sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Morte lenta para os Bahá'ís do Irão

Tradução de excertos de um artigo publicado na revista Time.
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Na maioria dos países, os crentes da fé Baha'i são vistos como cidadãos-modelo. A sua religião coloca grande ênfase na dedicação, paz e obediência à lei. No Irão, no entanto, os baha'is não são apenas indesejáveis, mas activamente perseguidos. Desde que o Ayatollah Ruhollah Khomeini chegou ao poder em 1979, 300.000 Baha'is do Irão vivem sob um reinado de terror na terra onde nasceu a sua fé. No mais recente de muitos protestos, o relatório anual do Departamento de Estado sobre direitos humanos afirmou na semana passada que os crentes "sofrem de prisão, tortura e execução" nas mãos do governo.

Desde 1979, pelo menos 150 fiéis foram condenados à morte. Embora as acusações oficiais normalmente incluam "espionagem" ou "traição", os bahá'ís dizem que o motivo real é a intolerância oficial a uma fé que os mullahs xiitas do Irão consideram blasfema. Estima-se que 550 Baha'is estejam na prisão. Milhares de pessoas perderam as suas casas e bens, e multidões profanaram centros Baha'is, cemitérios e mais sagrado santuário da fé no Irão, a Casa do Báb em Shiraz.

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Em Agosto do ano passado, o procurador-geral do Irão, Hojatoleslam Hossein Musavi Tabrizi, ordenou a abolição de todas as organizações Baha'is. A comunidade, obedientemente, encerrou os seus 400 centros locais e dissolveu os conselhos administrativos nacional e locais. Nos meses seguintes à declaração de Tabrizi, um agricultor foi linchado, uma jovem foi morta por uma multidão logo depois dar à luz, e 190 bahá'ís foram presos. Mehri Mavaddat, uma advogada iraniana refugiada que vive agora em Toronto, e cujo marido foi executado em 1981, afirma: "Os assassinatos são muito casuais. Isso é o que os torna tão horríveis. Alguns são presos e mortos. Alguns são conhecidos do governo, mas não são presos."

Os Baha'is, que muitas vezes são convenientes bodes expiatórios, são perseguidos desde que a sua fé foi fundada em meados do século XIX, na Pérsia. Depois de um Xá tirano ter sido assassinado por um terrorista muçulmano em 1896, uma multidão atacou a comunidade Baha'i em Yazd, matando várias pessoas. Os crentes foram repetidamente torturados e mutilado por vigilantes locais nos anos seguintes. A pior explosão antes da subida de Khomeini ao poder ocorreu em 1955-56 sob o Xá. Antigos agentes da SAVAK, a polícia secreta do Xá, dizem que agentes do governo provocaram uma histeria anti-Baha'i para desviar a fúria dos muçulmanos reaccionários contra o Xá. Um ex-oficial SAVAK recorda: "Muitos clérigos muçulmanos, incluindo numerosos com altos cargos no regime de Khomeini, enriqueceram com o dinheiro SAVAK, que receberam para lutar contra o Bahaismo e do Comunismo." Em 1978, na agitação que precedeu a partida do Xá, 40 pessoas, ambos Baha'is e muçulmanos, foram mortas durante confrontos em Shiraz.

Há uma razão fundamental para esta inimizade doutrinária. O Islão proclama que Maomé foi o "Selo dos Profetas", mensageiro final de Deus para a humanidade. Mas a fé Baha’i... afirma que dois profetas vieram depois de Maomé. Para os muçulmanos trata-se de uma fé nova e pervertida. O primeiro profeta foi Mirza Ali "Muhammad, que declarou em 1844 que ele era o Bab (porta), o caminho para Deus. Ele foi executado em 1850 como um herege. Quando as autoridades persas tentaram acabar com os seus discípulos, os Babis ripostaram, cerca de 20 mil foram chacinados.

