terça-feira, 31 de maio de 2005

As diferenças entre as Religiões

Afirmar que, se Deus é único então a religião também é apenas uma (com as suas diversas expressões humanas e culturais) é algo que suscita várias objecções. A maioria destas sustenta que as leis e ensinamentos reveladas em cada religião são tão diferentes entre si que dificilmente se poderia conceber alguma espécie de reconciliação. Trata-se de um argumento compreensível se pensarmos na confusão que por vezes se cria em torno do significado da palavra "religião".

As diferenças apontadas surgem tanto em aspectos doutrinários, como em aspectos sociais. Começando por estes últimos, podemos perceber que as leis religiosas que abordam aspectos práticos das sociedades se referem a temas como higiene, vestuário, medicina, alimentação e actividades laborais e económicas. As leis que abordam estes aspectos devem sempre ser consideradas em função das envolventes culturais em que surgiram as diferentes religiões. Actualmente muitas destas expressões culturais e religiosas estão num considerável estado de fluidez devido às pressões resultantes da integração planetária. Para um observador atento e equidistante, não faz sentido considerar as práticas ou rituais como o propósito essencial da religião; isso seria confundir os aspectos eternos com os aspectos efémeros de uma religião.

Quanto às diferenças doutrinárias são, na verdade, diferenças entre modelos teológicos. Tratam-se de interpretações dos textos sagrados que - na ausência de uma autoridade institucional inquestionável - reivindicam um controlo exclusivo sobre a interpretação da Vontade Divina. Os efeitos práticos da maioria destes modelos de interpretação resultam no desencorajar da actividade intelectual, no focar de atenção em rituais minuciosos e no estimular do preconceito religioso contra os que não seguem o mesmo caminho dos auto-proclamados lideres religiosos. Independentemente do valor dos ensinamentos originais que lhe estão subjacentes, conceitos como ressurreição física, paraíso para satisfação de prazeres carnais e fantásticas reencarnações panteístas constituem hoje barreiras que provocam tensões e conflitos num tempo em que a terra se tornou um só país e os seres humanos devem tornar-se os seus cidadãos.

76 comentários:

Anónimo disse...

ALLAHuAKBAR.

Marco disse...

Será que o anónimo do comentário anterior conhece a ISO 233?
:-)

pinto ribeiro disse...

desculpa lá o anónimo.

pinto ribeiro disse...

quanto ao resto já sabes o que penso do assunto.

Elfo disse...

Mas se sabemos que tu sabes o que nós sabemos que tu sabes para quê então estares sempre a bater na mesma tecla? Ou será que o teu caps lock de vez em quando fica preso? Não seria melhor trocar de teclado, e, de neurónio?

pinto ribeiro disse...

porque gajos como tu enojam-me sobremaneira...e isto é um sítio público ó elfinho...

Elfo disse...

E tu deves ser o guardião dos sítios publicos onde toda gente micta e com o qual deves ficar grato.

pinto ribeiro disse...

nem por isso. sou muito exigente quanto aos sítios onde micto... ó Marco, desculpa lá o tipo de conversa, mas esta gaja não tem mesmo nível nenhum.

Elfo disse...

Dá tu antes graças à generosidade do Povo de Bahá por te deixarem dizer as alarvices de que te alimentas. Comigo apanhava-te o IP em menos de 24 horas.

Marco disse...

Calma, rapaziada!
Isto aqui é para discutir ideias; não é para insultos ou insinuações.
E não é um espaço público; é um espaço meu.

Anónimo disse...

ó elfinho ladras mas não (me) assustas. e ainda te falta muito para chegares aos calcanhares do Marco. os baháis, para mim, são uns tontos simpáticos. tu és escória.

pinto ribeiro disse...

Marco, desculpa lá. claro que isto é teu. mas, discussão interessante, um blog é também um espaço público. mesmo quando censuras.

Anónimo disse...

Se há cães com pulgas, também há blogs com trolls!
:)
Sobre o post: como é que vocês querem convencer os cristãos que não há uma ressurreição física? como é que querem convencer os muçulmanos que no paraíso não há 70 virgens à espera deles? como é que querem convencer os hindus que não há reencarnação?
GH

pinto ribeiro disse...

fazendo o elogio dos trolls...?

pinto ribeiro disse...

penso que para muitos cristãos e muçulmanos o enunciado pelo troll pode já ser pacífica...não será por aí...mas...o que é o hinduísmo...aquela cena das vacas sagradas e das mulheres queimadas vivas nas piras dos defuntos? religião ou barbárie?

