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quarta-feira, 20 de março de 2013
quarta-feira, 21 de março de 2012
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Obama opposes gay marriage but supports civil union & gay equality
For many practicing Christians, the inability to compromise may apply to gay marriage. I find such a position troublesome, particularly in a society in which Christian men and women have been known to engage in adultery or other violations of their faith without civil penalty. I believe that American society can choose to carve out a special place for the union of a man and a woman as the unit of child rearing most common to every culture. I am not willing to have the state deny American citizens a civil union that confers equivalent rights no such basic matters as hospital visitation or health insurance coverage simlpy because the people they love are of the same sex--nor am I willing to accept a readingof the Bible that considers an obscure line in Romans to be more defining of Christianity than the Sermon on the Mount.
The Audacity of Hope, by Barack Obama, p.222-3
The Audacity of Hope, by Barack Obama, p.222-3
quinta-feira, 4 de junho de 2009
O princípio da Liberdade Religiosa

Barack Obama, hoje na Universidade do Cairo:
O quinto assunto que devemos abordar juntos é a liberdade religiosa.
O Islão tem uma orgulhosa tradição de tolerância. Vemo-lo na história da Andaluzia e de Córdoba durante a Inquisição. Vi-o em primeira mão como criança na Indonésia, onde cristãos devotos praticam a sua religião livremente num país predominantemente muçulmano. Esse é o espírito que precisamos hoje. As pessoas em todos os países devem ser livres de escolher e viver a sua fé baseada na persuasão da mente, coração e alma. Esta tolerância é essencial para a religião prosperar, mas ela está sendo desafiada de muitas formas diferentes.
Entre alguns muçulmanos, há uma tendência perturbadora para medir a fé de uma pessoa pela rejeição da fé de outro. A riqueza da diversidade religiosa deve ser acolhida - seja para Maronitas do Líbano ou para Coptas no Egipto.
Só faltou mesmo referir os Bahá’ís no Irão e no Egipto!
domingo, 5 de abril de 2009
A propósito da cimeira dos G-20

Num artigo publicado no semanário Expresso, o Presidente dos Estados Unidos escreve:
Eu sei que a América tem a sua quota de responsabilidade pelo caos com que hoje todos nos defrontamos. Mas também sei que não precisamos de escolher entre um capitalismo caótico e implacável e uma economia opressiva dirigida pelo Estado. Essa é uma falsa alternativa que não servirá o nosso país nem qualquer outro país. Esta reunião do G-20 é um fórum para um novo tipo de cooperação económica global. Este é o momento de trabalharmos em conjunto para restabelecer o crescimento sustentado, que só pode vir de mercados abertos e estáveis que utilizem a inovação, apoiem o empreendedorismo e promovam a oportunidade.Acompanhei com atenção a reunião do G-20 e as decisões que dali saíram. A primeira coisa que me agrada é que se alargou o conjunto de países com reconhecida influência na economia mundial. É certo que muitos outros ficaram de fora (e o Presidente Obama referiu esse aspecto), mas a verdade é que é preferível que as decisões de fundo que influenciam a economia mundial sejam tomadas por vinte países e não apenas por oito. As decisões tomas criaram uma onda de optimismo nos mercados, e foram bem recebidas por analistas políticos e económicos; resta saber se serão suficientes.
Há quem acredite que é necessário um colapso total do sistema político e económico mundial, antes de conseguirmos iniciar a construção de uma nova ordem mundial com o envolvimento de todos os governos e povos do mundo. Não consigo acreditar nisso; na minha opinião, estamos a assistir à actuação simultânea de um processo de desintegração da velha ordem mundial, e outro de construção. E parece-me óbvio que a crise económica que vivemos faz parte do processo de desintegração, e a importância que agora se atribui ao G-20 (em detrimento do G-8) é um pequeno passo no processo de integração.
É óbvio que não sabemos até onde poderá ir (e que consequência poderá ter) o processo de desintegração; mas podemos perceber que existem iniciativas que exigiram uma grande vontade política na reforma das instituições mundiais que actualmente influenciam o mundo. Num organismo como o FMI, fará sentido que os Estados Unidos ainda possuam direito de veto? E que dizer do Conselho de Segurança das Nações Unidas? Que sentido faz que ainda existam países com direito de veto? Que sentido faz que países com crescente peso político e económico no palco internacional, como o Brasil e a Índia, não sejam membros permanentes desse organismo?
