quinta-feira, 8 de março de 2007

A duplicidade de comportamentos do Regime Iraniano

A notícia da expulsão de mais de 70 alunos bahá'ís de universidades iranianas foi divulgada na semana passada por várias agências noticiosas. As reacções de vários representantes do regime iraniano não se fizeram esperar: tratava-se de uma acusação sem fundamento. Um porta-voz do Governo Iraniano negou que as expulsões tivessem apenas um motivo religioso. E numa notícia divulgada pela Reuters, um elemento da missão iraniana junto das Nações Unidas afirmou: "Ninguém no Irão é impedido de estudar por causa da sua religião".

Mas um documento datado de datado de 2 de Novembro de 2006 emitido pela direcção da Universidade Payame Noor para as suas delegações regionais afirma que é política governamental que os bahá'ís "não sejam admitidos" na Universidade, e que se eles já estão admitidos então "devem ser expulsos".

O memorando emitido pela Universidade de Payame Noor
(ver tradução em inglês aqui)

"O documento prova a duplicidade de comportamentos do regime iraniano relativamente aos estudantes bahá'ís. Em público, o Irão afirma que abriu finalmente as portas aos Bahá’ís após 25 anos durante os quais os manteve afastados das universidades públicas e privadas. Mas, como prova este memorando confidencial da administração da Payame Noor, a verdadeira política é simplesmente expulsar todos os bahá’ís assim que forem identificados" afirmou Bani Dugal, representante da Comunidade Internacional Baha’i junto das Nações Unidas.

A Universidade de Payame Noor é a maior universidade iraniana em número de estudantes; actualmente é frequentada por 467.000 estudantes em 74 licenciaturas e em 257 centros e unidades espalhados pelo Irão. Durante o corrente ano lectivo, pelo menos 30 estudantes bahá'ís foram expulsos de Payame Noor.

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Notícia Fonte:
Official character of Baha'i expulsions in Iranian university revealed (BWNS)

2 comentários:

GH disse...

É um comportamento que já nem surpreende.

SAM disse...

Não surpreende, mas ainda choca o facto de a Comunidade Internacional deixar essa (uma entre muitas atrocidades cometidas nesse país) perdurarem...