Barnabé disse...

com TODAS as consequências que tal me acarretou e com o que a minha filha tem passado na escola primária pública estatal,´ao longo deste ano lectivo, continuo como no princípio do ano a exigir o respeito pela constituição da república e não aceito crucifixos nem na sala de aulas nem num qualquer hospital público. a factura tem sido muito elevada. por vezes, abjecta. não sou de esquerda nem ateu. mas não aceito que um manual da porto editora, PORTUGUÊS, tenha uma ficha de avaliação com perguntas sobre a 'ressureição do deus menino'. chega de tretas. fui aluno dos maristas e formei-me na católica. não tenho nada em especial contra a Igreja. ou a favor. mas exijo que respeitem a minha liberdade individual. e a da minha filha.

Barnabé disse...

com TODAS as consequências que tal me acarretou e com o que a minha filha tem passado na escola primária pública estatal,´ao longo deste ano lectivo, continuo como no princípio do ano a exigir o respeito pela constituição da república e não aceito crucifixos nem na sala de aulas nem num qualquer hospital público. a factura tem sido muito elevada. por vezes, abjecta. não sou de esquerda nem ateu. mas não aceito que um manual da porto editora, PORTUGUÊS, tenha uma ficha de avaliação com perguntas sobre a 'ressureição do deus menino'. chega de tretas. fui aluno dos maristas e formei-me na católica. não tenho nada em especial contra a Igreja. ou a favor. mas exijo que respeitem a minha liberdade individual. e a da minha filha.com TODAS as consequências que tal me acarretou e com o que a minha filha tem passado na escola primária pública estatal,´ao longo deste ano lectivo, continuo como no princípio do ano a exigir o respeito pela constituição da república e não aceito crucifixos nem na sala de aulas nem num qualquer hospital público. a factura tem sido muito elevada. por vezes, abjecta. não sou de esquerda nem ateu. mas não aceito que um manual da porto editora, PORTUGUÊS, tenha uma ficha de avaliação com perguntas sobre a 'ressureição do deus menino'. chega de tretas. fui aluno dos maristas e formei-me na católica. não tenho nada em especial contra a Igreja. ou a favor. mas exijo que respeitem a minha liberdade individual. e a da minha filha.

Publicado por pinto ribeiro

pinto ribeiro disse...

para acalmar a beataria habitual acrescento que este intolerante, eu, tem na mesa de cabeceira a biblía bem como o corão, aprovado na versão em inglês, pelas devidas autoridades religiosas. mais. leio e explico semanalmente trechos de ambos os livros à minha filha. mas à escola o que é da escola e às igrejas o que é das igrejas. além de que já aborrece neste país ver a pose permanente de vitímas dos católicos que nos querem impor a bem ou a mal a sua fúria evangelizadora.

pinto ribeiro disse...

VOLTO A ASSINAR POR BAIXO, PALAVRA POR PALAVRA. agora. explica lá o que pretendes...se queres falar de coisas sérias e não de bahais, elfos, trolls ou vacas sagradas.

pinto ribeiro disse...

obrigado por coleccionares os meus postes...fico lisongeado...obrigado. obrigado.

pinto ribeiro disse...

e nos maristas faziamos piras com os livros roubados aos alunos inclusive biblias protestantes aos quais regávamos com gasolina e deitavamos-lhe o fogo. obrigavamos todos os seminaristas a assistirem ao auto de fé.

pinto ribeiro disse...
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Anónimo disse...

é só escoria e canalha...nada como gente "religiosa"...vai apanhar bosta sagrada ó pulha...

Canijo disse...
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Anónimo disse...

se dúvidas houvesse sobre a estatura moral da canalha desta seita...roubar uma identidade, mesmo num blog, fala por si. exemplar, ó MARCO.

Canijo disse...

só é pena o tal elfo não te conseguir apanhar o tal ip, mas tens os barnabés e toda a escumalha da esquerda à procura dum troll de direita que é uma vergonha para a direita.

Marco disse...

GH
Os livros sagrados estão cheios de simbolismos; regra geral, quando estes são interpretados literalmente acaba-se por acreditar em algo que é contrário às leis da natureza. Isso aconteceu, por exemplo, com a Ressurreição. Segundo a interpretação baha’i, não houve uma ressurreição física de Cristo; o que ressuscitou foi a Sua Igreja (que durante três dias esteve desaparecida). Foi esse "Corpo Místico de Cristo" que ressuscitou três dias após a Sua morte.
Este é um exemplo de como a interpretação de um ensinamento contido nos Livros Sagrados é motivo de confusão. (nota que é a interpretação, não é o ensinamento em si)

Pinto Ribeiro,
Não sei controlar IP's, nem identidades de bloggers.

