O QUE SE PASSOU?
Há mais de dois anos que políticos ultraconservadores do Partido Democrático do Centro (UDC) e da União Democrática Federal (UDF) lançara uma iniciativa constitucional que visava proibir a construção de minaretes. Num país onde existem 400.000 muçulmanos (maioritariamente emigrantes), o debate desenvolveu-se entre ameaças de "islamização galopante" e acusações de islamofobia e intolerância religiosa.O resultado de ontem surpreendeu porque - contra todas as sondagens – 57% da população helvética apoiou a proibição de construção de novos minaretes. Diga-se, a propósito, que das 180 mesquitas actualmente existentes na Suíça, apenas quatro possuem minaretes; e mesmo esses estão proibidos por lei de chamar os fiéis à oração.
Recorde-se que durante a campanha para este referendo, a mesquita de Genebra foi vandalizada por três vezes. Entre as comunidades islâmicas (kosovares, bósnios, turcos,...) começa a notar-se um sentimento de medo. Farhad Afshar, coordenador das Organizações Islâmicas na Suíça, afirmou que "o mais doloroso não é a proibição dos minaretes, mas a mensagem transmitida por esta votação", que pressupõe um crescimento do sentimento contra os muçulmanos.
AS REACÇÕES
Várias confissões religiosas helvéticas condenaram a proibição dos minaretes: os bispos católicos alertaram para o facto desta proibição ter efeitos nefastos no diálogo inter-religioso, acrescentando que a construção dos minaretes já está regulamentada pelas leis suíças; a Federação das Igrejas Protestantes acusou os promotores da iniciativa de serem apenas motivados pelo medo do Islão; e muitas outras confissões religiosas (evangélicos, ortodoxos, luteranos, anglicanos, católicos-velhos) classificaram a proibição como sendo lamentável.
Os Verdes anunciaram que estudam a possibilidade de recorrer para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo, tentado evitar que esta medida seja passada à prática. No entanto, o Conselho Federal garantiu à comunidade islâmica que proibirem-se os minaretes não é de forma alguma "uma rejeição da sua religião ou cultura".
O chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, declarou-se «um pouco escandalizado» pela proibição dos minaretes decidida domingo pelos suíços, o que considerou «uma expressão de intolerância». E a Amnistia Internacional suíça afirmou-se consternada com a interdição dos minaretes. "A proibição total de construir minaretes representa uma violação da liberdade de religião, incompatível com as convenções assinadas pelo país", alertou Daniel Bolomey, secretário-geral da organização.
E QUE PENSAR DE TUDO ISTO?
Um minarete é parte integrante de uma mesquita. Sendo a mesquita um local de culto, esta restrição à construção é necessariamente uma restrição à liberdade religiosa. Nesse sentido, as sociedades democráticas têm toda a legitimidade em manifestar a sua indignação. Como Bahá'í e como cidadão, só posso ficar preocupado por ver um país europeu tomar medidas que são um ataque à liberdade.
Infelizmente, nos muitos comentários que hoje se publicaram, esqueceu-se frequentemente o ataque ao princípio fundamental da liberdade, e falou-se do medo: medo que este resultado seja pretexto para novos atentados terroristas; medo das reacções dos milionários sauditas e de outras monarquias do Golfo, frequentadores habituais dos hotéis de luxo da Suíça.
Vivemos dias estranhos, sem dúvida.
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Sobre este assunto:
Suíços banem minaretes das mesquitas do país (DN)
Suíça decidiu em referendo proibir que surjam novos minaretes nas suas mesquitas (Público)
Vatican and Muslims condemn Swiss minaret ban vote (BBC)
Swiss Sharply Criticized After Vote to Ban New Minarets (NYTimes)
Kouchner: "Se está oprimiendo a una religión" (ElPais)
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Amin Maalouf e Um mundo sem Regras (4)
As Minorias
No livro Um Mundo sem Regras, Amin Maalouf escreve:
Nas várias epístolas de Baha'u'lláh dirigidas a reis e governantes do Seu tempo, encontramos repetidas referências à importância da governação reflectir justiça para com todos os cidadãos, independentemente do grupo social a que pertençam. Numa epístola a Napoleão III, o fundador da Fé Bahá'í afirmara: "Sabe, em verdade, que os teus súbditos são uma responsabilidade que Deus te conferiu. Cuida deles, como cuidas de ti."
A questão dos direitos das minorias tem sido uma matéria de atenção por parte da Comunidade Bahá'í, junto das Nações Unidas. No site da BIC, encontramos várias declarações nesse sentido. Numa delas, intitulada Protection of Minorities e apresentada em 1994, podemos ler o seguinte:
No livro Um Mundo sem Regras, Amin Maalouf escreve:
Para qualquer sociedade para a humanidade no seu conjunto, o destino das minorias não é um dossiê entre muitos outros; é, juntamente com o destino das mulheres, um dos reveladores mais seguros do avanço moral ou da regressão. Um mundo onde todos os dias se respeita um pouco melhor a diversidade humana, onde qualquer pessoa pode exprimir-se na língua à sua escolha, professar tranquilamente as suas crenças e assumir serenamente as suas origens sem ser vítima de hostilidade ou difamação, quer por parte das autoridades, quer por parte da população, é um mundo que avança, que progride, que se eleva. Inversamente, quando prevalecem as crispações identitárias como acontece hoje na maioria dos países, tanto no Norte do planeta como no Sul, quando todos os dias se torna um pouco mais difícil alguém ser serenamente ele mesmo, praticar livremente a sua língua ou a sua fé, como não falar de regressão? (p.65-66)COMENTÁRIO:
Nas várias epístolas de Baha'u'lláh dirigidas a reis e governantes do Seu tempo, encontramos repetidas referências à importância da governação reflectir justiça para com todos os cidadãos, independentemente do grupo social a que pertençam. Numa epístola a Napoleão III, o fundador da Fé Bahá'í afirmara: "Sabe, em verdade, que os teus súbditos são uma responsabilidade que Deus te conferiu. Cuida deles, como cuidas de ti."
