"Povo de Bahá" é uma expressão frequentemente utilizada nas Escrituras Bahá'ís para designar os crentes em Bahá'u'lláh, i.e., os Bahá’ís.
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
O Deus Espírito Puro
Algumas das notas breves, sob o título "O Deus Espírito Puro", de José Luis Cortés, no seu livro Um Deus chamado Abba.
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- Se o Deus dos fanáticos tinha o perigo de voltar-se contra todos os outros, o dos privilegiados de encerrá-lo num hotel de cinco estrelas, o espiritual tem o perigo de levar a religião para um campo de sonhos e visões totalmente fictício e que pouco tem a ver com a nossa vida real. Deus não pode ser nunca um fuga para o transcendente, porque na nossa vida o transcendente está dentro de nós próprios (assim como os rins). Mandar Deus para fora do mundo, do Universo que conhecemos, para o Céu, é tão infantil como fechá-lo num amuleto ou pendurá-lo ao peito
- Quem se deleita com uma imagem de Deus como espírito puríssimo, provavelmente não resolveu muito bem a sua própria relação com o corpo e com a matéria.
- Tudo o que leve à negligência no esforço para harmonizar a complexidade da realidade, à simplificação do "só espírito", afasta-nos de Deus.
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
O Deus/não-Deus dos Ateus
Algumas das notas breves, sob o título "O Deus/não-Deus dos Ateus", de José Luis Cortés, no seu livro Um Deus chamado Abba.
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Ser ateu praticante é tão desconcertante como ser crente à risca. Há muito fundamentalismo ateu.
Muitos, ao declararem-se ateus estão a reivindicar a autonomia do homem. Como se o Deus verdadeiro ameaçasse essa autonomia!
Um ateu não pode contentar-se com criticar as imagens criticáveis de Deus dos crentes. Isso é demasiado fácil.
Estatisticamente, há mais ateus entre os "crentes" do que entre os os ateus declarados.
Qual é a imagem de Deus que rejeitas, ateu? Vamos, faz um esforço para defini-lo e veremos se esse é o meu Deus.
Se ser crente não te dá alegria... não serás ateu?
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terça-feira, 3 de outubro de 2006
O Deus dos Criptoteólogos
Algumas das notas breves, sob o título "O Deus dos Criptoteólogos", de José Luis Cortés, no seu livro Um Deus chamado Abba.
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- Existe no Antigo Testamento um Deus que convida urgentemente a repensar o que entendemos por Escritura revelada. Eu creio que Deus revela mais a reflexão sobre a Escritura, do que a Escritura em si, ligada a uma época e a uma linguagem determinadas.
- "O temor a Deus é o princípio da sabedoria". Que sabedoria de principiantes aquela que se fica pelo temor!
- Se o que te leva a não pecar é o temor a Deus, mais cedo ou mais tarde, arrepender-te-ás de não ter pecado.
- Deus não existe para nos castigar, porque Ele não existe em função de cada um de nós. O nosso juízo final tem lugar a cada dia, a cada minuto, a cada acção nossa, a cada omissão.
- A palavra "Deus" é uma palavra velha e desgastada, cheia de preconceitos; mas também continuamos a chamar "amor" a algo que, no fundo, é inominável.
- Dedicar-se profissionalmente à teologia, é como dedicar-se profissionalmente a respirar.
quinta-feira, 28 de setembro de 2006
O Reino dos Céus... e a informática!

