Costumo dizer que em Israel até a mais pequena pedra tem pelo menos 1000 anos de história. Das três vezes que tive a oportunidade de visitar a Terra Santa (sempre por ocasião de algum evento baha'i), fiz questão de ir um pouco mais cedo de modo a ter possibilidade de visitar alguns locais históricos.
Jerusalém, o Muro das Lamentações, a Esplanada das Mesquitas, o Mar Morto, Masada Nazaré, Belém, o Lago Tiberíades... são alguns dos destinos mais conhecidos. Sempre procurei conhecer novos lugares de interesse histórico e cultural naquela que é uma Terra Santa para comunidades religiosas. Mas houve um local que impressionou profundamente e onde me desloquei em cada uma das minhas três visitas: o Yad Vashem, o Museu do Holocausto.
Este museu contém um conjunto de testemunhos impressionantes de uma das páginas mais negras da história recente da humanidade. É impossível não passar ali sem nos sentirmos esmagados por um turbilhão de emoções. As roupas e os sapatos dos prisioneiros, réplicas do interior das camaratas dos campos de concentração, filmes, imagens, números e tantas outras coisas ajudam a preservar a lembrança do holocausto.
Talvez o mais impressionante seja a Ala das Crianças (foi renovada recentemente). Numa sala escura estão afixados fotos de crianças entre os 3 e os 10 anos. Têm o sorriso inocente e encantador de qualquer criança. E na sala apenas se ouve uma voz que vai dizendo o nome, a idade e o campo de concentração onde a criança morreu. Sente-se um aperto no estômago, um nó na garganta, e faz-se força para conter as lágrimas...
Não se consegue esquecer.
Se voltar a visitar a Terra Santa, irei novamente ao Yad Vashem.