Segundo alguns jornais egípcios [Moheet News e Masrawy News], uma Comissão inter-ministerial com representantes dos Ministérios da Defesa, Segurança, Assuntos Árabes e Assuntos Religiosos exigiu que o Parlamento Egípcio aprovasse uma lei que criminaliza a Fé Baha’i. O líder desta comissão, Dr. ‘Umar Hashim, declarou que os Baha’is são uma ameaça à segurança nacional maior do que extremistas e terroristas porque são um produto do Sionismo.
Esta noticia foi referida pelo blog Iran Press Watch que refere outro membro desta comissão que acusou os Baha’is de dar dinheiro a jovens desempregados com o objectivo de os recrutar para o seu grupo.
O mesmo blog refere ainda uma notícia da Nablus TV [sediada na Cisjordânia] que cita um documento do Grande Iman da Mesquita de Al-Azhar[uma das mais alta autoridade religiosa entre os muçulmanos sunitas], Muhammad Sayyid Tuntawi, que declarou ser a Fé Baha’i uma seita subserviente aos interesses do Sionismo e do Imperialismo Ocidental no mundo islâmico, promovendo a decadência e a luta entre Árabes e muçulmanos. O mesmo relatório afirma que o “Bahaismo” ordena que os seus seguidores destruam todos os lugares santos incluindo Meca, Medina e Jerusalém, e também os santuários dos profetas e santos muçulmanos.
Para um país cujo Governo e Sistema Judicial reconheceram recentemente os direitos de cidadania dos Baha’is, estas notícias são surpreendentes e até preocupantes.
Mas há algo mais que nem sempre é referido: ao longo dos últimos meses, o Irão tem sido repetidamente acusado de interferir em assuntos internos do Egipto e até acusado de fomentar grupos radicais e terroristas ali existentes. Ainda há dois dias o Wall Street Journal referia este facto claramente. Nesse sentido, estes novos ataques verbais contra os baha’is podem ser vistos como uma das consequências desse envolvimento Iraniano no Egipto.
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Sobre este assunto:
Iran's New Target: Egypt (WSJ)
Egypt strikes out at Iran's expanding reach (CSMonitor)
Egypt warns Iran, Hezbollah (Kuwait Times)
Mubarak to Hezbollah: Beware of Egypt's wrath (Haaretz)
Egypt's Brotherhood backs Hizbullah in spat with Cairo (Daily Star)
Egypt-Iran war of words flares (The Australian)
Egypt wages 'cold war' of words on Hezbollah (guardian.co.uk)
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Otto von Bismarck

Foi recentemente publicada em Portugal uma biografia de Otto von Bismarck, de autoria de A.J.P. Taylor (Edições 70). A obra descreve a vida política de um dos mais influentes políticos europeus do século XIX, reconhecido como o fundador da Alemanha moderna, e recordado como primeiro-ministro da Prússia e primeiro Chanceler do Império Alemão.
O que me parece ser um resumo da sua postura na vida política encontra-se nas seguintes palavras do autor:
Nunca se comprometeu irrevogavelmente com nenhum rumo. Em política externa, as suas alianças conduziam frequentemente a guerras e as suas guerras foram prelúdios de alianças. A aliança com a Áustria, em 1864, levou à guerra com a Áustria , em 1866; por sua vez, esta guerra deu origem à aliança com a Áustria-Hungria, em 1879 – uma aliança que talvez se tivesse desfeito se Bismarck tivesse permanecido mais tempo no poder. À quase aliança com a França, em 1866, seguiu-se a guerra de 1870 e não foi por culpa de Bismarck que o conflito não conduziu a uma aliança renovada, em 1877, ou mais tarde, entre 1883 e 1885 – com um novo período de hostilidade em 1886. A Itália foi o único aliado contra o qual Bismarck não entrou em guerra, o que se deveu apenas à falta de oportunidade – as suas frases foram frequentemente bastante hostis. Nos assuntos internos, foi a mesma coisa. Bismarck equilibrou-se entre rei e parlamento, depois entre imperador e Reichstag, manipulando-os um contra o outro. Estava sempre pronto para dizer ao Reichstag que a sua responsabilidade era exclusivamente para com o imperador - «o meu único constituinte» - e avisou os políticos que nem sequer lhe podiam baixar o salário – estava consagrado na constituição e ele defendê-lo-ia em tribunal. As coisas eram muito diferentes quando Bismarck ia à corte. Nessas ocasiões, insistia que o imperador devia aceitar a vontade do Reichstag - interpretada por ele, é claro. (162-163)Bismarck era o homem por detrás das políticas de Guilherme I, o Kaiser alemão a quem Bahá'u'lláh se dirigiu numa das Suas Epístolas. E se percebermos o que foi a influência do Bismarck nas políticas de Guilherme I, torna-se claro que muitas das advertências dirigidas pelo fundador da religião Baha’i eram, na verdade, destinadas ao próprio Bismarck.
A ler.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
The Baha'i Faith on Apologia
Uma entrevista e discussão com um membro da comunidade Baha´i (Enrico Indiogine) no podcast Apologia, um podcast sobre Ateismo e Teismo.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Não perdem a fé... mas mudam de religião.
Um estudo recentemente divulgado pela Pew Forum sobre Religion and Public Life indica que mais de 40% dos americanos adultos abandonaram a religião "em que nasceram"; por outro lado, cerca de 10% dos que abandonam a religião, acabam por regressar. Apenas 47% dos americanos nunca mudaram de religião. O estudo indica ainda que 16% dos americanos não estão filiados em qualquer religião, mas os investigadores avisam que estes não devem ser considerados seculares, pois cerca de um terço destes afirma que ainda não encontraram a religião certa.
Segundo os investigadores, não existe um padrão de mudança; apenas liberdade de mudança. Há quem mude de religião porque muda de residência, há quem mude porque casou com uma pessoa de outra fé; há quem mude porque não gosta do pastor; e há os que apontam vários motivos para a mudança. "Os motivos para a mudança de religião são tão diversos quanto a própria paisagem religiosa", disse um dos investigadores à CNN.
O estudo agora revelado, indica que alguns factores que se pensava poder afastar as pessoas da religião – como o escândalo dos abusos sexuais na Igreja Católica, ou a convicção de que a ciência desaprova a religião – têm um pequeno papel no processo de afastamento.
Este estudo leva-me mais uma vez a perguntar: quando é que se faz um estudo semelhante em Portugal? Se já foi feito, então quando e onde foi divulgado? Seria interessante ver de que forma algumas comunidades religiosas (nomeadamente, Igrejas Evangélicas e muçulmanos) se estão a implementar em Portugal, e quais os estratos sociais e regiões onde se verificam mais adesões.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
"Mankind Is No Island", by Jason van Genderen
O Tropfest é o maior festival de curtas-metragens do mundo. Começou há 17 anos em Sydney e no ano passado teve a sua primeira edição em Nova York. O vencedor do ano passado foi este filme que foi totalmente filmado com um telemóvel. O seu orçamento foi de 40 dólares (cerca de 30 euros).
Dica do Pedro.
Dica do Pedro.
Sobre os textos sagrados
A propósito do Dia Mundial do Livro, MC citou José Tolentino Mendonça que abordava as características únicas do texto sagrado:
Erasmo dizia que o texto bíblico não nos remete para uma língua unicamente, mas está repleto delas: "a língua dos homens e a dos anjos, a língua da terra e a do céu, a língua dos ínfimos e a língua de Deus". A Bíblia é, em relação ao infinito, um observatório e um reservatório. A sua palavra aspira impacientemente à categoria de não-palavra, ou não-apenas-palavra. Busca o vislumbre. Não quer ser porta, quer transportar. Quer o contínuo do sentido como disseminação acessível e sem fim. A Bíblia foi escrita com palavras que sonham.É interessante que nas Escrituras Baha’is temos algumas frases que apontam no mesmo sentido. Bahá'u'lláh escreveu:
...
Scriptura cum legentibus crescit. O texto permanece em aberto não por insuficiência, mas por excesso. Ler a Bíblia, aproximar-se dela na pluralidade das traduções, das tradições, até mesmo das traições, é outra coisa, porventura, que observação de um infinito? Ler será, por isso, ampliar ainda os arquivos do espanto.