Desenho de José Luis Cortés, autor do livro Um Deus chamado Abba
Levando mais longe esta analogia, poderiamos falar das pessoas que têm horror a computadores, dos que têm tendência cometer todos os tipos de erro com diversos programas de computador, dos que insistem em manter-se agarrados a antigas versões de software (conheço uma pessoa que ainda usa Windows 3.1 e orgulha-se disso!)... E no lado contrário há os obcecados: eternos fanáticos das versões mais recentes, beta-testers ansiosos, gente que conhece todos os truques e manhas para resolver qualquer problema de hardware ou software (geralmente são uns chatos que só sabem falar de informática).
sexta-feira, 4 de agosto de 2006
O Deus dos Privilegiados
Algumas das notas breves, sob o título "O Deus dos Privilegiados", de José Luis Cortés, no seu livro Um Deus chamado Abba.
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Que imagem de Deus podem ter aqueles que, em nome de Deus, abusam da sua força (sejam as vítimas camponeses, bispos ou prisioneiros)?
Esta imagem do Deus aristocrata que está do lado dos ricos e dos poderosos é, de todas as falsas imagens de Deus, a que mais indigna aqueles que procuram Deus com o coração despojado. É a que mais urgentemente incita à revolta, abençoada ou não abençoada.
Deus não está com os ricos, mas também não está com os pobres. Menos ainda se no conceito de pobre entra o rancor, a ânsia de possuir o que não se tem, o egoísmo indiferente que existe entre muitos pobres
Pobres dos que se sentem eleitos de Deus! Pobres dos que crêem que os seus males são uma prova do Senhor!
Atenção profetas sociais: saber descobrir o bem pode ter tanto ou mais mérito que denunciar o mal.
De qualquer maneira, Deus deve-nos uma explicação em relação a alguns casos verdadeiramente intoleráveis de dor humana.
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quinta-feira, 27 de julho de 2006
O Deus dos Fanáticos
Algumas das notas breves, sob o título "O Deus dos Fanáticos", de José Luis Cortés, no seu livro Um Deus chamado Abba.
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Note-se que nenhum fanático se considera a si como fanático: dir-se-á devoto, crente, observante... muito devoto, muito crente, muito observante.
O Deus dos fanáticos não se serve desenvolvendo todas as potencialidades (intelectuais, afectivas, sociais,...) que Deus deu ao homem, mas antes reprimindo-as.
O fanatismo impede que as pessoas creiam de verdade, porque as impede, sob pena de excomunhão, de duvidarem, de experimentarem, de se enganarem.
O fanático, acaba, mais cedo ou mais tarde, por projectar sobre si mesmo a imagem que tem de Deus: torna-se também autoritário, exclusivista, impiedoso.
O fanático coloca a defesa de Deus acima da defesa dos homens. Em nome de Deus, não se importa de fazê-los sofre, nem mesmo de matá-los. Mas o que pode Deus ganhar com a morte de um homem?
Ninguém que chame a Deus "o meu" Deus (ou "o nosso" Deus) adora o Deus verdadeiro.
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quarta-feira, 12 de julho de 2006
Um Deus chamado Abba
A minha colaboração de hoje na Terra da Alegria.
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"Em dez anos, o nosso conhecimento sobre o computador e respectivos programas mudou radicalmente; em decénios, o conceito sobre Deus pouco muda na nossa vida. Não será isto, quando muito, surpreendente?" Esta é uma das pequenas provocações com que José Luis Cortés nos brinda na introdução do seu livro Um Deus chamado Abba.
O livro - foi publicada entre nós no início deste ano - nasceu de uma série de desenhos encomendados por uma editora ao longo de vários anos. Estes desenho agora compilados são acompanhados vários textos explicativos e frases provocadoras, que não nos deixam indiferentes.
O autor começa por desmontar uma série de ideias infantis e distorcidas que muitas pessoas têm sobre o criador: "Quer Deus exista, quer não, o que não pode mesmo existir são certas imagens de Deus que alguns apregoam por aí, e que a maioria das pessoas interiorizou, sem se aperceber, de uma forma ou de outra."(p.12) E adverte o leitor: "Deus não é um ancião como eu o pinto, não tem barba, nem aquele triângulo na cabeça (...); não está num céu cheio de nuvens e os anjos não andam por ali com asas de frango." (p.9)
O livro não pode deixar de incomodar o crente acomodado, e até incomodar alguma hierarquia religiosa: "Não tenho medo nenhum de que me digam que disparando contra as falsas imagens de Deus podemos atacar a boa fé das pobres pessoas, ou a fé ingénua de tanta gente simples... Sobre essa fé ingénua e essa ingenuidade foram edificadas muitas fortunas e até algumas carreiras eclesiásticas."(p.14)
O livro não é um tratado de teologia; poderia ser melhor descrito como um convite a uma reflexão pessoal sobre o conceito e a experiência que cada um de nós tem sobre Deus. E apesar de ter sido escrito por um católico para uma audiência católica, a grande maioria das reflexões pessoais do autor facilmente encontram paralelo na experiência religiosa de pessoas de todas as religiões (substitua-se a palavra "igreja" por "comunidade religiosa").
Para aguçar o apetite por este livro aqui ficam alguns dos desenhos do autor.



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"Em dez anos, o nosso conhecimento sobre o computador e respectivos programas mudou radicalmente; em decénios, o conceito sobre Deus pouco muda na nossa vida. Não será isto, quando muito, surpreendente?" Esta é uma das pequenas provocações com que José Luis Cortés nos brinda na introdução do seu livro Um Deus chamado Abba.O livro - foi publicada entre nós no início deste ano - nasceu de uma série de desenhos encomendados por uma editora ao longo de vários anos. Estes desenho agora compilados são acompanhados vários textos explicativos e frases provocadoras, que não nos deixam indiferentes.
O autor começa por desmontar uma série de ideias infantis e distorcidas que muitas pessoas têm sobre o criador: "Quer Deus exista, quer não, o que não pode mesmo existir são certas imagens de Deus que alguns apregoam por aí, e que a maioria das pessoas interiorizou, sem se aperceber, de uma forma ou de outra."(p.12) E adverte o leitor: "Deus não é um ancião como eu o pinto, não tem barba, nem aquele triângulo na cabeça (...); não está num céu cheio de nuvens e os anjos não andam por ali com asas de frango." (p.9)
O livro não pode deixar de incomodar o crente acomodado, e até incomodar alguma hierarquia religiosa: "Não tenho medo nenhum de que me digam que disparando contra as falsas imagens de Deus podemos atacar a boa fé das pobres pessoas, ou a fé ingénua de tanta gente simples... Sobre essa fé ingénua e essa ingenuidade foram edificadas muitas fortunas e até algumas carreiras eclesiásticas."(p.14)
O livro não é um tratado de teologia; poderia ser melhor descrito como um convite a uma reflexão pessoal sobre o conceito e a experiência que cada um de nós tem sobre Deus. E apesar de ter sido escrito por um católico para uma audiência católica, a grande maioria das reflexões pessoais do autor facilmente encontram paralelo na experiência religiosa de pessoas de todas as religiões (substitua-se a palavra "igreja" por "comunidade religiosa").
Para aguçar o apetite por este livro aqui ficam alguns dos desenhos do autor.



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