sábado, 29 de dezembro de 2018

O que eu vi em ‘Abdu’l-Bahá: relatos de Laura Barney

Por Layli Miron.


Em 16 de Maio de 1909, em Nova Iorque, um grupo de pessoas reuniu-se para ouvir Laura Clifford Barney. O seu nome era familiar aos leitores do livro Respostas a Algumas Perguntas, que tinha sido publicado no ano anterior. Este livro apresentava, para a recém-nascida comunidade Bahá’í dos Estados Unidos, o comentário de ‘Abdu’l-Bahá sobre uma diversidade de temas, desde o Novo Testamento até à justiça criminal.

Barney, que traduziu e compilou o livro, passara a maior parte da década anterior longe da sua pátria, vivendo em Paris e Akka. Viveu vários meses na casa de ‘Abdu’l-Bahá – uma “aldeia” que se agitava com Bahá’ís de todas as idades, como ela recordava com ternura – de 1904 a 1906, quando compilou o livro Respostas a Algumas Perguntas. Durante esta estadia em Akka, teve muitas oportunidades de observar e interagir com ‘Abdu’l-Bahá.

“Não é aquilo que eu penso que tem muita importância, mas sim aquilo que vi… das características e hábitos de ‘Abdu’l-Bahá”, disse à sua audiência em Nova Iorque. Uma das pessoas presentes tinha uma caneta sobre um bloco de folhas de papel, pronta a transcrever as palavras de Barney. Graças a este escriba desconhecido, temos registados os comentários feitos por Barney nesse dia. Para este artigo, os textos foram organizados por tópicos: primeiro, pequenas histórias de ‘Abdu’l-Bahá; segundo, recordações sobre a vida na Sua casa; e terceiro, reflexões sobre os Seus atributos e orientação. Estes textos foram ligeiramente editados para facilitar a legibilidade.

HISTÓRIAS DE ‘ABDU’L-BAHÁ

O Salomão de Akka
Quanto ao próprio ‘Abdu’l-Bahá, é muito difícil descrevê-Lo devido à Sua diversidade – tantos aspectos. Talvez seja melhor eu descrever-vos a forma como as pessoas de fora O viam e o que pensavam d’Ele.

Por todas as redondezas de Akka, Ele é conhecido como Abbas Effendi. Vêem-No como um grande sábio, comparam-no a Salomão. Vão ter com Ele para pedir conselhos e colocam-Lhe muitas questões difíceis para Ele resolver. Todos confiam n’Ele, apesar de ser um prisioneiro; o próprio Governador foi ter com Ele em busca de ânimo e consulta. Ele é considerado um sábio e um santo notável. Ele é extraordinário na forma como lida com os pobres, sendo o seu melhor amigo.

O passeio de um Prisioneiro
Um dia o Governador pediu-Lhe eu fossem dar um passeio. Ele acedeu ao seu pedido, e durante todo percurso manteve-Se calmo e meditativo. Por fim, falou: “Esta prisão exterior não tem importância. É da prisão do ego que nos devemos libertar”. O prisioneiro neste caso era mais poderoso que o Governador, pois o Governador é que tinha pedido ao Prisioneiro que saísse da prisão.

Um Governador em apuros
Uma vez havia um governador que insistia em ser subornado para permitir que os amigos do Mestre O visitassem. No entanto, o Mestre recusava pagar esses subornos. Ele nunca subornou ninguém. Depois este governador foi afastado ,caiu em desgraça e ficou em apuros. Então o Mestre - quando todos os outros homens se afastavam do governador para se protegerem - enviou-lhe uma certa quantia de dinheiro.

Os pertences de ‘Abdu’l-Bahá
Foi-Lhe enviado um grande cesto de fruta que passou pelo edifício da Alfândega e chegou a casa meio vazio. Ele perguntou: “Como aconteceu isto?” A resposta foi que os funcionários se tinham servido livremente no edifício da Alfândega. Ele franziu a testa por um momento e depois levantou o rosto com um sorriso dizendo: “Fizeram isto secretamente? Então deviam ser castigados; no entanto, fizeram-no abertamente. Bravo, porque as coisas que pertencem a ‘Abdu’l-Bahá pertencem a todos os homens”.

Compaixão pelos Infelizes
Lembro-me que um dia Ele chegou para almoçar, e parecia cansado e triste. Após alguns momentos, perguntámos se tinha acontecido alguma coisa. Podíamos mandar um recado a alguém?

Depois Ele contou uma experiência desoladora que tinha tido nesse dia. Tinha passado junto ao quartel onde estavam a recrutar soldados; um pai e uma mãe choravam amargamente porque o governo recrutara o seu único filho. Não tinham outro conforto, salvo o amor de Deus...

‘Abdu’l-Bahá percebe a situação difícil que as pessoas vivem. O Seu coração está cheio de amor pela humanidade e percebe a necessidade de paz nos corações das pessoas.