A questão dos direitos das minorias tem sido uma matéria de atenção por parte da Comunidade Bahá'í, junto das Nações Unidas. No site da BIC, encontramos várias declarações nesse sentido. Numa delas, intitulada Protection of Minorities e apresentada em 1994, podemos ler o seguinte:
Na opinião da Comunidade Internacional Bahá'í, a responsabilidade de garantir a igualdade de direitos para as minorias cai simultaneamente nas maiorias e nas minorias. As Maiorias têm uma responsabilidade especial, por uma questão de justiça, de realizar os ajustamentos sociais e políticas que permitam às minorias para exercer, tanto quanto possível, os seus direitos comuns e fundamentais. As Minorias, por seu lado, têm a responsabilidade moral de responder honestamente a esforços genuínos das maiorias e, como afirma o Relator de "reconhecer e respeitar os seus deveres para com a sociedade em geral" (E/CN.4/Sub.2 / 1993/34/Add.4, par. 20). Ambos devem ver as questões das minorias no contexto de um mundo cada vez mais interdependente. Num mundo assim, a vantagem de uma parte é melhor assegurada, garantindo a vantagem do todo, do mesmo modo, o todo não pode florescer quando as partes são oprimidas ou desfavorecidas.
A necessidade é, pois, identificar as condições que privam certas minorias e exortar os governos a adoptar legislação que permita a essas minorias reivindicar os seus direitos e reformular as suas queixas. Essas medidas, porém, não serão suficientes para garantir que as minorias gozem dos mesmos direitos que os seus concidadãos. As atitudes devem mudar. Deve haver uma mudança na opinião das maiorias em relação às minorias oprimidas e as minorias devem-se libertar do sentimento de impotência induzida por discriminação prolongada.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
O "amor" dos fracos
Com a devida vénia ao Daniel Oliveira e ao Arrastão.
Desde Janeiro:
Maria Graça, 82 anos. Morta à facada pelo seu companheiro na Quinta da Atalaia, Covilhã
Conceição, 47 anos. Baleada pelo marido em Alvélos, Barcelos.
Tânia, 30 anos. Morta a tiro pelo companheiro, um guarda prisional, de 44 anos, com a sua arma de serviço, em São Julião do Total, Loures.
Maria Manuela, 49 anos. Esfaqueada até à morte pelo ex-marido, de 53 anos, dentro do seu carro, quando se preparava para ir trabalhar, em Casais de Arega, Figueiró dos Vinhos.
Sandra, 36 anos. Esfaqueada mortalmente em Pouço do Mouro, Setúbal, pelo companheiro de 43 anos.
Sara, 26 anos. Morta em Portimão pelo marido, de 24 anos, com uma faca.
Laura, 42 anos. Morta a tiro pelo marido em Frazão, Paços de Ferreira.
Marília, 36 anos. Baleada mortalmente com uma espingarda pelo companheiro de 36 anos em A do Neves, Almodôvar.
Deolinda, 36 anos. Morta com uma caçadeira de canos serrados pelo companheiro de 47 anos, em Silves.
Maria, 61 anos. Vítima de um tiro de caçadeira disparado pelo marido de 63 anos, em Moitelas, Sobral do Monte Agraço.
Cláudia, 37 anos. Morta por três tiros disparados pelo marido, do qual se tinha separado há cinco meses, em Vila Pouca de Aguiar.
Liliana, 36 anos. Morta em casa dos pais pelo seu ex-companheiro, em Donelo, Sabrosa.
Otília, 45 anos. Assassinada com uma arma de fogo pelo marido, do qual se estava a divorciar e contra o qual já tinha apresentado várias queixas, em Arco da Calheta, na ilha da Madeira.
Sandra, 23 anos. Assassinada no posto de trabalho com um machado pelo ex-companheiro, de 26 anos, em Chão Duro, na Moita.
Linda, 37 anos. Assassinada pelo ex-companheiro, contra o qual já tinha apresentado várias queixas, no Seixal.
Helena, 42 anos. Assassinada pelo marido, um soldado da GNR, com uma pistola, em Lardosa, Castelo Branco.
Sandra, 39 anos. Morta com um tiro na cabeça pelo companheiro, de 42 anos, agente da PSP, em Belas, Sintra.
Margarida, 36 anos. Esfaqueada pelo companheiro (a esquadra de Mirandela conhecia os relatos de violência doméstica entre o casal).
Sandra, 23 anos. Violada e esfaqueada até à morte pelo ex-companheiro juntamente com a amiga Marinela, em Rio de Mouro, Sintra.
Carla, 28 anos. Assassinada à facada pelo ex-namorado, em Juncal do Campo, Castelo Branco.