Um dos Babis adoptou o nome de Bahá'u'lláh (Glória de Deus) e proclamou-se o Prometido, ou Messias, em 1863; os seus seguidores ficaram conhecidos como bahá'ís. Ele substituiu o zelo militante dos Babis por uma rigorosa não-violência. Bahá'u'lláh passou muitos dos seus últimos anos numa prisão turca ou sob prisão domiciliar, perto da actual Haifa, Israel. Ali, os Baha'is construíram o seu túmulo e estabeleceram a sua sede mundial. Esta ligação ténue com Israel inflama ainda mais as suspeitas islâmicas.

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Leia o artigo completo:
Religion: Slow Death for Iran's Baha'is (TIME)

sábado, 21 de agosto de 2010

A força da Religião


"O que torna as religiões virtualmente indestrutíveis é que oferecem aos adeptos uma âncora identitária duradoura. Em diversas etapas da História, outras solidariedades mais recentes, mais «modernas» - a classe, a nação – pareceram prevalecer. Mas foi a religião que até agora teve a última palavra. Pensava-se que era possível expulsá-la da esfera pública para a acantonar nas fronteiras do culto. Mas ela revela-se difícil de acantonar, difícil de domar e impossível de desenraizar. São precisamente aqueles que a destinavam ao museu da história que foram prematuramente relegados para este. Entretanto, a religião mostra-se próspera, conquistadora, por vezes até invasora."



Não escondo o meu fascínio por este livro de Amin Maalouf. Uma das razões desse fascínio é a enorme proximidade entre as suas ideias e os ensinamentos de Bahá'u'lláh, o fundador da Fé Bahá’í. Sobre a importância da religião, aqui ficam algumas palavras de Bahá'u'lláh.
"A religião é, em verdade, o instrumento principal para o estabelecimento da ordem no mundo e da tranquilidade entre seus povos. O enfraquecimento dos pilares da religião tem fortalecido os insensatos, tornando-os mais audazes e mais arrogantes. Verdadeiramente digo: Quanto maior o declínio da religião, mais penosa se torna a desobediência dos ímpios. Isso não pode levar, afinal, senão ao caos e confusão."

Epístolas de Bahá'u'lláh, KALIMÁT-I-FIRDAWSÍYYIH

"A religião de Deus e Sua lei divina são os mais poderosos instrumentos e os mais seguros de todos os meios para o alvorecer da luz da unidade entre os homens. O progresso do mundo, o desenvolvimento das nações, a tranquilidade dos povos, e a paz de todos os que habitam na terra, figuram entre os princípios e preceitos de Deus."
Epístolas de Bahá'u'lláh, ISHRÁQÁT - Esplendores

domingo, 15 de agosto de 2010

Ciência e Religião (2)


"Para muitos pensadores científicos, aquilo que tradicionalmente temos chamado «Deus» aparece agora como sendo demasiado pequeno para eles. É esta a razão por que alguns cientistas se têm virado para as filosofias religiosas orientais e para outras formas de misticismo para satisfazer o seu desejo, bem humano, de horizontes infinitos.

De qualquer modo, a teologia tem de se esforçar para garantir que a nossa noção de Deus não é menor do que a epopeia da evolução cósmica e biológica. Muitos de nós criamos as nossas impressões de Deus quando somos muito novos, e ainda que cresçamos e os nosso intelectos se desenvolvam, o nosso entendimento de Deus muitas vezes não cresce connosco. Para muitos cientistas e outras pessoas com formação, a consciência de um Deus «pessoal» vai-se perdendo nas cada vez mais vastas imensidões do tempo e do espaço. Torna-se para eles difícil participarem em formas tradicionais de culto porque «Deus» parece muito menos grandioso do que o cosmos. Muitos cientistas perdem o interesse na religião não por preguiça ou má vontade, mas porque os formadores religiosos, pastores e pregadores não conseguem apresentar Deus em termos que sejam proporcionais à nova perspectiva evolucionista da Natureza."

John F. Haught, Cristianismo e Evolucionismo, p. 73

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Geração Viva - Educação

Programa "A Fé dos Homens", filmado em Darque (Viana do Castelo). Inclui um excerto de um ensaio do grupo Geração Viva, dedicado ao tema da Educação.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Qual o futuro da diversidade religiosa numa região dominada pelo Irão?