"Sabe tu com certeza que, assim como crês firmemente que a Palavra de Deus - exaltada seja Sua Glória - perdura para sempre, deves do mesmo modo acreditar, com fé inabalável, que o seu significado jamais se poderá esgotar."O texto de Erasmo tem ainda a virtude de nos alertar para o facto dos textos sagrados possuírem uma linguagem muito própria, que não é comparável com outras linguagens.
domingo, 26 de abril de 2009
Uma Fé em Perigo
Aqui fica uma tradução de um excerto de uma artigo intitulado Iran: a faith on trial, de Bernd Kaussler, publicado no site OpenDemocracy. Recomendo a leitura integral deste artigo.
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Assim, enquanto a comunidade internacional parece muito alarmada com o programa nuclear do Irão e o volátil anti-semitismo de Ahmadinedjad, o crescendo das campanhas anti-baha’is concertadas e apoiadas pelo governo, passaram largamente despercebidas. Apesar dos EUA e a UE continuarem a condenar as violações dos direitos humanos, o destino de 36 crentes detidos – incluindo sete que aguardam julgamento – e o da comunidade como um todo, não ocupa um lugar de destaque nas agendas europeia ou americana. De facto, a mensagem do Presidente Obama ao Irão por ocasião do Ano Novo Iraniano foi a primeira mensagem presidencial americana que não fazia distinção entre o povo e o regime iraniano, mas dirigia-se a ambos. Esta muito antecipada mudança na política americana para com o Irão indica que a administração Obama está a afastar-se da retórica da “mudança de regime” e procura uma détente gradual com o Irão.
O novo pragmatismo americano para com o Irão vai inevitavelmente focar-se nos meios diplomáticos para resolver o impasse da questão nuclear e não a questão da natureza do regime. Isto são, certamente, boas notícias para a estabilidade regional, na medida em que pela primeira vez os EUA e o Irão podem abordar directamente preocupações mútuas de segurança. No entanto, no que toca à segurança humana no Irão, o crescendo dos laços diplomáticos bilaterais vê os assuntos da "liberdade de religião e de expressão" como estrategicamente inoportunos. A Europa também colocou os direitos humanos em segundo plano e foca-se apenas na reactivação nas negociações nucleares.
A campanha para as eleições presidenciais em Junho de 2009 está em marcha. Mas ao contrário das eleições de 1997, que foram dominadas por apelos à democracia e discursos reformistas sobre direitos humanos e o primado da lei, as facções em disputa centram a sua atenção nas reformas económicas. As agendas dos dois principais candidatos da facção reformista, o antigo porta-voz do Parlamento, Mehdi Karrubi e o antigo primeiro ministro Mir-Hoseyn Musavi criticaram fortemente as políticas económicas e o estilo de gestão de Ahmadinedjad. E apesar de Karrubi e Musavi terem condenado as perceptíveis inclinações do Presidente para o nepotismo, corrupção e e violação do primado da lei, as suas principais atenções são a economia e a política externa. Musavi, em particular, tornou bem claro que não gosta de “provocar todo o mundo sem qualquer motivo e apoia políticas de privatização”. Atendendo ao estado débil da economia iraniana, parece que o eleitorado reagirá mais favoravelmente a provocadores reformistas que se abstêm em matéria de direitos humanos e em retórica de democratização, e em vez disso prometem uma détente com o Ocidente que inerentemente abrirá caminho para o progresso económico. As eleições no Irão são notoriamente difíceis de prever, mas parece evidente que qualquer candidato que consiga apresentar-se como gestor de crises que tirará o país do isolamento, poderá vencer em Junho.
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Artigo completo: Iran: a faith on trial (em inglês)
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Assim, enquanto a comunidade internacional parece muito alarmada com o programa nuclear do Irão e o volátil anti-semitismo de Ahmadinedjad, o crescendo das campanhas anti-baha’is concertadas e apoiadas pelo governo, passaram largamente despercebidas. Apesar dos EUA e a UE continuarem a condenar as violações dos direitos humanos, o destino de 36 crentes detidos – incluindo sete que aguardam julgamento – e o da comunidade como um todo, não ocupa um lugar de destaque nas agendas europeia ou americana. De facto, a mensagem do Presidente Obama ao Irão por ocasião do Ano Novo Iraniano foi a primeira mensagem presidencial americana que não fazia distinção entre o povo e o regime iraniano, mas dirigia-se a ambos. Esta muito antecipada mudança na política americana para com o Irão indica que a administração Obama está a afastar-se da retórica da “mudança de regime” e procura uma détente gradual com o Irão.O novo pragmatismo americano para com o Irão vai inevitavelmente focar-se nos meios diplomáticos para resolver o impasse da questão nuclear e não a questão da natureza do regime. Isto são, certamente, boas notícias para a estabilidade regional, na medida em que pela primeira vez os EUA e o Irão podem abordar directamente preocupações mútuas de segurança. No entanto, no que toca à segurança humana no Irão, o crescendo dos laços diplomáticos bilaterais vê os assuntos da "liberdade de religião e de expressão" como estrategicamente inoportunos. A Europa também colocou os direitos humanos em segundo plano e foca-se apenas na reactivação nas negociações nucleares.
A campanha para as eleições presidenciais em Junho de 2009 está em marcha. Mas ao contrário das eleições de 1997, que foram dominadas por apelos à democracia e discursos reformistas sobre direitos humanos e o primado da lei, as facções em disputa centram a sua atenção nas reformas económicas. As agendas dos dois principais candidatos da facção reformista, o antigo porta-voz do Parlamento, Mehdi Karrubi e o antigo primeiro ministro Mir-Hoseyn Musavi criticaram fortemente as políticas económicas e o estilo de gestão de Ahmadinedjad. E apesar de Karrubi e Musavi terem condenado as perceptíveis inclinações do Presidente para o nepotismo, corrupção e e violação do primado da lei, as suas principais atenções são a economia e a política externa. Musavi, em particular, tornou bem claro que não gosta de “provocar todo o mundo sem qualquer motivo e apoia políticas de privatização”. Atendendo ao estado débil da economia iraniana, parece que o eleitorado reagirá mais favoravelmente a provocadores reformistas que se abstêm em matéria de direitos humanos e em retórica de democratização, e em vez disso prometem uma détente com o Ocidente que inerentemente abrirá caminho para o progresso económico. As eleições no Irão são notoriamente difíceis de prever, mas parece evidente que qualquer candidato que consiga apresentar-se como gestor de crises que tirará o país do isolamento, poderá vencer em Junho.
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Artigo completo: Iran: a faith on trial (em inglês)
sexta-feira, 24 de abril de 2009
El Congreso pide que el Gobierno exija a Irán la liberación de presos Bahá'í
El Congreso de los Diputados ha pedido hoy al Gobierno que exija al Ejecutivo iraní la liberación de siete miembros de la comunidad Bahá'í detenidos en 2008, así como que denuncie la violación de la República islámica sobre los acuerdos internacionales referentes a derechos humanos.
La proposición no de ley, presentada por el PP y aprobada por unanimidad en la Comisión de Asuntos Exteriores de la Cámara Baja, insta al Ejecutivo español a trasladar al iraní su condena por la persecución "sistemática" que se ejerce sobre el colectivo Bahá'í.
Durante su intervención, el diputado popular Juan Carlos Grau ha precisado que la fe Bahá'í hoy agrupa a más de 6 millones de creyentes, de los cuales 350.000 residen en Irán, los cuales son "sistemáticamente perseguidos" desde que se implantara la República Islámica tras la Revolución de 1979.
Ha recordado asimismo que la relatora especial de Naciones Unidas para la Libertad de Religión o Credo, Asma Jahangir, aludió en 2006 a esta discriminación y a la persecución que el presidente iraní Jamenei había ordenado de forma confidencial.
Por ello, todos los grupos del Congreso español aprobaron por consenso el 21 de junio del mismo año una proposición no de ley que instaba al Gobierno a manifestar ante los diplomáticos iraníes el compromiso español con la libertad religiosa y la preocupación por la deriva que estaba tomando el Gobierno de Teherán.
Una situación que, a juicio de Grau, "se ha agravado" en los últimos años, especialmente con la detención por parte del Ministerio de Inteligencia, entre marzo y mayo de 2008, de siete miembros de la comunidad Bahá'í, que sufren unas condiciones de encarcelamiento que no cumplen ni con las condiciones "mínimas" contempladas en el Reglamento sobre el tratamiento de prisioneros.
El delito por el que se les acusa, y ello sin que hayan podido contar con la asistencia de sus abogados, ha dicho Grau, es el de "espionaje a favor de Israel, insulto a las figuras religiosas y propaganda contra el sistema", castigado con entre 1 y 5 años de prisión.