Joana, 20 anos. Encontrada morta no carro do namorado de 22 anos, com um saco de plástico na cabeça.
Maria, 36 anos. Abatida a tiro ontem pelo ex-companheiro, em Santarém.
E mais três vítimas de identidade desconhecida: uma mulher de 41 anos mortalmente estrangulada em Raposeira, Chaves, pelo marido; uma mulher de 21 anos, atingida por vários golpes com uma arma branca, pelo namorado, na ilha de São Miguel, nos Açores; e uma jovem de 21 anos degolada pelo ex-namorado em Ponta Delgada.
E tantas que diariamente são vítimas de abuso, humilhação e espancamentos pelos seus companheiros.
Desde Janeiro:
Maria Graça, 82 anos. Morta à facada pelo seu companheiro na Quinta da Atalaia, Covilhã
Conceição, 47 anos. Baleada pelo marido em Alvélos, Barcelos.
Tânia, 30 anos. Morta a tiro pelo companheiro, um guarda prisional, de 44 anos, com a sua arma de serviço, em São Julião do Total, Loures.
Maria Manuela, 49 anos. Esfaqueada até à morte pelo ex-marido, de 53 anos, dentro do seu carro, quando se preparava para ir trabalhar, em Casais de Arega, Figueiró dos Vinhos.
Sandra, 36 anos. Esfaqueada mortalmente em Pouço do Mouro, Setúbal, pelo companheiro de 43 anos.
Sara, 26 anos. Morta em Portimão pelo marido, de 24 anos, com uma faca.
Laura, 42 anos. Morta a tiro pelo marido em Frazão, Paços de Ferreira.
Marília, 36 anos. Baleada mortalmente com uma espingarda pelo companheiro de 36 anos em A do Neves, Almodôvar.
Deolinda, 36 anos. Morta com uma caçadeira de canos serrados pelo companheiro de 47 anos, em Silves.
Maria, 61 anos. Vítima de um tiro de caçadeira disparado pelo marido de 63 anos, em Moitelas, Sobral do Monte Agraço.
Cláudia, 37 anos. Morta por três tiros disparados pelo marido, do qual se tinha separado há cinco meses, em Vila Pouca de Aguiar.
Liliana, 36 anos. Morta em casa dos pais pelo seu ex-companheiro, em Donelo, Sabrosa.
Otília, 45 anos. Assassinada com uma arma de fogo pelo marido, do qual se estava a divorciar e contra o qual já tinha apresentado várias queixas, em Arco da Calheta, na ilha da Madeira.
Sandra, 23 anos. Assassinada no posto de trabalho com um machado pelo ex-companheiro, de 26 anos, em Chão Duro, na Moita.
Linda, 37 anos. Assassinada pelo ex-companheiro, contra o qual já tinha apresentado várias queixas, no Seixal.
Helena, 42 anos. Assassinada pelo marido, um soldado da GNR, com uma pistola, em Lardosa, Castelo Branco.
Sandra, 39 anos. Morta com um tiro na cabeça pelo companheiro, de 42 anos, agente da PSP, em Belas, Sintra.
Margarida, 36 anos. Esfaqueada pelo companheiro (a esquadra de Mirandela conhecia os relatos de violência doméstica entre o casal).
Sandra, 23 anos. Violada e esfaqueada até à morte pelo ex-companheiro juntamente com a amiga Marinela, em Rio de Mouro, Sintra.
Carla, 28 anos. Assassinada à facada pelo ex-namorado, em Juncal do Campo, Castelo Branco.
Joana, 20 anos. Encontrada morta no carro do namorado de 22 anos, com um saco de plástico na cabeça.
Maria, 36 anos. Abatida a tiro ontem pelo ex-companheiro, em Santarém.
E mais três vítimas de identidade desconhecida: uma mulher de 41 anos mortalmente estrangulada em Raposeira, Chaves, pelo marido; uma mulher de 21 anos, atingida por vários golpes com uma arma branca, pelo namorado, na ilha de São Miguel, nos Açores; e uma jovem de 21 anos degolada pelo ex-namorado em Ponta Delgada.
E tantas que diariamente são vítimas de abuso, humilhação e espancamentos pelos seus companheiros.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Jornal iraniano encerrado por publicar foto de templo Bahá'í
Segundo a agência oficial iraniana IRNA, as autoridades do Irão encerraram o jornal de maior tiragem no país por ter publicado na primeira página um anúncio turístico com uma foto do templo Baha'i da Índia.
O Hamshahri é o jornal de maior tiragem no Irão, e é publicado pelo Município de Teerão, governado por um conservador moderado - Mohammad Bagher Qalibaf - considerado um rival de Ahmadinedjad.
O director do jornal, Ali Reza Mahak, afirmou não ter recebido ordem de encerramento e preparava-se para publicar edição de terça-feira do Hamshahri. Mas o vice-ministro da Cultura, Mohammad Ali Ramin confirmou mais tarde à televisão estatal iraniana que Hamshahri tinha recebido ordem de encerramento.
A publicação do anúncio com esta foto foi considerado o pretexto que faltava para o Governo Iraniano silenciar um dos jornais críticos do presidente Ahmadinedjad.
O encerramento do jornal foi decretado pelo Comité de Supervisão de Imprensa, um organismo governamental gerido pela linha dura do regime. O secretariado para a Imprensa Iraniana do Ministério da Cultura e Orientação Islâmica, justificou o acto dizendo que os bahá'ís eram muito activos a atrair turistas e que o encerramento do jornal se deveu a receios das reacções da opinião pública.