Artigo de Maryam Ishani, publicado ontem no Huffington Post. Os sombreados são da minha responsabilidade.
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Recentemente, sentei-me com um escritor iraniano bem sucedido, que reside em Nova York e Teerão. Ele escreve sobre a política do regime, o seu futuro e as possibilidades da democracia. Esperava visitar o Irão, a minha terra natal, para obter uma oportunidade de ver de perto o impacte dos motins após as eleições e se o movimento tinha, na verdade, sido completamente esmagado como parecia. Curiosa e ansiosa para cobrir uma história intensa e ver o país que expulsou a minha família há 20 anos atrás, pedi-lhe para nos encontrarmos num café da moda em NoLita.

Entre café e bolos, ele estava muito optimista de que eu não teria problemas para entrar e sair, mesmo como jornalista cobrindo as eleições, as coisas não eram tão más, disse. A sua escrita reflectia uma visão realista e positiva sobre o desenvolvimento político iraniano. "As coisas estão a mudar, o governo está a mudar ", ouvi-o a explicar mais de uma vez para multidões em sessões de autógrafos.

Eu não queria pressioná-lo muito, mas tinha uma preocupação específica: E se eu for Bahá'í?

"Pode-se provar que você é Bahá'í?" perguntou: "As autoridades no Irão conseguem fazer isso?"

Disse que uma vez tinha publicado uma história num boletim inter-religioso universitário, em que referi eu era um membro da fé Bahá'í.

"Então, não... você não pode ir. Retire esse artigo do servidor na faculdade antes de pensar em ir."

A ameaça que enfrentam os Bahá'ís do Irão esteve em lume brando até que nos últimos anos começou a ferver. No passado mês de Junho, as casas de 50 famílias Bahá'ís foram destruídas na cidade de Ivel, na província de Mazandaran. Um vídeo amador, filmado num telemóvel e colocado na internet mostrava casas sendo derrubadas e queimadas no norte da cidade.

Neste domingo, sete Bahá'ís desapareceram tranquilamente no éter de registo dos direitos humanos no Irão, sendo cada um condenado a 20 anos de prisão por praticarem de uma fé que não é reconhecida pela República Islâmica do Irão. Estes sete, em particular, representavam a liderança administrativa da comunidade no país.

Acusados de espionagem, actividades de propaganda contra a ordem islâmica, e estabelecimento de uma administração ilegal, entre outras alegações, eles (duas mulheres e cinco homens) foram detidos na prisão de Evin, em Teerão, desde Maio de 2008.

A sua prisão recebeu alguma atenção quando Roxanne Saberi referiu ter estado detida com as duas mulheres, Fariba Kamalabadi e Mahvash Sabet, do grupo de sete durante a sua própria prisão. Saberi descreveu que, enquanto era levada de Evin para ser libertada, chorou "lágrimas de tristeza por muitos prisioneiros inocentes que eu deixava para trás". Mas, infelizmente, com apenas seis breves sessões iniciadas em Janeiro e um acesso muito limitado aos seus advogados de defesa, o caso dos sete dirigentes Bahá'ís passou largamente despercebido nos relatórios importantes.

E isso é exactamente o que a liderança iraniana quer que aconteça. Com a atenção do mundo voltada para o seu programa nuclear e o seu relacionamento com grupos como o Hezbollah e o Hamas, não é de admirar que as políticas internas domésticas do Irão recebam poucas reacções.

No fim de contas, os Bahá'ís do Irão não seriam a primeira comunidade vulnerável, cuja situação seria sobreposta por questões políticas mundiais de maior dimensão. Mas a impunidade com que o Irão avança contra a liberdade religiosa levanta o alarme para a região como um todo. O Irão está ciente que tem a comunidade global dos direitos humanos num aperto de morte; as suas grandes campanhas ocupam o centro das atenções internacionais, permitindo-lhe continuar a avançar contra a diversidade religiosa na região, uma região onde a intolerância religiosa se tornou um barril de pólvora para a violência em maior escala.