A VIDA NA CASA DE ‘ABDU’L-BAHÁ

Recebendo Peregrinos
Quando um peregrino vai a Akka, ‘Abdu’l-Bahá conhece a sua verdadeira condição, mas não o julga pela sua expressão exterior, mas pelo seu ser interior. Ele parece conhecer intimamente os actos das suas mentes.

Uma das perguntas é sobre o bem-estar pessoal: “Estás feliz e tens descansado?” Ele tem esta saudação carinhosa para todas as pessoas.

Exemplo para o mundo Bahá’í
Akka é o centro do mundo. É o ponto de encontro para todos os peregrinos. Muitos dos meus amigos mais queridos são peregrinos. Muitos dos meus amigos mais queridos encontrei-os ali: Muçulmanos, Judeus, Zoroastrianos, etc. Não é só ali que sentimos o laço da unidade. É em toda a parte onde encontramos Bahá’ís. Estão todos ligados uns aos outros como uma grande família feliz.

Este laço de simpatia cria actos belíssimos e é verdadeiramente maravilhoso aquilo que podemos fazer no mundo.

‘Abdu’l-Bahá é maravilhoso no Seu exemplo. Ele mostra dois princípios que são poderosos. São a tolerância e a vigilância... Devemos ser tolerantes com toda a humanidade e vigilantes para não a magoar.

ATRIBUTOS E GUIA DE ‘ABDU’L-BAHÁ

Amor pela humanidade
A Sua vida activa é notável. Nunca está com grande pressa. Tudo parece bem equilibrado. A Sua ideia é que tudo o que se começa deve ser terminado com o mesmo esforço com que foi iniciado.

O Seu interesse por todos nós é de uma visão maravilhosa. Ele parece focar tudo o que está em nós para que sejamos um espelho para Ele.

É quase milagrosa a forma como Ele lê e compreende todas as cartas que Lhe são escritas e como Ele responde a todos de acordo com as suas necessidades. Todos recebem uma atenção cuidadosa e todos recebem aquilo que desejam.

E que esforços específicos que Ele faz por aqueles que O amam e vêm até Ele. É o princípio que Bahá’u’lláh ensinou, a força do amor... Depende de nós amá-Lo. Quando Ele espalha o amor de Deus, este cai sobre o universo, e cada coisa recebe esse amor de forma diferente.

Confiança em Deus
Como centro da Aliança, o Seu estatuto é humildade. Ele seria um ser brilhante em qualquer caminho da vida e teria sucesso em qualquer empreendimento material, pois Ele depende apenas daquela força que é de Deus.

Imagine uma piscina com água. Sem ligação com outras águas, rapidamente fica estagnada; mas quando ligada com o próprio oceano, fica sempre pura. O mesmo acontece connosco. Devemos estar ligados com Deus e manter sempre essa ligação, e assim estaremos sempre sintonizados com o infinito.

Guia Paciente
‘Abdu’l-Bahá é sensível e poético no meio de toda esta actividade. Quando responde a uma pergunta, Ele está calmo e meditativo, e parece olhar para a natureza no exterior. Ele parece esquecer a nossa presença e enquanto responde, tudo o que parecia difícil de compreender torna-se fácil de entender. Todos os mistérios são transmitidos.

Visão para a América
‘Abdu’l-Bahá afirma que vários grupos e massas na América atingirão um verdadeiro estado de compreensão e autêntica fraternidade através dos nossos esforços, à medida que crescemos continuamente no amor de Bahá’u’lláh. Então, seremos capazes de atingir estas grandes massas, e juntos através do Seu amor e com pensamento n’Ele, cresceremos e cresceremos até o amor se tornar universal.

NOTA: a transcrição desta palestra encontra-se nos Arquivo Bahá’ís do Estado Unidos. Sobre os escritos de Laura Barney, ver este artigo da autora no Journal of Baha’i Studies.

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Texto original: “What I Saw of Abdu’l-Baha”: Vignettes by Laura Barney (www.bahaiblog.net)

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Layli Miron e o marido vivem na Pensilvânia (EUA) onde está a fazer um Doutoramento em retórica e composição. O casal colabora com a comunidade Bahá’í em diversos projectos de natureza local.

sábado, 22 de dezembro de 2018

O que significa o Natal para os Bahá’ís

Por Preethi.


Os Bahá’ís celebram o Natal? Esta questão é um pouco complicada porque o Natal tem diferentes significados para diferentes pessoas.

Se entendermos o Natal como a comemoração do nascimento de Cristo, então este dia tem significado para os Bahá’ís, que acreditam que Cristo foi um Manifestante de Deus. No entanto, os Bahá’ís não celebram o Natal nas suas comunidades como um Feriado Bahá’í.