As exigências do processo de integração são tremendas. Esperemos que assim que se verificarem os primeiros sinais de atenuação da actual crise mundial, as vozes do situacionismo não ganhem força. O pior que nos podia acontecer, era sairmos desta crise e ficarmos numa situação semelhante em que estávamos quando ela se iniciou.
sexta-feira, 20 de março de 2009
O que significa a mensagem do Presidente Obama?
Temos que reconhecer que ao disponibilizar a sua mensagem de Naw Ruz na Internet, o Presidente Obama consegue chegar directamente a milhões de iranianos. É algo muito mais eficiente do que fazer uma simples mensagem televisiva e deixar que as estações oficiais de TV no Irão façam os seus cortes e distorções.
Em todo o mundo os muitos Bahá’ís reagiram com agrado esta mensagem. Afinal, o Presidente Americano começa por dizer que deseja felicitar todos os que celebram o Naw-Ruz (Ano Novo). E isso inclui-nos. Mas esta mensagem é dirigida ao povo iraniano e seus dirigentes políticos. É uma tentativa de abrir as portas ao diálogo com a sociedade e o regime iraniano. É uma mensagem de boa vontade que está repleta de significados políticos (muito bem analisados por Paul Reynolds What Obama's message to Iran means, BBC).
Esta mensagem não aborda a questão dos direitos humanos ou mesmo a situação dos Bahá’ís no Irão. Essencialmente o Presidente apresenta exigências e oferece uma oportunidade para o diálogo e para a diplomacia. E não diz quanto tempo vai durar essa oportunidade.
Ficamos a aguardar novos desenvolvimentos.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Se Obama fosse Papa
Ruth Gledhill publicou hoje no seu blog a tradução de um artigo intitulado “If Obama were Pope” do professor Hans Kung. Trata-se de um texto onde se levantam questões muito pertinentes e se fazem comparações certeiras. Deixo aqui a tradução desse artigo na esperança que possa servir de debate e reflexão.
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Se Obama fosse Papa
pelo professor Hans Kung
O Presidente Barack Obama conseguiu num curto período de tempo retirar os Estados Unidos de um ambiente desânimo e apoiar reformas, apresentando uma visão credível de esperança e introduzindo uma mudança estratégica na política interna e externa deste grande país.
Na Igreja Católica as coisas são diferentes. O ambiente é opressivo, a pilha de reformas é paralisante. Após quase quatro anos no cargo, muitas pessoas vêem o Papa Bento XVI como outro George W. Bush. Não foi nenhuma coincidência que o Papa celebrasse o seu 81º aniversário na Casa Branca. Bush e Ratzinger não conseguem aprender nada em matérias de controlo de natalidade e aborto, não são propensos a realizar quaisquer reformas sérias, arrogantes e sem transparência na forma como exercem os seus cargos restringindo liberdades e direitos humanos.
Tal como Bush no seu tempo, o Papa Bento também sofre de uma crescente falta de confiança. Muitos católicos já não esperam nada dele. Pior ainda, com a retirada da excomunhão a quatro bispos tradicionalistas que consagravam ilegalmente, incluindo um que notoriamente nega o Holocausto, Ratzinger confirmou todos os receios que se levantaram quando foi eleito Papa. O Papa favorece pessoas que ainda rejeitam a liberdade de religião afirmada pelo Vaticano II, o diálogo com outras igrejas, a reconciliação com o Judaísmo, uma elevada estima pelo Islão e outras religiões mundiais e a reforma da liturgia.
Com o objectivo de promover a “reconciliação” com um pequeno grupo de tradicionalistas arqui-reaccionários, o Papa arrisca perder a confiança de milhões de Católicos em todo o mundo que continuam a ser leais ao Vaticano II. Por ser um Papa alemão que está a dar passos errados, acentua o conflito. As desculpas após o evento não conseguem juntar as peças.
O Papa teria um trabalho mais fácil do que o Presidente dos Estados Unidos ao adoptar uma mudança de rumo. Não tem ao seu lado nenhum Congresso como corpo legislativo, nem um Supremo Tribunal como magistratura. É chefe absoluto do Governo, legislador e juiz supremo na Igreja. Se quisesse, poderia autorizar imediatamente a contracepção, permitir o casamento dos padres, tornar possível a ordenação de mulheres e permitir a eucaristia partilhada com as Igrejas Protestantes. O que faria um Papa se agisse no espírito de Obama?
Claramente, tal como Obama, ele
Enquanto o Presidente Obama, com o apoio do mundo inteiro, olha para a frente e está aberto às pessoas e ao futuro, este Papa encaminha-se o mais para trás possível, inspirado por um ideal de igreja medieval, céptico sobre a Reforma, ambígua sobre os direitos modernos de liberdade.
