... aguardava a minha vez. Os meus filhos, que até aí se tinham portado razoavelmente bem, entretinham-se a olhar para os doces e pacotes de gomas nos pequenos expositores que ali se encontram. Atrás de mim, um africano de cabelo curto, com cerca de 30 anos, e sorriso simpático. O meu filho mais novo (com 3 anos!) pensou reconhecê-lo e disse alto e bom som: "Pai, olha o Obama!"

O homem riu. Mas eu devo ter mudado de cor algumas vezes.

Domingo, 5 de Julho de 2009

Matar o Tempo



MATAR O TEMPO um filme de Margarida Leitão em competição
no 17º Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema , sobre o qual podem saber mais aqui
(4 a 12 de Julho)

Exibições no Teatro Municipal
Quarta, 8 Julho - 23:00 Sala 1
Quinta, 9 Julho - 20:00 Sala 2
"Em Matar o Tempo, Margarida Leitão envereda, novamente de forma brilhante, pelo documentário, retratando um grupo de trabalhadores em greve contínua e a forma como se organizam e passam o tempo. Humano e substancial"
Manuel Halpern, in JL; Jornal de Letras, Artes e Ideias n.º1011, de 1 a 14 de Julho de 2009

Sábado, 4 de Julho de 2009

Several Questions to the Universal House of Justice

Explanation from the Research Department of the Universal House of Justice, concerning several aspects of the Baha'i teachings.
1 - Baha'i Status and Community Membership
2 - Spiritual Primacy of American believers
3 - Most Great Spirit
4 - Study Materials on the Covenant
5 - The Revelation of the Bab
6 - Participation in Civil Elections
7 - Definition of Pioneer

Several Questions UHJ 1990Dec30

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Ser Bahá'í em Moçambique: Arnaldo Saavedra

Arnaldo Saavedra, partilha algumas recordações da sua experiência como pioneiro Bahá'í em Moçambique (1975-1976)







Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Ser Bahá'í em Moçambique: Francisco Novais

Francisco Novais, membro da Comunidade Bahá'í, partilha algumas recordações sobre Moçambique, país onde viveu entre 1964 e 1975.



Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Ainda a Modernidade

No livro Cristo Filósofo, Frederic Lenoir escreve:
O grande paradoxo, a ironia suprema da história, é que o advento moderno da laicidade, dos direitos do homem, da liberdade de consciência, enfim, de tudo aquilo que se fez nos séculos XVI, XVII e XVIII contra a vontade dos eclesiásticos, se produziu por meio de um recurso implícito ou explícito à mensagem original dos Evangelhos. Dito por outras palavras, aquilo a que chamo aqui «a filosofia de Cristo», os seus ensinamentos éticos mais fundamentais, deixou de chegar aos homens através da porta da Igreja... para passar a usar a janela do Humanismo do Renascimento e das Luzes! Durante esses três séculos, ao mesmo tempo que a instituição eclesiástica crucificava o ensinamento de Cristo acerca da dignidade humana e da liberdade de consciência por meio de prática inquisitorial, este último ressuscita graças aos humanistas. (p.17)

COMENTÁRIO:

Como referi anteriormente, os valores da modernidade referidos por Frederic Lenoir, são também assumidos pela Fé Bahá’í. Não são o resultado de uma reflexão teológica-filosófica; não resultam de uma evolução histórica, ou de um conjunto de circunstâncias específicas que permitiram o seu surgimento. São valores que se encontram nas próprias Escrituras. Desta forma tornam-se um ponto de partida para uma nova etapa da nossa evolução colectiva. São, certamente valores que fazem parte da prometida civilização em constante progresso que a família humana se deve empenhar em construir.

Por este motivo, os valores da modernidade devem ser uma das bases do diálogo entre Bahá’ís e Cristãos.