Apesar do princípio da revelação progressiva significar que os Bahá’ís acreditam na origem divina das outras religiões mundiais (e consequentemente no significado de cada um dos seus Feriados), a Fé Bahá’í é uma religião independente e tem os seus próprios feriados. Os Bahá’ís – apesar de acreditarem na origem divina de todas as religiões mundiais – seguem os ensinamentos de Bahá’u’lláh, que acreditam ser o mais recente de uma sequência de Mensageiros enviados por Deus com leis adequadas às necessidades da humanidade nos dias de hoje.

Disto isto, porém, os Bahá’ís são livres para participar em celebrações realizadas pelos seus amigos e família que aderem a outras religiões. O Natal é um pouco complicado devido ao que representa na sociedade Ocidental – o verdadeiro significado do Natal, infelizmente, perdeu-se há muito tempo entre os enfeites das árvores de Natal, as figuras do Pai-Natal e os intermináveis anúncios de compras de Natal. No entanto, neste momento em que muitos Cristãos param para reflectir sobre o nascimento e vida de Jesus, os Bahá’ís também podem reflectir sobre o significado deste dia. As Escrituras Bahá’ís descrevem de forma magnífica a vida e a posição de Jesus. Bahá’u’lláh afirma:
Sabe que quando o Filho do Homem entregou o espírito a Deus, toda a criação chorou num grande pranto. Ao sacrificar-Se, porém, uma nova capacidade infundiu-se em todas as coisas criadas. As suas evidências, como se testemunha em todos os povos da terra, estão agora manifestas diante de ti. A sabedoria mais profunda que os sábios pronunciaram, o conhecimento mais profundo que qualquer mente explicou, as artes que as mãos mais hábeis produziram, a influência exercida pelo mais poderoso dos governantes, são apenas manifestações do poder vivificador libertado pelo Seu Espírito transcendente, omnipresente e resplandecente.

Testemunhamos que quando Ele veio ao mundo, Ele derramou o esplendor da Sua glória sobre todas as coisas criadas. Através d’Ele, o leproso recuperou da lepra de perversidade e da ignorância. Através d'Ele o ímpio e rebelde foram curados. Através do Seu poder, nascido do Deus Todo-Poderoso, os olhos dos cegos abriram-se e a alma do pecador santificou-se… Testemunhamos que através do poder do Verbo de Deus todo o leproso foi purificado, toda a enfermidade foi curada, toda a debilidade humana foi banida. Ele é Quem purificou o mundo. Bem-aventurado o homem que, com um rosto radiante de luz, se volveu para Ele." (Gleanings from the Writings of Baha’u’llah, XXXVI)
Estas palavras estão próximo do meu coração, pois fui educada como Cristã e desde cedo aprendi a conhecer e adorar Deus através dos ensinamentos de Jesus. Frequentemente sinto que é difícil focar-me nos aspectos espirituais do Natal devido ao forte significado cultural que adquiriu.

Mas estas palavras recordam-nos o verdadeiro significado da vida de Jesus. A história do Natal é um episódio fascinante na história religiosa do mundo. O nascimento de Jesus assinala o cumprimento das profecias Judaicas sobre um novo Manifestante de Deus. Marca o início de uma infância muito especial que se distinguiu devido à sabedoria inata que que todos os Manifestantes possuem, mesmo quando são crianças. Anunciou a vida de outro Manifestante de Deus que sofreria grandes aflições e sofrimentos para guiar a humanidade em direcção a Deus.

A vida e o ministério de Jesus transformaram as vidas de muitas pessoas – tanto no Seu tempo como nos séculos seguintes – assim como da humanidade como um todo. O Seu amor e sacrifício criaram no mundo um novo espírito. Bem-aventurados aqueles que reconheceram a enorme dádiva dos Seus ensinamentos divinos.

Um santo Natal a todos os nossos amigos Cristãos!

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Texto original: What Christmas Means to Baha’is (www.bahaiblog.net)

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Na sua vida profissional, Preethi tem-se envolvido em áreas como a educação, o desenvolvimento comunitário e o direito. No entanto, no seu coração, ela é uma criança que vê o mundo como um enorme parque de brincadeiras. Actualmente está a desenvolver um projecto educativo para levar histórias e culturas do mundo aos jovens, com recursos no One Story Classroom.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Afif Naeimi, o último membro dos Yaran, foi libertado da prisão.


As autoridades iranianas libertaram hoje o sr. Afif Naeimi após cumprir uma pena de dez anos de prisão por ser Bahá’í. O sr. Naemi foi o último de um grupo de sete dirigentes Bahá’ís iranianos (conhecidos como Yaran) a ser libertado da prisão. No entanto, há dezenas de Bahá’ís iranianos que continua presos e milhares que enfrentam a hostilização e perseguição diárias.