Enquanto o Presidente Obama se preocupa com uma nova cooperação com parceiros e aliados, o Papa Bento XVI, tal George W. Bush, está preso num raciocínio em termos de amigo e inimigo. Despreza os companheiros cristãos nas Igrejas Protestantes ao recusar reconhecer estas comunidades como Igrejas. O diálogo com os Muçulmanos não foi mais além do que uma mera confissão verbal de “diálogo”. As relações com o Judaísmo dizem-se profundamente danificadas.
Enquanto o Presidente Obama irradia a esperança, promove actividades cívicas e apela a uma nova “era de responsabilidade”, o Papa Bento XVI está encarcerado nos seus medos e quer limitar a liberdade humana tanto quanto possível, com o propósito de restabelecer uma “era de restauração”.
Enquanto o Presidente Obama se lançou na ofensiva usando a Constituição e a grande tradição do seu país como base para passos corajosos na reforma, o Papa Bento interpreta em direcção contrária os decretos do Concílio da Reforma de 1962, tendo em mente o Concílio conservador de 1870.
Mas porque, com toda a probabilidade, o Papa Bento XVI não será nenhum Obama, para o futuro imediato precisamos:
Primeiro: um episcopado que não oculte os problemas manifestos da Igreja mas mencione-os abertamente e aborde-os de forma enérgica a nível diocesano;
Segundo: teólogos que colaborem activamente numa visão futura da nossa Igreja e não tenham receio de falar e escrever a verdade;
Terceiro: pastores que opor as cargas excessivas impor constantemente pela fusão de muitas paróquias e que tomam corajosamente a responsabilidade como pastores;
Quarto: em particular as mulheres, sem as quais muitas paróquias entrariam em colapso, que com confiança empregam as possibilidades da sua influência.
Mas podemos nós realmente fazer isto? Sim, conseguimos.
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Se Obama fosse Papa
pelo professor Hans Kung
O Presidente Barack Obama conseguiu num curto período de tempo retirar os Estados Unidos de um ambiente desânimo e apoiar reformas, apresentando uma visão credível de esperança e introduzindo uma mudança estratégica na política interna e externa deste grande país.
Na Igreja Católica as coisas são diferentes. O ambiente é opressivo, a pilha de reformas é paralisante. Após quase quatro anos no cargo, muitas pessoas vêem o Papa Bento XVI como outro George W. Bush. Não foi nenhuma coincidência que o Papa celebrasse o seu 81º aniversário na Casa Branca. Bush e Ratzinger não conseguem aprender nada em matérias de controlo de natalidade e aborto, não são propensos a realizar quaisquer reformas sérias, arrogantes e sem transparência na forma como exercem os seus cargos restringindo liberdades e direitos humanos.
Tal como Bush no seu tempo, o Papa Bento também sofre de uma crescente falta de confiança. Muitos católicos já não esperam nada dele. Pior ainda, com a retirada da excomunhão a quatro bispos tradicionalistas que consagravam ilegalmente, incluindo um que notoriamente nega o Holocausto, Ratzinger confirmou todos os receios que se levantaram quando foi eleito Papa. O Papa favorece pessoas que ainda rejeitam a liberdade de religião afirmada pelo Vaticano II, o diálogo com outras igrejas, a reconciliação com o Judaísmo, uma elevada estima pelo Islão e outras religiões mundiais e a reforma da liturgia.
Com o objectivo de promover a “reconciliação” com um pequeno grupo de tradicionalistas arqui-reaccionários, o Papa arrisca perder a confiança de milhões de Católicos em todo o mundo que continuam a ser leais ao Vaticano II. Por ser um Papa alemão que está a dar passos errados, acentua o conflito. As desculpas após o evento não conseguem juntar as peças.
O Papa teria um trabalho mais fácil do que o Presidente dos Estados Unidos ao adoptar uma mudança de rumo. Não tem ao seu lado nenhum Congresso como corpo legislativo, nem um Supremo Tribunal como magistratura. É chefe absoluto do Governo, legislador e juiz supremo na Igreja. Se quisesse, poderia autorizar imediatamente a contracepção, permitir o casamento dos padres, tornar possível a ordenação de mulheres e permitir a eucaristia partilhada com as Igrejas Protestantes. O que faria um Papa se agisse no espírito de Obama?
