quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Regresso às aulas, no Sudão



Após 21 anos de conflito no sul do Sudão, apenas 2% das crianças da região completaram a instrução primária- uma das mais baixas taxas do mundo. A situação é ainda pior para as raparigas. Numa população de mais de 6 milhões de pessoas, apenas 500 raparigas completaram a instrução primária em cada ano.

Nesta região que tenta volta à normalidade e onde praticamente tudo tem de ser reconstruído, muitos sudaneses desesperam por ir à escola, pois consideram a educação como um passaporte para abandonar a pobreza.

Uma foto-reportagem da BBC, a não perder.

7 comentários:

João Moutinho disse...

Não será demais relembrarar a feroz oposição que os governos muçulmanos fizeram face a uma eventual intervenção militar das Nações Unidas para minorar o conflito no sul do Sudão.

dina disse...

e por cá, a maioria vai às aulas mas não para estudar !!!
só espero que as poucas crianças do Sudão que conseguem ir às aulas tirem partido delas e tenham uma melhor vida futura e saibam tomar decisões.

P.S. gostei da dica dos quadradinhos sim, está muito bem feito

Marco Oliveira disse...

Joao Moutinho,
Nõ sei se isso aconteceu no sul do Sudão, mas é o que está a acontecer no Darfur (no oeste do Sudão).

João Moutinho disse...

Sudoeste, está bem assim?
São os animistas/cristãos a sofrer brutalidades do governo árabe sudanês.
Enfim, falo do que leio e ouço.

Elise disse...

As mílicias árabes apoiadas pelo governo sudanês primeiro perseguiram os cristãos e os animistas, depois os muçulmanos africanos.

O George Clooney vai discursar no CS da ONU sobre a situação no Darfur, mas duvido muito que a China - grande parceira do governo sudanês - vote a favor da presença de uma força da ONU no Darfur.

João Moutinho disse...

Marco,
Tens razão geograficamente. Darfur é a Ocidente, eu estava desorientado.

Terezinha disse...

Creio que os sudaneses têm razão. Sair da pobreza é difícil. A educação é o caminho certo. Muitas vezez, com instrução, não se consegue progresso, quais a perspectivas sem ela?