A forma como a prisão, o julgamento e a condenação dos sete Bahá'ís em Teerão decorreu tranquilamente, confirma a confiança do Irão de que o mundo não conseguiu perceber que a injustiça que comete contra alguns está intrinsecamente relacionada com as ameaças intolerantes que faz exterior.

Enquanto os 300.000 membros sufocam lentamente na sua terra natal, apenas aqueles que conhecem o Irão moderno conhecem a realidade cruel que os Bahá'ís iranianos enfrentam.

Irão está a mudar, mas para os Bahá'ís do Irão, cujos adeptos defendem a não-violência e obediência ao governo, a mudança não chegará a tempo. E enquanto o mundo aguarda com optimismo de que as sanções dêem resultados, o Irão consegue continuar com o "business as usual".

"Na verdade, se eu fosse você, não iria ", advertiu o meu colega: "Se eles descobrem que você é Bahá'í e a prendem, não há realmente nada que alguém possa fazer por si."

Infelizmente, os sete condenados em Teerão, e seu governo, sabem muito bem como isso é verdade.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Dirigentes Bahá'ís condenados a 20 anos de prisão

Segundo o site BWNS, a Comunidade Internacional Bahá'í recebeu informação indicando que os sete dirigentes Bahá'ís iranianos teriam sido condenados a vinte anos de prisão. “Se estas notícias se confirmarem, então será um resultado profundamente chocante sobre o caso destas sete pessoas inocentes e inofensivas. Segundo sabemos, eles foram informados da sentença e os seus advogados vão recorrer”, afirmou Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í junto das Nações Unidas.

Os sete detidos - Fariba Kamalabadi, Jamaloddin Khanjani, Afif Naeimi, Saeid Rezaie, Mahvash Sabet, Behrouz Tavakkoli, e Vahid Tizfahm – administravam as necessidades dos 300.000 Bahá'ís iranianos, a maior minoria religiosa não muçulmana do país.

Os sete dirigentes estiveram 20 meses detidos sem acusação; durante esse período de tempo apenas puderam reunir-se com os seus advogados durante uma hora. O julgamento iniciou-se em Janeiro, consistiu em 6 breves audiências, e terminou no passado dia 14 de Junho.

Os sete foram acusados de espionagem, propaganda contra a ordem islâmica, e estabelecimento de uma administração ilegal, entre outras acusações. Todas as acusações foram categórica e completamente negadas.

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SOBRE ESTE ASSUNTO:

Reports say Iran's Baha'i leaders "sentenced" (BWNS)
Grupo bahá'í diz que sete líderes terão sido condenados no Irão (Público)
7 Baha'is sentenced to 20 years in Iran, group says (CNN)
Iranian Baha'i Leaders Given Long Sentences (RFE/RL)
Iran: 7 Bahai Leaders Are Sentenced to 20 Years (NYTimes)
Tehran, seven Bahai members sentenced to 20 years in prison (AsiaNews.it)
Seven Baha'is get 20-year terms in Iran (Reuters)
Baha'i Leaders Sentenced To 20 Years In Iran (Huffington Post)
Condemnats a 20 anys de presó set bahà'ís acusats d'espionatge i de difondre propaganda contra l'islam (Europa Press)
Le Bahaïsme, seulle religion officiellement persécutée en Iran (Le Monde)

sábado, 7 de agosto de 2010

Capitalismo de Casino


"Que não se tenha vergonha de enriquecer, compreendo. Que não se tenha vergonha de aceitar os frutos da prosperidade, também aceito; a nossa época propõe-nos tantas coisas belas e boas que seria um insulto à vida recusar desfrutar dela. Mas que o dinheiro seja completamente desligado de toda a produção, de todo o esforço físico ou intelectual, de toda a actividade socialmente útil? Que as nossas praças bolsistas se transformem em gigantescos casinos onde a sorte de centenas de milhões de pessoas, ricas ou pobres, seja decidida num lance de dados? Que as nossas instituições financeiras mais veneráveis acabem por se comportar como delinquentes embriagados? Que as economias de toda uma vida de labor podem ser aniquiladas ou multiplicadas por trinta em alguns segundos e segundo processos esotéricos que os próprios banqueiros já não compreendem?"

