terça-feira, 29 de novembro de 2005

Será verdade?

Num artigo publicado hoje no Washington Post (Pope Acts to Restrain Franciscans of Assisi) encontrei o seguinte parágrafo:
"The next Assisi interfaith meeting, in 2002, was low-key compared with the one in 1986, and several commentators saw Ratzinger's hand behind the changes. Fewer groups were represented, and some religions, including American Indian and Bahai, were replaced by Asian sects with larger followings."

6 comentários:

Pri disse...

Início.

Anónimo disse...

Marco

Tomo a liberdade de falar sobre uma assunto, que como sabes, me diz muito pouco. Mas, a ser verdade o que o Washington Post diz, há uma questão interessante que se coloca. Está o movimento ecuménico dependente, ou a reboque, da igreja de Roma? Aparentemente sim. Parece que se os sinais e as inicitivas do Papa são fundamentais para que a caminhada prossiga. E, no entanto, os católicos chegaram tarde ao espírito ecuménico. Foram os Protestantes os seus iniciadores históricos...
Isto vem confirmar a ideia de que a Igreja Católica Romana só está no movimento ecuménico para tirar dividendos próprios. E, uma vez na cabeça do movimento, vai manuseá-lo segundo os seus interesses.
Como disse, para mim isto pouco importa porque não alinho com o ecumenismo. Mas para Os Bahais, por exemplo, é um assunto que deve dar que pensar.

Anonymous #2

dina disse...

não me interessa nada este post, somente o titulo :)
"será verdade?", é verdade sim senhor, foste novamente pai de um pilinhas, muitos parabéns e muitas felicidades para a "familia feliz"
beijinhos

João Moutinho disse...

Parabéns!

Maria Lagos disse...

Pois é Marco, nasce o teu segundo filho e aparece uma notícias que há muito todos nós suspeitávamos que viria a acontecer mais cedo ou mais tarde, pois já se sentia a indiferença com que o diálogo interreligioso estava a ser tratado. Mão fiquei admirada mas sim triste. E no entanto, para ti, hoje é um dia de muita alegria e é bom que estes dias de alegria apareçam porque fazem renascer em nós o sentimento de que um dia o mundo talvez possa vir a ser mais justo sem a tacanhez de certas mentes que dividem Deus em vez de ensinar que é UNO E ÚNICO e que todos os crentes NELE terão o seu caminho de desenvolvimento espiritual por mérito próprio e não por pertencer a esta ou àquela Confissão Religiosa. Esse era o espírito do ecumenismo; daqui para diante....vamos lá ver... Para os crentes de todas as religiões, o dia, se calhar ficou mais acinzentado pois deste Papa, infelizmente, não se poderia esperar muito mais abertura.O passado dele só nos poderia levar a esperar atitudes destas e não o contrário. Enfim que Deus o perdoe e lhe ensine O CAMINHO que quanto mais responsabilidades espirituais se tem na condução dos homens, mais árdua vai ser a caminhada no mundo do espírito.

Marco disse...

Pois é meus caros. Eu não sei se é verdade, ou não.

A notícia do Washington Post cita "several commentators". Quem são esses comentadores e quão bem informados estão, não sabemos. Também não sabemos se houve algum interesse editorial na publicação desta notícia. Mas rumores destes eu já tinha ouvido alguns, inclusive em relação ao falecido Papa João Paulo II.

Já vi pessoas que se envolvem em actividades de diálogo inter-religioso pelas mais diversas razões: porque acreditam firmemente nos seus objectivos, porque é uma moda, porque pretendem afrontar alguém, porque entendem que é mais uma oportunidade de promoção pessoal, porque pretendem conseguir alguma vantagem pessoal (ou para o grupo a que pertencem)... Nenhuma destas motivações é exclusivo de um grupo. Muito provavelmente são motivações que existem em todos os grupos que participam nestes projectos.

Parece-me que devemos ter presente que na Igreja Católica existem várias sensibilidades correntes de opinião. É mesmo difícil falar de UMA Igreja Católica. E naturalmente que no seu interior existem pessoas mais ou menos favoráveis ao diálogo inter-religioso Assim, não sei se adianta muito especular sobre a possibilidade do Papa Bento XVI estar a manusear o diálogo inter-religioso segundo os interesses da Igreja Católica.

Quanto à pergunta "Está o movimento ecuménico dependente, ou a reboque, da igreja de Roma?" diria que o Papa lhe dá maior projecção mundial. Pode ter mais força para, num determinado momento, a influenciar num sentido ou noutro; mas não o controla, nem detém o seu exclusivo. Mas independentemente das motivações do líder a Igreja Católica (ou de qualquer outro líder religioso) em relação a este assunto, a verdade é que neste mundo cada vez mais multi-cultural e globalizado, os povos, as sociedades e as comunidades são levados a dialogar entre si, a conhecerem-se e a esforçarem-se por se compreenderem melhor.