Marco disse...

Aviso: daqui em diante apago comentários que considere insultuosos

pinto ribeiro disse...

já vens tarde. começa mais acima com o teu amigo. mas fica-te bem o novo perfil de censor. como é que classificas insultuoso? o teu elfo? balelas...

pinto ribeiro disse...

" e nos maristas fazíamos piras..." isso não é meu. não é insultuoso?....

PINTO RIBEIRO disse...
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Anónimo disse...

QUERES CENSURAR...APAGA TUDO O QUE VEM EM PINTO RIBEIRO E CONTROLA OS TEUS AMIGOS. EU NÃO VOLTO CÁ. MAS GUARDO OS VOSSOS NOMES E REGISTO AS VOSSAS ATITUDES.

pinto ribeiro disse...

SÓ PARA O CASO DE UM DIA ME ENCONTRAR CARA A CARA COM ESSA ESCÓRIA QUE NEM O NOME DÁ....

pinto ribeiro disse...
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PINTO RIBEIRO disse...
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Anónimo disse...

Vamos lá a ver se percebi.
Estás a pedir aos crentes que esqueçam interpretações literais e considerem apenas os significados simbólicos? Isso é bem complicado para quem é ligado a uma religiosidade popular (milagres, anjinhos e coisas assim)... Isso é coisa para quem tem cabeça. E já agora: quem é que define o que é o simbolismo correcto? :-)
GH

Lutz disse...

Marco, venho cá dar-te a minha solidariedade.
Realmente é uma injustiça suprema que o teu blogue acaba de ser o palco de tanta falta de tolerância e civismo!
Um abraço,

Anónimo disse...

Estive quatro dias de molho ("anginas").
E hojei voltei ao blog do Marco. Os textos continuam muito bons e os comentários variam entre intervenções críticas construtivas e trocas de "galhardertes" disparatados.
Independentemente de eu (João Moutinho) ser amigo do Marco e seguidor da mesma religião, penso que este blog nos ajuda a pensar as realidades contemporâneas de forma universal. Os textos, independemente do credo de cada um, só poderão ser enriquecedores, quanto aos debates, isso já é mais aleatório.
Além de que, várias vezes se tem falado de liberdade de expressão, é preciso conquistá-la e merecê-la.
(tenho de voltar a blogar-me)

João Moutinho

Marco disse...

GH
Na verdade, é isso mesmo. Muitas pessoas aceitam coisas como verdades religiosas e não questionam nada. Nota que não se trata de negar a religião, mas de compreender a sua verdadeira essência. É claro que isto pode ser difícil para algumas pessoas, mas como escrevi, não podemos confundir os aspectos eternos com os aspectos efémeros de uma religião.
Simbolismo correcto? Não existe uma interpretação simbólica única para as escrituras sagradas; os simbolismos são múltiplos.

Lutz,
Obrigado.
Se para todas as pessoas fosse fácil viver com opiniões diferentes, então este mundo já seria um paraíso! Havemos de lá chegar...

Galrio disse...

Uma mesa redonda com várias opiniões é como um banquete faustoso com vários acepipes que só aumentam o apetite dos comensais. Assim também os comentários inteligentes das várias nuances de cariz religioso vêm enriquecer um colóquio que se quer inter-religioso e inter-filosófico. Mesmo aqueles que de entre nós não partilham das mesmas opiniões lineares da acuidade intelectual com que nos defrontamos no dia a dia só querem dar mais uma acha para a fogueira do consenso e do bom senso com que nos queremo, todos, banquetear.

Galrio disse...

Esperemos que desta discussão acesa que se gerou aqui atrás traga os seus frutos no futuro próximo... e, tenhamos a coragem para ver as verdades semi escondidads no meio das adversidades levantadas pelas tempestades de idéias que se foram acumulando no horizonte da discórdia.

Marco disse...

Galrio,
Seja bem vindo. Junte-se ao banquete! :-)
Dê o seu contributo. É do choque de opiniões que surge a luz da verdade (li esta frase não sei onde...)