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FONTES:
Persian daily Hamshahri banned for publishing tourist advertisement (IRNA)
Iran bans paper for running photo of Baha'i temple (WashigntonPost)
Iran bans best-selling paper over Bahai temple (AFP)Iran bans newspaper over temple photo (9News)
Iran bans paper for running photo of Baha'i temple (wtop.com)
Iran bans best-selling paper over Bahai temple (France24)
Iran Bans Paper for Running Photo of Baha'i Temple (NYTimes)
Iran: pubblica foto di un tempio Bahai, quotidiano al bando (swissinfo.ch)
Iran: un journal interdit pour avoir publié une photo d'un temple bahaï (La-Croix)
Iran shuts newspaper for Baha'i photo (Reuters)
Iran's best-selling newspaper banned (Press TV)
O Hamshahri é o jornal de maior tiragem no Irão, e é publicado pelo Município de Teerão, governado por um conservador moderado - Mohammad Bagher Qalibaf - considerado um rival de Ahmadinedjad.
O director do jornal, Ali Reza Mahak, afirmou não ter recebido ordem de encerramento e preparava-se para publicar edição de terça-feira do Hamshahri. Mas o vice-ministro da Cultura, Mohammad Ali Ramin confirmou mais tarde à televisão estatal iraniana que Hamshahri tinha recebido ordem de encerramento.
A publicação do anúncio com esta foto foi considerado o pretexto que faltava para o Governo Iraniano silenciar um dos jornais críticos do presidente Ahmadinedjad.
O encerramento do jornal foi decretado pelo Comité de Supervisão de Imprensa, um organismo governamental gerido pela linha dura do regime. O secretariado para a Imprensa Iraniana do Ministério da Cultura e Orientação Islâmica, justificou o acto dizendo que os bahá'ís eram muito activos a atrair turistas e que o encerramento do jornal se deveu a receios das reacções da opinião pública.
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FONTES:
Persian daily Hamshahri banned for publishing tourist advertisement (IRNA)
Iran bans paper for running photo of Baha'i temple (WashigntonPost)
Iran bans best-selling paper over Bahai temple (AFP)Iran bans newspaper over temple photo (9News)
Iran bans paper for running photo of Baha'i temple (wtop.com)
Iran bans best-selling paper over Bahai temple (France24)
Iran Bans Paper for Running Photo of Baha'i Temple (NYTimes)
Iran: pubblica foto di un tempio Bahai, quotidiano al bando (swissinfo.ch)
Iran: un journal interdit pour avoir publié une photo d'un temple bahaï (La-Croix)
Iran shuts newspaper for Baha'i photo (Reuters)
Iran's best-selling newspaper banned (Press TV)
sábado, 21 de novembro de 2009
Uma resolução com palavras fortes
A aprovação, no passado dia 20 de Novembro, de uma resolução com palavras veementes sobre os direitos humanos no Irão é uma mensagem forte para o Governo Iraniano de que o mundo está seriamente preocupado com a forma como trata os seus cidadãos, afirmou a Comunidade Internacional Bahá'í.
Aprovada por 74 votos a favor e 48 contra, esta resolução da Terceira Comissão da Assembleia Geral da ONU, expressa "profunda preocupação com graves, permanentes e recorrentes violações dos direitos humanos na República Islâmica do Irão". A lista de violações incluíram medidas opressivas tomadas após as eleições presidenciais de Junho e "crescente discriminação" contra os grupos minoritários, incluindo os Baha'is.
"A resolução deste ano - que está entre as mais contundentes dos últimos 25 anos de resoluções sobre o Irão - envia uma mensagem poderosa para o governo, afirmando energicamente que a comunidade internacional não vai fechar os olhos às violações dos direitos humanos", disse Bani Dugal, a representante principal da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas.
"A Assembleia Geral identifica numerosas violações, incluindo o uso da tortura, o abuso repetido de direitos legais, a repressão violenta das mulheres, e a discriminação contra as minorias, incluindo os Bahá'ís, que são a maior minoria religiosa do Irão e são perseguidos unicamente devido à sua crença religiosa ", afirmou.
A resolução também expressa preocupação com o tratamento de "árabes, os azéris, baluchis, curdos, cristãos, judeus e sufis, sunitas e os seus defensores".
"A resolução também condena fortemente restrições severas que o Irão impõe à liberdade de expressão e o uso da violência para silenciar a dissidência após as eleições presidenciais em Junho", disse Dugal. "Apenas podemos esperar que, dada a gravidade dos termos da resolução, o Irão preste finalmente atenção às recomendações da comunidade internacional e mude os seus procedimentos."
A resolução, que foi apresentada pelo Canadá e co-patrocinada por 42 países, insta o Irão a cooperar melhor com observadores da ONU para os direitos humanos, permitindo-lhes fazer visitas ao Irão, e pede ao secretário-geral da ONU para reportar no próximo ano sobre o progresso do Irão no cumprimento das suas obrigações em matéria de direitos humanos.
Notando o tumulto que se seguiu após as eleições presidenciais, a resolução dedicou oito parágrafos para expressar "preocupação especial" sobre as medidas repressivas usadas pelo Governo para suprimir a dissidência. Destacou ainda a perseguição a jornalistas, defensores dos direitos humanos, estudantes e "outros que exercem o seu direito de reunião e associação pacíficas."
