Parece que os Cristãos Evangélicos têm de observar com mais cuidado para as outras religiões, com um olhar que seja mais directo, menos colorido por aquilo que a Bíblia lhes diz (ou por aquilo que eles pensam que a Bíblia lhes diz). As próprias religiões têm de ser a verdadeira fonte para a teologia das religiões, isto é, para aquilo que eles pensam sobre as religiões. Isto significa que os Cristãos devem pôr de lado a Bíblia quando estudam outras tradições ou falam com outros crentes? Não. Parece que isso seria impossível pois levamos sempre a pessoa que somos e todas as nossas condicionantes para qualquer novo encontro. Mas devemos estar prontos a mudar o que levamos para o encontro à luz daquilo que descobrimos no encontro. E isto parece exigir que os Cristãos estejam prontos a clarificar, corrigir e até, mudar aquilo que sabem da Bíblia à luz daquilo que aprendem com outras religiões. Provavelmente, isto não é uma questão de “corrigir aquilo que a Bíblia diz”, mas de corrigir aquilo que se pensa que a Bíblia diz.
E para resumir esta questão para os Evangélicos: não é necessário que os Cristãos reconheçam que existem duas fontes para qualquer teologia Cristã das religiões - simultaneamente a Bíblia (incluindo a tradição e experiência Cristã) e tudo o que os Cristãos possam aprender ao estudar outras tradições e falar com outros crentes? Cada fonte tem de ser equilibrada pela outra. Ambas têm de entrar numa espécie de diálogo entre si, em que cada lado deve estar disponível para ser clarificado ou corrigido pelo outro. Os Evangélicos insistirão que a Bíblia é sempre primordial para os Cristãos. E têm razão. Mas primordial não significa absoluta
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 57
"Povo de Bahá" é uma expressão frequentemente utilizada nas Escrituras Bahá'ís para designar os crentes em Bahá'u'lláh, i.e., os Bahá’ís.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Relatório revela "quadro sombrio" dos direitos humanos no Irão
Um porta-voz do governo dos Estados Unidos, Michael H. Posner, Subsecretário de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, divulgou o Relatório Anual sobre o Irão, numa conferência de imprensa, em Washington DC, afirmando que o relatório sobre os Direitos Humanos no Irão continua a apresentar “um quadro muito sombrio”, observando, entre outros abusos, a intolerância às divergências, restrições à liberdade de expressão, julgamentos injustos e um extenso uso da pena de morte.
Enfatizou, particularmente, as penas de 20 anos de prisão dadas a cada um dos sete ex-líderes bahá'ís do Irão. "É uma situação de direitos humanos que é muito preocupante, e nós vamos continuar a chamar a atenção para ela", disse ele.
O relatório, com 77 páginas, fala detalhadamente da contínua "repressão de ativistas dos direitos das mulheres, dos direitos das minorias étnicas, estudantis, membros das minorias religiosas e ativistas ambientais", incluindo membros da Fé Bahá'í.
Uma secção descreve, por exemplo, como a constituição do Irão permite ao governo confiscar bens adquiridos "que não estejam em conformidade com a lei islâmica" e como essa lei tem sido usada para perseguir minorias religiosas, especialmente bahá'ís.
Os relatórios anuais sobre os Direitos Humanos avaliam a situação de cada país no que respeita às normas universais de direitos humanos. Os seus resultados servem para informar os legisladores dos EUA e servem como referência para outros governos, instituições internacionais, organizações não-governamentais e outros interessados.
No lançamento do relatório, a Secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, disse: "Esses relatórios, que o Governo dos Estados Unidos publica há quase quatro décadas, dizem claramente aos governos de todo o mundo: Nós estamos a prestar atenção e continuamos a fazê-lo responsavelmente. E dizem claramente aos cidadãos e ativistas de todo o lado: Vocês não estão sozinhos! Nós estamos convosco".