João Moutinho,
Estava a estranhar a tua ausência.
Espero que estejas recuperado a 100%

Anónimo disse...

LIÇÃO DE ÉTICA BAHAI.
censura-se um poste que diga m****.
mantêm-se publicados postes assindos abusivamente com uma identidade roubada...sem comentários.

Anónimo disse...

Ainda não estou a 100%.
Se estivesse já estaria a (tentar) descrever as 70 virgens do Islão e a Ressurreição de Jesus.

João

Galrio disse...

A ressurreição das almas tem sido um tema quente ao longo dos milénios, no entanto, Jesus dizia aos apóstolos:"deixai que os mortos enterrem os seus mortos". Quer isto dizer que as pessoas na era de Jesus estavam "mortas" espiritualmente e Jesus foi a sua ressurreição. Jesus disse: " Eu sou a Luz a Ressurreição e a Vida". Significa isto que quem aceitou a verdade de Jesus atingiu a sua própria ressurreição pois até aí estava como "morto" e reviveram. Jesus disse ainda que todos haveriam de ressuscitar no "Último dia", isto é que quando Jesus viesse no fim dos tempos na Glória do Pai todo o olho o veria, mas diz logo de seguida que quem tenha ouvidos para ouvir que ouça, isto é uma advertência para que estejam atentos.
Noutra parte diz ainda: "Eis que cedo venho, como um ladrão na noite, e, se o dono da casa soubesse a que horas vinha o ladrão estaria atento, por isso orai e vigiai para que quando vier o Espírito da Verdade - (Aquele que Deus tornará manifesto) -, vos não apanhe distraídos"

Anónimo disse...

Galrio
No último parágrafo, o parentesis curvo deverá ser substituido por um parentessis recto. Isto por que o que está dentro de parentesis não foi dito explicitamente pelo autor do comentário, que está entre aspas assinalado.
Permito-me chamar a atenção para o perigo de misturaramos o que pensamos no meio de textos sagrados, o resultado pode ser um descalabro de termos de credibilidade.

João Moutinho

Galrio disse...

[Aquele que Deus tornará Manifesto], O Báb

Pronto, amigo Moutinho, deixe lá os preciosismos da escrita, que nem Jesus cá vem reclamar nem o Báb se iria importar.

Marco disse...

Moutinho,
E se no meio do texto sagrado eu desejar incluir uma referência cruzada? E se essa referência for a outro versículo do texto em causa?
E se o texto só por si for um descalabro de credibilidade (mesmo sem estar misturado com as escrituras) o que fazer aos parentesis?
E as notas de rodapé? Devem ser identificadas com letras ou números?
E as citações? Em itálico ou bastam as aspas?
E chavetas? Porque é que nunca educaste o povo sobre a utilização de chavetas?
E na transcrição de discursos como incluir as tosses ou engasganços?
Eh eh eh eh

Galrio disse...

Bom, o meu professor de Semiologia do Texto, Prof Malaca Casteleiro, dizia que o que importa é a maneira como te comunicas com os outros e não a forma como escreves porque a escrita é uma invenção mutante que não deu origem ao eruditismo da fala mas antes o contrário, que é a fala que dá origem aos malabarismos da escrita e que tens que ter sempre em linha de conta o universo dos falantes com quem queres comunicar, Daí, que as aspas, as chavetas e os parêntisis curvos ou rectos não fazem parte da fala e só são utilizados quando "muletas" para que o interlocutor perceba que interrompeste o raciocinio para intercalares uma outra ideia que não pertenceria necessariamente àquele contexto, mas podias muito bem ter posto um travessão, uma barra de qualquer feitio que ia dar ao mesmo.

Anónimo disse...

Pronto! Eu concordo convosco desde que vocês concordem comigo.

João Moutinho

Galrio disse...

Moutinho, vê lá se te blogas que os anonymous deixam-me pouco à vontade

Anónimo disse...

Espero que ninguém fique "arrepiado" com os meus comentários e perguntas; mas não tenho pachorra para me registar nos blogs.
Duas perguntas:
1. Existem comunidades dentro dos bahais? (tipo ortodoxos, reformadores...)
2. Como é que explicam que Maomé seja o último dos profetas e agora vocês tenham também um Profeta?
GH

Anónimo disse...

