quarta-feira, 15 de junho de 2005

Um Sistema de Duplo Apartheid

No parlamento sueco, durante um seminário sobre Direitos Humanos no Irão organizado pelo Partido Liberal, o Dr. Hossein Bagher Zadeh - um iraniano activista dos direitos humanos - apresentou um texto intitulado Lack of Human Rights in Iran. Num dos primeiros parágrafos lê-se:
"A Republica Islâmica do Irão criou um sistema de duplo apartheid baseado no sexo e na crença. Isto resultou num sistema de múltiplas camadas em que o clero xiita masculino goza de direitos quase ilimitados, incluindo o direito de matar (invocando uma fatwa), enquanto que na base da hierarquia baha’is e ateus podem até perder o direito a viver."
Até quando?

15 comentários:

João Moutinho disse...

"Nenhum Profeta é reconhecido na Sua terra".
Talvez a redenção do Irão venha a ser alcançada através dos EUA.

Marco disse...

O quê??????
:-O
Explica lá essa...

João Moutinho disse...

A primeira é um citação de Jesus, e como sabemos a situação dos primeiros cristãos em Israel assemelhou-se ao que se passa hoje com os Bahá'ís no Irão.
A responsabilidade da morte do Messias recaíu sobre os judeus, apesar de a Sua crucificação ter sido executada fisicamente pelos romanos. O Báb foi fuzilado pelos Xiitas (não esqueçamos o episódio em que os crsitãos arménios foram impedidos de o fazer) e Bahá'ulláh foi encarcerado e torturado por mais de quarenta anos, por xiitas e sunitas, e quando chegou à Terra Santíssima os seus haitantes de então não só não O reconheceram como O injuriaram.
Quanto à redenção, sabemos que nações com passados de antagonismos marcantes, tais como a Alemanha e a Rússia ou o Japão e a Austrália tem cooperado de forma intensa nas actividades de promoção da Fé.
E se virmos a História da Fé nos EUA, verificamos que o Seu crescimento e consolidação é um reflexo (mesmo que não visível) das perseguições de que os Bahá'is no Irão têm sofrido.
A própria população iraniana (e agora não estou a falar de nenhum grupo religioso em particular) não deverá ser possuída daquele sentimento antiamericano que muitos árabes têm. Daí a necessidade, que vemos os governos fazerem questão de dizer que gostam dos EUA (os árabes) e outros fazem questão de mostrar o contrário (os iranianos).

Anónimo disse...

Moutinho: costumas a fumar alguma coisa esquisita?
Eh eh eh eh eh
GH

João Moutinho disse...

GH
De vez em quando lá tenho de ser um fumador passivo, mas cada vez menos, tenho sorte de no local de trabalho não apanhar a fumarada dos outros.
Mas GH quer dizer o quê? Grande H?
Essas coisas esquisitas que se fumam fazem parte de algumas tradições iranianas e afegãs, mas para mim as papoilas são uma infestante que também serve para fins decorativos.

Marco disse...

João,
Não me parece correcto estabelecer qualquer relação entre o crescimento (ou evolução) da comunidade baha’i e o relacionamentos entre as nações do mundo. Vejamos o seguinte: a Índia é o país do mundo que tem mais baha’is. Por ventura esse crescimento resultou de alguma mudança de atitude em relação ao seu rival Paquistão ou a qualquer outro país? O Uganda também conta vários milhares de baha’is entre a sua população. Será que isso foi resultado de alguma atitude do governo ugandês? E que dizer da Bolívia onde também existem tantos milhares de baha’is?

Pode ser interessante especular sobre a evolução das relações entre países; mas não vejo que paralelismo possa isso ter com a revolução serena que tem sido o crescimento da comunidade baha’i por todo o mundo.

...a História da Fé nos EUA, verificamos que o Seu crescimento e consolidação é um reflexo (mesmo que não visível) das perseguições de que os Bahá'is no Irão têm sofrido”. Isto não é bem verdade. Nos anos 60 e 70 o crescimento da comunidade baha’i americana foi francamente superior ao que se verificou nos últimos 25 anos. E foi nestes últimos 25 anos que aumentaram as perseguições aos baha’is no Irão.

Além disso, parece-me que caracterizar como "redenção" algumas mudanças de relacionamento entre alguns governos é um exagero. A história dos povos e das nações mostra momentos de viragem que parecem surpreendentes e aos olhos dos que os testemunharam parecem inacreditáveis.