Aunque el parlamentario socialista Jordi Pedret ha dado su respaldo a la iniciativa, ha criticado al PP por su forma "unilateral" de presentarla, y ha reiterado que el Gobierno español "viene cumpliendo estrictamente" con la proposición no de ley aprobada en 2006.
Pedret ha lamentado que el PP haya "desperdiciado" una oportunidad para encontrar el consenso porque, en su opinión, la defensa que el Gobierno hace de los derechos humanos "es algo que se puede continuar pero no incitar de nuevo".
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Fonte: ADN.es
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COMENTÁRIO: Para quando uma iniciativa destas no Parlamento Português?
La proposición no de ley, presentada por el PP y aprobada por unanimidad en la Comisión de Asuntos Exteriores de la Cámara Baja, insta al Ejecutivo español a trasladar al iraní su condena por la persecución "sistemática" que se ejerce sobre el colectivo Bahá'í.
Durante su intervención, el diputado popular Juan Carlos Grau ha precisado que la fe Bahá'í hoy agrupa a más de 6 millones de creyentes, de los cuales 350.000 residen en Irán, los cuales son "sistemáticamente perseguidos" desde que se implantara la República Islámica tras la Revolución de 1979.
Ha recordado asimismo que la relatora especial de Naciones Unidas para la Libertad de Religión o Credo, Asma Jahangir, aludió en 2006 a esta discriminación y a la persecución que el presidente iraní Jamenei había ordenado de forma confidencial.
Por ello, todos los grupos del Congreso español aprobaron por consenso el 21 de junio del mismo año una proposición no de ley que instaba al Gobierno a manifestar ante los diplomáticos iraníes el compromiso español con la libertad religiosa y la preocupación por la deriva que estaba tomando el Gobierno de Teherán.
Una situación que, a juicio de Grau, "se ha agravado" en los últimos años, especialmente con la detención por parte del Ministerio de Inteligencia, entre marzo y mayo de 2008, de siete miembros de la comunidad Bahá'í, que sufren unas condiciones de encarcelamiento que no cumplen ni con las condiciones "mínimas" contempladas en el Reglamento sobre el tratamiento de prisioneros.
El delito por el que se les acusa, y ello sin que hayan podido contar con la asistencia de sus abogados, ha dicho Grau, es el de "espionaje a favor de Israel, insulto a las figuras religiosas y propaganda contra el sistema", castigado con entre 1 y 5 años de prisión.
Aunque el parlamentario socialista Jordi Pedret ha dado su respaldo a la iniciativa, ha criticado al PP por su forma "unilateral" de presentarla, y ha reiterado que el Gobierno español "viene cumpliendo estrictamente" con la proposición no de ley aprobada en 2006.
Pedret ha lamentado que el PP haya "desperdiciado" una oportunidad para encontrar el consenso porque, en su opinión, la defensa que el Gobierno hace de los derechos humanos "es algo que se puede continuar pero no incitar de nuevo".
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Fonte: ADN.es
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COMENTÁRIO: Para quando uma iniciativa destas no Parlamento Português?
Margarida Leitão: Muitos Dias Tem o Mês

O filme da minha prima Margarida Leitão, Muitos Dias Tem o Mês, documentário sobre o endividamento das famílias portuguesas, está a concurso no Indie Lisboa'09, 6º Festival Internacional de Cinema Independente, na competição nacional de "Longas Metragens" e na internacional de "Pulsar do Mundo".
O filme será exibido no dia 27 de Abril, 2ª feira, no cinema S. Jorge, sala1, às 21h45m e no dia 1 de Maio, em Lisboa, no cinema Londres, sala 2, às 21h15m.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Madredeus: O Pastor
Ai que ninguém volta
ao que já deixou
ninguém larga a grande roda
ninguém sabe onde é que andou
Ai que ninguém lembra
nem o que sonhou
(e) aquele menino canta
a cantiga do pastor
Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
deixa a alma de vigia
Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
acordar é que eu não queria.
terça-feira, 21 de abril de 2009
A situação dos Bahá'ís detidos em Shiraz
O blog Iran Press Watch alertava ontem para a situação crítica em que se encontram alguns Baha’is detidos em Shiraz. Naquela cidade estão detidos sete Bahá’ís em condições desumanas: as celas têm 2,2 m de altura e 2,2 m de largura, um pequeno lavabo mas não possuem qualquer ventilação ou janela. A cama consiste em dois cobertores colocados sobre o chão de cimento.
Neste grupo de detidos, o caso da Srª Haleh Houshamandi-Salehi (presa no dia 18/Março/2009) é o mais grave. Padece de uma doença cardíaca e o seu médico declarou que qualquer trauma ou stress terá um impacte muito sério na sua saúde. Sob intenso stress psicológico e físico da detenção em isolamento, desenvolveu uma paralisia do lado esquerdo do seu corpo ao ponto de não se conseguir levantar do chão. Apesar de receber alguma medicação e de já não se encontrar em sistema de isolamento, necessita urgentemente de cuidados médicos adequados e a consulta de um especialista de doenças do coração.
Quando a família manifestou a sua preocupação sobre a saúde da Srª Haleh a um investigador judicial, a resposta que obteve foi: "Quantos menos, melhor!"
O filho (de 8 anos de idade) da Srª Haleh Houshmadi-Salehi ainda traumatizado a rusga policial que levou à detenção da mãe, tem frequentes ataques de choro. Está sempre a perguntar quando é que a mãe volta para casa, mas ninguém tem resposta para lhe dar. "Apetece-me chorar, mas esforço-me muito para parar. Tenho medo que os meus colegas de escola façam troça de mim", afirma a criança.
No dia 4 de Abril o Procurador-geral da Província de Fars ordenou a libertação de quatros prisioneiros bahá'ís detidos nos últimos dois meses. Apesar disso, o investigador judicial afirmou que em nenhuma condição permitiria a libertação dos baha’is sem o pagamento de fiança.
Há alguns dias atrás, um mandado de captura foi mostrado a um Bahá'í que estava a ser interrogado pelas autoridades islâmicas. No cabeçalho lia-se: Mandado de Captura para todos os Indivíduos com Ligações. Esta revelação é particularmente preocupante pois revela que as autoridades tencionam justificar várias detenções com um mandado ambíguo e vago. Qualquer pessoa, seja Baha’i, familiar de Baha’is, amigo ou conhecido de Baha’is pode ser detido, interrogado e ficar detido por tempo indeterminado, sem que as autoridades tenham de apresentar qualquer justificação.
É isto que acontece num país cujo Presidente esteve numa Conferência da ONU a discursar sobre Racismo e Direitos Humanos.
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FONTE: Urgent Appeal by the Baha'is of Shiraz
Neste grupo de detidos, o caso da Srª Haleh Houshamandi-Salehi (presa no dia 18/Março/2009) é o mais grave. Padece de uma doença cardíaca e o seu médico declarou que qualquer trauma ou stress terá um impacte muito sério na sua saúde. Sob intenso stress psicológico e físico da detenção em isolamento, desenvolveu uma paralisia do lado esquerdo do seu corpo ao ponto de não se conseguir levantar do chão. Apesar de receber alguma medicação e de já não se encontrar em sistema de isolamento, necessita urgentemente de cuidados médicos adequados e a consulta de um especialista de doenças do coração.Quando a família manifestou a sua preocupação sobre a saúde da Srª Haleh a um investigador judicial, a resposta que obteve foi: "Quantos menos, melhor!"
O filho (de 8 anos de idade) da Srª Haleh Houshmadi-Salehi ainda traumatizado a rusga policial que levou à detenção da mãe, tem frequentes ataques de choro. Está sempre a perguntar quando é que a mãe volta para casa, mas ninguém tem resposta para lhe dar. "Apetece-me chorar, mas esforço-me muito para parar. Tenho medo que os meus colegas de escola façam troça de mim", afirma a criança.
No dia 4 de Abril o Procurador-geral da Província de Fars ordenou a libertação de quatros prisioneiros bahá'ís detidos nos últimos dois meses. Apesar disso, o investigador judicial afirmou que em nenhuma condição permitiria a libertação dos baha’is sem o pagamento de fiança.
Há alguns dias atrás, um mandado de captura foi mostrado a um Bahá'í que estava a ser interrogado pelas autoridades islâmicas. No cabeçalho lia-se: Mandado de Captura para todos os Indivíduos com Ligações. Esta revelação é particularmente preocupante pois revela que as autoridades tencionam justificar várias detenções com um mandado ambíguo e vago. Qualquer pessoa, seja Baha’i, familiar de Baha’is, amigo ou conhecido de Baha’is pode ser detido, interrogado e ficar detido por tempo indeterminado, sem que as autoridades tenham de apresentar qualquer justificação.