JOÃO MOUTINHO...OS COMENTARIOS NÃO PODEM SER DE QUEM OS ASSINA SE HOUVER A USAR ABUSIVA E ILEGALMENTE O TEU NOME PARA OS ASSINAR...É DIFÍCIL PERCEBER? É NOJENTO. E RETIRA TODA A CREDIBILIDADE AO QUE REALMENTE PUBLICAS...É DIFÍCIL PERCEBER?...TBÉM NÃO ÉS O ÚNICO...

Anónimo disse...

se houver ALGUEM...CORRECÇÃO.

Anónimo disse...

POR EXEMPLO. aqui estão montes de comentários assinados por quem não os escreveu. mas o censor sabe-o e deixou-os ficar apagando o que lhe deu na real gana. percebes? então explica.

Galrio disse...

Maomé disse:" Eu Sou o último dos Profetas, depois de mim mais nenhum profeta virá". Quereria Maomé dizer que Ele era o Profeta daquela Era e que não deviam procurar outro Profeta pois era Ele o Prometido das Eras anteriores. Outrosim, teria a significação do final da Era Adâmica que teria começado com Adão e terminado com Maomé.
Na realidade nem a Era Adâmica foi a primeira Era, nem a Era Bahá'í será a última, pois as Eras vão acompanhando o Homem desde que o homem ainda tinha guelras e barbatanas e já era homem. Assim a posição do Báb é a de um Mensageiro que vem anunciar outro Mensageiro - Aquele que Deus tornará Manifesto -, que é Bahá'u'lláh, sendo assim ambos Mensageiros que devido à Sua importância do começo de uma Nova Era que terá a duração de cerca de 500000 anos, dizendo, no entanto, que dentro de um período nunca inferior a mil anos virá um novo Mensageiro para uni toda a galáxia, assim como Bahá'u'lláh viria unir todo o planeta. Por isso BAhá'u'lláh diz:"A Terra é um só país, e a humanidade os seus cidadãos"

João Moutinho disse...

Desta vez venho directamente do meu blog.
Todos sabemos que na Net é muito difícil identificar os intervenientes. Mas se o censor deixou ficar o seu comentário é porque ele não teme qualquer confrontação (civilizada).
GH
A Fé Bahá'í é praticamente um corpo uno, tem havido várias tentativas de cisma que têm sido frustradas. É provável que na América do Norte ainda haja alguns resquícios de um grupo dissidente, mas sem grande expressão.
Aliás é nossa crença que pela primeira vez vai haver uma religião sem divisões tal como Jesus profetizou em São João "Tenho muitas ovelhas para juntar, que não são deste aprisco, quando houver um só rebanho e um só pastor".
Maomé representa o fim do Ciclo das Profecias e o Báb deu início ao Ciclo do Cumprimento. Além que que qualquer Manifestante é sempre "o primeiro e último dos Profetas".

Anónimo disse...

Compreende-se que uma religião sincretista (penso que podemos designar assim a religião Bahai) prefira, nos textos sagrados que pretende integrar, a linguagem simbólica à linguagem literal. Na verdade, é única forma de conseguir a coerência que pretende. Mas não me parece uma opção intelectualmente corecta. E falo numa perspectiva cristã. Por exemplo, a ressurreição de Cristo. Ela é apresentada ao longo de todo o Novo Testamento como um facto histórico: o túmulo vazio, o encontro dos discípulos com Cristo ressuscitado, o Apóstolo Paulo diz mesmo que se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé (a questão da ressurreição de Jesus foi das primeiras batalhas que a Igreja teve que enfrentar). Concerteza que há lingugem simbólica no Novo Testamento: as parábolas de Jesus, o Apocalipse. Mas aí está bem sinalizado, no próprio texto, o tipo de linguagem utilizada. Fala-se em história, em sonho, etc.
Já aqui disse que um dos maiores problemas de uma religião tipo Bahai é a incoerência do textos que pretende integrar. Existem contradições insanáveis, como a versão bíblica e corânica do episódio com Agar e Ismael.
Também tornar simbólico todos os textos parece-me um opção calamitosa. Porque podemos afirmar uma coisa e o seu oposto com base nas mesmas palavras escritas. Como sabemos o que os fundadores das religiões quiseram dizer (e isto inclui os próprios profetas bahais)? Se tudo é simbólico cada um acaba por tirar do texto apenas aquilo que quer ouvir. E surge até o questionamento sobre a necessidade de existência dos próprios textos. Se quererem dizer qualquer coisa têm alguma utilidade?

Anonymous #2

Galrio disse...

Disseste:"o Apóstolo Paulo diz mesmo que se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé"
#2
Sempre me pareceu que Paulo não era um dos doze. Ou estarei enganado?