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FONTE: Report reveals "grim picture" of human rights in Iran (BWNS)
| Michael H. Posner |
Enfatizou, particularmente, as penas de 20 anos de prisão dadas a cada um dos sete ex-líderes bahá'ís do Irão. "É uma situação de direitos humanos que é muito preocupante, e nós vamos continuar a chamar a atenção para ela", disse ele.
O relatório, com 77 páginas, fala detalhadamente da contínua "repressão de ativistas dos direitos das mulheres, dos direitos das minorias étnicas, estudantis, membros das minorias religiosas e ativistas ambientais", incluindo membros da Fé Bahá'í.
Uma secção descreve, por exemplo, como a constituição do Irão permite ao governo confiscar bens adquiridos "que não estejam em conformidade com a lei islâmica" e como essa lei tem sido usada para perseguir minorias religiosas, especialmente bahá'ís.
Os relatórios anuais sobre os Direitos Humanos avaliam a situação de cada país no que respeita às normas universais de direitos humanos. Os seus resultados servem para informar os legisladores dos EUA e servem como referência para outros governos, instituições internacionais, organizações não-governamentais e outros interessados.
No lançamento do relatório, a Secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, disse: "Esses relatórios, que o Governo dos Estados Unidos publica há quase quatro décadas, dizem claramente aos governos de todo o mundo: Nós estamos a prestar atenção e continuamos a fazê-lo responsavelmente. E dizem claramente aos cidadãos e ativistas de todo o lado: Vocês não estão sozinhos! Nós estamos convosco".
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FONTE: Report reveals "grim picture" of human rights in Iran (BWNS)
domingo, 27 de maio de 2012
Johannesburg Baha'i Choir
Coro Bahá'í de Joanesburgo, durante a Convenção Nacional dos Bahá'ís da África do Sul.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Como me posso colocar no lugar do outro?
Estarão eles [os Evangélicos] a ver o que querem ver, ou aquilo que pensam que a Bíblia lhes exige que vejam? Isto levanta a questão espinhosa e batida de como é possível (se é que é possível) colocarmo-nos no lugar de outra pessoa, para ver o mundo tal como ela vê. Usando as imagens utilizadas anteriormente, para ver o universo tal como um Budista o vê, tenho de usar um telescópio Budista. Mas isto significa que para ver aquilo que um Budista vê, tenho de esquecer aquilo que vejo através do meu? Será isto verdadeiramente possível? Conseguirei utilizar o telescópio de outra pessoa? Posso realmente ver o que eles vêem? Não irei sempre compreender o que “vir” através do seu telescópio de acordo com o que estou acostumado a ver através do meu? Ou de forma mais simples: vejo sempre e compreendo outros mundos através do meu próprio ponto de vista. Nunca consigo abandonar totalmente o meu próprio ponto de vista. Não consigo afastar-me do meu corpo Cristão e assumir um novo corpo Budista
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 57
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 57
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Evangélicos e outras Religiões
O que é que os Evangélicos fazem quando há um choque entre aquilo que a Bíblia lhes diz sobre outras religiões e o que as outras religiões dizem sobre si próprias? Ouvimos de teólogos evangélicos que apesar da revelação geral que brilha nas outras tradições, todos os outros crentes acabarão por, de uma forma ou outra, tentar salvar-se a si próprios. Nunca compreenderão realmente, ou praticarão, a confiança total inerente ao entendimento Cristão de “apenas pela fé”. Estarão sempre a tentar colocar o Mistério de Deus nas suas próprias caixas. Tentam identificar o Deus do futuro nas claridades do presente. Mas Budistas, Hindus e Muçulmanos podem sentir dificuldades em reconhecer-se nestas descrições. Por exemplo, aquilo que os Cristãos chamam “teologia negativa” (aquela que reconhece que Deus é sempre mais do que aquilo que poderemos alguma vez saber) parece estar presente na maioria das religiões asiáticas – o lembrete Hindu neti, neti (Deus não é isto, não é aquilo), o nobre silêncio de Buda perante qualquer tentativa de definir ou descrever o Nirvana, a insistência Zen de que toda a linguagem religiosa é apenas um dedo que aponta para a lua, que não deve ser identificado com a lua. Também o próprio S. Francisco de Xavier quando conheceu a forma japonesa de Budismo Terra Pura com o seu apelo a confiar no Buda Amitaba e não fazer nada mais, pensou que Martinho Lutero o tinha vencido no Japão! O Budismo Terra Pura prega a mesma mensagem de “apenas pela fé” sem “boas obras”! Estes dados sobre as outras religiões parecem contradizer aquilo que os Evangélicos vêem nas outras religiões
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 56
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 56
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Bases para uma teologia das religiões
Quais são os principais materiais sobre os quais os Cristãos constroem a sua compreensão sobre as outras religiões? Serão os livros da Bíblia a única fonte para uma teologia das religiões? Ou devem os Cristãos, para formular a sua atitude em relação aos outros, também fazer uso dos livros das outras religiões, isto é, estudar os ensinamentos e dialogar com os seguidores de outras fés?