Afif Naeimi, de 56 anos de idade, pai de dois filhos, natural de Teerão, foi preso no dia 14 de Maio de 2008, e acusado, entre outras coisas, de espionagem, propaganda contra o regime iraniano, e criação de uma administração Bahá’í ilegal. O sr. Naeimi, juntamente com outras seis pessoas formavam os “Yaran – um grupo que administrava as necessidades espirituais e materiais dos Bahá’ís iranianos. O Sr. Naeimi juntamente com membros deste grupo foram condenado a 10 anos de prisão.

Enquanto esteve preso, o Sr Naeimi sofreu vários problemas de saúde e várias vezes foi-lhe negado o necessário tratamento médico. As autoridades decidiram que o tempo que o sr. Naeimi esteve internado num hospital não deveria ser contado para o cumprimento da pena.

A representante da Comunidade Bahá’í junto das Nações Unidas comentou o caso: “Estamos, naturalmente, felizes pela libertação do sr. Naeimi. No entanto isto não deve ser visto como uma melhoria da situação os Bahá’ís no Irão. A dura realidade é que ainda há muitos Bahá’ís presos no Irão devido às suas crenças e dezenas de milhar enfrentam diariamente fortes perseguições, incluindo negação de frequência de estabelecimento de ensino, encerramento de empresas e hostilização”.

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FONTE: Last member of former Yaran ends prison term, persecution continues (BIC)

sábado, 15 de dezembro de 2018

Porque não podemos compreender o Criador?

Por Peter Terry.


A filosofia divina afirma categoricamente que nunca conseguimos conhecer verdadeiramente a essência de uma coisa.

Podemos compreender os atributos, as qualidades e as características de um mineral, de um vegetal, de um animal, de um ser humano, e consequentemente, da divindade; mas nunca conseguimos compreender a sua essência mais íntima. Apenas os podemos conhecer através da observação e da compreensão desses atributos, qualidades, manifestações ou existências. Então, como é possível para o homem conhecer Deus?

Os ensinamentos Bahá’ís dizem que isso é impossível:
Então, como seria possível para uma realidade contingente, isto é, o homem, compreender a natureza daquela Essência pré-existente, o Ser Divino? A diferença de condição entre o homem e a Realidade Divina é milhares de milhares de vezes maior do que a diferença entre o vegetal e o animal. E aquilo que o ser humano consegue conceber na sua mente é apenas uma imagem fantasiosa da sua condição humana; e não abrange a Realidade Divina, mas é abrangido por ela. Isto é, o homem compreende o significado das suas próprias concepções ilusórias, mas a Realidade Divina nunca pode ser compreendida; Ela, em Si mesmo, abrange todas as coisas criadas, e todas as coisas criadas estão ao Seu alcance. Aquela Divindade que o homem imagina por si próprio existe apenas na sua mente, não é verdadeira. O homem, porém, existe na sua mente e na realidade; por isso, o homem é maior que a realidade fantasiosa que ele consegue imaginar. Os limites extremos deste pássaro de barro são estes: ele pode bater as asas durante uma curta distância em direcção ao interminável infinito; mas ele nunca poderá voar até ao sol no alto céu. (‘Abdu’l-Bahá, Selections from the Writings of Abdu’l-Baha, pags. 46-47)
Como podemos conhecer Deus? Se não podemos conhecer a essência de nada, muito menos do Criador, como poderemos conseguir algum conhecimento sobre o reino espiritual e o nosso lugar nele? Os ensinamentos Bahá’ís dizem:
Conhecemo-lo pelos Seus atributos. Conhecemo-Lo pelos Seus sinais. Conhecemo-Lo pelos Seus nomes… Se desejamos entrar em contacto com a realidade divina, fazemo-lo reconhecendo os seus fenómenos, os seus atributos e sinais que estão espalhados pelo universo. Todas as coisas no mundo dos fenómenos são expressões de uma realidade. As suas luzes são brilhantes, o seu calor é manifesto, o seu poder é expressivo dessa realidade única. Que prova maior poderá existir do que o seu funcionamento, ou os seus atributos que estão manifestos? (‘Abdu’l-Bahá, The Promulgation of Universal Peace, pag. 422)
É claro, portanto, que a realidade de Deus se revela nas Suas perfeições… (‘Abdu’l-Bahá, Selections from the Writings of Abdu’l-Bahá, pag. 51) 
Como pode a realidade do homem, que é fortuita, alguma vez compreender a Realidade de Deus, que é eterna? É uma impossibilidade evidente. Assim, podemos observar os sinais e atributos de Deus que resplandecem em todos os fenómenos e brilham como o sol do meio-dia, e saber, com segurança, que estes emanam de uma fonte infinita. (‘Abdu’l-Bahá, The Promulgation of Universal Peace, pags. 422-423)

As escrituras Bahá’ís dizem-nos que se olharmos para o mundo natural e para as pessoas que nele habitam, podemos encontrar “sinais e atributos de Deus” em toda a parte:
Quando examinamos o mundo e as almas dos homens, os sinais perspícuos das perfeições da Divindade surgem claros e manifestos, pois a realidade de todas as coisas atesta a existência de uma realidade universal. ('Abdu’l-Bahá, Some Answered Questions, newly revised edition, p. 255)
Portanto, nós humanos, podemos discernir os atributos, os sinais e as perfeições de Deus em todas as coisas criadas.