Depois há aquela questão da interpretação dos textos Bahá'ís. É que só 'Abdul'Bahá podia interpretar os textos de Seu Pai e depois disso só o seu neto Shoghi Effendi o poderia fazer, e, depois da morte deste último, só são válidas as interpretações da Casa Universal de Justiça ou por ela aprovados.

João Moutinho disse...

Último interveniente

Tenho pouco tempo e a sua intervenção foi profunda (por outras palvras estou tramado...):-)
Lebro-me de ter (re)lido um texto, penso de autoria de um pastor protestante, em que ele demonstrava a incoerência que havia entre os Evangelhos na descrição sobre a Ressurreição de Jesus, não eram de todo coincidentes.
Além de que, sejamos imparciais se Caifás e os restantes fariseus, juntamente com a população, se tivessem apercebido da Ressurreição corpórea certamente teriam acreditado em Jesus.
Quanto à versão sobre Agar e Ismael não serem coincidentes, a bíblica e a corânica, e em qual (nós bahá'ís) deveremos fazer Fé, é inequívocvo. Em caso de não coincidência seguimos o Alcorão. Este é um Livro Autêntico (no sentido de Revelação directa) enquanto o Antigo Testamento foi escrito cerca de 400 A.C na Babilónia (segundo creio) e resultou de uma tradição oral transmitida ao longo de gerações.
Para nós o primogénito que Abraão ia sacrificar era Ismael.

Anónimo disse...

Galrio
Paulo não era, de facto, um dos doze. Mas o célebre encontro da Estrada de Damasco deu-lhe um estatuto equivalente. Mas se referi Paulo, posso também referir Pedro (Actos 2, por exemplo - aliás neste mesmo capítulo podem ver que o Espírito que Jesus prometeu, e que os bahais consideram como uma profecia para o seu profeta, era mesmo o Espírito Santo).
Quanto à Casa da Universal da Justiça, nada a opor, mas parece-me um pouco como o catecismo católico. Como cristão (evangélico) tenho apenas a Bíblia como Palavra de Deus, e o Espírito Santo como meio de discernir a verdade da mentira.

João Moutinho
Mesmo supondo que não são coincidentes as descrições (o que não quer dizer que sejam contraditórias, podem ser complementares), o facto é que todos os escritores do Novo Testamento se referem à ressurreição como um facto histórico.
Essa opção pelo Islamismo, que acaba por ter lógica, uma vez que foi no seu seio que a religião Bahai nasceu, é uma das descobertas feitas neste blog. E é interessante: foi às mãos dos muçulmanos que os bahais sempre sofreram, e sofrem ainda hoje, mas continuam a ter por eles um "afecto" especial.
Quanto ao Corão vs. Bíblia, continuam os dois sagrados, mesmo sabendo que um deles mente?

Anónimo disse...

O comentário anterior é do Anonymous #2

João Moutinho disse...

#2
"Quanto ao Corão vs. Bíblia, continuam os dois sagrados, mesmo sabendo que um deles mente?" A palavra mentir parece-me ser demasiado forte para poder explicar uma divergência.
A Bíblia é um livro de inspiração diviva mas o Alcorão é uma Revelação Divina, pois revelada directamente por Maomé aos crentes.
Mesmo os Livros do Novo Testamento foram escritos após 50 ou 60 anos de Jesus ter ascendido. É provável até que as cartas de Paulo tenham sido escritas antes dos Evangelhos Sinóticos.
O Antigo Testamento refere-se a episódios que teraõ ocorrido há cinco mil anos mas o seu relato escrito só foi feito cerca de 400 A.C..
As descrições dos Evangelhistas são mesmo contraditórias no respeitante à ressurreição corpórea de Jesus. A Ressurreição é um facto histórico, mas sob o ponto de vista espiritual.
Se os fenómenos físicos desvelassem a Majestade de Jesus, então todos ter-se-iam prostrado perante Ele.
A nossa crença é que o Seu corpo se desintegrou como o de um ser humano comum.
Relativamente ao Islão, somos crentes em Maomé tal como os primeiros cristãos eram crentes em Moisés. Jesus disse aos fariseus que não era Ele que os ia acusar ao Pai por não O aceitarem mas sim Moisés.

Anónimo disse...