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A Ponte entre o Oriente e o Ocidente


"Descobri que a ponte, há muito desejada, entre o Oriente e o Ocidente - que muitos políticos e intelectuais tentaram criar com a Aliança de Civilizações e outras iniciativas - já existe", afirmou Rafael Cerrato, autor espanhol, a propósito do lançamento do seu mais recente livro intitulado Desde el corazon de Iran – Los baha'is: La esperanza oprimida. O livro descreve a história da religião Bahá'í e enfatiza a repressão a que os seus seguidores têm sido sujeitos no Irão desde o séc. XIX.

A ideia de escrever o livro surgiu em 2006, quando Rafael Cerrato visitou o norte de Israel e ficou profundamente fascinado com os edifícios e jardins do Centro Mundial Bahá'í, nas encostas do Monte Carmelo. "Fiquei impressionado. Pensei imediatamente que tinha que descobrir o que estava por detrás daquela beleza", afirmou Cerrato

Ao regressar a Espanha, Cerrato começou a investigar a história e ensinamentos da Fé Bahá'í e ficou fascinado com o que descobriu. "Sem perder qualquer dos princípios das religiões anteriores, os ensinamentos sociais Bahá'ís têm tudo: a necessidade de organizações supranacionais, a igualdade entre homens e mulheres, educação universal,… acredito nestes princípios e eles atraem-me. Por isso não tenho nenhum problema em transmiti-los", declarou.

O autor afirmou esperar que o seu livro informe os leitores de língua espanhola sobre a situação que os Baha'is enfrentam no Irão, e os valores pelos quais eles que estão preparados para sofrer. "Espero que abra os olhos de dirigentes, jornalistas e intelectuais para os planos e acções do actual governo do Irão. E ao mesmo tempo, espero que eles vejam que, através da Fé Bahá'í, muitos processos construtivos de diálogo se podem abrir entre o Oriente e o Ocidente", declarou Cerrato.

A IMPORTÂNCIA DA RELIGIÃO

Nascido em 1951 em Córdoba, Rafael Cerrato, licenciou-se economia em Málaga. Posteriormente, decidiu dedicar as suas energias a explorar "as grandes verdades não registadas na história, mas que são fundamentais para a compreensão do nosso presente". Para o autor, a religião desempenha um papel fundamental nessa compreensão.


Em 2005, Cerrato - que professa o Catolicismo - publicou "Carta a Fernando Sanchez Drago", onde apresentava comparações entre os fundadores do Cristianismo, Islão e Budismo. No ano seguinte, com o livro "Lepanto, a Batalha não terminada", Cerrato explorou a história das relações do Ocidente com o Islão.

"Sempre pensei que o homem é um animal religioso – mais do que um animal político como muitos filósofos definiram", disse Cerrato. "Sem a religião, os fenómenos sociais ou a evolução do mundo não pode ser compreendida".

"A religião deve ser uma força para o bem e um elemento unificador", disse ele. "Mas, infelizmente, é a causa de muitos problemas. A origem destes problemas não é a própria religião ... Eles são causados principalmente pela distorção que os homens fazem do seu conteúdo e mensagem."

REACÇÕES
Sobre o livro de Cerrato, Enrique Cordoba, colunista do El Nuevo Herald escreveu: "Festejo a publicação deste livro de Cerrato… para aqueles que querem informar-se sobre uma doutrina que deve ser estudada".

A jornalista Ninoska Pérez Castellón, de Miami, escreveu que é "um livro necessário… É um apelo mundial para garantir que os abusos contra a comunidade Bahá'í no Irão não cai no esquecimento. É devido à integridade de escritores como Rafael Cerrato que podemos familiarizar-nos profundamente com um assunto que devia estar na primeira página dos jornais".
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FONTE:
Spanish author discovers "bridge between East and West (BWNS)