Também registou o "uso da violência" contra os "cidadãos iranianos envolvidos no exercício pacífico da liberdade de associação, resultando em numerosos mortos e feridos". E criticou a realização de numerosos julgamentos e os réus a quem foi negado o acesso à representação legal adequada.
A resolução menciona detalhadamente a perseguição aos Baha'is, manifestando preocupação com "ataques contra os bahá'ís e a sua fé nos Media estatais, crescentes provas de esforços por parte do Estado para identificar, monitorar e prender arbitrariamente Baha'is, evitando que os membros da Fé Bahá'í possam frequentar a universidade e sustentar-se economicamente. "
A resolução também assinala a contínua detenção de sete líderes bahá'ís que foram detidos em Março e Maio de 2008, afirmando que eles enfrentam "graves acusações sem acesso adequado ou atempado à representação legal".
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FONTE: UN resolution on Iran sends powerful message on human rights (BWNS)
Aprovada por 74 votos a favor e 48 contra, esta resolução da Terceira Comissão da Assembleia Geral da ONU, expressa "profunda preocupação com graves, permanentes e recorrentes violações dos direitos humanos na República Islâmica do Irão". A lista de violações incluíram medidas opressivas tomadas após as eleições presidenciais de Junho e "crescente discriminação" contra os grupos minoritários, incluindo os Baha'is.
"A resolução deste ano - que está entre as mais contundentes dos últimos 25 anos de resoluções sobre o Irão - envia uma mensagem poderosa para o governo, afirmando energicamente que a comunidade internacional não vai fechar os olhos às violações dos direitos humanos", disse Bani Dugal, a representante principal da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas.
"A Assembleia Geral identifica numerosas violações, incluindo o uso da tortura, o abuso repetido de direitos legais, a repressão violenta das mulheres, e a discriminação contra as minorias, incluindo os Bahá'ís, que são a maior minoria religiosa do Irão e são perseguidos unicamente devido à sua crença religiosa ", afirmou.
A resolução também expressa preocupação com o tratamento de "árabes, os azéris, baluchis, curdos, cristãos, judeus e sufis, sunitas e os seus defensores".
"A resolução também condena fortemente restrições severas que o Irão impõe à liberdade de expressão e o uso da violência para silenciar a dissidência após as eleições presidenciais em Junho", disse Dugal. "Apenas podemos esperar que, dada a gravidade dos termos da resolução, o Irão preste finalmente atenção às recomendações da comunidade internacional e mude os seus procedimentos."
A resolução, que foi apresentada pelo Canadá e co-patrocinada por 42 países, insta o Irão a cooperar melhor com observadores da ONU para os direitos humanos, permitindo-lhes fazer visitas ao Irão, e pede ao secretário-geral da ONU para reportar no próximo ano sobre o progresso do Irão no cumprimento das suas obrigações em matéria de direitos humanos.
Notando o tumulto que se seguiu após as eleições presidenciais, a resolução dedicou oito parágrafos para expressar "preocupação especial" sobre as medidas repressivas usadas pelo Governo para suprimir a dissidência. Destacou ainda a perseguição a jornalistas, defensores dos direitos humanos, estudantes e "outros que exercem o seu direito de reunião e associação pacíficas."
Também registou o "uso da violência" contra os "cidadãos iranianos envolvidos no exercício pacífico da liberdade de associação, resultando em numerosos mortos e feridos". E criticou a realização de numerosos julgamentos e os réus a quem foi negado o acesso à representação legal adequada.
A resolução menciona detalhadamente a perseguição aos Baha'is, manifestando preocupação com "ataques contra os bahá'ís e a sua fé nos Media estatais, crescentes provas de esforços por parte do Estado para identificar, monitorar e prender arbitrariamente Baha'is, evitando que os membros da Fé Bahá'í possam frequentar a universidade e sustentar-se economicamente. "
A resolução também assinala a contínua detenção de sete líderes bahá'ís que foram detidos em Março e Maio de 2008, afirmando que eles enfrentam "graves acusações sem acesso adequado ou atempado à representação legal".
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FONTE: UN resolution on Iran sends powerful message on human rights (BWNS)
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Violette Nakhjavani (2)
A Sra Violette Nakhjavani respondendo a várias questões dos participantes na Escola Baha'i de Verão 2009, em Portugal.
sábado, 14 de novembro de 2009
A OCI tem medo da Liberdade de Expressão
Há já alguns anos que a Organização da Conferência Islâmica (OCI) vem insistindo, em diversos fóruns internacionais, na necessidade de criar leis internacionais contra a «difamação das religiões»; a iniciativa não é inocente, tanto mais que nas propostas apresentadas, a única religião mencionada é o Islão.
Contra as propostas da OCI têm-se manifestado diversas organizações humanistas, cristãos, judaicas, bahá'ís e muçulmanas, considerando transformariam as críticas ao Islão numa violação da lei internacional. Além disso, esta lei internacional legitimaria as leis nacionais anti-blasfémia em países que perseguem minorias religiosas, como o Irão e o Afeganistão.