Assim, nos ensinamentos Bahá’ís chegamos à conclusão surpreendente que os conceitos tradicionais, actuais e históricos sobre Deus são os ídolos da nossa imaginação. Descobrimos que apenas podemos conhecer os atributos das coisas, mas não as coisas em si. Descobrimos que os nossos sentidos nada nos dizem sobre a existência de Deus. Consequentemente, ‘Abdu’l-Bahá desvalorizou e descartou as bases tradicionais para crença em Deus – as imagens que fizemos para nós ou imitámos na nossa família e amigos; a ideia errada que algumas pessoas têm de que conseguem compreender a essência da realidade, à qual chamamos “Deus”; a convicção contemporânea de que podemos perceber essa realidade através dos nossos sentidos; e a de que qualquer existência fora da nossa percepção sensorial é pura imaginação.

Então, o que pode substituir as nossas ideias falsas, fantasias e equívocos sobre Deus?

Podemos substituí-los pela afirmação segura e destemida de que os atributos e perfeições de Deus são revelados em todas as coisas da criação, que podemos conhecer esses atributos estudando essas criações, e que a manifestação perfeita desses atributos está acessível a cada um de nós. Podemos aceder às manifestações de Deus ao longo da história, na pessoa dos fundadores das principais religiões mundiais: Abraão, Krishna, Moisés, Buda, Cristo, Maomé e, mais recentemente, Bahá’u’lláh, o fundador da Fé Bahá’í.

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Texto original: Why We Can’t Comprehend the Creator (www.bahaiteachings.org)

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Peter Terry é um académico independente, músico e professor. É autor dos livros A Prophet in Modern Times (uma biografia do Bab), In His Own Words (uma biografia de Baha'u'llah), Proofs of the Prophets (uma compilação e comentário sobre as 40 provas da condição de Profeta), Proofs of the Prophets: Lord Krishna, Proofs of the Prophets: Baha'u'llah.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Como podemos provar que Deus existe?

Por Peter Terry.


“No princípio, Deus...”

A maioria dos nossos antepassados, durante quase três milénios, acreditou em Deus. A maioria das pessoas ainda acredita. Mas há já alguns séculos que existem cépticos. Em resposta aos cépticos tem havido tentativas de provar a existência de Deus.

Nesta série de ensaios vamos examinar a resposta a estes cépticos na filosofia divina de 'Abdu'l-Bahá, nascido na Pérsia em 1844 e falecido na Terra Santa em 1921. Para contextualizar intelectualmente estes argumentos, iremos citar outros argumentos, alguns antigos e outros mais modernos. Iremos ainda considerar as provas da existência de Deus nos ensinamentos Bahá’ís e, também, explorar a sua veracidade científica e lógica.

‘Abdu’l-Bahá escreveu:
As pessoas dividem-se em duas categorias: uma que está satisfeita com o conhecimento dos atributos divinos e outra que se esforça por determinar a existência da divindade e conhecer os princípios fundamentais da filosofia divina. (Star of the West, Volume 4, p. 62.)
Esta resposta indica duas tendências: uma satisfeita com a crença num Ser Supremo e outra que exige provas. Os que exigem provas geralmente acreditam num status quo mais moderno, o status quo do consenso científico e da experiência sensorial:
Os materialistas chegam a conclusão de que a vida, por outras palavras, significa composição; que onde quer que encontremos elementos simples numa forma agregada, aí contemplamos o fenómeno da vida orgânica; que toda a composição orgânica é vida orgânica. Assim, se a vida significa composição de elementos, então o materialista pode chegar à conclusão da não-necessidade de um criador, pois a composição é tudo o que existe e que é conseguida com adesão ou coesão. ('Abdu’l-Bahá, The Promulgation of Universal Peace, p. 423)
As provas da existência de Deus dirigem-se a três audiências específicas: os que se esforçam por “determinar a existência da divindade e conhecer os princípios fundamentais da filosofia divina”; os que já estão convencidos da existência de Deus e desejam definir esta existência em bases filosóficas firmes e duradouras; e aqueles que rejeitam a existência de Deus, a menos que sejam convencidos do contrário.

Nos ensinamentos Bahá’ís, encontramos estes três tipos de provas de existência de Deus - provas “racionais” (lógicas, científicas); “provas escritas na Bíblia e no Alcorão”; e “provas espirituais”. (…)

Nestes ensaios não vamos abordar as provas escritas da existência de Deus, porque estas já são conhecidas e aceites pelos seguidores das religiões e rejeitadas pelos descrentes, e por esse motivo têm menos significado e efeito.