É isto que acontece num país cujo Presidente esteve numa Conferência da ONU a discursar sobre Racismo e Direitos Humanos.
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FONTE: Urgent Appeal by the Baha'is of Shiraz
segunda-feira, 20 de abril de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
Portugal e Irão estão a negociar acordo para preservar fortalezas portuguesas
Notícia do jornal Público de hoje.
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Ormuz, grande como um estádio de futebol, é uma das praças-fortes míticas da História portuguesa no Oriente. Também há projectos para Qeshm.
Do lado iraniano, já sai fumo branco, segundo anunciou o Tehran Times de quinta-feira: "Portugal e o Irão chegaram a um acordo para o restauro dos castelos portugueses no Sul do Irão". Ou seja, a fortaleza de Ormuz, uma das três grandes praças-fortes da presença portuguesa no Oriente, e a fortaleza de Qeshm, ambas situadas em pequenas ilhas no Golfo Pérsico.

A notícia do diário iraniano - disponível em inglês na edição on-line - diz que o acordo foi negociado na terça-feira pelo embaixador português José Manuel da Costa Arsénio e por Fariborz Dowlatabadi, vice-director da Organização da Herança Cultural, Turismo e Artesanato do Irão. Este responsável iraniano indicou ainda ao Tehran Times que a assinatura terá lugar "no próximo mês".
Do lado português, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) confirmou ao PÚBLICO o diálogo do embaixador Costa Arsénio com o responsável iraniano, mas não adianta conclusões. "É um processo longo, de há anos, que envolve a Fundação Gulbenkian", lembrou a assessora de imprensa Paula Mascarenhas, ressalvando que "continuam a decorrer conversações sobre o assunto".
José Manuel da Costa Arsénio foi embaixador em Teerão, mas agora está colocado em Lisboa. Esta deslocação à capital iraniana significa que é ele, ainda, o negociador de Portugal na questão das fortalezas? A assessora do MNE diz que não, que a viagem teve a ver com o facto de Costa Arsénio agora dirigir os assuntos consulares do ministério. O PÚBLICO tentou, em vão, contactar Costa Arsénio e o actual embaixador no Irão, José Moreira da Cunha.
O envolvimento da Gulbenkian traduz-se em dois projectos apresentados pela Fundação ao Governo iraniano, um para a preservação de Qeshm, de 2002, e outro para a preservação de Ormuz, de 2004. "Estamos desde então à espera", disse ontem ao PÚBLICO João Pedro Garcia, director do Serviço Internacional da Gulbenkian, que visitou quatro vezes as fortalezas. A resposta do Irão terá que indicar "o orçamento discriminado, os prazos de execução e o compromisso financeiro que o Irão está disposto a assumir", explica este responsável, escusando-se a referir uma previsão de orçamento. A Gulbenkian tem tido "contactos cordiais com a embaixada iraniana em Lisboa", e aguarda "notícias". Entre outros projectos, Ormuz será uma prioridade pela importância histórica. "Com Goa e Malaca, é uma das três grandes-praças fortes de Afonso de Albuquerque." Quinhentos anos depois, está "em lamentável estado de degradação, perigoso para quem a visita".
Ontem, João Pedro Garcia não tinha conhecimento de um acordo entre Portugal e Irão, mas elogiou o "papel decisivo" de Costa Arsénio na preparação dos projectos. "Conhece perfeitamente o Irão e defendeu empenhadamente os interesses de Portugal enquanto lá esteve."
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Ormuz, grande como um estádio de futebol, é uma das praças-fortes míticas da História portuguesa no Oriente. Também há projectos para Qeshm.
Do lado iraniano, já sai fumo branco, segundo anunciou o Tehran Times de quinta-feira: "Portugal e o Irão chegaram a um acordo para o restauro dos castelos portugueses no Sul do Irão". Ou seja, a fortaleza de Ormuz, uma das três grandes praças-fortes da presença portuguesa no Oriente, e a fortaleza de Qeshm, ambas situadas em pequenas ilhas no Golfo Pérsico.

A notícia do diário iraniano - disponível em inglês na edição on-line - diz que o acordo foi negociado na terça-feira pelo embaixador português José Manuel da Costa Arsénio e por Fariborz Dowlatabadi, vice-director da Organização da Herança Cultural, Turismo e Artesanato do Irão. Este responsável iraniano indicou ainda ao Tehran Times que a assinatura terá lugar "no próximo mês".
Do lado português, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) confirmou ao PÚBLICO o diálogo do embaixador Costa Arsénio com o responsável iraniano, mas não adianta conclusões. "É um processo longo, de há anos, que envolve a Fundação Gulbenkian", lembrou a assessora de imprensa Paula Mascarenhas, ressalvando que "continuam a decorrer conversações sobre o assunto".
José Manuel da Costa Arsénio foi embaixador em Teerão, mas agora está colocado em Lisboa. Esta deslocação à capital iraniana significa que é ele, ainda, o negociador de Portugal na questão das fortalezas? A assessora do MNE diz que não, que a viagem teve a ver com o facto de Costa Arsénio agora dirigir os assuntos consulares do ministério. O PÚBLICO tentou, em vão, contactar Costa Arsénio e o actual embaixador no Irão, José Moreira da Cunha.
O envolvimento da Gulbenkian traduz-se em dois projectos apresentados pela Fundação ao Governo iraniano, um para a preservação de Qeshm, de 2002, e outro para a preservação de Ormuz, de 2004. "Estamos desde então à espera", disse ontem ao PÚBLICO João Pedro Garcia, director do Serviço Internacional da Gulbenkian, que visitou quatro vezes as fortalezas. A resposta do Irão terá que indicar "o orçamento discriminado, os prazos de execução e o compromisso financeiro que o Irão está disposto a assumir", explica este responsável, escusando-se a referir uma previsão de orçamento. A Gulbenkian tem tido "contactos cordiais com a embaixada iraniana em Lisboa", e aguarda "notícias". Entre outros projectos, Ormuz será uma prioridade pela importância histórica. "Com Goa e Malaca, é uma das três grandes-praças fortes de Afonso de Albuquerque." Quinhentos anos depois, está "em lamentável estado de degradação, perigoso para quem a visita".
Ontem, João Pedro Garcia não tinha conhecimento de um acordo entre Portugal e Irão, mas elogiou o "papel decisivo" de Costa Arsénio na preparação dos projectos. "Conhece perfeitamente o Irão e defendeu empenhadamente os interesses de Portugal enquanto lá esteve."
Susan Boyle
Susan Boyle anda nas bocas do mundo. Esta desempregada, com 47 anos e um aspecto bem diferente do que se considera um padrão de beleza, surgiu num programa britânico intitulado "Britain’s Got Talent". Ao início o júri reagiu com ironia; depois rendeu-se. A voz de Susan Boyle foi mais forte do que todos os preconceitos. O vídeo com a sua actuação merece ser visto.

Este episódio não devia ser apenas um conto de fadas. Devia convidar-nos a reflectir sobre os nossos próprios actos. Quantas vezes não temos comportamentos semelhantes aos membros daquele júri? Quantas vezes demonstramos preconceitos em relação a outras pessoas só por causa da sua aparência? E quantas vezes damos a essas pessoas uma oportunidade de demonstrar o seu valor?

Este episódio não devia ser apenas um conto de fadas. Devia convidar-nos a reflectir sobre os nossos próprios actos. Quantas vezes não temos comportamentos semelhantes aos membros daquele júri? Quantas vezes demonstramos preconceitos em relação a outras pessoas só por causa da sua aparência? E quantas vezes damos a essas pessoas uma oportunidade de demonstrar o seu valor?
A Crise, segundo Cavaco Silva
Cavaco Silva nunca foi uma figura política com quem eu simpatizasse. Mas ontem surpreendeu-me com os seus comentários à situação política, económica e social do país. É óbvio que podemos questionar se ele tem legitimidade moral para fazer estas críticas. Mas quantos políticos portugueses têm essa legitimidade moral? Cavaco Silva disse umas boas verdades. Posso não simpatizar com ele não é por isso que vou ignorar essas verdades.