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 56
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 56
terça-feira, 8 de maio de 2012
Comunidades Bahá'ís na Europa comemoram 50 anos
OSLO, Noruega - Num encontro comemorativo em Oslo, cerca de 100 convidados especiais, foi prestada homenagem à Assembleia Espiritual Nacional da Noruega, pelo 50º aniversário da sua criação.
Entre eles, Shazia Mushtaq - uma representante do Conselho Islâmico da Noruega – elogiou os “maravilhosos elementos” do evento comemorativo, que incluiu discursos de homenagem e apresentações musicais.
Ivar Flaten, um padre da Igreja da Noruega, afirmou que encontrou nos Ensinamentos Bahá'ís, “uma ênfase especial, não só de tolerância, mas também de reconhecimento do outro”. Os seus comentários foram secundados por Lise Were, chefe executiva do Conselho das Comunidades para uma Atitude Religiosa na Vida, da Noruega, que disse que uma coisa que caracteriza os Bahá'ís é o seu “desejo de diálogo”. Na sua intervenção, Thor Henning Lerstad - um jornalista Bahá'í - descreveu o apelo a todos os seres humanos para reconhecerem a unidade da religião como “talvez o desafio mais notável da Fé Bahá'í, numa perspectiva nórdica... “
“A tolerância não é suficiente, é necessário reconhecer também as crenças dos outros povos,” acrescentou.
Hoje, as actividades Bahá'ís na Noruega incluem reuniões devocionais, aulas para crianças, grupos de jovens e círculos de estudo, em que os participantes exploram a aplicação do espiritual nas suas vidas e ensinamentos que desenvolvem capacidades para servirem a comunidade.
“Vivemos num tempo em que é dada pouca atenção ao fortalecimento da natureza espiritual dos seres humanos”, observou Shahla Bahrami, outra Bahá'í norueguesa. As actividades oferecidas pela comunidade Bahá'í ajudam a aperfeiçoar essa natureza, declarou no encontro ocorrido na sexta-feira, 27 de Abril.
Este ano comemoram-se também os 50ºs aniversários da formação de Assembleias Espirituais Nacionais: da Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia e Suíça. Algumas delas, fizeram as comemorações durante as suas Convenções Nacionais Bahá'ís, que acontecem todos os anos durante o período do Festival de Ridván, entre 21 de abril e 2 de maio.
Para os Bahá'ís da Suíça, o regente de Liechtenstein - Sua Alteza o Príncipe Herdeiro Alois - escreveu: “Ao saber que a Assembleia Espiritual Nacional da Suíça que, atualmente, é responsável pela comunidade Bahá'í do Liechtenstein, vai comemorar 50 anos de existência, gostaria de aproveitar esta oportunidade para felicitar a comunidade neste aniversário e expressar os meus melhores votos e bênçãos de Deus para o futuro”.
