terça-feira, 18 de março de 2008

Este país não é para novos!



É o que apetece dizer quando se ouve que um taxista alcoolizado atropela 4 crianças numa passadeira. Uns dias depois uma das crianças está em coma, enquanto o homem continua a conduzir, e a exercer a sua profissão de taxista. Como compreender isto? Para que serve um sistema legal que permite situações destas? Que futuro tem um que permite que isto aconteça?

Sobre este assunto, recomendo a leitura do editorial do Diário de Notícias: Um pequeno episódio que descredibiliza a justiça.

3 comentários:

entãoéassim... disse...

...e o ímpeto de fazer justiça pelas próprias mãos (aos que fazem e aos que deixam fazer) é tão grande . É nestas (e em tantas outras) circunstâncias que sinto os dedos a crescerem. Ter a consciência que essa atitude não é solução não é tarefa fácil, mas...
Perdoem-me pela falta de tolerância mas estou longe do patamar de perfeição, embora me esforce por lá chegar!!!
Deus proteja estas crianças.

cartadosahba disse...

Hoje à hora de almoço, um condutor não gostou de uma manobra que fiz (perfeitamente limpa, vista de qualquer ângulo).

Decidiu sair da faixa onde estava e perseguir-me com os máximos sempre a "flashar", e a gesticular feito louco de dentro do carro.

Chegámos a um semáforo.
O tipo pura e simplesmente não parava de gesticular e dar-me com os máximos.
Eu gesticulei de volta.

O tipo começa-se a rir.
Parece sacar de um objecto.
Sai do carro, anda com o maior vagar em direcção a mim, e com gesto súbito "monta" o seu bastão retráctil, e com olhos virtualmente sedentos de sangue me perguntou, enfurecido, se tínhamos problema.

Escusado será dizer, naquele momento "I became his bitch".

Depois de almoço, falei do sucedido a algumas pessoas, e eis que uma me conta que o seu antigo vizinho era tão louco e violento que ele decidiu mudar de casa.

Nas suas palavras, "Actualmente está lá a viver um polícia. O polícia é meu amigo. O polícia também já levou na boca, dele. E a polícia não pode fazer nada."


Eu sou um autêntico apaixonado pelo meu país - mas há coisas que têm de mudar. Devo dizer que passei a tarde a pensar sobre se é sequer possível mudá-las.

Mas que têm de mudar, lá isso têm.

PS: A genialidade do meu incidente hoje à hora de almoço reside no facto de, naquela altura, estar um carro da polícia, com um polícia dentro, a cerca de 10m de nós. Na altura nunca me passou pela cabeça tentar chamar por ele, mas agora penso "Ainda bem que não me passou pela cabeça". No melhor cenário de todos, o tipo era identificado. E passaria o resto dos seus dias a perseguir-me a mim e a sabe Deus mais quem com os seus olhos cheios de raiva.

Anónimo disse...

entãoéassim...

A justiça feita pelas próprias mãos é um dos perigos de o Estado se demitir de fazer justiça. Mas é pior a emenda que o soneto. O que eu acho interessante é que isto é o Humanísmo, a tal doutrina que ninguém põe e causa, a ser posto em prática. Ainda esta semana um violador de uma crainça de seis anos foi mandado em paz para casa, e para perto da tal criança, com dois anos de pena suspensa...