Apesar de algumas pessoas considerarem o intelecto como uma fonte de verdade absolutamente infalível, no caso das provas da existência de Deus estas parecem estar mais adequadas aos seres humanos contemporâneos. ‘Abdu’l-Bahá afirma: “Estas são provas racionais; nesta era os povos do mundo necessitam dos argumentos da razão”.

No entanto, quem já se sentiu iluminado pela Luz Divina não tem necessidade de provas racionais:
...se a visão interior estiver aberta, podem-se ver centenas de milhar de provas claras. Assim, quando um homem sente o espírito interior, ele não tem necessidade de argumentos para a sua existência; mas para aqueles que estão privados da graça do espírito, é necessário expor argumentos externos. (‘Abdu’l-Bahá, Some Answered Questions, newly revised edition, p. 7)
Os Bahá’ís acreditam que Deus existe – mas também acreditam na razão, na lógica e no poder da mente humana para descobrir as realidades da vida:
Dá graças a Deus por Ele te ter concedido o poder através do qual consegues compreender estes mistérios divinos. Reflecte profundamente, pondera cuidadosamente, pensa minuciosamente e então as portas do conhecimento abrir-se-ão para ti. (‘Abdu’l-Bahá, Star of the West, Volume 4, p. 64)
... a mente prova a existência de uma Realidade invisível que envolve todas as coisas, que existe e se revela em todas as fases, cuja essência está para lá da compreensão da mente. As emanações misericordiosas dessa Essência Divina, porém, são concedidas a todos os seres e incumbe ao homem ponderar no seu coração sobre as efusões da Graça Divina, a alma (do homem) é contada como um (sinal desta), em vez de (ponderar) sobre a própria Essência Divina. Este é o limite extremo da compreensão humana. (‘Abdu’l-Bahá, Tablet to Auguste Forel)
Nesta série de ensaios vamos focar-nos na razão, na lógica e no poder da mente humana para desvelar as verdadeiras realidades do Criador.

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Texto original: How Can We Possibly Prove that God Exists? (www.bahaiteachings.org)

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Peter Terry é um académico independente, músico e professor. É autor dos livros A Prophet in Modern Times (uma biografia do Bab), In His Own Words (uma biografia de Baha'u'llah), Proofs of the Prophets (uma compilação e comentário sobre as 40 provas da condição de Profeta), Proofs of the Prophets: Lord Krishna e Proofs of the Prophets: Baha'u'llah.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Os Sintomas da Alma

Por Peter Gyulay.


O nosso corpo é formidável quando nos diz que algo não está a funcionar bem. Enxaquecas, dores, irritações na pele, inchaços… tudo isto nos diz que algo está errado no corpo e que precisamos de descobrir o que se passa. Os sintomas são sinais que nos conduzem a um problema mais profundo. Mas nós não temos apenas um corpo; também temos uma alma. E existe uma ligação entre o corpo e a alma. Assim, se existem sinais de boa ou má saúde no nosso corpo, existirão também sinais semelhantes sobre a alma?

A característica desconcertante sobre a alma é o facto de ser indescritível e misteriosa. Não podemos vê-la ou tocá-la. Bahá’u’lláh afirma o seguinte sobre a alma:
Em verdade digo: a alma humana está exaltada acima de egresso e regresso; está imóvel, mas eleva-se nos ares; move-se, mas está parada. (Gleanings from the Writings of Baha’u’llah, LXXXII)
Ele também explicou que a alma não é afectada pela doença física:
Sabe tu que a alma do homem está exaltada acima, e é independente de todas as enfermidades do corpo ou da mente. Que uma pessoa doente mostre sinais de fraqueza isso deve-se às obstruções que se entrepõem entre a sua alma e o seu corpo, pois a alma em si permanece imune a qualquer padecimento corpóreo. (Gleanings from the Writings of Baha’u’llah, LXXX)
Mas pode a própria alma ficar doente?

Um dos conceitos fundamentais dos ensinamentos Bahá’ís é que os seres humanos foram criados à imagem de Deus; isto significa que temos todas as qualidades divinas latentes em nós, prontas a desenvolver. Estas qualidades divinas são um conjunto de virtudes, tais como a generosidade, o amor e o perdão. E é ao desenvolver estes atributos que nos aproximamos de Deus. Podemos dizer que estas qualidades positivas são sinais de uma alma saudável. Uma pessoa que tem uma vida de serviço aos outros de forma sincera, honesta, bondosa e generosa, tem uma alma saudável; e essa alma está bem preparada para a próxima vida no mundo espiritual. Por outro lado, uma pessoa que mente, engana e magoa os outros tem uma alma doente que está presa no mundo do ego. E a ausência de felicidade é um sinal de que a alma está doente. Assim, podemos dizer que cada virtude tem a sua antítese: bondade/crueldade, generosidade/ganância, amor/ódio.