A este propósito costumo referir o relacionamento Franco-Alemão. Durante séculos Franceses e alemães lutaram entre si. Um dia experimentaram viver em paz, e desde então tornaram-se o motor daquilo que hoje conhecemos como União Europeia. A queda dos regimes comunistas da Europa do Leste e o desmembramento dos impérios Otomano e Austro-Hungaro após a primeira Guerra Mundial são outro exemplo dessas grandes transformações que ocorrem na arena internacional.

Estes momentos de viragem ocorrem ciclicamente na história dos povos.

João Moutinho disse...

Marco
Estava a achar demais não vires estragar todo o meu pensamento(?)...;-)
A palavra redenção fui buscá-la através de uma tradução directa do inglês. Lembrei-me de entre outras coisas de uma palestra de Ali Nakjávani, em que este citava o Mestre ('Abdu'l-Bahá) acerca das persegições dos Bahá'ís no Irão.

Quando me referi ao relacionamento de antigas nações antagónicas e o relacionamento de entre as respectivas comunidades Bahá'ís penso estar correcto na exemplificação dada. E, sejamos realistas, o conflito franco-germânico é quase um brincadeira se o comparamos com o germano-soviético.
O paquistão e a Índia, têm-se ameaçado mutuamente mas, felizmente, não desencadearam nenhuma guerra de grandes proporções.

Quando falei da hostilidade para com os norte americanos ser diferente entre árabes e persas não quis extrapolar para políticas localizadas.
Provavelmente dei a entender que a "redenção" seria alcançada através do relacionamente entre governos de forma voluntária, se deixei essa ideia é porque não fui objectivo na minha explanação.

Marco disse...

João,
Continuo a achar que estás a misturar alhos com bugalhos. :-)

GH disse...

Moutinho,
Não se percebe patavina do que escreveste. Nem mesmo com citações de palestras de gente que ninguem conhece. Por isso parece-me mais provável andares tu a fumar coisas esquisitas.

Além disso nota-se que o Marco já disse de forma diplomática que estás a meter os pés pelas mãos...

PS - "GH" são as minhas iniciais. Prefiro não revelar a minha identidade .

Elfo disse...

"Nenhum Profeta é reconhecido na Sua terra".
Talvez a redenção do Irão venha a ser alcançada através dos EUA.

A primeira citação deixou de ter razão de ser após a vinda de Sua Santidade O Bab.

Quanto ao segundo parágrafo, só se for através duma invasão do tipo das ocorridas no Afganistão e no Iraque, onde trocaram um ditador por governos fantoches ao serviço dos interesses norte americanos.

Já agora há que ter cuidado no que se escreve a determinadas horas pois os computadores provocam cansaço e às vezes podem-se dizer autênticas barbaridades como esta da "redenção".

João Moutinho disse...

Cá para mim vocês acham que eu é que preciso de uma boa "redenção"...
Se calhar têm (quase) razão.

Eu

Marco disse...

Tanto nos posts como nos comentários, a inspiração pode ser maior ou menor. E assim vamos escrevendo coisas mais ou menos interesantes.

Bom era que todos os povos do mundo pudessem escolher os seus dirigentes (sem interferências de ditadores ou de outros países). Era uma forma de sentir que tinham o destino do futuro do seu país e dos seus filhos nas suas mãos.

João Moutinho disse...

Em todo o caso quando arranjar um "tempinho" volto para mostrar que com alhos e bogalhos pode-se fazer uma boa salada.
Só uma coisa, então não é verdade que os países que andaram à "batatada a sério" têm comunidades Bahá'ís extremamente colaborates (até falei da Alemanha/Rússia e Japão/Austrália)?
Hei de procurar bibliografia sobre a "redenção".
Por exemplo, Paulo de Tarso redimiu-se...lá estão os alhos e os bugalhos (pensa o Marco, GH, Elfo e o etc.)

Elfo disse...

Ó meu santo, Paulo de Tarso foi redimido, não a lado nenhum a redimir ninguém à força da espada.

Quando muito seriam os Bahá'ís persas refugiados na américa do norte que iriam, quando muito, ("redimir") os povos que os acolheram, e, não o contrário.

João Moutinho disse...

Já agora, quem se deve redimir é o árbitro que permitiu que o Luisão carregasse o Ricardo na pequena área e originasse aquele golo.