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A ciência não pode apelar nunca para o sobrenatural, caso contrário deixa de ser ciência. Porém, os defensores do design inteligente introduzem a sua divindade desenhadora num nível de explicação que é próprio da ciência, e não da teologia. O seu Deus-designer é um deus tapa-buraco. Por pensarem que o design adaptativo e fenómenos como o ADN são naturalmente improváveis, insistem que a própria ciência tem de apelar para uma explicação sobrenatural. No entanto, esse salto fá-los afastar-se da ciência. Tratam erradamente a ideia de design inteligente como sendo uma ideia científica.
John F. Haught, Cristianismo e Evolucionismo, p. 156
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