Mas estas doenças espirituais não afectam apenas a alma; também atingem o corpo:
A inveja consome o corpo e a raiva queima o fígado; evita-as tal como evitarias um leão. (Tablet to a Physician, in Baha’u’llah and the New Era, p.108)
Um dos problemas que muitas pessoas têm com a medicina moderna ocidental é que esta frequentemente não procura a causa e apenas cura os sintomas. Isto leva a casos em que as pessoas têm um estilo de vida doentio e apenas pretendem um alívio dos seus sintomas para poderem continuar com o seu estilo de vida. Desta forma não estão a aprender com os sintomas; os sintomas podem ensinar a pessoa que há algo de errado na sua forma de vida e que isso deve ser alterado. O mesmo se passa com a alma. Quando sentimos raiva, inveja ou tristeza, estamos a sentir os sintomas da alma. Tal como os sintomas físicos, não devemos apenas encobri-los ou tratá-los sem examinar se existe uma causa por detrás delas. Tal como o corpo, podemos tratar superficialmente dos sintomas da alma com drogas, álcool, sexo, jogo, materialismo excessivo, maledicência e intrigas.

O que temos de fazer é prestar atenção àqueles sinais da alma, por muito desagradáveis que sejam. Isto requer muita honestidade, coragem e humildade. Se nos sentimos culpados por algo que fizemos ou deixámos de fazer, temos que olhar honestamente para nós próprios e determinar se foi falha nossa. Mas isto significa estar disposto a experimentar as angústias da culpa. E se temos coragem para sentir esta culpa, também temos de nos distanciarmos e ver o que podemos aprender com esta culpa. Quando me sinto culpado por alguma coisa, frequentemente dou por mim a tentar racionalizar a minha atitude e a justificar as minhas acções, quando em muitos casos, apenas tenho de admitir para mim próprio os meus erros, aprender com eles e continuar a minha vida.

Penso que devemos estar gratos pela forma como Deus nos criou em relação ao nosso propósito na vida. Ele criou-nos para nos purificarmos e nos aproximarmos d’Ele. Regozija-te na alegria do teu coração, para que possas ser digno de Me encontrar e de reflectir a Minha beleza” (“As Palavras Ocultas”, do árabe, #36). Aproximarmo-nos de Deus é a maior das alegrias. Sempre que nos afastamos de Deus, recebemos sinais e indicações de que nos estamos a afastar do nosso propósito. E temos de prestar atenção ao nosso ser interior. Se nos afastamos de Deus e não cuidamos do nosso ser interior, podemos não ver estes sintomas e assim a doença da nossa alma ficará oculta. Acredito que é por isso que a oração e meditação diárias são tão vitais.

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Texto original: The Symptoms of the Soul (bahaiblog.net)

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Peter Gyulay é um escritor, músico e educador nascido na Austrália. Estudou filosofia e gosta de reflectir sobre aspectos profundos da vida. O seu romance A Path to Seek está disponível aqui. O seu website pode ser visto aqui.

sábado, 24 de novembro de 2018

Porquê celebrar o Dia da Aliança?


aliança: nome feminino. 1) acto ou efeito de aliar; união. 2) laço entre pessoas ou entidades que se prometem mútuo auxílio; pacto; acordo. 3) anel de casamento ou de noivado. 4) casamento
(Dicionário Porto-Editora)
Todos os anos, no final de Novembro, os Bahá’ís celebram o Dia da Aliança.

Este feriado Bahá'í assinala a nomeação de 'Abdu'l-Bahá como Centro da Aliança de Bahá’u’lláh, a linha de orientação inquebrável e unificadora que protege a Fé Bahá'í de divisões e desunião.

Assim, no Dia da Aliança. os Bahá’ís celebram a unidade da sua religião - e a unidade fundamental de todas as religiões. Também reconhecem, neste dia especial, a aliança mais ampla entre Deus e a humanidade, que se expressa através de um propósito único, princípios comuns e ligações proféticas que associam as religiões entre si. Esta aliança eterna entre Deus e a humanidade apela a cada ser humano que aceite todos os fundadores das grandes religiões mundiais, reconhecendo o conceito que a Fé Bahá’í descreve como revelação progressiva.

Os ensinamentos Bahá’ís afirmam que Deus revela a verdade religiosa e mística através de uma sucessão de profetas e mensageiros ao longo da história. Os Bahá’ís consideram os fundadores das grandes religiões mundiais como professores que iniciam diferentes fases num sistema de educação espiritual continua para toda a humanidade.