Claramente, tal como Obama, ele
- afirmaria claramente que a Igreja Católica está numa crise profunda e identificaria a origem do problema: muitas congregações sem padres, ainda insuficiente número de novos recrutas para o sacerdócio, e um colapso oculto de estruturas pastorais como consequência de fusões impopulares de paróquias, um colapso que frequentemente se desenvolveu ao longo de séculos;
- proclamaria a visão da esperança de uma Igreja renovada, um ecumenismo revitalizado, entendimento com os Judeus, Muçulmanos e outras religiões mundiais e uma avaliação positiva da ciência moderna;
- reuniria ao seu redor os colegas os mais competentes, e não os “yes-men” mas mentes independentes, apoiados por peritos competentes e destemidos;
- iniciaria imediatamente as medidas reformadoras mais importantes por decreto (“ordem executiva”); e
- convocaria um concílio ecuménico para promover a mudança de rumo.
Enquanto o Presidente Obama, com o apoio do mundo inteiro, olha para a frente e está aberto às pessoas e ao futuro, este Papa encaminha-se o mais para trás possível, inspirado por um ideal de igreja medieval, céptico sobre a Reforma, ambígua sobre os direitos modernos de liberdade.
Enquanto o Presidente Obama se preocupa com uma nova cooperação com parceiros e aliados, o Papa Bento XVI, tal George W. Bush, está preso num raciocínio em termos de amigo e inimigo. Despreza os companheiros cristãos nas Igrejas Protestantes ao recusar reconhecer estas comunidades como Igrejas. O diálogo com os Muçulmanos não foi mais além do que uma mera confissão verbal de “diálogo”. As relações com o Judaísmo dizem-se profundamente danificadas.
Enquanto o Presidente Obama irradia a esperança, promove actividades cívicas e apela a uma nova “era de responsabilidade”, o Papa Bento XVI está encarcerado nos seus medos e quer limitar a liberdade humana tanto quanto possível, com o propósito de restabelecer uma “era de restauração”.
Enquanto o Presidente Obama se lançou na ofensiva usando a Constituição e a grande tradição do seu país como base para passos corajosos na reforma, o Papa Bento interpreta em direcção contrária os decretos do Concílio da Reforma de 1962, tendo em mente o Concílio conservador de 1870.
Mas porque, com toda a probabilidade, o Papa Bento XVI não será nenhum Obama, para o futuro imediato precisamos:
Primeiro: um episcopado que não oculte os problemas manifestos da Igreja mas mencione-os abertamente e aborde-os de forma enérgica a nível diocesano;
Segundo: teólogos que colaborem activamente numa visão futura da nossa Igreja e não tenham receio de falar e escrever a verdade;
Terceiro: pastores que opor as cargas excessivas impor constantemente pela fusão de muitas paróquias e que tomam corajosamente a responsabilidade como pastores;
Quarto: em particular as mulheres, sem as quais muitas paróquias entrariam em colapso, que com confiança empregam as possibilidades da sua influência.
Mas podemos nós realmente fazer isto? Sim, conseguimos.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
44 Presidents of the United States
Another prayer I would like to hear at Obama's inauguration:
O Thou kind Lord! This gathering is turning to Thee. These hearts are radiant with Thy love. These minds and spirits are exhilarated by the message of Thy glad-tidings. O God! Let this American democracy become glorious in spiritual degrees even as it has aspired to material degrees, and render this just government victorious. Confirm this revered nation to upraise the standard of the oneness of humanity, to promulgate the Most Great Peace, to become thereby most glorious and praiseworthy among all the nations of the world. O God! This American nation is worthy of Thy favors and is deserving of Thy mercy. Make it precious and near to Thee through Thy bounty and bestowal.
‘Abdu'l-Bahá
Se eu fosse convidado...

É hoje que Barack Obama toma posse como Presidente dos Estados Unidos da América. Na cerimónia de inauguração estarão diversos convidados distintos, personalidades conhecidas da política, das artes e da religião. Entre as individualidades conhecidas ligadas às diversas comunidades religiosas dos Estados Unidos destacam-se um bispo episcopal gay, a presidente da Islamic Society of North America (que é uma mulher!), três rabis, o pastor de uma Mega-Igreja...