AS FRASES
"Seria um erro muito grave, verdadeiramente intolerável, que na ânsia de obter estatísticas económicas mais favoráveis e ocultar a realidade se optasse por estratégias de combate à crise que ajudassem a perpetuar os desequilíbrios sociais já existentes ou que hipotecassem as possibilidades de desenvolvimento futuro e os direitos de gerações mais jovens".
"Este é um risco efectivo, muitos dos agentes que beneficiaram dos satus-quo e que tiveram um papel activo nesta crise financeira continuam a ser capazes de condicionar as políticas públicas quer pela sua dimensão económica ou pela sua proximidade ao poder político".
"Empresários e gestores submissos em relação ao poder político não são, geralmente, empresários e gestores com fibra competitiva e com espírito inovador. Preferem acantonar-se em áreas de negócio protegidas da concorrência, com resultado garantido."
"Não nos enganemos a nós próprios: os meses que aí vêm serão difíceis e o ano de 2010 não será fácil. Não ignoro que Portugal pode vir a enfrentar um período de contracção ou estagnação económica e de aumento do desemprego mais prolongado do que muitos pensariam no início da crise. Esta é uma possibilidade para a qual devemos estar preparados e que exige uma atenção por parte dos empresários, gestores e responsáveis públicos que deve ir muito além do mero desempenho empresarial ou pessoal".
AS FRASES
"Seria um erro muito grave, verdadeiramente intolerável, que na ânsia de obter estatísticas económicas mais favoráveis e ocultar a realidade se optasse por estratégias de combate à crise que ajudassem a perpetuar os desequilíbrios sociais já existentes ou que hipotecassem as possibilidades de desenvolvimento futuro e os direitos de gerações mais jovens".
"Este é um risco efectivo, muitos dos agentes que beneficiaram dos satus-quo e que tiveram um papel activo nesta crise financeira continuam a ser capazes de condicionar as políticas públicas quer pela sua dimensão económica ou pela sua proximidade ao poder político".
"Empresários e gestores submissos em relação ao poder político não são, geralmente, empresários e gestores com fibra competitiva e com espírito inovador. Preferem acantonar-se em áreas de negócio protegidas da concorrência, com resultado garantido."
"Não nos enganemos a nós próprios: os meses que aí vêm serão difíceis e o ano de 2010 não será fácil. Não ignoro que Portugal pode vir a enfrentar um período de contracção ou estagnação económica e de aumento do desemprego mais prolongado do que muitos pensariam no início da crise. Esta é uma possibilidade para a qual devemos estar preparados e que exige uma atenção por parte dos empresários, gestores e responsáveis públicos que deve ir muito além do mero desempenho empresarial ou pessoal".
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Darwin, um Diálogo entre Fé e Ciência
Mais um colóquio do Centro de Reflexão Cristã que promete se ser bem interessante.
Local: Centro Nacional de Cultura - Galeria Fernando Pessoa
Largo do Picadeiro, nº 10-1º. Lisboa.
(metro Baixa-Chiado)
Darwin, um Diálogo entre Fé e Ciência
Dia 22 de Abril de 2009 (4ª feira às 18h30m)
João Caraça
P. João Resina
Dia 22 de Abril de 2009 (4ª feira às 18h30m)
João Caraça
P. João Resina
Local: Centro Nacional de Cultura - Galeria Fernando Pessoa
Largo do Picadeiro, nº 10-1º. Lisboa.
(metro Baixa-Chiado)
quinta-feira, 16 de abril de 2009
No site da Human Rights Watch
Duas notícias interessantes no site da Human Rights Watch.
Ahmadinejad na Durban II?
A propósito da provável presença do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad na próxima Conferência da ONU sobre Racismo (a realizar em Genebra, entre 21 e 24 de Abril), a Human Rights Watch (HRW) apelou a que este evento aprove uma declaração forte contra o racismo.
Os comentários sobre Israel e o Holocausto tornaram Ahmadinejad uma figura controversa, e a sua possível presença neste evento suscitou receios que ele pudesse voltar a fazer comentários. Mas Juliette de Rivero, da HRW, lembrou que "o Irão ficou isolado quando na semana passada tentou re-introduzir nas negociações o conceito de difamação das religiões. Se Ahmadinejad tentar reabrir assuntos que foram retirados da agenda, as delegações devem reagir firmemente e defender o consenso actual".
A HRW apelou a que Ahmadinejad utilizasse a sua presença nesta Conferência da ONU contra o racismo para anunciar o fim da repressão contra os Bahá’ís e assumir um compromisso pela defesa da liberdade de expressão.
Notícia completa: Don't Let Any Nations Derail UN Racism Conference
Egipto: Direitos dos Bahá’ís reconhecidos pelo Governo
Um decreto recente do Ministério do Interior Egípcio reconhece o direito dos seguidores de religiões "não-reconhecidas" a obter documentos de identidade e o acesso a serviços básicos. Esta é uma medida saudada pela HRW, pois termina com a política oficial de discriminação dos baha’is egípcios, que eram obrigados a identificarem-se como cristãos ou muçulmanos.
Este decreto foi assinado no dia 19 de Março pelo General Habib al-Adly, Ministro do Interior, e publicado no Jornal Oficial no dia 14 de Abril, tendo entrado em vigor no dia seguinte. A sua publicação surgiu três dias depois do Supremo Tribunal Administrativo ter confirmado que os membros da minoria Bahá’ís do Egipto tem direito a obter documentos oficiais de identificação, sem ter de revelar as suas convicções religiosas, ou identificar-se como professando outra religião.
Notícia completa : Egypt: Decree Ends ID Bias Against Baha'is
Ahmadinejad na Durban II?
A propósito da provável presença do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad na próxima Conferência da ONU sobre Racismo (a realizar em Genebra, entre 21 e 24 de Abril), a Human Rights Watch (HRW) apelou a que este evento aprove uma declaração forte contra o racismo.
Os comentários sobre Israel e o Holocausto tornaram Ahmadinejad uma figura controversa, e a sua possível presença neste evento suscitou receios que ele pudesse voltar a fazer comentários. Mas Juliette de Rivero, da HRW, lembrou que "o Irão ficou isolado quando na semana passada tentou re-introduzir nas negociações o conceito de difamação das religiões. Se Ahmadinejad tentar reabrir assuntos que foram retirados da agenda, as delegações devem reagir firmemente e defender o consenso actual".
A HRW apelou a que Ahmadinejad utilizasse a sua presença nesta Conferência da ONU contra o racismo para anunciar o fim da repressão contra os Bahá’ís e assumir um compromisso pela defesa da liberdade de expressão.
Notícia completa: Don't Let Any Nations Derail UN Racism Conference
Egipto: Direitos dos Bahá’ís reconhecidos pelo Governo
Um decreto recente do Ministério do Interior Egípcio reconhece o direito dos seguidores de religiões "não-reconhecidas" a obter documentos de identidade e o acesso a serviços básicos. Esta é uma medida saudada pela HRW, pois termina com a política oficial de discriminação dos baha’is egípcios, que eram obrigados a identificarem-se como cristãos ou muçulmanos.
Este decreto foi assinado no dia 19 de Março pelo General Habib al-Adly, Ministro do Interior, e publicado no Jornal Oficial no dia 14 de Abril, tendo entrado em vigor no dia seguinte. A sua publicação surgiu três dias depois do Supremo Tribunal Administrativo ter confirmado que os membros da minoria Bahá’ís do Egipto tem direito a obter documentos oficiais de identificação, sem ter de revelar as suas convicções religiosas, ou identificar-se como professando outra religião.
Notícia completa : Egypt: Decree Ends ID Bias Against Baha'is
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Prever o futuro do Irão usando a teoria dos jogos
O que é que o Irão vai fazer em relação às armas nucleares?
Qual é o futuro do regime teocrático iraniano?
Qual é o futuro de Ahmadinedjad?
Bruce Bueno de Mesquita aplica a teoria dos jogos para responder a estas questões.
Qual é o futuro do regime teocrático iraniano?
Qual é o futuro de Ahmadinedjad?
Bruce Bueno de Mesquita aplica a teoria dos jogos para responder a estas questões.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Uma fé em mudança
Phillipe Copeland, no seu blog Baha’i Thought chama a atenção para um relatório publicado pelo Barna Research Group onde se mostram alguns exemplos de como entre os americanos as crenças cristãs tradicionais baseadas em interpretações literais são cada vez menos aceites.