A INICIATIVA DA OCI
O episódio mais recente desta guerra diplomática foi uma carta da OCI para a Comissão Ad-Hoc da ONU encarregada de definir normas anti-racismo, onde se reafirmam a necessidade de criminalizar as críticas ao Islão, e se classificam alguns países ocidentais (Dinamarca, Holanda e Reino Unido) como violadores dos direitos humanos; essa mesma carta ignora o tema da repressão e discriminação de minorias religiosas em países muçulmanos.
A carta da OCI argumenta que o caso das caricaturas do Profeta Maomé foi uma forma de "violência psicológica" que deveria ser criminalizáveis de acordo com a lei internacional. Acrescenta também que já existem diversas escolas de pensamento no Islão que a troca de ideias sobre o Islão apenas deve ocorrer no seio das suas correntes doutrinárias; ataca os países ocidentais que defendem a liberdade de expressão com fins maléficos; condena a Declaração Universal dos Direitos Humanos por ser incapaz de assumir uma atitude de defesa ao abordar a situação dos grupos religiosos minoritários.
A DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Vários governos e mais de 100 ONGs têm-se manifestado contra as propostas da OCI. Alguns críticos afirmam que estas propostas têm as suas raízes na Declaração Islâmica dos Direitos Humanos que proclama que todas os direitos estão sujeitos à lei da sharia e que a sharia é a única fonte de referência par aos direitos humanos.
O Departamento de Estado Norte-Americano também se manifestou contra a proposta da OCI junto da terceira comissão da ONU: "Esta resolução está incompleta, na medida em que não aborda situação de todas as religiões", afirmou Leonard Leo. "Acreditamos que qualquer resolução sobre este tópico deve incluir a menção da necessidade de uma mudança nos sistemas educativos que promovem o ódio às outras religiões, assim como o problema dos media estatais que descrevem de forma negativa qualquer religião".
Hillel Heuer, director executivo da UN Watch, afirmou que esta proposta de resolução "é um passo numa campanha perversa lançada por países muçulmanos na ONU para declarar que a primeira vítima dos ataques de 11 de Setembro foi o Islão. Na verdade as vítimas fora 3000 americanos e outros, e aqueles que perpetraram o assassínio em massa agiram em nome de uma ideologia islâmica radical".
PETIÇÃO: O QUE É A DIFAMAÇÃO DA RELIGIÃO ?
Entretanto, foi lançada uma petição online (WhatIsDefamationOfReligion.com) contra esta proposta da OCI. Na petição afirma-se que "as resoluções das Nações Unidas sobre difamação de religiões são incompatíveis com as liberdades individuais fundamentais para o livre exercício e expressão pacífica de pensamentos ideias e crenças"
"Ao contrário das tradicionais leis anti-difamação, que punem as falsas declarações que realmente atacam pessoas, as medidas que proíbem a «difamação das religiões» punem a crítica pacífica das ideias. Adicionalmente, o conceito de difamação das religiões é fundamentalmente inconsistente com os princípios fundamentais defendidos pelos documentos fundadores pelas Nações Unidas, incluindo a Declaração Universal dos direitos Humanos, que afirmam a protecção dos direitos individuais, em vez das ideias" lê-se na petição.
Jay Sekulow, director do American Center for Law and Justice, e promotor da petição, foi das primeiras pessoas a alertar para o perigo desta declaração: "Dificilmente poderíamos ter uma base mais ampla e diversificada [para lançar a petição]. Penso que quanto mais a OCI se empenhar na resolução anti-difamação, mais ampla será a oposição. É cada vez mais claro que se trata de um «Acto de Protecção Islâmica»"
Entre as mais de 100 organizações governamentais são signatárias da petição encontram-se: a Liga Anti-Difamação, o American Islamic Congress, o American Islamic Forum for Democracy, o American Jewish Congress, a Association of Christian Schools, a Comunidade Internacional Baha’i, a the American Humanist Association, o Center for Islamic Pluralism (Washington), a Christian Solidarity Worldwide, a Dalit Freedom Network e a United Sikhs and the Turkish Women's Rights Organization Against Discrimination.
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SOBRE ESTE ASSUNTO:
Groups protest UN debate on 'defamation' of religion (Earthtimes.org)
NGOs sound alarm over UN 'defamation of religion' agenda (Christian Today)
Over 100 groups protest UN debate on 'defamation of religion' (SifyNews)
OIC defends "defamation of religion” proposal in letter to UN (Europe News)
Global groups reject Islam 'protection' plan (WND)
"Defamation of Religions" vote today at the General Assembly (UN Watch)
Contra as propostas da OCI têm-se manifestado diversas organizações humanistas, cristãos, judaicas, bahá'ís e muçulmanas, considerando transformariam as críticas ao Islão numa violação da lei internacional. Além disso, esta lei internacional legitimaria as leis nacionais anti-blasfémia em países que perseguem minorias religiosas, como o Irão e o Afeganistão.
A INICIATIVA DA OCI
O episódio mais recente desta guerra diplomática foi uma carta da OCI para a Comissão Ad-Hoc da ONU encarregada de definir normas anti-racismo, onde se reafirmam a necessidade de criminalizar as críticas ao Islão, e se classificam alguns países ocidentais (Dinamarca, Holanda e Reino Unido) como violadores dos direitos humanos; essa mesma carta ignora o tema da repressão e discriminação de minorias religiosas em países muçulmanos.