João Moutinho

Quanto à ressurreição apenas espiritual de Cristo, lembro-lhe o episódio com Tomé. Cristo não era um espírito, era mesmo carne e osso. Também não concordo com a afirmação que as descrições que os evangelistas fazem da ressurreição são contraditórias. Mas para tirar dúvidas, basta lê-las em cada um dos quatro Evangelhos.
É interessante a distinção que faz entre a inspiração e revelação divina. O que coloca o Corão acima da Bíblia. Obviamente que a minha hierarquia é a oposta. A Bíblia foi escrita durante muitos séculos (e abarca um período histórico de mais de três mil anos), em vários "países" e em várias línguas diferentes, por dezenas de pessoas. E, no entanto, tem uma coerência espantosa. Ou seja, o autor foi só um, Deus, usando escritores com personalidades, línguas, culturas, nível social e contextos históricos diferentes. Não foi um homem apenas que a escreveu ou ditou. Ela é resultado da experiências de muitos seres humanos com o mesmo, o único, Deus.
A comparação de Maomé com Moisés parece-me adequada para perspectiva bahai. Só uma chamada de atenção: realmente Jesus não veio condenar, Ele veio salvar. O acusador é Satanás. E isto serve apresentar mais uma curiosidade minha. Qual o papel destinado a Satanás na teologia Bahai?

Anonymous #2

João Moutinho disse...

Na Fé Bahá'í não tenho visto o termo teologia a ser utilizado mas Satanás para nós é uma figura alegórica, não tem exsitência como ente real. Significa muitas vezes as paixões mundanas (ou bestiais)que nos afastam do Criador.
O facto de não colocar (prefiro agora só falar em nome meramente pesoal) num mesmo pé de igualdade a Bíblia (mais até os primeiros episódios, sob ordem cronológica, no Antigo Testamento) com o Alcorão não quer dizer que não seja crente nEla, ou que os homens (não sei se também mulheres) que o escreveram não o fizeram sob orientação do Espírito Santo.
Mas voltando à Ressurreição, o episódio de Tomé deverá ser entendido como uma parábola.

Marco disse...

Anonymous #2,

Algumas questões sobre a historicidade da Ressurreição algumas questões colocadas por Hubert Richards no livro The First Easter. What Really Happened? :

--> "Quando, exactamente, teve lugar o funeral de Jesus? (João diz que o corpo ficou preparado na Sexta-feira à noite; Lucas afirma que as especiarias ficaram prontas ao anoitecer de Sexta-feira; Marcos diz que estes não foram trazidos antes do anoitecer de sábado) Como é que o corpo foi enterrado? (selado e guardado de acordo com Mateus; por embalsamar e não-selado segundo Marcos e Lucas)"

--> "Em que momento do Domingo é que a primeira testemunha foi ao túmulo? (João diz que ainda era escuro; em Mateus e Lucas era a alvorada; em Marcos foi depois do nascer do sol) Quem eram estas duas testemunhas? (as duas Marias, segundo Mateus; com Salomé, de acordo com Marcos; com Joana e outras segundo Lucas; apenas Maria Madalena de acordo com João, apesar dela falar no plural) Elas viram a pedra ser removida (Mateus) ou quando chegaram isto já tinha acontecido (Lucas, Marcos, João)?”

--> "O que é que elas viram ali? Um anjo (Mateus, Marcos) ou dois (Lucas, João)? No exterior do túmulo (Mateus) ou no interior (Marcos, Lucas, João)? Como é que estes anjos não eram visíveis quando o túmulo foi visitado ao mesmo tempo por Pedro (Lucas) e João (João)? As mulheres entraram no túmulo antes de ouvirem a mensagem do anjo (Marcos, Lucas) ou depois (Mateus)? Qual era a mensagem que elas tinham de entregar aos discípulos - que o Jesus ressuscitado iria, muito em breve, aparecer perante eles (Lucas, João), ou apenas mais tarde, na Galileia (Mateus, Marcos)? Com estas notícias eles ficaram cheios de medo e não disseram a ninguém (Marcos) ou ficaram cheios de alegria e disseram imediatamente a todos os discípulos (Mateus, Lucas, João)?"

Nota: as questões formuladas por Hubert Richards não pretendem "ridicularizar o texto", mas para permitir aos cristãos descobrir o verdadeiro propósito das narrativas.

Sobre a Ressurreição de Cristo, já tinha postado:
http://povodebaha.blogspot.com/2004/04/ressurreio-de-cristo.html
http://povodebaha.blogspot.com/2004/04/primeira-pscoa.html

Anónimo disse...