Por exemplo, 40% dos americanos acreditam que Satanás "não é um ser vivo, mas antes um símbolo do mal"; além destes, existem ainda 19% que de alguma forma concordam com esta perspectiva. E em relação ao Espírito Santo, a maioria dos cristãos também não acredita que se trate de uma força viva. Nas respostas obtidas, 38% afirmaram acreditar que se trata de "um símbolo do poder e presença de Deus"; e outros 20% afirmaram que de alguma forma com essa perspectiva.
No que toca ao relacionamento com pessoas de outras religiões, dois terços dos questionados afirmaram que era importante ter "uma relação activa e saudável com pessoas que pertencem a outras fés religiosas que não aceitam as crenças centrais da nossa fé" (36% concordaram fortemente com a ideia; 29% concordaram um pouco; 11% discordaram fortemente; 16% discordaram um pouco; os restantes 8% não têm opinião).
Não descreveria isto como uma mudança de maré teológica (como Phillipe faz). Prefiro ver estes indicadores como um sinal de um esforço no sentido de conciliar a razão com a fé, e simultaneamente de tentar viver em paz numa sociedade multi-religiosa.
Como bahá'í só posso ficar satisfeito com estes indicadores; no fundo, mostram-nos que é cada vez maior o número de cristãos americanos que partilha de crenças comuns com os baha’is.
Por exemplo, 40% dos americanos acreditam que Satanás "não é um ser vivo, mas antes um símbolo do mal"; além destes, existem ainda 19% que de alguma forma concordam com esta perspectiva. E em relação ao Espírito Santo, a maioria dos cristãos também não acredita que se trate de uma força viva. Nas respostas obtidas, 38% afirmaram acreditar que se trata de "um símbolo do poder e presença de Deus"; e outros 20% afirmaram que de alguma forma com essa perspectiva.
No que toca ao relacionamento com pessoas de outras religiões, dois terços dos questionados afirmaram que era importante ter "uma relação activa e saudável com pessoas que pertencem a outras fés religiosas que não aceitam as crenças centrais da nossa fé" (36% concordaram fortemente com a ideia; 29% concordaram um pouco; 11% discordaram fortemente; 16% discordaram um pouco; os restantes 8% não têm opinião).
Não descreveria isto como uma mudança de maré teológica (como Phillipe faz). Prefiro ver estes indicadores como um sinal de um esforço no sentido de conciliar a razão com a fé, e simultaneamente de tentar viver em paz numa sociedade multi-religiosa.
Como bahá'í só posso ficar satisfeito com estes indicadores; no fundo, mostram-nos que é cada vez maior o número de cristãos americanos que partilha de crenças comuns com os baha’is.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Portuguese Lobby at the White House

The Portuguese lobby at the White House has a face and a name: Bo.
Aren't we a powerful nation?
Read more about it: White House dog: It's Bo, the Portuguese water dog for Obama daughters.
domingo, 12 de abril de 2009
Incidentes

O Telejornal mostrava uma multidão de pessoas em revolta. Vestiam camisas vermelhas e atacavam um Mercedes, onde se presumia, seguia alguma personalidade importante.
O meu pai acaba de chegar, olha para o écran, e comenta:
"Não me digam que isto aconteceu ontem no Estádio da Luz..."
"Não, pai. Foi na Tailândia..."
terça-feira, 7 de abril de 2009
Viva l'Italia
Uma belissima homenagem neste momento tão difícil para milhares de italianos.
l'Italia con gli occhi aperti nella notte triste,
viva l'Italia, l'Italia che resiste.
(copiado daqui)
l'Italia con gli occhi aperti nella notte triste,
viva l'Italia, l'Italia che resiste.
(copiado daqui)
Entretanto, em Isfahan...


Na cidade iraniana de Isfahan, encontram-se agora alguns placards com palavras de Bahá'u'lláh, o fundador da Fé Bahá’í. Nesses placards podemos ler algumas frases do livro "Palavras Ocultas": "No jardim do teu coração nada plantes salvo a rosa do amor"; e "Nenhum mal deves falar, para que não o ouças falado a ti". Os placards estão colocados na principal rotunda da cidade, junto à sede do organismo municipal responsável pela divulgação cultural.
Nada mau, para um país onde o regime teocrático impôs a suspensão das actividades Baha’is.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
No rescaldo dos incêndios
no momento em que abandonava o edifício da Procuradoria
e prestava declarações aos media.
Depois dos ataques incendiários contra Bahá’ís no Egipto ocorridos na semana passada, vários grupos de direitos humanos têm-se movimentado no sentido de processar judicialmente o jornalista Rahim; outras organizações e jornalistas têm exigidos que ele peça desculpas. Alguns jornais do Médio Oriente têm noticiado estes desenvolvimentos.
No jornal online The Media Line (uma boa fonte de notícias do médio Oriente) surgiu um artigo intitulado Egyptians Face Trial for Incitement Against Baha’is, onde podemos ler:
Um jornalista egípcio e um membro do parlamento do partido do governo foram convocados pelo tribunal por alegadamente terem incitado contra a minoria baha’i do país.Ler o resto da notícia em inglês aqui.
O jornalista, Jamal ‘Abd A-Rahim dop jornal pro-governamental Al-Gumouriyya e o MP Muhammad Yusri do Partido Nacional Democrático no poder, estão a ser interrogados sobre o papel que tiveram nos incêndios de residências Baha’is na semana passada.
Os residentes de A-Shouraniyya, localizada em Sohag, a 345 quilómetros a sul do Cairo, deitaram fogo a casa pertencentes a baha’is e expulsaram-nos da localidade.
Outro jornal online The National (do Abu Dabhi), noticiava publicou um artigo Anti-Baha’i columnist refuses to apologise onde referia novos desenvolvimentos na atitude do jornalista Rahim:
Um colunista de jornal acusado de incitar os ataques da semana passada contra membros da Fé Baha’i numa aldeia do Egipto superior, afirmou ontem que não vai pedir desculpa pelos seus comentários controversos.Ler o resto da notícia em inglês aqui.
Seis grupos Egípcios para os Direitos Humanos solicitaram aos Procuradores Públicos para que investiguem Gamal Abd al Rahim, um colaborador do jornal governamental Al Gomhurriya por "incitamento a crimes e delitos".
Afirmam que as declarações do Sr. Al Rahim contra os Baha’is num talk show popular provocou directamente um ataque onde aldeões da vila de Al Shuraniya lançaram fogo a cinco casas que se sabe pertencerem a Baha’is.
domingo, 5 de abril de 2009
A propósito da cimeira dos G-20

Num artigo publicado no semanário Expresso, o Presidente dos Estados Unidos escreve:
Eu sei que a América tem a sua quota de responsabilidade pelo caos com que hoje todos nos defrontamos. Mas também sei que não precisamos de escolher entre um capitalismo caótico e implacável e uma economia opressiva dirigida pelo Estado. Essa é uma falsa alternativa que não servirá o nosso país nem qualquer outro país. Esta reunião do G-20 é um fórum para um novo tipo de cooperação económica global. Este é o momento de trabalharmos em conjunto para restabelecer o crescimento sustentado, que só pode vir de mercados abertos e estáveis que utilizem a inovação, apoiem o empreendedorismo e promovam a oportunidade.Acompanhei com atenção a reunião do G-20 e as decisões que dali saíram. A primeira coisa que me agrada é que se alargou o conjunto de países com reconhecida influência na economia mundial. É certo que muitos outros ficaram de fora (e o Presidente Obama referiu esse aspecto), mas a verdade é que é preferível que as decisões de fundo que influenciam a economia mundial sejam tomadas por vinte países e não apenas por oito. As decisões tomas criaram uma onda de optimismo nos mercados, e foram bem recebidas por analistas políticos e económicos; resta saber se serão suficientes.
Há quem acredite que é necessário um colapso total do sistema político e económico mundial, antes de conseguirmos iniciar a construção de uma nova ordem mundial com o envolvimento de todos os governos e povos do mundo. Não consigo acreditar nisso; na minha opinião, estamos a assistir à actuação simultânea de um processo de desintegração da velha ordem mundial, e outro de construção. E parece-me óbvio que a crise económica que vivemos faz parte do processo de desintegração, e a importância que agora se atribui ao G-20 (em detrimento do G-8) é um pequeno passo no processo de integração.
É óbvio que não sabemos até onde poderá ir (e que consequência poderá ter) o processo de desintegração; mas podemos perceber que existem iniciativas que exigiram uma grande vontade política na reforma das instituições mundiais que actualmente influenciam o mundo. Num organismo como o FMI, fará sentido que os Estados Unidos ainda possuam direito de veto? E que dizer do Conselho de Segurança das Nações Unidas? Que sentido faz que ainda existam países com direito de veto? Que sentido faz que países com crescente peso político e económico no palco internacional, como o Brasil e a Índia, não sejam membros permanentes desse organismo?