A carta da OCI argumenta que o caso das caricaturas do Profeta Maomé foi uma forma de "violência psicológica" que deveria ser criminalizáveis de acordo com a lei internacional. Acrescenta também que já existem diversas escolas de pensamento no Islão que a troca de ideias sobre o Islão apenas deve ocorrer no seio das suas correntes doutrinárias; ataca os países ocidentais que defendem a liberdade de expressão com fins maléficos; condena a Declaração Universal dos Direitos Humanos por ser incapaz de assumir uma atitude de defesa ao abordar a situação dos grupos religiosos minoritários.
A DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Vários governos e mais de 100 ONGs têm-se manifestado contra as propostas da OCI. Alguns críticos afirmam que estas propostas têm as suas raízes na Declaração Islâmica dos Direitos Humanos que proclama que todas os direitos estão sujeitos à lei da sharia e que a sharia é a única fonte de referência par aos direitos humanos.
O Departamento de Estado Norte-Americano também se manifestou contra a proposta da OCI junto da terceira comissão da ONU: "Esta resolução está incompleta, na medida em que não aborda situação de todas as religiões", afirmou Leonard Leo. "Acreditamos que qualquer resolução sobre este tópico deve incluir a menção da necessidade de uma mudança nos sistemas educativos que promovem o ódio às outras religiões, assim como o problema dos media estatais que descrevem de forma negativa qualquer religião".
Hillel Heuer, director executivo da UN Watch, afirmou que esta proposta de resolução "é um passo numa campanha perversa lançada por países muçulmanos na ONU para declarar que a primeira vítima dos ataques de 11 de Setembro foi o Islão. Na verdade as vítimas fora 3000 americanos e outros, e aqueles que perpetraram o assassínio em massa agiram em nome de uma ideologia islâmica radical".
PETIÇÃO: O QUE É A DIFAMAÇÃO DA RELIGIÃO ?
Entretanto, foi lançada uma petição online (WhatIsDefamationOfReligion.com) contra esta proposta da OCI. Na petição afirma-se que "as resoluções das Nações Unidas sobre difamação de religiões são incompatíveis com as liberdades individuais fundamentais para o livre exercício e expressão pacífica de pensamentos ideias e crenças"
"Ao contrário das tradicionais leis anti-difamação, que punem as falsas declarações que realmente atacam pessoas, as medidas que proíbem a «difamação das religiões» punem a crítica pacífica das ideias. Adicionalmente, o conceito de difamação das religiões é fundamentalmente inconsistente com os princípios fundamentais defendidos pelos documentos fundadores pelas Nações Unidas, incluindo a Declaração Universal dos direitos Humanos, que afirmam a protecção dos direitos individuais, em vez das ideias" lê-se na petição.
Jay Sekulow, director do American Center for Law and Justice, e promotor da petição, foi das primeiras pessoas a alertar para o perigo desta declaração: "Dificilmente poderíamos ter uma base mais ampla e diversificada [para lançar a petição]. Penso que quanto mais a OCI se empenhar na resolução anti-difamação, mais ampla será a oposição. É cada vez mais claro que se trata de um «Acto de Protecção Islâmica»"
Entre as mais de 100 organizações governamentais são signatárias da petição encontram-se: a Liga Anti-Difamação, o American Islamic Congress, o American Islamic Forum for Democracy, o American Jewish Congress, a Association of Christian Schools, a Comunidade Internacional Baha’i, a the American Humanist Association, o Center for Islamic Pluralism (Washington), a Christian Solidarity Worldwide, a Dalit Freedom Network e a United Sikhs and the Turkish Women's Rights Organization Against Discrimination.
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SOBRE ESTE ASSUNTO:
Groups protest UN debate on 'defamation' of religion (Earthtimes.org)
NGOs sound alarm over UN 'defamation of religion' agenda (Christian Today)
Over 100 groups protest UN debate on 'defamation of religion' (SifyNews)
OIC defends "defamation of religion” proposal in letter to UN (Europe News)
Global groups reject Islam 'protection' plan (WND)
"Defamation of Religions" vote today at the General Assembly (UN Watch)
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Violette Nakhjavani (1)
A Sra Violette Nakhjavani respondendo a várias questões dos participantes na Escola Baha'i de Verão 2009, em Portugal.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Julgamento de 9 Bahá'ís em Mashad
Nos últimos meses, a maioria das notícias sobre a Comunidade Bahá'í do Irão centrou-se na situação dos sete dirigentes que se encontram detidos desde Maio de 2008. No entanto, além deste caso, existem muitos outros que não podemos esquecer.
Um desses casos foi recentemente descrito no BWNS (em persa) e refere-se à última sessão do julgamento de nove Bahá'ís, em Mashad (no nordeste do Irão) que se realizou no passado dia 25 de Outubro. O caso remonta a 2005, quando em 4 e 5 de Agosto, estas nove pessoas foram detidas; a maior parte foi libertada sob caução passadas algumas semanas; apenas uma pessoa esteve detida até ao final de Setembro desse ano.
Em Agosto deste ano, estes nove Bahá’ís foram convocados para comparecer no tribunal, tendo tomado conhecimento das acusações de que eram alvo: tomar parte numa campanha contra o governo, de actividades contra a segurança nacional, de distribuição ilegal de CD’s para proclamação da sua fé, assim como de denegrir a santidade do Islão.
Quanto ao veredicto final do tribunal de Mashad, isso é algo que ainda ninguém tem conhecimento.