Por sua vez, a Assembleia Nacional da Suíça, enviou saudações para a comunidade Bahá'í da vizinha Itália. A Convenção Nacional italiana, ouviu Mario Piarulli, um membro sobrevivente da primeira Assembleia Espiritual Nacional, falar das memórias que contam a história do início da comunidade.
O Sr. Piarulli expressou o seu sincero desejo de que “os jovens hoje aqui presentes possam - daqui a 50 anos, por ocasião da comemoração do centenário - olhar para estes nossos anos, como cruciais na aceleração do crescimento de uma civilização espiritual no mundo...”
Na Holanda, antigos e actuais membros da Assembleia Nacional Espiritual, marcaram o seu 50 º aniversário lendo os nomes de cada um dos 51 bahá'ís que serviram na instituição durante estes anos.
O aniversário da Assembleia Espiritual Nacional de Portugal foi comemorado na convenção nacional, realizada pela primeira vez no novo centro nacional Bahá’í. “O espaço físico que sediou a Convenção foi, assim, um símbolo material do crescimento e do progresso da Fé no meio século anterior”, disse a Assembleia Espiritual Nacional de Portugal.
Os Baha'is do Luxemburgo comemoraram o jubileu de ouro da sua Assembleia Espiritual Nacional, com uma homenagem à primeira Bahá'í, que se estabeleceu no país, Honor Kempton, de origem britânica. “A Convenção foi fortalecida pelos sacrifícios dos Bahá'ís durante as décadas anteriores”, disse o membro da Assembleia, Amir Saberin, e focou em como a instituição construída no último meio século se pode tornar a maior plataforma de realizações, ainda maiores, no próximo”.
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FONTE: Fifty years on, European Baha'i communities recall landmark elections (BWNS)
Entre eles, Shazia Mushtaq - uma representante do Conselho Islâmico da Noruega – elogiou os “maravilhosos elementos” do evento comemorativo, que incluiu discursos de homenagem e apresentações musicais.
Ivar Flaten, um padre da Igreja da Noruega, afirmou que encontrou nos Ensinamentos Bahá'ís, “uma ênfase especial, não só de tolerância, mas também de reconhecimento do outro”. Os seus comentários foram secundados por Lise Were, chefe executiva do Conselho das Comunidades para uma Atitude Religiosa na Vida, da Noruega, que disse que uma coisa que caracteriza os Bahá'ís é o seu “desejo de diálogo”. Na sua intervenção, Thor Henning Lerstad - um jornalista Bahá'í - descreveu o apelo a todos os seres humanos para reconhecerem a unidade da religião como “talvez o desafio mais notável da Fé Bahá'í, numa perspectiva nórdica... “
“A tolerância não é suficiente, é necessário reconhecer também as crenças dos outros povos,” acrescentou.
Hoje, as actividades Bahá'ís na Noruega incluem reuniões devocionais, aulas para crianças, grupos de jovens e círculos de estudo, em que os participantes exploram a aplicação do espiritual nas suas vidas e ensinamentos que desenvolvem capacidades para servirem a comunidade.
“Vivemos num tempo em que é dada pouca atenção ao fortalecimento da natureza espiritual dos seres humanos”, observou Shahla Bahrami, outra Bahá'í norueguesa. As actividades oferecidas pela comunidade Bahá'í ajudam a aperfeiçoar essa natureza, declarou no encontro ocorrido na sexta-feira, 27 de Abril.
Este ano comemoram-se também os 50ºs aniversários da formação de Assembleias Espirituais Nacionais: da Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia e Suíça. Algumas delas, fizeram as comemorações durante as suas Convenções Nacionais Bahá'ís, que acontecem todos os anos durante o período do Festival de Ridván, entre 21 de abril e 2 de maio.