O meu amigo Phillipe Copeland pergunta-nos: se estivéssemos na cerimónia de inauguração que oração escolheríamos? A minha escolha seria uma oração revelada pelo Báb:
Glorificado és Tu, ó Senhor meu Deus!Uma das formas como os bahá'ís descrevem a situação actual do mundo é dizer que se encontram em actividades dois processos: um de desintegração (da velha ordem mundial) e outro de integração (de uma nova ordem mundial). Olhando para os agentes políticos mundiais facilmente consigo identificar aqueles que contribuem para a desintegração do mundo e os que contribuem para um mundo melhor. A minha oração escolhida para a inauguração da Presidência de Barack Obama não é pelo seu sucesso pessoal ou político; é para que o seu trabalho o leve a ser recordado um dia como um homem que conseguiu dar um contributo para um mundo melhor. Nesse aspecto, todos os políticos eleitos merecem uma oração.
És, em verdade, o Rei dos Reis.
Conferes soberania a quem quer que desejes e dela privas qualquer um que Tu queiras.
Exaltas a quem quer que desejes e rebaixas qualquer um que Tu queiras.
Tornas vitorioso quem quer que desejes e humilhas qualquer um que Tu queiras.
Concedes riqueza a quem quer que desejes e reduzes à pobreza qualquer um que Tu queiras.
Fazes que quem quer que desejes prevaleça sobre qualquer um que Tu queiras.
Em Tuas mãos seguras o império de todas as coisas criadas, e através da potência de Teu mandamento soberano chamas à existência quem quer que Tu desejes.
Em verdade, Tu és o Omnisciente, o Omnipotente, o Senhor de Poder.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Good luck, Mr. President!

Independentemente das leituras políticas que se possam fazer, ninguém deixará de reconhecer que este é um momento histórico. Barack Obama foi eleito 44º Presidente dos Estados Unidos. O dia é histórico para a América e para o mundo espera começar a ver outra imagem desse grande país.
Não consigo imaginar a dimensão e o âmbito dos desafios que aguardam o Presidente Obama. É certo que ele não é nenhum messias, nem tem nenhuma solução mágica para resolver todos os problemas que hoje assolam a América e a Aldeia Global. Certamente que conseguirá as suas vitórias e também terá a sua dose de insucessos. E terá aquela momentos em que não lhe será possível tomar a melhor decisão, mas apenas a decisão menos má.
Assim, faço votos que Barack Obama esteja à altura do desafio e que a história o recorde como um grande presidente.
sábado, 26 de julho de 2008
Barack Obama

No início de 2007, um amigo americano residente em Portugal dizia-me: "Há um candidato à Presidência dos Estados Unidos que me parece muito especial... É um orador fantástico. Fala como se fosse um estadista. É pena ser tão novo." Não me enganei quando percebi que ele se referia a Senador Barack Obama. Creio que foi desde esse momento que comecei a acompanhar com interesse especial a sua campanha presidencial.
O livro "A Audácia da Esperança" foi publicado em Portugal no início das primárias nos EUA, e permitiu-me conhecer as ideias de Obama. Ao longo desse livro pude descobrir paralelismos óbvios entre os ideais do Senador o os princípios Bahá’ís. Aspectos como a necessidade de unidade dos diferentes grupos sociais dos EUA, a importância da redução do fosso entre ricos e pobres, a urgência da eliminação de preconceitos raciais e sociais, a defesa da consulta alargada para resolução dos diversos problemas que afectam a América (sem descartar à partida nenhuma opinião), a valorização da diversidade étnica da sociedade americana (facto de que a sua família também é um exemplo),... são apenas algumas ideias a que um baha’i não pode deixar de ficar indiferente.
As suas opiniões sobre religião são particularmente interessantes. Além de evidenciar uma atitude pessoal em relação à religião que o leva a conciliar a fé com a razão e o senso comum, o quase-candidato democrata reconhece a diversidade religiosa da América - "Já não somos apenas uma nação cristã; também somos uma nação judaica, uma nação muçulmana, uma nação budista, uma nação hindu e uma nação de não-crentes" -, critica os que advogam que a religião seja obliterada do espaço público - "Imagine-se o segundo discurso de tomada de posse de Lincoln sem a referência aos «juízos do Senhor» ou o de Martin Luther King de «Eu tenho um sonho» sem referência a «todos os filhos de Deus». O facto de invocarem uma verdade superior ajudou a inspirar o que parecia impossível e a levar a nação a abraçar um destino comum" -, e advoga a separação entre Estado e Religião "como meio de proteger a liberdade individual na crença e prática religiosas, ajudar o Estado contra lutas sectárias e a defender a religião organizada contra as ingerências do Estado ou influências indevidas".