As nove pessoas são:
FONTE: IPW
Um desses casos foi recentemente descrito no BWNS (em persa) e refere-se à última sessão do julgamento de nove Bahá'ís, em Mashad (no nordeste do Irão) que se realizou no passado dia 25 de Outubro. O caso remonta a 2005, quando em 4 e 5 de Agosto, estas nove pessoas foram detidas; a maior parte foi libertada sob caução passadas algumas semanas; apenas uma pessoa esteve detida até ao final de Setembro desse ano.
Em Agosto deste ano, estes nove Bahá’ís foram convocados para comparecer no tribunal, tendo tomado conhecimento das acusações de que eram alvo: tomar parte numa campanha contra o governo, de actividades contra a segurança nacional, de distribuição ilegal de CD’s para proclamação da sua fé, assim como de denegrir a santidade do Islão.
Quanto ao veredicto final do tribunal de Mashad, isso é algo que ainda ninguém tem conhecimento.
As nove pessoas são:
- Sra Sima Eshraghi (Aghdaszadeh) e Sr. Jalaier Vahdat, que foram primeiramente detidos em 26 de Janeiro de 2009 e novamente detidos em 12 de Maio de 2009, foram libertados sob caução.
- Sr. Davar Nabilzadeh
- Sr. Kambiz Nouzdahi, e Sra. Rozita Vaseghi, cujas residências foram revistadas no mesmo dia da detenção da Sra. Eshraghi e do Sr. Vahdat.
- Sra. Nasrin Ghadiri.
- Sra. Nahid Ghadiri.
- Sr. Homan Bakhtavar.
- Sra. Sima Rajabian.
FONTE: IPW
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Obama opposes gay marriage but supports civil union & gay equality
For many practicing Christians, the inability to compromise may apply to gay marriage. I find such a position troublesome, particularly in a society in which Christian men and women have been known to engage in adultery or other violations of their faith without civil penalty. I believe that American society can choose to carve out a special place for the union of a man and a woman as the unit of child rearing most common to every culture. I am not willing to have the state deny American citizens a civil union that confers equivalent rights no such basic matters as hospital visitation or health insurance coverage simlpy because the people they love are of the same sex--nor am I willing to accept a readingof the Bible that considers an obscure line in Romans to be more defining of Christianity than the Sermon on the Mount.
The Audacity of Hope, by Barack Obama, p.222-3
The Audacity of Hope, by Barack Obama, p.222-3
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Migrantes
O vídeo seguinte foi produzido pelo The Economist e pretende ilustrar os actuais padrões de migração de populações. Os dados que serviram de base a este trabalho encontram-se no Relatório das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Humano 2009.
Recorde-se que 3 % da população mundial são migrantres internacionais e esse número tende aumentar.
(descoberto no Jeune Street)
Recorde-se que 3 % da população mundial são migrantres internacionais e esse número tende aumentar.
(descoberto no Jeune Street)
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Natacha Santos
terça-feira, 3 de novembro de 2009
É para breve, dizem eles.
O chefe do departamento de justiça de Teerão, Alireza Avaie, afirmou à agência IRNA, em Teerão, que os sete dirigentes Bahá'ís detidos desde Maio do ano passado na prisão de Evin, deverão ser julgados em breve. Este funcionário judicial não adiantou mais pormenores.
A notícia foi divulgada no passado domingo pela Agência Reuters, que recordou as acusações de que os detidos são alvo: de espionagem para Israel e blasfémia, e lembrou que o julgamento já foi adiado algumas vezes.
A notícia foi divulgada no passado domingo pela Agência Reuters, que recordou as acusações de que os detidos são alvo: de espionagem para Israel e blasfémia, e lembrou que o julgamento já foi adiado algumas vezes.
domingo, 1 de novembro de 2009
Emissão inter-religiosa no início de «A Fé dos Homens» na RDP
Uma emissão ecuménica e inter-religiosa assinala domingo o início na RDP do programa «A Fé dos Homens», dedicado à divulgação das actividades das 14 confissões religiosas reconhecidas legalmente em Portugal.
O espaço religioso, que chega à rádio 12 anos depois da primeira emissão para televisão, foi o resultado de três anos de negociações com os responsáveis da rádio pública, num processo «longo e moroso», com os responsáveis religiosos a destacar, no entanto, o «bom porto» a que se chegou.
Para vincar o espírito de diálogo ecuménico e inter-religioso, a primeira emissão é preenchida com uma mesa-redonda, juntando representantes das sete religiões e confissões que integram actualmente a Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas (Igreja Católica, Aliança Evangélica Portuguesa, Igreja Adventista do Sétimo Dia e comunidades Baha'i, Islâmica, Israelita e Hindu).
(Diário Digital / Lusa)
O espaço religioso, que chega à rádio 12 anos depois da primeira emissão para televisão, foi o resultado de três anos de negociações com os responsáveis da rádio pública, num processo «longo e moroso», com os responsáveis religiosos a destacar, no entanto, o «bom porto» a que se chegou.
Para vincar o espírito de diálogo ecuménico e inter-religioso, a primeira emissão é preenchida com uma mesa-redonda, juntando representantes das sete religiões e confissões que integram actualmente a Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas (Igreja Católica, Aliança Evangélica Portuguesa, Igreja Adventista do Sétimo Dia e comunidades Baha'i, Islâmica, Israelita e Hindu).
(Diário Digital / Lusa)
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