As exigências do processo de integração são tremendas. Esperemos que assim que se verificarem os primeiros sinais de atenuação da actual crise mundial, as vozes do situacionismo não ganhem força. O pior que nos podia acontecer, era sairmos desta crise e ficarmos numa situação semelhante em que estávamos quando ela se iniciou.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
PUBLICO.PT: Comunidade Bahá'í atacada no Egipto
Dezenas de aldeões muçulmanos atacaram nesta última semana as residências de elementos da comunidade bahá'i no Sul do Egipto, depois de um dos seus elementos ter dito na televisão que a aldeia de Sharoyah, perto de Sohagh, estava cheia de prosélitos dessa religião.
Segunda e terça-feira foram incendiadas e danificadas quatro casas de bahá'is, declarou à AFP uma fonte dos serviços de segurança, depois de grupos de defesa dos direitos humanos terem alertado para este problema.
Os incêndios alastraram às residências de duas famílias muçulmanas, que também ficaram danificadas, enquanto as três dezenas de bahá'is daquela localidade eram ameaçados de morte e acusados de serem "inimigos de Deus".
No fim da semana passada um canal da televisão egípcia transmitiu um debate em que um jornalista chegou a ameaçar de morte uma médica bahá'i e a partir daí tudo se precipitou
A religião bahá'i foi fundada em meados do século XIX pelo aristocrata persa Husayn-'Ali, "Baha'u'llah" (A Glória de Deus), que os fiéis desta corrente consideram o mais recente de uma vasta linha de profetas que inclui Buda, Abraão, Jesus Cristo e Maomé. Mas os muçulmanos rejeitam tal teoria, pois acreditam que Maomé é que foi o último dos profetas; e daí a perseguição que aos bahá'is é movida no Médio Oriente, desde o Egipto ao Irão.
A polícia egípcia deteve seis pessoas devido aos acontecimentos do início desta semana e está a interrogá-las, tendo entretanto destacado mais agentes para a região de Sohagh.
Há sensivelmente seis milhões de bahá'is em todo mundo, incluindo alguns milhares em Portugal, onde o mais conhecido deles é o campeão olímpico de atletismo Nelson Évora, filho de um cabo-verdiano que casou na Costa do Marfim, onde ele nasceu
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Notícia retirada do Público online.
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ACTUALIZAÇÃO
Nos media internacionais, esta notícia continua a ter destaque:
Call for Egypt Bahai attack probe (BBC)
Rights groups: Muslim villagers set fire to homes of members of the Baha'i religion in Egypt (LA Times)
Baha'i homes attacked in Egypt village, families flee (Reuters)
Egypte: des villageois mettent le feu à des maisons de la minorité bahaïe (La Croix)
Grupos de defensa derechos humanos pide protección de los bahaíes en Egipto (El Confidencial)
Bahai homes attacked in Egypt after media commentary (Menassat, Lebanon)
Bahais flee Egyptian city after arson (GulfNews.com)
Baha`i Homes Attacked in Egypt Village (javno)
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Rahim, o pequeno Nero
Quando parecia que as coisas estavam a melhorar para os Baha’is do Egipto, surge uma notícia que nos mostra quão diferente é o mundo do outro lado do Mediterrâneo. E quão frágil é a situação dos Bahá'ís Egípcios.
No passado dia 28 de Março, um canal de TV egípcio, apresentou uma reportagem sobre a celebração do Naw-Ruz (Ano Novo) pelos Bahá'ís do Egipto seguido de um debate entre o jornalista Gamal Abdel Rahim (que escreve para o jornal Al-Gomhoryiah [A República]), e dois Bahá'ís: a Dra. Basma Moussa e Ahmad El-Sayyid. Durante o debate o Sr. Rahim, - que é conhecido no Egipto como um dos principais mentores da hostilização dos Bahá'ís – não se contentou com as suas tradicionais provocações; desta vez foi mais longe e ameaçou de morte a Drª Moussa.
No dia 31 de Março, na vila de Showraniah, um grupo de jovens atacou cinco residências de baha'is, lançando pedras e cocktails molotovs. Inspirados pelas palavras incendiárias do Sr. Rahim (como reconheceram no blog deste jornalista), decidiram punir um dos Bahá'ís que tinha sido entrevistado para a reportagem exibida no programa de TV.
Motivo: um dos residentes aparecera no programa de TV a afirmado que tinha aceite a religião Bahá’í. As forças de segurança não conseguiram impedir a chegada nem a fuga desses grupo de incendiários.
Como consequência, alguns Bahá'ís decidiram abandonar a localidade (onde residiam há décadas; outros afirmaram que a polícia os impediu de regressar. O Ministro do Interior confirmou o incidente, afirmou que tinham sido feitas detenções que que estava em curso uma investigação.
Posteriormente, jornal Al-Gomhoryiah [A República] (onde o Sr. Rahim escreve) dava conta da ocorrência, dizendo que tinham sido jovens da ilha que tinham causado o incêndio, acrescentando que estes tinham tentado impedir que os bombeiros e as forças policiais chegassem ao local do incêndio. E em tom de anuência para com os incendiários, citava um habitante da vila: "Somos todos Muçulmanos e Cristãos, vivendo em paz, lado a lado. Apenas algumas pessoas se converteram à Fé Baha’i, e insultaram a nossa vila, a nossa reputação e as nossas crenças. Vamos manifestar-nos para declarar a nossa inocência destas alegações. Renunciamos as estes intrusos que foram aliciados pelo dinheiro de corpos estrangeiros; eles falharam na disseminação da sua ideologia entre nós."
Num editorial no mesmo jornal o Sr. Rahim, qual pequeno Nero do jornalismo egípcio, não hesitou em elogiar os incendiários.
Este tipo de ataques contra os Baha’is é recorrente no Irão; mas no Egipto são uma raridade. Fica a ideia que resolvido o problema jurídico dos bahá'ís, existe agora um problema social, a que as autoridades e a sociedade egípcias terão de resolver.
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Naturalmente que a maioria dos leitores deste blog, não entende árabe. Mesmo assim, deixo aqui um excerto do programa de TV que provocou esta situação. Percebe-se pela forma de falar do Sr. Rahim que ele não é propriamente uma pessoa cordial.
ACTUALIZAÇÃO
Aqui fica um vídeo que mostra um momento em que as residências dos Bahá'ís ardiam na vila de Showraniah.
Hoje, diversos grupos de activistas dos Direitos Humanos realizaram uma manifestação à porta do Gabinete do Procurador Geral exigindo que o Sr. Rahim seja acusado e processado.
Também hoje, seis organizações egípcias de Direitos Humanos lideradas pela Egyptian Initiative for Personal Rights emitiram um comunicado conjunto onde expressam o seu repúdio pelos actos hediondos cometidos com uma inocente minoria religiosa no Egipto. Exigem que os autores deste acto seja presos e julgados, e também apela ao governo par que tome medidas para proteger os Bahá'ís. Este comunicado pode ser lido aqui (em inglês).
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SOBRE ESTE ASSUNTO:
Groups: Villagers attack homes of Baha'is in Egypt (AP)
Egypt village mob torches Bahai homes (AP)
A Mob Burns Baha'i Homes in a Southern Egyptian Village (Baha'i Faith in Egypt and Iran)
More on the mob attacks in Egypt (BahaiRights.org)
Villagers torch Bahai homes (Africa News 24)
Egyptian Baha'is under attack (Global Voices)
Egyptian Baha'is still face trouble after court victory (M&C)
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Angola: Governo preocupado com expansão do islamismo
Notícia da agência Angop publicada no site AngoNotícias.
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O Governo angolano está preocupado com a expansão do islamismo e suas consequências na organização e estrutura da sociedade angolana, afirmou hoje, em Luanda, a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva. Dirigindo-se aos deputados da sexta comissão da Assembleia Nacional, que visitaram as instalações do Instituto Nacional de Estudos Religiosos (INAR), Rosa Cruz e Silva manifestou a sua preocupação face ao crescimento e aumento de seguidores desta religião em Angola.
"A nossa preocupação prende-se com a expansão do islamismo e as consequências que podem provocar na organização e estrutura da sociedade angolana", disse.