A história diz-nos que cada um desses mensageiros de Deus prometeu aos seus seguidores que regressaria para conduzir novamente a humanidade para Deus. Esta Aliança grandiosa e eterna - que apela a cada crente que reconheça e aceite o próximo profeta de Deus - constitui a base de um sistema de educação divina chamado revelação progressiva.

Os Bahá’ís consideram a religião como uma corrente constante, orgânica e inquebrável de Mensageiros de Deus, que ensinam os mesmos princípios fundamentais. Esta grande Aliança – em que Deus promete nunca deixar a Sua criação privada de orientação – tem-se mantido ao longo dos tempos e das civilizações:
Abraão – que a paz esteja com Ele – fez uma aliança sobre Moisés e deu as boas-novas da Sua vinda. Moisés fez uma aliança sobre o Cristo prometido e anunciou as boas-novas do Seu advento ao mundo. Cristo fez uma aliança sobre o Paracleto e deu as boas-novas da Sua vinda. O Profeta Maomé fez uma aliança sobre o Báb, e o Báb foi o Prometido por Maomé, pois Maomé deu as boas-novas da Sua vinda. O Báb fez uma Aliança sobre a Abençoada Beleza, Bahá’u’lláh, e deu as boas-novas da Sua vinda, pois a Abençoada Beleza era o Prometido do Báb. Bahá’u’lláh fez uma aliança sobre um Prometido que Se manifestará após mil, ou milhares, de anos. ('Abdu'l-Bahá, Baha'i World Faith, p. 358)
A Aliança de Bahá’u’lláh continua este processo ininterrupto de amor e orientação divina, não apenas prometendo que uma nova fé surgirá no futuro, mas também ao nomear ‘Abdu’l-Bahá para liderar a Fé Bahá’í. Esta nomeação – única na história da religião – proporciona o princípio de preservação dos ensinamentos Bahá’ís; por outro lado, permite a administração do crescimento da comunidade Bahá’í em todo o mundo; e é, também, uma resposta às questões de sucessão e liderança que perturbaram muitas religiões do passado.

Graças a esta Aliança, a Fé Bahá’í sobreviveu durante mais de um século e meio sem cismas, e não se dividiu em seitas ou denominações; a sua unidade foi conseguida e esteve firmemente protegida. Este facto – único na história da religião – significa que os Bahá’ís em todo o mundo, de todas as raças, culturas, classes, origens religiosas e nacionalidades, acreditam e seguem uma única religião unida.

A nomeação de ’Abdu’l-Bahá como centro da Aliança de Bahá’u’lláh investiu-O com autoridade para ser o único intérprete das Escrituras Bahá’ís, e designou-O como Aquele que prosseguiria o objectivo de Bahá’u’lláh ao estabelecer uma ordem administrativa Bahá’í. A nomeação de ‘Abdu’l-Bahá como Centro da Aliança também reconheceu que na Sua vida pessoal, nas Suas palavras e actos, Ele exemplificava as qualidades e ideais de um verdadeiro Bahá’í. Esta combinação única de funções numa única pessoa criou uma situação sem precedentes em toda a história da religião – o Centro da Aliança – e fez de ‘Abdu’l-Bahá uma pessoa única, reverenciada e amada, reconhecida em todo o mundo pela Sua humildade, pelo Seu conhecimento, pelo Seu serviço à humanidade e defesa da paz e unidade globais:
Quanto à mais grandiosa característica da revelação de Bahá’u’lláh, há um ensinamento que não foi apresentado por qualquer dos Profetas do passado: a nomeação e designação do Centro da Aliança. Com este tipo de nomeação e cláusula, Ele salvaguardou e protegeu a religião de Deus contra diferenças e cismas, tornando impossível que qualquer pessoa criasse uma seita ou facção de crença. Para garantir a unidade e concórdia, Ele estabeleceu uma Aliança com todos os povos do mundo, incluindo o intérprete e expositor dos Seus ensinamentos, de modo a que ninguém pudesse interpretar ou explicar a religião de Deus segundo a sua própria visão ou opinião, criando assim uma seita baseada no seu próprio entendimento individual das palavras Divinas. ('Abdu’l-Bahá, The Promulgation of Universal Peace, pp. 455-456)
Os ensinamentos Bahá’ís dizem que todas as pessoas na Terra despertarão gradualmente para a visão profética de Bahá’u’lláh de um planeta como um lar comum e a humanidade como uma família. A Aliança de Bahá’u’lláh, com a sua ênfase na unidade e unicidade, ajuda-nos a sarar as diferenças e divisões do passado, e simultaneamente estabelece uma relação entre nós e o nosso Criador.

Os Bahá’ís acreditam que esta Aliança ajudará a construir uma sociedade global unificada. Por tudo isto, convidamos o leitor a celebrar o poder curador da unidade.

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Texto original: What’s the Day of the Covenant, and Why Do Baha’is Celebrate it? (www.bahaiteachings.org)