Estes e outros aspectos levam-me a encarar com alguma naturalidade o interesse que o Senador do Illinois desperta em alguns Bahá’ís. Com facilidade encontramos nas nossas Escrituras variadas referências à nação Americana, onde ressaltam as advertências sobre o problema do racismo como o mais importante desafio da sociedade americana (e onde os baha’is americanos se deviam empenhar a fundo na sua resolução!) e promessa de um futuro radiante da nação Americana quando conseguisse resolver este problema. Não tenho dúvidas que a eleição de um presidente afro-americano poderá ser um grande passo para combater o racismo na América; mas não me iludo ao ponto de pensar que será, só por si, a resolução definitiva desse problema.
No entanto, apesar do interesse que Barack Obama possa despertar em alguns Bahá’ís, dificilmente encontraremos um baha’i envolvido na sua campanha presidencial, ou uma instituição Bahá’í declarar o seu apoio formal ao senador do Illinois. No que toca a actividades de política partidária, preferimos não nos envolver; somos apenas eleitores cujo sentido de voto é ditado pela consciência de cada um.
Assim, não posso dizer que sou um apoiante entusiasta de Barack Obama; nunca serei apoiante de nenhum político; posso ter as minhas simpatias, mas daí até ao apoio vai uma grande distância. Vou certamente continuar a acompanhar com atenção o seu percurso político, sem nunca esquecer que a esmagadora maioria dos políticos de hoje não diz o que pensa, mas apenas diz o que é conveniente.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Aproveitamento Político
No decorrer da actuais eleições primárias nos Estados Unidos, o Senador Barack Obama afirmou a sua disponibilidade para dialogar com o presidente iraniano sem pré-condições e afirmou também a sua amizade por Israel. Estes comentários mereceram uma resposta de um editorial do jornal New York Sun, onde, entre outras coisas, se pode ler:Ficaríamos felizes se o Sr. Obama se preocupasse um pouco menos com o voto Judaico na Florida e se preocupasse um pouco mais com o voto Bahá'í. A Liga Anti-Difamação emitiu um comunicado esta semana chamando a atenção para o facto de seis líderes baha’is no Irão terem sido presos no dia 14 de Maio e um sétimo estar detido desde Março. "As detenções dos líderes da Fé Bahá'í demonstram a gravidade da perda de liberdade religiosa básica e direitos humanos no Irão", afirma a LAD. O mesmo espírito que animou Judeus e Negros que trabalharam juntos pelos direitos civis no Sul, pode ser encontrado nos esforços para conseguir a liberdade para os povos do Médio Oriente de hoje. Se o Sr. Obama pretende pôr de lado esse espírito a favor de negociações directas com ditadores e uma realpolitic de aliança com os Estados do Golfo, ele estará a trair não apenas os seus apoiantes judeus americanos, mas também os povos de todas as fés por todo o mundo que têm esperança que a América defenda a liberdade.É esquisito ver um editorial de um jornal americano onde a situação dos baha’is no Irão é usada como arma de arremesso político contra o Senador Barack Obama. Por um lado, os baha’is não se envolvem na política partidária; dificilmente se encontrará um baha'i com um crachá de um candidato ou de um partido (apesar de, por vezes, se poder perceber simpatias políticas pessoais de cada crente). Por outro lado, a Comunidade Bahá'í respeita e dialoga com todos os agentes políticos, mas não faz lobby junto de nenhum deles, declarando apoio a um candidato - ou partido - em troca de favores ou compromissos de diversa natureza.
Assim, por muito solidário que este editorialista se mostre para com os recentes desenvolvimentos da situação dos Bahá’ís no Irão, esta forma de relacionar o problema com o actual momento das relações entre os EUA e o Irão, e as eleições primárias americanas, pode prejudicar os Baha’is americanos (que podem vir a ser conotados como sendo anti-Obama) e inclusive para os próprios Baha’is iranianos.
A resposta dos media internacionais à detenção da liderança Bahá’í no Irão no passado dia 14 de Maio é um sinal claro da crescente visibilidade pública da Comunidade Baha'i. Os efeitos dessa maior exposição pública podem ser benéficos, mas também podem suscitar situações inesperadas, nomeadamente, aproveitamentos políticos (como é o caso deste editorial).
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NOTA: Pessoalmente concordo com a atitude do Senador Obama, quando afirmou que pretende dialogar com o presidente iraniano, sem qualquer pré-condições. Não entendo que isso seja uma traição a grupos sociais oprimidos no Irão, ou do Médio Oriente. E acredito que caso esse encontro se realize, o tema das minorias no Irão irá certamente ser mencionado.
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