Por seu turno, a directora do Instituto Nacional para Assuntos Religiosos (INAR), Fátima Viegas, adiantou estar em perspectiva um estudo para se determinar até que ponto o islamismo está enraizado na sociedade angolana.
"O Islão é uma situação que está a preocupar na medida que temos recebido da população algumas lamentações e queixas relativas a muitas jovens que se têm tornado escravas depois de casadas com pessoas que professam esta doutrina. As informações que recebemos avançam que estas jovens não são companheiras, mas sim escravas, sendo obrigadas a sujeitarem-se a hábitos que em nada têm a ver com os costumes do povo angolano”, asseverou Fátima Viegas.
Como sabemos, acrescentou a responsável, uma das preocupações do Estado é a protecção do cidadão, sendo, portanto, uma das razões que leva o INAR, em particular, a juntar meios e esforços para um estudo profundo sobre o fenómeno em causa.
Segundo disse, o que se passa não é a hostilização do islão como doutrina, mas somente a prática de actos nada benéficos para a sociedade angolana.
“Embora professada por diversas pessoas, maioritariamente oriundas de países árabes, o Islão é um fenómeno estranho à cultura angolana e não tem raízes históricas na tradição do país, embora seja uma realidade actual. Se as pessoas estão a sentir-se lesadas é preciso uma resposta e é isto que o Ministério da Cultura, através do INAR vai fazer”, pontualizou.
O que se pretende com tal estudo, adiantou Fátima Viegas, é saber "in loco" o que se passa, quais são as ligações e dar uma resposta.
Depois da visita ao INAR e às instalações do Ministério da Cultura, os deputados mantiveram um encontro com os seus responsáveis, encabeçado pela ministra Rosa Cruz e Silva, de quem receberam informações detalhadas sobre a vida cultural do país.
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O Governo angolano está preocupado com a expansão do islamismo e suas consequências na organização e estrutura da sociedade angolana, afirmou hoje, em Luanda, a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva. Dirigindo-se aos deputados da sexta comissão da Assembleia Nacional, que visitaram as instalações do Instituto Nacional de Estudos Religiosos (INAR), Rosa Cruz e Silva manifestou a sua preocupação face ao crescimento e aumento de seguidores desta religião em Angola.
"A nossa preocupação prende-se com a expansão do islamismo e as consequências que podem provocar na organização e estrutura da sociedade angolana", disse.Por seu turno, a directora do Instituto Nacional para Assuntos Religiosos (INAR), Fátima Viegas, adiantou estar em perspectiva um estudo para se determinar até que ponto o islamismo está enraizado na sociedade angolana.
"O Islão é uma situação que está a preocupar na medida que temos recebido da população algumas lamentações e queixas relativas a muitas jovens que se têm tornado escravas depois de casadas com pessoas que professam esta doutrina. As informações que recebemos avançam que estas jovens não são companheiras, mas sim escravas, sendo obrigadas a sujeitarem-se a hábitos que em nada têm a ver com os costumes do povo angolano”, asseverou Fátima Viegas.
Como sabemos, acrescentou a responsável, uma das preocupações do Estado é a protecção do cidadão, sendo, portanto, uma das razões que leva o INAR, em particular, a juntar meios e esforços para um estudo profundo sobre o fenómeno em causa.
Segundo disse, o que se passa não é a hostilização do islão como doutrina, mas somente a prática de actos nada benéficos para a sociedade angolana.
“Embora professada por diversas pessoas, maioritariamente oriundas de países árabes, o Islão é um fenómeno estranho à cultura angolana e não tem raízes históricas na tradição do país, embora seja uma realidade actual. Se as pessoas estão a sentir-se lesadas é preciso uma resposta e é isto que o Ministério da Cultura, através do INAR vai fazer”, pontualizou.
O que se pretende com tal estudo, adiantou Fátima Viegas, é saber "in loco" o que se passa, quais são as ligações e dar uma resposta.
Depois da visita ao INAR e às instalações do Ministério da Cultura, os deputados mantiveram um encontro com os seus responsáveis, encabeçado pela ministra Rosa Cruz e Silva, de quem receberam informações detalhadas sobre a vida cultural do país.
Humanismo, Fé e Razão
No seu livro "Cristo Filósofo", Frederic Lenoir escreve:
nesta, o ser humano é visto como "talismã supremo"[2] e considerado semelhante "uma mina rica em jóias de inestimável valor”[3]. Segundo o fundador da religião Bahá’í, a falta de educação tem impedido os seres humanos de revelar todo o seu potencial.
O ser humano é considerado como o expoente máximo da criação; a sua conduta deve reger-se por elevados valores éticos ; a sua racionalidade é enaltecida, sendo mesmo considerada a maior dádiva que Deus lhe concede.
Quanto à tensão entre fé e razão, as seguintes palavras de 'Abdu'l-Bahá, proferidas numa palestra nos Estados Unidos em 1912, são bem elucidativas da perspectiva Baha’i sobre este assunto.
NOTAS
[1] - Cristo Filósofo, Frederic Lenoir, pag. 141-142
[2] - Epístola de Maqsúd, parag. 3
[3] - Epístola de Maqsúd, parag. 3
[4] - Promulgação da Paz Universal, Hotel Schenley, Pittsburgh, Pennsylvania, 07 de Maio de 1912
Ao longo dos séculos, o projecto humanista vai desenvolver-se até emancipar o indivíduo e a sociedade da tutela da religião. Porém, contrariamente àquilo que se julga muitas vezes, ele não nasce contra as ideias cristãs, nem contra a ideia de Deus. O primeiro momento do Humanismo, o do Renascimento, permanece profundamente ancorado numa visão cristã. É em nome dos princípios evangélicos, harmonizados com os pensamentos dos Antigos , que os humanistas valorizam o homem e criticam os abusos da instituição eclesiástica. Num segundo momento, o das Luzes do século XVIII, o Humanismo radicaliza-se, assim como a critica das instituições religiosas. Mas a maioria dos filósofos das Luzes permanecem cristãos e apoiam-se, de maneira implícita ou explicita, na ética evangélica para libertar definitivamente a sociedade do domínio das Igrejas e edificar uma moral laica. Para além disso, insistem na necessária distinção entre a razão e a fé, e emancipam a razão da perspectiva teológica, mas sem chegar a opor estas duas ordens. É apenas num terceiro momento, em meados do século XIX, que certos pensadores entendem ir mais longe e desembaraçar o homem de qualquer crença religiosa, considerada uma alienação. Só então começa o tempo, por um lado da ruptura real entre o Humanismo e o Cristianismo, e, por outro lado, da oposição radical entre fé e razão. [1]Gostei desta análise do desenvolvimento do Humanismo que Lenoir nos apresenta. Na minha opinião, Bahá'u'lláh propõe-nos um quarto momento para o projecto Humanista;
nesta, o ser humano é visto como "talismã supremo"[2] e considerado semelhante "uma mina rica em jóias de inestimável valor”[3]. Segundo o fundador da religião Bahá’í, a falta de educação tem impedido os seres humanos de revelar todo o seu potencial.O ser humano é considerado como o expoente máximo da criação; a sua conduta deve reger-se por elevados valores éticos ; a sua racionalidade é enaltecida, sendo mesmo considerada a maior dádiva que Deus lhe concede.
Quanto à tensão entre fé e razão, as seguintes palavras de 'Abdu'l-Bahá, proferidas numa palestra nos Estados Unidos em 1912, são bem elucidativas da perspectiva Baha’i sobre este assunto.
O terceiro princípio ou ensinamento de Bahá'u'lláh é a unicidade entre religião e ciência. Toda crença religiosa que não esteja em conformidade com a investigação e a comprovação científica é superstição; pois a verdadeira ciência é razão e realidade, e religião é essencialmente realidade e razão pura; portanto, ambas devem harmonizar-se. O ensinamento religioso que estiver em desacordo com a ciência e a razão é imaginação e invenção humana, e não merece aceitação, pois a antítese e oposto do conhecimento é a superstição nascida da ignorância humana. Se dissermos que a religião se opõe à ciência, desconhecemos tanto a verdadeira ciência como a verdadeira religião, pois ambas se fundamentam nas premissas e conclusões da razão, e ambas devem passar pela sua prova. [4]-----------------------------
NOTAS
[1] - Cristo Filósofo, Frederic Lenoir, pag. 141-142
[2] - Epístola de Maqsúd, parag. 3
[3] - Epístola de Maqsúd, parag. 3
[4] - Promulgação da Paz Universal, Hotel Schenley, Pittsburgh, Pennsylvania, 07 de Maio de 1912
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