Para os Bahá'ís da Suíça, o regente de Liechtenstein - Sua Alteza o Príncipe Herdeiro Alois - escreveu: “Ao saber que a Assembleia Espiritual Nacional da Suíça que, atualmente, é responsável pela comunidade Bahá'í do Liechtenstein, vai comemorar 50 anos de existência, gostaria de aproveitar esta oportunidade para felicitar a comunidade neste aniversário e expressar os meus melhores votos e bênçãos de Deus para o futuro”.
Por sua vez, a Assembleia Nacional da Suíça, enviou saudações para a comunidade Bahá'í da vizinha Itália. A Convenção Nacional italiana, ouviu Mario Piarulli, um membro sobrevivente da primeira Assembleia Espiritual Nacional, falar das memórias que contam a história do início da comunidade.
O Sr. Piarulli expressou o seu sincero desejo de que “os jovens hoje aqui presentes possam - daqui a 50 anos, por ocasião da comemoração do centenário - olhar para estes nossos anos, como cruciais na aceleração do crescimento de uma civilização espiritual no mundo...”
Na Holanda, antigos e actuais membros da Assembleia Nacional Espiritual, marcaram o seu 50 º aniversário lendo os nomes de cada um dos 51 bahá'ís que serviram na instituição durante estes anos.
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| A nova AEN dos Bahá'ís de Portugal |
O aniversário da Assembleia Espiritual Nacional de Portugal foi comemorado na convenção nacional, realizada pela primeira vez no novo centro nacional Bahá’í. “O espaço físico que sediou a Convenção foi, assim, um símbolo material do crescimento e do progresso da Fé no meio século anterior”, disse a Assembleia Espiritual Nacional de Portugal.
Os Baha'is do Luxemburgo comemoraram o jubileu de ouro da sua Assembleia Espiritual Nacional, com uma homenagem à primeira Bahá'í, que se estabeleceu no país, Honor Kempton, de origem britânica. “A Convenção foi fortalecida pelos sacrifícios dos Bahá'ís durante as décadas anteriores”, disse o membro da Assembleia, Amir Saberin, e focou em como a instituição construída no último meio século se pode tornar a maior plataforma de realizações, ainda maiores, no próximo”.
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FONTE: Fifty years on, European Baha'i communities recall landmark elections (BWNS)
domingo, 6 de maio de 2012
Youth and Adolescents: Educating the Protagonists of Social Change
Meaningful participation requires governments to consider young people as strategic partners. In order to participate fully, adolescents and youth need educational opportunities to strengthen their capacities to contribute effectively to decision-making and action at local, national and international levels.
Bani Dugal, Principal Represenative, Baha'i International Community (Moderator)
William Azumah Awinador-Kanyirige, Deputy Permanent Representative, Permanent Mission of Ghana to the United Nations (Panelist)
Alicia Zareey, Youth Delegate, Baha'i International Community (Panelist)
quarta-feira, 2 de maio de 2012
O diálogo inter-religioso não pode esquecer o passado
Mas o Princípio Protestante é necessário para o diálogo inter-religioso numa forma mais geral. Apela a todas as pessoas religiosas, quando se sentam para falar umas com as outras e a promover aquilo… que chamámos uma “nova comunidade de comunidades”, a não esquecer o registo das religiões ao longo dos séculos. A realidade, que se agiganta tanto no passado como no presente, é que a religião trouxe tanto sofrimento à humanidade assim como inspirou paz. De facto, à luz das guerras e violência religiosa que devastaram a história e ainda devastam - na Índia, Sri Lanka, Médio Oriente, Jugoslávia e Irlanda - os dados convencem algumas pessoas que a religião espalhou mais ódio do que amor. Este registo e estes desafios devem ser lembrados em qualquer encontro de religiões. De outra forma, o diálogo pode facilmente tornar-se um adoçado irenecismo em que as religiões do mundo se juntam para dizer umas às outras como são maravilhosas.
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 55
Paul F. Knitter, Introducing Theologies of Religions, p. 55
terça-feira, 1 de maio de 2012
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