João Moutinho
A expressão "teologia Bahai" é minha, e pode, por ignorância, estar errado.
Quanto a Satanás, parece ser um dos aspecto em que há um corte entre a fé Bahai e o Corão (e a Bíblia). Porque, tanto quanto sei, para Maóme Satanás era uma figura real.

Anonymous #2
Marco
As perguntas são muitas. Ainda pensei responder uma a uma, ou então transcrever os textos dos quatro Evangelhos. Mas, e tentando que esta não seja uma desculpa para o pecado da perguiça, acho melhor cada um ler as passagens e julgar em consciência. Elas estão em: Mateus 28:1 a 10; Marcos 16:1 a 8; Lucas 24:1 a 12; João 20: 1 a 10. Basta escrever "biblia online" num motor de busca, escolher um site e indicar a referência.
Pessoalmente, parece-me evidente que são visões complermentares, em nada contraditórias, de um mesmo episódio. Ponha quatro pessoas a descreverem uma cena presenciada por todas. Cada descrição focará perspectivas e pormenores diferentes. Aliás, porque existem quatro Evangelhos? Podia haver só uma "versão oficial". O Evangelho de Marcos, por exemplo, o mais antigo. Mas, como disse num comentário anterior, a Bíblia não é uma revelação directa feita a um único homem, mas os testemunhos de muitos inspirados por Deus. O que nos dá uma visão mais rica e complexa da realidade.

Marco disse...

Anonymous #2,

Na minha opinião, se tomarmos os relatos dos Evangelhos como narrativas históricas encontramos as contradições referidas nas questões; mas se os encaramos como testemunhos da vivência de uma Fé (inspirados por Deus), percebemos que são complementares. É sob esta segunda perspectiva que nos simbolismos descubro o poder regenerador e a sua força espiritual destes textos sagrados.

Mas como disse num comentário anterior, prometo um post sobre simbolismos.

Anónimo disse...

Marco
Quatro pessoas olham para a mesma garrafa. Uma diz que está meio vazia, outra que está meio cheia, outra, ainda, que a garrafa está quase vazia, e a última que está quase cheia. E todas descrevem, com rigor, o que estão a ver. Há alguma fé ou algum simbolismo envolvidos no assunto? "Era ainda escuro", "ao nascer do dia", "de madrugada", não podem ser formas de descrever o mesmo momento?
Quanto ao post sobre o simbolismo, parece-me importante. Sempre me chamou a atenção a linguagem repleta de matáforas dos bahais. Pelo que vou aprendendo aqui parece que as razões da sua existência são profundas.

Anónimo disse...

Ops...o post anterior é do anonymous #2

Galrio disse...

Bom, se não entrarmos pela simbologia semiótica ficamos em terreno firme, agora se entramos na simbologia aristotélica caímos nas areias movediças das teologias.

Anónimo disse...

Essa sensatez BAHAI é maravilhosa! Espio a conversa de vocês "às vezes animada demais" mas sempre interessante.
Emily (Brasil-MS)

Anónimo disse...

Eu sou muçulmano.

1-Nós muçulmanos não acreditamos em 70 virgens no paraiso, isto é mentira da midia que manipula o cidadão inoquo ,inoperante e hignorante ao assunto verdadeiro.

2-A fé bahai é uma ramificação do babismo que é uma ramificação dos xiitas 12 imans, na verdade diversos bahais e babis sempre se proclamaram muçulmanos

Marco disse...

Ao anónimo Muçulmano:

Se a "fé bahai é uma ramificação do babismo que é uma ramificação dos xiitas", então o Islão também é uma ramificação do cristianismo, que por sua vez é uma ramificação do judaísmo, que por sua vez...

Anónimo disse...

ameiii....

Anónimo disse...

Não para dar pano pra manga, mas a discrepância de todas as religiões ma faz cada vez mais acreditar que devamos depositar fé nos seres humanos apesar de farem coisas não tão boas, são as mesmas que me ajudaram e ajudam-me no momento, mesmo que um diga: - Este estava inspirado pelo Espirito Santo por isso fez tal obra!(ou qualquer outra entidade) - são as coisas que acontecem no momento e este momento é o mais importante, claro que não devamos nos esquecer dos principios basicos de uma boa vida em conjunto; mas o que é certo e o que é errado fazer todos nós sentimos em nossos coraçoes. O que fica claro é que religião tornou-se uma forma politica de se regular as ções dos seres humanos, e não mais tão divina.